perspectivas

Quarta-feira, 31 Julho 2019

A hipocrisia das palhinhas de plástico dos restaurantes de hambúrgueres McDonalds

mcdonalds-palhinhasHá muito tempo que não eu não entrava num restaurante McDonalds; hoje entrei e pedi um hambúrguer e uma cola zero.

Quando me sentei para comer, verifiquei que o copo (de plástico) com a coca-cola, não trazia a necessária palhinha (de plástico).

Fui ao balcão pedir a palhinha, e disseram-me que o McDonalds já não fornece a palhinha aos clientes (porque a palhinha pode furar um olho a uma tartaruga marinha). Mas, diz-me a funcionária, que eu posso ir buscar uma palhinha “ali ao lado do micro-ondas”.

Ou seja, o McDonalds não fornece palhinhas de plástico (porque a palhinha pode furar o olho-do-cu de uma marmota), mas podemos ir buscar a palhinha (que o McDonalds não fornece) “ali ao lado do micro-ondas”.

Em suma: por um lado, o McDonalds não fornece palhinhas; mas, por outro lado, o McDonalds fornece palhinhas.

Note-se que a cadeia de fast-food McDonalds simboliza o píncaro do sistema capitalista. Ora, é esta hipocrisia “ecologista”, oriunda da Esquerda mais radical, que é adoptada religiosamente pelos herdeiros do capitalismo americano.

Segunda-feira, 22 Abril 2013

A utopia eólica

Filed under: ecofascismo — O. Braga @ 11:46 am

“In fall 2012, Copenhagen laid out an ambitious plan to become the world’s first carbon neutral capital by 2025. There’s still a long way to go, but as reporter Justin Gerdes tells host Steve Curwood, the Danish city has made great progress, with an ocean-water cooling system up and running, a bike super-highway and of course, many windmills.”

Carbon Neutral Capital ( H/T )

O hilariante no artigo é a fotografia que mostra os moinhos de vento num primeiro plano, mas atrás vemos uma usina de produção eléctrica a carvão.

copenhaga web

Segunda-feira, 15 Abril 2013

As profecias da Greenpeace

Filed under: ecofascismo,politicamente correcto — O. Braga @ 9:10 am

Há vinte anos, a Greenpeace dizia que o seu objectivo era acabar com o uso do petróleo em 2013.

 

greenpeace web

Domingo, 14 Abril 2013

Dois mitos em oposição

1/ “I would point out that if you’re a believer in the Bible, one would have to say the Great Flood is an example of climate change and that certainly wasn’t because mankind had overdeveloped hydrocarbon energy.” (via)

2/ In fact, natural climate change in the distant past offers the most precise evidence there is for man-made climate change today. That’s why climate scientists spend so much time and effort trying to extract ancient gasses trapped in Arctic ice bubbles or in the calcium carbonate shells of fossilized amoebas on the ocean floor, so that they can better understand the relationship between the composition of the atmosphere and the temperature of the globe. (via)


Os “aquecimentistas” usam o mito bíblico da Arca de Noé transcrito à letra (no primeiro caso) para fazer propaganda de um segundo mito: o do aquecimento global antropogénico. Ambos os mitos são instrumentalizados pela política, mas o Desidério Murcho parece que só vem um deles (só vê para um lado, o que é próprio dos vesgos ideológicos).

Mas o mito bíblico (o primeiro), neste contexto, tem mais razão de ser (pertinência) do que o mito aquecimentista, por uma razão: não cabe a ciência perguntar porquê; cabe à ciência saber se o aquecimento global se verifica, ou não. O porquê já não é ciência; pode ser parte da politica (como é o caso), ou noutros casos da metafísica. A ciência não tem que fazer política, nem tem que se imiscuir na ética. E até agora a ciência não conseguiu confirmar a existência de um aquecimento global, e muito menos antropogénico.

