perspectivas

Sábado, 11 Agosto 2018

Pragmatismo e resistência

 

A Raquel Varela confunde aqui “resignação” e “revolta”, por um lado, com “pragmatismo” (não necessariamente no sentido a doutrina americana) e “resistência”, por outro lado.

Temos a obrigação de substituir a linguagem emocional das mulheres e dos românticos na política, por uma linguagem mais racional. A “resignação” e “revolta” são próprias de românticos adolescentes e/ou de mulheres emocionalmente desequilibradas.

O pragmatismo está relacionado com a eficiência da acção em uma dada situação. O pragmático é prático; mas não tem que ser resignado. Encarar a realidade tal como ela se nos apresenta, e tentar resolver os problemas em função das situações dadas, é uma característica do pragmático — e do resistente, também. A resignação não resolve problemas: pelo contrário, o homem resignado não é pragmático porque entra por uma espiral situacionista negativa, ao passo que o pragmático é um homem positivo.

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A “resistência” está intimamente ligada ao “pragmatismo”. São conceitos “casados”.

Segundo Maine de Biran, “o real é aquilo que resiste” — nota: o real não é aquilo que “se revolta”: antes, é aquilo que “resiste”. Resistência e revolta são conceitos diferentes. O homem resistente é um pragmático; o revoltoso é um romântico… ou (em juízo universal) uma mulher.
Ou melhor dizendo: a resistência que não tenha em conta o pragmatismo, é uma revolta; e uma revolta conduz sempre a um estado de resignação. Ou ainda, como dizia Nicolás Gómez Dávila: “Ninguém se revolta contra a autoridade, mas antes contra aqueles que a usurpam.”

A utopia implica uma revolta, e não uma resistência. Quando se fala da “impotência do mundo”, não é do pensamento que pensamos: antes, é da impotência do pensador que caracteriza a utopia, e que se opõe ao pragmatismo.

Por exemplo, é pragmático pensarmos que a facilidade com que o capitalismo industrial (burguês) constrói e destrói (obedecendo a meros imperativos de rentabilidade), transforma o homem médio em um nómada intelectual, moral e físico. Hoje, aquilo que é permanente, estorva.

Mas aquilo que é permanente também estorva os revolucionários como a Raquel Varela, que também pretendem destruir para construir — não por uma questão de rentabilidade, mas por causa de uma utopia que já matou mais de 100 milhões de pessoas no século XX.

Bem-aventurados sejam os revolucionários que não vivem o futuro da revolução! — porque o revolucionário só descobre o “verdadeiro espírito da revolução” quando está em presença do tribunal revolucionário que o condena. As revoluções têm como única função destruir os sonhos utópicos e românticos que as causam.

Hoje todos sabemos que “transformar o mundo” (como defende a utopia da Raquel Varela) é sinónimo de “burocratizar o ser humano”.

Aliás, o politicamente correcto é uma espécie de burocratização do pensamento. E a burguesia moderna (não confundir com a burguesia das guildas, até finais do século XVIII) nada mais é que a classe revolucionária predominante; e a actividade revolucionária das jovens esganiçadas do Bloco de Esquerda (ou a da Raquel Varela, em tenra idade; ou a do jovem José Pacheco Pereira a correr à frente da polícia nas manifs do Porto), nada mais é do que o rito de passagem entre adolescência e a burguesia.

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Quarta-feira, 8 Agosto 2018

Nos Estados Unidos, 1 em cada 5 professores universitários é marxista

Filed under: Comunismo,Estados Unidos,Estaline,marxismo,marxismo cultural — O. Braga @ 12:34 pm

 

Terça-feira, 7 Agosto 2018

Make Men Masculine Again

 

Domingo, 5 Agosto 2018

O que os professores marxistas andam a “ensinar” às nossas crianças

Filed under: educação,Ensino,marxismo,marxismo cultural — O. Braga @ 7:59 pm

 

 

Sábado, 4 Agosto 2018

Entrevista legendada em português da entrevista de Jordan Peterson dada a John Stossel

Filed under: Jordan B. Peterson,marxismo,marxismo cultural — O. Braga @ 7:46 pm

 

Quinta-feira, 14 Junho 2018

O Rui Tavares só se preocupa com a morte de pretos; os brancos que se lixem

 

¿Já viram ou ouviram o Rui Tavares (ou alguém da Esquerda) preocupar-se minimamente com o genocídio dos brancos na África do Sul?

