perspectivas

Domingo, 24 Fevereiro 2013

Michael Behe e os limites do darwinismo (vídeo)

Eu penso que o mais importante deste vídeo (ligação em rodapé, com 1 hora e 25 minutos de duração) — de uma conferência do bioquímico Michael Behe, professor da universidade de Pensilvânia, nos Estados Unidos, e gravado recentemente — é a redução ao absurdo da narrativa darwinista. Um exemplo da narrativa darwinista é este texto do professor Galopim de Carvalho segundo o qual “as células são produto de evolução atómica”. A forma de reduzir ao absurdo este conceito do professor Galopim de Carvalho é a de descrever (e não, “explicar”, porque a ciência não “explica” o universo, no sentido literal do termo) o que se passa dentro de uma célula, por exemplo; ou descrever como uma pessoa se torna imune à infecção pelo vírus da malária.

Ou seja, a assunção genérica e “mágica” da narrativa do professor Galopim de Carvalho, segundo a qual “as células são produto de evolução atómica” — e que é aceite pela população em geral como um mito urbano que justifica o darwinismo, por um lado, e que por outro lado transforma o darwinismo em uma espécie de dogma moderno que pretende substituir os dogmas da religião tradicional — é “desmontada” ou desconstruída pela simples explicação genérica do que se passa efectivamente a nível celular.

dawkins and freud webEste tipo de intervenção pública de Michael Behe é importante porque desmascara, aos olhos dos povos, os actuais mentores do cientismo positivista — como parece ser o caso do professor Galopim de Carvalho, e entre muitos outros —; e desmistifica e demitifica o novo “clero” dogmático interpretado pelo cientista que transforma a ciência — conforme defendido por Augusto Comte, no século XVIII — em uma nova religião imanente e materialista.

Ao contrário de positivistas fundamentalistas, como por exemplo Richard Dawkins, Michael Behe presta um serviço inestimável à ciência ao sublinhar a dúvida metódica (e não a dúvida céptica, que é uma coisa diferente), em detrimento da certeza cientificista própria do darwinismo, certeza essa que se transforma numa espécie de fé própria de uma religião materialista, absurda, e intelectual e espiritualmente chã e básica.

Num mundo moderno, em que o ser humano perdeu o seu sentido, a denúncia do dogma darwinista através da ciência propriamente dita deve ser um dos principais deveres dos (verdadeiros) cientistas.

michael behe web

http://www.youtube.com/watch?v=V_XN8s-zXx4

Terça-feira, 20 Novembro 2012

A “ciência” darwinista parece cada vez mais ilógica

“Agora, Oswald é um dos autores de um novo artigo, publicado ontem na revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences, que resultou do estudo de alguns dos nossos parentes mais próximos, chimpanzés e orangotangos.”

via Os chimpanzés e orangotangos têm uma curva da felicidade, tal e qual como nós – Ciências – PUBLICO.PT.

Parece que vários investigadores internacionais da área da “psicologia evolucionista” (ou “evolucionária”) terão pedido aos tratadores de jardins zoológicos para preencher questionários acerca dos animais; por exemplo, se os animais estão bem dispostos e quando, se existe bem-estar relacional e quando, etc., partindo do princípio de que os tratadores se teriam de colocar na pele dos animais. Ou seja, parece que os animais foram sujeitos a uma espécie de sondagem de mercado ao longo do tempo: só falta, na ficha técnica, os números de telefone das respectivas tocas.

Depois, os “cientistas” de “psicologia evolucionista” chegaram à seguinte conclusão/proposição:

1/ os símios têm crise de meia-idade; 2/ o ser humano também tem crises de meia-idade; logo, 3/ –> segue-se que o ser humano evoluiu dos símios.

Mesmo que seja verdade (que a premissa seja verdadeira) que os símios têm “crise de meia-idade”, existem aqui várias falácias lógicas: desde logo, a falácia Cum hoc ergo propter hoc; e depois, não se segue que o primeiro facto (a putativa “crise de meia-idade” nos símios) implique necessariamente uma relação com a crise de meia-idade nos humanos (Non sequitur). A seguir temos a falácia lógica Petitio Principii. E ainda temos presentes a falácia Apelo à Natureza e a falácia naturalista. Identifiquei pelo menos cinco falácias lógicas!

Em vez de estudarmos a psicologia dos animais, deveríamos estudar, em primeiro lugar, a psicologia dos investigadores de “psicologia evolucionista”. Talvez tivéssemos algumas surpresas.

