perspectivas

Sexta-feira, 13 Novembro 2015

Karl Popper, acerca do Estado-providência

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 12:42 pm
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“A luta contra a pobreza deu origem, em alguns países, a um Estado-providência com uma enorme burocracia na assistência social e uma burocratização quase grotesca do sector médico e hospitalar, tendo como resultado evidente que apenas uma fracção das quantias afectadas à previdência social reverte a favor dos que dela necessitam.

Porém, ao criticarmos o Estado-providência — e devemos e temos de o criticar —, não podemos esquecer nunca que ele tem origem num pressuposto extremamente humanitário, e que uma sociedade disposta a fazer pesados sacrifícios materiais (e alguns sacrifícios inúteis) demonstra ter assumido com seriedade este princípio.

Uma sociedade disposta a fazer tais sacrifícios em nome de uma convicção moral tem também o direito de concretizar as suas ideias. A nossa crítica ao Estado-providência deve, pois, apontar o modo como essas ideias poderiam ser melhor executadas”.

→ Karl Popper, em uma conferência em Zurique, 1958

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Quarta-feira, 19 Novembro 2014

Karl Popper e a tradição

Filed under: cultura — O. Braga @ 6:39 am
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“A tradição constitui, sem sombra de dúvida, a fonte mais importante do nosso saber — abstraindo daquele saber que nos é inato”.

→ Karl Popper

Domingo, 16 Novembro 2014

Karl Popper e o relativismo

Filed under: ética — O. Braga @ 8:53 am
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« O relativismo é um dos muitos crimes dos intelectuais. É uma traição à razão e à humanidade. »

— Karl Popper

Quinta-feira, 30 Janeiro 2014

Paula Teixeira da Cruz é (mesmo!) ministra da Justiça?

 

O “direito” de um adulto à adopção é “um direito de liberdade e garantia”? E é “isto” ministra da Justiça?! Valha-nos Deus! Estamos entregues à bicharada!

Desde quando um qualquer adulto tem “direito” a adoptar uma criança? Será que o “direito” a adopção advém apenas do facto de os adultos terem dinheiro ou bastos rendimentos? Será que um adulto qualquer, apenas porque é rico, tem automaticamente “direito” a adoptar?

Adoptar uma criança é um “direito” do adulto?! Será que aquela avantesma sabe o que é um “direito”? Será que ela pensa, por exemplo e com Edite Estrela, que o aborto é um “direito humano”?

Em uma democracia real e plena, com eleição dos deputados através de círculos uninominais, Paula Teixeira da Cruz provavelmente não existiria senão na casa dela. Ela faz parte de uma casta de burocratas dos partidos políticos, gente sem pensamento crítico. Marinho Pinto tinha razão acerca desta criatura.

¿Onde é que a Constituição impede a realização deste referendo? Alguém que me diga qual o artigo da Constituição que seja obstáculo ao referendo acerca da adopção de crianças por pares de invertidos. E não me venham com interpretações subjectivas.

O que nós podemos constatar, preto no branco e sem qualquer dúvida, é que os opositores do referendo defendem claramente os “direitos” dos adultos em detrimento dos direitos da criança. Ora, isto vindo de uma ministra da Justiça, revela o estado decrépito da nossa democracia. Se o Tribunal Constitucional agir politicamente, não resistindo às pressões da classe política, qualquer tentativa golpe-de-estado torna-se legítima em Portugal.


Karl Popper — que como toda a gente sabe, foi um liberal — fez a distinção entre “relativismo” (o da Paula Teixeira da Cruz, por exemplo), por um lado, e “pluralismo crítico”, por outro lado.

«O relativismo é uma posição segundo a qual se pode afirmar tudo, ou quase tudo, e por conseguinte, nada. Tudo é verdadeiro, ou nada é. A verdade é, pois, destituída de sentido.

