perspectivas

Domingo, 5 Outubro 2014

Nova Ordem Mundial (1)

Filed under: ética,cultura — O. Braga @ 11:16 am

 

Sexta-feira, 3 Outubro 2014

Sem a confirmação da ciência, o Sol não nasce todos os dias

Filed under: Ciência,cultura — O. Braga @ 6:57 am
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Imagine o leitor que reputados cientistas se reuniam em uma conferência de imprensa para anunciar ao mundo uma nova e revolucionária descoberta: “O ser humano é um animal mamífero dotado de linguagem, bípede e inteligente”. E os me®dia anunciariam, com parangonas de pompa e circunstância, a nova descoberta da ciência; a noção de ser humano.

Hoje é absolutamente necessário que a ciência confirme o óbvio e o evidente, e a noção de ser humano só faz sentido se for corroborada pela ciência. Por exemplo, se é evidente que o Sol nasce todos os dias, essa evidência, por si mesma, não chega: é necessário que a ciência venha a terreiro confirmar o evidente, e sem a confirmação da ciência segue-se que deixa de existir o nascer-do-sol. Aquilo que a ciência não corrobore simplesmente não existe.

A ciência segue o exemplo de Groucho Marx quando perguntava: “ Acreditas no que os teus olhos mentirosos vêem, ou naquilo que eu te digo?”. E para que os nossos olhos não sejam mentirosos, temos que acreditar na ciência como em Deus Nosso Senhor.

Lemos aqui um artigo no qual se afirma que, afinal, a ciência não têm a certeza de que não exista livre-arbítrio no ser humano. Mas existe no texto um vício de forma: “a ciência ainda não tem a certeza acerca do livre-arbítrio do ser humano, mas as investigações continuam”.

Ou seja, a ciência determina que o ser humano tem livre-arbítrio — o livre-arbítrio no ser humano é, assim, determinado pela ciência. Se a ciência não determinasse o livre-arbítrio do ser humano, este não o teria. Em suma, parece que o determinismo da ciência declara a validade provisória da liberdade do ser humano.

O discurso da fêmea-macho

Filed under: cultura — O. Braga @ 6:19 am
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Há discursos que ficam mal a um homem, porque existem dois grandes escolhos da realidade: a diferença entre sexos e a diferença entre gerações. Em um tempo em que o incesto deixou de ser tabu, não admira que uma tal Sofia Anjos escreva uma coisa destas no pasquim Público.

Se há discursos que ficam mal a um homem, hoje parece bem à mulher imitar o pior do homem.

A “coisa” é assim:

Assim como a mulher é “coisificada” pelo homem, fica bem à mulher “coisificar” o homem. E a tal Sofia Anjos não se dá conta de que é ela própria que se “coisifica” a si mesma — porque o homem que “coisifica” a mulher tem a inteligência de um símio.

A alternativa à “coisificação” da mulher mediante o conceito do homem “coisificado”, é o lesbianismo, que é uma espécie de fêmea-macho do reviralho. O lesbianismo transforma a “coisa” no “coiso”, e a fêmea-macho transforma o “coiso” na “coisa”. São as duas facetas da mulher burra que está na moda.

Terça-feira, 23 Setembro 2014

Para quem escreve estado em vez de Estado

Filed under: cultura — O. Braga @ 6:55 pm
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Talvez seja um pouco antiquado, mas não percebo por que razão se escreve, nos blogues e em alguma imprensa, Estado com letra minúscula (estado). Reparem na seguinte frase:

“Olhem o estado a que o estado chegou!: já não há estado em bom estado…”

Na minha escola primária aprendi a escrever assim:

“Olhem o estado a que o Estado chegou!: já não há Estado em bom estado…”

A diferença, na escrita, entre “estado” e “Estado” leva a uma maior clareza na escrita, para além de tornar a compreensão da leitura da frase muita mais rápida. Quando dois substantivos homófonos se escrevem da mesma maneira, caminhamos para a subjectividade da língua.

Alguém poderá dizer: existem outros casos semelhantes, por exemplo, pia, são, canto, penso, cedo — mas estes homógrafos são verbos!, ao passo que “estado” e “Estado” são substantivos. Eu também faço a distinção escrita entre “banco”, por um lado, e “Banco”, por outro lado — porque são ambos substantivos.

