perspectivas

Sábado, 19 Setembro 2020

Temos que assumir, de uma vez por todas, que o “socialismo de rosto humano” acabou

Filed under: Esquerda,marxismo,marxismo cultural — O. Braga @ 4:29 pm

MARXISMO-ESCOLAS-webEste artigo do Padre Gonçalo Portocarrero de Almada é um exemplo do discurso educadinho e politicamente correcto que putativamente se opõe à “extrema-esquerda”, mas que, no fundo, faz o jogo político desta. É um discurso timorato, que acaba por dar alguma razão ao maoísta Pacheco que acusa a Igreja Católica de estar por detrás das reclamações do pai Artur de Famalicão.

Dizem-se muitas asneiras sobre o ensino no tempo de Salazar e Caetano. Por exemplo, quando o Padre compara a disciplina liceal de Organização Política e Administrativa da Nação, por um lado, com a actual disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, por outro lado, “esquece-se” que a disciplina Organização Política e Administrativa da Nação não era nuclear (não era obrigatória, mas antes era optativa): muita gente optava por ela porque era uma disciplina fácil (tínhamos que fazer, obrigatoriamente, o total de seis disciplinas do 7º ano dos liceus; eu fiz essa disciplina).

Qualquer tentativa de modificar a actual disciplina de Cidadania e Desenvolvimento — como defende o Padre — é “chover no molhado”, porque a referida disciplina foi construída pela Esquerda para não ser modificável, de modo algum.

Este tipo de discurso conciliatório e sacerdotal da Não-esquerda é música para os ouvidos radicais como os do ideólogo jacobino Pacheco.

A Não-esquerda tem que começar a perceber que não é possível qualquer tipo de compromisso com a actual Esquerda — que inclui o Partido Socialista de António Costa.

O Partido Socialista de Mário Soares já não existe. O “socialismo de rosto humano” acabou.

Sexta-feira, 18 Setembro 2020

Bárbara Reis, uma criatura burrinha todos os dias (Graças a Deus!)

Uma criatura que dá pelo nome de Bárbara Reis escreveu o seguinte no jornal Púbico (a propósito da oposição à obrigatoriedade das aulas de “Cidadania e Desenvolvimento”):

“A objecção de consciência refere-se a acções, não a ideias. Implica agir, fazer uma coisa”.


Antes de mais, vamos saber o que significa “ideias” (quando começamos a definir, o esquerdalho começa a fugir).

A ideia é aquilo através do qual o pensamento se relaciona com o real (Espinoza).


Embora eu não goste de Espinoza, é impossível recusar esta definição (dele) sob pena de sermos ainda mais burrinhos do que a Bárbara Reis.

Para a Bárbara Reis (como para todos os marxistas!), o ser humano é livre porque age; a Bárbara Reis aproxima-se ontologicamente da realidade dos animais irracionais, categoria a que ela pertence por mérito próprio.

Para nós, outros que discordamos dela, o ser humano age porque é livre: a liberdade é anterior à acção, por um lado, e por outro lado a acção livre depende das ideias que temos.

Ora, para sermos livres temos que nos distinguir dos animais irracionais (de tipo “Bárbara Reis”) e temos que ter ideias.
As ideias são a condição da acção livre (utilizando uma linguagem kantiana).

Sendo que a ideia é “aquilo através do qual o pensamento se relaciona com o real”, não é possível qualquer tipo de acção livre — repito! Livre! — sem as ideias que a condicione.

Por isso é que é perfeitamente legítimo — por exemplo e imaginando aqui o absurdo — a objecção de consciência em relação a aulas que ensinem às crianças as putativas “virtudes do holocausto nazi”.

A objecção de consciência em relação às ideias dos nazis é a condição da prevenção da repetição histórica da acção hedionda que matou milhões de pessoas inocentes.


E por isto tudo é que a Bárbara Reis é uma criatura burrinha todos os dias (Graças a Deus!).

