perspectivas

Domingo, 15 Dezembro 2013

O FaceBook está ameaçado pela própria lógica da Técnica da Internet

Filed under: internet — O. Braga @ 5:24 am
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O Facebook, na forma e significado que tem actualmente, tem os dias contados. Os novos computadores dotados de processadores super-rápidos, com grande capacidade de memória RAM e com enorme capacidade de armazenamento em disco rígido (500 GB ou mais), tendem a retirar ao FaceBook muito do interesse que tem hoje.

Facebook-crashPara além das características físicas (hardware), os novos computadores já vêm com o Windows 8 que tem um servidor HTTP incorporado de origem. Isto significa que a tendência do futuro será a de formação de grupos sociais autónomos (que poderão ser pequenos grupos íntimos ou grandes comunidades partilhadas a partir de uma “cloud”, a chamada “redundância de servidores” em enorme escala) composta por todos os servidores Windows de cada computador de cada membro da comunidade e em conjunto. Haverá provavelmente directórios publicados no Google e noutros motores de busca acerca dessa comunidades privadas de partilha de interesses, a que qualquer pessoa poderá solicitar a adesão.

Por outro lado, estas novas comunidades virtuais privadas terão a vantagem de ter uma relativa segurança na informação partilhada entre os seus membros — o que não acontece no FaceBook de uma forma satisfatória. Poderão existir comunidades de todo o tipo; por exemplo, uma comunidade interessante seria a Comunidade Eric Voegelin destinada à partilha de informação acerca da filosofia do autor alemão; ou a Comunidade Fernando Pessoa; ou a Comunidade dos Brasileiros em Portugal — tudo isto através da partilha, em “cloud”, dos servidores de cada computador de cada membro; e quantos mais membros tiver uma comunidade, mais poderosa e eficiente será a “cloud” e mais rápido será o acesso à informação e rápida a sua partilha entre os membros da comunidade.

Por fim, com a nova tecnologia de acesso à Internet através de fibra óptica, cada utilizador terá um IP estático (por exemplo, já acontece hoje no MEO), o que torna possível, de facto, operar um servidor HTTP no seu computador. Tudo isto poderá levar à criação de endereços virtuais da comunidades — por exemplo, http://amigos-dos-animais.cloud ou http://budistas-de-lisboa.cloud. Mas tudo isto requer uma nova geração, aquela que tem hoje entre 20 e 30 anos, e que fará “explodir” o FaceBook em cerca de cinco anos.


Um exemplo (aqui em baixo) de uma emissão de rádio via Internet feita por mim: neste caso, o pequeno exemplo de emissão-rádio é gravado, mas poderia ser feita em directo — e com intervenção de um locutor (eu não tenho jeito para locutor) — através de um servidor instalado em um computador pessoal de última geração.

Sábado, 29 Setembro 2012

O dogma da auto-organização da matéria como fundamento da vida

Filed under: Ciência,filosofia,Ut Edita — O. Braga @ 5:12 am
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Da mesma forma que a informação contida n’Os Lusíadas não foi determinada pelos químicos utilizados na tinta da pena de Luís Vaz de Camões, assim a informação do código genético (ainda que codificada num alfabeto de 4 letras) não é determinada pelos elementos químicos desse seu alfabeto.

Vivemos num tempo bizarro que é característico das grandes mudanças de paradigma, em que os ignorantes se acham no direito de censurar as ideias dos outros chamando-lhes de “ignorantes”; e em que a noção de “preconceito”, por exemplo, é usada de forma preconceituosa e irracional, como uma arma de arremesso, por parte de quem tem pavor de perder o pé em relação à realidade e à natureza das coisas. É assim, por exemplo, que aqueles que transformaram Galileu em mártir da História são exactamente os que hoje ostracizam quem se atreva a colocar racionalmente em causa o dogma do darwinismo sintético.
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Sexta-feira, 15 Janeiro 2010

