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Terça-feira, 28 Setembro 2021

O presidente dos Estados Unidos que os liberais portugueses gostam

Filed under: economia política,João Bidé,liberalismo — O. Braga @ 10:06 am

Os liberais portugueses — os do partido IL – Iniciativa Liberal — detestavam Donald Trump; e, em contraponto, já gostam do João Bidé.

Eis uma frase do Bidé que o o novo liberalismo respeita religiosamente:

“A minha agenda política do "Building Back Better", no valor de 3,5 biliões de dólares, não tem qualquer custo para o cidadão”.

É disto que os liberais gostam! O QI deles não dá para mais!

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Segunda-feira, 5 Julho 2021

O novo feudalismo globalista

Filed under: liberalismo,Sinificação — O. Braga @ 6:24 pm

O novo feudalismo, que as elites globalistas estão a impôr ao mundo, é simultaneamente anárquico e tirânico; aliás, a anarquia ética e moral actual é a condição da nova tirania feudal.

feudalismoTal como aconteceu com a Revolução Francesa, o ataque à cultura (por parte das elites globalistas e internacionalistas) ocidental — a repressão política das tradições europeias, a criação de novos tabus e novos costumes (por exemplo, a imposição dos costumes da cultura de descarte humano de tipo LGBTQPBBQ+) em substituição dos tabus da cultura antropológica de origem cristã (porque uma cultura sem tabus é um círculo quadrado), a perseguição feroz em relação a todo o tipo de autoridade que escape do Poder do Estado (tal como defendeu Rousseau) — é essencial para a imposição de uma nova cultura de anarquia.

O processo político e cultural desenvolvido pelo liberalismo, desde a Revolução Francesa, culminou nesta nova anarquia destrutiva (que corrói a cultura e o tecido social) que é o fundamento da construção de um novo tipo de feudalismo a nível global. (more…)

Quarta-feira, 28 Abril 2021

O estado do Estado, no Ocidente

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Terça-feira, 27 Abril 2021

A situação de guerra civil iminente em que a Esquerda e os “liberais” colocaram a França

macron-uniao-europeia-islamismoSer “liberal” é hoje exactamente o oposto do defendido pelo  liberalismo clássico; e a mudança de paradigmas, do liberalismo para o “progressismo” actual, começou exactamente com o “liberal”  John Stuart Mill.

Hoje, ser liberal, é defender o reforço do poder do Estado sobre os cidadãos — o que está nos antípodas ideológicos do defendido, por exemplo, por John Locke.

“O mundo burguês — os actuais liberais — trata de modo diferente os seus principais inimigos: vomita para cima dos da Direita tradicionalista, e absorve e recupera os da Esquerda”.

Nicolás Gómez Dávila 

A situação actual de potencial desintegração da unidade territorial de França, causada pela massiva imigração islâmica incentivada pela Esquerda e pelos “liberais”, levou a que 20 generais franceses (e 80 outros oficiais das Forças Armadas de França) escrevessem uma carta aberta ao povo francês, alertando para a eventual falência do Estado de Direito democrático se nada for feito pela governança francesa.

Os “liberais” andam a brincar com o fogo; e a fazer o jogo político da Esquerda marxista.

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Sábado, 27 Março 2021

A médica romena que tem curado 100% dos seus doentes de COVID-19, e que por isso é perseguida pela “ciência”

Filed under: liberalismo — O. Braga @ 2:34 pm
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A ciência funciona a partir de um qualquer paradigma (v. Thomas Kuhn); se o paradigma está (mais ou menos) errado, segue-se que a ciência está errada; mas, ainda assim (e metendo a ciência e a técnica no mesmo saco), as elites consideram os “cientistas do paradigma” (os médicos, que são técnicos e não propriamente “cientistas”) como uma espécie de deuses do Olimpo.

Acontece que os paradigmas da ciência são hoje ditados e impostos pela grande concentração do capital globalista (a plutocracia globalista)1, e os médicos (entendidos aqui em juízo universal) não passam de meros técnicos que cumprem estritamente ordens emanadas dos grandes laboratórios farmacêuticos multinacionais.

