perspectivas

Quinta-feira, 13 Novembro 2014

A velha Teoria Crítica e o delírio interpretativo da Raquel Varela

 

“Nesta desordem destrutiva há uma ostracização das ciências fundamentais – burlesca. A separação entre ciência fundamental e aplicada, ou entre ciências sociais e exactas é fictícia, e do ponto de vista produtivo, regressiva.”

Raquel Varela

Nota: apliquei as vírgulas à citação, que não existiam no texto original. A Raquel Varela escreve “à moda” de José Saramago.


A Raquel Varela aproveitou-se de uma frase solta de Angela Merkel para, baseando-se nessa frase, retirar dela conclusões abusivas e inusitadas. E o Carlos Fiolhais  caiu na esparrela. Ou, como dizia o reaccionário Nicolás Gómez Dávila, “a Esquerda acertou no diagnóstico mas errou na receita”. Ou ainda, como dizia o poeta Aleixo: “para a mentira ser segura, e atingir profundidade, tem que trazer à mistura qualquer coisa de verdade”.

Eu estou perfeitamente à vontade para criticar a Raquel Varela neste caso, porque não simpatizo minimamente com Angela Merkel e porque há anos que falo aqui do conceito de “sinificação”. Parece que a “elite” só agora acordou para o problema.

É verdade que o mundo não é perfeito; mas também é verdade que é impossível construir um mundo perfeito — ou um “mundo melhor”, no sentido da utopia que retira ao Homem a sua própria humanidade.

O que um ser racional pode fazer é tentar atenuar as consequências negativas dos problemas do mundo; mas o que é irracional, ou mesmo um insulto à nossa inteligência colectiva, é que uma auto-intitulada plêiade de iluminados se arrogue no direito de reclamar para si a correcção dos problemas do mundo mediante a absolutização de uma ideologia política que a História já demonstrou que os agrava.

teorica criticaA estratégia retórica da Raquel Varela passa pela velha Teoria Crítica da Escola de Frankfurt: critica tudo e todos. Criticar, criticar, criticar! As soluções da Raquel Varela para o tal “mundo imperfeito” estão escondidas (Audiatur Et Altera Pars) porque são inconfessáveis: o povo fugiria a sete pés, se ela confessasse. Mas culpa não é dela: a culpa é de quem a alcandorou ao “escol” (incluindo o Carlos Fiolhais ).

Ao contrário do que defende a Raquel Varela mediante a picaretagem da Teoria Crítica — e também o “papa Francisco” e o Frei Bento Domingues, por exemplo —, os problemas da humanidade não podem ser abordados apenas a partir das “periferias”: pelo contrário, terá que haver uma abordagem holista, que tenha em atenção o Todo. Não é possível conceber a periferia sem ter em consideração o centro; mas um facto tão evidente e básico como este parece não perpassar pelas mentes das “elites” que temos.

Por fim, a citação da Raquel Varela em epígrafe. A citação revela (não só, mas também) o delírio interpretativo da Raquel Varela — uma doença mental.

Em qualquer ciência, há os cientistas-técnicos, e os cientistas propriamente ditos (os teóricos); portanto, existe de facto, na ciência, uma distinção entre ciência teórica (ou “fundamental”, como ela diz), por um lado, e a ciência aplicada, por outro  lado.

Ademais, quem diz que não existe qualquer diferença entre ciências sociais e ciências da natureza (ou exactas, que inclui o formalismo da matemática), ou é pessoa estúpida ou é doente mental. Mas o Carlos Fiolhais  citou-a!

Só uma pessoa que padece de uma doença mental irreversível pode, ainda hoje, ter uma visão cartesiana do ser humano, a ponto de não o distinguir de um qualquer outro objecto de investigação científica. Por isso é que chegamos ao ponto a que chegamos: perante a voragem do neoliberalismo, as soluções apresentadas pelos “progressistas do mundo melhor” são as que constam da decrepitude do niilismo e da estupidez da Teoria Crítica.

