perspectivas

Domingo, 2 Agosto 2015

O submarino do CDS/PP, Adolfo Mesquita Nunes, volta a atacar

 

Eu não leio o Expresso (ou Espesso?), mas acredito no que está escrito aqui em relação à reforma da lei do aborto:

« Adolfo Mesquita Nunes no Expresso de hoje sobre as alterações à lei 16/2007: “Há uma redução do espaço de liberdade da mulher. Isso seria suficiente para eu votar contra.” e “a alteração não vem colmatar nenhuma falha na aplicação da lei.”. »

Adolfo Mesquita Nunes está a mais no CDS/PP, e só se tem mantido lá por influência de Paulo Portas. Talvez seja chegado o momento de ambos saírem do partido — como aliás defende, subliminar- e nomeadamente, José Ribeiro e Castro.

Dizer que “a alteração não vem colmatar nenhuma falha na aplicação da lei”, quando, por exemplo, na anterior versão da lei, o aborto dava direito automático a férias pagas — é próprio de alguém que se identifica com minorias exóticas mais próprias do Partido Socialista.

Adolfo Mesquita Nunes deve ser convidado a sair do CDS/PP. Se não for a bem, vai a mal.

Sexta-feira, 31 Julho 2015

Devo estar doente: concordo com o Ludwig Krippahl

Filed under: aborto,Política,politicamente correcto — O. Braga @ 10:17 am
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Provavelmente devo estar com problemas cognitivos (talvez seja da silly season), porque desta vez estou parcialmente de acordo com o Ludwig Krippahl. Sublinho: parcialmente. Mas, em primeiro lugar, vamos àquilo com que não estou de acordo com ele.

1/ o aborto não é um “acto médico”

Vamos ao dicionário saber a definição nominal de “medicina”: arte e ciência de curar ou atenuar doenças.

Se a gravidez é uma doença e uma condição passível de cura, o Ludwig Krippahl tem razão: o aborto é um acto médico. Portanto, trata-se aqui de uma questão de opinião: ele pensa que a gravidez é uma doença, e eu não. Portanto, eu considero que o aborto não é um acto médico.

A partir do momento em que o aborto é considerado um “acto médico”, todo o raciocínio do Ludwig Krippahl está inquinado.

2/ uma “taxa moderadora” não serve para evitar a utilização desnecessária dos serviços públicos

ana sa lopes frankesteinA falácia da governança começa com o adjectivo “moderadora”. A verdade é que se trata de uma taxa de acesso, e não de uma “taxa moderadora”. Assim como o politicamente correcto substitui o termo “aborto” pelo termo “IVG” (Interrupção Voluntária da Gravidez), assim o politicamente correcto substitui o termo “taxa de acesso” pelo termo “taxa moderadora”.

Por exemplo, se eu for uma pessoa rica, posso dar-me ao luxo de pagar todos os dias uma “taxa moderadora” para ir “conversar” com os médicos no hospital. Para um rico, a taxa não “modera” nada: trata-se de uma taxa de acesso. E ponto final. Deixemo-nos de confusões linguísticas induzidas.

Ademais, as taxas são objectivas — e não subjectivas. Não passa pela cabeça de ninguém criar uma “taxa moderadora” para impedir que as pessoas que gostam de “conversar” com os médicos acedam às consultas. Em primeiro lugar, teríamos que definir “conversar com os médicos”. ¿O que significa “conversar com os médicos”? Será possível uma consulta sem uma “conversa” com o médico? Os recursos financeiros são escassos, e portanto existe uma taxa de acesso para financiar o SNS, e não uma “taxa moderadora”. É esta a verdade, nua e crua. Deixemo-nos de merdas!

3/ um aborto não se compara com uma transfusão de sangue

Só um burro, como é o Ludwig Krippahl, ou uma burra, como a Ana Sá Lopes (na imagem), compara uma transfusão  de sangue com um aborto. É a mesma coisa que comparar alhos com bugalhos. Penso que nem vale a pena explicar por que razão a comparação é absurda.

¿Onde é que eu estou de acordo com o Ludwig Krippahl?

