perspectivas

Segunda-feira, 11 Maio 2015

O medo da rebelião

Filed under: Europa — O. Braga @ 2:32 pm
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A tendência natural de um qualquer governo para a tirania só se pode combater com o medo da rebelião.

Os governos são piores se os cidadãos adoptam a espécie de submissão defendida por Hobbes no “Leviatão”. Vemos como, no Brasil, a classe política subverteu e prostituiu os mecanismos democráticos de “check & balance”, o que significa que o regime democrático, por si só, não garante a tendência natural dos governos — controlados pelas elites — para a tirania. É preciso que as elites tenham medo da rebelião.

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Sábado, 9 Maio 2015

Tirem-me deste filme… e desta Europa!

Filed under: Europa,politicamente correcto — O. Braga @ 7:11 pm
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Um professor universitário da conceituada universidade britânica de Warwick afirmou, em uma entrevista à BBC (Bolshevik Broadcasting Corporation), que os pais que lêem estórias aos seus filhos deviam deixar de o fazer, porque estão a colocar em desvantagem os filhos dos outros:

“According to a professor at the University of Warwick in England, parents who read to their kids should be thinking about how they’re “unfairly disadvantaging other people’s children” by doing so.”

Professor: If You Read To Your Kids, You’re ‘Unfairly Disadvantaging’ Others

Nem na defunta União Soviética o Lenine se lembrou de uma coisa destas! Mao Tsé Tung ficaria fascinado com esta tese… e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, mandaria empalar todos os pais que contassem estórias aos filhos.

Se esta notícia chega ao Partido Socialista de António Costa e ao Bloco de Esquerda, vamos ter uma reforma do ensino em Portugal. Já o Partido Comunista não se importa com as estórias dos pais desde que sejam as da revolução.

Ainda vamos chegar a um ponto em que crianças inteligentes irão ser internadas em manicómios e afastadas da sociedade.

Sexta-feira, 8 Maio 2015

É melhor deixar passar a pretalhada toda no Mediterrâneo

Filed under: Europa,Portugal — O. Braga @ 9:37 pm
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“O FMI reiterou hoje a necessidade de Portugal cortar mais na despesa pública, insistindo na necessidade de realizar uma “reforma abrangente dos salários e das pensões” e de “continuar as reformas estruturais” para melhorar a competitividade.”

FMI volta a pedir reformas nos salários e pensões em Portugal

pretalhada-toda

Domingo, 3 Maio 2015

Com esta “direita”, vamos andar tortos

Filed under: Europa — O. Braga @ 7:41 pm
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Alguém colocou o seguinte comentário neste verbete em que me referi a um artigo do José Pacheco Pereira:

“A Europa está a ser justa ao apertar com o Sul do eterno presente onde nada muda; pagar 500 € à juventude com IVA a 23% é matar o país… entretanto pensões de 1000 e 1500 € é ao pontapé por aqui… uma vergonha.”

Esta forma de pensar caracteriza a chamada “direita” em Portugal, que de direita tem quase nada — mas também de um certo Partido Socialista. ¿Onde é que este raciocínio está errado?

1/ Parte do princípio de que a estada de Portugal no Euro só tem vantagens; daí a ideia de que “a Europa está a ser justa”, como se o Euro fosse uma dádiva de uma entidade abstracta chamada Europa — uma dádiva dos deuses.

2/ Os dez primeiros anos de permanência de Portugal no Euro são escamoteados, como se um passado muito recente não existisse. A situação de bancarrota a que Portugal chegou em 2011 era inevitável — poderia ser mais tarde, mas era inevitável — à luz da política monetária então vigente que serviu, entre outras coisas, para salvar a economia alemã da crise da Bolsa de 1999.

3/ Em consequência da política monetária do Euro da primeira década de vigência da moeda, surgiu a bancarrota de 2011 catalisada pela crise americana de 2008. A própria lógica do Euro impunha uma bancarrota de Portugal a prazo: era uma questão de tempo. Neste contexto, o actual dirigente do BCE [Banco Central Europeu], o português Vítor Constâncio, dizia em 2005 que o endividamento da economia portuguesa seria compensado pela federalização da União Europeia. Até hoje não vimos qualquer federalização, nem veremos.