O pluralismo crítico representa uma posição de acordo com a qual, no interesse da busca da verdade, cada teoria — e quanto mais teorias, tanto melhor — deve ser posta em plano de concorrência com as demais. Esta concorrência consiste na discussão racional das diversas teorias e na sua eliminação crítica. A discussão é racional: isto significa que o que está em causa é a verdade das teorias concorrentes. Aquela teoria, que na discussão crítica, parecer aproximar-se mais da verdade, é a melhor: e a melhor teoria prevalece sobre as teorias menos boas. O mesmo se passa com a verdade.»

Karl Popper tem razão, apenas com um senão: em uma sociedade onde o relativismo se entranhou na cultura das elites, já não é possível a existência do pluralismo crítico. Em uma sociedade onde as elites são relativistas, já não existe verdade — e por isso é que se torna legítima qualquer tentativa de golpe-de-estado.

Sábado, 25 Janeiro 2014

A pobreza da Ética de Karl Popper

Filed under: ética,filosofia — O. Braga @ 3:30 pm
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“Antes de mais, uma observação sobre a ambiguidade da palavra “sentido” na expressão “sentido da vida”. Esta expressão é usada muitas vezes como se com ela se pretendesse falar de um sentido interior oculto, um pouco como se pode falar do sentido oculto de um anagrama ou de um epigrama ou do sentido do Chorus Mysticus no Fausto de Goethe.

Porém, a filosofia dos poetas e dos filósofos ensinou-nos que a expressão “o sentido da vida” deve ser entendida de outro modo: que o sentido da vida não é algo de oculto, que podemos encontrar ou descobrir na própria vida, mas algo a nós próprios podemos dar à nossa vida. Podemos conferir um sentido à nossa vida através das nossas acções, do nosso comportamento, da nossa atitude perante a vida, perante os outros e perante o mundo.”

— Karl Popper, trecho da conferência proferida na Rádio da Baviera em 1961 (Der Sinn der Geschichte, Munique, 1974)

Em primeiro lugar, convém dizer que os poetas, enquanto tal, não são filósofos. Por exemplo, Fernando Pessoa foi filósofo mas não enquanto poeta: ora foi uma coisa, ora foi outra, mas não ao mesmo tempo — porque a poesia é filosofia sem a Lógica. Ou seja, se retirarmos a lógica à filosofia, temos poesia.

Karl Popper foi muito fraco em ética; muito fraco, mesmo! Não é exagero meu. Em metafísica também não foi grande coisa. Na História das Ideias foi sofrível. A única área em Karl Popper se afirmou de facto, e até não lhe foi reconhecido devidamente o mérito, foi em epistemologia (no sentido europeu continental de “história da ciência”).

Karl Popper, no trecho citado, atribui o sentido da vida à acção, tomando o efeito pela causa: segundo ele, não precisamos de descobrir o sentido da vida para depois agir em conformidade com essa descoberta: pelo contrário, agimos, primeiro e antes de mais nada, para podermos depois, e em função da acção, dar sentido à vida. Esta visão do “sentido da vida” está muito próxima do Pragmatismo americano de princípios do século XX.

Seria como se nós disséssemos que “a visão dá sentido ao olho”, em vez de dizer que “o olho dá sentido à visão”. Ou que disséssemos que “o andar dá sentido à perna”, em vez de dizer que “a perna dá sentido ao andar”. Karl Popper inverte o nexo causal entre o “sentido” e a “acção”. Para ele, é a acção que define o sentido da vida (o que é uma impossibilidade), e não o sentido da vida que define a acção (como seria lógico).

Aquilo que um qualquer ser humano deseja, não é ser feliz, mas antes é uma razão para (tentar) ser feliz. E essa razão para (tentar) ser feliz não depende da acção, mas cada um tem que descobri-la antes da acção: é a própria razão para ser feliz — o sentido da vida — que determina depois a acção.

Aquilo que preenche o ser humano (que não seja neurótico) não é a vontade de Poder nem a vontade de prazer, mas antes é a vontade de sentido, porque esta oferece uma razão para o Poder e para o prazer. Em um ser humano normal, o Poder e o prazer são efeitos secundários do sentido realizado. Porém, se o prazer se torna no objectivo primeiro de uma intenção, como acontece com o neurótico, o ser humano perde de vista a razão do prazer, e o efeito “prazer” deixa de fazer sentido.