Há que atacar o problema social e cultural que está na causa do aborto, em vez de transformar o aborto em um acto contraceptivo.

Sábado, 18 Julho 2015

Psicose grave!

Filed under: aborto,ética — O. Braga @ 11:49 am
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As lésbicas que defendem o “aborto sem rede”, deveriam dar umas cambalhotas bem dadas com um macho latino tipo Zézé Camarinha, para depois poderem abortar à fartazana e terem a experiência do que é o aborto. Essa coisa de ser lésbica (coisa horrível!, o escroto!) e defender o aborto livre e sem rede para as mulheres normais, revela doença mental.

isabel-moreira-jc-webDepois de um relambório de “faca na liga”, vem o momento pedagógico: a maioria do povo  é ignoranteporque não sabe a diferença entre “consentimento informado”, por um lado, e “aconselhamento”, por outro  lado. Alegadamente, o apoio psicológico antes do aborto não faz parte do processo de “consentimento informado”: tudo o que se possa fazer com que a grávida mude de ideias sobre o aborto é “aconselhamento”; mas não é “consentimento informado”.

Segundo aquela criatura de Deus, “consentimento informado não pressupõe conselhos”.

Ficamos sem saber como é possível alguém estar informado sem se informar; e como é possível informar alguém sem, de alguma maneira, aconselhar. “Informação”, a nível do ser humano, não é a mesma coisa que “informática” — mas, para aquela criatura, parece que é a mesma coisa: o ser humano é visto por ela como uma espécie de autómato.

“Informar alguma coisa” é fazer passar essa coisa da virtualidade (da dimensão do virtual) ao acto; ou seja, a nível humano, informar é sempre aconselhar de algum modo — o que não significa que a pessoa aconselhada seja, por isso, obrigada a mudar de ideias.

Sexta-feira, 17 Julho 2015

A objecção de consciência em relação ao aborto incomoda a Esquerda

Filed under: aborto,ética,Política,politicamente correcto — O. Braga @ 11:19 am
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Se os criminosos são, por definição, pessoas que não respeitam a lei, ¿como é possível que se defenda a ideia segundo a qual “são necessárias mais leis para evitar a proliferação de criminosos”?!

Se alguém tiver a paciência necessária para ler este “poste”  (as respectivas lésbicas que me desculpem a imagem fálica), verificará o recurso — aliás, sistemático em pessoas como por exemplo a Isabel Moreira — ao Direito Positivo para regular aquilo a que no dito poste se chama de “posição subjectiva” : a objecção de consciência em relação ao aborto.

O conceito de “posição subjectiva” pretende ter um carácter pejorativo, por um lado, e por outro  lado pretende-se contrapôr o “subjectivo da objecção de consciência” ao universal de quem não tem qualquer objecção de consciência em relação ao aborto. Ou seja, invertem-se os termos da ética: segundo o esquerdalho, não ter qualquer prurido moral em relação ao aborto é característica de um juízo universal — o que é uma falácia, como é evidente. Os objectores de consciência em relação ao aborto passam a ser considerados uns indivíduos esquisitos e anormais que vão à missa todos os dias, ou seja, uma minoria irrisória e risível.

A objecção de consciência em relação ao aborto passa, assim, a ser um fenómeno subjectivo característico de uns malucos religiosos; e qualquer pessoa que não seja religiosa, aborta necessariamente todos os dias.

Kant distingue, no campo da moral prática, os princípios subjectivos — que o sujeito dispõe, em si — de princípios objectivos, isto é, princípios universais. A mim parece-me que a objecção de consciência em relação ao aborto constitui um princípio objectivo (universal) e não um princípio subjectivo. E por ser assim é que o esquerdalho anda preocupado com a objecção de consciência e pretende restringi-la, como se pode depreender do poste da criatura.

Qual é o argumento utilizado para defender a restrição da objecção de consciência em relação ao aborto?

É o seguinte: “através da objecção de consciência sistémica no Serviço Nacional de Saúde, os abortos são desviados para o privado”. Portanto, parte-se do princípio de que os objectores de consciência não o são realmente, e que apenas se servem da figura jurídica da objecção de consciência para retirar daí alguns proventos materiais.

