perspectivas

Quarta-feira, 1 Julho 2020

Eu lembro-me da Siderurgia Nacional.

Em Portugal havia uma empresa chamada Siderurgia Nacional (SN) que foi estatizada depois do 28 de Abril de Mil Novecentos e Troca o Passo; aquilo era um antro de comunistas. Embalados pelo nacional-porreirismo, os sucessivos governos socialistas “porreiros-pá” foram deixando os comunas tomar conta da empresa, e a tal ponto que os prejuízos acumulavam-se.

SN-webPara se libertar dos comunas e da dívida, houve um governo que vendeu a empresa portuguesa a uma outra empresa concorrente espanhola; e, depois, Portugal passou a importar de Espanha o aço de que necessita para poder viver.

Além disso, a SN tinha três fábricas de produção em Portugal (uma na zona de Lisboa, outra na zona do Porto, e outra na área de Aveiro), que geravam milhares postos de trabalho. Hoje, só resta a pequena unidade espanhola no Seixal e com uma produção muito restrita.

Uma das primeiras coisas que a empresa espanhola fez foi fechar as unidades de produção no Porto e em Aveiro. E Portugal passou a importar aço de Espanha. E um tal Alexandre Mota ficou muito feliz.

Eu não gosto de comunas, mas não fiquei feliz pela alienação da SN. "País sem siderurgia não é um país, é uma horta", disse o ministro da Economia de Salazar, Ferreira Dias. E eu concordo com ele.

Em contraponto, o Alexandre Mota prefere alienar empresas, para ver se consegue livrar-se dos comunas; mas, afinal, as empresas vão-se embora e os comunas ficam teimosamente por cá.

A T.A.P. (assim como era a Siderurgia Nacional) era uma empresa privada, antes do 28 de Abril de Mil Novecentos e Troca o Passo; mas o capital da empresa (antes de os comunas nacionalizarem a empresa) pertencia a empresários portugueses.

Porém, para o Alexandre Mota, o facto de o capital da T.A.P. ser de portugueses, ou não, não tem qualquer importância; o que interessa é vermo-nos livres dos comunas, e vender a T.A.P. ao desbarato a um qualquer Edge Fund americano que pretenda fazer uns patacos de circunstância. Que se foda a pátria.

A chamada “crise do capitalismo” é evidente, e é encarnada por gente da laia do Alexandre Mota. Esta gentinha está a dar cabo do capitalismo; até parecem aliados do Bloco de Esquerda!

Assim como a democracia representativa só funciona em função do Estado-Nação, assim o capitalismo necessita de um Estado de Direito e do Estado-Nação para poder ser plenamente produtivo. E quem disser o contrário disto é burro.

Quinta-feira, 4 Junho 2020

The Times They Are A-Changin’

Um tal Bernardo Blanco, ligado ao IL (Iniciativa Liberal), passou a “seguir-me” no Twitter; e — por uma questão de reciprocidade e não porque concorde com as ideias dele — coloquei-o na minha lista de “seguimento”.

Nisto estávamos, quando eu deixei de fazer parte da lista “tuiteira” do Blanco. Fui ver a página do IL (Iniciativa Liberal) no Twitter e deparei-me com este desenho infantil:

il-lgbt-web

Logo a seguir, deparei-me com esta notícia:

il-amn-web

É o desespero do Blanco e dos seus amig@s, que reflecte a realidade da contra-cultura no Ocidente.

CONTRA-CULTURA-web

Sábado, 25 Janeiro 2020

Burro todos os dias ! (graças a Deus! Mas já não há paciência!)

Segundo este “liberal”, “um democrata-cristão não é um liberal clássico” :

«Quanto à democracia-cristã alemã, há que ter em conta que os seus dois nomes maiores – Konrad Adenauer e Ludwig Erhard – eram, sobretudo o segundo, verdadeiros liberais clássicos, influenciados pelo pensamento austríaco de Menger e Mises, graças ao que a reconstrução alemã foi um êxito. Por isso, ser hoje «democrata-cristão» à alemã só pode significar uma coisa: ser liberal.»

O burro confunde Menger e Mises (coloca os dois no mesmo saco; e chama a isso “liberalismo clássico”) — como se o Marginalismo de Menger estivesse directamente ligado à escola económica escocesa a que se convencionou chamar de “liberalismo clássico”. É este tipo de asno que faz opinião em Portugal.

Ademais, o burro ignora que os princípios económicos basilares o chamado “liberalismo clássico” já existiam desde finais do século XVI, em Espanha e com a contra-reforma católica, nomeadamente com o clérigo católico Francisco Suárez (1548-1617), entre outros intelectuais católicos.

A originalidade da “escola escocesa” (o chamado “liberalismo clássico”) consistiu em reunir as teorias económicas esparsas previamente existentes (desde o espanhol Suárez até ao Boisguilbert e aos fisiocratas franceses) e transformá-las em doutrina sob a influência da filosofia do escocês David Hume — por exemplo, com Adam Smith (1723-1790).

