perspectivas

Segunda-feira, 9 Novembro 2020

A Esquerda trabalha activamente para a eliminação da mulher

Filed under: Esquerda,esquerdalho,esquerdopatia,marxismo,marxismo cultural — O. Braga @ 6:56 pm

Para a Esquerda, a mulher deixou de existir — alegadamente, está na moda dizer que quem dá à luz não são mulheres: em vez disso, são pessoas grávidas e parturientes.

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Vivemos tempos muito difíceis. A irracionalidade volta a estar na moda. Não sei se “isto” já vai com persuasão e com argumentação racional.

Terça-feira, 20 Outubro 2020

Eu não vou tão longe… mas o professor Aguilar tem alguma razão

Filed under: feminismo,marxismo,marxismo cultural — O. Braga @ 9:22 pm

O Observador é um jornaleco sem credibilidade maior; e é no contexto dessa parca credibilidade que o Observador publica esta notícia acerca do professor de Direito Francisco Aguilar.

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Vemos aqui outra notícia (ver ficheiro PDF), mais elaborada, que também fala do referido professor. A verdade é que o professor Aguilar compara o “feminismo político”, por um lado, e o “nazismo”, por outro lado.

O “feminismo político” é coisa diferente da minha hipotética vizinha feminista que “assapa” no marido; mas é claro que este tema é demasiado complicado para os jornaleiros do Observador.

Mulheres feministas (“com testículos”), sempre existiram; mas o “feminismo político” é um fenómeno social recente que decorre da evolução (¿ou será “involução”?) do pensamento marxista (desde o conceito de “mulher” e do “casamento”, segundo Engels) até ao Pós-modernismo ideológico actual.

Paradoxalmente, a descrição do feminino, vindo da parte de um professor cristão, coincide essencialmente com a descrição das mulheres vindas do anti-cristão Nietzsche. O professor cristão acaba concordar com Nietzsche ateu no que respeita às mulheres.

Eu não vou tão longe…

… mas, a verdade é que o Feminismo Político tem contribuído para destruição do tecido e coesão sociais — isto é um facto! —, contribui para a atomização da sociedade e para a extrema dependência do cidadão em relação ao Estado; e por isso, o Feminismo Político deve ser considerado um alvo ideológico a abater por parte de qualquer cidadão bem-formado.

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feminismo-e-isto-webQuando o professor confunde o Feminismo Político, por um lado, e a “mulher” entendida individualmente, por outro lado, ele caiu na armadilha montada pelo marxismo cultural.

O marxismo cultural  — ou “politicamente correcto” — tende a negar as (diferentes) categorias da Realidade, mediante (através de) um nominalismo radical e absoluto que pulveriza ad infinitum a categorização do universal que caracteriza necessariamente o pensamento científico. O marxismo cultural (a Esquerda actual) é, por sua própria natureza, anti-cientifico.

A negação (ou o esbatimento) das categorias universais da realidade — que é característica do nominalismo radical do politicamente correcto — tende a impôr, na cultura antropológica, um relativismo ético insidioso que cria uma sociedade de emasculados e cobardes.

Todo o edifício actual do Direito é construído tendo como base fundamental as teorias de Engels (mutatis mutandis, de Marx) acerca da família — e isto é tão evidente que até escandaliza o mais incauto observador. Mas a culpa disto não é das mulheres: é culpa de uma ideologia que foi preferencialmente pensada, adoptada e propalada por homens.

O Feminismo Político é uma ideologia de origem maioritariamente masculina.

Apesar do discurso hiperbólico e exagerado, e de analogias indevidas, a tese do professor Aguilar é uma “pedrada no charco” no contexto da cultura vigente — ou seja, parece-me que o exagero e a hipérbole utilizadas pelo professor tiveram a função de tornar socialmente visível o problema da “marxização” crescente da cultura ocidental.

Se o professor tivesse sido “meigo” nos conceitos e nas palavras, não teria a atenção que teve nos me®dia; e, neste sentido, o professor foi inteligente.

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Quarta-feira, 14 Outubro 2020

O Diogo Faro e o Ricardo Araújo Pereira: os cromos do regime

Filed under: marxismo,marxismo cultural,politicamente correcto — O. Braga @ 12:05 pm

Existe por aí um indivíduo que dá pelo nome de Diogo Faro que é uma contradição com pernas, por um lado, e por outro lado é um símbolo da actual “elite” social e cultural (ruling class).