“Entrei num Banco e sentei-me num banco”; ¿ou “entrei num banco e sentei-me num banco”?

A reforma ortográfica de 1973 e o Acordo Ortográfico de 1990 têm vindo a escangalhar a língua portuguesa.

Sexta-feira, 19 Setembro 2014

Os machistas e as mulistas: as mulas são as fêmeas dos machos

Filed under: A vida custa,cultura — O. Braga @ 9:47 am
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Mais um chorrilho de asneiras da radical feminista espanhola Beatriz Gimeno.

Desde logo parte de um princípio errado: o de “igualdade de género”, em vez de “igualdade de sexos”. Quando se parte de um princípio errado, toda a teoria está errada (Aristóteles). “Género” aplica-se na gramática: género masculino e género feminino. Há, por maioria de razão e em juízo universal, cromossomas XX e XY; e depois há uma minoria pequeníssima de excepções à regra; mas não podemos transformar as excepções em regra.

“Género” designa também, em lógica, uma classe de extensão superior à extensão de outra classe que se chama “espécie”. Da lógica, o “género” passou à classificação biológica, onde designa a sub-divisão da família que precede a espécie. Portanto, substituir o conceito de “sexo” pelo de “género” é um absurdo, e revela uma criatura com deficiência cognitiva.

A “igualdade dos sexos” é jurídica, por um lado, é ética, por outro (a Declaração Universal dos Direitos Humanos); é também ontológica no sentido de “facto de existir” e no sentido do Dasein de Heidegger em que a igualdade dos sexos é entendida no contento da “existência”. Mas na natureza não existe “igualdade dos sexos”; naturalmente que os dois sexos não são iguais.

For the United States, a study by the U.S. Department of Justice (DoJ) in 2000, surveying sixteen thousand Americans, showed 7.4% of men reported being physically assaulted by a current or former spouse, cohabiting partner, or girlfriend, or date in their lifetime.

Domestic violence against men

As mulistas, como é o caso da Beatriz Gimeno, identificam-se com os machistas.

the_family-John Dickson Batten - 1886 webNos Estados Unidos, os números oficiais apontam para 7,4% dos homens que são vítimas de violência doméstica de mulheres, mas também se sabe que a maioria dos homens tem vergonha e não participa às autoridades a violência de que é alvo.

É provável, por isso, que os números sejam mais elevados: há quem diga que 25% dos casos de violência doméstica são de mulheres contra homens. Mas a mulista Beatriz Gimeno é zarolha: só vê por um olho (e dêmos graças que não seja pelo olho do cu).

Podemos conceber o conceito de “igualdade” de duas maneiras: por um lado, “igualdade” pode ser a relação de grandezas que permite que duas coisas ou seres possam ser substituídos um pelo outro.

É este o conceito de “igualdade de género” adoptado pelas feministas: os homens e as mulheres são intermutáveis — segundo as feministas.

Mas também podemos conceber, por outro lado, a “igualdade” como o princípio segundo o qual os indivíduos, no seio de uma comunidade política, devem ser tratados da mesma maneira: é este o conceito cristão, ético e jurídico de “igualdade dos sexos”.

O conceito feminista de “igualdade de género”, em vez de diminuir a violência contra as mulheres, tem contribuído para aumentar esse tipo de violência — como podemos constatar de facto em Espanha.

De nada serve a lei, se não existir previamente um consenso ético universal acerca da violência doméstica: podem fazer todas as leis repressivas e violentas possíveis contra o homem, que o problema não será nunca debelado por via legal: porque o problema, antes de ser legal e político, é ético. E as mulistas, tal como os machistas, fazem tábua rasa da ética.

Quarta-feira, 17 Setembro 2014

Crianças em lojas de animais, para adopção

Filed under: cultura — O. Braga @ 7:49 pm
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“A modernidade transformou a família num ninho de ratos, crianças são tratadas como animais de estimação e os animais tratados como crianças, o Facebook é actualmente a maior válvula de escape destes doidivanas. Em breve teremos crianças oferecidas em “petshops” para adopção.”