Imagine o leitor que eu faço a seguinte asserção: “A TAP deve ser privatizada”. E a escriba do jugular, em resposta, pergunta-me: “O que é que tu ganhas (em dinheiro), com essa tua posição?”

Perante esta pergunta, qualquer discussão fica inquinada à partida e deixa de ser possível — porque qualquer asserção minha é passível de ser interpretada como uma manifestação de um qualquer  interesse próprio material, e não como uma posição de princípio, em si mesma abstracta. Portanto, não é possível qualquer diálogo com aquela gentalha.

Isabel Moreira está doente e deveria ser interditada e mesmo internada

Filed under: aborto,ética,Ciência — O. Braga @ 6:59 am
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« A deputada do PS Isabel Moreira defendeu hoje que a introdução de consultas obrigatórias antes e depois de uma Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) é uma medida inconstitucional e uma «imoralidade» de quem considera as mulheres «inimputáveis».

“No nosso ordenamento jurídico, nem uma pessoa que esteja a morrer é obrigada a ir a uma consulta. Como é que tencionam obrigar as mulheres? É incompreensível e completamente inconstitucional”, disse à Lusa Isabel Moreira. »

Alteração à IVG é «imoralidade» e «completamente inconstitucional», defende Isabel Moreira

A “notícia” é de ontem.


Em um estudo publicado nos Estados Unidos em 2002 (Southern Medical Journal), verificou-se que o risco de suicídio em mulheres que abortam é de 154% superior à norma; um outro estudo (University of Minnesota: Minnesota Extension Service, 1986), o aborto em adolescentes aumenta em 10 vezes as tentativas de suicídio; um outro estudo (Medical Science Monitor, 2003) verificou um aumento de 65% na probabilidade de depressão clínica de longo-termo em mulheres que abortam; um outro estudo (Canadian Medical Association Journal, 2003) constatou que as mulheres que abortam têm o dobro da possibilidade de serem hospitalizadas em psiquiatria; um outro estudo (American Journal of Drug and Alcohol Abuse, 2000), verificou que as mulheres que abortam têm uma tendência para consumo de drogas e/ou de álcool cinco vezes superior à norma.

Falamos aqui em juízo universal: há sempre excepções à regra.

Mas mesmo que não tivéssemos estes estudos, sabemos empiricamente — qualquer psiquiatra sabe, mesmo que não o diga e que o esconda ostensiva- e desonestamente — que o aborto não é, em juízo universal, psicologicamente inofensivo para a mulher.

isabel moreira-webEu considero a Isabel Moreira uma criatura do mais baixo nível intelectual e moral que podemos encontrar na sociedade portuguesa.

Ademais, Isabel Moreira irracionaliza sistematicamente os parâmetros de qualquer discussão para que o corolário seja pura irracionalidade — por exemplo, quando ela compara uma mulher em estado terminal com outra mulher que esteja grávida e pense em abortar.

Desde logo, uma mulher em estado terminal (e que não seja obrigada por lei a ir a uma consulta), já foi desenganada pela ciência médica; o determinismo (o seu destino, o seu fado) físico e psicológico da pessoa em causa, é total — o que não acontece de igual modo com uma mulher grávida.

Em segundo lugar, não só estudos científicos mas também a experiência médica revelam que o acompanhamento psicológico sistemático das mulheres que procuram o aborto (em juízo universal) é necessário; a tentativa da Isabel Moreira de vulgarizar o aborto é semelhante, por exemplo,  à tentativa de vulgarizar o assassínio, ou à tentativa de vulgarizar o consumo de drogas.

A Isabel Moreira recusa a ideia de que o aborto é considerado pelas mulheres que abortam (em juízo universal) como um “mal necessário”; Isabel Moreira  pretende que o aborto seja encarado com a mesma normalidade, por exemplo, com que uma mulher toma um antibiótico.

Em terceiro lugar, e não menos importante, a mulher em estado terminal, morre sozinha; ao passo que a mulher que aborta elimina a possibilidade de uma vida que não é a sua. Portanto, a comparação da Isabel Moreira entre uma mulher em estado terminal e uma mulher grávida é irracional — mas essa irracionalidade é propositada, o que revela uma perversidade doentia da Isabel Moreira. Isabel Moreira está mentalmente doente e deveria ser interditada e mesmo internada; aliás, estou convencido de que é uma questão de tempo para que isso aconteça.

