perspectivas

Segunda-feira, 24 Setembro 2018

O Bloco de Esquerda e os seus sequazes estão a ir longe demais. Tenham cuidado!

 

« Todos sabemos do caso “para maiores de 18” que Serralves instalou numa sala com algumas das fotografias feitas precisamente por Mapplethorpe.

É sábio o comentário que um ex-director de Serralves (entre 2003 e 2012), João Fernandes, fez ao Público, ao considerar a decisão censória um uso indevido pela parte do museu: ”Trata-se, simplesmente, de uma questão de cidadania, de direitos cívicos. O pai ou a mãe de um menor devem ter o direito de levar os filhos a qualquer exposição, de decidir com eles a que imagens vão expô-los, que imagens querem discutir. Não deve ser o museu – não pode ser o museu – a decidir por eles, O que um adolescente viu nesta exposição é mais explícito do que viu já, sem filtro, na Internet ou na televisão?” Evidentemente. »

Francisco Santos


O argumento do senhor Santos (e quiçá do Bloco de Esquerda) é o seguinte: os pais das crianças é que sabem que “conteúdos culturais” que os seus filhos podem ver.

Mas só às vezes!, quando convém à extrema-esquerda !

Noutras vezes, por exemplo, na escola, é o Estado que sabe o que as crianças podem ver e aprender, e tudo à revelia dos respectivos pais. Ou seja, segundo o Santos, os pais só mandam nas crianças quando convém a uma determinada agenda política da Esquerda radical.

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Para se perceber o assunto deste verbete, há que ler, em primeiro lugar, o seguinte artigo no Observador : Polémica em Serralves: chovem críticas à administração do museu.

Desde logo, o artigo referido contém informação falsa — porque de facto não houve qualquer censura em relação aos artigos a expor.

Segundo ouvi na TSF e noutras estações de rádio, o critério de selecção das obras (por parte do estafermo João Brito) a expôr não foi sujeito a qualquer tipo censura. O que aconteceu foi que, dado o cariz sexualmente explícito das fotografias expostas, a administração da Fundação de Serralves entendeu que as ditas fotos seriam expostas em uma sala reservada; e é a isto que os filhos-de-puta do Bloco de Esquerda chamam de “censura”.

Portanto, é falso que a administração da Fundação de Serralves tenha retirado / censurado fotos de “conteúdo explícito”— como diz o artigo do Observador. O que chateou o Bloco de Esquerda e os seus sequazes foi a escolha de uma sala reservada para a exposição:

« João Ribas tinha sido citado a 14 de Setembro pelo Público, dizendo que a mostra não teria “qualquer tipo de restrição a visitantes de acordo com a faixa etária”, porque “um museu não pode condicionar, separar ou delimitar o acesso às obras.” »

A ideia segundo a qual “um museu não pode condicionar, separar ou delimitar o acesso às obras”, é um absurdo! — porque se parte do princípio de que uma criança é o mesmo que um adulto. Qualquer pessoa com bom-senso percebe que uma criança não é o mesmo que um adulto!

O que está em causa aqui — com a “indignação” do Santos, do Brito, e do Bloco de Esquerda — é a nova causa fracturante do Bloco de Esquerda:

1/ o abaixamento da idade de consentimento sexual para os 10 ou 11 anos, em uma primeira fase;

2/ numa fase seguinte, a descriminalização da pedofilia.

É isto que está em causa. É isto que o Bloco de Esquerda quer. E para conseguir isto, o Bloco de Esquerda não olha a quaisquer meios.


A transformação da pornografia em “arte para todas as faixas etárias”, ou seja, em Cultura, tem o objectivo de promoção da pedofilia como “orientação sexual”. O que se pretende é a deslocação da Janela de Overton no sentido da permissão legal do sexo entre adultos e crianças. É isto que o Bloco de Esquerda pretende.

Por isso é que a comparação que o Santos faz entre “pornografia na Internet”, por um lado, e “pornografia em um museu”, por outro lado, é absolutamente estúpida — porque a pornografia exibida em um museu (como o da Fundação de Serralves) é avalizada e valorizada como sendo um conteúdo cultural de primeira grandeza, e não já o conteúdo cultural bas-fond e eticamente desprezível da pornografia na Internet. Só um estúpido como o senhor Santos não consegue ver a diferença.

