perspectivas

Terça-feira, 14 Junho 2016

John Locke, em vez de Rousseau

Filed under: Política — O. Braga @ 9:18 am
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“Receio ter de recordar que não existe nada de novo na asserção de que são comuns as origens intelectuais do comunismo, do fascismo e, já agora, do nacional-socialismo nazi. Essa era e é a visão clássica sobre os totalitarismos na cultura política dos povos que mais lhes fizeram frente: os povos de língua inglesa”.

Ainda sobre a convergência entre comunismo e fascismo – Observador

É John Locke, em lugar de Rousseau. Os povos de língua inglesa seguiram John Locke; a Europa continental (em geral, incluindo Portugal depois de 1815) seguiram Rousseau. Mas as coisas estão a mudar. A esquerdas dos Estados Unidos, Canadá e do Reino Unido abandonaram já John Locke e adoptaram Rousseau. Ou seja, o “mundo livre” tem os dias contados.

Não é possível perceber a génese dos totalitarismos, por um lado, e da democracia liberal, por outro lado, sem se ler Rousseau e John Locke. E tudo o resto é retórica.

Domingo, 12 Junho 2016

Continuam as asneiras sobre o fascismo e comunismo

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 12:01 pm
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« When the episteme is ruined, men do not stop talking about politics; but they now must express themselves in the mode of doxa. » — Eric Voegelin

gck-opinion-web


O Renato Epifânio também deu a sua opinião sobre a polémica gerada pelo José Rodrigues dos Santos.

«Não, não foi por acaso, nem sequer de forma ilegítima, dado que o fascismo foi, a seu modo, uma variante do socialismo – um “socialismo de direita”».

Remeto para a diferença entre o romantismo e o racionalismo. Não confundam as duas coisas. E, por favor, não digam que o corporativismo medieval (as guildas, as confrarias, etc.) — que o fascismo pretendeu emular, de forma anacrónica — era uma “variante do socialismo”. Tenham dó!

“Dito isto, José Rodrigues dos Santos não tem razão na sua tese (algo provocatória, reconheça-se) de que “o fascismo tem origem no marxismo”. Já teria mais razão se defendesse que o fascismo e o comunismo têm, em parte, origens comuns, sendo que, para tal, teria de recuar muito mais na história. Recuemos nós a Platão (século V a.C.) e à sua “República” e perguntemos: a utopia platónica era mais proto-fascista ou mais proto-comunista?”

O Epifânio tem razão quando diz que há uma origem comum ao fascismo e ao comunismo, mas essa origem comum não se encontra em Platão. Quando se utiliza o conceito de “colectivismo” para designar toda a doutrina social que sacrifica o indivíduo à colectividade — que é o que o Epifânio faz —, incorre-se em abuso.

“Colectivismo” é um termo empregue em dois sentidos:

1/ de maneira histórica, para designar a doutrina dos socialistas não-estatistas do Congresso de Basileia de 1869.

2/ Hoje, para designar as experiências socialistas que só parcialmente resultam do marxismo, e que se caracterizam por uma intervenção moderada do Estado que se exerce através da planificação e das nacionalizações parciais (por exemplo, o socialismo da Índia ou os Kibutzim em Israel).

Ou seja, não confundir “colectivismo” com “comunismo” (marxista); e não confundir “colectivismo” com “fascismo”.

As origens comuns do fascismo e do comunismo encontram-se na Idade Clássica e na Razão de Estado (que não exista, como tal, na Esparta de Platão), e já no século XVIII, nos enciclopedistas franceses e principalmente em Rousseau e no seu conceito de "Vontade Geral". Dizer que as origens comuns do fascismo e do comunismo encontram-se em Platão, é um anacronismo (falácia de Parménides).

“Isso levou a que o fascismo acentuasse a sua dimensão anti-comunista, que não anti-comunitarista, bem como a outros desvios em relação às suas teses de raiz – sendo talvez o exemplo maior a sua relação com o cristianismo: em tese, o fascismo tende a ser anti-cristão (pelo seu anti-igualitarismo, desde logo); na prática, como sabemos, houve, nalguns casos, uma aproximação mútua, por mais que, em tese, o cristianismo esteja bem mais próximo do comunismo do que do fascismo (não é por acaso que muita gente, ainda hoje, e com bons argumentos, considera o comunismo como uma versão ateia do cristianismo)”.

Confusão de grelos.

