perspectivas

Segunda-feira, 20 Agosto 2018

O conservador Tucker Carlson, e a progressista e feminista Chelsea Clinton

Filed under: aborto,Esquerda,esquerdalho,Globalismo — O. Braga @ 1:10 pm

 

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Segunda-feira, 4 Junho 2018

O Rui Rio aliou-se à Esquerda na defesa do aborto, e agora diz que defende a natalidade

Filed under: aborto,ética,eutanásia,PSD,Rui Rio — O. Braga @ 9:45 pm
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Se há político desprezível, é Rui Rio. Mete nojo aos cães. Consegue ser pior do que o monhé.

Depois de se ter aliado ao Bloco de Esquerda na defesa do aborto, e depois de tornar vender a alma ao diabo na tentativa de legalização da eutanásia, o cabrão vem agora tentar limpar a sua (dele) imagem pública pútrida com uma pseudo campanha de defesa da natalidade.

O cabrão defende o aborto livre (pago com o dinheiro de todos os contribuintes), e depois diz que é preciso mais crianças.

Bardamerda para a avantesma. Puta-que-pariu!

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Sexta-feira, 27 Abril 2018

O discurso bovino do Anselmo Borges

 

O Anselmo Borges foi o primeiro sacerdote “católico” português (senão mesmo o único, até hoje) a defender publicamente a legalização do aborto; e agora vem perorar os seus putativos problemas de consciência em relação à legalização da eutanásia.

É desta massa (para não dizer outra coisa) que é feita docência universitária portuguesa.

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A legalização da eutanásia é essencial para a nova agenda política totalitária da Esquerda, porque o controlo político sobre a vida e sobre a morte do cidadão é o objectivo estratégico do novo tipo de totalitarismo que se desenha. E o Anselmo Borges, ao sancionar positivamente a legalização do aborto, faz parte desse novo projecto político totalitário.

Veja-se, por exemplo, o caso recente do bebé Alfie Evans que se encontra em um hospital inglês: o Estado — representado pelos juízes — não o deixa sair de Inglaterra, não obstante a Itália lhe ter concedido já a cidadania italiana, e de este país se oferecer para transportar o bebé gratuitamente para um hospital em Roma. Não só o Estado britânico não deixa o bebé sair do hospital e do país, mas também a polícia britânica ameaça perseguir politicamente os cidadãos ingleses que defendam a saída do Alfie de Inglaterra.

Estamos perante a construção política de um novo tipo de fascismo — a que eu chamei, já há alguns anos, de “sinificação” — que surge precisamente do conluio entre a Esquerda local (marxista ou marxizante), por um lado, e a plutocracia internacional, por outro lado.

É neste contexto que devemos compreender a acção política de George Soros, entre outros bilionários e plutocratas. É na construção deste novo tipo de fascismo que participam principalmente o Partido Socialista e o Bloco de Esquerda (e em menor escala o Partido Comunista, mas também o Partido Social Democrata, porque estes dois partidos não se demarcam claramente dessa estratégia).

A génese evolucionária do novo fascismo é a gradual e inexorável erosão do respeito pela irrepetibilidade de cada vida humana — e o Anselmo Borges é parte responsável por essa erosão. As sociedades laicistas da Europa (a Inglaterra, por exemplo) rejeitam hoje as linhas mestras do comportamento e da moral conforme os ensinamentos judeo-cristãos.

Para o Estado britânico, representado neste caso pelos juízes, o poder sobre a vida e morte do pequeno Alfie é estratégica- e politicamente essencial. A recusa de deixar sair o bebé do hospital e do país não é uma simples birra de um qualquer juiz: faz parte de uma estratégia política tendencialmente fascizante controlada pela Esquerda.

G. K. Chesterton escreveu que “a função da Esquerda é fazer asneiras; e a função da Direita é impedir que essas asneiras sejam corrigidas”.

É o que se passa em quase todos os países da Europa: quem controla o processo de sinificação da sociedade é a Esquerda aliada à plutocracia internacional (“uma mão lava a outra”, diz o povo), e a Direita é apenas uma “direitinha” dialéctica e bem comportada que tem como função validar a acção nociva e fascizante da Esquerda. E, segundo o idiota Marcelo Rebelo de Sousa, quem tem dois dedos de testa e não se enquadra nem na Esquerda e nem nessa “direitinha”, é “populista”; e a Catarina Martins diz que é “fassista”.

