perspectivas

Sábado, 23 Fevereiro 2019

Foi o fascismo que engendrou Mussolini; e não foi Mussolini que engendrou o fascismo

Filed under: fascismo,marxismo — O. Braga @ 8:08 pm

 

O José Rodrigues dos Santos pega em dois ou três autores, e traça em volta deles uma teoria através de uma narrativa livresca elaborada que se torna difícil de desmontar. As boas obras de ficção parecem-se com a realidade; mas a semelhança é pura coincidência.

O José Rodrigues dos Santos (entre outros) acredita em uma determinada ideia. ¿E o que é que ele faz? Cria os factos que corroborem essa ideia! É uma espécie de “fake news”, de realidade alternativa que se concentra na obra de dois ou três autores.


O José Rodrigues dos Santos chega à conclusão de que o corporativismo foi uma evolução do marxismo incorporada no fascismo:

“Noutros pontos os fascistas desviaram-se da ortodoxia marxista. Por exemplo, aproximaram-se do revisionismo bolchevista quando abraçaram a ideia soreliana da violência provocada por uma vanguarda e afastaram-se do marxismo e do bolchevismo quando aderiram à ideia baueriana de que o sentimento de nação era para o proletariado mais galvanizador do que o sentimento de classe. Isto levou-os a dizer que a luta de classes não se aplicava a Itália porque esta era já uma nação proletária explorada pelas nações capitalistas. A luta de classes apenas iria dividir a nação proletária, pelo que em vez de conflitualidade deveria haver cooperação entre classes. O chamado corporativismo.”

Parece que, para o José Rodrigues dos Santos, a história das ideias começou no século XIX. Ele vai buscar a sua (dele) teoria a esta outra teoria; ou à Wikipédia.


O corporativismo foi defendido por Durkheim como uma forma superior de solidariedade social, e não consta que Durkheim fosse marxista ou fascista.

O corporativismo é uma herança da sociedade medieval das guildas e das classes sociais vitalícias — e nada tem a ver com o marxismo que só surgiu na segunda metade do século XIX.

É verdade que o desenvolvimento histórico-político do conceito de "Vontade Geral" de Rousseau marcou tanto o marxismo como o fascismo — assim como a "Vontade Geral" influenciou todas as ideias políticas no continente europeu (obviamente excluindo a Inglaterra, que seguiu John Locke).

Porém, enquanto que o marxismo se escorou nas ideias da Esquerda hegeliana, o fascismo foi beber a sua base ideológica ao hegelianismo clássico (Direita hegeliana) por exemplo, é nítido que, nos seus escritos, Salazar, embora católico, adoptou Hegel na sua concepção política e na dialéctica histórica; mas não só Salazar: Leonardo Coimbra, por exemplo, foi um hegeliano puro) — ambas as ideologias (fascismo e marxismo) utilizam Hegel, mas de forma muito diferente (materialismo versus idealismo do espírito).

Seria necessário que o José Rodrigues dos Santos (e outros chicos-espertos) entendesse minimamente a história das ideias, antes de “arrotar postas de pescada”.


O fascismo teve ideólogos próprios (por exemplo, Giovanni Gentile, ou Benedetto Croce; e não consta que estes dois ideólogos do fascismo, entre outros, fossem marxistas!); não foi Mussolini que moldou a ideologia fascista. Afirmar que “a ideologia fascista se deveu a Mussolini” (como implicitamente faz o José Rodrigues dos Santos, entre muitos outros intelectuais de Wikipédia) é um erro de palmatória.

A ideologia fascista é independente do facto de Mussolini se ter classificado a si próprio de “marxista” no tempo em que militou no Partido Socialista Italiano.

Foi o fascismo, enquanto ideologia, que engendrou Mussolini como seu Capo; e não foi Mussolini que engendrou o fascismo.

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Sexta-feira, 22 Fevereiro 2019

As empresas privadas vão começar a evitar contratar mulheres

 

Devido à nova lei feminazista que faz da denúncia feminina (contra os patrões) uma força política persecutória em relação às empresas privadas, é de esperar que as empresas privadas pensem duas vezes antes de contratar uma mulher.

A Esquerda é de tal forma “feminazista” que acaba por prejudicar as mulheres.


“A estatística é a ferramenta de quem renuncia a compreender para poder manipular”
(Nicolás Gómez Dávila).