Quinta-feira, 1 Novembro 2012

Aquilo a que o blogue Rerum Natura consideraria “cientistas ignorantes”

Mais de 800 cientistas, de todo o mundo e com PhD, assinaram um documento de dissidência do darwinismo. Mas, a julgar pela linha editorial do blogue De Rerum Natura, trata-se de uma cambada de ignorantes; porque inteligente é o Carlos Fiolhais que adora citar Carl Sagan.

“Novas mutações não criam novas espécies; criam descendência deficiente” — Lynn Margulis

Terça-feira, 30 Outubro 2012

O neonazismo progressista que se apodera da Europa

Schoolgirls as young as 13 are being given birth control injections and implants without their parents’ knowledge during their lunch break.

Over the past two years school nurses have administered implants and injections to girls between the ages of 13 and 16 more than 900 times.

And a further 7,400 girls aged 15 or under were given the contraceptives at family planning clinics.

via Schoolgirls, 13, given birth control jabs during lunch | News | The Christian Institute.

É óbvio que a História não se repete de uma forma literal. Portanto, o termo neonazismo é aqui utilizado em sentido figurado; tem apenas um valor simbólico. Mas o que se repete agora são as engenharias sociais de carácter eugenista: anéticas e socialistas.
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Sábado, 29 Setembro 2012

O dogma da auto-organização da matéria como fundamento da vida

Filed under: Ciência,filosofia,Ut Edita — O. Braga @ 5:12 am
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Da mesma forma que a informação contida n’Os Lusíadas não foi determinada pelos químicos utilizados na tinta da pena de Luís Vaz de Camões, assim a informação do código genético (ainda que codificada num alfabeto de 4 letras) não é determinada pelos elementos químicos desse seu alfabeto.

Vivemos num tempo bizarro que é característico das grandes mudanças de paradigma, em que os ignorantes se acham no direito de censurar as ideias dos outros chamando-lhes de “ignorantes”; e em que a noção de “preconceito”, por exemplo, é usada de forma preconceituosa e irracional, como uma arma de arremesso, por parte de quem tem pavor de perder o pé em relação à realidade e à natureza das coisas. É assim, por exemplo, que aqueles que transformaram Galileu em mártir da História são exactamente os que hoje ostracizam quem se atreva a colocar racionalmente em causa o dogma do darwinismo sintético.
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Quinta-feira, 6 Setembro 2012

O neodarwinismo parece estar metido num grande sarilho…!

Filed under: Ciência,Darwinismo — O. Braga @ 8:47 am
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“Now scientists have discovered a vital clue to unraveling these riddles. The human genome is packed with at least four million gene switches that reside in bits of DNA that once were dismissed as “junk” but that turn out to play critical roles in controlling how cells, organs and other tissues behave. The discovery, considered a major medical and scientific breakthrough, has enormous implications for human health because many complex diseases appear to be caused by tiny changes in hundreds of gene switches.”

via Far From ‘Junk,’ DNA Dark Matter Proves Crucial to Health – NYTimes.com.

“A groundbreaking paper in Nature reports the results of the Encyclopedia of DNA Elements (ENCODE) project, which has detected evidence of function for the “vast majority” of the human genome. Titled “An integrated encyclopedia of DNA elements in the human genome,” the paper finds an “unprecedented number of functional elements,” where “a surprisingly large amount of the human genome” appears functional. Based upon current knowledge, the paper concludes that at least 80% of the human genome is now known to be functional”.

via Junk No More: ENCODE Project Nature Paper Finds "Biochemical Functions for 80% of the Genome" – Evolution News & Views.

Domingo, 12 Agosto 2012

Os macacos e os ateus

«Este vídeo mostra um experimento sobre moralidade em animais, que foi conduzido por Frans de Wall, um primatólogo, que mostrou os resultados da sua investigação numa palestra da TED.

De vários assuntos de grande interesse, um ressalta que é moralidade que pode ser observada nos nossos primos macacos.»

via Portal Ateu » De onde vêm a moralidade.

Ao ver um ateu defender a ideia segundo a qual os macacos têm moral, por alguns segundos acreditei sinceramente que fosse verdade!.

