perspectivas

Quinta-feira, 7 Abril 2016

Holandeses contra a União Europeia

Filed under: Europa — O. Braga @ 7:10 pm
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Na Holanda, os referendos são válidos com 30% de votos do universo eleitoral; em Portugal são precisos 50%. Acresce que existe uma nova lei na Holanda que legitima um qualquer grupo de cidadãos a pedir um referendo sobre legislação da União Europeia que afecte o país. Em contraponto, em Portugal nunca houve um referendo sobre qualquer legislação ou Tratado ratificado pelo Estado português em relação à União Europeia.

Pelo que se vê, Portugal pretende dar lições de democracia ao mundo…

Realizou-se recentemente na Holanda um referendo sobre o novo Tratado entre a União Europeia e a Ucrânia. O resultado do referendo foi negativo, ou seja, a maioria dos referendários não concorda com esse Tratado — o que não significa que os holandeses tenham alguma coisa contra os ucranianos, mas antes significa que os holandeses são genericamente contra as políticas antidemocráticas da União Europeia.

Quarta-feira, 23 Março 2016

¿É possível salvar a União Europeia?

Filed under: Europa — O. Braga @ 1:28 pm
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1/ É possível ainda salvar a União Europeia e o Euro, mas extremamente difícil.

Depois dos atentados bombistas recentes em Bruxelas, o BREXIT parece inevitável. O que é possível salvar, é o que resta, são os cacos; mas para isso é preciso uma reforma política das instituições da União Europeia — o que parece quase uma impossibilidade objectiva, porque a própria dinâmica das actuais instituições não permite essa reforma (o objecto de uma reforma não se pode reformar a si mesmo).

Essa reforma política das instituições europeias seria tão profunda como, por exemplo, implicar eleições directas (em todos os países da Europa) do presidente da comissão europeia; a composição do parlamento europeu seria o reflexo dessa eleição, tal como acontece no Congresso dos Estados Unidos.

2/ Já vimos que a actual política de “portas abertas” em relação aos ditos “refugiados” está a destruir a União Europeia.

Isto significa que a Esquerda (que inclui os Partidos Socialistas da Europa, para além de Angela Merkel) teria que fazer concessões à opinião pública, em uma atitude de bom-senso; mas esperar bom-senso da parte da Esquerda, é utopia. Imaginar que o Bloco de Esquerda, o Partido Comunista e o Partido Socialista de António Costa possam rever parcialmente as suas posições em relação à importação em massa de “refugiados”, é sonhar acordado.

3/ A União Europeia teria que ir contra a actual política dos Estados Unidos de Obama na Síria — o que significa que teria que ir contra a concepção política da Esquerda europeia em relação à Síria, porque os esquerdistas são os idiotas úteis ou serviçais dos americanos. Isto passa pelo apoio ao presidente sírio Bashar al-Assad como parte da solução do problema sírio e do combate ao Daesh. Imaginar que algum dia isto possa acontecer, é imaginar o impossível.

Por isso, salvar a União Europeia é extremamente difícil.

Quinta-feira, 10 Março 2016

A União Europeia e repolhos, couves, aipo, espinafres e ameixas

Filed under: Europa — O. Braga @ 1:50 pm
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Uma directiva da União Europeia que regula a produção, venda e impostos sobre repolhos, couves, aipo, espinafres e ameixas, tem mais de 5.000 palavras.

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A Comissão (da União Europeia) vai participar na parada gay de Amesterdão

 

Numa altura em que a União Europeia defende a imigração em massa de muçulmanos para remediar o défice demográfico na Europa, a Comissão da União Europeia vai participar na parada de sodomitas em Amesterdão (na esperança de que os gays passem a parir).

A estratégia política da União Europeia é o da estimulação contraditória, tendo em vista uma dissonância cognitiva generalizada nos povos da Europa.

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Domingo, 6 Março 2016

Na Suécia, os homens também já abortam

Filed under: Europa — O. Braga @ 5:38 pm
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Até agora só as mulheres abortavam; mas na Suécia progressista, os homens também já passaram a abortar; o mesmo partido liberal que defende a legalização da necrofilia na Suécia, defende agora o “direito de os homens abortarem”.

“Men should have the same right as women to decide not be parents, according to a controversial new proposal from the Liberal Party’s youth wing in western Sweden”.

Swedish group wants ‘legal abortions’ for men

Já não bastava o “direito” das mulheres ao aborto: agora também os homens podem abortar.


Descartes copiou Santo Agostinho, e a cultura dividiu a Europa

“Lutero só se deixa convencer pelas Escrituras e pela razão (plain reason). A experiência está omissa. Descartes vai pegar no argumento da razão para fazer o seu célebre exercício intelectual "Cogito ergo sum", penso, logo existo.”