Não viram nem verão, porque, para o Rui Tavares, os “cabrões e grunhos” brancos merecem ser assassinados pelos pretos. É assim que o filho-de-puta (não tem outro nome!) do Rui Tavares pensa.

Mas quando um só preto é assassinado por brancos, o Rui Tavares acende uma velinha de aniversário e até constrói umas alminhas no local.

Por isso é que a Esquerda não tem autoridade moral para falar de racismo; e por isso é que eu (como muita gente), que não era racista, já considero uma conversão.

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Segunda-feira, 11 Junho 2018

Só lhes falta o sumiço de Portugal

 

A Esquerda marxista tem vindo a destruir o nosso país com um desvelo extraordinário — como se a extinção da nação portuguesa fosse um desígnio amoroso protagonizado zelosamente por uma classe de luminárias que assume publicamente o controlo da verdade histórica.

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Em contraponto à estupidez da Catarina Martins, aconselho a leitura deste texto da autoria de Hugo Dantas, de que passo aqui um excerto:

“A história da expansão ultramarina de Portugal, como um todo e nas suas partes, tem sido objecto destes múltiplos métodos de ocultar e deformar a verdade histórica. Mais recentemente, aproveitando o ímpeto projectado desde o estrangeiro, a historiografia anti-Portuguesa tem-se empenhado em reduzir a história da Expansão e do Império ao tráfico negreiro, aos abusos praticados sobre os nativos americanos e africanos, às razias e à guerra.

Ainda que quaisquer alegações relacionadas com estes eventos, em si mesmas, sejam verdadeiras, e em muitos casos não o são, a exposição que com eles se constrói da história de Portugal é falsa. Excluídos ficam os decisivos contributos de Portugal para o progresso da Humanidade: a vitória sobre a distância, a fundação de um verdadeiro mercado mundial, a difusão de tecnologia, a revolução alimentar… Em suma, o pioneirismo na globalização, a tomada da posse da Terra pela Humanidade, dos quais todos, hoje, em maior ou menor grau, gozamos os frutos, desconhecidos dos antigos durante milénios”.


O que mais me incomoda, na Esquerda, é a certeza do futuro — como se a História já tivesse sido testada em laboratório e categorizada através de estatísticas: trata-se de uma visão determinista da História e da Realidade, em que não há espaço de liberdade senão para a casta de iluminados que pretende determinar arbitrariamente o nosso destino e o da História. Existe um fanatismo nessa “certeza do futuro”; um fanatismo da mesma índole da dos Maomerdas, por exemplo, que anunciam que “o mundo será islâmico”.

 

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O que move a Esquerda é uma espécie de religião imanente e monista.


Cada um tem direito às suas taras e manias; e a Catarina Martins tem todo o direito de pensar que a História de Portugal é uma merda.

Mas quando a vejo muito próxima do Poder do Estado, através da muleta do execrável monhé António Costa (coadjuvado ideologicamente pelo sinistro José Pacheco Pereira), o caso muda de figura. Por analogia: eu não me importaria que Hitler tivesse existido como um qualquer cidadão alemão: o que me importa é que ele tivesse assumido o Poder do Estado alemão. Portanto, há que afastar o Bloco de Esquerda do Poder a todo o custo.


A estupidez da Catarina Martins revela-se na contradição de quem defende o multiculturalismo e a chamada “diversidade”, por um lado, e por outro lado de quem nega e denuncia as causas dessa “diversidade” e do multiculturalismo.

Seria como se eu fizesse aqui a apologia do valor gastronómico do presunto “Pata Negra”, e simultaneamente fosse contra a morte do porco (salvo seja). Não é logicamente possível que eu defenda as virtudes do sabor do porco ibérico e, ao mesmo tempo, diga que não devíamos ter morto o porco.

Analogamente, a Catarina Martins é estúpida porque o ideário dela (ou o ideal dela) coincide com a própria negação desse ideal — porque se não existisse colonialismo e escravatura, não existiria (por exemplo) o Brasil, pura e simplesmente! E não seria possível a política identitária do Bloco de Esquerda.

