perspectivas

Terça-feira, 21 Janeiro 2014

O conceito de “sociobiologia”, segundo Karl Popper

 

«A ideologia darwinista contém uma tese muito importante: a de que a adaptação da vida ao meio ambiente (…), que a vida vai fazendo ao longo de biliões de anos (…), não constituem quaisquer invenções, mas são o resultado de mero acaso. Dir-se-á que a vida não fez qualquer invenção, que tudo é mecanismo de mutações puramente fortuitas e da selecção natural; que a pressão interior da vida mais não é do que um processo de reprodução. Tudo o resto resulta de um combate que travamos uns com os outros e com a Natureza, na realidade um combate às cegas 1. E o resultado do acaso seriam coisas (no mesmo entender, coisas grandiosas) como seja a utilização da luz solar como alimento.

Eu afirmo que isto é uma vez mais uma ideologia: na realidade, uma parte da antiga ideologia darwinista, a que aliás pertence também o mito do gene egoísta 1 (os genes só podem actuar e sobreviver através da cooperação) e o social-darwinismo ressurgido que se apresenta agora, renovada e ingénuo-deterministicamente, como “sociobiologia”.»2

Notas
1. referência a Richard Dawkins
2. trecho extraído do texto da conferência proferida por Karl Popper em Alpbach, em Agosto de 1982

Sábado, 7 Janeiro 2012

Vivemos hoje uma nova forma de nazismo

Filed under: ética,cultura — orlando braga @ 7:43 pm
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Seguindo os princípios darwinistas e evolucionistas, a pseudo-informação e a sub-informação propalada pelo poder político hodierno diz que “a moral decorre da biologia”. Um exemplo desta pseudo-informação dos me®dia é a ideia segundo a qual “a homossexualidade tem origem biológica” e, neste sentido, existe um determinismo biológico que isenta o agente de qualquer responsabilidade moral no seu comportamento.

Richard Weikart, professor de História na California State University, Stanislaus, e autor do livro “From Darwin to Hitler: Evolutionary Ethics, Eugenics, and Racism in Germany and Hitler’s Ethic: The Nazi Pursuit of Evolutionary Progress”, escreve o seguinte:

Hitler, like many other contemporary biologists and psychiatrists, argued that moral traits were biologically determined.

He believed that the Aryans had the most advanced morality, as they were allegedly more loyal, honest, diligent, etc. On the other hand, he deemed Jews biologically immoral, since he blamed them for being lazy, mendacious, sexually lascivious, greedy, etc. Thus, by ridding the world of the Jews and replacing them with Aryans, Hitler in his own perverted view thought he was improving the world by banishing immorality and increasing morality.”

via How Evolutionary Ethics Influenced Hitler and Why It Matters- Credo Magazine.

Ou seja, Hitler — tal como muitos políticos, académicos, biólogos e psiquiatras actuais — defendeu a ideia segundo a qual as características morais do agente seriam determinadas pela biologia.

Terça-feira, 19 Julho 2011

Já estou a ver alguns “porcos de Epicuro” a ranger os dentes…

“O relativismo e a decadência” — pelo Prof. Adriano Moreira

“No centro do relativismo em que se vai deteriorando a identidade e capacidade dos ocidentais para sustentarem uma posição igual na coexistência em liberdade com as áreas culturais que antes dominaram em regime imperial, parece estar a questão da relação entre valor e preço, em que este serviu de eixo a um credo de mercado que conduziu à crise financeira e económica actual.”

Sexta-feira, 5 Fevereiro 2010

Exemplos da aplicação do neoliberalismo na gestão das empresas

« Há estágios para aprenderem essas técnicas. Posso contar, por exemplo, o caso de um estágio de formação em França em que, no início, cada um dos 15 participantes, todos eles quadros superiores, recebeu um gatinho. O estágio durou uma semana e, durante essa semana, cada participante tinha de tomar conta do seu gatinho.

Como é óbvio, as pessoas afeiçoaram-se ao seu gato, cada um falava do seu gato durante as reuniões, etc.. E, no fim do estágio, o director do estágio deu a todos a ordem de… matar o seu gato. »

“Um suicídio no trabalho é uma mensagem brutal” (Christophe Dejours)

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Segunda-feira, 24 Agosto 2009

O feminismo, a Maripili e o Manolo

A construção cultural  feminista

A construção cultural feminista


No último postal falei, em tom irónico, no síndroma de “maripili” ― trata-se de uma invenção espanhola politicamente correcta e feminista (mais uma pérola politicamente correcta a ajuntar aos “direitos humanos” atribuídos aos macacos e aos cadáveres humanos para alimentar as aves de rapina) que surgiu com o poder zapaterista.


sindroma-de-maripiliVou aqui desmontar mais um neologismo da política correcta, mas antes disso faço referência a este estudo [PDF] feito em Inglaterra. Segundo o estudo publicado pelo Journal of Financial Economics, a presença de mulheres em Conselhos de Administração de empresas revelou algumas vantagens e outras desvantagens.