Naturalmente que os médicos, entendidos enquanto indivíduos, deveriam estar abertos a novas experiências científicas; mas as instituições que coordenam os médicos adoptam uma postura dogmática em relação ao Diktat “científico” estabelecido pelos paradigmas que servem os interesses inconfessáveis da plutocracia globalista. Estes interesses não são só económicos e financeiros: são também interesses políticos (e ideológicos) que pretendem transformar o mundo em uma espécie de China — são os interesses políticos que pretendem instalar um fascismo a nível global.

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O fascismo chinês é hoje o sistema político adoptado — e imposto em todo o mundo — pela plutocracia globalista que se diz “liberal”.

Tal como acontece os físicos, os médicos têm (mutatis mutandis) uma espécie de “livro de receitas” que lhes permite — até a um médico medíocre! — fazer um trabalho de boa qualidade no consultório. Portanto, o médico pode utilizar este “livro de receitas” sem ter em consideração toda a problemática filosófica e científica do seu campo de trabalho. O médico é um trabalhador, e não um pensador (salvo raras excepções).


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flavia-grosan-webFlavia Grosan é uma pneumologista romena que tem tratado com sucesso2 100% dos seus doentes de COVID-19; e exactamente porque tem salvo todos os seus doentes da morte, a dra. Flavia Grosan tem vindo as ser criticada e mesmo perseguida pelas instituições médicas subordinadas caninamente ao grande capital multinacional globalista, por um lado, e que, por outro lado, servem os interesses políticos para-totalitários de filhos-de-puta aprendizes de ditador, como, por exemplo, o cabrão do monhé.

A dra. Flavia Grosan trata o COVID-19 como uma “pneumonia atípica” (sic, nas palavras dela); ora, uma médica que trata o COVID-19 como uma “pneumonia atípica” tem que ser perseguida politicamente pela “ciência do Carlos Fiolhais”.

Em vez de investigar o método de tratamento de COVID-19 utilizado pela dra. Flavia Grosan, a “ciência” parte imediatamente para o dogma imposto pelos mais ricos e poderosos do mundo. A ciência actual, sancionada por interesses financeiros globalistas, está a matar seres humanos em massa e utilizando os próprios médicos (que não passam de meros técnicos) como agentes activos da matança, ao mesmo tempo que servem ideologias políticas totalitárias em nome do “liberalismo”.


Notas:

1. “Too much capitalism does not mean too many capitalists, but too few capitalists.” — G. K. Chesterton: ‘The Uses of Diversity’.

2. Em bom rigor, as doenças não se “curam”; em vez disso, “tratam-se com sucesso”.

Terça-feira, 16 Março 2021

Um postal dedicado aos “liberais” Insurgentes e ao IL (Iniciativa Liberal)

Aquando das eleições americanas no passado mês de Novembro, um tal Insurgente de seu nome Mário Amorim Lopes (MAL), escreveu no Twitter que preferia “de longe” que o João Bidé ganhasse as eleições (em vez de Donald Trump);

mas não foi o único: vários “insurgentes” criticaram ferozmente o Donald Trump durante os quatro anos em que este foi presidente. E mesmo no Blasfémias, “liberais” como o Gabriel Silva ou o Telmo Três Nomes, não se cansaram de criticar o Donald Trump “por ser de direita”.

Pergunto-me se os referidos “liberais” — que apoiaram e torceram pelo João Bidé — são, de facto, liberais. Das duas, uma: ou são “liberais socialistas”, ou são “liberais de merda”. Venha o diabo e escolha.

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Quarta-feira, 19 Agosto 2020

O patético Rui Rio deveria meter a viola no saco

Rui Rio é um político que defende abertamente a liberalização da eutanásia; e vem agora a terreiro criticar quem defende a restrição do aborto.

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Os liberais, por um lado, e a Esquerda marxista cultural, por outro lado (les bons esprits se rencontrent… ), adoptam — em matéria de ética, moral e costumes — sistematicamente a estratégia política de “negação do universal” ou a afirmação de um nominalismo radical, em uma primeira fase da guerra cultural; porém, em uma segunda fase da guerra aberta contra a cultura cristã, os liberais e os marxistas passam a generalizar aquilo que era anteriormente — alegadamente — um caso particular “não generalizável”.

Primeiro isolam (tratam um caso como sendo “uma excepção”); e depois generalizam.