S. Tomás de Aquino

Eu percebo que, para o ateísmo, a moralidade é puro adestramento comportamental [behaviourismo]: adestra-se a besta humana a responder a estímulos segundo o princípio de Pavlov, e temos ética!. Depois da besta humana devidamente adestrada mediante o reflexo condicionado, o ateísmo conclui então que o comportamento daí resultante é a própria moralidade.

Um fenómeno da nossa cultura universitária coeva é falta de leitura dos clássicos. A academia contemporânea vive exclusivamente no presente, e por isso diz e faz muitas asneiras. A academia actual não aprende com o passado e com a história das ideias.

Os ateus não têm culpa de ser estúpidos porque, ao contrário do que acontece com a moral que é independente do QI da pessoa, a estupidez decorre da genética ou da epigenética.

S. Tomás de Aquino, no século XIII, demonstra por que os ateus são estúpidos.

S. Tomás de Aquino fez a diferença entre o arbítrio no ser humano, por um lado, e o arbítrio num animal irracional, por outro lado.
Dizia o santo que a principal diferença entre os dois arbítrios é a de que o ser humano é capaz de representar o objecto do seu desejo na ausência desse objecto e, portanto, o arbítrio do ser humano é livre — enquanto que um animal irracional não é capaz de o fazer e, portanto, o arbítrio de um animal irracional não é livre.

Vai daí — conclui o santo com pertinência — que, no ser humano, que é um animal racional, a vontade é um desejo informado pelo intelecto (ou seja, informado pela razão), o que não acontece, por exemplo, com os macacos e com os ateus.

Sábado, 4 Agosto 2012

Lou Xiaoying

Há almas que, só pela sua compaixão, estão salvas. São almas que já não pertencem aqui senão por alguma missão específica. Essas almas são o testemunho vivo da impossibilidade objectiva de explicar a compaixão humana à luz da neurociência.

A ciência neodarwinista não pode explicar a compaixão humana — assim como não pode, por exemplo, comparar o tempo mecânico com o tempo físico, ou com o biológico, ou com o psicológico. Lou Xiaoying é a prova dos limites da ciência.

Lou Xiaoying é uma mulher de 88 anos que salvou, nos últimos 40 anos, mais de trinta bebés abandonados nas ruas da cidade chinesa onde vive, e cujo destino seria a morte certa.

Em Portugal teríamos instituições que acolheriam essas crianças abandonadas, e muitas dessas instituições pertencem à Igreja Católica. Mas na China não existem estruturas institucionais desta índole: muitas das crianças recém-nascidas e abandonadas nas ruas das cidades chinesas acabam por morrer ao fim de algumas horas. Paradoxalmente, na China materialista e ateísta de Estado, na China da política do filho único, na China do tráfico de crianças que escandalizam a opinião pública — é nessa China que crianças recém-nascidas abandonadas morrem nas ruas das suas cidades.

Lou Xiaoying sempre viveu da reciclagem do lixo urbano. Percorria as ruas da cidade inspeccionando os caixotes do lixo à procura de qualquer coisa reciclável. “Compreendi que se eu tenho a força necessária para recolher o lixo das ruas, como é que eu não poderia ter forças para reciclar uma coisa tão importante como vidas humanas?” — explicou Lou Xiaoying.

Terça-feira, 31 Julho 2012

Loucos varridos

“Começamos com a origem da vida em si e terminamos com a nossa própria morte e procura de imortalidade, passando por pontos altos como o ADN, a fotossíntese, as células complexas, o sexo, o movimento, a visão, o sangue quente e a consciência.”

via De Rerum Natura: "A ESPIRAL DA VIDA".

Qualquer estudante com o 1º ano de filosofia — mesmo o de Bolonha — seria capaz de fundamentar a refutação desse texto. Por isso, tenho que partir do princípio que o blogue Rerum Natura é feito para apedeutas.

Sábado, 28 Julho 2012

Uma célula + uma divisão = meio gigabaite de informação

“Right now, running a simulation for a single cell to divide only one time takes around 10 hours and generates half a gigabyte of data,” lead scientist Covert told the New York Times. “I find this fact completely fascinating, because I don’t know that anyone has ever asked how much data a living thing truly holds.”

via To Model the Simplest Microbe in the World, You Need 128 Computers – Alexis Madrigal – The Atlantic.

Para podermos simular em computador uma só divisão de uma só célula, teremos que dispor de 10 horas ininterruptas de trabalho do computador que gera, no processo, meio gigabaite de dados.