Terça-feira, 14 Julho 2015

Negócio da venda de bebés abortados

Filed under: aborto — O. Braga @ 7:11 pm
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Neste vídeo vemos uma médica ligada ao Planned Parenthood (planeamento familiar dos Estados Unidos) a discutir o negócio da venda de partes de bebés abortados (fonte).

Sexta-feira, 10 Julho 2015

Os deputados do putedo (incluindo Assunção Esteves) adiam análise da ILC “Pelo direito a nascer”

Filed under: aborto,Política — O. Braga @ 8:11 am
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“É a constituição moral da sociedade que fixa, a cada momento, o contingente dos mortos voluntários”

— Durkheim.

Eu acrescentaria: dos mortos involuntários também.

Quando eu era mais jovem e quase imberbe, pensava que (ao contrário do que acontece nas ditaduras) os argumentos, em democracia, contavam para alguma coisa. Hoje penso que a democracia se transformou em uma espécie de ditadura em que (como acontece nas ditaduras) é uma pequena elite que comanda, arbitrariamente e contra qualquer argumentação racional, o destino de uma sociedade.

“A iniciativa, que tem poder de projecto de lei por ter sido assinada por mais de 35 mil cidadãos eleitores, já tinha estado no plenário do Parlamento para ser votada mas a maioria optou por fazê-la descer à comissão sem votação, para que a discussão se fizesse na especialidade. Antes, o assunto tinha-se tornado polémico por a Presidente da Assembleia da República ter forçado o agendamento da matéria depois de, numa conferência de líderes onde Assunção Esteves não esteve presente, ter-se decidido em sentido contrário.”

Parlamento volta a empurrar iniciativa de cidadãos contra interrupção da gravidez

Parece que a democracia permite que concepções tão fundamentais como o direito à vida possam ser entendidas de forma radicalmente diferente dentro de um mesmo partido político. Por exemplo: ou o Partido Social Democrata é contra a ILC  “Pelo direito a nascer”, ou Assunção Esteves está a mais no Partido Social Democrata. No que diz respeito a um assunto tão fundamental, não podem existir ambiguidades ou ambivalências dentro de um partido político: seria coisa semelhante que dentro do Partido Social Democrata coexistissem economistas marxistas e liberais.

De que valeu apresentar a ILC? Em termos práticos, nada. O regime dito “democrático” está exangue, à espera da machadada final. A dissolução do Euro e da União Europeia preparam o golpe-de-estado que se deseja. Se isto é “democracia”, que  venha então uma ditadura que imponha o direito a nascer.

Terça-feira, 7 Julho 2015

"Papa Francisco": diz que é contra o aborto mas actua ao contrário

 

Quinta-feira, 2 Julho 2015

As verdadeiras cores do arco-íris

Filed under: aborto — O. Braga @ 7:53 pm
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verdadeiras core do arco iris

Segunda-feira, 3 Novembro 2014

Peter Singer deveria ser preso e acusado de crime contra a humanidade

Filed under: aborto — O. Braga @ 11:31 am
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«Uma tendência observada por activistas pró-vida próximos de estudantes universitários nos EUA, é a crescente aceitação do “aborto pós-nascimento”, ou seja, matar a criança depois que ele ou ela nasceram, afirmam líderes pró-vida ao “The Fix College”.

A evidência anedótica constatada por líderes dos grupos pró-vida como “Criados Iguais” e “Sobreviventes ao Holocausto do Aborto” disseram em entrevistas que não só eles vêem mais estudantes universitários que dizem apoiar o aborto pós-nascimento, mas alguns estudantes ainda sugerem que as crianças até 4 ou 5 de idade também podem ser mortos, porque eles ainda não são “auto-conscientes”.»

