perspectivas

Segunda-feira, 24 Fevereiro 2014

O Rerum Natura anuncia a realização de uma Missa Sollemnis

Filed under: A vida custa,cultura,politicamente correcto — orlando braga @ 5:56 pm
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O dogma a tratar na Missa Solene é “A Evolução da Espécie Humana”.

Terça-feira, 21 Janeiro 2014

O conceito de “sociobiologia”, segundo Karl Popper

 

«A ideologia darwinista contém uma tese muito importante: a de que a adaptação da vida ao meio ambiente (…), que a vida vai fazendo ao longo de biliões de anos (…), não constituem quaisquer invenções, mas são o resultado de mero acaso. Dir-se-á que a vida não fez qualquer invenção, que tudo é mecanismo de mutações puramente fortuitas e da selecção natural; que a pressão interior da vida mais não é do que um processo de reprodução. Tudo o resto resulta de um combate que travamos uns com os outros e com a Natureza, na realidade um combate às cegas 1. E o resultado do acaso seriam coisas (no mesmo entender, coisas grandiosas) como seja a utilização da luz solar como alimento.

Eu afirmo que isto é uma vez mais uma ideologia: na realidade, uma parte da antiga ideologia darwinista, a que aliás pertence também o mito do gene egoísta 1 (os genes só podem actuar e sobreviver através da cooperação) e o social-darwinismo ressurgido que se apresenta agora, renovada e ingénuo-deterministicamente, como “sociobiologia”.»2

Notas
1. referência a Richard Dawkins
2. trecho extraído do texto da conferência proferida por Karl Popper em Alpbach, em Agosto de 1982

Quinta-feira, 7 Novembro 2013

Um artigo para os ateus e naturalistas lerem

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — orlando braga @ 7:11 am
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«Overall, what the field of protein evolution needs are some plausible, solid hypotheses to explain how random sequences of amino acids turned into the sophisticated entities that we recognize today as proteins. Until that happens, the phenomenon of the rise of proteins will remain, as Tawfik says, “something like close to a miracle

“Close to a miracle”

E depois de lerem, suicidem-se, mas sem chatear ninguém.

Terça-feira, 5 Novembro 2013

Richard Dawkins e a estupidez humana

 

“Onde acaba a Física, não acaba o problema; o homem que existe por detrás do cientista necessita de uma verdade integral, e, queira ou não queira, e pela constituição mesma da sua vida, forma-se uma concepção inteiriça do Universo.”

— Ortega y Gasset, tradução livre, ¿Qué es Filosofía?, 3º edição, p. 64

Um artigo no Mercator acerca de Richard Dawkins que merece ser lido (em inglês).

dawkins contra deus web

Sexta-feira, 18 Outubro 2013

O evolucionismo darwinista na corda-bamba

 

«Um crânio com 1,8 milhões de anos descoberto na Geórgia em 2005 sugere que os primeiros hominídeos que povoaram o planeta poderiam pertencer não a diferentes espécies mas a apenas uma, segundo uma investigação publicada na quinta-feira na revista Science.

Um dos investigadores analisou esse crânio durante oito anos e fez uma descoberta que, segundo defende, pode reescrever a história evolutiva dos humanos.»

Crânio com 1,8 milhões de anos põe em causa história da evolução humana

¿Por que razão, segundo esta tese, o evolucionismo darwinista fica na corda-bamba?

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Segunda-feira, 22 Julho 2013

Ainda sobre o capítulo I do livro de Luís Portela

Filed under: filosofia — orlando braga @ 5:37 pm
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(A série de verbetes acerca do livro de Luís Portela com o título “Ser Espiritual: Da Evidência à Ciência” pode ser lida na categoria (tag) “Luís Portela”.)

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Sexta-feira, 21 Junho 2013

A ciência médica e o sistema imunitário

Filed under: Ciência — orlando braga @ 3:36 am
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Vi (na TVI24) uma grande parte de um programa acerca da esclerose múltipla e de um certo dr. Zamboni, o qual aparentemente descobriu que as angioplastias (o desbloqueio das veias de acesso ao cérebro) não só paravam a evolução da doença como provocariam melhoras dos doentes. Vi, no dito programa, alguns testemunhos de pessoas com esclerose múltipla que foram sujeitas a angioplastias (o tratamento angiológico também é conhecido por CCSVI) e que corroboram essas melhorias na sua saúde.

