perspectivas

Quarta-feira, 10 Janeiro 2018

A estratégia estalinista da actual Esquerda

Filed under: Donald Trump,Esquerda,esquerdalho,Estaline,marxismo — O. Braga @ 10:53 am

 

“Donald Trump é demente e tem que ser interditado.”

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Estaline seguiu o mesmo método de acção política em relação não só à oposição política, como também em relação aos seus próprios acólitos.

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Terça-feira, 2 Janeiro 2018

Contra a igualdade politicamente correcta do merdívoro Luís Aguiar-Conraria

 

“Quem reclama a igualdade de oportunidades acaba exigindo que se penalize quem é bem dotado. A igualdade é a condição psicológica prévia de decapitações científicas e frias.”

→ Nicolás Gómez Dávila


Só uma estrutura hierárquica é compassiva com os medíocres e com os humildes.

O Ludwig Krippahl faz aqui uma crítica ao alienado, igualitarista, politicamente correcto e merdívoro Luís Aguiar-Conraria. Parece-me extraordinário como uma qualquer publicação dê abrigo à narrativa alienada do Luís Aguiar-Conraria…!

Naturalmente que o Ludwig Krippahl estudou biologia, o que o transforma em uma espécie de “reaccionário” em relação à consensualidade do esquerdalho no respeitante à “igualdade dos géneros”. Mas o Ludwig Krippahl não se refere a “sexos”, mas antes a “géneros” — o que significa que ele não consegue distinguir-se totalmente do ambiente merdícola em que medra a merdalha da laia do merdívoro Luís Aguiar-Conraria.

“Géneros” tem utilização gramatical; “sexos” tem utilização biológica.


igualitarismoDepois, o Ludwig Krippahl entra em contradição em relação à educação das crianças, porque uma criança não pode ter a liberdade que deve ter um adulto. Por isso é que a filha dele não vê certamente filmes pornográficos — embora ele diga que a filha dele vê uma série de desenhos animados em que uma criança tem “dois pais” (dois homens). 
É óbvio que não é a mesma coisa; trata-se de uma analogia: as crianças têm que ser educadas, e não ver filmes pornográficos faz parte de uma boa educação, independentemente de os filmes pornográficos poderem ter, ou não, qualquer influência na dita “orientação sexual” da criança.

A aceitação, desde tenra idade, da ideia da possibilidade de uma criança ter “dois pais” ou “duas mães”, não é educação na tolerância: em vez disso, é educação na permissividade — porque só se tolera aquilo com que se não concorda, e uma criança não tem ainda espírito crítico suficiente para concordar, ou não, em algumas matérias mais complexas. O que o Ludwig Krippahl defende para a filha dele é uma lobotomia cultural homossexualista e politicamente correcta comparável ao igualitarismo defendido pelo merdívoro Luís Aguiar-Conraria.


Em uma sociedade onde todos se crêem iguais, a inevitável superioridade de uns poucos faz com que outros se sintam fracassados.

Inversamente, em sociedades onde a desigualdade é a norma, cada qual se instala na sua própria diferença, sem sentir a urgência nem conceber a possibilidade de se comparar com outros.

Só uma estrutura hierárquica é compassiva com os medíocres e com os humildes.


“Ser esquerdista é crer que os presságios de catástrofe são augúrios de bonança.”

→ Nicolás Gómez Dávila

Terça-feira, 19 Dezembro 2017

A RTP é uma vergonha paga com o dinheiro do povo português

 

Jair Bolsonaro começa a entrevista à RTP dizendo que é contra qualquer tipo de ditadura; e os filhos-de-puta dos jornaleiros da RTP, pagos principescamente com o nosso dinheiro, publicam uma parangona que induz o leitor incauto em erro.

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Segunda-feira, 4 Dezembro 2017

Judith Butler não pode ser levada a sério

 

Dei com um texto assinado pelo Padre José Eduardo de Oliveira e Silva (brasileiro) acerca da ideologia de género segundo a americana Judith Butler. Convém dizer que os americanos, em geral e salvo honrosas excepções, sempre foram péssimos em criação filosófica.

Vejamos o que escreveu o Padre acerca da teoria da Judith Butler :

“Como ela mesma afirma, «o meu trabalho consiste em delinear a última etapa da batalha filosófica contra a vida do impulso, o esforço filosófico de domesticar o desejo como uma instância de lugar metafísico, a luta por aceitar o desejo como princípio de deslocamento metafísico e dissonância psíquica e o esforço orientado por deslocar o desejo  com o fim de derrotar a metafísica  da identidade» (Subjects of desire, p. 15).