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Sexta-feira, 8 Março 2013

O erro da Europa continua, mas as elites não aprendem nunca

“Controversy has erupted over next Tuesday’s European Parliament resolution “on eliminating gender stereotypes in the EU”, meant to mark international women’s day, after libertarian Swedish MEPs from the Pirate Party spotted the call for a ban in the small print.”

via MEPs to vote on EU 'ban on all forms of pornography – Telegraph>.

Querer impor uma ética através do formalismo do Direito Positivo (o medo do polícia) é próprio dos totalitarismos.

A União Europeia está a preparar uma “lei” a impor a todos os países da Europa, e que pretende proibir ou bloquear os sítios pornográficos na Internet. Ou seja, a Europa está a provar do próprio veneno que preparou desde a revolução sexual pós-moderna. Hoje, são os antigos seguidores de Marcuse e do make love, not war, “libertos” pela revolução sexual e pela ideologia de género, que preparam uma lei que proíbe a pornografia. Isto é de loucos! Longe vão os tempos de Maio’68 e do “é proibido proibir”

A Islândia, que tem uma primeira-ministra lésbica, prepara-se para ser o primeiro país da Europa a proibir sítios de pornografia na Internet. Ou seja, temos aqui uma lésbica puritana: está hoje na moda o puritanismo que pretende ocultar uma anomalia qualquer, assim como existe o puritanismo actual português que pretende proibir as touradas e simultaneamente defende o aborto livre. Este novo puritanismo é uma manifestação paradoxal da culpa através da recusa da culpa: da mesma forma que não se pode não-ser, verifica-se que é impossível eliminar a culpa do ser humano. Nestes casos, a culpa reprimida e interiorizada assume uma dimensão radical de censura política, tal como aconteceu com os Quakers ingleses no tempo de Cromwell, ou com a “república dos eleitos” de Calvino.

Mais uma vez, a Europa erra — não porque eu seja a favor da pornografia (porque de facto não sou)— porque é impossível proibir a pornografia senão através de uma ética adequada e racional que se deve ensinar nas escolas, e que devemos aprender desde pequeninos. E mesmo com a aprendizagem dessa ética, ele há sempre os trânsfugas…

Não é a lei, considerada em si mesma, que vai impedir o delito ou o desejo do delito: só através de uma educação com ética se pode prevenir o delito; mas nem assim se pode prevenir todo o delito. Querer impor uma ética através do formalismo do Direito Positivo (o medo do polícia) é próprio dos totalitarismos.

Segunda-feira, 2 Março 2009

Pornografia procura estrelas

Capa da revista do DN/JN

Capa da revista do DN/JN

Junto com o Diário de Notícias e com o Jornal de Notícias de Sábado passado, vinha uma revista que era oferecida junto com os jornais e que tinha na capa o seguinte:

“Tens entre 18 anos e 30 anos, orgulho no teu corpo, és livre de preconceitos e procuras um rendimento acima da média?”

O título da capa é sugestivo: “Porno procura estrelas”. Reparem que se evita propositadamente a palavra “pornografia” que pode ter conotações culturais negativas, utilizando-se em vez dela um diminutivo politicamente correcto, capcioso e suavizante, fazendo crer que “porno” não é a mesma coisa que “pornografia”.

E a seguir, valoriza-se o “porno” (que se pretende que não seja o mesmo que “pornografia”): “tens orgulho no teu corpo? Vem daí! Torna-te uma estrela de Hollywood!”

O “orgulho no teu corpo” só pode dar em porno e em nada mais ― é uma condição sine qua non, um determinismo insofismável.

“Tens menos de 18 anos? Não desanimes que em breve terás 18 anos e poderás ser uma estrela! E deixa de lado os preconceitos, porque a fornicação é para se fazer com qualquer um(a) e com todos(as)! O mais importante é o dinheiro!”

Não podemos esquecer que o Jornal de Notícias e o Diário de Notícias pertencem a um mesmo grupo empresarial e que ambos os jornais estão ideologicamente ligados ao partido socialista.

Vou deixar de comprar ambos os jornais.

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