perspectivas

Terça-feira, 16 Fevereiro 2016

As objecções ao argumento de Plantinga, pelo Domingos Faria

Filed under: filosofia — O. Braga @ 3:34 pm
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O Domingos Faria escreve aqui um artigo sobre o argumento de Plantinga acerca da incompatibilidade entre o naturalismo e o evolucionismo. Eu já tinha escrito um outro verbete em 2008 acerca do mesmo assunto.

O Domingos Faria apresenta objecções ao argumento de Plantinga:

“Como objecção imediata a esta argumentação pode-se alegar, tal como Dennett (2011, p. 35-36/51-52), que os nossos cérebros são mecanismos sintácticos que são concebidos pela evolução para localizar a verdade. Deste modo, a evolução por selecção natural, com o pressuposto de que não é orientada, tal como explica por que razão os corações são altamente fiáveis na função de bombear o sangue ou por que razão os olhos são altamente fiáveis a percepcionar o meio envolvente, também explica por que motivo as crenças que são provocadas por esses olhos ou por outros sentidos são altamente fiáveis na função de obter a verdade”.

sapoDamos o exemplo de um sapo, que alegadamente foi objecto de evolução.

Um sapo come insectos; mas ele (o sapo) só vê os insectos que se mexem. Se uma formiga estiver a dois centímetros da boca dele mas estiver imóvel, o sapo não a “vê” e, portanto, não a come. Ou seja, o olho do sapo foi programado pela “evolução” para detectar apenas o movimento.

Portanto, a ideia segundo a qual os órgãos sensoriais são “altamente fiáveis” para detectar o meio-ambiente (ou a Verdade, no ser humano) em função da evolução, é um sofisma. Não se trata apenas de crenças: trata-se sobretudo de limitações orgânicas.

É certo que se a fisiologia humana não tivesse alguma correspondência com a Realidade, o ser humano seria extinto. Mas isso não significa que os mecanismos de sobrevivência sejam “altamente fiáveis” — como vimos no exemplo do sapo.

Sábado, 30 Janeiro 2016

Anselmo Borges e o enigma de Deus

 

Anselmo Borges escreve o seguinte:

“É possível que Deus exista, mas também pode não existir. Ninguém pode dizer que sabe que Deus existe, mas também ninguém pode dizer que sabe que Deus não existe. Ninguém sabe se na morte encontramos a vida na sua plenitude em Deus ou se, pelo contrário, para cada pessoa tudo acaba na morte. Este é o grande enigma da vida de cada homem, de cada mulher”.

Anselmo Borges poderia ter escrito: “Este é o grande enigma da vida de cada ser humano”, englobando o homem e a mulher em uma mesma categoria. Mas o politicamente correcto exige que o homem e a mulher pertençam a espécies diferentes. Noutros tempos, dizíamos “Minhas senhoras e meus senhores!” por uma questão de boa educação; hoje, dizemo-lo por obrigação politicamente correcta.


Anselmo Borges erra quando confunde “enigma”, por um lado, e “mistério”, por outro lado.

Aliás, esse erro foi decalcado do livro do jesuíta a que se refere o Anselmo Borges no artigo. Quando estudei a História de Portugal no liceu, pensei que a expulsão dos jesuítas por parte do Marquês de Pombal tivesse sido um exagero; hoje tenho dúvidas se não teria justificação racional. Não é acaso que o papa-açorda Francisco é jesuíta.

Um enigma tem solução, por princípio; um mistério é insolúvel, à luz da razão humana.

O problema do homem moderno é o de que não aceita, por princípio, de que há coisas que não compreende (no sentido do racional determinístico) e nem nunca compreenderá: a ideia segundo a qual possam haver realidades ou fenómenos racionalmente inacessíveis ao ser humano é um sacrilégio modernista e cientificista.

Perante o Ser de Deus (e não a “existência” de Deus, porque Deus não “existe” da mesma forma que o Anselmo Borges), o ser humano debate-se com um mistério, e não com um enigma. Por isso é que a Igreja Católica tradicional fala do “mistério da fé”; talvez a Igreja Católica do papa-açorda Francisco, cientificista e secularista, passe a falar no “enigma da fé”.