Obviamente, para ela, como o desejo não se realiza de acordo com um sujeito que lhe dê suporte, o «eu» seria apenas um discurso. Não haveria um “ser” por detrás do desempenho do género. Seriam estes desempenhos, estas acções, que constituiriam a ficção do sujeito, pois esta ficção seria requerida pelo discurso que nós herdamos da metafísica  da substância, discurso que, segundo ela, precisamos superar (Problemas de género, p. 56)”.


judith-butler-webEu nunca li nada escrito por aquela criatura, mas, a julgar pela amostra, ela contradiz-se — porque o conceito de “género” (por contraposição ao “sexo”) baseia-se na cultura narcísica pós-moderna que se apoderou da nossa sociedade, narcisismo esse que pressupõe a absolutização do sujeito e a supremacia da subjectividade.

A ideia da criatura, segundo a qual “o desejo pode existir sem sujeito”, é um absurdo; e está em contradição com a essência da ideologia de género que, embora considere que os “papéis de género” são construções culturais e sociais, baseia a sua doutrina na absolutização do sujeito e a supremacia da subjectividade.

Se, como escreve o Padre, para a Judith Butler “a feminilidade e a masculinidade são acções desligadas da biologia”, teríamos que saber qual a origem alternativa da feminilidade e da masculinidade — porque se “a masculinidade e a feminilidade não provêm da biologia”, ¿provêm de onde!? ¿qual a sua origem, a sua causa? ¿onde fomos (e ela própria, também) buscar os conceitos de “masculinidade” e de “feminilidade”?

Convém aqui falar novamente do conceito de “ideologia” segundo Hannah Arendt: todo o pensamento ideológico (as ideologias políticas) contém três elementos de natureza totalitária:

1/ a pretensão de explicar tudo;

2/ dentro desta pretensão, está a capacidade de se afastar de toda a experiência;

3/ a capacidade de construir raciocínios lógicos e coerentes que permitem crer em uma realidade fictícia a partir dos resultados esperados por via desses raciocínios — e não a partir da experiência.


“Reduzir a filosofia à análise linguística equivale a assumir que apenas há pensamento alienígena.”

→ Nicolás Gómez Dávila

Por exemplo, para a Judith Butler (e segundo o Padre), “a linguagem é o conjunto de actos, repetidos ao longo do tempo, que produzem efeitos de realidade que acabam sendo percebidos como ‘factos’.

O nazi Goebbels disse a mesma coisa de outra maneira: “uma mentira mil vezes repetida acaba por se tornar verdade”.

Aqui há (da parte da Butler) uma inversão de valores lógicos: para ela, não são os dados da experiência que determinam os conceitos elaborados pela linguagem, mas antes é a linguagem que inventa a realidade a seu bel-prazer e independentemente de qualquer objectividade. Aqui, a Butler já volta à absolutização do sujeito, quando anteriormente negou ao sujeito a sua ontologia.

O conceito de “construção variável da identidade” (segundo a Butler) é uma contradição em termos — porque se a identidade é variável, deixa de ser idêntica. Ou seja, o princípio axiomático (axioma) sobre o qual a Butler constrói a premissa está logicamente ferido de morte.

O texto é longo e não há paciência para o dissecar aqui. Apenas resta dizer que o que a Judith Butler produz, não é filosofia: é ideologia.

Para que valha a pena falsificar notas de Euro, terá que haver notas legais; de modo semelhante, a noção de “ideologia” carece de fundamento se não houver uma teoria de autenticidade acerca do mundo objectivo. E o relativismo axiológico da Judith Butler (“a verdade não existe”) não é teoria da Razão, mas antes é uma ideologia do orgulho.

Domingo, 3 Dezembro 2017

O puritanismo do feminismo

 

O chamado “discurso feminista” é, do ponto de vista formal, muito semelhante ao velho discurso da crítica marxista à sociedade de classes que ouvíamos e líamos logo a seguir ao 28 de Abril de Troca-o-passo — mas que, à medida em que o tempo foi passando, a experiência foi demonstrando que existe uma Natureza Humana que não podemos eliminar, sob pena de sermos tentados a eliminar o próprio ser humano. Aliás, foi o que fez o marxismo a mais de 100 milhões de seres humanos: eliminou-os em nome de uma utopia e de uma ideologia.

