perspectivas

Quarta-feira, 6 Novembro 2019

A lógica política do Bloco de Esquerda (e dos “liberais”) apela à legalização do infanticídio

adelaide-matou-filho-webO principal argumento do Bloco de Esquerda (e também dos “liberais”) para justificar a legalização do aborto foi o de que “há mulheres que abortam em vãos de escada”; e, portanto, na medida em que “há mulheres que abortam ilegalmente”“há que legalizar o aborto” — diziam eles.

A lógica política e jurídica dos “liberais” e da Esquerda é a de que “os factos ditam a feitura do Direito” — ou seja, as elites actuais reduzem a norma ao facto, e por uma razão simples: com a imposição do secularismo radical e extremista na cultura política, já não existe um fundamento metajurídico para o Direito (já não se sabe o que funda o Direito).

Seguindo a mesma lógica (e sendo coerentes), os “liberais” e a Esquerda terão que defender a legalização do infanticídio — porque “há mulheres que matam os seus bebés”.

Desde logo (e segundo a lógica dos “liberais” e da Esquerda), as mulheres que matam os seus filhos não devem ser presas pela polícia — a descriminalização do infanticídio é o primeiro passo para a sua legalização.

A seguir, o corolário lógico da actual postura política utilitarista é a de legalizar o infanticídio, porque “há mulheres que matam os seus bebés”: os factos ditam as normas.

legalizar-infanticidio-web

Sexta-feira, 3 Abril 2015

Professores universitários ingleses defendem que deveria ser legal matar uma criança nascida

 

« Parents should be allowed to have their newborn babies killed because they are “morally irrelevant” and ending their lives is no different to abortion, a group of medical ethicists linked to Oxford University has argued.

The article, published in the Journal of Medical Ethics, says newborn babies are not “actual persons” and do not have a “moral right to life”. The academics also argue that parents should be able to have their baby killed if it turns out to be disabled when it is born.

The journal’s editor, Prof Julian Savulescu, director of the Oxford Uehiro Centre for Practical Ethics, said the article’s authors had received death threats since publishing the article. He said those who made abusive and threatening posts about the study were “fanatics opposed to the very values of a liberal society”. »

Killing babies no different from abortion, experts say

Eis o resultado da teoria ética darwinista, naturalista e utilitarista de Peter Singer.

baby-bornMuitos idiotas dizem que Karl Marx não foi co-responsável pelos Gulag soviéticos; ou que Nietzsche não foi co-responsável pelo nazismo, são os mesmos idiotas que dizem que o utilitarismo exacerbado de Peter Singer não é co-responsável pelo infanticídio.

Peter Singer não deveria apenas ser forçado a deixar a universidade: deveria ser preso e julgado por um novo crime a criar no ordenamento jurídico internacional: “crime contra a humanidade em potência” — porque as ideias têm consequências. Peter Singer pode ser comparado a um clérigo radical islâmico que defende o assassinato de pessoas inocentes: o lugar dele é na prisão.

Mas não só: professores de “filosofia”, como por exemplo o Rolando Almeida, que defendem publicamente as ideias de Peter Singer, deveriam ser forçados a abandonar o ensino. A tolerância tem os limites da misericórdia em relação ao ser humano: a impiedade em relação ao ser humano não pode ser, de modo nenhum, tolerada.

A liberdade de expressão tem limites. Por exemplo, não podemos tolerar  liberdade de expressão racista do Ku Klux Klan; assim como não podemos tolerar a liberdade de expressão de gente que segue a ideologia de Peter Singer. Não se trata, aqui, de um “politicamente correcto” da minha parte: trata-se da defesa da inviolabilidade da vida do ser humano, o que é uma questão metafísica que vai para além da ética exclusivamente humana e da política.

Se ter o direito de defender publicamente o assassínio de crianças nascidas faz parte do liberalismo político, então tratemos urgentemente de acabar com ele.

Segunda-feira, 3 Novembro 2014

Peter Singer deveria ser preso e acusado de crime contra a humanidade

Filed under: aborto — O. Braga @ 11:31 am
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«Uma tendência observada por activistas pró-vida próximos de estudantes universitários nos EUA, é a crescente aceitação do “aborto pós-nascimento”, ou seja, matar a criança depois que ele ou ela nasceram, afirmam líderes pró-vida ao “The Fix College”.

