perspectivas

Sábado, 14 Maio 2016

A herança céltica marcou a viragem do paganismo para o Cristianismo na Europa

Filed under: Europa — O. Braga @ 10:45 am
Tags: , , ,

Um monge que nasceu na região dos Brigantes, (de origem celta), em Inglaterra, e de seu nome Beda, ou Beda Venerabilis, ou Santo Beda (canonizado pela Igreja Católica), escreveu na sua obra-prima “História da Igreja”, na primeira metade do século VIII, sobre um episódio sobre a decisão tomada em 627 d.C. por um rei de origem celta, acerca da adopção ou rejeição do Cristianismo.

Um dos filhos do rei celta disse ao pai:

“Meu rei, a vida actual das pessoas na Terra, em comparação com aquele tempo que nos é desconhecido1 , parece-me semelhante aos momentos em que tu te sentas à mesa com os teus príncipes, no Inverno. A lareira está acesa e aquece a sala, mas, lá fora, ruge uma tempestade de neve.

De repente, vem um pardal e voa rapidamente pela sala — entra por uma porta e sai por outra.

Enquanto está dentro da sala, fica protegido da tempestade de Inverno. No entanto, depois de ter voado pelo pequeno espaço agradável, desaparece dos teus olhos e regressa ao Inverno. Assim, também esta vida é apenas como um único momento. Não sabemos o que lhe antecedeu, nem o que se lhe segue. Portanto, se esta nova religião2 nos proporcionar uma maior certeza sobre isso, em minha opinião, é correcto segui-la”.

Foi assim que os descendentes do povo celta dos Brigantes se converteram ao Cristianismo, deixando o paganismo — usando a inteligência que caracteriza os celtas. Obviamente que esta estória é mítica, mas um mito não é necessariamente falso.


celtas-de-mirandaEu nasci no norte de Portugal, toda a minha família ancestral, desde o princípio da nacionalidade (pelo menos) é oriunda do norte de Portugal entre o rio Douro e o rio Minho.

Nesta região, a origem étnica primordial é céltica. Depois vieram os romanos, que se estabeleceram mais na zona centro do país do que no norte. Mais tarde vieram os suevos (uma elite de cerca de 30 mil) que dominaram a população celta no norte de Portugal (com a capital sueva em Braga), e mais tarde os visigodos, oriundos de Espanha (cerca de 100 mil, com a capital em Toledo, Espanha), dominaram os suevos mas não emigraram em massa para o norte de Portugal (a influência étnica visigótica no norte de Portugal é pouco relevante).

Para além do norte de Portugal, existem na Europa outras nações celtas, a ver: a Galiza (Espanha), Astúrias (Espanha), Bretanha (em França), Gales (Reino Unido), Cornualha (Reino Unido), Ilha de Man (Reino Unido), Escócia (Reino Unido), e Irlanda.


Notas
1. o passado primordial, e o tempo de antes do nascimento da pessoa
2. o Cristianismo

Como o feminismo destruiu a Europa

 

Quinta-feira, 5 Maio 2016

A União Europeia tornou-se em um instrumento de repressão política

Filed under: Europa — O. Braga @ 9:50 am
Tags: , , , ,

 

A União Europeia pretende estabelecer uma multa de 250.000 Euros por cada imigrante que um qualquer país recuse acolher. Isto significa que a Comissão Europeia pretende penalizar a Hungria em 500 milhões de Euros, e a Polónia em 1,6 mil milhões de Euros, só porque estes dois países recusam receber imigrantes islâmicos.

Estabelece-se assim um princípio perigoso. Nada impede que, no futuro, a União Europeia imponha uma multa, por exemplo, de 1 milhão de Euros por cada soldado que um determinado país recuse enviar para uma guerra qualquer que seja do interesse exclusivo dos países do directório (Alemanha e França).

Quando entramos na União Europeia, sabíamos que não havia almoços grátis; mas o que acontece hoje, é que não só os almoços não são grátis, como também já nos dizem qual é o tipo de dieta que temos que seguir. E qualquer dia proíbem-nos de comer.

Quinta-feira, 7 Abril 2016

Holandeses contra a União Europeia

Filed under: Europa — O. Braga @ 7:10 pm
Tags: ,

 

Na Holanda, os referendos são válidos com 30% de votos do universo eleitoral; em Portugal são precisos 50%. Acresce que existe uma nova lei na Holanda que legitima um qualquer grupo de cidadãos a pedir um referendo sobre legislação da União Europeia que afecte o país. Em contraponto, em Portugal nunca houve um referendo sobre qualquer legislação ou Tratado ratificado pelo Estado português em relação à União Europeia.

Pelo que se vê, Portugal pretende dar lições de democracia ao mundo…

Realizou-se recentemente na Holanda um referendo sobre o novo Tratado entre a União Europeia e a Ucrânia. O resultado do referendo foi negativo, ou seja, a maioria dos referendários não concorda com esse Tratado — o que não significa que os holandeses tenham alguma coisa contra os ucranianos, mas antes significa que os holandeses são genericamente contra as políticas antidemocráticas da União Europeia.