Neste sentido, o discurso feminista é extremamente perigoso, porque coloca em causa a natureza do ser humano enquanto tal, sem oferecer alternativas comportamentais que não se baseiem na repressão e no totalitarismo em nome de um ideal.

gorda_gay-webQuando lemos este texto publicado no jornal Púbico e escrito por uma tal Mariana Duarte, verificamos que o politicamente correcto actual tem uma visão extremamente negativa da sexualidade masculina, porque esta é (alegadamente) um impedimento ao ideal da igualdade literal entre os sexos — na medida em que a sexualidade masculina torna impossível a conciliação entre o ideal de “igualdade de género”, por um lado, e os mecanismos do desejo sexual humano, por outro lado. O corolário desta inconciliação é uma forma de puritanismo anti-masculino (e é anti-masculino porque o assédio sexual lésbico, por exemplo, é tolerado pelo politicamente correcto).

Depois da revolução sexual protagonizada pela Esquerda da década de 1960 e segundo o ideário do feminismo de segunda vaga e dos marxistas herdeiros da Escola de Frankfurt, o feminismo actual é um feminismo puritano e anti-masculino que vê no homem um impedimento ontológico para a “igualdade entre géneros”.

O sexo natural (ou seja, heterossexual) deixou de encaixar no ideal de “igualdade de géneros”.

Isto significa que o feminismo actual está em contradição com o feminismo da década de 1960, uma vez que o feminismo actual coloca em causa a própria revolução sexual — uma vez que defende uma espécie de “moral sexual” que contradiz a revolução sexual pós-moderna.

Perante a impossibilidade de encontrar (uma putativa e alegada) justiça no relacionamento sexual entre os dois sexos, o feminismo actual faz apelo à vergonha e ao controlo sexual primordial (o que é uma nova forma de puritanismo).

Para o feminismo e para a Esquerda em geral, o desejo sexual masculino é demasiado “brutal” para poder ser identificado com as noções esquerdistas de “igualdade sexual”. E a única solução que o feminismo encontra para o problema é exigindo do homem um constante sentimento de culpa em relação à sua própria ontologia — porque, para a Esquerda, não pode existir uma diferença significante entre o homem e a mulher: o sexo (sendo uma qualidade pré-determinada) pode-se tornar irrelevante; segundo o politicamente correcto, os homens podem ver nas mulheres “seres iguais” no sentido em que as mulheres podem ser tratadas pelos homens da mesma forma que os homens tratam outros homens.

“É preciso deixar bem claro que o assédio sexual pode implicar não só agressão (ou tentativa de agressão) e contacto físico não consensual, como também insinuações, comentários, piadas, olhares intimidatórios, convites e propostas de teor sexual que não são desejados por quem os recebe. É uma invasão do espaço privado da pessoa, reduzindo-a a um objecto pronto a usar. Não é um elogio, é humilhação”.

Ou seja, para o feminismo não há qualquer diferença entre o assédio sexual propriamente dito (que decorre da assimetria de Poder institucional), por um lado, e o simples piropo, por mais singelo que seja, por outro lado.

Reparem no conceito de “olhar intimidatório”, que é puramente subjectivista: qualquer olhar pode ser transformado em um “olhar intimidatório”, dependendo da subjectividade da mulher — salvo o olhar de uma lésbica em relação a uma mulher que nunca é intimidatório nem é assediante, como é o caso o olhar da Ellen DeGeneres em relação a Katy Perry, conforme tuite aqui em baixo: imaginem o que aconteceria, nos me®dia (e no jornal Púbico) se uma figura pública masculina fizesse no Twitter uma observação idêntica à da lésbica Ellen DeGeneres.

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Sábado, 25 Novembro 2017

Se isto é democracia, então acabe-se com ela !

Filed under: Democracia,marxismo,marxismo cultural,utilitarismo — O. Braga @ 5:53 pm

 

“I protest against the power of mad minorities to treat the majority as if it were another minority. But still more do I protest against the conduct of the majority if it surrenders its representative right so easily”.

→ G. K. Chesterton


O conceito de “democracia” está a ser utilizado pelas elites (marxistas culturais aliados aos globalistas da laia de George Soros) para enganar os respectivos povos; senão vejamos um caso que serve de exemplo para a grande fraude democrática.

Sandwich é uma pequena vila inglesa com cerca de 5 mil habitantes. Uma das igrejas da vila, dedicada a S. Pedro, existe desde (pelo menos) o século XII, e desde o século XVIII que tem um relógio que acciona o sino que marca o tempo a cada 15 minutos.

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Desses 5 mil habitantes da vila, houve um só (1) habitante que se queixou às autoridades locais acerca do toque do sino. Em consequência da queixa de uma (1) só pessoa (entre cinco mil), as autoridades locais mandaram desligar o sino da igreja.

Há mais de trezentos anos que o sino da igreja marca as horas na vila de Sandwich— até que um neurótico pós-moderno, provavelmente um burocrata espiritualmente embrutecido e ateu, se sentiu incomodado com o toque do sino.

