perspectivas

Sexta-feira, 18 Abril 2014

A União Europeia é um hiper-mercado sem marca e sem identidade

Filed under: Europa,Política,Portugal — orlando braga @ 8:40 am
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Marine Le Pen Portugal comido vivo web

«A presidente da Frente Nacional francesa, Marine le Pen, é da opinião de que “Portugal está a ser sacrificado por esta política de austeridade”, um “fardo com o qual teve de arcar durante alguns anos, no seio deste horror europeu que é a União Europeia”.»

uniao europeia hipermercado web

Segunda-feira, 7 Abril 2014

Marine Le Pen e o laicismo

Filed under: Democracia em perigo,Europa — orlando braga @ 5:38 am
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A diferença essencial entre Marine Le Pen (e o PNR português), por um lado, e François Hollande, por outro lado, é a de que a primeira é nacionalista, ao passo que o segundo é internacionalista. Em tudo o resto não há grande diferença.

Um homem da Direita propriamente dita não pode aceitar que o Estado se meta na acção das organizações e instituições da sociedade civil em geral, e das religiões em particular. Se eu fosse francês, Marine Le Pen não teria o meu voto.

Sábado, 5 Abril 2014

A Europa que a Esquerda pretende construir

Filed under: Europa — orlando braga @ 7:51 pm
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a ruina da cultura web

Sábado, 29 Março 2014

A estupidificação da Europa

 

Na Bélgica, quem não é, hoje, favor da eutanásia livre e “à vontade do freguês”, é considerado retrógrado, da direita, e/ou conservador — epítetos que são considerados sinónimos. Por este andar e por absurdo que seja, se se defender na Europa, um dia destes, a existência de campos de exterminação em massa para velhos e deficientes, quem for contra eles é democraticamente reaccionário, retrógrado e conservador. A História repete-se.

À medida que a esquerda radicaliza, o centro vai virando à esquerda que há vinte anos não era tão radical como é hoje.

Na Europa, quem for defensor da vida humana intra-uterina é hoje considerado um troglodita pelas elites políticas (nacionais e internacionais) do leviatão europeu (leia-se, União Europeia), e a tal ponto que o “papa ambíguo” toma posições relutantes e ambivalentes acerca do aborto.

“Troglodita” é hoje o superlativo absoluto simples de “conservador”: é uma criatura que ainda habita na caverna de Platão — porque o europeu moderno, democrático, progressista e de vistas largas há muito tempo que viu a luz.

Até em Portugal, o “cota” socialista Manuel Alegre referiu-se a quem não concorda com o “casamento” gay e com a adopção de crianças por pares de invertidos como sendo um “conservador” no sentido de troglodita.

Depois, esta gente estranha que surjam fenómenos políticos como o da Front Nationale de Marine Le Pen.

É que o radicalismo de esquerda foi já tão longe na Europa que quem defenda hoje o aborto apenas e só até às 10 semanas de gravidez é considerado um “cota” moderado, um indivíduo do “centro político”. À medida que a esquerda radicaliza, o centro vai virando à esquerda que há vinte anos não era tão radical como é hoje. Hoje, um indivíduo que se diga “do centro” político aproxima-se das posições políticas (na cultura) do Bloco de Esquerda do tempo da sua fundação.

Depois, esta gente vem dizer que a Front Nationale de Marine Le Pen é de “extrema-direita”. Pudera! As pessoas não se dão conta de que o epíteto de “extrema-direita” surge em função do actual fenómeno de radicalização extrema à esquerda que aconteceu progressivamente na Europa nos últimos 15 anos.

Um dia destes, e por este “andar hegeliano”, um indivíduo que defenda a vida humana intra-uterina será metido na prisão por ser de “extrema-direita”. Em alguns países da Europa, pelo simples facto de se defender publicamente o casamento natural (entre um homem e uma mulher), já se pode ser levado a tribunal e condenado por “crime de ódio”.

Em suma, a Front Nationale de Marine Le Pen é o que a elite política desta Europa merece. Não merecem outra coisa. Para radical, radical e meio.

