perspectivas

Sexta-feira, 20 Janeiro 2017

Os chinocas podem ser proteccionistas; mas os outros, não!

 

Há no Ocidente uma espécie de tendência para o suicídio, seja na cultura antropológica ou na economia; e a tal ponto que se a China, por exemplo, protege (de várias maneiras) a sua economia, as cabeças bem pensantes do Ocidente acham normal; mas se os Estados Unidos fazem o mesmo, então já é “proteccionismo”.

E são essas luminárias suicidárias que transformam a economia política em uma ciência exacta; desenham um gráfico qualquer e atribuem-lhe a exactidão de um axioma. E pensam exactamente (sem tirar nem pôr) como pensa o George Soros (o tal que levou o Banco de Inglaterra à falência). É desta estirpe de animais suicidários de que se constitui o capitalismo actual.


"Those who will not even admit the Capitalist problem deserve to get the Bolshevist solution."

→ G. K. Chesterton

Por isso é que temos uma geringonça a governar Portugal: é produto dos “liberais” que temos.

Sábado, 24 Maio 2014

O vazio ideológico em nome da ideologia

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 1:37 pm
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O sítio brasileiro de Von Mises é o exemplo do vazio ideológico assumido em nome de uma ideologia revolucionária, não obstante Von Mises ter sido tudo menos revolucionário. Por exemplo, a crítica à China não pode ser feita desta maneira!

 

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Segunda-feira, 12 Novembro 2012

A estratégia “preçonhenta” da China, e os contra-argumentos neoliberais de tipo Goldman Sachs

«Alguns conhecidos voltaram da China impressionados. Um determinado produto que o Brasil fabrica um milhão de unidades, uma só fábrica chinesa produz quarenta milhões… A qualidade já é equivalente. E a velocidade de reacção é impressionante. Os chineses colocam qualquer produto no mercado em questão de semanas… Com preços que são uma fracção dos praticados aqui.

Uma das fábricas está de mudança para o interior, pois os salários da região onde está instalada estão altos demais: 100 dólares. Um operário brasileiro equivalente ganha 300 dólares no mínimo. Que acrescidos de impostos e benefícios, representam quase 600 dólares. Comparados com os 100 dólares dos chineses, que recebem praticamente zero benefícios…

Horas extra? Na China? Esqueça. O pessoal por lá é tão agradecido por ter um emprego, que trabalha horas extras sabendo que nada vai receber…

Essa é a armadilha chinesa. Que não é uma estratégia comercial, mas de Poder. Os chineses estão tirando proveito da atitude dos “marqueteiros” ocidentais, que preferem terceirizar a produção e ficar com o que “agrega valor”: a marca. Dificilmente você adquire nas grandes redes dos Estados Unidos um produto feito nos Estados Unidos. É tudo “made in China”, com rótulo estadunidense. Empresas ganham rios de dinheiro comprando dos chineses por centavos e vendendo por centenas… Mesmo ao custo do fechamento de suas fábricas.

É o que chamo de “estratégia preçonhenta”.

Enquanto os ocidentais terceirizam as tácticas e ganham no curto prazo, a China assimila as tácticas para dominar no longo prazo. As grandes potências mercadológicas que fiquem com as marcas, o design… Os chineses ficarão com a produção, desmantelando aos poucos os parques industriais ocidentais. Em breve, por exemplo, não haverá mais fábricas de sapatilhas no mundo. Só na China. Que então aumentará seus preços, produzindo um “choque da manufactura”, como foi o do petróleo. E o mundo perceberá que reerguer suas fábricas terá custo proibitivo. Perceberá que tornou-se refém do dragão que ele mesmo alimentou. Dragão que aumentará ainda mais os preços, pois quem manda é ele, que tem fábricas, inventários e empregos… Uma inversão de jogo que terá o impacto de uma bomba atómica. Chinesa.

Nesse dia, os executivos “preçonhentos” tristemente olharão para os esqueletos de suas antigas fábricas, para os técnicos aposentados jogando bocha na esquina, para as sucatas de seus parques fabris desmontados. E lembrarão com saudades do tempo em que ganharam dinheiro comprando baratinho dos chineses e vendendo caro a seus conterrâneos…

E então, entristecidos, abrirão suas marmitas e almoçarão suas marcas.»

(Texto de Luciano Pires, adaptado do português brasileiro para o português português — passo a redundância)


Bom. Face aos argumentos de Luciano Pires, ¿quais são os contra-argumentos neoliberais de tipo Goldman Sachs? Podemos lê-los aqui, mas eu vou fazer um resumo:

Primeiro contra-argumento:

O argumento de Pires é absurdo porque se refere às condições sub-humanas de trabalho na China. (Sem comentários da minha parte).

Segundo contra-argumento:

Mesmo que o argumento das alegadas e putativas “condições sub-humanas de trabalho na China” seja verdadeiro, e essas condições sub-humanas existam de facto — porque os neoliberais de tipo Goldman Sachs duvidam que existam —, a compra de produtos baratos da China não é mau para a economia do país que compra, e não produz desemprego: pelo contrário — argumenta o neoliberal de tipo Goldman Sachs —, “o desemprego deve-se ao intervencionismo estatal que aumenta artificialmente os custos de produção”.

Ou seja: para o neoliberal de tipo Goldman Sachs, a importação de produtos baratos da China só produz desemprego nos países importadores porque os salários não são equivalentes, em valor, aos salários praticados na China. Segundo o neoliberal de tipo Goldman Sachs, o problema do desemprego nos países importadores resolve-se facilmente baixando os salários para o nível chinês. A isto chama-se falácia da mediocridade.
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Sábado, 4 Agosto 2012

Lou Xiaoying

Há almas que, só pela sua compaixão, estão salvas. São almas que já não pertencem aqui senão por alguma missão específica. Essas almas são o testemunho vivo da impossibilidade objectiva de explicar a compaixão humana à luz da neurociência.