A sub-informação do regime socialista

« O director-adjunto do semanário Sol, José António Lima, garantiu hoje ao organismo regulador dos media que uma pessoa próxima do primeiro-ministro tentou interferir no jornal, corroborando as acusações avançadas pelo director do título. »

inPúblico

Uma das vantagens do pluralismo democrático em comparação com os regimes totalitários ou autoritaristas, é a da livre concorrência entre órgãos de comunicação social (vulgo “mídia”). Quando a livre concorrência entre os órgãos de comunicação social é colocada em causa, em vez de “mídia” passamos a ter “me®dia”, na medida em que em vez de informação passamos a ter pseudo-informação [apologia e propaganda do partido político no poder] e sub-informação [tentativas sistemáticas de abafar a verdadeira informação que é, por natureza, social e politicamente “explosiva”].

Este caso do semanário “Sol” é grave e não pode ser esquecido ou abafado pela sub-informação do sistema socialista, e nesse sentido o jornal “Público” tem prestado um bom serviço ao pluralismo informacional quando não deixa a notícia cair no esquecimento.

Quinta-feira, 7 Janeiro 2010

O socratinismo e o sistema informacional para-totalitário

É preciso que se entenda de uma vez por todas que Karl Marx ― e António Gramsci ― defenderam a ideia de que a revolução comunista poderia durar séculos. A ideia de que o totalitarismo comunista é coisa do passado, é perfeitamente idiota.

Na Europa em geral, mas principalmente em Portugal e em Espanha, existe uma manifesta tendência esquerdista e neomarxista totalitarizante que se manifesta através da paulatina implementação política de um sistema informacional totalitário in progress.

É preciso que se entenda de uma vez por todas que Karl Marx ― e António Gramsci e o marxismo cultural da Escola de Frankfurt― defenderam a ideia de que a revolução comunista poderia durar séculos. A ideia de que o totalitarismo comunista é coisa do passado, é perfeitamente idiota.

O processo de implementação crescente de um sistema informacional totalitário dispõe de uma dupla estratégia: a pseudo-informação e a sub-informação.
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Quarta-feira, 24 Junho 2009

As manobras para-totalitárias de José Sócrates

Parece não haver dúvidas que o Governo e o Partido Socialista querem controlar a TVI, de modo a domesticá-la, a impedir a informação televisiva independente mas que lhes desagrada.

José Sócrates, segundo foi noticiado e não desmentido, terá abordado com o Primeiro Ministro Espanhol o afastamento de José Eduardo Moniz e Manuela Moura Guedes da TVI, como estratégia de controlo da informação livre e insubmissa ao Poder Socialista.

Aqui.

Quarta-feira, 12 Novembro 2008

Ser jornalista, hoje, é pertencer ao crime organizado

A luta dos professores é o exemplo de como o senso-comum e a racionalidade ainda não se perderam na nossa sociedade. Essencialmente por isso, estou ao lado dos professores.

É-me difícil escrever sobre a realidade portuguesa porque já não sei por que ponta lhe hei-de pegar. Contudo, os me®dia são sempre um bom ponto de partida para uma qualquer análise.
Hoje de manhã, todas as rádios concentravam as suas atenções em três assuntos: o “assalto” de alguns alunos de uma escola de Fafe à ministra da educação (criticando), a anunciada greve dos professores marcada para 19 de Janeiro de 2009 (criticando), e a não-demissão de Vítor Constâncio do Banco de Portugal (“uma no cravo, outra na ferradura”, “sol na eira e chuva no nabal”).

Todas as rádios e respectivos comentadores estão de acordo: “os professores não querem ser avaliados”. A única voz dissonante que ouvi hoje na Antena 1 da RDP, foi a de Bagão Félix . Ora o povo sabe perfeitamente que não é exactamente isso que se passa, isto é, os professores estão apenas contra a filosofia que inspira este modelo de avaliação.

Podemos então inferir que os me®dia tentam enganar o povo. E porquê? Porque ser jornalista, hoje, é ― literalmente ― pertencer ao crime organizado.
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