O pós-modernismo como evolução do marxismo

Filed under: marxismo,marxismo cultural,Pós-modernismo — O. Braga @ 3:41 pm

Quando1 a “construção da realidade” do “marxismo científico” falhou2, os marxistas optaram pela desconstrução da Realidade (pós-modernismo: Derrida, Foucault, Bloco de Esquerda, etc.)


Notas
1. Na esteira da influência cultural Iluminista.
2. porque essa construção marxista foi baseada em uma
ideologia e não na ciência, como o demonstrou Karl Popper através do princípio da falsificabilidade.

Sexta-feira, 31 Julho 2020

A diferença ética e ontológica entre o Bloco de Esquerda e o IL (Iniciativa Liberal)

Filed under: animalismo,ética,marxismo,marxismo cultural,Peter Singer — O. Braga @ 6:28 pm
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Nicolás Gómez Dávila escreveu o seguinte, acerca do regime de democracia representativa:

“Hay que repetirlo y repetirlo: la esencia de la democracia es la creencia en la soberanía de la voluntad humana.”

Desta vez não concordo com ele. A democracia americana, tal como estipulada originalmente pela Constituição dos Estados Unidos, não prescinde de Deus: a vontade humana, neste caso, só existe com o beneplácito da vontade de Deus.

Se a vontade humana for uma consequência da vontade de Deus, então a vontade humana torna-se dependente de um primeiro princípio, ou de um axioma — ou de um “dogma” como se escreve aqui. E, sendo dependente, a vontade humana não é soberana, mesmo que o ser humano viva em democracia.

O facto de se viver em democracia não significa necessariamente que se imponha, na cultura antropológica  a crença  na soberania da vontade humana.


O que está a acontecer é uma revolução cultural e uma mudança de paradigma. Há cada vez mais pessoas que salvariam o seu cão em vez de um vizinho (des)conhecido de se afogar. O Humanismo está em falência não por ser errado, mas porque não tem sabido reconhecer no Animalismo um inimigo fatal.”

Em defesa dos direitos humanos ou introdução ao artigo de Joaquim Grave


Existe uma diferença de propósitos entre o liberalismo (utilitarismo) de Stuart Mill, por um lado, e o marxismo cultural, por outro lado.

O liberalismo utilitarista de Stuart Mill [representado actualmente em Portugal pelo IL (Iniciativa Liberal) e pelo PSD de Rui Rio] tinha (em finais do século XIX) como preocupação a organização da sociedade em benefício de seres humanos considerados “extraordinários” e extravagantes (os novos “super-homens” da nova aristocracia burguesa), e por isso obrigando toda a gente a “libertar-se” das restrições das tradições e dos costumes.

O marxismo cultural (representado em Portugal pelo Bloco de Esquerda, partido Livre, e uma parte do Partido Socialista, PAN) pretende o fim das restrições dos costumes como uma forma de minar a sociedade por dentro, tendo em vista um fim oposto ao do liberalismo: a instauração de um totalitarismo que imporá um “paraíso na Terra”, e que (alegadamente) surgirá espontaneamente na sequência de uma espécie de “apocalipse” (Fé Metastática).

O liberalismo utilitarista conduz a um social-darwinismo (uma sociedade organizada em benefício dos mais fortes). O marxismo cultural conduz a um totalitarismo distópico de tipo previsto no romance “1984” de George Orwell.

Ou seja, os meios são semelhantes entre uma e outra ideologia; mas os fins (os propósitos) são diferentes.

A preocupação do liberalismo utilitarista de Stuart Mill é com as “normas sociais opressivas” (a “libertação” em relação à opinião pública); em contraponto, os marxistas culturais servem-se da guerra contra as “normas sociais opressivas” para uma “destruição criativa”, radical e utópica da sociedade, tendo em vista um “paraíso” totalitário.


Uma sociedade sem tabus é um “círculo quadrado”.

especismo-2-webQuando se diz (na citação) que “o que está a acontecer é uma revolução cultural e uma mudança de paradigma”, o que se pode dizer é que o que está em causa é uma tentativa (por parte dos marxistas culturais) de mudar os tabus que regem a nossa sociedade — porque eles sabem muito bem que uma sociedade sem tabus é um “círculo quadrado”.