Diz o estudo referido acima que as mulheres presentes em Conselhos de Administração de empresas despedem com muito mais facilidade e com menos pruridos éticos do que os homens em semelhante situação ― e isto pode ser eventualmente uma “vantagem” do ponto de vista dos accionistas. Porém, verifica-se que as empresas geridas com forte influência de mulheres apresentam invariavelmente um decréscimo nos lucros e perdas em Bolsa.


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Sexta-feira, 29 Maio 2009

Plutocracia internacional arquitecta um holocausto a nível global

Filed under: Nova Ordem Mundial — orlando braga @ 9:23 pm
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Do Times de Londres:

Billionaire club in bid to curb overpopulation

America’s richest people meet to discuss ways of tackling a ‘disastrous’ environmental, social and industrial threat

SOME of America’s leading billionaires have met secretly to consider how their wealth could be used to slow the growth of the world’s population and speed up improvements in health and education.

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Sábado, 14 Fevereiro 2009

200 anos depois de Darwin: o que há para celebrar?

not-guiltyDepois de ter lido a “Origem das Espécies” de Charles Darwin, Karl Marx escreveu uma missiva a Engels, onde dizia: “Este é o livro que contém a base da História Natural que corresponde à nossa mundividência [Weltanschauung]”. Duzentos e sessenta milhões de mortos depois de Marx ter escrito essa carta a Engels, celebrámos por estes dias os 200 anos sobre a data de nascimento de Darwin.
Desde que Darwin morreu e até finais do século 20, foram assassinadas em guerras e purgas políticas mais de o dobro de pessoas mortas nas mesmas condições desde o século II antes de Cristo até data em que Darwin desapareceu (1882).

Lenine tinha sobre a sua secretária no palácio do Kremlin uma escultura em bronze constituída por duas figuras: uma das figuras era a de um macaco olhando com ar selvagem para a outra figura da escultura que era um crânio humano. Sempre que Lenine olhava para essa escultura em cima da sua mesa de trabalho, podia ver por detrás dela, fixo na parede, um retrato emoldurado de Karl Marx. Para Lenine, o macaco selvagem e o crânio humano unidos naquela escultura não poderiam ser outra coisa senão o símbolo da nulidade e da degradação do espírito humano.

O problema do naturalismo darwinista não é a sua teoria que até está parcialmente correcta embora apresente imensas lacunas, como está provado pela própria ciência ― por favor ler “A Caixa Negra de Darwin”, do bioquímico Michael Behe, que constata essas mesmas lacunas da teoria de Darwin. O problema do darwinismo é que toma a parte pelo todo, isto é, observa uma pequeníssima parte da realidade e extrapola teoricamente as suas observações para todo o universo, por um lado, e ignora ostensivamente outros ramos da ciência, como a Física, por outro lado. Sendo que a Biologia é eminentemente uma ciência indutiva (empírica), a tentativa de extrapolação dedutiva sistemática por parte da Biologia revelou-se um erro que a Humanidade tem pago muito caro.
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Sexta-feira, 13 Fevereiro 2009

O culto irracional de Darwin-ídolo

Filed under: Darwinismo — orlando braga @ 3:41 pm
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“Alguém viu algum físico cantar parabéns para Isaac Newton? Albert Einstein? O darwinismo está se transformando numa religião naturalizada. E o pior de tudo: com dinheiro público em flagrante desobediência à Constituição dos estados laicos que não estabelece e nem favorece nenhuma religião sobre as demais.”

via Desafiando a Nomenklatura Científica: O culto irracional de Darwin-ídolo.

Domingo, 8 Fevereiro 2009

“De Darwin a Hitler”, por Richard Weikart

Não existem dúvidas nenhumas de que Darwin era racista. E não existem dúvidas nenhumas de que o alegado “anti-racismo” da esquerda do “igualitarismo entre iguais” pretende esconder uma contradição interna insanável e inerente à própria ética evolucionista e darwinista: não é possível conceber o darwinismo sem o racismo.