Quarta-feira, 23 Março 2016

¿É possível salvar a União Europeia?

Filed under: Europa — O. Braga @ 1:28 pm
Tags: ,

 

1/ É possível ainda salvar a União Europeia e o Euro, mas extremamente difícil.

Depois dos atentados bombistas recentes em Bruxelas, o BREXIT parece inevitável. O que é possível salvar, é o que resta, são os cacos; mas para isso é preciso uma reforma política das instituições da União Europeia — o que parece quase uma impossibilidade objectiva, porque a própria dinâmica das actuais instituições não permite essa reforma (o objecto de uma reforma não se pode reformar a si mesmo).

Essa reforma política das instituições europeias seria tão profunda como, por exemplo, implicar eleições directas (em todos os países da Europa) do presidente da comissão europeia; a composição do parlamento europeu seria o reflexo dessa eleição, tal como acontece no Congresso dos Estados Unidos.

2/ Já vimos que a actual política de “portas abertas” em relação aos ditos “refugiados” está a destruir a União Europeia.

Isto significa que a Esquerda (que inclui os Partidos Socialistas da Europa, para além de Angela Merkel) teria que fazer concessões à opinião pública, em uma atitude de bom-senso; mas esperar bom-senso da parte da Esquerda, é utopia. Imaginar que o Bloco de Esquerda, o Partido Comunista e o Partido Socialista de António Costa possam rever parcialmente as suas posições em relação à importação em massa de “refugiados”, é sonhar acordado.

3/ A União Europeia teria que ir contra a actual política dos Estados Unidos de Obama na Síria — o que significa que teria que ir contra a concepção política da Esquerda europeia em relação à Síria, porque os esquerdistas são os idiotas úteis ou serviçais dos americanos. Isto passa pelo apoio ao presidente sírio Bashar al-Assad como parte da solução do problema sírio e do combate ao Daesh. Imaginar que algum dia isto possa acontecer, é imaginar o impossível.

Por isso, salvar a União Europeia é extremamente difícil.

Quinta-feira, 10 Março 2016

A União Europeia e repolhos, couves, aipo, espinafres e ameixas

Filed under: Europa — O. Braga @ 1:50 pm
Tags:

 

Uma directiva da União Europeia que regula a produção, venda e impostos sobre repolhos, couves, aipo, espinafres e ameixas, tem mais de 5.000 palavras.

ue-repolhos

A Comissão (da União Europeia) vai participar na parada gay de Amesterdão

 

Numa altura em que a União Europeia defende a imigração em massa de muçulmanos para remediar o défice demográfico na Europa, a Comissão da União Europeia vai participar na parada de sodomitas em Amesterdão (na esperança de que os gays passem a parir).

A estratégia política da União Europeia é o da estimulação contraditória, tendo em vista uma dissonância cognitiva generalizada nos povos da Europa.

juncker-gay-pride

Domingo, 6 Março 2016

Na Suécia, os homens também já abortam

Filed under: Europa — O. Braga @ 5:38 pm
Tags: , , ,

 

Até agora só as mulheres abortavam; mas na Suécia progressista, os homens também já passaram a abortar; o mesmo partido liberal que defende a legalização da necrofilia na Suécia, defende agora o “direito de os homens abortarem”.

“Men should have the same right as women to decide not be parents, according to a controversial new proposal from the Liberal Party’s youth wing in western Sweden”.

Swedish group wants ‘legal abortions’ for men

Já não bastava o “direito” das mulheres ao aborto: agora também os homens podem abortar.


Descartes copiou Santo Agostinho, e a cultura dividiu a Europa

“Lutero só se deixa convencer pelas Escrituras e pela razão (plain reason). A experiência está omissa. Descartes vai pegar no argumento da razão para fazer o seu célebre exercício intelectual "Cogito ergo sum", penso, logo existo.”

Pedro Arroja

1/ Na “Cidade de Deus”, Santo Agostinho escreveu o seguinte:

“¿Quem quereria duvidar de que vive, se lembra, compreende, pensa, sabe ou julga? É que, mesmo quando se duvida, compreende-se que se duvida… portanto, se alguém duvida de tudo o resto, não deve ser dúvidas acerca disto. Se não existisse o Eu, não poderia duvidar absolutamente de nada. Por conseguinte, a dúvida prova por si própria a verdade: eu existo se duvido. Porque a dúvida só é possível se eu existo”.

Santo Agostinho antecipou, no século IV, a famosa ideia de Descartes do século XVII: “cogito, ergo sum”. Ou seja, basicamente Descartes copiou Santo Agostinho.

Descartes — assim como Kant — tem sido vítima de algumas acusações infundadas por parte de católicos; porque se queremos acusar Descartes do “cogito”, teremos que acusar, em primeiro lugar, Santo Agostinho.


2/ O protestantismo (Lutero) surgiu por questões políticas (inerentes à organização social e política dentro do Sacro Império Romano-Germânico), e por questões culturais. Das primeiras não vou falar aqui e agora. Sobre as questões culturais, invoco aqui o fenómeno cultural do carnaval.