A julgar pelo texto de Anselmo Borges, Deus é uma espécie de velho com barbas brancas que vive acima das nuvens, na companhia de S. Pedro que é o manda-chuva. Por isso é que, segundo o Anselmo Borges e o jesuíta autor do livro, “ou Deus existe, ou não existe”. “O ser de Deus não pode ser compreendido como a existência de um existente ao lado ou acima de outros existentes. Se Deus fosse um existente, estaria submetido às categorias da finidade, sobretudo ao espaço e ao tempo” (Paul Tillich).

“O espiritual é fundamental para mim; vou mesmo ao ponto de afirmar que não existe matéria, mas apenas espírito. (…) Aquilo que constitui o fundamento da realidade não é a matéria, mas um campo que, no entanto, não é material, representando, contudo, uma espécie de potencialidade. Um potencial que possui a capacidade de se materializar”. Quem escreveu isto não foi o abade da minha paróquia: foi Hans-Peter Dürr 1.

A ciência actual não pode ser materialista; ou não é ciência. Mas a verdade é que o naturalismo continua a ser o esteio da ciência que impõe uma cultura materialista.


Finalmente, Anselmo Borges confunde “dogma religioso” com “dogma cientificista” — colocando os dois tipos de dogma no mesmo plano ou nível.

É certo que o cientificismo naturalista é uma espécie de religião, mas trata-se de um monismo, imanente e materialista; é uma espécie de religião que apenas se foca em uma pequena parte da Realidade.

A Bíblia é um livro com que os primeiros cristãos transmitiram as suas experiências com Deus sob a forma de imagens, mitos e metáforas. As imagens dizem mais do que as palavras, porque conseguem superar frequentemente a contradição entre o individual e o universal. Por exemplo, a arte: a arte começa onde a linguagem acaba. A religião utiliza a arte das imagens para criar símbolos intersubjectivos que formam a comunidade dos crentes.

Para que estas experiências, e as respectivas imagens (símbolos) que as representam, possam fundar uma comunidade, aquelas são formuladas em dogmas. No sentido religioso propriamente dito — mas não no sentido cientificista ou naturalista —, um dogma é uma afirmação sobre a Realidade que está para além daquilo que é alcançável através da linguagem. O dogma religioso é a tradução do modus ponens da experiência secular religiosa dos cristãos: é uma espécie de “ajuda racional”.

Ou seja, o dogma religioso é um dogma positivo; o dogma cientificista é um dogma negativo (a negação do Ser). Colocar os dois tipos de dogma no mesmo plano de análise, é uma estupidez.


Nota
1. “Gott, der Mensch und die Wissenschaft”, 1997

Quarta-feira, 17 Dezembro 2014

¿Onde está a “causa”?

Filed under: filosofia — O. Braga @ 6:12 am
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Quando uma pedra está ao sol, fica quente. ¿Será o Sol a “causa” do calor da pedra?

Desde Kant que sabemos que a “causa” é uma ideia que existe apenas na nossa cabeça. Não é possível ver a “causa” em lugar nenhum: a “causa” só existe no nosso pensamento. O facto da pedra aquecida pelo Sol, é um produto da nossa percepção sensorial — que pode ser medido com instrumentos criados pelo Homem, por exemplo, um termómetro — e do esforço interpretativo do nosso cérebro. Mas, em bom rigor, não é pelo facto de se terem criado termómetros ou espectrografias que, do ponto de vista do naturalismo, a “causa” do aquecimento da pedra tenha sido encontrada.

O Domingos Faria coloca aqui a tese de C S Lewis contra o naturalismo.

“Nenhum pensamento é válido se pode ser totalmente explicado como resultado de causas irracionais.”