4/ Se a permanência de Portugal no Euro começa a trazer mais desvantagens do que vantagens, ¿qual o interesse dos portugueses permanecerem no Euro? A resposta da “direita” é a seguinte: “A Europa está a ser justa ao apertar com o Sul do eterno presente onde nada muda; pagar 500 € à juventude com IVA a 23% é matar o país”.

E ¿qual a razão por que os salários médios baixaram em Portugal? E por que razão o PIB per capita grego, apesar da dita “crise que castiga o sul da Europa”, se mantém equiparado ao PIB per capita da região de Madrid? Por que é que Portugal, com a dita crise, passou a ser o país da zona Euro com mais baixos salários?

O problema daquele raciocínio é que é desprovido de quaisquer princípios; é uma opinião sem qualquer atenção a qualquer nexo causal, opinião essa divulgada pela “direita” e que serve para enganar os tolos.

Que seu saiba, a Direita — desde o tempo de Salazar — sempre serviu o país em primeiro lugar. A “direita” que temos hoje serve outros interesses que não o país.

5/ O corolário daquele raciocínio é o seguinte:

“A Europa está a ser justa ao apertar com o Sul do eterno presente onde nada muda; pagar 100 € à juventude com IVA a 23% é matar o país… entretanto pensões de 300 e 500 € é ao pontapé por aqui… uma vergonha.”

Por isso é que “a Europa tem razão” e Portugal deve continuar a aceitar passivamente as regras do Euro impostas pela Alemanha.

Sábado, 2 Maio 2015

A Escolástica da União Europeia

Filed under: Europa — O. Braga @ 7:49 pm
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O José Pacheco Pereira parece um radical de direita. Digo isto com certa ironia porque, hoje, quem pensa “fora do penico” é imediatamente apodado de “extremista”.

IV-reich-webEu próprio tenho sido aqui acusado de “extremista”. Como diz Olavo de Carvalho: “Chamar um adversário de “extremista” não refuta o que ele disse. É expediente de vigarista”. E de facto é difícil refutar o que o José Pacheco Pereira diz aqui.

Na actual União Europeia, qualquer tese política heterodoxa é imediatamente condenada; vivemos em uma espécie de Escolástica, entendida no pior sentido: as teorias são passadas a pente fino, e qualquer dissensão do politicamente correcto é imediatamente considerado heresia. A União Europeia vive em uma “Idade Média actual”.

G. K. Chesterton dizia (cito de cor) que “quando virmos os socialistas, liberais e conservadores concordarem todos com um determinado tipo de política, tenhamos então cuidado com as nossas carteiras”. Este unanimismo em relação à União Europeia e ao Euro vai-se reflectir nas nossas carteiras.

Ou a União Europeia se reforma e se democratiza, e a filosofia económica que preside ao Euro é alterada, ou então esta União Europeia está condenada a dar o “peido-mestre”, mais cedo que tarde. Não tenhamos dúvida disto.

Porém, o José Pacheco Pereira acaba por cometer um erro crasso (no ponto 7), quando situa o problema da União Europeia na dicotomia esquerda/direita. O problema é o de um princípio geral que é violado, e não o de uma dicotomia ideológica de qualquer índole. Estamos no domínio dos princípios, e não no domínio de uma qualquer ideologia ou conjunto de ideologias. Por exemplo, o Tratado Orçamental ditado pela União Europeia é antidemocrático por definição, e viola um princípio inalienável do Estado de Direito. São os princípios que nos interessam preservar, e não fazer ressaltar ideologias. O José Pacheco Pereira, neste aspecto, esteve pior.

Mesmo que a “realidade” coincidisse totalmente com o neoliberalismo da escola de Chicago — o que seria absurdo! —, essa “realidade” não justificaria a alienação de princípios fundamentais do Estado de Direito.

Domingo, 12 Abril 2015

Os me®dia andam a enganar os povos europeus acerca da queda do avião da GermanWings

Filed under: Europa — O. Braga @ 9:24 pm
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Podem ler aqui em baixo uma carta (clique para ampliar) do deputado alemão Hans-Peter Bartels ao presidente da república da Alemanha, Gehard Schindler, acerca do relatório dos serviços secretos alemães que revelam que o co-piloto suicida, Andreas Lubitz, estava ligado ao Islamismo radical.

germanwings-web

Lubitz tinha aderido recentemente ao Islão, frequentou assiduamente a mesquita da cidade alemã de Bremen, e tinha relações estreitas com radicais islâmicos — pelo menos é isto que os serviços secretos alemães revelaram ao Bundestag, o parlamento alemão.