O aborto, o eugenismo, a eutanásia e o infanticídio são cada vez mais defendidos abertamente pelo movimento ecologista; os direitos dos animais em geral são equiparados aos direitos humanos.

Para que o aborto, o eugenismo, a eutanásia e o infanticídio deixem de ser tabus culturais, a Esquerda tem que encontrar (e impôr) novos tabus culturais — por exemplo, a censura da linguagem em nome de uma total discricionariedade subjectivista, a negação da existência dos dois sexos em nome da “igualdade”, a deslocalização do conceito de “opressão” da economia (marxismo clássico) para a psicologia — tornando a liberdade de expressão o grande problema da sociedade, e não a solução preconizada pelo Iluminismo; e o maniqueísmo de Marcuse traduz-se no conceito de tolerância repressiva: o marxismo cultural entende a liberdade de expressão como um mal que tem que ser erradicado.


end-espexcismo-webO movimento ecologista e animalista internacional trabalha arduamente para conduzir a humanidade à barbárie eugenista e anti-humanista a que já assistimos no princípio do século XX, nomeadamente com a ligação íntima entre os “Green Wing” alemães (Wandervögel) e o movimento nazi.

Hitler e Himmler eram vegetarianos e consideravam os direitos dos animais a par e equivalentes aos direitos humanos (Hitler gostava mais de cães do que de pessoas) ; a política nazi do “Blut und Boden” (Sangue e Chão) é indissociável da sua componente ideológica ecologista, que se desenvolveu a partir dos filósofos românticos como Nietzsche e do mito dogmático darwinista.

Mais tarde no século XX, alguns “filósofos” seguiram a tradição “revolucionária” de menorização da importância do ser humano no contexto da Natureza, nomeadamente Marcuse e/ou Heidegger; mas também, por exemplo, pelo Padre jesuíta (e, por isso, panteísta) Pierre Teilhard Chardin que muitos "católicos fervorosos" prezam.

Porém, o verdadeiro guru do animalismo ecologista actual é Peter Singer.

Para que se tenha uma ideia do enorme problema que os portugueses têm entre mãos, grande parte dos professores de filosofia em Portugal doutrinam as nossas crianças com a teoria do “especismo”, da autoria de Peter Singer (a ler: A incoerência da teoria ética de Peter Singer).

Em Portugal, um dos exímios intérpretes de Peter Singer é Pedro Galvão, que os “professores de filosofia” que estão na moda tanto respeitam.

Domingo, 19 Julho 2020

Engels foi o bisavô do marxismo cultural

Filed under: feminazismo,feminismo,lixo feminino,marxismo,marxismo cultural — O. Braga @ 12:36 pm
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Podemos ler aqui uma crítica pertinente a um livro de uma feminista, de seu nome Lúcia Vicente.

Eu não lerei o livro, certamente, por uma razão: quase tudo o que as feministas pós-modernas gritam está condensado em um livrinho de Engels: “A origem da família, da propriedade e do Estado” (a minha edição é de 1976). A primeira edição do livro é de 1884.

Ao ler o artigo crítico de Lúcia Vicente emA incongruente utopia feminista”, fui identificando, ponto por ponto, algumas teses defendidas por Engels na obra “A origem da família, da propriedade e do Estado”. A julgar pela referida crítica, as teses de Lúcia Vicente têm mais de um século.

engels-familia-webO livro de Engels está cheio de contradições, que não serão abordadas aqui e agora.

Este livro de Engels é a base ideológica do ataque à família natural por parte do marxismo cultural de que faz parte a Lúcia Vicente. Porém, as teses de Engels ou são a-históricas (não têm fundamento histórico, ou seja, são especulações “antropológicas” puras), ou são absurdas (não têm qualquer fundamento na realidade).