Quem fez, em primeiro lugar, a analogia negativa entre o mito do dilúvio bíblico e a teoria do aquecimento global, incorre em falácia; e quem denuncia essa analogia tentando impor outro mito, incorre em sofisma. Só que o último mito é ainda mais perigoso do que o primeiro, porque defende através dele as engenharias sociais, a inversão da ética e da moral, e a alteração (impossível) dos fundamentos da natureza humana.

« When the episteme is ruined, men do not stop talking about politics; but they now must express themselves in the mode of doxa. » — Eric Voegelin

Quinta-feira, 14 Março 2013

Richard Dawkins diz que um feto humano tem menos valor do que um porco

As opiniões de Richard Dawkins, ou de outro burro qualquer, não me incomodam. Sempre existiram burros, e como escreveu C. Cipolla, a percentagem de estúpidos em circulação é sensivelmente idêntica em todas as sociedades de todas as épocas. O que me incomoda é caixa de ressonância dos me®dia: algumas das vezes acrítica, porque entre os pasquins — como, por exemplo, o jornal Público — a percentagem de estúpidos é superior ao normal; outras vezes propositada quando alinhada com um certo niilismo ético de uma política cultural de “terra queimada”.

dawkins and freud webQuando dizemos que “aquele animal sente dor”, essa nossa constatação é intuitiva.

Do ponto de vista estritamente do método científico positivista, nenhum cientista pode verificar e confirmar que um animal sente dor. O cientista pode inferir a dor de um animal, mas essa inferência tem origem intuitiva, e não uma origem estritamente científica no sentido de verificação empírica e positivista.
A presumível dor de um ser não é um critério científico — em sentido estrito do método científico — para estabelecer razões para o aborto ou para a eutanásia. A constatação da dor de um qualquer ser é intuitiva, e por isso, do domínio da ética, e logo, do domínio da filosofia. Quando a ciência diz que “um feto humano não sente dor”, incorre em um grave erro e abuso metodológicos.

Por isso é que Richard Dawkins é burro, porque ele deveria estar concentrado na biologia em vez de se meter pela filosofia adentro. Porém, para além de burro, é estúpido, porque ele consegue intuir a dor de um animal qualquer, mas já não consegue intuir a presença de um ser humano num feto humano.

Terça-feira, 12 Março 2013

Os Estados Unidos e a União Europeia exigem eliminação, da Declaração Universal dos Direitos Humanos, dos direitos à vida e à liberdade de expressão

A propósito dos direitos da mulher em discussão na ONU, os Estados Unidos e a União Europeia pretendem estabelecer uma ligação lógica entre a violência sobre a mulher, por um lado, e a necessidade de estabelecer o aborto livre como um “direito” da mulher, por outro lado.

A maioria dos países do mundo não concorda com essa tentativa de relacionar uma coisa com a outra: se todos os Estados do mundo, incluindo o Vaticano, estão de acordo com a ideia da necessidade de precaver e combater, a nível global, a violência contra a mulher — já o mesmo não se passa com o aborto livre entendido como um “direito” da mulher.

Face à dificuldade de se chegar a um acordo entre os Estados Unidos e a União Europeia, por um lado, e o resto do mundo, por outro lado, os Estados Unidos e a União Europeia resolveram propor que o direito à vida humana e o direito à liberdade de expressão fossem retirados da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Terça-feira, 5 Fevereiro 2013

O folclore do aquecimento global

Um grupo de cientistas suecos da universidade de Gotemburgo publicou um “estudo” segundo o qual o nosso planeta está a entrar numa Idade do Gelo, e a única forma de impedir o arrefecimento global é aumentando as emissões de CO2.

sombrero polaroid web

Outro “estudo”, desta vez americano, defende a ideia segundo a qual a melhor forma de combater o aquecimento global é trabalhando menos — menos horas de trabalho e mais férias.

Ainda outra acção aquecimentista propõe salvar o planeta em relação ao aquecimento global, por intermédio da pornografia.

Adenda: Um novo “estudo científico” revela que as minhocas aceleram o aquecimento global.