A legalização da eutanásia em Portugal faz parte deste processo político gradativo de instalação de um novo tipo de totalitarismo que passa pela insensibilização moral do povo através de uma massiva estimulação contraditória (por exemplo, quando se utilizam eufemismos que transformam um mal moral em um bem) que conduzem a uma dissonância cognitiva geral e colectiva.

A violência da Esquerda

Filed under: aborto,Esquerda,esquerdalho — O. Braga @ 6:19 pm

 

Iowa, Estados Unidos.

Um grupo de cristãos mostrava um poster na via pública a criticar o aborto, e uma feminista ataca o grupo e insulta.

Que fique bem claro o seguinte: se eu estivesse naquele local, mandava-a para o hospital de tal forma que ela só teria alta passados três meses.

O tempo da paciência com a Esquerda terminou. É preciso reagir com extrema violência à agressão física do esquerdalho.

Sexta-feira, 10 Novembro 2017

A ambiguidade ambivalente do Anselmo Borges

 

« When the episteme is ruined, men do not stop talking about politics; but they now must express themselves in the mode of doxa. » — Eric Voegelin


O Anselmo Borges resolveu fazer uma análise política da situação portuguesa. Escreve ele :

« Diz-se frequentemente: "Já não há valores." Não penso isso. O que se passa é que se inverteu a pirâmide dos valores e corre-se o risco de o valor dinheiro se tornar o valor e a medida de todos os valores. Onde está a honra, a dignidade, o valor da palavra dada, a solidariedade, a família como esteio que segura os valores, a escola que forma pessoas íntegras e, assim, bons profissionais, alguns princípios orientadores de humanidade e para a humanidade? »

A SIDA espiritual


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Para alguém que defendeu a legalização do aborto (como é o caso do Anselmo Borges: ver ficheiro PDF do jornal Púbico de Dezembro de 2003), por um lado, e por outro lado para quem defendeu que os abortos deveriam ser grátis e pagos por todos os portugueses — segue-se, então, que a tese do “valor do dinheiro” do Anselmo Borges perde força moral: é que não podemos “dar uma no cravo e outra na ferradura”, e depois assumir que o povão é burro.

A legalização do aborto, que o Anselmo Borges defendeu, é a maior manifestação possível de uma cultura do “valor dinheiro” que o Anselmo Borges agora recrimina. Como escreveu o poeta:

“O aborto não é, como dizem, simplesmente um assassinato. É um roubo… Nem pode haver roubo maior. Porque, ao malogrado nascituro, rouba-se-lhe este mundo, o céu, as estrelas, o universo, tudo. O aborto é o roubo infinito” (Mário Quintana).

Tal como acontece com o chefe dele (o Chico Burrico), o Anselmo Borges joga sistematicamente, no seu discurso, com a indução de ambivalências (Estimulação Contraditória) através de uma ambiguidade deliberada, pensada e propositada. O Anselmo Borges é muito perigoso. No passado recente defendeu a “promiscuidade espiritual” (defendeu uma cultura de materialismo abortista), e agora critica a “SIDA espiritual”.

Por fim: ao contrário do que escreve o Anselmo Borges (“considero a actividade política uma actividade nobre, das mais nobres”), a política é tudo menos uma actividade nobre — dada a natureza antipolítica da Verdade. Infelizmente, Hannah Arendt tem razão. Uma actividade que é intrinsecamente contra a verdade não pode ser “nobre” senão na mente esclerosada do Anselmo Borges.

Sexta-feira, 14 Abril 2017

Grande hipócrita, o Anselmo

Filed under: aborto,Anselmo Borges,marxismo cultural,politicamente correcto — O. Braga @ 12:10 pm

 

Escreve, o Anselmo Borges :

“Eu tive uma aluna muito inteligente, que é ateia. Na sua abertura de espírito, convidou-me uma vez para ir dar uma aula à sua universidade sobre Deus, a religião, a esperança. Depois, fomos jantar e voltámos a falar sobre a morte e a esperança. E ela: morremos, como é natural, como um gato também morre. E eu relembrei-lhe a Escola Crítica de Frankfurt e as vítimas inocentes e todos aqueles que morreram sem viver, esmagados pela violência, pela fome, pela guerra; há uma dívida de justiça para com essas vítimas – quem pagará essa dívida?”