Se tomarmos em consideração que apenas e só 1 corpo humano é composto de cerca de 10^14 (1 seguido de 14 zeros) células complexas, podemos ter uma noção da dificuldade da manipulação de sistemas vivos.

E depois, vemos por aí uns senhores armados em cientistas coimbrinhas, com grandes tolas (e aiatolas), e supra-sumos dizendo que a vida surgiu — espontaneamente, por acaso e por milagre — da natureza inerte.

Quinta-feira, 19 Julho 2012

Os livros heréticos que não se publicam em Portugal

Se alguns livros heréticos, como por exemplo o de Ann Gauger aqui ao lado, se publicassem em Portugal, provavelmente iríamos ver o António Piedade, e aqueles outros da “Ca Gand’a Treta”, a organizar autos-de-fé e queima pública de livros; e o Carlos Fiolhais seria elegido por eles como o Sumo Pontífice. Posso estar enganado, mas estou convencido que nenhum livro científico generalista — abordagem generalista da ciência — se publica em Portugal sem passar pelo crivo politicamente correcto das academias coimbrinhas.

O livro é relativamente barato: pouco mais de 10 Euros + portes. O problema é que está em inglês.


  • Quantas mutações — segundo o darwinismo — seriam necessárias para transformar um australopitecos pitecantropos em um homo erectus?
  • Se existe apenas uma janela de 500 mil anos entre o australopiteco A. Afarensis e o homo erectus, será que o neodarwinismo pode explicar as mudanças entre um e outro dentro desse espaço temporal?

  1. Entre as duas espécies existem diferenças em 16 característicos específicos do homo erectus e do homo sapiens, e que, portanto, não existiam no australopiteco. Por exemplo, entre as 16 mutações, temos a estabilização do crânio que permite a contra-rotação dorsal e na relação entre a cabeça e as ancas, a estabilização do tronco que absorve o choque e transfere a energia durante a corrida, etc..
    Cada um dos 16 característicos anatómicos distintivos — segundo o conceito neodarwinista — provavelmente requer múltiplas mutações.
  2. A nível bacteriano, sabe-se que o limite de mutações neutrais necessárias para adquirir uma determinada característica é de seis (6). Ou melhor dizendo: obter uma característica que requeira seis mutações neutrais é o limite que uma bactéria pode produzir. Nos primatas, esse limite é ainda mais restritivo.
  3. Devido às diferenças quantitativas entre as populações das bactérias, por um lado, e, por outro lado, as dos primatas — algumas dezenas de milhares de humanóides em contraste com milhares de milhões de bactérias —, e devido às enormes diferenças dos respectivos tempos de geração — uma geração de 15 a 20 anos nos humanóides, e em contraponto, milhares de gerações por ano nas bactérias —, levaria muito tempo até que apenas uma, e só uma, mutação positiva ou benéfica pudesse aparecer e tornar-se fixa na população humanóide.
  4. Está estimado que para que surja apenas uma, e só uma, mutação em um nucleótido susceptível de ser fixada em uma linhagem primata [Durrett and Schmidt, 2007], seria necessária uma janela de tempo de cerca de 6 milhões de anos. De modo semelhante [Durrett and Schmidt, 2007], seriam necessários cerca de 216 milhões de anos para que se fixassem duas, e apenas duas, mutações — e se a primeira mutação fosse neutral.

Agora, é fazer as contas [como diria o António].

Segundo os próprios neodarwinistas, 6 milhões de anos é o tempo de transição entre o nosso “ancestral comum com os chimpanzés”, e nós próprios. 216 milhões de anos lançam-nos para a Era Triássica, quando apareceram os primeiros mamíferos. Por outro lado, uma ou duas mutações não são suficientes para produzir as mudanças necessárias — os tais 16 característicos anatómicos diferenciados — na janela de tempo disponível.

Contradizer isto [contradizer factos] é “ciência darwinista” que os coimbrinhas nos querem impingir em nome da ciência.

Adenda: alguém chamou à atenção para o facto de eu ter utilizado neste verbete o termo “elegido”, em vez de “eleito”. Bem sei que o termo “elegido” caiu em desuso, e porventura já não consta em muitos dicionários. Porém, Fernando Pessoa utilizou-o amiúde nos seus textos em prosa, nomeadamente no seu opúsculo “Sobre Portugal”.

Quando se perde um debate, entra-se na falácia lógica

Há gente que estuda mas não raciocina.
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