A mulher do Frankenstein escreve aqui:

“Os homens ganham cerca de mais 26,4% do que as mulheres, uma média de 670 euros a mais.”

Mas ela não diz aonde foi buscar aquela percentagem; e até fico surpreendido como ela não diz que a percentagem é (por exemplo) de 24,4967889877765444% !

“Quando uma mulher encaixa nas estatísticas, ela já não serve para novelas” (ibidem). Ora, do que a mulher do Frankenstein fala é de uma “novela” (de uma narrativa ficcionada), onde a estatística é concebida para manipular.

O que é assustador é o facto de uma mulher qualquer poder subjectivamente chegar à conclusão de que (alegadamente) ganha menos do que o seu colega homem — independentemente das diferenças de funções desempenhadas por ambos —, fazendo uma denúncia ao Estado e trazendo problemas inúteis para qualquer empresa privada.

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Quinta-feira, 7 Fevereiro 2019

O “racismo negro é inocente” (ou o “Bom Selvagem” de Rosseau)

 

Uma preta chamada Cláudia Silva escreve no jornal Púbico acerca do racismo, invocando a ideologia de uma americana branca radical de Esquerda (marxismo cultural).


1/ A ideia segundo a qual “só os brancos podem ser racistas” (que a tal Cláudia Silva invoca), é uma das maiores filhas-da-putice (é uma forma de racismo encapotada) que a Esquerda inventou para destruir a cultura europeia e ocidental:

“Para entendermos bem o que é o racismo, precisamos primeiro de diferenciá-lo do mero preconceito e discriminação. Preconceito refere-se a um pré-julgamento de uma pessoa com base no grupo social ou racial à qual ela pertence. Discriminação consiste em pensamentos e emoções, incluindo estereótipos, atitudes e generalizações que são fundamentadas em pouca ou nenhuma experiência e que são projectadas em todas as pessoas de tal grupo. Neste sentido, pessoas negras podem discriminar pessoas brancas, mas elas não têm o poder social ou institucional que transforma o preconceito e discriminação delas em racismo. O impacto do preconceito delas em relação às pessoas brancas é temporário e contextual. Pessoas brancas detêm o poder institucional para imbuir o preconceito racial em leis, políticas públicas e educacionais, práticas e normas societárias, de uma forma que uma pessoa negra não tem. Logo, uma pessoa negra pode exercer preconceito e discriminação, mas não pode ser racista, defende Diangelo”.

 

 

Ora, a África do Sul actual desmente a Esquerda.

(more…)

Quarta-feira, 26 Setembro 2018

O Bloco de Esquerda pretende transformar Portugal em uma espécie de Venezuela

Filed under: Bloco de Esquerda,marxismo,venezuelização — O. Braga @ 6:24 pm

 

Há pelo menos duas características que permitem classificar o esquerdista/marxista como “estúpido”:

1/ a negação da importância do mercado na economia;

2/ a negação da validade do princípio de Pareto na economia (como em tudo, na vida).

É o caso dos militantes do Bloco de Esquerda: gente mais estúpida não pode haver; mas são eles que governam este país.

O Bloco de Esquerda quer que empresas com mais de 10 trabalhadores passem a divulgar as assimetrias salariais. A ideia é fixar um leque entre salários mais baixos e os mais altos e penalizar empresas que não cumpram”.

O caminho que Portugal está a trilhar — quando se permite que o Bloco de Esquerda chegue à governança — é a da venezuelização. O Bloco de Esquerda pretende transformar Portugal em uma espécie de Venezuela.

Já não lhes basta que exista um salário mínimo (eu sou contra: os países com melhor nível de vida não têm salário mínimo): querem também estipular salários máximos. O comunista é um invejoso, por sua própria natureza; vive exclusivamente para manifestar inveja sobre o que os outros conquistam com o seu trabalho. O comunista faz da inveja o valor pelo qual orienta a sua vida.

Quinta-feira, 23 Agosto 2018

Os Novos Marxistas

Filed under: marxismo,marxismo cultural — O. Braga @ 7:33 pm

Os novos marxistas têm vozes de Rato Mickey, pintam o cabelo, têm argolas nas orelhas e tomam no cu.

 

Sábado, 11 Agosto 2018

Pragmatismo e resistência

 

A Raquel Varela confunde aqui “resignação” e “revolta”, por um lado, com “pragmatismo” (não necessariamente no sentido a doutrina americana) e “resistência”, por outro lado.