Quarta-feira, 13 Agosto 2014

O problema demográfico português e o estatuto da mulher e mãe

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 9:24 am
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“Ser mãe e casada é um trabalho a tempo inteiro”.Petula Clark, cantora e octogenária (via)

Portugal terá que construir uma nova sociedade, se quiser continuar a existir como nação e como país. A alternativa a essa nova sociedade é a extinção não só do país enquanto geografia, mas também e principalmente dos valores que nortearam a existência histórica da Nação Portuguesa.

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Quinta-feira, 1 Maio 2014

As elites modernas inverteram os mitos das sociedades primitivas

Filed under: Europa — O. Braga @ 4:27 pm
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A genialidade satânica do marxismo consiste no facto de se ter aproveitado dos mitos religiosos intemporais, e distorcendo-lhes o sentido, criou em seu lugar um mito exclusivamente imanente, materialista e terrestre.

Por exemplo, a “purificação do universo pela matança” é uma ideia mitológica que sempre existiu em muitas sociedades pré-cristãs, através de vários tipos de religiosidade, incluindo a religião dos Mistérios que marca e sempre marcou a maçonaria — seja uma maçonaria “cristianizada” (por exemplo, a maçonaria escocesa dos séculos XIII e XIX) ou pagã (a maçonaria napoleónica e iluminista, ou a actual maçonaria europeia, em geral).

O mito trágico da “purificação do universo pela matança” é velho como a humanidade: por exemplo, a celebração religiosa e mítica da gesta de Marduk e de Tiamat.

Este mito (o da “purificação do universo pela matança”) foi sendo distorcido pelo movimento revolucionário ao longo de séculos, até que Engels e Marx lhe deram a forma actualizada, retirando-lhe o aspecto cosmogónico que detinha na Antiguidade, e tornando-o em uma componente de uma religião política materialista e destituída de qualquer componente cosmológica. Esta redução do mito cosmogónico original a uma realidade chã e exclusivamente terrena, por um lado, e, por outro lado, o lucubro de uma realidade em que o ser humano é o centro e o símbolo absoluto da acção humana (e já não a cosmogonia em si mesma, que era o centro da atenção religiosa primitiva); este antropocentrismo prometaico que o marxismo condensou, distorcendo os fundamentos de mitos ancestrais — está na base do mito marxista da “purificação do mundo pela matança dos ricos”, de que fala aqui o Olavo de Carvalho.

O mito iluminista (Rousseau: “o bom selvagem”), e marxista do “retorno da humanidade a uma Era de pureza originária”, são também uma deturpação do mito antigo da celebração cíclica da cosmogonia através da invocação dos modelos exemplares dos Antepassados Míticos, no neolítico. É neste sentido que se pode dizer que a cultura da elite ocidental tende para uma emulação distorcida do neolítico, embora deturpando-lhe e distorcendo-lhe os símbolos.

Não se trata, na actualidade, de uma cópia do mito de Adão e Eva e do Paraíso, tal qual era entendido pelo Judaísmo e pelo Cristianismo; não se trata, hoje, da celebração dos modelos exemplares dos Antepassados Míticos das sociedades mais primitivas — porque ambos os mitos (o de Adão e Eva, e o dos modelos exemplares dos Antepassados Míticos das “sociedades arcaicas”) reconheciam e aceitavam a “queda ontológica” do ser humano, sendo que a evocação do mito servia apenas para que o homem se sentisse “mais perto” dos deuses, ou de Deus (no caso do monoteísmo).

Do que se trata, no mito actual, é de uma inversão do mito originário, em que o objecto mitológico deixou de ser a cosmogonia (a criação do universo), e passou a ser exclusivamente o ser humano dissociado do Cosmos e de qualquer ontologia originária — mantendo-se, contudo, o conceito original de “purificação do universo pela matança”, embora agora destituído de qualquer significado e simbolismo cosmogónico.

É nisto que consiste a perversidade satânica indizível do Iluminismo em geral, e do marxismo em particular: a ruptura radical em relação ao conceito ontológico de “ser humano inserido no Cosmos” (com tudo o que isso implica).