Terça-feira, 21 Janeiro 2014

O conceito de “sociobiologia”, segundo Karl Popper

 

«A ideologia darwinista contém uma tese muito importante: a de que a adaptação da vida ao meio ambiente (…), que a vida vai fazendo ao longo de biliões de anos (…), não constituem quaisquer invenções, mas são o resultado de mero acaso. Dir-se-á que a vida não fez qualquer invenção, que tudo é mecanismo de mutações puramente fortuitas e da selecção natural; que a pressão interior da vida mais não é do que um processo de reprodução. Tudo o resto resulta de um combate que travamos uns com os outros e com a Natureza, na realidade um combate às cegas 1. E o resultado do acaso seriam coisas (no mesmo entender, coisas grandiosas) como seja a utilização da luz solar como alimento.

Eu afirmo que isto é uma vez mais uma ideologia: na realidade, uma parte da antiga ideologia darwinista, a que aliás pertence também o mito do gene egoísta 1 (os genes só podem actuar e sobreviver através da cooperação) e o social-darwinismo ressurgido que se apresenta agora, renovada e ingénuo-deterministicamente, como “sociobiologia”.»2

Notas
1. referência a Richard Dawkins
2. trecho extraído do texto da conferência proferida por Karl Popper em Alpbach, em Agosto de 1982

Terça-feira, 12 Novembro 2013

Descartes foi o precursor da “teoria da cuba do espírito” de Karl Popper

Filed under: filosofia — O. Braga @ 7:18 pm
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“Com efeito, se é agora evidente que os próprios corpos não são conhecidos pelos sentidos, nem pela faculdade de imaginar mas sim pelo intelecto, e tão-só por ele: e que os não conhecemos porque os tocamos ou vemos, senão que o conhecimento desses ditos corpos só vem de que são compreendidos por nós, inteleccionados pelo pensamento: se assim é, concluo claramente que nada pode haver, para mim, mais fácil de conhecer que o meu próprio espírito.

Mas, porque é bem difícil desfazermo-nos depressa de quaisquer antigas opiniões consuetas, será conveniente que eu suspenda aqui, para que, pelo espaçado da meditação, se imprima mais fundo na minha memória este novo conhecimento que agora alcancei.”

— Descartes, Meditações Metafísicas, Coimbra, 1930, pág. 37 (tradução de António Sérgio).

Vemos aqui em Descartes a denúncia do “realismo ingénuo” e que mais tarde Kant chamaria o “escândalo da razão”; a “teoria do balde”, de Karl Popper, também está aqui expressa em Descartes. Por vezes pensamos que uma determinada teoria de um qualquer filósofo é original, mas à medida em que vamos lendo filósofos mais antigos conseguimentos detectar as proto-teorias ou a origem das adaptações teoréticas que julgávamos originais.

O que Descartes quis dizer é que o mundo é interpretado pelo intelecto como se tivéssemos uma espécie de “software” no cérebro, e não que “os corpos” sejam conhecidos pelos sentidos e como se o nosso cérebro fosse uma espécie de "balde" onde as impressões do mundo exterior fossem “despejadas”.

Sexta-feira, 30 Agosto 2013

A filosofia causa “pele de galinha”

A Helena Damião escreve aqui um verbete (que comentarei a seguir a uma breve nota) em que cita Karl Popper e classificando-o de “epistemólogo”. Epistemólogo deriva de epistemologia. Ora, epistemologia é um termo ambíguo, porque no mundo anglo-saxónico (Estados Unidos, Reino Unido, etc.) significa “teoria do conhecimento”, e na Europa continental – sobretudo em França – significa “história da ciência”.

Quando a Helena Damião diz que Karl Popper foi um “epistemólogo”, ficamos sem saber exactamente se ele foi um especialista na área da teoria do conhecimento, ou se foi um especialista na área da história da ciência – porque as duas áreas não são coincidentes.