O fascismo italiano (o genuíno) não era anti-cristão; pelo contrário!; e perseguiu ferozmente a maçonaria; e inicialmente não era declaradamente anti-semita: o anti-semitismo do fascismo italiano foi mais tarde imposto a Mussolini por Hitler. Dizer que “o fascismo é anti-cristão” é falso, por um lado, e por outro lado reduz o fascismo ao nazismo. Para o Epifânio, “fascismo = nazismo” (está na moda, nos meandros da chamada “extrema-direita”).

Mas mesmo o nazismo não era anti-cristão: era anticatólico, o que é diferente. O nazismo encontrou fortes bases sociais de apoio no luteranismo. O paganismo do nazismo tinha apenas como objectivo o fortalecimento do sentimento nacionalista alemão, e não tinha um suporte social e cultural alargado.

Por outro lado, está na moda (politicamente correcto) conceber o Cristianismo como uma forma de marxismo (ou melhor: vice-versa). O Epifânio não foge à regra.

  • O Cristianismo sempre separou o Estado (o Poder político) e a sociedade em geral;
  • o Cristianismo nunca pretendeu eliminar as hierarquias sociais (ver, por exemplo, S. Paulo);
  • o Cristianismo defendeu o respeito pelo Direito Natural (jusnaturalismo), e não um igualitarismo;
  • o Cristianismo é transcendente e dualista; o marxismo é imanente e monista;

Sexta-feira, 3 Junho 2016

Um recado ao José Rodrigues dos Santos: o “romantismo” não é a mesma coisa que “racionalismo”

Filed under: Política — O. Braga @ 10:25 pm
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Num verbete anterior, demonstrei que o que existe em comum entre o marxismo e o fascismo, é Rousseau. A seguir faço um resumo das consequências das ideias de Rousseau no século XIX.

A vida intelectual do século XIX foi mais problemática do que a de qualquer século anterior, porque a ciência — que teve a sua fonte no século XVII — fez novas descobertas na biologia, na geologia e na química orgânica. E depois, a produção mecânica alterou a estrutura social e promoveu uma mentalidade prometaica na cultura antropológica. E, principalmente, aconteceu no século XIX uma revolta profunda contra os sistemas de pensamento em política e em economia.

Esta revolta teve duas formas diferentes: uma romântica, e outra racionalista.

A revolta romântica — que teve origem em Rousseau — vai de Byron, Schopenhauer e Nietzsche a Mussolini e Hitler; a revolta racionalista começa com os filósofos da Revolução Francesa (os enciclopedistas) e passa em Marx e vai desembocar à URSS.

A maioria dos filósofos da Revolução Francesa combinou a ciência (Positivismo) com crenças associadas com Rousseau. Helvetius e Condorcet podem considerar-se típicos da combinação de racionalismo e entusiasmo.

Os homens revoltados contra a tradição eram, como vimos, de duas espécies: racionalista ou romântica, embora, em alguns, como em Condorcet, se combinem os dois elementos. O movimento racionalista — de que fizeram parte também os apaniguados de Bentham — só veio a adquirir uma filosofia completa (um sistema) com Karl Marx.

Embora derivadas ambas da Revolução Francesa e dos filósofos imediatamente anteriores, a forma romântica de revolta é muito diferente da racionalista!

A primeira vê-se em Byron, sem traje filosófico; mas em Schopenhauer e em Nietzsche usa-se a linguagem da filosofia. A revolta romântica tende a elevar vontade à custa do intelecto; a impacientar-se com as cadeias de raciocínios, a glorificar certas formas de violência; é nacionalista; tende a ser hostil à Razão e a ser anticientífica. Algumas das suas formas mais extremas encontra-se nos anarquistas russos, mas na Rússia prevaleceu, por fim, a forma racionalista de revolta. Foi a Alemanha, sempre mais susceptível ao Romantismo do que qualquer outro país, que deu saída governamental à filosofia anti-racional da vontade nua.

Sábado, 28 Maio 2016

É Rousseau, estúpido!

 

Quando alguém da Esquerda pensa com lógica (coisa rara, aliás), sou obrigado a dar-lhe razão (por muito que me custe; e por vezes custa-me muito). Mas em Portugal há um maniqueísmo generalizado: a Esquerda diz que Direita nunca tem razão, e vice-versa; a Esquerda começou com a tolerância repressiva, e agora a Direita imitou a Esquerda. A política transformou-se em manicómio.