A evidência anedótica constatada por líderes dos grupos pró-vida como “Criados Iguais” e “Sobreviventes ao Holocausto do Aborto” disseram em entrevistas que não só eles vêem mais estudantes universitários que dizem apoiar o aborto pós-nascimento, mas alguns estudantes ainda sugerem que as crianças até 4 ou 5 de idade também podem ser mortos, porque eles ainda não são “auto-conscientes”.»

Aborto é coisa do passado, a moda nos EUA agora é o infanticídio explícito

Quarta-feira, 2 Outubro 2013

O tribunal de Gaia legalizou o infanticídio

Notícia de hoje:

infanticidio 2009«O Tribunal de Gaia condenou hoje a cinco anos de prisão, com pena suspensa, a mãe do menino de seis anos que morreu afogado há quatro anos, concluindo que a arguida, em estado depressivo, “nada fez para o salvar”.

O menino foi encontrado morto no dia 29 de Outubro de 2009, no esteiro de Avintes, em Vila Nova de Gaia, tendo a mãe sido resgatada com vida perto da Ponte Luiz I, por remadores do Clube Fluvial Portuense, a seis quilómetros do local.»

Notícia de 8 de Julho de 2009:

«Tribunal de Gaia condenou a quatro anos de pena suspensa a mulher que, em Fevereiro de 2008, estrangulou o filho recém-nascido e o congelou porque estava deprimida.» (more…)

Quarta-feira, 25 Setembro 2013

Quando a loucura é o farol da cultura

 

Estudantes de uma universidade americana recolhem assinaturas para uma petição no sentido de legalizar o direito da mulher a matar os seus filhos já nascidos. O louco Peter Singer ganha terreno na cultura.

(more…)

Segunda-feira, 12 Agosto 2013

Os animais da Associação Animal e o cão Mandela

«Não, não se trata do ex-presidente da África do Sul e Nobel da paz. Este Mandela, aliás Zico, é um cão. Um herói, como o Rim-Tim-Tim ou a Lassie?! Cães houve que, de facto, salvaram vidas, mas este é especial pelas piores razões: matou, em Beja, uma criança de 18 meses.»

— ” Mandela, o outro “, por Gonçalo Portocarrero de Almada [ficheiro PDF]

A mensagem da associação Animal é clara e sibilina, embora subliminar: tanto vale a vida de um cão como a vida de uma criança.

Um dos problemas à volta do cão Mandela que era Zico, foi a publicidade obscena que a Associação Animal fez em torno do caso de uma putativa reabilitação moral de um cão que matou uma criança.

Como diz – e bem! – o Padre Portocarrero de Almada, é claro que um cão não tem consciência e, por isso, não pode responder pelos seus actos; mas os membros da Associação Animal podem responder pelos seus actos – a não ser que sejam animais irracionais.

De um ser humano, a quem é comutada a pena de morte em anos de prisão, espera-se a sua reabilitação moral, que passa pelo seu arrependimento e pela consciência do acto cometido. Mas perdoar a pena de morte a um cão não é a mesma coisa que comutar a pena de morte a um ser humano, embora a associação Animal, através de uma publicidade pornográfica em torno deste caso, pretenda colocar a criança morta e o cão que matou a criança no mesmo plano ontológico. É nisto que consiste a obscenidade e a irracionalidade da Associação Animal.

A publicidade que a associação Animal fez à volta da putativa reabilitação moral de um cão que não tem consciência e que matou instintivamente uma criança, é ainda pior – porque tem consequências culturais profundamente nefastas – do que se ter abatido o cão. Desde logo porque o cão não vai mudar o seu instinto só porque lhe mudaram o nome de Zico para Mandela, e depois porque assim se desvaloriza, na praça pública, a morte da criança: o foco da atenção de muita gente passa a ser o da putativa reabilitação moral de um animal irracional, e já não tanto a morte de uma criança (de um ser humano) de 18 meses.

A mensagem da associação Animal é clara e sibilina, embora subliminar: tanto vale a vida de um cão como a vida de uma criança.

Adenda: Vivemos numa sociedade em que é poupada a vida a um cão (o Mandela) que matou uma criança, mas em que dezenas de milhares de crianças nascituras são abortadas todos os anos; e em que são retirados os filhos a uma mãe só porque ela é pobre (Liliana Melo).