Entretanto, os habitantes da vila uniram-se em um manifesto que reuniu 85% da população no sentido de que a ordem de desligar o sino fosse anulada. Ou seja, mais de 3.500 pessoas da vila assinaram uma petição contra os interesses de uma (1) só pessoa, e o resultado foi que essa maioria foi ignorada pelas autoridades; e o sino continuou desligado por causa de uma (1) só pessoa.


¿O que é que leva a que a opinião de uma só pessoa possa ter maior valor político do que a opinião de (pelo menos) 3.500 pessoas?

Resposta: no Ocidente, a democracia tem vindo a ser minada por dentro do próprio sistema político, e sem que os criminosos (neomarxistas aliados aos globalistas) deixem impressões digitais. E é essa elite, que mina a democracia, que diaboliza a eleição de Donald Trump.

A ideia segundo a qual a opinião de uma só pessoa pode ter mais valor político mais do que a opinião de milhares pessoas, é uma ideia da Esquerda marxista cultural que se afirmou paulatinamente a partir da queda do muro de Berlim. Essa ideia escora-se no princípio marxista cultural do direito de protecção das minorias”, no fundo, contra os interesses das maiorias.

Obviamente que este princípio marxista cultural da “protecção das minorias” serve de pretexto para minar o princípio democrático da prevalência do interesse da maioria da população.

Temos verificado que os países ocidentais, em geral, têm vindo a sacrificar os interesses da maioria em favor dos interesses de pequenos grupos minoritários: é assim que a nova Esquerda tem vindo a minar a democracia a partir de dentro do sistema.

A nova Esquerda (marxista cultural) — uma avantesma que saiu dos escombros da derrocada do comunismo — leva assim o utilitarismo até às suas consequências mais radicais, chegando ao ponto de, em nome do princípio utilitarista da “maior felicidade para o maior número”, sacrificar os interesses da esmagadora maioria da população para salvaguardar o interesse de uma só pessoa — porque o que está em causa, para as elites marxistas culturais que já governam a Europa, não é o “direito” dessa pessoa (ou daquele pequeno grupo): mas antes é o de saber se esse putativo “direito” dessa pessoa pode contribuir para minar e destruir a ordem cultural da sociedade.

Por outro lado, através da radicalização do utilitarismo, as elites marxistas culturais pretendem impôr à população o princípio da anulação da democracia em função das suas interpretações arbitrárias e discricionárias acerca do que consistem “os direitos das minorias”.

Os “direitos das minorias” são hoje aqueles que as elites marxistas culturais (aliadas aos globalistas) quiserem que sejam. E a maioria do povo não tem voto na matéria.

Se isto é “democracia”, então acabemos com ela, e depressa!

Domingo, 12 Novembro 2017

No PPD/PSD faltam tomates

 

Não me surpreendeu a posição do José Pacheco Pereira em relação o golpe-de-estado de Outubro de 1917 (a que os comunas chamam de “revolução”) patrocinado pelo império alemão, posição essa expressa neste artigo.

O que me surpreende é que no PPD/PSD não haja alguém com tomates para o colocar com dono.

O José Pacheco Pereira sempre foi um perfeito idiota (um produto político de Cavaco Silva que não fez o liceu); e com o avançar da idade vai ficando pior.

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Terça-feira, 31 Outubro 2017

Alô Brasil ! Baianos, cuidado !

Filed under: Brasil,Comunismo,marxismo,Raquel Varela — O. Braga @ 3:37 pm

 

A comunista empedernida e irracional Raquel Varela estará espalhando ódio revolucionário e racista na Universidade Federal da Baía.

Sábado, 21 Outubro 2017

Adolfo Hitler e o marxismo cultural

Filed under: cultura,cultura antropológica,Hitler,marxismo,marxismo cultural — O. Braga @ 4:47 pm

 

Segunda-feira, 9 Outubro 2017

Hoje faz 50 anos que morreu um grande porco

Filed under: Che Guevara,marxismo — O. Braga @ 9:28 am

 

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Domingo, 17 Setembro 2017

É preciso acabar com isto

Filed under: marxismo,marxismo cultural — O. Braga @ 9:17 am

 

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Segunda-feira, 28 Agosto 2017

Faz-nos muita falta a Vera Lagoa

Filed under: Esquerda,esquerdalho,marxismo,marxismo cultural — O. Braga @ 7:23 pm

 

A Maria João Avilez escreve aqui um texto que se deve ler. Começa a aparecer gente que está a “sair da casca” (está a sair da espiral do silêncio), e que, por isso, tem que ser reprimida pela Esquerda. Essa Esquerda inclui o Partido Socialista do António Costa; não tenham dúvidas nenhumas; por detrás daquele sorriso de monhé vendedor ambulante mora um filho-de-puta — por detrás de cada “progressista” está um sargento da polícia. Nada pode curar o “progressista”: nem sequer os frequentes ataques de pânico causados pelo “progresso”.