Não quero com isto dizer que seja possível a qualquer ser humano viver isento de contradições; afinal, o nosso pensamento desenvolve-se a partir de opostos, e portanto a contradição é sempre uma tentação. O próprio conceito de “matéria” é contraditório em si mesmo (v. quântica).

No entanto, é precisamente a procura das contradições que estimula o conhecimento e o progresso científico. Embora vivamos em um mundo de contradições (de opostos), é função da inteligência humana tentar sempre discernir a contradição e a lógica.

O que é assustador é o facto de a forma de pensar do Faro coincidir com a forma de pensar das “elites” que nos comandam. E por isso é que o Faro tem uma projecção social esdrúxula.

«

(…)

Infelizmente há muita gente idiota que ainda acredita nestes cromos do regime.

O Árctico a derreter, a Amazónia a desaparecer, as barreiras de corais a morrer e a Terra a secar.

O fascismo cresce na rua e nos governos, o nazismo ecoa nas redes sociais, o autoritarismo mantém-se firme em tantos países e as democracias abanam como se os seus pilares fossem feitos de areia. O racismo continua a matar, a homofobia continuar a matar, a xenofobia continua a matar, o machismo continuar a matar. Não só matam como são normalizados e até promovidos e aplaudidos. Trabalhamos cada vez mais para viver para cada vez menos, enquanto a desigualdade económica cava um poço entre ricos e pobres tão grande quanto o buraco na camada de ozono. Vivemos em competição e não cooperação, o individualismo mais egoísta prevalece sobre qualquer amor comunitário e do bem comum. Dependemos das redes sociais para ser indivíduos únicos e perdemos para as redes sociais a nossa sanidade mental. E a nossa privacidade. Já nada é nosso. Somos controlados, manipulados e subjugados sem disso dar conta. O livre-arbítrio era dos filósofos, agora é dos plutocratas. E o mundo por todos os lados parece mesmo desabar.

(…)

As alterações climáticas ainda podem ser revertidas e os ecossistemas salvos, parando o aquecimento da terra e a potencial crise de refugiados climáticos.»

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Qualquer político do regime actual concordaria com este discurso do Faro; ou, se não concordasse, ficaria em um silêncio emasculado — mesmo quando os factos nos demonstram o contrário!: por exemplo, a Gronelândia ganhou cerca de 350 mil milhões de toneladas no gelo, apenas em 2019!

greta-taxes-webPara as elites — e para os profetas oficiais do regime, como o Faro —, os factos são irrelevantes; o Iluminismo é rejeitado, a irracionalidade voltou a estar na moda, e impera um novo tipo de obscurantismo que defende o irracional, alegadamente em nome de uma versão acientífica e utópica de “ciência”.

O discurso oficial do regime — amplificado pelos “cromos” do regime, como o Diogo Faro ou o Ricardo Araújo Pereira — é uma mistura de Teoria Crítica e pregação escatológica.

A Teoria Crítica é uma espécie de ácido que dissolve o tecido da realidade social, política, existencial e metafísica: o Diogo Faro é uma picareta falante que pretende transformar a realidade em um inferno.

A pregação escatológica apela a uma soteriologia em função de um putativo “fim do mundo” que se aproxima: à laia da Greta, o profeta Diogo Faro apela ao arrependimento dos Hílicos contemporâneos: “Arrependei-vos!”, diz ele: “O fim está próximo!”

A tentativa de negar a Natureza Humana (por exemplo, quando o Faro diz que infelizmente “vivemos em competição e não cooperação”) tem como objectivo a humilhação do indivíduo (por via da Estimulação Contraditória) ; isto é, se o ser humano é, por sua própria natureza, competitivo, segue-se que a crítica da elite política actual em relação à competição humana, é uma forma de anulação do indivíduo enquanto ser humano, reduzindo-o (através da dissonância cognitiva generalizada) a um mero instrumento da acção política por parte da elite.

Por fim: a ideia peregrina das elites actuais, segundo a qual “as alterações climáticas ainda podem ser revertidas e os ecossistemas salvos, parando o aquecimento da terra, através do aumento de impostos e da estatização da economia.