Domingo, 19 Maio 2013

Basta uma qualquer Isabel Moreira a chorar na televisão para que qualquer crime seja despenalizado

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Deputada socialista Isabel Moreira

Quem assistiu, nas pantalhas, à monstruosidade ontológica e lacrimejante que é a deputada socialista Isabel Moreira, dá-se conta do poder da emoção que influencia cada vez mais a nossa incivilização. Qualquer monstro humano — como é o caso de Isabel Moreira — justifica um crime social ou contra o ser humano com um apelo à galeria acompanhado de lágrimas, baba e ranho.

Nem de propósito a seguinte notícia:


Mal tinha acabado de dar à luz, uma mulher de Portimão, com idade entre os 20 e os 30 anos, deitou o filho na sanita provocando a sua morte. A situação, que terá ocorrido esta quarta-feira, já está a ser tratada pelo Ministério Público daquela cidade.
(…)
O hospital alertou as autoridades, mas a PSP nega o registo da ocorrência. Ouvido pelo Diário de Notícias, um advogado acredita que é improvável que a mãe, no caso de ser detida entretanto, fique em prisão preventiva, sublinhando que este crime tem uma moldura penal de até cinco anos de prisão.

“O crime de infanticídio é muito especial e a senhora poderá alegar uma situação de stress pós-parto, explica o advogado, acrescentando, aliás, ser “previsível” que, mesmo sendo considerada culpada, a mãe fique com “a sua pena suspensa”.


Em Portugal, uma mãe que mate o seu filho recém-nascido não leva cadeia. Ou seja, o infanticídio já está de facto despenalizado. A lógica é a das lágrimas — a mesma lógica que levou à despenalização do aborto e à adopção de crianças por pares de invertidos. Basta uma qualquer Isabel Moreira a chorar na televisão para que qualquer crime hediondo seja despenalizado.

Terça-feira, 6 Março 2012

O Direito Positivo é, hoje e cada vez mais, um Direito Negativo

“Uma breve leitura do Código Civil fornecer-lhe-ia, creio, alguns dados importantes. O nascituro é, desde logo, sujeito de direitos. O que pressupõe a sua personalidade jurídica.”

via Quem estancará as semanas malditas? – Corta-fitas.

Sobre este verbete, e no seguimento destoutro da minha lavra:

Já vimos aqui que uma “pessoa” não se limita à sua capacidade de ter direitos e deveres: a “pessoa” transporta consigo um valor e uma dignidade absolutos, sob pena do próprio adulto passar a ser destituído do estatuto de “pessoa” na medida em que lhe é negado o dever moral de considerar o outro ser humano — independentemente de ter auto-consciência e auto-determinação, ou não — como detentor de um valor absoluto.


O problema do infantícidio não pode ser colocado reduzindo-o ao Direito Positivo. Por exemplo, o acto homossexual foi legal [na antiguidade clássica], passou a ser ilegal, com o pós-modernismo passou a ser legal, e nada nos garante que não venha de novo a ser ilegalizado no futuro. O Direito Positivo não coincide necessariamente com uma ética fundamentada na natureza das coisas.

O Direito Positivo é hoje perfeitamente arbitrário porque — com o advento do império do subjectivismo pós-modernista na cultura política — submete sistematicamente a norma ao facto [sofisma naturalista]. Por este andar, o Código Civil terá o tamanho de uma biblioteca inteira.
O Direito Positivo actual tende a corromper a norma porque se debruça, cada vez mais e mais, sobre as excepções; as normas transformam-se paulatinamente nas próprias excepções. Este avolumar da excepcionalidade da norma, no Direito Positivo, e do fenómeno da submissão da norma ao facto estão directamente ligados a uma ideologia política coeva e vigente que defende a super-regulamentação da vida humana em todos os seus aspectos [ético, económico, político, cultural,social, etc.].

O Direito Positivo é hoje um instrumento de uma agenda política para-totalitária. Já não podemos dizer do Direito Positivo que é “Direito”, porque já não existe nele qualquer coerência ética. O Direito Positivo é hoje uma espécie de “capricho dos deuses” de Nietzsche.

Já nem sequer podemos escorar o Direito na ciência. Com o pós-modernismo, a ciência transformou-se, em grande parte, em cientismo, e o Direito Positivo tende hoje a reflectir a mundividência da ciência manipulada pelas ideologias políticas.