Por exemplo: o caso do aborto, naquela criança brasileira de 10 anos, será sempre um ponto de partida da estratégia política para a legalização geral do aborto no Brasil : os liberais e os marxistas partem de um caso particular (por mais defensável que seja aquele aborto, em termos éticos), para depois generalizar esse caso e sujeitar a prática do aborto a um critério universal de puro gosto pessoal.

Os liberais e os marxistas misturam (em pura e flagrante contradição), na sua estratégia política e em proporções infinitamente variáveis, uma axiomática do interesse pessoal, por um lado, e uma axiomática sacrificialista colectiva, por outro lado: a primeira, isola o indivíduo do contexto geral (nominalismo radical), e a segunda é, alegadamente, uma apologia do altruísmo no sentido da universalização de uma determinada acção (neste caso, o aborto).

Por isso (e só por isso) é que eu compreendo a atitude dos conservadores brasileiros. A guerra cultural, levada a cabo pela aliança entre liberais e marxistas, é eminentemente irracional; e perante a irracionalidade, é inútil utilizarmos a Razão.

Segunda-feira, 13 Julho 2020

Nem D. Pedro, nem D. Miguel: somos camponeses medievais indignados

Eu, que nunca simpatizei com o absolutismo monárquico (aliás, é uma das minhas “guerras” contra o Integralismo Lusitano), ao ler este texto quase que me senti tentado a adoptar as ideias de António Sardinha.

bandeira-carbonaria-portuguesa-webAs pessoas não se dão conta de que a maçonaria que influenciou D. Pedro II não foi a mesma maçonaria anglo-saxónica que influenciou as revoluções inglesa e americana. A maçonaria não é toda igual. D. Pedro II foi clara- e directamente influenciado pela maçonaria europeia continental, mormente a francesa, que tem uma tradição cultural e ideológica muito diferente da maçonaria anglo-saxónica.

Ainda hoje a bandeira do Brasil contém o motus do Positivismo de Comte (“Ordem e Progresso”) — o que é verdadeiramente inacreditável! —, seguindo a tradição positivista da maçonaria francesa (não-regular) que marcou as ideias de D. Pedro.

A interpretação que aquele senhor escriba faz da História do século XIX português, é ideologicamente enviesada — por exemplo, quando ele diz que a culpa da queda da monarquia foi da “Direita”; seria como se disséssemos de que “a culpa da existência da violência do Black Lives Matter é da maioria do povo que não é violento”. Alegadamente e por analogia, a culpa da violência da Carbonária que assassinou o rei D. Carlos e o seu filho, foi da ”Direita”. Vê-se, naquela cabecinha, a influência da mente revolucionária que inverte os valores da moral e da relação entre sujeito e objecto.

Aquele senhor faz de conta de que não existiu a influência directa e activa da maçonaria francesa (não-regular, por definição) e da maçonaria italiana radical (a Carbonária) na destruição e corrosão do regime constitucional monárquico (num processo de corrosão cultural e política semelhante ao que o Bloco de Esquerda adoptou em relação ao actual regime).

O escriba daquele douto textículo esqueceu-se de mencionar o mal que os ditos “liberais” do século XIX fizeram à economia portuguesa, gerando fome e guerras civis, quando atacaram a cegamente Igreja Católica e (por exemplo) estatizaram os mosteiros (que ricos “liberais estatizantes”, aqueles!, iguaizinhos aos actuais), destruindo a economia de escala portuguesa. Os mosteiros católicos estatizados foram abandonados e a fome instalou-se em Portugal, graças aos “liberais” revolucionários que aquela criatura elogia.

«Chegado o 25 de Abril, não havia direita democrática em Portugal

Pelo que percebi do conceito de “direita democrática” daquele senhor, trata-se de uma Direita que se senta à mesa com o Partido Comunista e com o Bloco de Esquerda, em uma tertúlia e comensalidade amenas. É a mesma “Direita” que diz que o partido CHEGA é “fassista”; é a “Direita liberal” que defende o “casamento” gay e adopção de crianças por pares de invertidos, e que defende a eutanásia praticada pelo Estado. É a “Direitinha” educadinha e paneleira.