O que une ideologicamente o blogger Daniel Oliveira (Esquerda), o blogger João Miranda (direita libertária) e alguns outros bloguistas (nem todos) conotados com a denominada “Extrema-direita”, é o darwinismo como filosofia de base ideológico-política.

Assim como a filosofia de Hegel deu lugar a uma escolástica hegeliana de direita e a uma esquerda hegeliana (David Strauss, Feuerbach, et al), assim o darwinismo é hoje utilizado como base filosófica que serve tanto a esquerda como uma certa direita.

Podemos ver neste vídeo ( http://www.youtube.com/watch?v=w_5EwYpLD6A ) uma palestra proferida pelo professor universitário de História, o americano Richard Weikart, em que ele fala do seu livro “From Darwin to Hitler”. Weikart enumera as consequências do darwinismo como filosofia e as suas repercussões na ética e na moralidade ― e não propriamente como uma mera teoria científica ligada à biologia ―, e atribuiu à filosofia darwinista a seguintes características básicas:

  1. A desigualdade humana primordial como base filosófica fundamental;
  2. O relativismo moral que subverte os Direitos Humanos;
  3. A ancestralidade animal do ser humano entendida como um valor de primeira grandeza;
  4. Negação do dualismo “Corpo” versus “Alma” (epifenomenalismo);
  5. A guerra como necessidade imprescindível à existência humana;
  6. A morte como sinónimo de progresso.


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Quarta-feira, 31 Dezembro 2008

O radical sou eu?

Filed under: cultura — orlando braga @ 11:09 am
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Uma minoria radicaliza as suas posições ideológicas, e depois acusa a maioria ― que é a detentora do senso-comum ― de ser radical. A isto, chama-se a “inversão do sujeito / objecto”, em que uma minoria culpa a maioria pela radicalização ideológica protagonizada por essa mesma minoria. É assim que uma pessoa como eu se pode transformar num “radical”, embora não o seja na realidade: eu passo a ser um “radical” em relação a uma minoria que se auto-radicalizou, e que me acusa de ser radical em relação ao seu radicalismo assumido por opção política e ideológica.

Confuso? Não deveria ser; é isto que faz ― sistematicamente ― o Bloco de Esquerda, agora acolitado pelo PS, PCP, e mesmo por umas franjas do PSD.

Um exemplo que ilustra o que quero dizer é o último filme de Tom Cruise (“Valquíria”). Ouvi há momentos a notícia na TV de que o “menino” Tom foi ameaçado de morte por causa do seu filme. Para além da óbvia suspeita da promoção do filme com sensacionalismos de mau-gosto, Tom Cruise estava à espera de quê?

Tom Cruise financia ― com o dinheiro ganho com os seus filmes ― a Associação Americana de Cientologia, sita em Los Angeles, que defende a eliminação de raças consideradas “inferiores”, em nome de um culto absurdo, satânico e eugenista.
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Quarta-feira, 17 Dezembro 2008

O aborto livre e o Transumanismo

O "Homem-Deus"
“O Homem-Deus”

O Transumanismo é uma teoria contemporânea que, entre outros aspectos ligados à Ciência e à Técnica, coloca o corpo do ser humano em termos de “propriedade”, não só de cada ser humano mas também como uma “propriedade” (um “activo”) que está à disposição da Técnica e da Ciência. O ser humano fica, assim, reduzido a um “activo” (um asset, em linguagem financeira) e a um commodity próprio da sociedade de consumo. Portanto, se o Pós-modernismo se iniciou com a sociedade de consumo e com a interpretação subjectiva da História (relativismo) dos anos sessenta do século passado, o Transumanismo actual consagra e celebra esse tipo de sociedade de consumo transformando ― em estádio de evolução consequente ― o próprio ser humano num utensílio de consumo, num objecto descartável.

A diferença entre o Transumanismo, por um lado, e o Nazismo e o Comunismo, por outro, prendem-se a detalhes históricos e culturais que marcam sempre as épocas de forma diferenciada. Assim como um ser humano na Alemanha nazi era um asset à disposição de interesses considerados como sendo “superiores” por parte de uma elite, o ser humano na era do Transumanismo é uma “propriedade” manipulável por interesses estranhos a si próprio. Nas suas divagações blogosféricas, H. Sousa escreveu algo correlativo que publicou num opúsculo a que deu o título genérico de “Robotismo”. O Robotismo é uma visão caricatural e irónica do Transumanismo.
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Quinta-feira, 11 Dezembro 2008

Phillip D. Collins e a religião da ditadura científica

Filed under: filosofia — orlando braga @ 9:16 am
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