A questão é esta: se — de acordo com o Direito Positivo — o “nascituro é sujeito de direitos” e detentor de uma “personalidade jurídica”, o que é que fundamenta esses “direitos” e essa “personalidade jurídica”?

A resposta só pode ser uma: na medida em que o Direito Positivo é hoje desprovido de uma base ética coerente [uma “ética” sem espinha dorsal e, portanto, uma “ética anética”], e submete as normas aos factos ao sabor de um social-darwinismo que regula arbitrariamente o mercado das ideias, já não resta nada que possa fundamentar o facto de o nascituro ser sujeito de direitos e deter uma personalidade jurídica.
Ou, dito de outro modo: o facto de o nascituro ser [hoje] sujeito de direitos e ser detentor de uma personalidade jurídica deve-se a um mero acidente, e essa situação acidental pode ser alterada a qualquer momento e de acordo com o “capricho dos deuses” que determina o “mercado das ideias”.

Segunda-feira, 5 Março 2012

As ideias têm consequências

«Muita polémica e indignação gerou a publicação de um artigo numa revista de ética médica (Journal of medical ethics), da autoria de Alberto Giubilini e Francesa Minerva, com o título O “aborto pós- natal; porque é que o bebé há-de viver?”.

Nele se defende a tese de que é lícito matar um bebé recém-nascido. Não se fala em infanticídio, mas em aborto pós- natal, porque o bebé recém-nascido, como o embrião e o feto, não tem o estatuto moral de pessoa. Não basta ser humano para ter direito a viver.»

via Logos: Porque é que o bebé há-de viver? – por Pedro Vaz Patto.

Não sei se você, caro (a) leitor (a) leu o romance do escritor russo Dostoievski, com o título “Crime e Castigo”. Se não leu, recomendo a leitura.

Um dos personagens do romance é Rodion Rasholnikov, que defende a ideia segundo a qual a morte de uma pessoa que [alegadamente] não contribui para a sociedade deveria ser legalizada. Porém, note-se que, no romance, Rasholnikov não é um assassino; antes, é um filósofo.

Segundo Rasholnikov, os capitalistas deveriam ser legalmente assassinados porque, segundo ele, não contribuem para a sociedade e para o bem-comum. Para o filósofo Rasholnikov, os capitalistas são parasitas, e portanto deveria existir uma lei que permitisse o seu assassinato sumário. No fim do romance, Rasholnikov compreendeu que a sua teoria estava errada e que, afinal, ninguém tem o direito de retirar a vida a quem quer que seja — e entregou-se à polícia para poder expiar o seu crime.


«Todas as concepções filosóficas e políticas modernas e contemporâneas partem de um paradoxo; de um ponto de vista peculiar que exige o sacrifício daquilo a que os seus autores chamam de “ponto de vista saudável”» — G. K. Chesterton

Muita gente diz que Nietzsche não tem nada a ver com o nazismo; mas que o nazismo assimilou as ideias de Nietzsche, nem um burro nega. Muita gente diz que Karl Marx não tem nada a ver com Estaline; mas que Estaline utilizou as ideias de Karl Marx, nem a mente mais embotada pode negar. Portanto, as ideias têm consequências.

Eu aposto que não passarão muitos anos até que o Bloco de Esquerda defenda publicamente o “aborto pós-nascimento” em Portugal. A estratégia dos ideólogos revolucionários repete-se: trata-se da aplicação prática do conceito fascista de “progresso da opinião pública”.

Se um referendo acerca do aborto é negativo [como aconteceu no primeiro referendo do aborto em Portugal], então o movimento revolucionário aposta no “progresso da opinião pública”, e repete o referendo quantas vezes for necessário até que saia um resultado positivo. O “progresso da opinião pública” é a coacção de índole totalitária em democracia, porque parte do princípio segundo o qual o povo é uma massa inferior e inferiorizada. O “progresso da opinião pública” é um conceito fascista. É por isso que eu penso que o Bloco de Esquerda é o partido político mais reaccionário que existe em Portugal.