Pedro Arroja

1/ Na “Cidade de Deus”, Santo Agostinho escreveu o seguinte:

“¿Quem quereria duvidar de que vive, se lembra, compreende, pensa, sabe ou julga? É que, mesmo quando se duvida, compreende-se que se duvida… portanto, se alguém duvida de tudo o resto, não deve ser dúvidas acerca disto. Se não existisse o Eu, não poderia duvidar absolutamente de nada. Por conseguinte, a dúvida prova por si própria a verdade: eu existo se duvido. Porque a dúvida só é possível se eu existo”.

Santo Agostinho antecipou, no século IV, a famosa ideia de Descartes do século XVII: “cogito, ergo sum”. Ou seja, basicamente Descartes copiou Santo Agostinho.

Descartes — assim como Kant — tem sido vítima de algumas acusações infundadas por parte de católicos; porque se queremos acusar Descartes do “cogito”, teremos que acusar, em primeiro lugar, Santo Agostinho.


2/ O protestantismo (Lutero) surgiu por questões políticas (inerentes à organização social e política dentro do Sacro Império Romano-Germânico), e por questões culturais. Das primeiras não vou falar aqui e agora. Sobre as questões culturais, invoco aqui o fenómeno cultural do carnaval.

O termo italiano carnevale deriva do latim dominica carnelevalis ou Domingo da quadragésima, que era uma festa que marcava, para o clero católico, a passagem do regime normal para o regime de penitência, e que significava a abolição da carne ou do peixe. Ou seja, carnevale significava a entrada no período temporal e sagrado da Quaresma, dando origem a outros termos vernaculares como antruejo, introitus, carême-entrant, etc. Não há nada que indique a existência do carnaval antes de 1200 d.C. .

Segundo o pregador alemão Johann Geiler von Kaysersberg, era mais difícil convencer o povo a fazer a abstinência e penitência durante o período de tempo que vai do dominica carnelevalis até à Quaresma, do que meter um cavalo num barco pequeno. Então, a partir de 1500, os ritos de dissolução, conhecidos entre o povo coevo como “carnaval”, passaram a ser particularmente cultivados — embora, já antes do século XVI existissem regiões da Europa onde o clero já teria conseguido, com maior ou menor sucesso, introduzir entre o povo a abstinência e penitência da Quaresma.

Porém, o carnaval não se propagou por toda a Europa católica: por exemplo, no noroeste de França e na província francesa da Bretanha, em Inglaterra, na Holanda (excepto na fronteira com a Bélgica), na Alemanha do norte e na Escandinávia, não existe alguma tradição do carnaval. De modo diferente, o carnaval disseminou-se em regiões como Itália, Espanha, Portugal, a maior parte da França, uma grande parte da Alemanha com fulcro na Baviera, e na Grécia.

A razão desta diferenciação cultural (e aqui chamo à atenção para aquilo que é, erroneamente, considerado como sendo uma diferença entre protestantes e católicos) tem a ver com a história da tradição da penitência nas diversas regiões da Europa, e com a forma como a cultura romana influenciou ou não essa tradição da penitência.

Nas regiões do norte e noroeste da Europa comia-se, na Idade Média, panquecas na Terça-feira Gorda, e não se celebrava o carnaval porque eram regiões onde as taxas (impostos) de penitência eram pacificamente aceites, e onde a confissão e a penitência eram vistos como assuntos privados e pessoais — ao contrário do que acontecia nas regiões da Europa mais influenciadas pela cultura romana, em que o processo litúrgico da penitência pública (e não privada) era uma tradição cultural especifica.

A partir do início do século XIII, o carnaval apareceu nas regiões de maior influência cultural romana, onde a tradição da confissão pública e da penitência foi sendo progressivamente abandonada em favor do avanço de uma maior privacidade e privatização.

Em suma: para além das questões políticas relacionadas com a unificação da Alemanha, por um lado, e com a guerra alemã contra o centralismo de Roma que absorvia recursos financeiros, por outro lado — temos as questões culturais. As tradições dos povos da Europa não eram todas iguais, e por isso o catolicismo não podia ser seguido da mesma forma por todos.

 

Sábado, 27 Fevereiro 2016

Os donos da democracia na União Europeia

Filed under: Europa — O. Braga @ 11:46 am
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Vemos neste vídeo o “liberal” belga Louis Michel a discursar no parlamento europeu, a propósito das restrições dinamarquesas à imigração islâmica. Imagine agora, caro leitor, que o mesmo tipo de atitude discursiva fosse utilizada por um político conservador: seria “faxista”.