Temos a obrigação de substituir a linguagem emocional das mulheres e dos românticos na política, por uma linguagem mais racional. A “resignação” e “revolta” são próprias de românticos adolescentes e/ou de mulheres emocionalmente desequilibradas.

O pragmatismo está relacionado com a eficiência da acção em uma dada situação. O pragmático é prático; mas não tem que ser resignado. Encarar a realidade tal como ela se nos apresenta, e tentar resolver os problemas em função das situações dadas, é uma característica do pragmático — e do resistente, também. A resignação não resolve problemas: pelo contrário, o homem resignado não é pragmático porque entra por uma espiral situacionista negativa, ao passo que o pragmático é um homem positivo.

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A “resistência” está intimamente ligada ao “pragmatismo”. São conceitos “casados”.

Segundo Maine de Biran, “o real é aquilo que resiste” — nota: o real não é aquilo que “se revolta”: antes, é aquilo que “resiste”. Resistência e revolta são conceitos diferentes. O homem resistente é um pragmático; o revoltoso é um romântico… ou (em juízo universal) uma mulher.
Ou melhor dizendo: a resistência que não tenha em conta o pragmatismo, é uma revolta; e uma revolta conduz sempre a um estado de resignação. Ou ainda, como dizia Nicolás Gómez Dávila: “Ninguém se revolta contra a autoridade, mas antes contra aqueles que a usurpam.”

A utopia implica uma revolta, e não uma resistência. Quando se fala da “impotência do mundo”, não é do pensamento que pensamos: antes, é da impotência do pensador que caracteriza a utopia, e que se opõe ao pragmatismo.

Por exemplo, é pragmático pensarmos que a facilidade com que o capitalismo industrial (burguês) constrói e destrói (obedecendo a meros imperativos de rentabilidade), transforma o homem médio em um nómada intelectual, moral e físico. Hoje, aquilo que é permanente, estorva.

Mas aquilo que é permanente também estorva os revolucionários como a Raquel Varela, que também pretendem destruir para construir — não por uma questão de rentabilidade, mas por causa de uma utopia que já matou mais de 100 milhões de pessoas no século XX.

Bem-aventurados sejam os revolucionários que não vivem o futuro da revolução! — porque o revolucionário só descobre o “verdadeiro espírito da revolução” quando está em presença do tribunal revolucionário que o condena. As revoluções têm como única função destruir os sonhos utópicos e românticos que as causam.

Hoje todos sabemos que “transformar o mundo” (como defende a utopia da Raquel Varela) é sinónimo de “burocratizar o ser humano”.

Aliás, o politicamente correcto é uma espécie de burocratização do pensamento. E a burguesia moderna (não confundir com a burguesia das guildas, até finais do século XVIII) nada mais é que a classe revolucionária predominante; e a actividade revolucionária das jovens esganiçadas do Bloco de Esquerda (ou a da Raquel Varela, em tenra idade; ou a do jovem José Pacheco Pereira a correr à frente da polícia nas manifs do Porto), nada mais é do que o rito de passagem entre adolescência e a burguesia.

Quarta-feira, 8 Agosto 2018

Nos Estados Unidos, 1 em cada 5 professores universitários é marxista

Filed under: Comunismo,Estados Unidos,Estaline,marxismo,marxismo cultural — O. Braga @ 12:34 pm

 

Terça-feira, 7 Agosto 2018

Make Men Masculine Again

 

Domingo, 5 Agosto 2018

O que os professores marxistas andam a “ensinar” às nossas crianças

Filed under: educação,Ensino,marxismo,marxismo cultural — O. Braga @ 7:59 pm

 

 

Sábado, 4 Agosto 2018

Entrevista legendada em português da entrevista de Jordan Peterson dada a John Stossel

Filed under: Jordan B. Peterson,marxismo,marxismo cultural — O. Braga @ 7:46 pm

 

Quinta-feira, 14 Junho 2018

O Rui Tavares só se preocupa com a morte de pretos; os brancos que se lixem

 

¿Já viram ou ouviram o Rui Tavares (ou alguém da Esquerda) preocupar-se minimamente com o genocídio dos brancos na África do Sul?

Não viram nem verão, porque, para o Rui Tavares, os “cabrões e grunhos” brancos merecem ser assassinados pelos pretos. É assim que o filho-de-puta (não tem outro nome!) do Rui Tavares pensa.