É como se dissemos que “a rotação da Terra poderia ser parada se o Bloco de Esquerda tivesse o Poder absoluto”. Ou como se dissemos que “o facto de o clima mudar” — como tem mudado desde que existe atmosfera na Terra — “é culpa do capitalismo”.

Infelizmente há muita gente idiota que ainda acredita nestes cromos do regime.

Quinta-feira, 8 Outubro 2020

Um livro recomendado pelo José Pacheco Pereira

Filed under: José Pacheco Pereira,marxismo,marxismo cultural — O. Braga @ 10:43 am

“Breve História do Marxismo Cultural e do Politicamente Correcto” (2ª edição), do autor Jefrey D. Breshearseditora Contra-corrente.

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Sábado, 19 Setembro 2020

Temos que assumir, de uma vez por todas, que o “socialismo de rosto humano” acabou

Filed under: Esquerda,marxismo,marxismo cultural — O. Braga @ 4:29 pm

MARXISMO-ESCOLAS-webEste artigo do Padre Gonçalo Portocarrero de Almada é um exemplo do discurso educadinho e politicamente correcto que putativamente se opõe à “extrema-esquerda”, mas que, no fundo, faz o jogo político desta. É um discurso timorato, que acaba por dar alguma razão ao maoísta Pacheco que acusa a Igreja Católica de estar por detrás das reclamações do pai Artur de Famalicão.

Dizem-se muitas asneiras sobre o ensino no tempo de Salazar e Caetano. Por exemplo, quando o Padre compara a disciplina liceal de Organização Política e Administrativa da Nação, por um lado, com a actual disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, por outro lado, “esquece-se” que a disciplina Organização Política e Administrativa da Nação não era nuclear (não era obrigatória, mas antes era optativa): muita gente optava por ela porque era uma disciplina fácil (tínhamos que fazer, obrigatoriamente, o total de seis disciplinas do 7º ano dos liceus; eu fiz essa disciplina).

Qualquer tentativa de modificar a actual disciplina de Cidadania e Desenvolvimento — como defende o Padre — é “chover no molhado”, porque a referida disciplina foi construída pela Esquerda para não ser modificável, de modo algum.

Este tipo de discurso conciliatório e sacerdotal da Não-esquerda é música para os ouvidos radicais como os do ideólogo jacobino Pacheco.

A Não-esquerda tem que começar a perceber que não é possível qualquer tipo de compromisso com a actual Esquerda — que inclui o Partido Socialista de António Costa.

O Partido Socialista de Mário Soares já não existe. O “socialismo de rosto humano” acabou.

Sexta-feira, 18 Setembro 2020

Bárbara Reis, uma criatura burrinha todos os dias (Graças a Deus!)

Uma criatura que dá pelo nome de Bárbara Reis escreveu o seguinte no jornal Púbico (a propósito da oposição à obrigatoriedade das aulas de “Cidadania e Desenvolvimento”):

“A objecção de consciência refere-se a acções, não a ideias. Implica agir, fazer uma coisa”.


Antes de mais, vamos saber o que significa “ideias” (quando começamos a definir, o esquerdalho começa a fugir).

A ideia é aquilo através do qual o pensamento se relaciona com o real (Espinoza).


Embora eu não goste de Espinoza, é impossível recusar esta definição (dele) sob pena de sermos ainda mais burrinhos do que a Bárbara Reis.

Para a Bárbara Reis (como para todos os marxistas!), o ser humano é livre porque age; a Bárbara Reis aproxima-se ontologicamente da realidade dos animais irracionais, categoria a que ela pertence por mérito próprio.

Para nós, outros que discordamos dela, o ser humano age porque é livre: a liberdade é anterior à acção, por um lado, e por outro lado a acção livre depende das ideias que temos.

Ora, para sermos livres temos que nos distinguir dos animais irracionais (de tipo “Bárbara Reis”) e temos que ter ideias.
As ideias são a condição da acção livre (utilizando uma linguagem kantiana).

Sendo que a ideia é “aquilo através do qual o pensamento se relaciona com o real”, não é possível qualquer tipo de acção livre — repito! Livre! — sem as ideias que a condicione.

Por isso é que é perfeitamente legítimo — por exemplo e imaginando aqui o absurdo — a objecção de consciência em relação a aulas que ensinem às crianças as putativas “virtudes do holocausto nazi”.