Podemos substituir “irracionais” por “não-racionais” (é uma questão semântica).


universoÉ exactamente porque não encontramos a “causa” em lugar nenhum que o naturalismo vingou como uma forma de negação da metafísica — o naturalismo teve êxito porque foi capaz de suprimir determinadas questões ou até nem sequer as colocar. Mas qualquer negação da metafísica é sempre uma forma de metafísica — o naturalismo é uma metafísica negativa.

A irracionalidade do naturalismo não está nas suas eventuais “causas irracionais” (porque não encontramos — fisicamente — a “causa” em lugar algum), mas antes está na negação do Ser para além das manifestações dos fenómenos da natureza material macroscópica. Quando falamos em “causas irracionais” (segundo C S Lewis), estamos a falar de “eventos” que são efeitos concatenados, ou de “factos” que por definição são “coisas feitas”; e não de “causas”.

Se nós não encontramos a “causa” em lugar nenhum do universo, as eventuais “causas” são sempre irracionais com relação ao Homem, embora tenhamos que colocar as hipóteses de serem falsas ou verdadeiras. Ora, é o critério seguro da verdade que o ser humano não possui (o facto de a verdade existir é independente do critério racional seguro que a distinga). A verdadeira irracionalidade está em pensar que o Homem possa descobrir a verdade das “causas racionais” para a existência do universo — porque a “causa” só existe no nosso pensamento. Só mediante a religião o Homem encontra a “causa”.

Terça-feira, 21 Janeiro 2014

O conceito de “sociobiologia”, segundo Karl Popper

 

«A ideologia darwinista contém uma tese muito importante: a de que a adaptação da vida ao meio ambiente (…), que a vida vai fazendo ao longo de biliões de anos (…), não constituem quaisquer invenções, mas são o resultado de mero acaso. Dir-se-á que a vida não fez qualquer invenção, que tudo é mecanismo de mutações puramente fortuitas e da selecção natural; que a pressão interior da vida mais não é do que um processo de reprodução. Tudo o resto resulta de um combate que travamos uns com os outros e com a Natureza, na realidade um combate às cegas 1. E o resultado do acaso seriam coisas (no mesmo entender, coisas grandiosas) como seja a utilização da luz solar como alimento.

Eu afirmo que isto é uma vez mais uma ideologia: na realidade, uma parte da antiga ideologia darwinista, a que aliás pertence também o mito do gene egoísta 1 (os genes só podem actuar e sobreviver através da cooperação) e o social-darwinismo ressurgido que se apresenta agora, renovada e ingénuo-deterministicamente, como “sociobiologia”.»2

Notas
1. referência a Richard Dawkins
2. trecho extraído do texto da conferência proferida por Karl Popper em Alpbach, em Agosto de 1982

Quinta-feira, 7 Novembro 2013

Um artigo para os ateus e naturalistas lerem

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 7:11 am
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«Overall, what the field of protein evolution needs are some plausible, solid hypotheses to explain how random sequences of amino acids turned into the sophisticated entities that we recognize today as proteins. Until that happens, the phenomenon of the rise of proteins will remain, as Tawfik says, “something like close to a miracle

“Close to a miracle”

E depois de lerem, suicidem-se, mas sem chatear ninguém.

Quarta-feira, 6 Novembro 2013

As profecias cibernéticas dissimuladas

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 5:47 pm
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O blogue Rerum Natura publica aqui um texto acerca de uma "nova geração de máquinas inteligentes", em que implicitamente se faz uma comparação, embora esconsa, entre as máquinas inteligentes e o cérebro humano. É nossa obrigação “cortar as vazas curtas” (como diz o povo).

Há bastante tempo que se fazem profecias futuristas acerca da equiparação do homem com uma máquina ou um computador. Não vou entrar em filosofias profundas, mas apenas referir o óbvio:

  • O teorema de Gödel exclui qualquer possibilidade de se construir um máquina que resolva todo e qualquer problema.
  • Uma máquina ou um computador, e ao contrário do cérebro humano, não se transcende — ou seja, um computador não é, nem nunca será, melhor do que o seu programa.