Carl Menger não é “liberalismo clássico”. Carl Menger é Marginalismo.

A principal razão por que o CDS caiu no abismo foi correctamente diagnosticada pela Helena Matos em um recente artigo — a despolitização da Direita: ou seja, a redução de toda a realidade (incluindo a realidade política) à teoria económica marginalista (é isto que o burro defende). Mas nem os artigos dos seus colegas de blogue consegue ler!

Afirmar que a democracia-cristã não defende os princípios económicos do “liberalismo clássico”, não lembra ao careca. Só pode vir de um grande asno.

Para o burro, ser “liberal” é defender um modelo de sociedade onde o direito às preferências arbitrárias só é limitado por um contrato de compra e venda livremente negociado entre as partes (ou seja, “vale tudo, até arrancar olhos!”); mas o “liberalismo clássico” não defende isso: basta verificarmos que a teoria económica de Adam Smith está imbuída de uma ética claramente cristã, que por isso não é utilitarista (no sentido de “utilitarismo” dado por Bentham que foi um dos precursores do socialismo).

Na teoria económica de Adam Smith, não há o “cálculo de prazeres” típico do utilitarismo, nem mesmo no plano económico.

Não sei qual é a confusão naquela cabeça asnil que faz com que a democracia-cristã seja por ela considerada “anti-capitalista”. Aconselho o asno a ler “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”, de 1905, de Max Weber. Aprende burro!

Quarta-feira, 31 Julho 2019

A hipocrisia das palhinhas de plástico dos restaurantes de hambúrgueres McDonalds

mcdonalds-palhinhasHá muito tempo que não eu não entrava num restaurante McDonalds; hoje entrei e pedi um hambúrguer e uma cola zero.

Quando me sentei para comer, verifiquei que o copo (de plástico) com a coca-cola, não trazia a necessária palhinha (de plástico).

Fui ao balcão pedir a palhinha, e disseram-me que o McDonalds já não fornece a palhinha aos clientes (porque a palhinha pode furar um olho a uma tartaruga marinha). Mas, diz-me a funcionária, que eu posso ir buscar uma palhinha “ali ao lado do micro-ondas”.

Ou seja, o McDonalds não fornece palhinhas de plástico (porque a palhinha pode furar o olho-do-cu de uma marmota), mas podemos ir buscar a palhinha (que o McDonalds não fornece) “ali ao lado do micro-ondas”.

Em suma: por um lado, o McDonalds não fornece palhinhas; mas, por outro lado, o McDonalds fornece palhinhas.

Note-se que a cadeia de fast-food McDonalds simboliza o píncaro do sistema capitalista. Ora, é esta hipocrisia “ecologista”, oriunda da Esquerda mais radical, que é adoptada religiosamente pelos herdeiros do capitalismo americano.

Segunda-feira, 17 Setembro 2018

Steve Bannon dá um KO à jornalista chefe do jornal The Economist

 

Sexta-feira, 10 Agosto 2018

Sobre a aliança contra-natura (e contra a liberdade) entre os neoliberais e os marxistas culturais

Sexta-feira, 5 Maio 2017

A Europa está a destruir o chamado “terceiro-mundo”

 

Um dos argumentos dos neoliberais e da Esquerda radical ( Les bons esprits se rencontrent… ) em relação à defesa da imigração irrestrita, é a de que “os que emigram para a Europa são os melhores dos países do terceiro-mundo, e por isso ficamos a ganhar com essa imigração”. Já ouvi este argumento em gente do CDS/PP e do Bloco de Esquerda.

Porém, essa gentinha não têm em conta o Princípio de Pareto: se, dos países africanos, por exemplo, emigram os 20% melhores, ficam lá os 80% que menos produzem e menos criam riqueza; e se desses 80% menos produtivos, emigrarem os 20% melhores, esses países acabam por entrar em uma espiral de auto-destruição.

E, em relação à Europa, chega-se a um ponto em que a qualidade dos imigrantes adultos é de tal forma deficiente que eles não sabem sequer ler e escrever a sua própria língua — como acontece hoje com os imigrantes do Oriente Médio e de África, porque os 20% melhores dos vários países já tinham emigrado para a Europa na “primeira leva”, por assim dizer.

Hoje, a Europa está já a levar com o “refugo”, ou seja, com os 80% do pior que existe nos países de imigração. E, como muito bem demonstrou Hannah Arendt, os adultos não se educam: educam-se as crianças, mas não os adultos. Faz falta, à classe política europeia, ler um poucochinho disto e daquilo.

A imigração em massa está a destruir os países de origem da imigração, graças à enorme ignorância de gente como Ângela Merkel e/ou Catarina Martins. Puta que as pariu!

LOUCURA-DE-MERKEL-web

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