A objecção de consciência em relação às ideias dos nazis é a condição da prevenção da repetição histórica da acção hedionda que matou milhões de pessoas inocentes.


E por isto tudo é que a Bárbara Reis é uma criatura burrinha todos os dias (Graças a Deus!).

O pós-modernismo como evolução do marxismo

Filed under: marxismo,marxismo cultural,Pós-modernismo — O. Braga @ 3:41 pm

Quando1 a “construção da realidade” do “marxismo científico” falhou2, os marxistas optaram pela desconstrução da Realidade (pós-modernismo: Derrida, Foucault, Bloco de Esquerda, etc.)


Notas
1. Na esteira da influência cultural Iluminista.
2. porque essa construção marxista foi baseada em uma
ideologia e não na ciência, como o demonstrou Karl Popper através do princípio da falsificabilidade.

Sexta-feira, 31 Julho 2020

A diferença ética e ontológica entre o Bloco de Esquerda e o IL (Iniciativa Liberal)

Filed under: animalismo,ética,marxismo,marxismo cultural,Peter Singer — O. Braga @ 6:28 pm
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Nicolás Gómez Dávila escreveu o seguinte, acerca do regime de democracia representativa:

“Hay que repetirlo y repetirlo: la esencia de la democracia es la creencia en la soberanía de la voluntad humana.”

Desta vez não concordo com ele. A democracia americana, tal como estipulada originalmente pela Constituição dos Estados Unidos, não prescinde de Deus: a vontade humana, neste caso, só existe com o beneplácito da vontade de Deus.

Se a vontade humana for uma consequência da vontade de Deus, então a vontade humana torna-se dependente de um primeiro princípio, ou de um axioma — ou de um “dogma” como se escreve aqui. E, sendo dependente, a vontade humana não é soberana, mesmo que o ser humano viva em democracia.

O facto de se viver em democracia não significa necessariamente que se imponha, na cultura antropológica  a crença  na soberania da vontade humana.


O que está a acontecer é uma revolução cultural e uma mudança de paradigma. Há cada vez mais pessoas que salvariam o seu cão em vez de um vizinho (des)conhecido de se afogar. O Humanismo está em falência não por ser errado, mas porque não tem sabido reconhecer no Animalismo um inimigo fatal.”

Em defesa dos direitos humanos ou introdução ao artigo de Joaquim Grave


Existe uma diferença de propósitos entre o liberalismo (utilitarismo) de Stuart Mill, por um lado, e o marxismo cultural, por outro lado.

O liberalismo utilitarista de Stuart Mill [representado actualmente em Portugal pelo IL (Iniciativa Liberal) e pelo PSD de Rui Rio] tinha (em finais do século XIX) como preocupação a organização da sociedade em benefício de seres humanos considerados “extraordinários” e extravagantes (os novos “super-homens” da nova aristocracia burguesa), e por isso obrigando toda a gente a “libertar-se” das restrições das tradições e dos costumes.

O marxismo cultural (representado em Portugal pelo Bloco de Esquerda, partido Livre, e uma parte do Partido Socialista, PAN) pretende o fim das restrições dos costumes como uma forma de minar a sociedade por dentro, tendo em vista um fim oposto ao do liberalismo: a instauração de um totalitarismo que imporá um “paraíso na Terra”, e que (alegadamente) surgirá espontaneamente na sequência de uma espécie de “apocalipse” (Fé Metastática).

O liberalismo utilitarista conduz a um social-darwinismo (uma sociedade organizada em benefício dos mais fortes). O marxismo cultural conduz a um totalitarismo distópico de tipo previsto no romance “1984” de George Orwell.

Ou seja, os meios são semelhantes entre uma e outra ideologia; mas os fins (os propósitos) são diferentes.

A preocupação do liberalismo utilitarista de Stuart Mill é com as “normas sociais opressivas” (a “libertação” em relação à opinião pública); em contraponto, os marxistas culturais servem-se da guerra contra as “normas sociais opressivas” para uma “destruição criativa”, radical e utópica da sociedade, tendo em vista um “paraíso” totalitário.


Uma sociedade sem tabus é um “círculo quadrado”.

especismo-2-webQuando se diz (na citação) que “o que está a acontecer é uma revolução cultural e uma mudança de paradigma”, o que se pode dizer é que o que está em causa é uma tentativa (por parte dos marxistas culturais) de mudar os tabus que regem a nossa sociedade — porque eles sabem muito bem que uma sociedade sem tabus é um “círculo quadrado”.