Reparem no que escreveu o ex-militante do Partido Comunista francês, Edgar Morin:

« (…) a lógica do liberalismo político leva-o a tolerar ideias ou movimentos que têm como finalidade destruí-lo. A partir daí, perante a ameaça, o liberalismo está condenado, quer a tornar-se autoritário, isto é, a negar-se ― provisória ou duradouramente ― a si mesmo, quer a ceder o lugar à força totalitária colocada no poder por meio de eleições legais (Alemanha, 1933) »

Portanto, nem D. Pedro nem D. Miguel. São ambos as duas faces da mesma (falsa) moeda. Não aceitamos esta falsa dicotomia histórica.

Domingo, 8 Março 2020

O Estado não é moralmente neutro, mas antes segue a moral das elites políticas do Zeitgeist

Filed under: liberalismo,liberalismo económico,marxismo cultural — O. Braga @ 7:40 pm

Várias mulheres alemãs desempregadas (algumas delas, casadas e com filhos) foram abordadas pelos respectivos Centros de Emprego para trabalharem em casas-de-putas — no seguimento da legalização da prostituição na Alemanha: os chulos alemães passaram a pagar impostos e a ter acesso aos Centros de Emprego para recrutamento de novas putas.

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É isto o que um palerma chamado Nuno Medeiros (mas escreve no Observador! Que luxo!) chama de “pragmatismo”:

«Seja como for, o consumo das chamadas drogas leves e a prostituição são mais velhos que a Sé de Braga e estão à vista impune de todos, por isso não vale a pena tapar o sol com a peneira. Mais vale tratar destes temas com maturidade democrática, pragmatismo e humanismo. Cada um poderá depois ter a sua opção moral, religiosa, espiritual, intelectual ou racional e optar por fazer ou não um destes actos, mas o Estado não se deve demitir de regular sobre os mesmos, numa abordagem sistémica e humanista, preocupada com a saúde pública e económica do País


“O liberalismo prega o direito do indivíduo ao embrutecimento, desde que esse embrutecimento não estorve o embrutecimento do seu vizinho.”
— Nicolás Gómez Dávila

O que está implícito no texto do referido palerma é a ideia segundo a qual “o Estado deve ser moralmente neutro” (o que é absolutamente falso!); e, alegadamente, o “pragmatismo” necessário à boa legislação provém dessa putativa “neutralidade do Estado”.

O Estado é visto, por aquela avantesma, como uma entidade abstracta separada da população e da sua cultura.

Ora, é esta abstracção do conceito de “Estado” que é a grande ameaça em relação às democracias actuais. O novo Totalitarismo de Veludo, que nos é hoje imposto nomeadamente pela geringonça, é baseado nesta abstracção e na alienação do conceito de “Estado”.

Por outro lado, o chamado “pragmatismo económico” (segundo aquela avantesma) justifica as rupturas drásticas na cultura antropológica: por exemplo, o facto de existirem drogas e drogados justifica a legalização do consumo e comércio da droga, assim como a existência de putas justifica a legalização e normalização da prostituição.

“Onde o terrorismo e a pornografia prosperam, o liberal rende-lhes homenagem em nome da liberdade de consciência.”
— Nicolás Gómez Dávila

De modo semelhante, concluímos nós que a pedofilia poderá vir a ser legalizada pelos utilitaristas da Nova Esquerda se houver alguma vantagem económica para o Estado proveniente do exercício da predação sexual de crianças — porque, se os pedófilos existem, “o Estado não se deve demitir de regular sobre os mesmos, numa abordagem sistémica e humanista, preocupada com a saúde pública e económica do País”. E “cada um poderá depois ter a sua opção moral, religiosa, espiritual, intelectual ou racional e optar ou não por ser pedófilo”.

¿Estão a ver o perigo deste tipo de “raciocínio” utilitarista?

A ideia segundo a qual o facto cria o Direito” retira ao Direito Positivo qualquer legitimidade que não seja a decorrente da vontade (moral) das elites políticas da nossa época — ou seja, o Estado não é moralmente neutro, mas antes segue a moral da elite política que decorre da aliança entre a Esquerda marxista cultural, por um lado, e por outro lado a “Direita” dita “liberal”.

Terça-feira, 28 Janeiro 2020

Temos que saber viver com este tipo de “liberalismo”

O Telmo Três Nomes escreve o seguinte:

«Deirdre McCloskey é uma académica de excelência internacional e das mais interessantes cabeças da actualidade.»

Vivemos numa época em que, quem é voluntariamente capado, passa a ser um génio; e quem toma no cu é “tomaticamente” inteligente.