→ Comentário aqui.

Segunda-feira, 15 Setembro 2014

Foi nisto que deu o "casamento" gay

 

No Brasil há uma bebé com 1 pai, 2 mães e 6 avós

poliamoria webTrata-se de um caso de poliamoria: uma mulher é lésbica, a outra é bissexual e coabita sexualmente com a primeira e com um homem que é o pai da criança.

De facto, trata-se já (na prática) de um casamento entre três pessoas, que é o prelúdio para o “casamento” entre quatro, cinco, seis, sete … ou vinte pessoas. Agora imaginem a complexidade jurídica e ética de um divórcio de um “casamento” entre sete pessoas … e com crianças envolvidas!

Abre-se uma caixa de Pandora: dentro em breve haverá uma criança, por exemplo, com cinco mães, sete pais, e 24 avós. O fundamento deste sofisma é a ideia segundo a qual “a família não é uma estrutura natural, e sim cultural” — quando, na realidade, a família é um misto das duas coisas!

Quando se separa a família, por um lado, da natureza, por outro lado, tudo é possível em nome da “cultura”. E mesmo que fosse verdade que “a família não é uma estrutura natural, e sim cultural”, haveria que saber se as culturas são todas igualmente positivas — por exemplo, saber se uma cultura que permite a excisão feminina é tão boa como uma cultura que não a permite.

Uma criança com “seis avós” é um delírio, porque não existe ligação carnal entre a criança e dois dos avós. Separar a família da criança, por um lado, da sua ligação carnal e familiar, por outro lado, é um delírio que coloca em causa o bem-estar da criança — embora se defenda o contrário. O que se pretende é a satisfação dos desejos dos adultos, e as crianças transformam-se em joguetes nas mãos de gente irresponsável e inconsciente.

Segunda-feira, 8 Setembro 2014

Actualmente, “amar” significa “poder”

Filed under: cultura — O. Braga @ 8:34 am
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“Según esta estrategia destructiva, amar consiste en tomar posesión de algo o de alguien, en adueñarnos de lo que está a nuestro alcance para colmar nuestras expectativas o suplir nuestras carencias o saciar nuestros anhelos; e inevitablemente, cuando no conseguimos la reciprocidad, nos sentimos decepcionados, doloridos y maltrechos.”

 

Excelente texto de Juan Manuel de Prada.

Domingo, 7 Setembro 2014

O perigo que representa António Costa em um possível governo socialista

 

O Padre Gonçalo Portocarrero de Almada escreve aqui (e bem!) um artigo acerca da recente supressão dos brasões das antigas possessões ultramarinas na Praça do Império, em Lisboa. O vereador radical da Câmara Municipal de Lisboa responsável por aquele acto de vandalismo político e cultural, faz parte do elenco camarário da cidade de Lisboa liderado por António Costa.

jacobinosTrata-se de um prenúncio do que pode acontecer com um governo de António Costa: a esquerda mais radical entrará em um futuro governo socialista pela “porta do cavalo”; o Bloco de Esquerda terá luz verde para vandalizar Portugal em larga escala, por exemplo, mudando nomes das ruas e de freguesias que tenham uma conotação religiosa, eliminando feriados religiosos, nacionalizando igrejas e transformando-as em museus depois de lhes ter obliterado o nome histórico — em suma, um pouco como o que aconteceu com o jacobinismo da I República.

Talvez as pessoas, em geral, não se tenham dado conta: estamos a viver um prelúdio de um PREC [Processo Revolucionário em Curso] suave, porque ataca a sociedade pela cultura antes de chegar à economia. A esquerda radical chegou à conclusão que não pode actuar na economia sem formatar primeiro a cultura do povo.

A estratégia dos radicais (tolerados por António Costa) já não é a da década de 1970, em que a economia foi nacionalizada mas depois houve uma inversão contra-revolucionária; agora, pretendem lobotomizar o povo, destitui-lo de auto-estima histórica, imbuir na cultura portuguesa um sentimento de culpa em relação à História que paralise a acção da construção do futuro — porque um povo sem passado não tem futuro.