O aborto, o eugenismo, a eutanásia e o infanticídio são cada vez mais defendidos abertamente pelo movimento ecologista; os direitos dos animais em geral são equiparados aos direitos humanos.

Para que o aborto, o eugenismo, a eutanásia e o infanticídio deixem de ser tabus culturais, a Esquerda tem que encontrar (e impôr) novos tabus culturais — por exemplo, a censura da linguagem em nome de uma total discricionariedade subjectivista, a negação da existência dos dois sexos em nome da “igualdade”, a deslocalização do conceito de “opressão” da economia (marxismo clássico) para a psicologia — tornando a liberdade de expressão o grande problema da sociedade, e não a solução preconizada pelo Iluminismo; e o maniqueísmo de Marcuse traduz-se no conceito de tolerância repressiva: o marxismo cultural entende a liberdade de expressão como um mal que tem que ser erradicado.


end-espexcismo-webO movimento ecologista e animalista internacional trabalha arduamente para conduzir a humanidade à barbárie eugenista e anti-humanista a que já assistimos no princípio do século XX, nomeadamente com a ligação íntima entre os “Green Wing” alemães (Wandervögel) e o movimento nazi.

Hitler e Himmler eram vegetarianos e consideravam os direitos dos animais a par e equivalentes aos direitos humanos (Hitler gostava mais de cães do que de pessoas) ; a política nazi do “Blut und Boden” (Sangue e Chão) é indissociável da sua componente ideológica ecologista, que se desenvolveu a partir dos filósofos românticos como Nietzsche e do mito dogmático darwinista.

Mais tarde no século XX, alguns “filósofos” seguiram a tradição “revolucionária” de menorização da importância do ser humano no contexto da Natureza, nomeadamente Marcuse e/ou Heidegger; mas também, por exemplo, pelo Padre jesuíta (e, por isso, panteísta) Pierre Teilhard Chardin que muitos "católicos fervorosos" prezam.

Porém, o verdadeiro guru do animalismo ecologista actual é Peter Singer.

Para que se tenha uma ideia do enorme problema que os portugueses têm entre mãos, grande parte dos professores de filosofia em Portugal doutrinam as nossas crianças com a teoria do “especismo”, da autoria de Peter Singer (a ler: A incoerência da teoria ética de Peter Singer).

Em Portugal, um dos exímios intérpretes de Peter Singer é Pedro Galvão, que os “professores de filosofia” que estão na moda tanto respeitam.

Domingo, 19 Julho 2020

Engels foi o bisavô do marxismo cultural

Filed under: feminazismo,feminismo,lixo feminino,marxismo,marxismo cultural — O. Braga @ 12:36 pm
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Podemos ler aqui uma crítica pertinente a um livro de uma feminista, de seu nome Lúcia Vicente.

Eu não lerei o livro, certamente, por uma razão: quase tudo o que as feministas pós-modernas gritam está condensado em um livrinho de Engels: “A origem da família, da propriedade e do Estado” (a minha edição é de 1976). A primeira edição do livro é de 1884.

Ao ler o artigo crítico de Lúcia Vicente emA incongruente utopia feminista”, fui identificando, ponto por ponto, algumas teses defendidas por Engels na obra “A origem da família, da propriedade e do Estado”. A julgar pela referida crítica, as teses de Lúcia Vicente têm mais de um século.

engels-familia-webO livro de Engels está cheio de contradições, que não serão abordadas aqui e agora.

Este livro de Engels é a base ideológica do ataque à família natural por parte do marxismo cultural de que faz parte a Lúcia Vicente. Porém, as teses de Engels ou são a-históricas (não têm fundamento histórico, ou seja, são especulações “antropológicas” puras), ou são absurdas (não têm qualquer fundamento na realidade).

No livro, Engels defende (por exemplo) a legitimidade do incesto (na página 59), desde que enxertada na “Gens do direito materno” (conceito de “Gens” segundo Engels: círculo fechado de parentes consanguíneos por linha feminina, que não se podem casar uns com os outros); ou seja, segundo Engels, fora da Gens, o incesto é legítimo.