Quarta-feira, 22 Janeiro 2014

A ideologia de género e o marxismo cultural

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 8:17 pm
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Para o marxismo, a “diferença” é sinónimo de “hierarquia”, e por isso os ideólogos marxistas culturais não conseguem perceber o conjunto composto pelo binómio “igualdade e diferença” que existe entre o homem e a mulher.

A ideologia de género decorre desse embotamento míope marxista que concebe a “igualdade” como uma uniformização de funções e de responsabilidades em todos os domínios da vida em sociedade.

Quinta-feira, 31 Outubro 2013

A Teologia da Libertação é uma mistura do Marxismo e do Cristianismo

Filed under: cultura,Política — O. Braga @ 8:58 am
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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, assegurou à imprensa que o rosto do decesso Hugo Chavez apareceu às duas horas da madrugada nos túneis do Metro de Caracas:

“El presidente de la República de Venezuela, Nicolás Maduro, ha asegurado este miércoles que la mirada del fallecido presidente Hugo Chávez habría aparecido durante la excavación de los túneles de la línea 5 del Metro de Caracas, según informa Europa Press.”

Através da imanência da Teologia da Libertação, os líderes políticos e/ou religiosos marxistas são "automaticamente" santificados.

Domingo, 20 Outubro 2013

Algumas considerações acerca do marxista Daniel Oliveira

 

“Os bárbaros era governados pela violência e os escravos eram obrigados a trabalhar: e uma vez que a acção violenta e o trabalho pesado se assemelhavam, na medida em que não precisam da palavra para ser efectuados, bárbaros e escravos eram άνευ λόγου 1 , significando isto que as suas relações não primavam pelo uso da palavra. O trabalho, para os gregos, era essencialmente um assunto privado, não político, mas a violência implicava uma relação e estabelecia um contacto, ainda que negativo, com os outros homens.

A glorificação que Marx faz da violência contém, assim, a negação mais especifica do λόγου 2 , da palavra, essa forma de relacionamento diametralmente oposta e que tradicionalmente se considerava mais próxima do Homem. A teoria marxista das super-estruturas ideológicas repousa, no fim de contas, nessa hostilidade de cunho anti-tradicionalista, que o autor 3 manifesta em relação à palavra e na concomitante glorificação da violência. ”

(Hannah Arendt, “Entre o Passado e o Futuro”, Relógio d’Água Editores, 2006, pág. 37)


"Ao contrário do catolicismo, o comunismo não tem doutrina. Enganam-se os que supõem que ele a tem. O catolicismo é um sistema dogmático perfeitamente definido e compreensível, quer teologicamente, quer sociologicamente. O comunismo não é um sistema: é um dogmatismo sem sistema — o dogmatismo informe da brutalidade e da dissolução. Se o que há de lixo moral e mental em todos daniel oliveira obama png webos cérebros pudesse ser varrido e reunido, e com ele se formar uma figura gigantesca, tal seria a figura do comunismo, inimigo supremo da liberdade e da humanidade, como o é tudo quanto dorme nos baixos instintos que se escondem em cada um de nós.

O comunismo não é uma doutrina porque é uma anti-doutrina, ou uma contra-doutrina. Tudo quanto o Homem tem conquistado, até hoje, de espiritualidade moral e mental — isto é, de civilização e de cultura — tudo isso ele inverte para formar a doutrina que não tem."

(Fernando Pessoa, “Ideias Filosóficas”)


“Tentar manter boas relações com um comunista é como fazer festas a um crocodilo. Nunca sabemos se devemos afagá-lo debaixo do queixo ou bater-lhe por cima da cabeça. Quando abre a boca, nunca sabemos se está a sorrir ou a preparar-se para nos comer.”

(Winston Churchill)


1. άνευ λόγου : grego, que significa "sem discurso".
2.
λόγου : grego, que significa "discurso".
3. Karl Marx.

Quinta-feira, 17 Outubro 2013

Um exemplo da narrativa puritana, falaciosa e totalitária da Esquerda radical

 

“O Ministério Público iniciou uma investigação a vários altos dirigentes políticos e económicos (é quase o mesmo) angolanos.