Hans-Peter Bartels recomenda ao presidente Gehard Schindler que mantenha a informação secreta (pelo visto, não muito), alegadamente porque poderia provocar alarme social na Alemanha contra os muçulmanos imigrantes.

A Europa anda a brincar com assuntos sérios.

Terça-feira, 7 Abril 2015

A Grécia está a ser governada por doentes mentais

Filed under: Europa — O. Braga @ 1:10 pm
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“Greece has demanded nearly €279bn in reparations from Germany, more than the value of its current bail-out, as the cash-strapped country continues to pursue compensation for crimes carried out by the Third Reich.”

Greece demands €279bn from Germany in Nazi war reparations

A Grécia é um manicómio. Dentro desta União Europeia pouco normal e nada homogénea, só nos faltava um país de malucos. Cheguei à conclusão de que é melhor que a Grécia saia do Euro, porque é impossível lidar com psicóticos que não reconhecem qualquer responsabilidade na sua doença. Este ambiente de manicómio europeu é insuportável.

Um dia destes, os psicóticos que governam a Grécia irão pedir compensações financeiras à Itália por causa da ocupação romana na Antiguidade Tardia.

Sábado, 4 Abril 2015

A utopia, inimiga da civilização

Filed under: Europa — O. Braga @ 7:44 am
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O conceito de “religião” não existia no mundo antigo. A religião fazia de tal modo parte da cultura que não passava pela cabeça de ninguém inventar um termo para a designar. O termo “religião” só surgiu na época do império de Roma com os estóicos de “segunda geração”. Por exemplo, entre os judeus depois do Exílio, não existia, na cultura, o conceito de “deus” no sentido grego, romano e cristão: Javé era indefinível.

diogo-cao-webUma coisa semelhante passou-se com o conceito de “civilização”. Não passava pela cabeça dos descobridores e navegadores portugueses, por exemplo, que a sua acção teria em vista a “defesa da civilização” — o que levou a que Nicolás Gómez Dávila escrevesse o seguinte: “A civilização parece uma invenção de uma espécie desaparecida.”

Os povos civilizadores não viam a civilização como algo exterior a si mesmos, como um conceito separado da sua cultura antropológica. A civilização é algo que se faz, mas quem a faz não a define nem se preocupa em defini-la. Ou como dizia Jean-Edern Hallier: “As civilizações apenas são mortais porque se tornam clarividentes. Logo que se põem a reflectir sobre si próprias, estoiram…”

Esta “reflexão das civilizações sobre si próprias” é o reconhecimento de que a civilização existe hoje como um conceito exterior à cultura antropológica, como algo que não pertence intrinsecamente à  cultura e cuja definição tem que ser encontrada fora dela — seja através da utopia imanente (a grande inimiga de qualquer civilização propriamente dita), seja através da negação do próprio conceito de civilização (negação que se iniciou na Europa com Montaigne e, mais tarde completada por Rousseau).

O conceito de “civilização” passou a ser, na modernidade, um ideal, uma utopia, algo desfasado da realidade concreta e objectiva, algo que alegadamente não poderia naturalmente pertencer a uma determinada cultura (Lévi-Strauss).

A partir do momento em que o conceito de “civilização” foi exteriormente concebido (foi definido  utopicamente) em relação à cultura, a civilização acabou de facto, ou entrou em decadência. Quando uma cultura que se diz “civilizada” se torna indefesa em relação a ataques exógenos e em nome de uma utopia, de facto, de civilizada não tem quase nada. Por paradoxal que seja, são mais veículo de civilização as sociedades islâmicas ditas bárbaras do que a Europa pós-cristã.

Depois da guerra no Iraque e no Afeganistão, qualquer país europeu e em nome da “civilização”, recusa-se a intervir militarmente com “botas no terreno” em qualquer conflito no mundo. Temos o exemplo do combate ao Estado Islâmico por parte da Europa e dos Estados Unidos de Obama: enviam aviões, mas não tropas no terreno. Entretanto, o massacre radical islâmico continua e constrói-se assim uma nova civilização que há-de dominar a Europa.