Na sequência da ideia de José Rodrigues dos Santos segundo a qual “o fascismo evoluiu a partir do marxismo”, um Insurgente (que é professor universitário, e por isso não tem desculpa), parece corroborar essa ideia:

“Não li o mais recente livro de José Rodrigues dos Santos mas, independentemente da sustentação que essa afirmação possa ter (ou não) no livro, a verdade é que está longe de ser um disparate, podendo a ligação entre marxismo e fascismo ser razoavelmente defendida por vários prismas. Dentro das limitações inerentes a um artigo como este, gostaria de realçar duas: as muitas semelhanças práticas entre regimes de inspiração marxista e fascista e as similitudes no plano ideológico”.

De Marx a Mussolini

E depois o professor universitário (com alvará de inteligência e tudo!) elabora uma lista de “similitudes” entre o marxismo e o fascismo, fazendo de conta de que as diferenças culturais são de tal grandeza que tornam as “similitudes” despiciendas.


O que há em comum entre o fascismo e o marxismo é, em primeiro lugar, o Romantismo do século XVIII, e mais precisamente o Contrato Social de Rousseau e o seu conceito de "Vontade Geral". E depois o marxismo adicionou o Positivismo à receita de Rousseau.

A “vontade geral” de Rousseau não é idêntica à vontade da maioria ou até à da totalidade dos cidadãos.

Rousseau entende a “vontade geral” como a vontade do corpo político que se assume arbitrariamente como intérprete da vontade do povo, na medida em que Rousseau considera a sociedade civil como uma pessoa e com atributos de uma personalidade ― tal como Hobbes ― que inclui o atributo da vontade. Segundo Rousseau, a sociedade civil não é (ou não deve ser) um conjunto de indivíduos organizados, mas antes uma pessoa colectiva.

Segundo Rousseau, o que interfere com a expressão da “vontade geral” é a existência de “associações subordinadas” ― ou seja, comunidades da sociedade civil ― dentro do Estado. Segundo Rousseau, cada uma delas quer ter a sua vontade geral, que pode ser oposta à da comunidade como um Todo. Escreve Rousseau:

»pode dizer-se não que há tantos pareceres como homens, mas tantos como associações. (…) É portanto essencial, se a vontade geral pode exprimir-se, que não haja sociedades parciais dentro do Estado, e cada cidadão pense apenas por si; tal é o sublime e único sistema estabelecido pelo grande Licurgo«.

rosseauAs consequência práticas ― e se levadas até ao limite delas ― das ideias de Rousseau são as de que o Estado teria que proibir as igrejas ― excepto a igreja do Estado, que no caso português é cada vez mais a Maçonaria ―, proibir partidos políticos, sindicatos e todas as organizações de homens com interesses económicos e/ou políticos semelhantes. O resultado seria obviamente o Estado corporativista e/ou totalitário, em que o cidadão nada pode, isto é, em nome do diálogo directo entre o cidadão, entendido como indivíduo isolado, por um lado, e o Estado, por outro lado, Rousseau condena assim o cidadão à subordinação impotente inerente ao anonimato total.

O conceito negativista de democracia, segundo Rousseau, tem além do mais, uma outra particularidade: ele baseia-se na democracia da cidade-estado grega, e particularmente na democracia de Esparta em antagonismo com a democracia de Atenas. Porém, Rousseau diz que a democracia é de realização impossível porque o povo não pode estar sempre reunido para deliberar sobre os negócios públicos. Escreve Rousseau:

“Se o povo fosse composto por deuses, o governo seria democrático. O governo perfeito não é para os homens”.

Em consequência, aquilo a que os democratas chamam de “democracia”, Rousseau e os seus herdeiros ideológicos, chamam de “aristocracia electiva”, que ele quer dizer ser o melhor governo mas que não é possível em todos os países:

o clima não deve ser nem muito quente nem muito frio; a produção não deve exceder muito o necessário porque senão o demónio do luxo é inevitável; e o melhor é confinar a “aristocracia electiva” ao controlo de uma elite política, do que difundir a democracia na população.

Com tais limitações estabelecida por Rousseau para aquilo que ele entende por democracia, há largo campo aberto a um governo despótico.