A ciência neodarwinista não pode explicar a compaixão humana — assim como não pode, por exemplo, comparar o tempo mecânico com o tempo físico, ou com o biológico, ou com o psicológico. Lou Xiaoying é a prova dos limites da ciência.

Lou Xiaoying é uma mulher de 88 anos que salvou, nos últimos 40 anos, mais de trinta bebés abandonados nas ruas da cidade chinesa onde vive, e cujo destino seria a morte certa.

Em Portugal teríamos instituições que acolheriam essas crianças abandonadas, e muitas dessas instituições pertencem à Igreja Católica. Mas na China não existem estruturas institucionais desta índole: muitas das crianças recém-nascidas e abandonadas nas ruas das cidades chinesas acabam por morrer ao fim de algumas horas. Paradoxalmente, na China materialista e ateísta de Estado, na China da política do filho único, na China do tráfico de crianças que escandalizam a opinião pública — é nessa China que crianças recém-nascidas abandonadas morrem nas ruas das suas cidades.

Lou Xiaoying sempre viveu da reciclagem do lixo urbano. Percorria as ruas da cidade inspeccionando os caixotes do lixo à procura de qualquer coisa reciclável. “Compreendi que se eu tenho a força necessária para recolher o lixo das ruas, como é que eu não poderia ter forças para reciclar uma coisa tão importante como vidas humanas?” — explicou Lou Xiaoying.

Sábado, 7 Julho 2012

A hipocrisia da União Europeia em relação à China

Segundo a União Europeia, é um direito fundamental o da vontade da mulher em matar o nascituro, mas já é um atentado aos Direitos do Homem matar esse nascituro contra a vontade da mulher.

Portanto, a morte do nascituro é legítima, ou não, segundo a vontade exclusiva da mulher. A mulher passou a ter o direito plenipotenciário de decidir sobre a vida e sobre a morte de um ser humano em gestação.

E, ainda segundo a hipocrisia da União Europeia, na Europa o aborto depende da “liberdade da mulher” — como se as pressões sociais [do namorado, da prima, do amigo, etc.] no sentido da mulher abortar, traduzissem a expressão dessa “plena liberdade da mulher”.

Segunda-feira, 27 Fevereiro 2012

A China abre a sua primeira fábrica de automóveis na Europa

Filed under: economia — O. Braga @ 11:42 am
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“Cambio de tendencia. Durante años los europeos han hecho grandes inversiones en China. Ahora son los chinos los que abren fábricas en Europa.”

via China abre su primera fábrica de coches en la UE – Libre Mercado.

Ainda vou ver os alemães a comerem os Mercedes e os Volkswagen.

Sexta-feira, 27 Janeiro 2012

Quem financia a agenda política totalitária da ILGA-Europa ?

A ILGA-Europa diz-se uma ONG (Organização Não-Governamental); porém, para que uma organização possa ser considerada como ONG, deve ter, entre outras características, 1) a condição de que a maioria do seu financiamento deve vir de contribuições de filiados nacionais da organização, 2) de membros individuais da organização, 3) ou de outras ONG’s. Sem estas características e segundo os critérios da ONU, uma organização não pode ser considerada uma ONG (Organização Não-Governamental).
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Domingo, 30 Outubro 2011

O problema da produtividade no trabalho

“O tempo de trabalho a mais que o governo quer implementar no nosso mundo de trabalho pouco resolve o nosso maior problema nacional: a baixa produtividade do trabalho. Não que trabalhar mais horas prejudique o trabalho nas empresas no curto prazo. Parece evidente que isso é benéfico. Mas não é a solução do problema da falta de produtividade (quantidade de trabalho produzido por unidade de tempo). Temos é que produzir o mesmo trabalhando menos horas. Essa é a uma das principais formas de a sociedade libertar recursos para poder produzir mais.”

“Quantidade de trabalho produzido por unidade de tempo”. Eis o problema.
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Terça-feira, 7 Dezembro 2010

Contando as espingardas

Filed under: Política — O. Braga @ 5:39 pm
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Rússia, Cazaquistão, Colômbia, Tunísia, Arábia Saudita, Paquistão, Sérvia, Iraque, Irão, Vietname, Afeganistão, Venezuela, Filipinas, Egipto, Sudão, Ucrânia, Cuba, Marrocos, Sri Lanka e a Argélia os países que não vão estar presentes na atribuição do Nobel da Paz a Liu Xiaobo.

Quinta-feira, 16 Setembro 2010

A insustentável e insuportável leveza dos erros repetidos pela demência de esquerda

« Simone Beauvoir disse que foi na China que a alienação da mulher desapareceu. A vida privada deixou de ser problema. O amor deixou de ser problema. Não há divergências, não há conflitos, excepto o conflito entre o velho e o novo, violentamente superado pelo novo triunfante, sem oposição, sem hipocrisia. A ordem é liberdade. O futuro é harmonia. »

Edgar Morin, “Do Mito Chinês”, 1961


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Quinta-feira, 15 Abril 2010

China cresce a 11%

Filed under: economia,Europa — O. Braga @ 8:50 am
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Sai a notícia hoje que a China cresceu mais de 11% no último trimestre. Eu não consigo imaginar o que é uma economia a crescer 11%, e muito menos numa situação de crise económica na Europa. (more…)

Sábado, 3 Outubro 2009

A celebração do prenúncio do fascismo global

«60 anos de barbárie». O título é perfeito.
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