E eu pergunto: ¿quem pagará as dívidas dos roubos infinitos 1 que são os abortos, de que o Anselmo apoiou a lei que destrói a nossa sociedade, física- e espiritualmente? [ver também ficheiro PDF].

Vejam o detalhe implícito: a aluna dele era inteligente porque era ateia; na mente distorcida do Anselmo, é inconcebível existir um ateu burro. E o Anselmo não se esqueceu de falar no marxismo cultural  da Escola de Frankfurt — esquecendo-se contudo de falar naqueles que morreram sem viver, por via da lei do aborto que o “teólogo” Anselmo Borges apoiou. Teólogo que apoia o aborto.

Grande hipócrita, o Anselmo.


Nota:

1. “O aborto não é, como dizem, simplesmente um assassinato. É um roubo… Nem pode haver roubo maior. Porque, ao malogrado nascituro, rouba-se-lhe este mundo, o céu, as estrelas, o universo, tudo. O aborto é o roubo infinito”.
Mário Quintana

Sábado, 1 Abril 2017

O Padre Gonçalo Portocarrero de Almada, a estupidez de Rui Rio, a ciência, o aborto e a eutanásia

 

A eutanásia — assim como o aborto — é uma questão de ética, e não propriamente de ciência.

Naturalmente que a ciência pode dar opinião, mas não adianta de nada, como podemos ver na questão do aborto: hoje a ciência diz que o ADN único e irrepetível do ser humano tem o seu início no momento da concepção, mas nem por isso a opinião da ciência é ouvida pela classe política.

Eu diria mesmo que chegamos a um ponto da nossa sociedade em que a opinião da ciência se tornou irrelevante, na medida em que a ciência é amiúde adulterada no sentido de justificar determinadas religiões políticas.

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Na medida em que 1) o cientista deve procurar a objectividade; 2) em que a objectividade requer um despojamento de valores; 3) e em que o cientista é um sujeito [um ser humano] e a comunidade científica é composta por seres humanos [sujeitos] — a ciência [e sobretudo as ciências sociais] só muito raramente consegue libertar-se das valorações [éticas] da sua própria camada social, de modo a poder estabelecer uma independência valorativa e objectiva.

Em consequência, surgiu no século XX um fenómeno massivo de “liquidação do sujeito”, imposto por uma elite cientificista, e que se traduziu na emergência das religiões políticas totalitárias [por exemplo, o eugenismo característico dos “progressistas”, evolucionistas e socialistas; o nazismo e o comunismo]. Este processo cientificista de “liquidação do sujeito” levou a uma dissociação mental extrema entre a comunidade científica, e a uma inversão da moral.

O marxismo é um exemplo dessa dissociação mental extrema e da inversão da moral: por um lado, o marxismo liquida a ética e a moral [e também toda a filosofia], classificando-a de “subjectiva” e idealista, ao mesmo tempo que denuncia os tabus tradicionais e históricos (por exemplo, os tabus da cultura antropológica europeia do aborto e da eutanásia); e por outro lado, entrega-se a um excesso ético, que denuncia toda a oposição e crítica ao marxismo como um embuste, e estabelecendo simultaneamente novos tabus (Aquecimento Global, animalismo, etc.) contrapostos aos tabus tradicionais.

O marxismo — que se diz, dele próprio, científico — faz a crítica da nossa moral tradicional, mas de uma forma extremamente moralizante, e moralmente invertida e contra-natura. [ver mente revolucionária]

A ideia segundo a qual “o aborto e a eutanásia não são defendidas exclusivamente pela Esquerda, mas que, em vez disso, atravessam toda a sociedade”, é um embuste — a não ser que se reduza a Esquerda e a Direita à economia. O que se passa é que algumas pessoas que se dizem de Direita — como por exemplo, o economista Rui Rio — reduzem a realidade inteira à economia, e depois consideram-se mais inteligentes do que um qualquer analfabeto carrejão do Douro.

É evidente que o Rui Rio é um idiota útil.


eutanasia-velhariasEscreve o Padre Gonçalo Portocarrero de Almada que “os médicos portugueses são, na sua grande maioria, contra a eutanásia”; mas são contra a eutanásia enquanto seres humanos dotados de sensibilidade, inteligência e intuição (que é uma forma de inteligência), e não enquanto médicos. Por exemplo, o João Semedo, do Bloco de Esquerda, é médico e é a favor da eutanásia. O problema é ético, e não científico.