O que António Costa e os jacobinos que o acompanham pretendem é roubar o passado a Portugal, para que, colocados sem perspectiva de futuro, o povo baixe os braços e aceite uma intervenção radical e comunista na economia sem qualquer reacção.

Domingo, 17 Agosto 2014

¿Onde é que José Gil tem razão, e onde não tem?

Filed under: A vida custa,cultura,Portugal — O. Braga @ 2:02 pm
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O filósofo José Gil escreveu um texto em 2012 com o título “O Roubo do Presente”. Podem lê-lo aqui em formato PDF, e depois voltem a este verbete. ¿Onde é que José Gil tem razão, e onde não tem?

presentismoDesde logo, e ao contrário do que José Gil defende, não nos foi “roubado o presente” na medida em que vivemos hoje em uma sociedade presentista. E o presentismo é uma mundividência que resulta directamente do utilitarismo: quando o que é importante é — quase exclusivamente — aquilo que é materialmente “útil” a cada “espírito do tempo”, as elites (e as pessoas, em geral) tornam-se “míopes” e as decisões são tomadas em função de um interesse imediatista, e por isso presentista.

A ilusão do “roubo do presente” advém do facto de vivermos em um “eterno presente”; mas este “eterno presente” é a condição do tipo de sociedade em que vivemos que fez a sua própria escolha através das elites que temos. É por intermédio e em função do “eterno presente”, que impera na nossa sociedade, que o passado e o futuro — estes sim! E aqui o José Gil tem razão! — nos foram roubados.

Portanto, não nos roubaram o presente. Acontece que esse presente se tornou absoluto e eterno (presentismo); esse presente eterno, imediatista e utilitário, atingiu um ponto de singularidade e transformou-se no próprio “buraco negro” a que se refere o José Gil. O “buraco negro” não é uma causa: antes, é uma consequência da singularidade presentista.

Assim, “o Poder não destrói o presente”: pelo contrário, o Poder absolutiza o presente de tal modo que o passado é esquecido e o futuro obnubilado.

Através do alastramento de uma cultura presentista, instala-se o conformismo na cultura antropológica, porque se aceita geralmente o princípio segundo o qual o presente eterno dos interesses imediatos inerentes ao “espírito do tempo” não oferece qualquer saída ou alternativa à situação do presente eternamente vivido. Vivemos encurralados em um eterno presente marcado pela primazia do cálculo imediatista de interesses que rege os valores da sociedade.

A “política de austeridade obsessiva do governo” é um produto dessa mundividência presentista: como o futuro está totalmente fechado em função de um eterno presente — e o futuro é considerado pelas elites, ou como absolutamente impenetrável, ou encarado segundo uma metafísica da indecisão —, segue-se que o bem comum é sacrificado no altar daquilo que é considerado “útil” do ponto de vista presentista e imediatista. Se o presente é tudo o que existe, não podem haver soluções de futuro; e segue-se, então, que é apenas e só dentro desse eterno presente que os problemas têm que ser resolvidos.

“Actualmente, as pessoas escondem-se, exilam-se, desaparecem enquanto seres sociais” — não porque lhes tenham “roubado o presente”, mas porque vivem — ou seja, têm a sensação de viver — em um eterno presente. O tempo subjectivo passou a ser eternamente presente. A “atomização da população”, de que fala José Gil, é produto da perversidade do presentismo: há que escolher: ou o presente sempiterno, ou o caos — é o maniqueísmo inculcado na nossa cultura actual: façam o favor de escolher…!

O eterno presente é um limbo; é uma espécie de “purgatório” escolhido por livre-arbítrio; não é uma necessidade nem uma contingência: é uma escolha. Só vive no eterno pressente quem quer, em função de uma cobardia adquirida, ou por influência de um mimetismo cultural. Caberia às elites contrariar este presentismo, mas acontece que é nas elites que se encontra o problema da promulgação do eterno presente.

Em uma cultura de “eterno presente”, não é possível sonhar — porque o sonho é, por natureza, imanente: apela ao futuro e baseia-se no passado.

Escreve o José Gil que “não há tempo (real e mental) para o convívio”. Seria como se um náufrago pensasse que “não há água no vasto oceano”, quando a água é quase tudo aquilo que existe em seu redor.