Portanto, já vimos que a criatura é estúpida; mas é muito perigosa, exactamente porque não tem quaisquer filtros psíquicos e intelectuais para a estupidez que alardeia. Porém, a Catarina Martins apenas segue a estupidez alheia que está na moda, por exemplo aquela da “filósofa” Nancy Fraser (de que falarei noutra ocasião) ou de políticos como o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau (de que dizem ser um filho-de-puta do Fidel Castro).

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Terça-feira, 22 Maio 2018

A Esquerda vive da imanência

Filed under: eutanásia,João Semedo,marxismo,marxismo cultural — O. Braga @ 11:11 am

 

A Esquerda é materialista; e por isso, a metafísica de Esquerda é reduzida à imanência histórica (como podemos ver, por exemplo, em Karl Marx). Ou seja, a metafísica da Esquerda “alimenta-se” de marcos históricos, no “caminho inexorável para a construção socialista de um mundo melhor e de um paraíso na Terra”.

Pergunta a Laurinda Alves: “¿Qual é a pressa, senhores deputados?” — referindo-se à legislação da eutanásia.

A resposta é simples: é essencial que fique na História que o comunista João Semedo (que se encontra em estado de saúde muito precário) seja a primeira pessoa a usufruir da eutanásia. Na metafísica da Esquerda, será desta (única) forma em que o João Semedo ultrapassará a condição da morte.

O João está a “bater a bota”; ora, está aí uma excelente oportunidade para se fazer História por intermédio de um membro da irmandade comunista. De facto, já vivemos sob uma ditadura socialista, porque a agenda política de celebração dos factos históricos — presentes e/ou passados — já é marcada pela Esquerda.

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Sexta-feira, 18 Maio 2018

O Purificacionismo do Anselmo Borges

 

Está muito na moda dizer: “Eu não concordo!; mas não critico…”. Assim ficamos sempre de bem com o mundo. A “tolerância” é assim transformada em “permissividade”.

Por exemplo, quando uma fulana me disse: “Eu não concordo com o aborto, mas não critico quem aborta”. Ou quando o Anselmo Borges diz: “Fulano não concorda com o marxismo, mas diz que o ‘marxismo é fascinante’”. A ideia que se pretende fazer passar à populaça é a de que “se não concordas, cala a boca!” em nome da “tolerância”. Pois eu digo: “se não concordas, bota a boca no trombone!”.


“O diálogo entre os comunistas e os católicos tornou-se possível desde que os comunistas falsificam Marx e os católicos deturpam Cristo” — Nicolás Gómez Dávila

A ideia do Anselmo Borges segundo a qual “sem Karl Marx não haveria uma Doutrina Social da Igreja Católica” (naturalmente que ele diz que “foi o outro que disse isso!, não fui eu!”) é a mesma coisa que dizer, por exemplo, que “sem a revolução burguesa de 1789, não haveria Doutrina Social da Igreja Católica”; ou que “se Jesus não tivesse vivido, não haveria o papa Chico”. Ou que “se a minha bisavó tivesse asas era um Boeing 747”. Só quem não leu a encíclica Rerum Novarum pode dizer que existe uma qualquer recôndita ligação ideológica entre Karl Marx e a Igreja Católica (como insinua o Anselmo Borges).

Para além da “permissividade” de que falei acima, hoje está na moda citar outrem ao mesmo tempo que se diz que “não concordo necessariamente com ele”; ou então cita-se alguém, mas sem qualquer comentário acerca da citação. É uma forma de se transmitir a ideia que se pretende, mas sem se comprometer ideologicamente. Como dizia a Ivone Silva: “Com simples um vestido preto, nunca me comprometo!”. É uma manifestação de esperteza saloia; e, nesta matéria, o Anselmo Borges é pós-doutorado.


Hoje existe disseminada a ideia de queum católico deve ser um marxista mas sem a violência que Karl Marx defendeu”. Ou seja, alegadamente um católico deve ser uma espécie de “marxista pacífico”. Os católicos actuais deturpam Jesus Cristo. É neste sentido estrito que o papa Chico, o cardeal bávaro Marx e o Anselmo Borges, entre outros, são marxistas. Por isso é o cardeal Marx e o Anselmo Borges absolvem o Karl Marx — porque a nova utopia é a de “um marxismo sem violência”.