A ética e a moral não podem ser definidas ou determinadas pela ciência.

A ideia de responsabilidade moral reside na experiência subjectiva, enquanto que a ciência só concebe acções determinadas pelas leis da natureza, e não concebe autonomia, nem sujeito, nem consciência e nem responsabilidade. A noção de “responsabilidade” é não-científica.

A ética e a moral pertencem ao domínio da metafísica que se caracteriza pela falta de “bases objectivas” — estas aqui entendidas no sentido naturalista [naturalismo ≡ cientificismo metodológico].

A Esquerda marxista (Partido Comunista, Bloco de Esquerda, José Pacheco Pereira e Partido Socialista) pretende destruir a sociedade em que vivemos, para por cima dos seus escombros construir uma sociedade totalitária (no caso de José Pacheco Pereira, uma espécie de República de Platão em que impere o rei-filósofo, ou seja, ele próprio) .

Portanto, a posição da Esquerda é perfeitamente compreensível. O que é mais difícil de compreender são os individualistas ditos “de Direita” — como Rui Rio: colocam o seu individualismo e libertarianismo ao serviço de uma agenda política colectivista e totalitária.

Domingo, 5 Março 2017

Um aviso sábio para a Esquerda

Filed under: aborto,Adopção,casamento gay,eutanásia,politicamente correcto — O. Braga @ 7:11 pm

Terça-feira, 15 Dezembro 2015

Mary Wagner foi presa outra vez

 

“People have often asked me if I could not simply stay outside the area I am forbidden to enter, and in that way, avoid arrest.”

“But this question forgets something: the children scheduled to be killed will have no one to stand up for them. We will stop being present to them and to their mothers out of obedience to an immorally imposed restriction by those entrusted with authority.”

(Mary Wagner)

Pro-life prisoner of conscience Mary Wagner arrested on Feast of Our Lady of Guadalupe

Já ouviram o papa-açorda Francisco referir-se ao nome de Mary Wagner? Jamais!

maryw-webMary Wagner foi presa pelo menos 6 vezes por entrar em clínicas de aborto e oferecer panfletos e flores às mães que pretendem abortar; e passou quatro anos na prisão por tentar dissuadir as mães a não abortar.

“As crianças condenadas à morte não têm ninguém que as defenda. Só desobedecendo a uma restrição imoral imposta pela autoridade podemos estar juntos das crianças e das mães”.

Esta frase de Mary Wagner segue a linha ideológica de S. Tomás de Aquino. Para S. Tomás de Aquino, a lei exprime a justiça na dimensão do espaço-tempo (no finito): se a lei não é justa, então nem sequer merece esse nome. Uma lei injusta não é lei. Perante uma lei injusta, não a cumprir não é desobedecer, mas simplesmente reconhecer que essa lei simplesmente não existe.

Mary Wagner é um daqueles seres humanos excepcionais que nascem de vez em quando. São pessoas raras. São pessoas que têm consciência de que têm uma missão a cumprir, e que o desígnio dessa missão as transcende.

Quinta-feira, 3 Setembro 2015

O "papa Francisco" e o perdão do aborto pelos padres da Igreja

Filed under: aborto,ética,Igreja Católica — O. Braga @ 10:44 am
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Imaginemos que um assassino se mostra arrependido do seu crime de sangue em confissão sigilosa a um Padre.

¿O que diz o catecismo da Igreja Católica?

A confissão ao sacerdote constitui uma parte essencial do sacramento da Penitência: «Os penitentes devem, na confissão, enumerar todos os pecados mortais de que têm consciência, após se terem seriamente examinado, mesmo que tais pecados sejam secretíssimos e tenham sido cometidos apenas contra os dois últimos preceitos do Decálogo (47); porque, por vezes, estes pecados ferem mais gravemente a alma e são mais perigosos que os cometidos à vista de todos» (48):

«Quando os fiéis se esforçam por confessar todos os pecados de que se lembram, não se pode duvidar de que os apresentam todos ao perdão da misericórdia divina. Os que procedem de modo diverso, e conscientemente ocultam alguns, esses não apresentam à bondade divina nada que ela possa perdoar por intermédio do sacerdote. Porque, “se o doente tem vergonha de descobrir a sua ferida ao médico, a medicina não pode curar o que ignora”» (49).

catecismo da Igreja Católica, Cap. II, 1456

Portanto, se um assassino pode ser perdoado pela Igreja Católica em confissão a um Padre, não vejo por que razão, lógica ou moral, não possa ser concedido o perdão confessional a uma assassina.