A verdade é que Karl Popper foi um filósofo, porque para além da história da ciência, abordou também a metafísica (por exemplo, a teoria dos “três mundos”), um pouco a ética, muita filosofia política (podemos concordar com ela ou não), etc.. Mas, para algumas pessoas, a palavra “filosofia” causa pele de galinha e suores frios. E por isso é que Karl Popper é classificado de “epistemólogo”.


Em relação aos me®dia – no caso vertente do verbete de Helena Damião, falamos da televisão -, simpatizo com a opinião da Helena Damião pela coragem dela em negar a lógica da espiral do silêncio . A política editorial dos me®dia não se rege apenas pela lógica do lucro: em vez disso, existe sempre uma qualquer agenda política e cultural que impõe à sociedade uma espiral do silêncio. Essa agenda política e cultural pode ser, por exemplo, neoliberal, ou pode ser neomarxista – o que no fundo vai dar no mesmo, porque o neoliberalismo faz parte do processo revolucionário.

A indução do gosto do feio é uma forma de degradação moral da sociedade, porque a ética está intimamente ligada à estética. Quando alguém gosta do feio, podemos imediatamente inferir as características básicas da sua ética. A indução do gosto do feio, por parte dos me®dia, não é só parte de um negócio: faz sobretudo parte de uma agenda política específica que, utilizando a espiral do silêncio, acaba por homogeneizar a cultura antropológica e enraizá-la na barbárie.

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Terça-feira, 20 Agosto 2013

O saber e a prova: a verdadeira Idade das Trevas é hoje

Filed under: filosofia,Ut Edita — O. Braga @ 5:04 pm
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Quando eu vejo um raio, pressuponho um trovão. Por vezes o trovão não surge porque o raio está muito longe, mas, regra geral, a seguir a um raio vem um trovão. Esta é a constatação empírica da lei natural da causa e efeito. O raio, e o trovão que se lhe segue, são “interpretados” pelos nossos sentidos através de uma espécie de software que existe no nosso cérebro, e por isso dizemos que são “evidentes”: não só o raio e o trovão são “evidentes”, como o nexo causal que os une também é “evidente”. Mas a partir do momento em que queremos estabelecer uma lei física que descreva detalhadamente esse nexo causal “evidente”, entramos necessariamente na “teoria”.

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Quinta-feira, 25 Julho 2013

Sobre as críticas de Eric Voegelin a Karl Popper

Filed under: filosofia — O. Braga @ 4:46 pm
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Eu não vou aqui tecer considerações contra o pensamento de Leo Strauss, porque, como conservador, não gosto de dar tiros nos pés. Para inimigos já nos bastam os que existem, e para além dos neocons.

Karl Popper foi um filósofo da ciência, por um lado, e por outro lado foi um neo-kantiano, coisa que Eric Voegelin também foi! Para além da filosofia da ciência, Karl Popper foi pobre: a sua metafísica é pobre, a sua ética é esquiva, relativista e escusa (mesmo cobarde). Não foi um lógico. Esta é verdade.

Mas na filosofia da ciência, Karl Popper foi muito forte. Reduzir as ideias de Karl Popper à “Sociedade Aberta e os Seus Inimigos” não é honesto. Seria como se eu dissesse que “o Cristiano Ronaldo é muito mau jogador, como defesa central”, o que é um absurdo de se dizer, porque o Cristiano Ronaldo é um atacante e não um defesa central. De modo semelhante, Karl Popper foi muito bom na filosofia da ciência (assim como Thomas Kuhn, por exemplo), e é na área em que ele mais se destacou, na filosofia da ciência, que deve ser criticado.

Eric Voegelin diz que Henry Bergson é um “filósofo respeitável”, por anteposição a Karl Popper que ele considera implicitamente que não é “respeitável”. É a opinião dele, mas eu estou em total e completo desacordo. Um filósofo (Bergson) que reduz e limita a metafísica à pura imanência não é, em minha opinião, um filósofo respeitável. Para tratar a metafísica da forma como ele a tratou, mais valia que Bergson seguisse o exemplo de Karl Popper e evitasse falar dela.