A falácia do Anselmo Borges e do cardeal Marx revela-se na transposição literal — que ambos fazem — da teoria de Karl Marx que se referia à relação entre o proletariado e o capitalismo industrial, por um lado, para a relação que existe hoje entre os movimentos sociais e o capitalismo global, por outro lado.

O cardeal Marx escreve (com a aquiescência bovina no Anselmo Borges):

“Hoje começamos a ver os efeitos sociais, políticos e ecológicos que o capitalismo mundial, global e desenfreado tem. E a doutrina social católica nunca negou a análise marxista do capitalismo e das ameaças que dele decorrem. Karl Marx obrigou a pensar problemas que não estão resolvidos. Isto vale também para o carácter fetichista da mercadoria e a alienação.”

Vemos ali, no trecho, em primeiro lugar, um esboço de como o marxismo tradicional evoluiu para uma nova ideologia (que é marxista, na sua essência) que já recebeu o nome de “Purificacionismo”, que é uma nova versão puritanista do gnosticismo moderno. Sobre o Purificacionismo falarei com mais detalhe noutra altura.

Mas, em segundo lugar, é absolutamente falso que “a doutrina social católica nunca negou a análise marxista do capitalismo”: basta lermos a encíclica Rerum Novarum para percebermos que o Anselmo Borges mente. E a alusão ao “carácter fetichista da mercadoria e da alienação” revela o carácter puritano da nova ideologia Purificacionista que já contaminou a Igreja Católica através do papa Chico e seus acólitos.


O Anselmo Borges escreve:

« (1) Também se deve a Marx perceber que "o mercado não é tão inocente como se apresenta nos manuais dos economistas; por detrás há enormes interesses".

(2) Ele mostrou que "os direitos humanos, sem partilha material, permanecem incompletos", exigindo-se, portanto, "atender às relações reais concretas". Ao acentuar o empírico, "ele é um dos primeiros cientistas sociais que devem ser levados a sério". »

Há, na citação supra, duas ideias-força que advém directamente de Karl Marx e que caracterizam também o Purificacionismo: a primeira, a de que o interesse pessoal determina as nossas convicções (porque, alegadamente, são os “enormes interesses que estão por detrás” que determinam as convicções acerca do mercado). Ora, crer que o interesse pessoal determina exclusivamente as nossas convicções, converte-se um uma convicção que pode determinar a nossa acção, e de tal modo que o motivo de toda a convicção chega a ser o exclusivo interesse pessoal. Por isto vemos a lógica abstrusa de que parte o Karl Marx, e que os intelectuais marxistas e Purificacionistas seguem; mas as contradições e as incoerências da ideologia são úteis porque emprenham as crenças simples com mistérios gnósticos (ver estimulação contraditória).

A outra ideia-força Purificacionista (e marxista) é a subordinação de toda a realidade à economia — por exemplo, quando Irene Khan, que foi Secretária-geral da Amnistia Internacional, afirmou, em uma entrevista ao Financial Times (21 de Maio de 2005), que

«se quisermos falar hoje de “direitos humanos”, para a maioria das pessoas do mundo isso não significa grande coisa. Falar de “liberdade de expressão” a uma pessoa que não saber ler um jornal, ou falar em “direito ao trabalho” a uma pessoa desempregada; os Direitos Humanos não significam nada a não ser que se mude alguma coisa nestas matérias».

Ora, isto é exactamente o que Karl Marx, o cardeal Marx, o papa Chico e o Anselmo Borges defendem: a subordinação de toda a realidade — social, cultural, política, metafísica, etc. — à economia.

O que é extraordinário na opinião da (então) Secretária-geral da Amnistia Internacional, é a de que o estatuto de “prisioneiro político”, entendido em si mesmo e na sua condição, é insuficiente para merecer uma campanha humanitária quando há gente esfomeada e desempregada que não presta atenção à condição de “prisioneiro político”. Infere-se que, na opinião da criatura, que a Amnistia Internacional não tem meramente que lutar pelos direitos dos prisioneiros políticos, mas sobretudo tem que lutar por uma mudança económica global.