É o caso de Donald McCloskey: primeiro, tomou no cu, o que fez dele um indivíduo inteligente; e depois castrou-se, em um acto final de afirmação de genialidade.

E o Telmo Três Nomes aplaude a inteligência e a genialidade do baitola.

Quarta-feira, 6 Novembro 2019

A lógica política do Bloco de Esquerda (e dos “liberais”) apela à legalização do infanticídio

adelaide-matou-filho-webO principal argumento do Bloco de Esquerda (e também dos “liberais”) para justificar a legalização do aborto foi o de que “há mulheres que abortam em vãos de escada”; e, portanto, na medida em que “há mulheres que abortam ilegalmente”“há que legalizar o aborto” — diziam eles.

A lógica política e jurídica dos “liberais” e da Esquerda é a de que “os factos ditam a feitura do Direito” — ou seja, as elites actuais reduzem a norma ao facto, e por uma razão simples: com a imposição do secularismo radical e extremista na cultura política, já não existe um fundamento metajurídico para o Direito (já não se sabe o que funda o Direito).

Seguindo a mesma lógica (e sendo coerentes), os “liberais” e a Esquerda terão que defender a legalização do infanticídio — porque “há mulheres que matam os seus bebés”.

Desde logo (e segundo a lógica dos “liberais” e da Esquerda), as mulheres que matam os seus filhos não devem ser presas pela polícia — a descriminalização do infanticídio é o primeiro passo para a sua legalização.

A seguir, o corolário lógico da actual postura política utilitarista é a de legalizar o infanticídio, porque “há mulheres que matam os seus bebés”: os factos ditam as normas.

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Domingo, 27 Outubro 2019

Para o liberalismo, a defesa da Família Natural é uma forma de “homofobia”

O liberalismo (pós-moderno) criou uma falsa dicotomia entre os direitos naturais da família, por um lado, e os direitos naturais dos homossexuais, por outro lado.

Para o liberalismo, defender a família natural é sinónimo de “homofobia”:

« O presidente da Polónia considerou hoje, dia em que se assinala o “Rainbow Friday”, organizado por grupos LGBT nas escolas polacas para promover a diversidade sexual, que a “família é a base da sociedade e da pátria”.

“A família é a base absoluta da sociedade. Sem família, não haverá nação, não haverá Polónia”, disse Andrzej Duda, político ligado ao partido no poder no país, o nacionalista-conservador Lei e Justiça.

Questionado sobre a efeméride que vai ser assinalada nas escolas polacas por grupos LGBT (sigla de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgéneros), Duda disse que a “família é de fundamental importância e deve ser apoiada pelo Estado e merece protecção total”.

Andrzej Duda evitou assim com esta afirmação referir-se directamente à “Rainbow Friday”, que visa promover a tolerância e o respeito pela diversidade sexual entre os estudantes.»

Presidente polaco defende a família tradicional em dia de sensibilização LGBT

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Para o liberalismo (pós-moderno), a “família natural” mudou de nome: agora, os liberais chamam-na de “família tradicional”, porque, para o liberal, tudo o que venha da Natureza vai contra a “autonomia” do indivíduo.

Para os liberais, a ideia de “autonomia” já não se baseia no conceito kantiano de “autonomia” , mas antes é apenas e só a autonomia do desejo (individual) entendido em si mesmo, desligada de qualquer concepção de "telos" (ética teleológica) e dissociado de quaisquer normas da Lei Natural (Jusnaturalismo).

Neste contexto, a Família Natural é considerada (pelo liberalismo e pelos seus me®dia) como oposta à “autonomia do indivíduo”.

Ora (como defendeu Soljenítsin), o liberalismo revela assim a sua incapacidade de promover a autonomia: a auto-limitação [por parte do indivíduo] é quase inédita: todos se esforçam para uma maior expansão do limite extremo dos enquadramentos legais eticamente permissivos”.

Por exemplo: o casamento foi uma instituição (ainda no tempo do liberalismo clássico), passou a ser um contrato na sociedade liberal pós-moderna, e hoje é uma espécie de “amizade permitida pela polícia”.

É neste quadro ideológico (decadente) que quem defende a Família Natural é hoje considerado “homófobo” pelos liberais.

Para não sermos “homófobos”, temos hoje que contribuir activamente para a destruição da Família Natural na cultura antropológica.

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