O que eu não percebi – e o programa também não explicou – é qual a possível ligação entre um problema do sistema imunitário, como é o caso da esclerose múltipla, e as melhoras de saúde dos doentes de esclerose múltipla devido a uma angioplastia venal. Por aquilo que julgo saber, o sistema imunitário de pessoas que sofrem de esclerose múltipla produz anticorpos auto-dirigidos, ou seja, esses anticorpos dirigem-se contra o isolamento que rodeia os nervos; e isto faz com que o sistema imunitário destrua esse isolamento, expondo os nervos, que assim entram em curto-circuito, e conduzindo à paralização.

Ora, o que o dito programa de televisão não esclareceu é qual é o nexo causal entre a causa da doença (anomalia do sistema imunitário) e a angioplastia como factor de melhoria. O que me pareceu é que a angioplastia apenas permite uma melhor irrigação das células do cérebro, fazendo que este responda mais eficientemente aos estímulos nervosos, mas não irá travar a evolução da doença.

Tudo isto revela o problema enorme da ciência médica quando quer sair do âmbito dos paliativos. Quando a ciência tenta entrar na complexidade irredutível da célula, dá com os “burros na água”.

Domingo, 12 Maio 2013

A psicologia científica de urinol

Um bêbedo entra num urinol, saca um testículo para fora da braguilha, faz força, urina no interior das calças, e depois desata a berrar que tem “os testículos rotos!”…

A ciência está igual ao bêbado: descobre uma determinada partícula a que chamou de “bosão de Higgs”, identificou essa partícula com o Graviton (*), e porque essa partícula — que a ciência diz (alegadamente) ser o Graviton — tem um campo baixo de energia, conclui a ciência que o Big Bang não existiu, que o universo surgiu do nada e é eterno (não sei como é possível uma coisa “surgir do nada” e ser simultaneamente “eterno”: mas isso sou eu, que sou estúpido).

C’a Gand’a ciência!

O problema da ciência com o Big Bang, é ideológico, e por isso não é científico. Ou seja: o problema da ciência é que a merda da teoria do Big Bang, e das estúpidas inferências de facto que levaram a ela, é coincidente com a porcaria da metáfora do Génesis bíblico!

Mas C’a Gand’a Treta do Big Bang!

Para a ciência, em vez da teoria do Big Bang inferida da estupidez factual da radiação de base e da maldição obscurantista do efeito de Doppler (Hubble) — é preferível uma teoria que recuse o princípio de causalidade e que defenda a ideia segundo a qual “o universo surgiu do nada”.

C’a Gand’a metafísica! Quanto mais esta ciência “avança”, mais o bêbedo tem razão!

(*) o Graviton é o “missing link” da Física: é a partícula charneira entre a força quântica e a força entrópica da gravidade.

Sexta-feira, 3 Maio 2013

E ainda há estúpidos que dizem que o Homem surgiu por acaso

“O cérebro humano consta aproximadamente de 12 biliões de neurónios e o número de interconexões entre eles é superior ao das partículas atómicas que constituem o universo inteiro”

Richard Thompson, ”Introduccion à la psicologia fisiológica”, Harla, México, 1975

Se tivermos em atenção que o número de partículas elementares longevas existentes no universo está calculado pela astrofísica em 10^80 (1 seguido de 80 zeros), a realidade do cérebro humano seria, por assim dizer, assustadora. Mas a informação que eu tenho é um pouco diferente. Parece-me que em 1975 Richard Thompson ainda não tinham a informação que existe hoje disponível.


As informações provenientes dos órgãos dos sentidos são transmitidas ao cérebro humano onde se encontram cerca de 15 mil milhões de células nervosas: os neurónios.

Os neurónios de um só ser humano médio estão ligados entre si através de cerca de 10^15 (1 seguido de 15 zeros) pontos de transmissão, a que chamamos de “sinapses”. Seriam precisos mais de 30 milhões de anos, se quiséssemos registá-las à velocidade de uma sinapse por segundo.

Se quiséssemos testar os estados possíveis de apenas 130 neurónios de um ser humano, necessitaríamos de um computador gigante que, para tal efeito, precisaria de 20 mil milhões de anos!!! E se quiséssemos testar todos os neurónios do cérebro humano, o número de operações necessário perder-se-ia no infinito (que não existe na condição finita do nosso universo), ou seja, ultrapassaria o limite da constante cosmológica da natureza que é de 10^120 (1 seguido de 120 zeros, segundo a Teoria Finística do Conhecimento do biofísico Alfred Gierer).