É claro e evidente que o novo clero instalado no Vaticano é marxista! Mas segue a versão marxista actualmente falsificada que é o Purificacionismo. Mas repare, caro leitor: o Purificacionista Anselmo Borges (na linha ideológica do marxismo) defende uma forma de globalismo, embora diferente do globalismo dos neocons americanos, e diferente do globalismo islâmico.

Purificacionistas e os Globalistas do Império estão de acordo em uma coisa: querem acabar com o Estado-Nação e com as identificações nacionais (ou seja, querem acabar com a democracia, porque sem Estado-Nação não é possível a democracia).

Domingo, 13 Maio 2018

O politicamente correcto mata

 

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Sexta-feira, 11 Maio 2018

A hipocrisia puritana do Júlio Machado Vaz

 

Hoje ouvi na rádio pública (Antena 1, rádio do Estado) o Júlio Machado Vaz insurgir-se contra as touradas e, de uma forma implícita, a defender a proibição das touradas — argumentando, por exemplo, que “a tourada não é uma tradição em Portugal porque, de um total de 308 concelhos, apenas em 40 se realizam espectáculos de tourada” (este argumento é o mais estúpido que alguém poderia conceber: como se uma tradição pudesse ser considerada como tal independentemente da cultura antropológica; como se fosse necessário que a maioria dos concelhos de Portugal tivesse praças-de-touros para que a tourada fosse considerada tradição em Portugal.

julio machado vaz webO Júlio Machado Vaz, que hoje ouvi defender publicamente (implicitamente) a proibição das touradas em nome do alegado “sofrimento do touro”, é o mesmo Júlio Machado Vaz que fez campanha a favor da legalização do aborto gratuito pago pelo Estado (ou seja, abortos pagos por todos os portugueses).

Quando se trata do sofrimento de um ser em que já bate um coração, o Júlio Machado Vaz “chuta para canto”, porque entra em dissonância cognitiva, por um lado; e por outro lado porque ele adopta uma agenda política tenebrosa que pretende substituir uma série de tabus tradicionais e seculares por outros tabus anti-naturais.

Neste caso, o Júlio Machado Vaz (e a Esquerda em geral) pretende substituir um tabu tradicional, que eticamente impede o aborto, por um novo tabu que proíbe a tourada (eliminando o tabu do aborto da cultura antropológica). O Júlio Machado Vaz sabe que uma cultura sem tabus é um círculo quadrado; e por isso sabe que é imprescindível substituir os tabus tradicionais por outros tabus que permitam (ou que facilitem) o assalto totalitário ao Poder.

Este fenómeno político e cultural, de que é exemplo o Júlio Machado Vaz, ganhou um nome nos Estados Unidos : Virtue signalling”. Traduzindo em português: “Sinalização de Virtudes”. No fundo, trata-se de um tipo de puritanismo hipócrita que, na esteira cultural da Reforma protestante, se caracteriza por uma “guerra” contra a tradição.

Os esquerdistas actuais são os herdeiros culturais de Lutero e/ou Calvino. “Nietzsche, o grego; Karl Marx, o cristão protestante” (Albert Camus).

« Os puritanos detestavam os combates de ursos, não porque esses jogos causassem sofrimento aos ursos, mas porque davam prazer aos espectadores. »Thomas B. Macaulay 

Esse puritanismo hipócrita, de Sinalização de Virtudes e anti-tradicionalista que esteve sempre presente na cultura europeia cristã através do gnosticismo anti-cristão, evoluiu para o gnosticismo puritano moderno.

Ernest Sternberg, professor da universidade de Bufallo, Estados Unidos, escreveu um ensaio sobre as novas tendências da Esquerda a nível global que crescem actualmente sobre os escombros do marxismo-leninismo. O ensaio tem o título genérico de “Purifying the World: What the New Radical Ideology Stands For”“Purificando o Mundo: O que pretende a nova ideologia radical”.

Ernest Sternberg chama ao novo tipo de esquerdismo (renascido do marxismo cultural) que desponta e se organiza a nível internacional, de “Purificacionismo” (trata-se de uma religião monista !). O nome dado por Ernest Sternberg (Purificacionismo) está intimamente ligado ao movimento puritano inglês dos princípios da idade moderna, que Eric Voegelin descreve com uma minúcia surpreendente na sua obra “A Nova Ciência da Política”.

Quarta-feira, 2 Maio 2018

O feminismo é isto

 

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