Apesar de alguns serem conhecidos por um enriquecimento que nem os cargos públicos que ocupam, nem fortunas de família podem explicar, e que muitos dos seus negócios passam por Portugal, ninguém sabe se estas investigações têm ou não fundamento. Isso, apenas aos magistrados responsáveis por este processo diz respeito.”

E mais adiante, escreve o radical Daniel Oliveira:

“Que não se enganem os angolanos: a razão porque o governo português pede desculpa nada tem a ver com respeito por eles ou pelo seu governo. É pura necessidade. Há um Portugal que precisa do dinheiro dos angolanos. E, movido pela necessidade, quer agradar ao seu ditador e aos que roubam ao seu povo.”

dabiel oliveira chePrimeiro, o Daniel Oliveira começa por dizer que “ninguém sabe se estas investigações têm ou não fundamento”, ou seja, ninguém sabe se existem indícios suficientes de crime para sustentar uma acusação.

Mas logo a seguir, o pristino marxista, vetusto totalitário e puritano Daniel Oliveira diz que os portugueses querem “agradar ao ditador” (refere-se a José Eduardo dos Santos, presidente da república de Angola, que foi eleito pelo povo angolano) “e aos que roubam o seu povo”.

Portanto, fiquei sem saber se, afinal, “as investigações” do Ministério Público português, em relação a determinados representantes da ruling class  angolana residentes em Portugal, tem, ou não, fundamento — porque os dois raciocínios não podem ser colocados em conjunto sem se cair na falácia lógica da interrogação, por exemplo:

Pergunta o polícia ao cidadão detido: “¿Onde é que escondeste o dinheiro que roubaste?”. O polícia não sabe se o cidadão roubou de facto, mas sempre vai perguntando e acusando-o de um crime, e sem estar fundamentado para fazer essa acusação implícita. O marxismo é isto!

Domingo, 13 Outubro 2013

A irracionalidade do racionalismo

 

«Nós temos cinco sentidos:
são dois pares e meio d’asas.
Como quereis o equilíbrio?»

(David Mourão-Ferreira)

O que é a “liberdade de opção sexual”? Temos aqui um pleonasmo, porque a liberdade é sempre de opção: mesmo que não optemos, já estamos a optar. Portanto, seria melhor dizer simplesmente “liberdade sexual”. Mas o que significa “liberdade sexual”? Significa que todos os comportamentos sexuais são permitidos?; mas será isto possível?

“No domínio do Direito, nenhuma dedução científica é possível.” — dizia o nosso São Boaventura — porque o Direito pertence ao domínio da contingência onde a lei se realiza “o mais das vezes”.


Com o Renascimento, a felicidade humana deixou de depender de um fim natural (racionalidade), e passou a ser resultado de uma ordem artificial segundo a utopia da razão (racionalismo).

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Segunda-feira, 12 Agosto 2013

Júlio Machado Vaz, Urbano Tavares Rodrigues, e a “desmistificação” da vida humana

Quando um psiquiatra se mete na filosofia, sai disto . Naturalmente que Júlio Machado Vaz cita Urbano Tavares Rodrigues; mas vai dar no mesmo. O textículo também serve para demonstrar a indigência intelectual de Urbano Tavares Rodrigues (o rei vai nu!).

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Sexta-feira, 9 Agosto 2013

O homem moderno reduz toda a realidade à economia

«Um homem honesto apaixona-se por uma mulher honesta; ele quer, por isso, casar-se com ela, ser o pai dos seus filhos, e ser a segurança da família.

Todos os sistemas de governo devem ser testados no sentido de se saber se ele pode conseguir este objectivo. Se um determinado sistema – seja feudal, servil, ou bárbaro – lhe dá, de facto, a possibilidade da sua porção de terra para que ele a possa trabalhar, então esse sistema transporta em si próprio a essência da liberdade e da justiça.

Se qualquer sistema – republicano, mercantil, ou eugenista – lhe dá um salário tão pequeno que ele não consiga o seu objectivo, então transporta consigo a essência de uma tirania eterna e vergonha». – G. K. Chesterton, “Illustrated London News”, Março de 1911.