Aborto é coisa do passado, a moda nos EUA agora é o infanticídio explícito

Sábado, 11 Outubro 2014

O ónus da lei do aborto discricionário é sobretudo do Estado controlado pelas elites

 

“A verdade é que o ónus não está só no Estado, ele continua nas pessoas”.Inês Teotónio Pereira

gandhi abortoO referendo de 2007 sobre a lei do aborto não foi vinculativo: votaram menos de 50% dos portugueses. A maioria dos portugueses já tinha expressa a sua posição negativa em um referendo anterior — que este sim!, foi vinculativo! Portanto, o ónus da lei do aborto discricionário é sobretudo do Estado e da ruling class que o controla.

Num dos seus livros, Karl Popper explicou o conceito de “evolução da opinião pública”: quando as elites (a ruling class) pretendem introduzir uma lei injusta e até absurda, conseguem passar essa legislação apostando na “evolução da opinião pública” através da sonegação de informação (sub-informação), da propaganda carregada de emoção (pseudo-informação), e através da injecção de doses massivas de informação que causem uma dissonância cognitiva generalizada na população, dando origem a uma espiral do silêncio.

Hoje, quem é contra o aborto e não se expressa publicamente, é vítima de uma espiral do silêncio. Essas pessoas são a maioria dos católicos.

Foi o que aconteceu em Portugal nomeadamente com a lei do aborto: apesar de o referendo não ter sido juridicamente válido (porque votaram menos de 50% dos portugueses), as elites (a ruling class) decidiu que o referendo foi válido.

Por tudo isto, não concordo com a Inês Teotónio Pereira.

O ónus — no sentido de “culpa” ou de “obrigação de redenção” — não está nas pessoas, porque foram enganadas. As elites deste regime, a que chamam de “democracia”, venderam gato por lebre. E as elites ganharam-lhe o gosto, porque a estratégia da “evolução da opinião pública” continua em outras áreas, como por exemplo no “casamento” gay e na normalização legal e cultural do acto homossexual, na adopção de crianças por pares de invertidos, no tráfico de crianças mediante a “barriga de aluguer”, na sonegação do direito dos pais a educarem os seus filhos, na destruição da família natural, e até na defesa do fim da Pátria portuguesa.

Quinta-feira, 9 Outubro 2014

A Direita da Esquerda

Filed under: aborto,ética,Política,politicamente correcto,Portugal — O. Braga @ 12:36 pm

 

“Os “partidos moderados e conservadores” acabem por se constituir como os nossos principais e mais perigosos “inimigos”. Nessa medida, qualquer estratégia (como a que temos visto ser seguida pela FPPV, culminando com esta “iniciativa legislativa”) que passe por alguma forma de enfeudamento da Causa da Vida a partidos como o PSD ou o CDS, acaba por representar um grande perigo para o futuro e acutilância do movimento pro-Vida.”

Assino por baixo. Com as duas mãos.

Quanto mais a Esquerda radicaliza, mais o centro político se distorce em direcção à esquerda, e mais os partidos “conservadores” e “moderados” se aproximam desse centro político distorcido e esquerdizado. E quanto mais esta estratégia esquerdista dá resultados práticos, mais a Esquerda radicaliza. Segue-se uma dinâmica de esquerdização da “direita”, na sua ânsia de se aproximar do “centro” político moldado pela moda do Zeitgeist pautado pela agenda política de Esquerda.

Caricaturando: se a Esquerda radicalizar e defender o aborto aos nove meses de gravidez, segue-se que a “direita”, na sua ânsia de se aproximar do “centro”, compromete-se a anuir com o aborto aos cinco meses de gravidez.

Por outro lado, vivemos em um tempo em que a lei esquerdista promulgada assume uma condição de dogma: qualquer lei de esquerda é considerada, mesmo pela “direita”, como sendo irrevogável. É neste sentido que Juan Manuel de Prada diz que “os partidos conservadores conservam as leis da Esquerda”.

Portanto, deveria ser a ética a condicionar a política — e não a política a definir a ética, como defendem todos os partidos políticos portugueses. Submeter a ética à política é recusar o facto de os valores da ética existirem em si mesmos e independentemente de qualquer utilidade prática. Esta é uma das razões por que o actual sistema político, que transformou a liberdade em uma espécie de escravatura, irá provavelmente desabar mais cedo que tarde.

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