Segunda-feira, 24 Março 2014

Os políticos ainda não perceberam o fenómeno de Marine Le Pen em França

Filed under: Europa — orlando braga @ 7:50 pm
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Marine d'arc web

Sexta-feira, 21 Março 2014

Na União Europeia, a democracia está moribunda

Filed under: Democracia em perigo,Europa — orlando braga @ 1:26 pm
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A União Europeia pretende perseguir e meter na cadeia cidadãos considerados “intolerantes”.

eu_flag-001Contudo, o conceito de “intolerância” é arbitrário: depende do critério dos ministérios da justiça de cada país. Em princípio, o leviatão europeu pretende perseguir e prender cidadãos que alegadamente defendam “ideologias totalitárias”: trata-se do totalitarismo do leviatão europeu em exercício auto-justificativo, à moda da União Soviética. E é esta União Europeia que vem agora criticar a Rússia…!

A Igreja Católica vai ser obrigada a eliminar as epístolas de S. Paulo — nomeadamente aquelas que nos falam de “passiones ignominiae”, “usum contra naturam” et “turpitudinem operantes” (Romanos 1, 26-27) — , porque, de outra forma, os católicos vão ser metidos na prisão em razão de alegada “intolerância”. Ser católico, nesta União Europeia, já significa que se é um potencial presidiário.

Shopia Kuby, porta-voz da European Dignity Watch, diz que a nova directiva da União Europeia “revela um arquétipo mental totalitário” por parte dos dirigentes da União Europeia. Caso o documento seja adoptado pela União Europeia, diz ela que “pode levar a situações em que acusações vagas e ilegítimas são levantadas contra indivíduos ou grupos sociais”.

Segunda-feira, 17 Março 2014

O Estado de Direito é aquilo que o leviatão da União Europeia quiser que seja

Filed under: Europa — orlando braga @ 7:07 am
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Para a União Europeia de Durão Barroso e de Viviane Reding, um Estado de Direito é um Estado que obedece aos ditames do leviatão de Bruxelas. Ponto final. Qualquer Estado que não cumpra as ordens de Bruxelas passa a ser classificado, pelos donos do leviatão europeu, como um “Estado de Não-Direito”, ou seja, um Estado pária.

european-unionImaginemos, por exemplo, que um partido nacionalista tinha uma votação, para o parlamento português, de 30% dos votos expressos — o que significaria que se transformaria provavelmente no segundo partido mais votado. Perante este cenário, Bruxelas declararia que Portugal não é um Estado de Direito, seguindo três etapas de condenação do Estado português:

A primeira etapa é chamada de “Aviso de Estado de Direito”. Trata-se de um aviso: “ou tás quetinho, ou levas no focinho”. Através do aviso, o leviatão europeu pretende um “diálogo” que convença os portugueses que o tal partido nacionalista terá que ser “convertido ao leviatão”; ou então, o povo português “leva no focinho”.

Se o problema não ficar resolvido com o “Aviso de Estado de Direito”, o leviatão da União Europeia entra na segunda fase de repressão política e emite uma “Recomendação de Estado de Direito”, tornada pública e que é uma espécie de ultimato: “Ou obedeces ao leviatão, ou, em alternativa, vê lá se obedeces ao leviatão! Põe-te fino, que lambão já és! Vê se te abispas, porque pareces um frade menor! Deixa de ser cão que não conhece o dono!”.

Se o ultimato não surte efeito, o leviatão entra na terceira fase de repressão política e opta pelo “toma lá!, que já almoçaste!”: aplica o artigo 7 do Tratado de Lisboa, que permite a suspensão de um Estado dos seus direitos de voto no Conselho Europeu devido a “risco de violação grave” do Estado de Direito.

O novo sistema de Durão Barroso e da Viviane Reding (a amicíssima da nossa ministra da justiça) permite contornar o espírito do artigo 7 do Tratado de Lisboa, condenando publicamente um Estado que apenas reconhece a legitimidade dos votos expressos nas urnas. Ou seja, o Estado de Direito é aquilo que o leviatão da União Europeia quiser que seja.

Terça-feira, 11 Março 2014

Eu voto em branco para as eleições europeias

Filed under: Europa — orlando braga @ 5:19 pm
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voto em branco

Sexta-feira, 7 Março 2014

Excelente texto de José Pacheco Pereira sobre a Ucrânia

Filed under: Europa,Política — orlando braga @ 10:28 am
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“Lá estamos nós outra vez a embarcar num ciclo entre a propaganda e a ignorância, associado a muita impotência, a pretexto da Ucrânia. Já temos os “bons”, os revoltosos da Praça Maidan, os ucranianos ocidentais, a União Europeia (imagine-se!) e os EUA, aliados às forças da “liberdade” e “democracia”, e os “maus”, os ucranianos orientais pró-russos (cujas manifestações não passam na televisão), os russos propriamente ditos, invadindo a Crimeia a pedido de um Presidente corrupto (neste caso é pura verdade).