O que é que existe em comum entre este verbete, no blogue Insurgente, e um qualquer artigo publicado no Avante (órgão de informação do Partido Comunista)? Resposta: ambos reduzem a realidade à economia.

É verdade que, ao longo da história da existência humana, a economia sempre foi um factor muito importante na organização da sociedade e nas sucessivas diferenciações culturais. Mas nunca, como na modernidade, tinha acontecido que toda a realidade se reduzisse à economia. Isto significa que até o alegado anti-utilitarismo marxista se transforma numa variante do Utilitarismo; e até o putativo anti-utilitarismo de Nietzsche é irmão gémeo do super-utilitarismo do Marginalismo do século XIX.

Quando os liberais reduzem a realidade à economia, fazem o jogo do materialismo dialéctico, e transformam o liberalismo económico em um dos dois pilares do movimento triádico marxista de base que dará lugar à síntese revolucionária.


«Os grandes senhores recusarão ao camponês inglês os seus três acres de terra e uma vaca, em nome do progresso, caso já não seja possível negá-los em nome de uma visão reaccionária.
Recusar-lhe-ão os três acres em nome da Propriedade de Estado; e proibirão a posse da vaca em nome do Humanismo».
– G. K. Chesterton, “What’s Wrong with the World”.


« Quando eu uso o termo “capitalismo”, eu quero significar o seguinte: “A condição económica na qual existe uma classe de capitalistas, mais ou menos reconhecível e relativamente pequena, em cuja posse está concentrada a maioria do capital e de tal forma que uma larga maioria dos cidadãos servem esses capitalistas em troca de um salário”.

Este estado de coisas, em particular, pode existir e existe mesmo, e devemos ter uma qualquer designação para ele e uma qualquer forma de o discutir. Mas essa palavra (capitalismo) é, sem dúvida, uma má palavra, porque é utilizada no sentido de significar outras realidades diferentes.

Algumas pessoas identificam “capitalismo”, por um lado, com “propriedade privada”, por outro lado. Outras supõem que “capitalismo” significa qualquer coisa que envolva o uso de capital. Mas se este tipo de uso da palavra “capitalismo” é literal, também é demasiado alargado e abrangente. Se o uso do capital é “capitalismo”, então tudo é capitalismo. O bolchevismo é capitalismo e o comunismo anarquista é capitalismo: e todos os esquemas revolucionários, selvagens que sejam, continuam a ser capitalismo. »

- G.K. Chesterton: “The Outline of Sanity.”

Segunda-feira, 15 Julho 2013

Os marxistas nunca aprendem com a História

Um marxista é essencialmente burro: tanto faz a experiência do dia anterior, como nada. Um marxista é anti-empírico e, por isso, anti-científico: não aprende com a experiência. A “praxis” marxista é treta teórica. A obra de Karl Marx é ininteligível porque amiúde contraditória, e só pode ser entendida num contexto de formação de um dogma.

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Nesta imagem – respigada aqui – o militante comunista incorre em duas falácias lógicas: o argumento ad Baculum (ou baculino) e o argumento ad Numerum. O argumento ad Baculum, vindo de um político, revela a sua (dele) índole totalitária. O argumento ad Numerum revela estupidez: nunca ocorreu uma qualquer transformação histórica e social somente baseada no putativo número de apoiantes dessa transformação. A própria revolução francesa teve origem burguesa (elitista), e não proletária ou campesina.

Manuel Tiago terá eventualmente alguma razão em relação a uma certa actual ofensiva contra alguns princípios básicos dos direitos humanos em Portugal – ofensiva que existe de facto -, mas perdeu a razão através dos seus argumentos falaciosos.

Domingo, 14 Julho 2013

A nova síntese liberal

Quando se fala hoje em “igualdade” confundem-se dois conceitos diferentes de igualdade, a ver: o liberal clássico, e o marxista. Eu não estou de acordo nem com um nem com o outro, o que não significa que não sejam de facto diferentes.

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