Bastam estes dois tópicos — e já não falando do conceito de “X”, de Kant — para cortar as vazas curtas às profecias cibernéticas dos naturalistas da nossa praça.

Sexta-feira, 18 Outubro 2013

O evolucionismo darwinista na corda-bamba

 

«Um crânio com 1,8 milhões de anos descoberto na Geórgia em 2005 sugere que os primeiros hominídeos que povoaram o planeta poderiam pertencer não a diferentes espécies mas a apenas uma, segundo uma investigação publicada na quinta-feira na revista Science.

Um dos investigadores analisou esse crânio durante oito anos e fez uma descoberta que, segundo defende, pode reescrever a história evolutiva dos humanos.»

Crânio com 1,8 milhões de anos põe em causa história da evolução humana

¿Por que razão, segundo esta tese, o evolucionismo darwinista fica na corda-bamba?

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Sábado, 28 Setembro 2013

Um artigo para o Carlos Fiolhais (e o blogue Rerum Natura) ler

 

«A closer look at the literature shows that hominin fossils generally fall into one of two categories—ape-like species or human-like species (of the genus Homo) — and that there is a large, unbridged gap between them. Despite the claims of many evolutionary paleoanthropologists, the fragmented hominin fossil record does not document the evolution of humans from ape-like precursors. In fact, scientists are quite sharply divided over who or what our human ancestors even were. Newly discovered fossils are often initially presented to the public with great enthusiasm and fanfare, but once cooler heads prevail, their status as human evolutionary ancestors is invariably called into question.»

Has Science Shown That We Evolved from Ape-like Creatures?

Sexta-feira, 23 Agosto 2013

É ciência, estúpido!

« “Demos tantos saltos na década de 1960. Havia uma certa audácia e confi ança, e tivemos entretanto uma falta de confi ança”, afirmou Ann Druyan na convenção Comic-Con Internacional, que teve lugar em Julho, em San Diego, nos Estados Unidos. “Parte dessa falta traduzse num retrocesso em direcção ao medo, à ignorância, à superstição, ao pensamento mágico. A nível cultural existem ciclos, onde as pessoas estão prontas para se abrirem [ao conhecimento] e andarem para a frente, e ciclos em que regridem. Acho que estamos prontos para voltar ao caminho, essa é a mensagem de Cosmos.”

(…)

Sabe-se pouco sobre a nova série. O trailer, de três minutos e 24 segundos, mostra Neil deGrasse Tyson numa nave espacial que, de acordo com o astrofísico, pode viajar para o passado e para o futuro consoante o seu pensamento. A nave é a nova versão do veículo onde Sagan se movia na série original. Vêem-se ainda planetas, estrelas, uma descida a Marte, mas também o oceano terrestre, uma seara e uma árvore. Há imagens que parecem mostrar a fisiologia humana e os microrganismos.»

Colocar um ser humano em uma nave espacial a “viajar para o passado e para o futuro consoante o seu pensamento” não é pensamento mágico nem superstição. É ciência, estúpido!

Domingo, 12 Maio 2013

A psicologia científica de urinol

Um bêbedo entra num urinol, saca um testículo para fora da braguilha, faz força, urina no interior das calças, e depois desata a berrar que tem “os testículos rotos!”…

A ciência está igual ao bêbado: descobre uma determinada partícula a que chamou de “bosão de Higgs”, identificou essa partícula com o Graviton (*), e porque essa partícula — que a ciência diz (alegadamente) ser o Graviton — tem um campo baixo de energia, conclui a ciência que o Big Bang não existiu, que o universo surgiu do nada e é eterno (não sei como é possível uma coisa “surgir do nada” e ser simultaneamente “eterno”: mas isso sou eu, que sou estúpido).

C’a Gand’a ciência!

O problema da ciência com o Big Bang, é ideológico, e por isso não é científico. Ou seja: o problema da ciência é que a merda da teoria do Big Bang, e das estúpidas inferências de facto que levaram a ela, é coincidente com a porcaria da metáfora do Génesis bíblico!