Eu penso que não existe outra forma de lidar com estas novas ideologias — por exemplo, as do Bloco de Esquerda — senão através de um certo grau de repressão, e mesmo de alguma violência. A crítica ideológica não chega, porque os seus autores apostam no conceito fascista de “progresso da opinião pública” que não se baseia na Razão mas na imposição de um dogma ideológico. Foi através da aplicação prática do “progresso da opinião pública” que Hitler chegou ao poder na Alemanha:

« (…) a lógica do liberalismo político leva-o a tolerar ideias ou movimentos que têm como finalidade destruí-lo. A partir daí, perante a ameaça, o liberalismo está condenado, quer a tornar-se autoritário, isto é, a negar-se ― provisória ou duradouramente ― a si mesmo, quer a ceder o lugar à força totalitária colocada no poder por meio de eleições legais (Alemanha, 1933) » — Edgar Morin

Sexta-feira, 2 Março 2012

A necessidade da ‘comunidade da linguagem’

Filed under: aborto,ética,cultura — O. Braga @ 6:26 pm
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Convém que a linguagem utilizada contra a ideologia predominante seja convencionada em uma base racional. Neste caso, “After-birth abortion” não significa “Aborto pós-parto”, porque o parto é apenas e só o acto de nascimento — o parto é confinado ao momento do nascimento.

Não podemos dizer, por exemplo, que uma criança com um mês de idade se encontra em uma situação “pós-parto”. E na medida em que os defensores do “After-birth abortion” estabelecem um limite do tempo para o infanticídio que vai de 6 meses de idade [Peter Singer] até alguns anos de idade [Julian Savulescu], deveríamos antes falar em “aborto pós-nascimento”.

Terça-feira, 26 Outubro 2010

A decadência ética ocidental

Peter Singer adora animais...

Não vou falar muito do programa de ontem na RTP1, da Fátima Campos Ferreira, sobre a legalização da eutanásia, até porque é possível que um dia destes a Fatinha faça um programa acerca da legalização da pedofilia. Mas o que não é só possível mas até provável, é que a Fátima Campos Ferreira venha um dia destes com um programa sobre a legalização do infanticídio, seja de crianças deficientes ou não. Tudo depende da acção política do Bloco de Esquerda, que é o partido que realmente dirige este país.

Recentemente, alguns “bio-éticos” e “filósofos” juntaram-se nos Estados Unidos para discutir o “estatuto ético da criança”. Entre eles estavam dois, Peter Singer e Jeffrey Reiman, que defendem basicamente a ideia de que uma criança não tem um estatuto ético/moral humano porque, dizem eles, “a criança recém-nascida não têm autoconsciência”. Peter Singer, num seu recente livro, compara uma criança recém-nascida (até à idade de 1 mês) a um peixe (sic), ou seja, o estatuto ético de um recém-nascido é comparado por ele ao estatuto ético de um peixe. Reiman vai mais longe: a criança não tem um estatuto ético-moral humano durante vários anos da sua vida, “até que possa tomar consciência de cuidar da sua vida”, o que significa que antes dos 9 ou 10 anos, e segundo Reiman, uma criança não tem um estatuto moral.

Ambos os bio-éticos dizem que uma mulher tem o direito não só ao aborto até aos nove meses de gravidez, mas tem o direito de matar o filho já nascido — ou seja, a mulher tem o direito de matar um filho, seja este não-nascido ou nascido; no caso de Reiman, esse direito da mulher a matar o seu filho estende-se por vários anos, o que significa que, segundo Reiman, uma mulher tem o direito de matar um filho com seis ou sete anos de idade. Como era de esperar, o direito à morte da criança não-nascida (o aborto) desemboca inexoravelmente no direito à morte da criança nascida.
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Sexta-feira, 6 Novembro 2009

A seguir ao aborto, vem aí o infanticídio a pedido da mulher

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Singer, divertido

O mais famoso bioeticista do mundo, o conhecido utilitarista Peter Singer, escreveu o seguinte no seu livro “Rethinking Life and Death” (Repensando a vida e a morte):

« Uma vez que nem uma criança recém-nascida nem um peixe são pessoas, o grau de gravidade em matar tanto a primeira como o segundo não é o mesmo do que a gravidade de se matar uma pessoa. »

Peter Singer compara uma criança nascida a um peixe.

Na Holanda, 8% dos óbitos de crianças são assassinadas pelos próprios médicos nos hospitais. Pela primeira vez, em toda a História, foi constituída a figura jurídica e cultural do “humano não pessoa” (HNP). O feto é um HNP. A partir do conceito de HNP chegaremos ao conceito de PNH (Pessoa Não Humana). É uma questão de tempo enquanto as elites poderosas se movem e apontam o caminho da política, da cultura e das ideias do futuro.

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