O que não há, de facto, é o “convívio”, porque se o presente é eterno, deixa de existir a diferença entre o tempo profano — aquele que reservamos para a sociedade — e o tempo sagrado — aquele que reservamos para nós próprios. O eterno presente não permite qualquer diferenciação no tempo subjectivo, e transforma o sujeito em uma espécie de náufrago delirante que perdeu a noção da situação em que se encontra.

José Gil está enganado! Não nos roubaram o presente: tornámos o presente absoluto, e ao fazê-lo, deixamos de ter a noção do que é o presente porque não podemos compará-lo com mais nada — porque o ser humano só conhece mediante os contrastes do espaço e do tempo.

Sábado, 16 Agosto 2014

O Brasil prepara-se para impôr um novo Acordo Ortográfico

 

“A Comissão de Educação (CE) do Senado debate uma nova reforma ortográfica propondo uma maior “simplificação” da Língua Portuguesa. De acordo com nota divulgada no site do presidente da comissão, senador Cyro Miranda (PSDB-GO), a ideia é excluir o “h” inicial de palavras como “homem e “hoje”, abolir o “ch” substituído pelo “x”, como em “flecha” e, ainda, substituir “x” e “s” por “z” nas palavras com esse som, como “exemplo” e “analisar”. O “ç” seria outra norma da língua com os dias contados, com a “educação” passando a ser escrita como “educasão”.”

Comissão de “Educasão” do Senado estuda abolir “h” e “ç” do Português

No Brasil, a língua portuguesa não faz parte da cultura. Por isso é que o Brasil é um anão literário — não produz literatura na proporção da sua população, quando comparado com Portugal, por exemplo — já nem falando nos Estados Unidos.

O problema é que Portugal está a adoptar o princípio do divórcio brasileiro entre a cultura e a língua. Se, por exemplo, o Brasil adoptar o Tupi como língua oficial, os políticos portugueses secundariam imediatamente essa adopção.

Nós não temos políticos: temos invertebrados1, gente sem planta nenhuma, “gente menor” como dizia o professor José Hermano Saraiva; gente moralmente miserável que vende a História e a Cultura do seu país por um prato de lentilhas. Nós não temos políticos: temos um conjunto de “Josés de Vasconcelos”.

“Omem”, “qeijo” | Novo acordo ortográfico propõe suprimir letras de palavras

Onra aos omens onestos

Nota
1. O Pedro Santana Lopes bem pode limpar as mãos à parede!

Quarta-feira, 13 Agosto 2014

A traição dos intelectuais da lusofonia

 

O que se está a passar hoje em Angola é um processo político semelhante ao que aconteceu no Brasil de finais do século XIX, através da desconstrução da História por “intelectuais” que, em nome de um pretenso nacionalismo, tentaram desligar a história nacional da História. Vemos isso espelhado no último livro do escritor angolano José Eduardo Agualusa (aconselho a leitura deste verbete).

Outro intelectual de urinol, um burro carregado de livros, é este aqui. Escreve, o asno:

“Rui Veloso respondeu às tresleituras disparatadas da sua entrevista ao DN – e anunciou disco novo em 2015. Uma horda de patetas apareceu nas “redes sociais” para lamentar o adeus de outro músico desiludido com o país, retirado e amargurado; este é o habitual discurso da banalidade e da queixinha barata.”

Tresleituras?! Mas o Rui Veloso não disse o que disse?! Dirá o burro: “você interpretou mal!” — assim como o Agualusa pode invocar que “a História de Angola foi mal interpretada”, e que por isso é necessária uma nova narrativa.

Que o Rui Veloso queira “deitar água na fervura” e “dar o dito por não dito”, eu compreendo. Que um burro venha dizer que “o Rui Veloso não disse o que disse” é equivalente (ressalvadas as proporções das burrices) a que se diga que não foram os portugueses que introduziram em Angola o milho, a mandioca, o café, a cana-de-açúcar, o ananás, o tomateiro, a batata, os citrinos, o feijão, o cacau, a bananeira, o tabaco, o amendoim, as galinhas, os porcos, o gado caprino e bovino, etc..

Segundo os intelectuais de urinol, o que conta é a interpretação independente dos factos.

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