Mas C’a Gand’a Treta do Big Bang!

Para a ciência, em vez da teoria do Big Bang inferida da estupidez factual da radiação de base e da maldição obscurantista do efeito de Doppler (Hubble) — é preferível uma teoria que recuse o princípio de causalidade e que defenda a ideia segundo a qual “o universo surgiu do nada”.

C’a Gand’a metafísica! Quanto mais esta ciência “avança”, mais o bêbedo tem razão!

(*) o Graviton é o “missing link” da Física: é a partícula charneira entre a força quântica e a força entrópica da gravidade.

Sexta-feira, 3 Maio 2013

E ainda há estúpidos que dizem que o Homem surgiu por acaso

“O cérebro humano consta aproximadamente de 12 biliões de neurónios e o número de interconexões entre eles é superior ao das partículas atómicas que constituem o universo inteiro”

Richard Thompson, ”Introduccion à la psicologia fisiológica”, Harla, México, 1975

Se tivermos em atenção que o número de partículas elementares longevas existentes no universo está calculado pela astrofísica em 10^80 (1 seguido de 80 zeros), a realidade do cérebro humano seria, por assim dizer, assustadora. Mas a informação que eu tenho é um pouco diferente. Parece-me que em 1975 Richard Thompson ainda não tinham a informação que existe hoje disponível.


As informações provenientes dos órgãos dos sentidos são transmitidas ao cérebro humano onde se encontram cerca de 15 mil milhões de células nervosas: os neurónios.

Os neurónios de um só ser humano médio estão ligados entre si através de cerca de 10^15 (1 seguido de 15 zeros) pontos de transmissão, a que chamamos de “sinapses”. Seriam precisos mais de 30 milhões de anos, se quiséssemos registá-las à velocidade de uma sinapse por segundo.

Se quiséssemos testar os estados possíveis de apenas 130 neurónios de um ser humano, necessitaríamos de um computador gigante que, para tal efeito, precisaria de 20 mil milhões de anos!!! E se quiséssemos testar todos os neurónios do cérebro humano, o número de operações necessário perder-se-ia no infinito (que não existe na condição finita do nosso universo), ou seja, ultrapassaria o limite da constante cosmológica da natureza que é de 10^120 (1 seguido de 120 zeros, segundo a Teoria Finística do Conhecimento do biofísico Alfred Gierer).

E depois disto, ainda há estúpidos doutorados e munidos de um alvará de inteligência que dizem que “o ser humano surgiu por acaso, através de uma selecção natural que funciona mediante mutações aleatórias e por intermédio de pequenos passos“!

Sexta-feira, 19 Abril 2013

Um exemplo de como o Positivismo pode ser anti-científico

Existe gente aparentemente inteligente que sabe juntar duas ou três palavras, mas que é intrinseca e naturalmente estúpida.
Vejamos esta tese:

“Where we really disagree, though, is about how to conceive of the relation between norm-governed practices and principles. On your view, I take it, the principles have some sort of priority, and the practices are justified (or not) in light of those principles.

On my view, the principles are just explications of what is already implicitly at work within the epistemic and moral practices themselves.

So we can appeal to various principles as tools for articulating what it is that we are committed to, and hence they are valuable tools for critically reflecting on and revising those practices, but they cannot endow our practices with any more authority than those practices already and implicitly have, nor can the principles explain just why it is that the practices have any implicit authority.”


O que ressalta da tese é a seguinte proposição:

“Os princípios são apenas explicações daquilo que está já em funcionamento dentro da prática epistemológica e moral”.

Por exemplo, e segundo a proposição, poderámos concluir o seguinte: “uma bola rola. Logo, o princípio, que está implícito no facto de a bola rolar, existe porque a bola rola; e esse princípio decorre do próprio facto do rolamento da bola. É o facto de a bola rolar que explica o princípio. Se os seres humanos desconhecem o facto de uma bola rolar, esse princípio subjacente ao rolamento da bola também não existiria”.

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