O ataque feminista (e marxista cultural) ao “homem branco, ocidental, rendimento acima da média, heterossexual”, tem a ver essencialmente com o ataque que Engels faz ao indivíduo (enquanto célula humana): “não são os indivíduos, mas os grupos inteiros que estão casados uns com os outros, classe com classe [página 58].

Segundo Engels, a união conjugal em massa (o “matrimónio grupal”) “não é tão monstruoso como o figura a fantasia dos filisteus, acostumados à sociedade da prostituição” [pág 60]. Verifica-se aqui, por exemplo, como Engels mistura alhos com bugalhos, e o “antropólogo”  faz juízos de valor.

A ideia de Engels segundo a qual, em uma comunidade, todas as mulheres e homens são de uns e doutros (comunismo sexual) em uma cultura de predominância matriarcal, não foi adoptada por Lenine; mas foi ideologicamente adoptada pela Escola de Frankfurt em geral, e em particular por marxistas como Marcuse e/ou Wilhem Reich (entre outros).

Segundo Engels, o homem só é livre quando abandona os seus laços familiares (tradicionais e naturais ) para que surja a horda [página 45]; segundo Engels, a horda é a forma social mais elevada [página 46]; segundo Engels, a horda opõe-se à família. O conceito de “horda” (que Engels foi buscar ao autor E. Espinas, “Sociedades Animais”, 1877), passa (em Engels) a ter uma conotação de “comunitarismo”, “colectivismo”, em oposição ao (horroroso) individualismo.

Para Engels, a “guerra” contra o “individualismo” começará com a destruição da família monogâmica (ou aquilo a ele chamou de “família sindiásmica”). Contudo, Engels incorre flagrantemente em uma falácia de apelo à natureza (quando coloca, em uma mesma categoria ontológica, macacos e seres humanos).

A defesa de uma sociedade matriarcal (em alegada oposição à sociedade patriarcal) está directamente ligada à seguinte tese de Engels (página 55):

“Em todas as formas de famílias por grupos, não se pode saber com certeza quem é o pai de uma criança, mas sabe-se quem é a mãe. Ainda que ela (a mulher) chame filhos seus a todos os da família comum, e tenha deveres maternais para com eles, nem por isso deixa de distinguir os seus próprios filhos entre os demais.

É claro, portanto, que em toda a parte onde existir o matrimónio por grupos, a descendência só pode ser estabelecida pelo lado materno, e por conseguinte apenas se reconhece a linhagem materna.”

A este conceito (matrimónio por grupos), Engels chama de “direito materno”.

Ora, na medida em que o “direito materno” — ou seja, a sociedade matriarcal das “famílias por grupos” — anula o indivíduo macho em favor da horda, Engels considera que o matrimónio por grupos — que é a união conjugal em massa de toda uma classe de homens com toda uma classe de mulheres — é mais positivo do que o casamento monogâmico (página 60).

A grande preocupação de Engels é a destruição cultural do conceito de “indivíduo macho em favor do colectivo.

O conceito de “lar comunista” (pág. 64), segundo Engels, significa “predomínio da mulher no lar” [pág 64]: o homem sai de casa por ordem da mulher [pág 65]. Ora, este lar comunista e matriarcal depende da abolição da exclusividade das relações sexuais (com relação a um determinado homem) na cultura antropológica e por parte da mulher (“o fim do matriarcado imprime um rápido desenvolvimento da monogamia” [pág 80].).

“O desmoronamento do direito materno (ou seja, o desmoronamento do matrimónio grupal) foi a grande derrota histórica do sexo feminino em todo o mundo” (Engels, ibidem, página 76).

No livro, Engels faz comparações sistemáticas entre entre a cultura ocidental, por um lado, e alegadas culturas pré-históricas, por outro lado, invocando uma série de antropólogos do século XIX (como se a antropologia fosse uma ciência exacta). Trata-se de uma obra de um “antropólogo” amador.


As ideias fundamentais propaladas pelas feministas radicais (da laia da Lúcia Vicente) desenvolveram-se a partir de Engels. Engels foi o bisavô do marxismo cultural.

Quinta-feira, 16 Julho 2020

Os portugueses estão a pagar esta trampa

Filed under: marxismo,marxismo cultural — O. Braga @ 12:22 pm

Segunda-feira, 13 Julho 2020

O “politicamente correcto” (ou marxismo cultural) significa “leis com dois pesos e duas medidas”

Filed under: marxismo,marxismo cultural,politicamente correcto — O. Braga @ 3:35 pm

“As tretas do politicamente correcto tornaram-nos cúmplices com uma violência ignóbil”.