Já foi assim nos Balcãs, agora é na Ucrânia. A União Europeia, porque não lhe convém, nada diz da Geórgia, ou da Moldávia, onde partes do território estão sob “protecção russa” de governos pró-moscovitas e populações que querem os russos para os proteger dos nacionalistas pró-georgianos e pró-romenos. E, mesmo nos Balcãs, situações apodrecidas e apenas mantidas num congelador subsistem até ao próximo conflito, na Sérvia, na Croácia, na Bósnia ou no Kosovo. São o retrato de intervenções ocidentais apressadas, politicamente correctas, mas não oferecendo a esses “países” senão linhas divisórias mantidas em “paz” por forças estrangeiras.”

Os sublinhados são meus. Ler o resto aqui.

Domingo, 2 Março 2014

José Pacheco Pereira e o debate acerca da União Europeia

Filed under: Europa,Política — orlando braga @ 2:53 pm
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Podemos acusar o José Pacheco Pereira de tudo excepto de ser incoerente: ele foi o primeiro a exigir um referendo sobre o Tratado de Lisboa e já antes o tinha feito em relação ao Tratado de Nice.

Mas a lógica de José Pacheco Pereira é a da persuasão, ou seja, é uma lógica de “progresso da opinião pública”: “debate” significa, para ele, “persuadir as pessoas de que as ideias europeístas (entendidas no seu fundamento) são as correctas”. Para o José Pacheco Pereira, o federalismo europeu é uma ideia de que precisa de confirmação popular através do “progresso da opinião pública”.

O conceito de “progresso da opinião pública” é semelhante ao conceito de bovinotecnia: há que convencer os burros de que eles são burros, por um lado, e, por outro lado, há que os convencer de que eles podem deixar de ser burros se abandonarem a sua burrice.

O “progresso da opinião pública” foi uma primeira forma de engenharia social que nos chega do liberalismo do século XIX.

martin luther kingO “progresso da opinião pública” não tem em conta a verdade dos factos; antes, tem em conta os factos de uma qualquer verdade. E quando o José Pacheco Pereira pretende debater a Europa, apenas pretende debater os meios, e não os fins que não podem ser colocados em causa — porque o pensamento é circular: a construção da Europa federalista não está em causa: o que está em causa são os meios para lá chegar, por um lado, e por outro lado está a necessidade de consentimento popular que legitime um leviatão Hobbeseano; o debate democrático apenas servirá, por intermédio da persuasão, para legitimar eventualmente o absolutismo do leviatão. Ou seja, sem o debate, o leviatão não faz sentido; mas com um debate consensual, esse leviatão pode tornar-se legítimo. José Pacheco Pereira ainda não perdeu a ideia maoísta de “democracia”.

Por exemplo, o uso de alguns neo-chavões: “nacionalismo anti-europeu”. Como se fosse possível existir um “nacionalismo europeísta”. E outro exemplo: José Pacheco Pereira é visceralmente contra os mecanismos referendários — a chamada democracia participativa — em Portugal. Mas quando se trata dos referendos suíços, José Pacheco Pereira já abraça a democracia directa:

“Veja-se o modo como a União Europeia, pela voz de Durão Barroso e mais mil e um comentaristas europeístas, reagiu aos resultados recentes do referendo suíço limitando a emigração – ameaçando os suíços porque votaram “mal”. Eu teria votado contra as propostas referendárias suíças sobre a emigração, e considero que é de criticar o seu resultado, mas nunca me esqueço que os suíços votaram livremente e que é suposto em democracia respeitar-se o resultado das votações. É, aliás, péssima esta tendência na União de não aceitar resultados, quando eles vão contra a ortodoxia dominante nas elites burocráticas e governamentais que a governam, e de exigir um determinado resultado, realizando-se quantos referendos sejam necessários até esse resultado se obter.”

Aquilo que deve ser respeitado na Suíça, não deve ser tolerado em Portugal. Em vez disso, a política a seguir é a de “progresso da opinião pública” sem referendos, persuadir os presumidos burros através do debate entre putativos inteligentes, recusar aos portugueses um estatuto ontológico que ele próprio reconhece aos suíços.