Quarta-feira, 30 Janeiro 2013

Os socialistas voltam progressivamente à Idade Média

François Hollande

François Hollande

Os socialistas franceses voltam à Idade Média, mas no pior sentido: François Hollande decretou, discricionária e arbitrariamente, que todas as luzes das montras e dos escritórios dos estabelecimentos comerciais franceses terão que ser apagadas até à 1 hora da manhã, e as luzes interiores das lojas não poderão ser acendidas antes do pôr-do-sol.

Alegadamente, uma das razões invocadas pelos socialistas é a de que “as luzes das montras das lojas incomodam o sono das pessoas”.

Os socialistas invocam, para além do incómodo do sono das pessoas, que o retorno paulatino e progressista de França à Idade Média justifica-se para poupar energia e para evitar — alegadamente — a emissão de 250 mil toneladas de CO2 (recorde-se que quase toda a energia eléctrica produzida em França é de origem nuclear).

Ademais, os socialistas dizem que o retorno maçónico de França à Idade Média justifica-se porque as luzes nocturnas podem perturbar os ecossistemas, alterar a comunicação entre as espécies animais, as migrações, o ciclo de reprodução dos bichinhos, e também o sistema presa/predador.

Quarta-feira, 23 Janeiro 2013

Um exemplo concreto do fanatismo da teoria do Aquecimento Global

Eu guardei este verbete em PDF, não vá o autor da “notícia” eliminá-la. O verbete é importante porque nos dá uma ideia da irracionalidade da teoria do aquecimento global.

Greenland Meltdown Devastation   Real Science web

A “notícia” diz-nos que, “de acordo com a NASA, a Gronelândia perdeu 85% do seu gelo este Verão, pressagiando um aumento do nível do mar. E depois, acrescenta: “Podemos ver a evidência disso em Nova Jersey, onde os satélites mostram que o nível do mar baixou dois centímetros desde que o derretimento sem precedentes ocorreu”.

A pessoa que escreveu aquilo não se deu conta da contradição: o fanatismo da teoria do Aquecimento Global é de tal forma que até aquilo que, em si mesmo, é contraditório, adquire um significado lógico e inteligível.

As elites actuais que emigrem, e que fique o povo

«O ministro das Finanças do novo governo japonês afirmou que os idosos doentes devem “morrer rapidamente” para aliviar o Estado do pagamento de cuidados médicos.

“Deus queira que (os idosos) não sejam forçados a viver até quando quiserem morrer” disse Taro Aso durante uma reunião, em Tóquio, sobre as reformas da segurança social.

Segundo o jornal britânico Guardian, o ministro está a ser alvo de fortes críticas por declarações como: “O problema não tem solução, a não ser que os deixemos morrer, e depressa”.

via Ministro japonês afirma que doentes idosos devem morrer para poupar o Estado | iOnline.

Se perguntarmos a um político português de Esquerda ou da direita neoliberal (Passos Coelho) se existe algum problema demográfico em Portugal, a resposta será invariavelmente negativa. E a razão por que o problema demográfico português é obnubilado pela Esquerda e pela “direita Goldman Sachs”, é a de que já contam com a eutanásia compulsiva em forma de lei.

O Japão teria tudo, à partida, para ser feliz. É um país industrializado, científica e tecnicamente avançado, com um alto nível de vida da sua população. No entanto, é hoje um país exangue e exausto; um país sem futuro; um país condizente com a opinião do David “Vai-Te-Embora” segundo a qual “o ser humano é a praga do planeta Terra”; ou com a opinião de Pinto Balsemão do PSD/Bilderberg/Goldman Sachs que defende o abate da população portuguesa; ou como a maçonaria portuguesa que considera o aborto, a pedido discricionário da mulher, como um “direito”.

Está à vista de todos que o aborto leva à eutanásia. Existe uma ligação directa entre o aborto e a eutanásia. A “liberdade” de abortar leva à “liberdade” de matar os nossos velhos que são o repositório da sabedoria humana — aquela sabedoria que não vem nos livros nem nos e-books.