Domingo, 2 Agosto 2015

O submarino do CDS/PP, Adolfo Mesquita Nunes, volta a atacar

 

Eu não leio o Expresso (ou Espesso?), mas acredito no que está escrito aqui em relação à reforma da lei do aborto:

« Adolfo Mesquita Nunes no Expresso de hoje sobre as alterações à lei 16/2007: “Há uma redução do espaço de liberdade da mulher. Isso seria suficiente para eu votar contra.” e “a alteração não vem colmatar nenhuma falha na aplicação da lei.”. »

Adolfo Mesquita Nunes está a mais no CDS/PP, e só se tem mantido lá por influência de Paulo Portas. Talvez seja chegado o momento de ambos saírem do partido — como aliás defende, subliminar- e nomeadamente, José Ribeiro e Castro.

Dizer que “a alteração não vem colmatar nenhuma falha na aplicação da lei”, quando, por exemplo, na anterior versão da lei, o aborto dava direito automático a férias pagas — é próprio de alguém que se identifica com minorias exóticas mais próprias do Partido Socialista.

Adolfo Mesquita Nunes deve ser convidado a sair do CDS/PP. Se não for a bem, vai a mal.

Sexta-feira, 31 Julho 2015

Devo estar doente: concordo com o Ludwig Krippahl

Filed under: aborto,Política,politicamente correcto — O. Braga @ 10:17 am
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Provavelmente devo estar com problemas cognitivos (talvez seja da silly season), porque desta vez estou parcialmente de acordo com o Ludwig Krippahl. Sublinho: parcialmente. Mas, em primeiro lugar, vamos àquilo com que não estou de acordo com ele.

1/ o aborto não é um “acto médico”

Vamos ao dicionário saber a definição nominal de “medicina”: arte e ciência de curar ou atenuar doenças.

Se a gravidez é uma doença e uma condição passível de cura, o Ludwig Krippahl tem razão: o aborto é um acto médico. Portanto, trata-se aqui de uma questão de opinião: ele pensa que a gravidez é uma doença, e eu não. Portanto, eu considero que o aborto não é um acto médico.

A partir do momento em que o aborto é considerado um “acto médico”, todo o raciocínio do Ludwig Krippahl está inquinado.

2/ uma “taxa moderadora” não serve para evitar a utilização desnecessária dos serviços públicos

ana sa lopes frankesteinA falácia da governança começa com o adjectivo “moderadora”. A verdade é que se trata de uma taxa de acesso, e não de uma “taxa moderadora”. Assim como o politicamente correcto substitui o termo “aborto” pelo termo “IVG” (Interrupção Voluntária da Gravidez), assim o politicamente correcto substitui o termo “taxa de acesso” pelo termo “taxa moderadora”.

Por exemplo, se eu for uma pessoa rica, posso dar-me ao luxo de pagar todos os dias uma “taxa moderadora” para ir “conversar” com os médicos no hospital. Para um rico, a taxa não “modera” nada: trata-se de uma taxa de acesso. E ponto final. Deixemo-nos de confusões linguísticas induzidas.

Ademais, as taxas são objectivas — e não subjectivas. Não passa pela cabeça de ninguém criar uma “taxa moderadora” para impedir que as pessoas que gostam de “conversar” com os médicos acedam às consultas. Em primeiro lugar, teríamos que definir “conversar com os médicos”. ¿O que significa “conversar com os médicos”? Será possível uma consulta sem uma “conversa” com o médico? Os recursos financeiros são escassos, e portanto existe uma taxa de acesso para financiar o SNS, e não uma “taxa moderadora”. É esta a verdade, nua e crua. Deixemo-nos de merdas!

3/ um aborto não se compara com uma transfusão de sangue

Só um burro, como é o Ludwig Krippahl, ou uma burra, como a Ana Sá Lopes (na imagem), compara uma transfusão  de sangue com um aborto. É a mesma coisa que comparar alhos com bugalhos. Penso que nem vale a pena explicar por que razão a comparação é absurda.

¿Onde é que eu estou de acordo com o Ludwig Krippahl?

Há que atacar o problema social e cultural que está na causa do aborto, em vez de transformar o aborto em um acto contraceptivo.

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