Terça-feira, 24 Março 2015

Para mim é claro que o BCE [Banco Central Europeu] prepara a saída da Grécia do Euro

Filed under: Europa — O. Braga @ 6:56 pm
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“The European Central Bank is set to make it illegal for Greek lenders to add to their holdings of government debt in a move that effectively cuts off a key source of funding for Athens and heightens the risk of a sovereign default.”

ECB set to tighten rules for Greek banks on T-bills

Segunda-feira, 23 Março 2015

Marine Le Pen, o Insurgente e o Jugular

 

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Começo por dizer que, se eu fosse francês, não votaria na Front Nationale de Marine Le Pen,  a não ser por voto de protesto contra o sistema político; por várias razões, e fundamentalmente porque a Front Nationale é tão radicalmente laicista quanto o Partido Socialista francês.

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Eu vou mais pelo secularismo, por exemplo, de um UKIP (United Kingdom Independent Party); vou mais por aqui, mas vou mais longe: em minha opinião, a Igreja Católica deveria fazer parte do protocolo de Estado, e portanto, fui contra a posição do Partido Social Democrata que há anos se aliou à  Esquerda e à  maçonaria para revogar a tradição portuguesa da presença da Igreja Católica nos protocolos de Estado que vigorava desde a fundação de nacionalidade.

Segundo o critério do Insurgente, o UKIP, sendo um partido nacionalista e que defende até a saída do Reino Unido da União Europeia, é um partido socialista.

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Terça-feira, 10 Março 2015

They are so tight they shit diamonds

Filed under: Europa — O. Braga @ 5:35 pm
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“Wolfgang Schäuble ainda não percebeu que tem de fazer de conta. Fazer de conta que não manda assim tanto. Tipo falar sobre as reuniões antes das reuniões ou das decisões antes das decisões. Tem de fazer de conta que aquilo é mesmo um órgão colegial onde a opinião dos outros também conta. Mesmo que depois não interesse. Os americanos fazem isso lindamente. É uma questão de aprender.”

Quem escreveu isto ainda não percebeu que os alemães são tão apertados mentalmente e tão rígidos na sua compostura que cagam pedaços de diamante.  

Sexta-feira, 6 Março 2015

A Espanha está f*did*!

 

Aquilo que me chateia no “pensamento único” é que o Estado se meta, através dele, na minha vida privada; se o pensamento único não tiver nada a ver com a força bruta do Estado, então não me preocupa grande coisa.

Se toda a gente pensar da mesma maneira mas que não se coloque o Estado a vasculhar a minha casa, por mim podem pensar como quiserem.

tu-quoqueEm Espanha, os socialistas dizem que os neoliberais seguem um “pensamento único”, e estes dizem o mesmo daqueles. A verdade é que os neoliberais aproveitam-se do socialismo para aumentar impostos; e os socialistas aproveitam-se do neoliberalismo para ir reforçando o poder do Estado com o aumento dos impostos. A diferença é que uns chupam o povo de uma maneira, e os outros “xuxam” no povo de outra maneira. O que há de comum entre eles é que ambos defendem — na prática e por razões diferentes — aumento de impostos.

Portanto, o “pensamento único” é o aumento de impostos — seja para pagar a dívida pública rapidamente porque os Bancos alemães andam aflitos (os neoliberais) e não podem esperar, seja porque “a dívida pública não é para pagar” (os socialistas) e o “necessário aumento de impostos” serve para reforçar o poder absoluto do Estado.

Enquanto não se quebrar este “pensamento único” comum a neoliberais e socialistas, não saímos da cepa torta; ou então saímos do Euro. Neoliberais e socialistas fazem parte do problema, e não da solução.

Razão tinha o Salazar: quando chegou ao Poder (na década de 1920) só ia pagando os juros da dívida pública: o pagamento da dívida propriamente dita ficou congelado até meados da década de 1950. Mas hoje a Alemanha não facilita pagamentos, não obstante tenha tido condições muito favoráveis para o pagamento da sua dívida contraída com a II Guerra Mundial. “Pimenta no cu dos outros é chupa-chupa”.

“Liberalismo económico” com brutal aumento de impostos, para pagar a dívida pública aos Bancos alemães em uma década, é abuso de poder.

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