E depois disto, ainda há estúpidos doutorados e munidos de um alvará de inteligência que dizem que “o ser humano surgiu por acaso, através de uma selecção natural que funciona mediante mutações aleatórias e por intermédio de pequenos passos“!

Quarta-feira, 1 Maio 2013

O darwinismo e a memória humana

Filed under: filosofia — orlando braga @ 9:01 am
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Embora invoque uma determinada teoria que pretende ser científica (o darwinismo, ou a síntese darwinista), e que só é teoria científica é porque é absolutamente refutável, este texto é menos científico do que filosófico:

“Quando falamos de cérebro temos de especificar se se trata de todo o cérebro ou apenas do córtex cerebral, pois há toda outra parte do cérebro, a parte mais antiga (sob o ponto de vista de desenvolvimento das espécies) que é a parte mais intimamente ligada com as emoções”.

Hoje, não é possível pretender afirmar uma verdade científica sem mentir.

1/ O texto, que pretende ser filosófico, fala-nos da importância da memória na aprendizagem, mas de uma forma que nos induz a ideia de que não existe epistemologia sobre o assunto em causa, para além dos últimos 50 anos. Porém, Aristóteles já falava na importância do “hábito” na educação dos infantes, e por toda a Idade Média e na Escolástica perpassou a ideia de habitus, desde S. Anselmo a S. Boaventura e a S. Tomás de Aquino (só para falar de alguns). Entre outras coisas, o habitus significava a educação pela repetição e memorização; por exemplo, na Idade Média era normal que os educandos lessem os textos em voz alta, para que assim memorizassem melhor e mais rapidamente.

Porém, com o advento do Positivismo, aconteceu na Europa um corte epistemológico radical, e todas essas práticas e teorias educativas milenares foram progressivamente atiradas para o baú do obscurantismo, porque se partiu do princípio idiota segundo o qual tudo que se relacionasse, directa ou indirectamente, com a metafísica, deveria ser erradicado da memória histórica e epistemológica – e como se o Positivismo não fosse, ele próprio, uma metafísica!. Com o pós-modernismo, tudo o que fosse anti-cultura passou a ser oficialmente adoptado.

2/ O trecho citado acima parte do princípio segundo o qual “a parte mais antiga” do cérebro humano é uma espécie de “precursor físico” que demonstra que o homem é uma espécie de macaco transformado por mutações aleatórias e por pequenos passos evolutivos, através da selecção natural darwinista. Naturalmente que se trata de uma estória, de uma narrativa que não explica como é que o cérebro do homem e do macaco têm um ancestral comum. A ciência é, assim, entregue à imaginação de uma plêiade de iluminados que transforma um simples postulado em um paradigma que molda toda a cultura intelectual e antropológica.

Seria como se alguém perguntasse a quem escreveu aquele texto (*):

“Como se faz uma aparelhagem de som estereofónica?” E a resposta viesse breve e sem hesitação:

“Fácil! Ligamos um conjunto de colunas a um amplificador, acrescentamos um leitor de CD’s, um receptor de rádio e um leitor de cassetes. E pronto!, temos a aparelhagem feita e explicada! Como se vê, só um burro criacionista como você não percebe isto! Veja lá se derrete o alcatrão que tem no cocoruto do seu cérebro, e faça um esforço para aprender alguma coisa!”

E pronto, o cientista darwinista explica assim como se faz uma aparelhagem estereofónica; e baseando-se na sua autoridade, toda a gente politicamente correcta e “inteligente” segue essa estória. Trata-se de uma religião que afirma que os outros – os cépticos do darwinismo – é que são os religiosos.

3/ Outro argumento implícito no texto – porque o darwinismo está sempre implícito em qualquer narrativa “científica” – é o de que a parte mais antiga do cérebro humano desenvolveu-se de outras espécies devido a uma certa constituição comum de ADN entre essas diversas espécies.

Mais uma vez está aqui patente a ideia de “precursor físico”: seria como se alguém dissesse, por analogia, que um computador portátil actual tivesse evoluído de um antepassado comum através de pequenos passos aleatórios e mediante a selecção natural.