No livro, Engels defende (por exemplo) a legitimidade do incesto (na página 59), desde que enxertada na “Gens do direito materno” (conceito de “Gens” segundo Engels: círculo fechado de parentes consanguíneos por linha feminina, que não se podem casar uns com os outros); ou seja, segundo Engels, fora da Gens, o incesto é legítimo.

O ataque feminista (e marxista cultural) ao “homem branco, ocidental, rendimento acima da média, heterossexual”, tem a ver essencialmente com o ataque que Engels faz ao indivíduo (enquanto célula humana): “não são os indivíduos, mas os grupos inteiros que estão casados uns com os outros, classe com classe [página 58].

Segundo Engels, a união conjugal em massa (o “matrimónio grupal”) “não é tão monstruoso como o figura a fantasia dos filisteus, acostumados à sociedade da prostituição” [pág 60]. Verifica-se aqui, por exemplo, como Engels mistura alhos com bugalhos, e o “antropólogo”  faz juízos de valor.

A ideia de Engels segundo a qual, em uma comunidade, todas as mulheres e homens são de uns e doutros (comunismo sexual) em uma cultura de predominância matriarcal, não foi adoptada por Lenine; mas foi ideologicamente adoptada pela Escola de Frankfurt em geral, e em particular por marxistas como Marcuse e/ou Wilhem Reich (entre outros).

Segundo Engels, o homem só é livre quando abandona os seus laços familiares (tradicionais e naturais ) para que surja a horda [página 45]; segundo Engels, a horda é a forma social mais elevada [página 46]; segundo Engels, a horda opõe-se à família. O conceito de “horda” (que Engels foi buscar ao autor E. Espinas, “Sociedades Animais”, 1877), passa (em Engels) a ter uma conotação de “comunitarismo”, “colectivismo”, em oposição ao (horroroso) individualismo.

Para Engels, a “guerra” contra o “individualismo” começará com a destruição da família monogâmica (ou aquilo a ele chamou de “família sindiásmica”). Contudo, Engels incorre flagrantemente em uma falácia de apelo à natureza (quando coloca, em uma mesma categoria ontológica, macacos e seres humanos).

A defesa de uma sociedade matriarcal (em alegada oposição à sociedade patriarcal) está directamente ligada à seguinte tese de Engels (página 55):

“Em todas as formas de famílias por grupos, não se pode saber com certeza quem é o pai de uma criança, mas sabe-se quem é a mãe. Ainda que ela (a mulher) chame filhos seus a todos os da família comum, e tenha deveres maternais para com eles, nem por isso deixa de distinguir os seus próprios filhos entre os demais.

É claro, portanto, que em toda a parte onde existir o matrimónio por grupos, a descendência só pode ser estabelecida pelo lado materno, e por conseguinte apenas se reconhece a linhagem materna.”

A este conceito (matrimónio por grupos), Engels chama de “direito materno”.

Ora, na medida em que o “direito materno” — ou seja, a sociedade matriarcal das “famílias por grupos” — anula o indivíduo macho em favor da horda, Engels considera que o matrimónio por grupos — que é a união conjugal em massa de toda uma classe de homens com toda uma classe de mulheres — é mais positivo do que o casamento monogâmico (página 60).

A grande preocupação de Engels é a destruição cultural do conceito de “indivíduo macho em favor do colectivo.

O conceito de “lar comunista” (pág. 64), segundo Engels, significa “predomínio da mulher no lar” [pág 64]: o homem sai de casa por ordem da mulher [pág 65]. Ora, este lar comunista e matriarcal depende da abolição da exclusividade das relações sexuais (com relação a um determinado homem) na cultura antropológica e por parte da mulher (“o fim do matriarcado imprime um rápido desenvolvimento da monogamia” [pág 80].).

“O desmoronamento do direito materno (ou seja, o desmoronamento do matrimónio grupal) foi a grande derrota histórica do sexo feminino em todo o mundo” (Engels, ibidem, página 76).

No livro, Engels faz comparações sistemáticas entre entre a cultura ocidental, por um lado, e alegadas culturas pré-históricas, por outro lado, invocando uma série de antropólogos do século XIX (como se a antropologia fosse uma ciência exacta). Trata-se de uma obra de um “antropólogo” amador.