Ser europeísta, ou é delírio, ou é cinismo. Se é delírio pode ser tratado com anti-psicóticos. Se é cinismo, é defender a existência de uma classe de sibaritas que se abotoam com prebendas à moda de Miguel de Vasconcelos — destruindo um povo, uma nação e uma cultura quase milenares, em troca de um prato de lentilhas.

Ficheiro PDF do texto de José Pacheco Pereira

Sexta-feira, 28 Fevereiro 2014

O problema da natalidade e a classe política

 

O governo do Partido Social Democrata e do CDS/PP criou uma comissão para estudar o problema da baixa natalidade em Portugal.

pai e maeOuvi ontem a opinião de Manuela Ferreira Leite na TVI24 acerca deste assunto e fiquei com um mau presságio acerca desta comissão governamental — aliás, ultimamente tenho andado em desacordo com Manuela Ferreira Leite, porque me parece que ela reduz toda a realidade à economia (quando lhe convém): por um lado, ela fala de “valores” quando se refere ao respeito que se deve ter em relação às pessoas idosas; mas, por outro lado, já diz que a razão pela qual a natalidade baixou é a de que “a vida está difícil”, mesmo sabendo que antes da crise de 2008, a natalidade já evoluía em baixa. Manuela Ferreira Leite tem que se convencer que a natalidade também é uma questão de “valores”.

Em dez anos de adesão ao Euro, a classe política destruiu valores essenciais que sub-jazem à família que, por sua vez, é a verdadeira base da natalidade que garante o futuro da sociedade.

Em primeiro lugar, a classe política baniu a representação protocolar da Igreja Católica nas cerimónias do Estado. Trata-se apenas de um símbolo, mas que tinha um significado societário profundo, uma vez que a Igreja Católica é defensora da família natural e dos valores do Direito Natural contra o aborto. Mas a classe política em geral preferiu ceder à aliança entre a esquerda radical e a maçonaria, banindo a Igreja Católica do protocolo do Estado.

foi-cesarianaDepois, a classe política instituiu o “divórcio sem culpa e na hora”. Divorciar passou a ser tão fácil quanto beber um copo de água, e as crianças e as mulheres mães foram as mais prejudicadas. Mais uma vez, a classe política cedeu à aliança entre a esquerda radical e a maçonaria. É óbvio que em uma situação em que o homem é irresponsabilizado por lei, as mulheres tendem a não ter filhos e a alimentar o negócio do aborto. A lei do “divórcio sem culpa e na hora” é — esta sim! — uma lei sexista e que apenas beneficia o homem irresponsável.

Logo a seguir, a classe política legaliza o “casamento” gay — mais um prego no caixão da natalidade! O símbolo cultural da instituição do casamento continuava a ser destruído pela classe política, que mais uma vez cedeu ao jacobinismo, comum à esquerda radical e à maçonaria. A partir daqui, não há dinheiro nem economia forte que faça recuperar o simbolismo cultural perdido (a não ser por via de uma ditadura qualquer). É o futuro da democracia que está hoje em perigo, e foi esta classe política presentista e irresponsável, que se diz “democrática”, que colocou a democracia em rota de colisão com a realidade.

A seguir, a esquerda radical aliada à maçonaria preparam-se para legalizar a adopção de crianças por pares de invertidos, a procriação medicamente assistida fora do núcleo familiar, as “barriga de aluguer” e o tráfico de crianças. É a cereja no topo do bolo da destruição da família natural e a redução da natalidade a uma espécie de “capricho do indivíduo” — quando anteriormente a co-responsabilização em relação aos filhos paridos pela mulher era um dever assumido pelo homem.

Neste contexto, ¿que sentido faz uma comissão governamental para estudar o problema da baixa natalidade em Portugal? Nenhum, porque os sinais que a classe política — incluindo o CDS/PP e o Partido Social Democrata — passam para a sociedade são contraditórios (estimulação contraditória).

Sexta-feira, 21 Fevereiro 2014

A União Europeia sujou as mãos na Ucrânia

Filed under: Europa — orlando braga @ 7:58 am
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A União Europeia sujou as mãos na Ucrânia. Os Estados Unidos também sujaram as suas mãos, mas dos Estados Unidos podemos esperar tudo. O que não seria expectável é que a União Europeia estivesse a fomentar uma guerra civil na Ucrânia.

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