O termo italiano carnevale deriva do latim dominica carnelevalis ou Domingo da quadragésima, que era uma festa que marcava, para o clero católico, a passagem do regime normal para o regime de penitência, e que significava a abolição da carne ou do peixe. Ou seja, carnevale significava a entrada no período temporal e sagrado da Quaresma, dando origem a outros termos vernaculares como antruejo, introitus, carême-entrant, etc. Não há nada que indique a existência do carnaval antes de 1200 d.C. .

Segundo o pregador alemão Johann Geiler von Kaysersberg, era mais difícil convencer o povo a fazer a abstinência e penitência durante o período de tempo que vai do dominica carnelevalis até à Quaresma, do que meter um cavalo num barco pequeno. Então, a partir de 1500, os ritos de dissolução, conhecidos entre o povo coevo como “carnaval”, passaram a ser particularmente cultivados — embora, já antes do século XVI existissem regiões da Europa onde o clero já teria conseguido, com maior ou menor sucesso, introduzir entre o povo a abstinência e penitência da Quaresma.

Porém, o carnaval não se propagou por toda a Europa católica: por exemplo, no noroeste de França e na província francesa da Bretanha, em Inglaterra, na Holanda (excepto na fronteira com a Bélgica), na Alemanha do norte e na Escandinávia, não existe alguma tradição do carnaval. De modo diferente, o carnaval disseminou-se em regiões como Itália, Espanha, Portugal, a maior parte da França, uma grande parte da Alemanha com fulcro na Baviera, e na Grécia.

A razão desta diferenciação cultural (e aqui chamo à atenção para aquilo que é, erroneamente, considerado como sendo uma diferença entre protestantes e católicos) tem a ver com a história da tradição da penitência nas diversas regiões da Europa, e com a forma como a cultura romana influenciou ou não essa tradição da penitência.

Nas regiões do norte e noroeste da Europa comia-se, na Idade Média, panquecas na Terça-feira Gorda, e não se celebrava o carnaval porque eram regiões onde as taxas (impostos) de penitência eram pacificamente aceites, e onde a confissão e a penitência eram vistos como assuntos privados e pessoais — ao contrário do que acontecia nas regiões da Europa mais influenciadas pela cultura romana, em que o processo litúrgico da penitência pública (e não privada) era uma tradição cultural especifica.

A partir do início do século XIII, o carnaval apareceu nas regiões de maior influência cultural romana, onde a tradição da confissão pública e da penitência foi sendo progressivamente abandonada em favor do avanço de uma maior privacidade e privatização.

Em suma: para além das questões políticas relacionadas com a unificação da Alemanha, por um lado, e com a guerra alemã contra o centralismo de Roma que absorvia recursos financeiros, por outro lado — temos as questões culturais. As tradições dos povos da Europa não eram todas iguais, e por isso o catolicismo não podia ser seguido da mesma forma por todos.

 

Sábado, 27 Fevereiro 2016

Os donos da democracia na União Europeia

Filed under: Europa — O. Braga @ 11:46 am
Tags: ,

 

Vemos neste vídeo o “liberal” belga Louis Michel a discursar no parlamento europeu, a propósito das restrições dinamarquesas à imigração islâmica. Imagine agora, caro leitor, que o mesmo tipo de atitude discursiva fosse utilizada por um político conservador: seria “faxista”.

Terça-feira, 23 Fevereiro 2016

François Hollande ameaça expulsar da União Europeia países com governos que não sejam socialistas

Filed under: Europa — O. Braga @ 7:49 pm
Tags: ,

 

Segundo François Hollande, qualquer governo que não seja socialista é automaticamente “de extrema-direita”, e por isso, qualquer país com um governo que não reúna as condições socialistas deve ser expulso da União Europeia.

Naturalmente que “extrema-direita” é uma categoria muito lata e abrangente: tudo o que não seja socialista cabe nessa categoria — com excepção dos partidos comunistas, como é evidente.

Hollande 225 web

Segunda-feira, 22 Fevereiro 2016

A sociedade que a geringonça do António Costa nos quer impôr

Filed under: Europa — O. Braga @ 10:55 am
Tags: , , , ,

 

Um grupo de pessoas fez uma experiência na Suécia (ver vídeo): uma mulher simulava que estava a ser violada dentro de um automóvel; 85% das pessoas que passavam não acudiram à vítima de violação e nem chamaram a polícia, e as 15% que quiseram intervir deixaram que o violador escapasse com a vítima dentro do carro.

A Suécia é o país com maior índice de violação de mulheres per capita e em todo o mundo, mas continua a ser o paradigma ideal da Esquerda portuguesa. E por quê? Porque a atomização da sociedade conduz ao fortalecimento do Estado, e a absolutização do Estado é o objectivo da Esquerda. O cidadão passa a ser um átomo desligado da sociedade e que existe apenas em função do Estado. A coesão e solidariedade sociais passariam a ser asseguradas apenas e só pelo Estado; fora do Estado, o indivíduo não existiria.

Ora, é este tipo de sociedade que a geringonça liderada por António Costa nos quer impôr.

 

Página seguinte »

O tema Rubric. Blog em WordPress.com.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 772 outros seguidores