Porém, dois manuais de instruções de dois computadores de modelos diferentes (ou, por analogia, a estrutura comum de dois tipos diferentes de ADN), produzidos pela mesma companhia, podem ter muitas palavras iguais, frases, e até parágrafos, sugerindo um antepassado comum – talvez o mesmo autor tenha redigido os dois manuais. Mas comparando as sequências de letras nos manuais de instruções, nunca nos revelará se um computador pode ser gradualmente engendrado a partir de uma máquina de escrever (*).

4/ o que parece ser certo é que um paradigma intrinsecamente falso – a evolução mediante pequenos passos, a partir de um ancestral comum segundo mutações aleatórias, e por selecção natural – se tornou numa verdade absoluta, e a tal ponto que essa mentira está implícita em qualquer afirmação de carácter científico. Hoje, não é possível pretender afirmar uma verdade científica sem mentir.

(*) citações de Michael Behe, “A Caixa Negra de Darwin”.

Segunda-feira, 18 Junho 2012

Mais uma treta darwinista. E que treta!

Filed under: Ciência,cultura,Darwinismo,religiões políticas — orlando braga @ 7:52 pm
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We are unique in reporting a repetition of Bateman [Bateman AJ (1948) Heredity (Edinb) 2:349–368] using his methods of parentage assignment, which linked sex differences in variance of reproductive success and variance in number of mates in small populations of Drosophila melanogaster.
(…)
Bateman’s method overestimated subjects with zero mates, underestimated subjects with one or more mates, and produced systematically biased estimates of offspring number by sex. Bateman’s methodology mismeasured fitness variances that are the key variables of sexual selection.

via No evidence of sexual selection in a repetition of Bateman’s classic study of Drosophila melanogaster.

Andaram tantas gerações a estudar o princípio de Bateman para se chegar à conclusão de que, afinal, era tudo uma aldrabice pegada! C’a grande treta!

Sinceramente, sendo eu darwinista, mandaria proibir a ciência! Essa porcaria da ciência anda por aí, sem controlo, a dar cabo do dogma, digo, teoria…! Ou, pelo menos, proibir a divulgação dos estudos científicos: afinal, os estudos científicos só a nós, os Pneumáticos, diz respeito; ou não é verdade?! Afinal, o que é que o povo — os miseráveis Hílicos, sem salvação possível! — , tem a ver com a ciência? Nada!

Essa coisa de andarem por aí cientistas a publicar heresias, não está com nada. Um dia destes, a ciência ainda vai chegar à conclusão de que Deus existe… estão a ver a blasfémia?! Ah…! Como eu compreendo a inquisição!

Domingo, 10 Junho 2012

O darwinismo utópico é uma religião maligna

No seu livro “O Relojoeiro Cego”, Richard Dawkins afirmou que se uma multidão, reunida numa igreja para assistir à missa dominical, vir a imagem [a estátua] da Virgem Maria sair do pedestal, no altar, pelos seus próprios meios, caminhar em passo estugado ao longo do interior da igreja, meneando as cadeiras, e sair pela porta fora — dizia eu, Richard Dawkins afirma no seu livro que, em presença de tão estranho comportamento da estátua da Virgem Maria, não devemos concluir que essa multidão testemunhou um milagre.

Em vez disso, Richard Dawkins diz que talvez tenha sucedido que “calhou” (sic) que todos os átomos da imagem da Virgem Maria se moveram nas mesmas direcções e ao mesmo tempo. Atenção que Richard Dawkins não estava a brincar: escreveu isto muito a sério!

Repare-se que é preciso ser muito mais religioso, e ter muita mais fé, para acreditar na validade da interpretação de Richard Dawkins acerca do alegado passeio atómico e apeado da estátua da Virgem Maria, do que a fé necessária para apenas constatar o milagre da Virgem Maria que saiu da igreja pela porta fora.

No seu livro “A Ideia Perigosa de Darwin”, Daniel Dennett compara os crentes religiosos a “animais selvagens” (sic) que deveriam ser detidos pela polícia e enviados para a cadeia; e os filhos dos crentes religiosos deveriam, segundo Daniel Dennett, ser separados coercivamente dos pais e entregues ao Estado para serem educados segundo os cânones darwinistas.

O ateísmo darwinista utópico é uma religião satânica.

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