Helena Matos


Estamos em presença do conceito maniqueísta de “tolerância repressiva”, de Marcuse: tudo o que vem da Esquerda é bom (ou não é mau), e tudo o que vem da Direita é mau.

É assim, por exemplo, que o vandalismo de uma catedral é coisa boa ou, no mínimo, coisa inócua; e pintar por cima de um símbolo dos Black Lives Matter já é “crime de ódio”.

enviesamento-judicial-web

Sábado, 11 Julho 2020

E o paspalho José Pacheco Pereira continua a dizer que “o marxismo cultural não existe”

Filed under: José Pacheco Pereira,marxismo,marxismo cultural — O. Braga @ 4:43 pm

O discurso marxista cultural é dissolvente, corrosivo — corrói e destrói o tecido cultural.


É um discurso alegadamente realizado em nome da “ciência”, mas que simultaneamente nega as categorias da ciência: é como se a ciência fosse reinventada de acordo com os paradigmas da ideologia.

rapazes q menstruam

Vemos, por exemplo, um comentário no Twitter ao artigo do jornal Púbico (ver imagem abaixo): alegadamente, “quem concorda com a ideia de que existem cromossomas XX e XY, é ignorante”, e “deve ir aprender com a OMS” (Organização Mundial de Saúde).

Há aqui uma tentativa de fundamentar “cientificamente” a negação das categorias da própria ciência (neste caso, da biologia); e este tipo de atitude acientífica não é apenas popular: é oriundo da própria elite de ideólogos neomarxistas.

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A dissolução do espírito crítico em circulação na sociedade é um dos instrumentos essenciais para a construção de uma sociedade totalitária.


O médico psiquiatra Theodore Dalrymple escreveu o seguinte acerca do marxismo cultural:

“O politicamente correcto é propaganda marxista cultural em pequena escala.

Nos meus estudos acerca das sociedades marxistas, cheguei à conclusão que o propósito da propaganda marxista não era o de persuadir ou convencer, nem sequer informar, mas era o de humilhar; e, por isso, quanto menos ela (a propaganda) corresponder à realidade, melhor serve o seu propósito de humilhar.

Quando uma pessoa é obrigada permanecer em silêncio quando lhe dizem as mentiras mais óbvias e evidentes, ou ainda pior quando ela própria é obrigada a repetir as mentiras que lhe dizem, ela perde, de uma vez por todas, o seu senso de probidade.

O assentimento de uma pessoa em relação a mentiras óbvias significa cooperar com o mal e, em pequeno grau, essa pessoa personifica o próprio mal. A sua capacidade de resistir a qualquer situação fica, por isso, corrompida, e mesmo destruída. Uma sociedade de mentirosos emasculados é fácil de controlar. Penso que se analisarem o politicamente correcto ou marxismo cultural, este tem o mesmo efeito e propósito.”


Por exemplo, quando um cidadão olha para um pau e diz que é uma pedra — porque a elite de ideólogos marxistas (em que se inclui o José Pacheco Pereira) o conseguiu convencer de que “1 pau = 1 pedra”, negando a própria ciência que demonstra que um pau não é uma pedra, — esse cidadão já perdeu o sentido da sua própria dignidade; esse cidadão está pronto a ser controlado pelo Estado totalitário inspirado pelo Bloco de Esquerda (com o apoio ideológico do PSD de José Pacheco Pereira).

Quando os ideólogos marxistas culturais sentenciam (por exemplo) que “um homem é uma mulher” (e/ou vice-versa), e que os cromossomas não têm qualquer valor de categorização da realidade sexual — o que fazem é tentar impôr ao cidadão uma estimulação contraditória que causa exactamente a humilhação do cidadão (um sentimento de vergonha que o indivíduo sente face à autoridade ontológica exercida pela ideologia marxista cultural sobre ele próprio) de que nos fala Theodore Dalrymple; e assim o cidadão é forçado a negar a própria realidade objectiva e auto-evidente: esta estimulação contraditória  tem como consequência a dissonância cognitiva do cidadão que nega a própria realidade que está a ver.


E depois, o paspalho José Pacheco Pereira vem dizer que “o marxismo cultural não existe”.

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