As ideias fundamentais propaladas pelas feministas radicais (da laia da Lúcia Vicente) desenvolveram-se a partir de Engels. Engels foi o bisavô do marxismo cultural.

Quinta-feira, 16 Julho 2020

Os portugueses estão a pagar esta trampa

Filed under: marxismo,marxismo cultural — O. Braga @ 12:22 pm

Segunda-feira, 13 Julho 2020

O “politicamente correcto” (ou marxismo cultural) significa “leis com dois pesos e duas medidas”

Filed under: marxismo,marxismo cultural,politicamente correcto — O. Braga @ 3:35 pm

“As tretas do politicamente correcto tornaram-nos cúmplices com uma violência ignóbil”.

Helena Matos


Estamos em presença do conceito maniqueísta de “tolerância repressiva”, de Marcuse: tudo o que vem da Esquerda é bom (ou não é mau), e tudo o que vem da Direita é mau.

É assim, por exemplo, que o vandalismo de uma catedral é coisa boa ou, no mínimo, coisa inócua; e pintar por cima de um símbolo dos Black Lives Matter já é “crime de ódio”.

enviesamento-judicial-web

Sábado, 11 Julho 2020

E o paspalho José Pacheco Pereira continua a dizer que “o marxismo cultural não existe”

Filed under: José Pacheco Pereira,marxismo,marxismo cultural — O. Braga @ 4:43 pm

O discurso marxista cultural é dissolvente, corrosivo — corrói e destrói o tecido cultural.


É um discurso alegadamente realizado em nome da “ciência”, mas que simultaneamente nega as categorias da ciência: é como se a ciência fosse reinventada de acordo com os paradigmas da ideologia.

rapazes q menstruam

Vemos, por exemplo, um comentário no Twitter ao artigo do jornal Púbico (ver imagem abaixo): alegadamente, “quem concorda com a ideia de que existem cromossomas XX e XY, é ignorante”, e “deve ir aprender com a OMS” (Organização Mundial de Saúde).

Há aqui uma tentativa de fundamentar “cientificamente” a negação das categorias da própria ciência (neste caso, da biologia); e este tipo de atitude acientífica não é apenas popular: é oriundo da própria elite de ideólogos neomarxistas.

hons q mentruam web

A dissolução do espírito crítico em circulação na sociedade é um dos instrumentos essenciais para a construção de uma sociedade totalitária.


O médico psiquiatra Theodore Dalrymple escreveu o seguinte acerca do marxismo cultural:

“O politicamente correcto é propaganda marxista cultural em pequena escala.

Nos meus estudos acerca das sociedades marxistas, cheguei à conclusão que o propósito da propaganda marxista não era o de persuadir ou convencer, nem sequer informar, mas era o de humilhar; e, por isso, quanto menos ela (a propaganda) corresponder à realidade, melhor serve o seu propósito de humilhar.

Quando uma pessoa é obrigada permanecer em silêncio quando lhe dizem as mentiras mais óbvias e evidentes, ou ainda pior quando ela própria é obrigada a repetir as mentiras que lhe dizem, ela perde, de uma vez por todas, o seu senso de probidade.

O assentimento de uma pessoa em relação a mentiras óbvias significa cooperar com o mal e, em pequeno grau, essa pessoa personifica o próprio mal. A sua capacidade de resistir a qualquer situação fica, por isso, corrompida, e mesmo destruída. Uma sociedade de mentirosos emasculados é fácil de controlar. Penso que se analisarem o politicamente correcto ou marxismo cultural, este tem o mesmo efeito e propósito.”


Por exemplo, quando um cidadão olha para um pau e diz que é uma pedra — porque a elite de ideólogos marxistas (em que se inclui o José Pacheco Pereira) o conseguiu convencer de que “1 pau = 1 pedra”, negando a própria ciência que demonstra que um pau não é uma pedra, — esse cidadão já perdeu o sentido da sua própria dignidade; esse cidadão está pronto a ser controlado pelo Estado totalitário inspirado pelo Bloco de Esquerda (com o apoio ideológico do PSD de José Pacheco Pereira).