Isto não significa que não exista alguma originalidade em Bergson; mas também existiu alguma originalidade em Karl Marx, por exemplo, e nem por isso o considero um “filósofo respeitável”. Ser original não significa ser automaticamente respeitável; o Marquês de Sade, ou o Mandeville, também foram originais, mas nem por isso eu os consideraria “respeitáveis”.

A filosofia de Bergson tem um fundamento gnóstico puro e duro, e admira-me, por isso, que Eric Voegelin tenha dito dele que foi um “filósofo respeitável”. Vejo aqui alguma contradição em Eric Voegelin.

Sobre os conhecimentos de filosofia grega, se colocarmos Eric Voegelin ao lado de Gadamer, por exemplo, Eric Voegelin é um aprendiz. No entanto, eu também não considero Gadamer como um “filósofo respeitável”. Gadamer era capaz de passar uma ou duas horas a discursar, escorreito, em grego antigo – ou seja, discursar na língua dos próprios filósofos gregos -, coisa que Eric Voegelin nunca jamais sonharia ter podido fazer. Um “filósofo respeitável” não tem que necessariamente falar correctamente grego antigo.

No que diz respeito ao ataque ad Hominem de Eric Voegelin a Karl Popper, não nos merece qualquer comentário.

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Sábado, 8 Junho 2013

A epigenética e a adopção de crianças por pares de invertidos

Como escreveu Karl Popper pouco tempo antes de nos deixar, “vivemos num tempo em que o irracionalismo voltou a estar na moda”.

Mas o que Karl Popper não poderia prever é que, no dealbar do século XXI, o irracionalismo passou a ser científico. A comunidade científica vive hoje um raro momento de esquizofrenia em que, por um lado, assume que procura a verdade por intermédio da ciência, mas, por outro lado, apoia a manipulação e corrupção da verdade através da política.

A epigenética consiste no conjunto de mudanças cromossómicas estáveis e transmissíveis ao longo das gerações que não implicam alterações na sequência do ADN.

Na maior parte dos casos, essas mudanças cromossómicas – ou mudanças epigenéticas – são determinadas pelo meio-ambiente onde o ser humano viveu e foi criado; e essas mudanças epigenéticas são transmissíveis às gerações seguintes: podem não aparecer na geração imediatamente seguinte, mas podem ressurgir numa terceira ou quarta geração.

Por exemplo, os maus-tratos na infância de uma pessoa criam marcas epigenéticas que perduram ao longo da sua vida inteira, e essas marcas epigenéticas podem ser transmitidas a gerações descendentes dessa pessoa. As experiências tidas por uma criança – por exemplo, o ser adoptada por um par de invertidos – criam marcas epigenéticas que perdurarão nela e na sua descendência.

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Segunda-feira, 3 Junho 2013

A ciência não obedece a critérios lógicos da mesma forma que aplicáveis à filosofia

Filed under: Ciência,filosofia — O. Braga @ 5:37 pm
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“Uma teoria para ser científica tem de ser falsificável, defende Popper. O que os cientistas fazem com as suas teorias é, pois, tentar falsificá-las, isto é, tentar mostrar que são falsas.
E se os cientistas tentarem seriamente mostrar que uma dada teoria é falsa e não o conseguirem, o que se conclui daí?

Conclui-se que a teoria é verdadeira. Certo?

Não, errado! Pode-se criticar Popper de várias coisas, mas não de cometer uma falácia tão óbvia como esta falácia do apelo à ignorância.”

Uma falácia que Popper não cometeu

A falácia de “apelo à ignorância” (ou Argumentum Ad Ignorantiam) só se verifica se o objecto da proposição ou da teoria em questão não estiver sujeito a análise científica.

Em ciência, uma teoria é verdadeira 1/ se for falsificável , 2/ sujeita a verificação e a demonstração , e 3/ até que haja uma demonstração em contrário. Por exemplo, a seguinte proposição:

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