Mas quando um só preto é assassinado por brancos, o Rui Tavares acende uma velinha de aniversário e até constrói umas alminhas no local.

Por isso é que a Esquerda não tem autoridade moral para falar de racismo; e por isso é que eu (como muita gente), que não era racista, já considero uma conversão.

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Segunda-feira, 11 Junho 2018

Só lhes falta o sumiço de Portugal

 

A Esquerda marxista tem vindo a destruir o nosso país com um desvelo extraordinário — como se a extinção da nação portuguesa fosse um desígnio amoroso protagonizado zelosamente por uma classe de luminárias que assume publicamente o controlo da verdade histórica.

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Em contraponto à estupidez da Catarina Martins, aconselho a leitura deste texto da autoria de Hugo Dantas, de que passo aqui um excerto:

“A história da expansão ultramarina de Portugal, como um todo e nas suas partes, tem sido objecto destes múltiplos métodos de ocultar e deformar a verdade histórica. Mais recentemente, aproveitando o ímpeto projectado desde o estrangeiro, a historiografia anti-Portuguesa tem-se empenhado em reduzir a história da Expansão e do Império ao tráfico negreiro, aos abusos praticados sobre os nativos americanos e africanos, às razias e à guerra.

Ainda que quaisquer alegações relacionadas com estes eventos, em si mesmas, sejam verdadeiras, e em muitos casos não o são, a exposição que com eles se constrói da história de Portugal é falsa. Excluídos ficam os decisivos contributos de Portugal para o progresso da Humanidade: a vitória sobre a distância, a fundação de um verdadeiro mercado mundial, a difusão de tecnologia, a revolução alimentar… Em suma, o pioneirismo na globalização, a tomada da posse da Terra pela Humanidade, dos quais todos, hoje, em maior ou menor grau, gozamos os frutos, desconhecidos dos antigos durante milénios”.


O que mais me incomoda, na Esquerda, é a certeza do futuro — como se a História já tivesse sido testada em laboratório e categorizada através de estatísticas: trata-se de uma visão determinista da História e da Realidade, em que não há espaço de liberdade senão para a casta de iluminados que pretende determinar arbitrariamente o nosso destino e o da História. Existe um fanatismo nessa “certeza do futuro”; um fanatismo da mesma índole da dos Maomerdas, por exemplo, que anunciam que “o mundo será islâmico”.

 

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O que move a Esquerda é uma espécie de religião imanente e monista.


Cada um tem direito às suas taras e manias; e a Catarina Martins tem todo o direito de pensar que a História de Portugal é uma merda.

Mas quando a vejo muito próxima do Poder do Estado, através da muleta do execrável monhé António Costa (coadjuvado ideologicamente pelo sinistro José Pacheco Pereira), o caso muda de figura. Por analogia: eu não me importaria que Hitler tivesse existido como um qualquer cidadão alemão: o que me importa é que ele tivesse assumido o Poder do Estado alemão. Portanto, há que afastar o Bloco de Esquerda do Poder a todo o custo.


A estupidez da Catarina Martins revela-se na contradição de quem defende o multiculturalismo e a chamada “diversidade”, por um lado, e por outro lado de quem nega e denuncia as causas dessa “diversidade” e do multiculturalismo.

Seria como se eu fizesse aqui a apologia do valor gastronómico do presunto “Pata Negra”, e simultaneamente fosse contra a morte do porco (salvo seja). Não é logicamente possível que eu defenda as virtudes do sabor do porco ibérico e, ao mesmo tempo, diga que não devíamos ter morto o porco.

Analogamente, a Catarina Martins é estúpida porque o ideário dela (ou o ideal dela) coincide com a própria negação desse ideal — porque se não existisse colonialismo e escravatura, não existiria (por exemplo) o Brasil, pura e simplesmente! E não seria possível a política identitária do Bloco de Esquerda.

Portanto, já vimos que a criatura é estúpida; mas é muito perigosa, exactamente porque não tem quaisquer filtros psíquicos e intelectuais para a estupidez que alardeia. Porém, a Catarina Martins apenas segue a estupidez alheia que está na moda, por exemplo aquela da “filósofa” Nancy Fraser (de que falarei noutra ocasião) ou de políticos como o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau (de que dizem ser um filho-de-puta do Fidel Castro).

trudeau e os brancos web

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