Quando os ideólogos marxistas culturais sentenciam (por exemplo) que “um homem é uma mulher” (e/ou vice-versa), e que os cromossomas não têm qualquer valor de categorização da realidade sexual — o que fazem é tentar impôr ao cidadão uma estimulação contraditória que causa exactamente a humilhação do cidadão (um sentimento de vergonha que o indivíduo sente face à autoridade ontológica exercida pela ideologia marxista cultural sobre ele próprio) de que nos fala Theodore Dalrymple; e assim o cidadão é forçado a negar a própria realidade objectiva e auto-evidente: esta estimulação contraditória  tem como consequência a dissonância cognitiva do cidadão que nega a própria realidade que está a ver.


E depois, o paspalho José Pacheco Pereira vem dizer que “o marxismo cultural não existe”.

Sexta-feira, 10 Julho 2020

O Lumpemproletariado é classe revolucionária do marxismo cultural

Filed under: marxismo,marxismo cultural — O. Braga @ 1:03 pm

lumpem-racista-web

O palhaço Pacheco Pereira diz que “o marxismo cultural não existe”

Filed under: José Pacheco Pereira,marxismo,marxismo cultural — O. Braga @ 12:39 pm

Sábado, 4 Julho 2020

¿O que é o “discurso de ódio”?

Na lei penal portuguesa existe a figura de “incitamento à violência”, que é punível — por exemplo, incitamento à violência contra o Estado de Direito, incitamento à desobediência colectiva, incitamento à guerra civil, incitamento ao suicídio, entre outros.

A injúria também é punível por lei, assim como a calúnia.

Os crimes contra as pessoas também são puníveis — por exemplo, os crimes contra a honra, ou contra a liberdade pessoal (entre estes, o assédio), ou os crimes contra a integridade física, ou contra a liberdade e auto-determinação sexual, ou contra a reserva da vida privada, e contra a vida (intra-uterina ou não), etc.

Neste contexto, não consigo perceber o conceito de “discurso de ódio” de que nos fala aqui o cantarino canhestro Miguel Guedes:

“Desde que a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, avançou com a garantia de que o discurso de ódio nas plataformas online iria ser monitorizado, protofachos e mini-trumps soltaram angústias existencialistas sobre a sua visão da vida em liberdade, para eles um parente próximo da lei da selva”.

reddit-web


Repare-se que a argumentação do referido “grandoleiro” é, desde logo, ad Hominem; e depois, defende como bom aquilo que ele próprio condena e critica.

A ideia daquela avantesma é a de que “o discurso” (ou seja, a expressão de opinião) “deve ser regulado pelo Estado”; e, segundo o dito cujo, quem não defende a regulação do discurso por parte do Estado é “proto-fassista” e “mini-trump”.

Estamos em presença de um indivíduo com um arquétipo mental totalitário, mas que se considera a si próprio um virtuoso “anti-fascista” (ou seja, trata-se de um puritano do século XXI).

Naturalmente que o referido social-fascista defende a censura na comunicação social — e até menciona abonatoriamente a “censura do Reddit” que permite o bullying e o assédio em relação às maiorias.

Caros leitores: é gente deste calibre que manda em Portugal. É gente que pretende limitar a liberdade de expressão utilizando a força bruta do Estado: hoje é, alegadamente, por “discurso de ódio” (que ninguém sabe bem o que é); amanhã será a censura, pura e dura, por delito de opinião política.

Puta-que-os-pariu!


Ficheiro PDF do texto do cantarino canhestro.

Quinta-feira, 2 Julho 2020

A revolução pequeno-burguesa no seu melhor

Filed under: marxismo,marxismo cultural — O. Braga @ 10:31 am
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Tal como aconteceu em Maio de 68 em Paris, agora nos Estados Unidos, os filhos da burguesia atiram pedras aos filhos dos proletários.

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