O Contrato Social foi a "bíblia" da maioria dos chefes da Revolução Francesa ― incluindo Robespierre que era amigo íntimo de Rousseau ―, mas como é a sorte das bíblias, não foi bem lido e ainda menos compreendido por muitos discípulos: a sua teoria da “vontade geral” tornou possível a identificação mística do chefe com o povo, o que levou ao caudilhismo que não precisa de ser confirmado por coisa tão mundana como a urna de voto.

Hegel seguiu Rousseau para formatar a autocracia prussiana que levou à primeira grande guerra. Robespierre reinou segundo os princípios de Rousseau, e segundo este foram também formatados os princípios de afirmação política dos jacobinos. As ditaduras russas e alemã do século passado ― principalmente a última ― foram consequências da doutrina de Rousseau.

Quinta-feira, 26 Maio 2016

José Rodrigues dos Santos e o fascismo

Filed under: Política — O. Braga @ 10:13 am
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José Rodrigues dos Santos tem uma imaginação fértil que lhe deu algum sucesso literário, mas já não é a primeira vez que revela a sua ignorância em epistemologia ou em filosofia.

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Dizer que o fascismo é de origem marxista é o mesmo que dizer que um indivíduo pode ser o pai de um seu primo direito.

O marxismo e fascismo são vergônteas do Romantismo do século XVIII (por exemplo, com Rousseau) [esta opinião é corroborada, por exemplo, por Bertrand Russell]. Digamos que o fascismo e o marxismo são só “primos direitos” desavindos. Isto significa que o articulista Paulo Pena está errado quando escreve:

“A prova de que não há uma origem comum entre as duas ideologias é avançada pelo historiador inglês Tony Judt no seu livro Pensar o Século XX: “Quando falamos de marxistas podemos começar com os conceitos. Os fascistas não tinham, na realidade, conceitos. Tinham atitudes. Têm respostas distintivas a questões como a guerra, a depressão e o atraso. Mas não começam com um conjunto de ideias que depois tentam aplicar ao Mundo.”

Paulo Pena confunde o “antagonismo entre o fascismo e o marxismo”, por um lado, com “a origem comum” dos dois movimentos, por outro lado. A origem comum dos dois movimentos está em Rousseau e no Romantismo em geral (incluindo Lord Byron).

Sexta-feira, 9 Agosto 2013

O termo “fascismo” é uma “palavra total”

O termo “fascismo” é uma “palavra total”.

Alguém que baseie a sua mundividência política – e de concepção de Estado – no conceito de “vontade geral” de Rousseau não pode ser, por definição, conservador.

As “palavras totais” eram as palavras utilizadas pelo homem do paleolítico na sua simplicidade de cobrir nexos de significado maiores e comparáveis às imagens existentes – por exemplo, um quadrado gravado numa pedra – representando, em esboços básicos e rudimentares, uma mundividência abrangente. A “palavra total” é hoje uma espécie de slogan que simplifica o que é, em si mesmo, complexo. O politicamente correcto é o domínio da “palavra total” por excelência; é uma espécie de espaço cultural de reificação do homem do paleolítico moderno.

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Terça-feira, 26 Junho 2012

A sinificação: o novo fascismo

Do ponto de vista ideológico, o que aproxima Barack Hussein Obama de Angela Merkel é a preferência de ambos por um modelo de sinificação da sociedade, que constituiu uma nova forma de fascismo. Podemos dizer, como toda a segurança, que Barack Hussein Obama não é propriamente um socialista de tipo Mário Soares; e podemos dizer também com igual segurança que Angela Merkel não é propriamente uma democrata-cristã ou mesmo uma conservadora: ambos são neofascistas.

O que caracteriza a sinificação — tanto da União Europeia que conduz ao IV Reich, como dos Estados Unidos — é a adopção (grosso modo, mais ou menos, segundo as sociedades) do modelo social e económico chinês, em que a propriedade privada e os meios de produção são detidos por privados, mas são os políticos e os burocratas que tomam as decisões fundamentais em matéria de planeamento económico. Porém, a sinificação vai mais longe e passa a definir os critérios éticos e de moralidade da sociedade: estamos em presença de um novo tipo de fascismo.

Recordo que desde 1973 que o globalista Henry Kissinger defende publicamente a adopção do modelo chinês para todo o mundo.