Terça-feira, 23 Fevereiro 2016

François Hollande ameaça expulsar da União Europeia países com governos que não sejam socialistas

Filed under: Europa — O. Braga @ 7:49 pm
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Segundo François Hollande, qualquer governo que não seja socialista é automaticamente “de extrema-direita”, e por isso, qualquer país com um governo que não reúna as condições socialistas deve ser expulso da União Europeia.

Naturalmente que “extrema-direita” é uma categoria muito lata e abrangente: tudo o que não seja socialista cabe nessa categoria — com excepção dos partidos comunistas, como é evidente.

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Segunda-feira, 22 Fevereiro 2016

A sociedade que a geringonça do António Costa nos quer impôr

Filed under: Europa — O. Braga @ 10:55 am
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Um grupo de pessoas fez uma experiência na Suécia (ver vídeo): uma mulher simulava que estava a ser violada dentro de um automóvel; 85% das pessoas que passavam não acudiram à vítima de violação e nem chamaram a polícia, e as 15% que quiseram intervir deixaram que o violador escapasse com a vítima dentro do carro.

A Suécia é o país com maior índice de violação de mulheres per capita e em todo o mundo, mas continua a ser o paradigma ideal da Esquerda portuguesa. E por quê? Porque a atomização da sociedade conduz ao fortalecimento do Estado, e a absolutização do Estado é o objectivo da Esquerda. O cidadão passa a ser um átomo desligado da sociedade e que existe apenas em função do Estado. A coesão e solidariedade sociais passariam a ser asseguradas apenas e só pelo Estado; fora do Estado, o indivíduo não existiria.

Ora, é este tipo de sociedade que a geringonça liderada por António Costa nos quer impôr.

 

Segunda-feira, 15 Fevereiro 2016

O feminismo está morto

 

Em 2006, Harvey Mansfield escreveu o livroManliness” (Masculinidade) e foi crucificado pelos me®dia em geral e pelo politicamente correcto. Chegou o momento de levar a sério o livro.

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A jornalista dinamarquesa Iben Thranholm denuncia a feminização da cultura antropológica europeia através da repressão do masculino, fazendo com que a sociedade não se possa defender.

 

Se o Deutsche Bank cair, o Euro cai com ele

Filed under: Europa — O. Braga @ 6:26 pm
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Tomem nota: se o Deutsche Bank for intervencionado pelo Estado alemão (“Bail-Out”), o Euro arrebenta — porque a diferença de tratamento em relação aos Bancos gregos será de tal forma contrastante que qualquer alma insensível sentirá náuseas. Só nessa altura o cidadão comum perceberá por que razão o Euro foi criado.

Domingo, 7 Fevereiro 2016

A barbárie dos “pachecos-pereira avant-garde”

Filed under: Europa — O. Braga @ 11:25 am
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Nicolás Gómez Dávila escreveu que “se retirarmos ao europeu a túnica cristã e a toga clássica, o que fica é o bárbaro”.

tunica-togaO temos hoje, nos “pachecos-pereira avant-garde” da Europa, é a evidência da barbárie: por exemplo, ao mesmo que tempo que defendem a legalização da eutanásia, defendem a livre imigração em massa de muçulmanos (o que é uma contradição em termos). Já atiraram fora a túnica cristã e despiram a toga romana. O rei vai nu, mas o povo ainda não viu.

Nos debates nos me®dia, ninguém os confronta com as suas próprias contradições, porque quem se atrever a fazê-lo é banido da intervenção publicada — “ninguém lhes franqueia as portas à chegada / eles comem tudo e não deixam nada”.

Ninguém se atreve a um corte epistemológico com eles; e assim os “pachecos-pereira avant-garde” desta vida vão fazendo o seu caminho, impunes e inimputáveis. A única coisa que os choca é uma qualquer ameaça à sua impunidade adquirida por direito.

O Islão manifesta aquilo a que Nietzsche chamou de “grande saúde”, porque dispõe de jovens soldados dispostos a morrer por ele. Os jovens soldados islâmicos suicidam-se — não para eutanasiar qualquer sofrimento terminal, mas por causa de um ideal (que é também anti-europeu).

Mas os “pachecos-pereira avant-garde” defendem o niilismo da eutanásia, por exemplo, ao mesmo tempo que abrem as portas à “grande saúde” islâmica.

Na origem desta contradição está a “grande recusa” marxista cultural, que fustiga a “pulsão de morte da civilização judaico-cristã mercantil”, por um lado, e por outro lado adopta uma axiomática de submissão ao Islamismo que prefere a escravidão de uma vida apoucada e vazia, à morte aquileana e honrosa do combate nobre por princípios.

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