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Há alguns anos que eu venho a chamar à atenção do fenómeno do marxismo cultural. Final- e felizmente começam a aparecer pessoas que “saem da toca” dos seus comodismos para denunciar o avanço de um totalitarismo aparentemente “mole”, mas que poderá rapidamente “endurecer”.

A Maria João Avilez diz que “a coisa” ainda não chegou cá; mas, desde que o Jaime Nogueira Pinto foi proibido de falar em uma universidade, eu soube logo que “a coisa” já cá está dentro.

estudantes-universidade-web“Lá fora tudo “isto” está em estado de mais adiantada convulsão mas é fraco consolo: algo nos separa – para pior — do resto da Europa democrática e dos Estados de Direito a que gostamos de dizer que pertencemos.

Separa-nos uma fractura que agrava a vulnerabilidade da nossa condição face à dimensão da catástrofe: o caminho está livre (ou parece livre) para ela, não há entrave, nem resposta aos novos proprietários.

Refiro-mo obviamente a esse imenso espaço (metade do país?) do PS para a direita. Pouco o representa, poucos dele cuidam a não ser partidos exaustos e envelhecidos e meia dúzia de respeitáveis (e resistentes) políticos ou intelectuais.

Não há instituições que se reclamem desse espaço, há pouco vigor, são escassas as iniciativas doutrinadoras ou políticas por ele produzidas. A discordância é expressa quase em surdina e desastradamente, e basta pensar na CIP para só citar um exemplo. Quanto à Universidade, faz pagar caro a professores e mestres fora do reduto da esquerda e agora fora do jardim envenenado do pensamento único ou da tirania do politicamente correcto”.

Aqui, não concordo com a Maria João Avilez. Continuamos a inventar álibis internos, quando o problema vem de fora e principalmente da União Europeia. Por exemplo, o Tribunal Europeu dos "Direitos Humanos" é um tribunal dos “direitos desumanos”, ou um tribunal dos direitos de braguilha, uma peça da engrenagem política das engenharias sociais que nos são impostas a partir de Bruxelas. Ora, os direitos de braguilha são essenciais para controlar a populaça.

“O caminho está livre” — como diz a Maria João Avilez —, mas quem abriu a picada foi a União Europeia; quem apoia abertamente as engenharias sociais e o presentismo cultural da Esquerda, é o leviatão da União Europeia.

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O grande inimigo dos países da Europa é a União Europeia. E a chamada “direita” portuguesa não pode ter “sol na eira e chuva no nabal”; e é essa uma das razões por que não há discordância audível e clara por parte da “direita”; ou se pertence ao Euro e à União Europeia, e, neste caso, tem que se “comer tudo o que vem no pacote”; ou não se pertence ao Euro e há problemas com a França e com Alemanha — como é o caso da Polónia, da Hungria, e até do Reino Unido, que não querem “comer” tudo o que vem no pacote da União Europeia do Directório Globalista.

A actual direita de Passos Coelho e de Assunção Cristas só discorda publicamente do Bloco de Esquerda e do Partido Socialista de António Costa, em questões de lana caprina. O que se passa é o seguinte:

Os debates públicos entre a Esquerda e a Direita são muito animados (por exemplo, entre a Mariana Mortágua e o Adolfo Mesquita Nunes), mas a grande animação (artificial) dos debates serve apenas para esconder do povo a fraca discordância no que diz respeito às mundividências e aos valores essenciais.

vera-lagoa-webAo contrário do que diz a Maria João Avilez, o espartilho da Direita portuguesa vem (é imposto pela) da União Europeia — basta olhar para o que anda a fazer a Angela Merkel, que se diz de Direita; ou o Macron, que diz que não é de Esquerda, mas que é do “Centro”. Até o papa Chico diz que “não é de Esquerda”, mas o Bloco de Esquerda concorda com ele em tudo o que diz respeito a posições políticas seculares e mundanas.

Vivemos em uma tempestade perfeita.

Por isso é que o Donald Trump é “faxista” e “nazi”, porque veio incomodar os donos da tempestade. Por isso é que quem discorda do Bloco de Esquerda, no que quer que seja, é “faxista” — e ninguém da “direitinha” portuguesa gosta que lhe chamem de “faxista”.

¿Então faxisto?! Faz-nos falta a Vera Lagoa.

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