O novo fascismo de Barack Hussein Obama e de Angela Merkel defende o controlo público da economia embora esta permaneça em mãos privadas. Isto é, exactamente, sem tirar nem pôr, o que aconteceu com o regime nazi — mais ainda do que com o fascismo italiano que era corporativista e, portanto, um pouco menos afoito ao controlo da economia por parte do Estado.
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Terça-feira, 15 Março 2011

“Falar Claro”, no Porto TEDX

Vinha há pouco no carro e ouvi na Antena 1 da RDP o anúncio — com direito a entrevista — de um evento a realizar no Porto TEDX sobre o tema “Falar Claro”. A “coisa” é mais ou menos assim:

Uma vez que o nosso ensino está a formar analfabetos funcionais, é necessário reduzir a complexidade da linguagem escrita (a todos os níveis, incluindo a das instituições do Estado), de modo a que os novos analfabetos possam ser integrados na sociedade. Em vez de tentarmos elevar o nível cultural dos cidadãos, vamos baixar o nível e a complexidade da comunicação, através da redução da significação da linguagem ao mínimo possível.


Eu não conheço os promotores dessa conferência no Porto, e portanto, não vou fazer juízos de valor acerca das pessoas. Vou só analisar as ideias.

O cientista político dinamarquês Kresten Schultz-Jørgensen (ver página dele no FaceBook) escreveu recentemente um artigo com o título “Technology, Superficiality, and Fascism” (Tecnologia, Superficialidade e Fascismo). Eu não tenho tempo para traduzir o artigo, mas o leitor poderá fazer-me o favor de utilizar o tradutor do Google.

A certa altura do texto, Kresten Schultz-Jørgensen escreve o seguinte:

[A simplificação da linguagem] é um retrocesso, e George Orwell tinha razão : a dissolução da competência linguística com justificação na necessidade, leva à erosão do poder mental [do cidadão] e ao aparecimento de um fascismo auto-criado.

Menos palavras, menos espaço mental, mais preconceitos: os componentes-chave do fascismo.

A iniciativa “Falar Claro” faz parte de um projecto social-fascista, certamente ligado a uma Esquerda fascista protagonizada pelo Bloco de Esquerda e pelo Partido Comunista. Até que ponto os organizadores do tal evento têm a consciência disso, é secundário. O que interessa são os factos.

Domingo, 19 Setembro 2010

O advento do fascismo brasileiro

A separação entre a Igreja e o Estado teve como intenção original proteger todas as religiões e credos de igual modo perante a lei, e não a de proteger o Estado da acção livre e legal das diversas religiões e dos respectivos crentes.

Podemos dizer, com pertinência, que Lula da Silva é fascista.

Sábado, 5 Dezembro 2009

A expressão europeia do fascismo gay

O gayzismo começou por pedir a aplicação do princípio da não-discriminação para as parafilias gayzistas, para agora alterar já as suas reivindicações políticas para o princípio da não-distinção. Como se explica neste texto, “o princípio de não-distinção não faz consideração nenhuma se um tratamento diferenciado é justo ou injusto, já que é proibido é o tratamento diferenciado em si.”

Por outro lado, o que a União Europeia está a tratar de fazer é criminalizar a homofobia ― não no sentido da criminalização da violência exercida sobre gays, porque isso já é crime (não só para os gays, mas para toda a gente) estabelecido pelo nosso Código Penal, mas no sentido da criminalização da opinião contra o acto homossexual. (more…)

Quinta-feira, 19 Novembro 2009

A origem do ecologismo (1)

O movimento ecologista nacional e internacional, em termos gerais, deve merecer a nossa atenção pelo extremo perigo que representa; e isso significa que a noção de “esquerda” e de “direita” deve ser equacionada e definida à luz da razão e não ao sabor de emoções mais ou menos fortes. Desde logo, surge uma pergunta: os movimentos ecologistas são de esquerda? E depois outra pergunta: o partido nacional-socialista (Nazi) da Alemanha era de esquerda ou de direita? E finalmente uma outra: o que é “ser de direita” ?

Se analisarmos a amálgama ideológica que deu corpo ao nacional-socialismo, não podemos chegar a uma conclusão senão a de que o nazismo era de esquerda. Aliás, a aliança entre o nazismo e o fascismo italiano era, de certa forma, contra-natura, porque este último era de facto um sistema (e o único) de extrema-direita: o corporativismo é antítese gnóstica da esquerda, também ela gnóstica.
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Sábado, 3 Outubro 2009

A celebração do prenúncio do fascismo global

«60 anos de barbárie». O título é perfeito.
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