Portugal será uma caricatura do Japão porque não tem o potencial económico do Japão. Aqui, as coisas vão ser muito piores. E a forma de reverter o problema demográfico português é alterar completamente o padrão cultural das classes que nos governam, porque se elas estão a matar lentamente a sociedade e a nação portuguesas, então mais vale que morram umas centenas nas elites do que se liquide um povo inteiro.

A solução para o problema demográfico português passa, por exemplo, pela valorização cultural e política da instituição do casamento e da família (naturais, obviamente); passa pelo condicionamento legal do aborto; passa pelo apoio às famílias numerosas. Tudo isto tem a ver com cultura das elites: precisamos de outras elites, nem que tenhamos que liquidar as actuais para salvar o futuro do país. As elites actuais que emigrem, e que fique o povo.

Evolução demográfica no Japão

Evolução demográfica no Japão

Terça-feira, 15 Janeiro 2013

Pasquim Público: “os macacos têm sentido de justiça”

“O teste utilizado para aferir o sentido de justiça foi aplicado a chimpanzés adultos e a humanos entre os dois e os sete anos. Os resultados são parecidos e mostram que a ideia de justo não é exclusiva da nossa espécie.”

via Metade para ti, metade para mim. Há uma noção de justiça nos chimpanzés – PÚBLICO.

Eu não sei se o homem actual, citadino por excelência, sabe o que é uma colmeia de abelhas; ou se já viu um morro de formigas. Tanto numa como na outra espécie animal referidas, reina a cooperação e a partilha. Podemos, então, dizer que as abelhas e as formigas, porque partilham os seus recursos disponíveis e porque cooperam entre si, ¿têm moral? Podemos legitimamente afirmar que existem entre essas duas espécies de artrópodes “as origens da moralidade humana”?
(more…)

Domingo, 13 Janeiro 2013

Em Portugal, uma criança é menos importante do que um cão

Qualquer homem medieval, não obstante a sua rudeza que advinha do trabalho árduo da terra ou de outro mister, sabia perfeitamente e por intuição a diferença entre uma criança e um cão.

Quando há dias escrevi que o homem moderno é, em termos gerais, intelectualmente mais embutido do que o homem medieval, o leitor incauto e porque é moderno, quiçá deverá ter franzido o sobrolho: é que o moderno foi instruído, ou mesmo “lobotomizado”, no sentido de afirmar a sua superioridade em relação ao ser humano de qualquer outra época. Porém, temos aqui, pela pena do Padre Nuno Serras Pereira, a demonstração de que o homem moderno é, de facto, intelectualmente inferior ao homem medieval:

Peter Singer adora animais...

Peter Singer adora animais…mas defende o abate de crianças nascidas.


«Neste país, tão humanista, seis meses não são suficientes para recolher quatro mil assinaturas para uma petição que pretende acabar com o criminoso abate, legalmente organizado e financiado, de dezenas de crianças quotidianamente, mas dois dias são-no para conseguir dez mil firmas de modo a evitar o abate duma besta furiosa. Lá diz o Evangelho: onde estiver o teu tesouro aí está o teu coração. Se o tesouro de muitos é o perro, como está à vista de todos, então será caso para concluir que essa gente tem um coração de cão.»

via Logos: Coração de cão – Nuno Serras Pereira.

Quando, numa sociedade, ou seja, numa cultura antropológica, um cão é ontologicamente mais valorizado do que um nascituro ou mesmo que uma criança, vivemos numa sociedade de atrasados mentais. Qualquer homem medieval, não obstante a sua rudeza que advinha do trabalho árduo da terra ou de outro mister, sabia perfeitamente e por intuição a diferença entre uma criança e um cão. Hoje, são os próprios lideres da cultura — os “intelectuais”, como por exemplo, Peter Singer, com a sua capacidade de memorização que os animais também têm — que invertem os valores da ética e consideram um cão ontologicamente superior a uma criança.

Página seguinte »

Create a free website or blog at WordPress.com.

%d bloggers like this: