perspectivas

Sexta-feira, 18 Maio 2018

O Purificacionismo do Anselmo Borges

 

Está muito na moda dizer: “Eu não concordo!; mas não critico…”. Assim ficamos sempre de bem com o mundo. A “tolerância” é assim transformada em “permissividade”.

Por exemplo, quando uma fulana me disse: “Eu não concordo com o aborto, mas não critico quem aborta”. Ou quando o Anselmo Borges diz: “Fulano não concorda com o marxismo, mas diz que o ‘marxismo é fascinante’”. A ideia que se pretende fazer passar à populaça é a de que “se não concordas, cala a boca!” em nome da “tolerância”. Pois eu digo: “se não concordas, bota a boca no trombone!”.


“O diálogo entre os comunistas e os católicos tornou-se possível desde que os comunistas falsificam Marx e os católicos deturpam Cristo” — Nicolás Gómez Dávila

A ideia do Anselmo Borges segundo a qual “sem Karl Marx não haveria uma Doutrina Social da Igreja Católica” (naturalmente que ele diz que “foi o outro que disse isso!, não fui eu!”) é a mesma coisa que dizer, por exemplo, que “sem a revolução burguesa de 1789, não haveria Doutrina Social da Igreja Católica”; ou que “se Jesus não tivesse vivido, não haveria o papa Chico”. Ou que “se a minha bisavó tivesse asas era um Boeing 747”. Só quem não leu a encíclica Rerum Novarum pode dizer que existe uma qualquer recôndita ligação ideológica entre Karl Marx e a Igreja Católica (como insinua o Anselmo Borges).

Para além da “permissividade” de que falei acima, hoje está na moda citar outrem ao mesmo tempo que se diz que “não concordo necessariamente com ele”; ou então cita-se alguém, mas sem qualquer comentário acerca da citação. É uma forma de se transmitir a ideia que se pretende, mas sem se comprometer ideologicamente. Como dizia a Ivone Silva: “Com simples um vestido preto, nunca me comprometo!”. É uma manifestação de esperteza saloia; e, nesta matéria, o Anselmo Borges é pós-doutorado.


Hoje existe disseminada a ideia de queum católico deve ser um marxista mas sem a violência que Karl Marx defendeu”. Ou seja, alegadamente um católico deve ser uma espécie de “marxista pacífico”. Os católicos actuais deturpam Jesus Cristo. É neste sentido estrito que o papa Chico, o cardeal bávaro Marx e o Anselmo Borges, entre outros, são marxistas. Por isso é o cardeal Marx e o Anselmo Borges absolvem o Karl Marx — porque a nova utopia é a de “um marxismo sem violência”.

A falácia do Anselmo Borges e do cardeal Marx revela-se na transposição literal — que ambos fazem — da teoria de Karl Marx que se referia à relação entre o proletariado e o capitalismo industrial, por um lado, para a relação que existe hoje entre os movimentos sociais e o capitalismo global, por outro lado.

O cardeal Marx escreve (com a aquiescência bovina no Anselmo Borges):

“Hoje começamos a ver os efeitos sociais, políticos e ecológicos que o capitalismo mundial, global e desenfreado tem. E a doutrina social católica nunca negou a análise marxista do capitalismo e das ameaças que dele decorrem. Karl Marx obrigou a pensar problemas que não estão resolvidos. Isto vale também para o carácter fetichista da mercadoria e a alienação.”

Vemos ali, no trecho, em primeiro lugar, um esboço de como o marxismo tradicional evoluiu para uma nova ideologia (que é marxista, na sua essência) que já recebeu o nome de “Purificacionismo”, que é uma nova versão puritanista do gnosticismo moderno. Sobre o Purificacionismo falarei com mais detalhe noutra altura.

Mas, em segundo lugar, é absolutamente falso que “a doutrina social católica nunca negou a análise marxista do capitalismo”: basta lermos a encíclica Rerum Novarum para percebermos que o Anselmo Borges mente. E a alusão ao “carácter fetichista da mercadoria e da alienação” revela o carácter puritano da nova ideologia Purificacionista que já contaminou a Igreja Católica através do papa Chico e seus acólitos.


O Anselmo Borges escreve:

« (1) Também se deve a Marx perceber que "o mercado não é tão inocente como se apresenta nos manuais dos economistas; por detrás há enormes interesses".

(2) Ele mostrou que "os direitos humanos, sem partilha material, permanecem incompletos", exigindo-se, portanto, "atender às relações reais concretas". Ao acentuar o empírico, "ele é um dos primeiros cientistas sociais que devem ser levados a sério". »

Há, na citação supra, duas ideias-força que advém directamente de Karl Marx e que caracterizam também o Purificacionismo: a primeira, a de que o interesse pessoal determina as nossas convicções (porque, alegadamente, são os “enormes interesses que estão por detrás” que determinam as convicções acerca do mercado). Ora, crer que o interesse pessoal determina exclusivamente as nossas convicções, converte-se um uma convicção que pode determinar a nossa acção, e de tal modo que o motivo de toda a convicção chega a ser o exclusivo interesse pessoal. Por isto vemos a lógica abstrusa de que parte o Karl Marx, e que os intelectuais marxistas e Purificacionistas seguem; mas as contradições e as incoerências da ideologia são úteis porque emprenham as crenças simples com mistérios gnósticos (ver estimulação contraditória).

A outra ideia-força Purificacionista (e marxista) é a subordinação de toda a realidade à economia — por exemplo, quando Irene Khan, que foi Secretária-geral da Amnistia Internacional, afirmou, em uma entrevista ao Financial Times (21 de Maio de 2005), que

«se quisermos falar hoje de “direitos humanos”, para a maioria das pessoas do mundo isso não significa grande coisa. Falar de “liberdade de expressão” a uma pessoa que não saber ler um jornal, ou falar em “direito ao trabalho” a uma pessoa desempregada; os Direitos Humanos não significam nada a não ser que se mude alguma coisa nestas matérias».

Ora, isto é exactamente o que Karl Marx, o cardeal Marx, o papa Chico e o Anselmo Borges defendem: a subordinação de toda a realidade — social, cultural, política, metafísica, etc. — à economia.

O que é extraordinário na opinião da (então) Secretária-geral da Amnistia Internacional, é a de que o estatuto de “prisioneiro político”, entendido em si mesmo e na sua condição, é insuficiente para merecer uma campanha humanitária quando há gente esfomeada e desempregada que não presta atenção à condição de “prisioneiro político”. Infere-se que, na opinião da criatura, que a Amnistia Internacional não tem meramente que lutar pelos direitos dos prisioneiros políticos, mas sobretudo tem que lutar por uma mudança económica global.

É claro e evidente que o novo clero instalado no Vaticano é marxista! Mas segue a versão marxista actualmente falsificada que é o Purificacionismo. Mas repare, caro leitor: o Purificacionista Anselmo Borges (na linha ideológica do marxismo) defende uma forma de globalismo, embora diferente do globalismo dos neocons americanos, e diferente do globalismo islâmico.

Purificacionistas e os Globalistas do Império estão de acordo em uma coisa: querem acabar com o Estado-Nação e com as identificações nacionais (ou seja, querem acabar com a democracia, porque sem Estado-Nação não é possível a democracia).

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Sexta-feira, 11 Maio 2018

O Anselmo Borges e o globalista Macron

Filed under: Anselmo Borges,Igreja Católica — O. Braga @ 2:17 pm

 

Em Anselmo Borges, não sei o que me surpreende realmente: se o facto de ele ser professor universitário, ou, em alternativa, o facto de ele ser um sociopata.

ANSELMO-BORGES-HOPE-WEBÉ óbvio que uma coisa não impede a outra: um professor universitário pode ser um sociopata; mas um professor universitário não deve ser um ingénuo capaz de acreditar nas “boas intenções católicas” do globalista Macron; e sendo o Anselmo Borges professor universitário, só a sua (dele) sociopatia pode explicar a sua (dele) narrativa bovina da “religiosidade católica” do psicopata Emanuel Macron.

Naturalmente que o Anselmo Borges, ao referir-se ao psicopata Macron, tinha também como objectivo falar de Paul Ricoeur que teve uma educação protestante e foi um defensor natural da Nova Teologia — que, por sua vez, influenciou sobremaneira a Teologia da Libertação (por exemplo, Ricoeur não aceita o dualismo, ou seja, trata-se de uma religiosidade imanente  e monista  que é característica da Nova Teologia).

O Anselmo Borges tem uma obsessão em relação ao anti-tradicionalismo protestante: tudo o que cheire a “anti-tradição católica” tem o apoio do sociopata Anselmo Borges.


Convém dizer que, em geral, Ricoeur é ideologicamente a antítese do globalista psicopata Macron.

Portanto, qualquer tentativa de “colar” Ricoeur ao psicopata Macron é um completo absurdo. O psicopata Macron é um político: e um político nunca diz aquilo em que acredita, mas antes diz aquilo que acredita ser mais eficaz. E quando ele fala do “catolicismo francês” na França da Marine Le Pen e da Front Nationale, pretende ser eficaz.

Para que se entenda rapidamente: podemos definir Paul Ricoeur como uma espécie de “Heidegger francês”. Ricoeur é, fundamentalmente, um existencialista “cristão” (sendo ele francês, distingue-se do paganismo endógeno do alemão Heidegger; mas não deixa de ser um existencialista).

Sexta-feira, 4 Maio 2018

O Anselmo Borges defende a criação do Sindicato Revolucionário das Freiras Operárias

 

anelmo-borges-webPara além da criação do Sindicato Revolucionário das Freiras Operárias, o Anselmo Borges defende também uma negociação contratual colectiva das condições de trabalho nos conventos femininos, um salário mínimo para as freiras, e a negociação das carreiras profissionais da freiraria. Para conseguir este desiderato, o Anselmo Borges pretende substituir o clericalismo alegadamente “machista” por um sindicalismo freiral feminista.

Ademais, o Anselmo Borges defende a ideia segundo a qual Jesus Cristo teria dito que toda gente é igual, e que todos nós deveríamos usar uniformes iguais para parecermos todos iguais. Parafraseando o papa Francisco e a Catarina Martins, o Anselmo Borges diz que as mulheres são iguais aos homens; que Jesus Cristo teria dito que os fariseus eram iguais aos samaritanos, que os assassinos são iguais aos virtuosos, e que a mãe dele é igual ao pai dele, etc..

Além disso, o Anselmo Borges quer uma mulher-papa — neste caso, seria talvez uma mulher-mama. Em vez de termos papa-mulheres (como foi, por exemplo, o papa Bórgia), teríamos mulheres-papa. E, segundo o Anselmo Borges, quem não defende a ideia de uma mulher-papa é misógino fassista xenófobo homófobo racista sexista & escroto patriarcal.

Sexta-feira, 13 Abril 2018

A língua viperina do Anselmo Borges

 

“Se se trata somente de organizar um paraíso na Terra, os sacerdotes sobram. O diabo basta”.

Nicolás Gómez Dávila 


Não sei se o Anselmo Borges continua a ser sacerdote da Igreja Católica; se for esse o caso, há muito tempo que a Igreja Católica o deveria ter “despedido” — não digo “excomungado”, mas “dispensado” pela Igreja Católica. Ele não faz falta; o diabo basta.


Desta vez o Anselmo Borges vem dizer que “o diabo não existe” — o que é a melhor forma de ser diabólico. E o diabo agradece muito ao Anselmo Borges.

“O maior erro humano não é o de anunciar que Deus morreu: é o de acreditar que o Diabo está morto”.

Nicolás Gómez Dávila 

O Anselmo Borges não tem autoridade — nem de facto, nem de direito — para “decretar” seja o que for em matéria teológica.

O Anselmo Borges é um indivíduo intelectualmente medíocre quando não percebe as suas limitações. É esta mediocridade, por um lado, e o acesso aos me®dia e à ruling class, por outro lado, que transformam o Anselmo Borges em um indivíduo particular- e perigosamente nefasto à nossa sociedade.

O Anselmo Borges faz parte da merda que nos governa.


“O erro não se faz notar senão à sombra da verdade. Até o diabo se escapa, aborrecido, de onde o Cristianismo se extingue.”
Nicolás Gómez Dávila 

A ideia do Anselmo Borges em relação ao diabo e às suas (do diabo) manifestações terrenas, é análoga à dos positivistas em relação à ciência: “se as possessões demoníacas não foram ainda todas explicadas pela ciência, irão ser explicadas um dia, nem que seja daqui a 4.000 milhões de anos”.

Ou assemelha-se à ideia do zoólogo Richard Dawkins [o mesmo que diz agora que, afinal, temos que voltar a adoptar a cultura cristã] que afirmou (mais ou menos isto) que “se uma imagem da Virgem Maria descer do altar de uma igreja pelos seus próprios meios, e sair desta pelas suas próprias pernas, terá que haver necessariamente uma explicação positivista e naturalista para esse facto”.

É neste contexto cultural, positivista e naturalista, que se insere o Anselmo Borges: não me surpreenderia (absolutamente) nada que ele passasse a escrever no blogue do Carlos Fiolhais. Há nas duas avantesmas coimbrinhas o mesmo tipo de benevolente condescendência paternalista em relação ao estatuto de inferioridade do homem religioso.

Sábado, 31 Março 2018

Há no carácter de Anselmo Borges muito de culturalmente aviltante, de nojento, de degradante

Filed under: Anselmo Borges,Igreja Católica,papa Chico,papa-açorda — O. Braga @ 11:17 pm

 

O Anselmo Borges destila ódio contra a Igreja Católica, todas as semanas nos me®dia. Trata-se de um ressentimento difícil de explicar racionalmente.

“As piruetas do teólogo moderno não lhe granjearam nem mais uma conversão e nem menos uma apostasia”.
→ Nicolás Gómez Dávila


Esta semana, ele começa por dizer que “Jesus nunca falou em pecado original” (um argumento semelhante, invocado comummente pelos mentecaptos do calibre dele, é o de que “Jesus nunca criticou os gays, os punks, os ganzados, a cocaína, os Queers e os transgéneros, etc.”).

Há um fenómeno cultural normal que é a assunção epistemológica do passado, que a filosofia medieval chamou de modus ponens. Ou seja, no tempo e espaço de Jesus, toda a gente assumia como válida a doutrina do pecado original do Génesis — não era necessário sequer falar dela: era assumida pela própria cultura antropológica!. Não lembra ao careca (mas lembra ao burrinho Anselmo Borges) dizer que, na Palestina de Jesus, as pessoas não sabiam o que era o Génesis. Além disso, em João 9, 1-12, fala-se do pecado herdado.

« “Cristã” não é a sociedade onde ninguém peca, mas antes é a sociedade onde muitos se arrependem ». → idem

Na semana em que o papa Chico vem dizer que não existe inferno e que as almas pecadoras “desaparecem” (contrariando o catecismo da Igreja Católica), o Anselmo Borges vem dizer que a doutrina da Igreja Católica revela um “Deus sádico”.

Ou seja: o Chico nega o inferno, e o Anselmo, para não lhe ficar atrás, nega o pecado original.

Diz o Anselmo Borges que “Jesus amou a todos, por palavras e obras”; o que Anselmo Borges quer dizer, certamente, é que “Jesus fez umas valentes orgias gay porque ele amava a todos”; além disso, segundo Anselmo Borges, Jesus amava as putas abortadeiras porque “elas estavam sempre a amar”; para o Anselmo Borges, o “amor” justifica tudo.

Aliás, é assim que o Anselmo Borges certamente interpreta a passagem de Marcos 14, 46-52, que relata a estória do jovem que fugiu todo nu, apenas coberto por um lençol, quando Jesus se encontrava no horto de Gethsemani: a julgar pela mundividência do Anselmo Borges cerca das Escrituras e da Igreja Católica, o Anselmo Borges interpreta, com certeza, a presença do jovem nu como alguém que consolava Jesus antes da chegada dos soldados.

“A teologia, em mãos torpes, torna-se na arte de ridicularizar o mistério” → ibidem

papa-chico-comuna-webHá no carácter de Anselmo Borges muito de culturalmente aviltante, de nojento, de degradante.

A politização da doutrina da Igreja Católica, conduzida sistematicamente pelo Anselmo Borges, é o mais aviltante que podemos conceber. Jesus dizia que o Seu Reino não era deste mundo; o Anselmo Borges — na sequela do Chico — pretende transformar Jesus em uma bitola política mundana e imanente.

Toda a narrativa falsa do Anselmo Borges acerca de Jesus Cristo assenta na falácia de Parménides. E essa falsidade histórica do Anselmo Borges é causa do maior asco possível. Anselmo Borges é asqueroso, porque engana propositadamente os incautos. Ele é aquilo que o povo diz ser um filho-de-puta.

O Anselmo Borges transforma Jesus Cristo em uma espécie de Che Guevara, e di-lo com grande orgulho — como o Chico disse esta semana que tem “orgulho em ser revolucionário”.

“O diabo elege, a cada século, um demónio diferente para tentar a Igreja Católica. O actual é singularmente subtil. A angústia da Igreja perante a miséria das multidões obscurece a sua consciência de Deus. A Igreja cai na mais astuciosa das tentações: a tentação da caridade”.
→ Ibidem

Sexta-feira, 30 Março 2018

A mundividência gnóstica do papa Chiquinho: o diabo é o Donald Trump.

Filed under: Igreja Católica,papa Chico,papa-açorda — O. Braga @ 2:45 pm

 

Em uma entrevista concedida ao seu (dele) amigo ateu Eugénio Scalfari, o papa Chicuzinho afirmou que o “inferno não existe” e que as almas condenadas apenas “desaparecem”.

(more…)

Segunda-feira, 19 Março 2018

O novo “bispo” do Porto, o cata-vento Manuel Linda, não é bem-vindo

Filed under: Igreja Católica,Manuel Linda,papa Chico,papa-açorda — O. Braga @ 8:00 pm

 

« D. Manuel Linda, 61 anos, que se diz fã do papa Francisco a “200%”, garante que conhece vários casais de divorciados recasados que, “por motivos de fé e da sua convicção interior”, vivem em abstinência sexual. “Mas temos de nos perguntar: isso é mesmo família? Estou convencido de que não é bem família“, considera o novo bispo do Porto. »

O Manuel Linda é um cata-vento e agente agit-prop.

« Na entrevista, D. Manuel Linda conta também como percebeu que o papa Francisco estava “interessado de forma pessoal” no seu nome para a diocese do Porto; garante que apesar de ser “absolutamente contra” o aborto e a eutanásia, não vai passar o seu tempo “na praça pública” a denunciar propostas que choquem com a doutrina da Igreja, preferindo propor a doutrina “a quem a queira ouvir”. »


“Três personagens, no nosso tempo, detestam profissionalmente o burguês:

o intelectual — esse típico representante da burguesia;

o comunista — esse fiel executante dos propósitos e dos ideais burgueses;

o clérigo progressista — esse triunfo final da mente burguesa sobre a alma cristã.”

→ Nicolás Gómez Dávila


cataventoA estratégia dos apaniguados do papa Chico (como é o caso do Manuel Linda) é o da assunção da contradição sistemática (a estratégia política da estimulação contraditória) — aliás, como acontece com o Bloco de Esquerda; por exemplo, quando o Bloco de Esquerda defende a legalização da eutanásia, por um lado, e por outro lado (e simultaneamente) pretende promover (legalmente) o estatuto do “cuidador informal”, como se não houvesse qualquer contradição nas duas situações: a contradição é fundada no facto de se pretender que, em juízo universal, a eutanásia estará ligada à “liberdade” de quem pretende sujeitar-se a ela.

O Manuel Linda diz que não vai denunciar publicamente as propostas anticatólicas do Bloco de Esquerda. Estamos, portanto, conversados acerca da “catolicidade” do Manel.

O Manel Linda é um exemplo daquilo que não pretendemos ter na Igreja Católica. Essa gentalha não faz a Igreja. Essa escumalha, que tomou conta do Vaticano, terá que ser varrida pelo povo católico. É uma questão de tempo.

Essa gente acredita na imanência, e não na transcendência: por isso é que a ideologia política, que é imanente por excelência, é a principal forma de acção deste clero que tomou de assalto o Vaticano.

Porém, os “católicos” que seguem uma mundividência imanente (que são os do agrado do Manel) tendem a afastar-se da Igreja (secularização da doutrina); e os católicos que seguem o princípio transcendente da doutrina da Igreja, tendem a afastar-se deste clero imanente e a resistir à heresia que o Chico transporta consigo.


“Sobre o campanário da igreja moderna, o clero progressista, em vez de uma cruz, coloca um cata-vento”.
→ Nicolás Gómez Dávila

Terça-feira, 13 Março 2018

“Teólogo” Anselmo Borges é a mãezinha dele

Filed under: Igreja Católica,papa Chico,papa-açorda — O. Braga @ 10:23 am

 

« Para o teólogo Anselmo Borges (e colunista do DN), aquele "gesto histórico" marcará para sempre o seu legado. "Será sempre lembrado por isso. É um gesto de humildade, de significado histórico", apontou, e o próprio Bento XVI "queria que fosse significativo".

O Papa Francisco tem 81 anos e "já disse que não sai a pontapé" – enfrentando assim os seus "grandes opositores e inimigos dentro da Igreja, nomeadamente dentro do Vaticano". "Mas também já disse que, quando não puder, resignará", apontou o também professor de Filosofia. »

Francisco já disse que não sai a pontapé

Em primeiro lugar, “teólogo” é a puta-que-pariu; não é qualquer merda que é teólogo — ou filósofo; actualmente, qualquer bicho-careta é “filósofo”.

Em segundo lugar, os apaniguados do Chicuzinho fizeram com que o papa Bento XVI “saísse a pontapé”, porque Bento XVI foi notoriamente obrigado a sair do seu cargo pela máfia de que faz parte o Marujo, o Anselmo Borges e o comunista Frei Bento Domingues. Chegou a hora de se fazer justiça, e de dar um pontapé nos fundilhos deste papa-açorda.

Quarta-feira, 7 Março 2018

A guerra dos comunas “católicos” contra a Igreja Católica

Filed under: Igreja Católica,papa Chico,papa-açorda,TSF — O. Braga @ 10:34 am

 

Hoje, na TSF (antes das 10), dei com o jornalista comuna Fernando Alves a entrevistar um tal António Marujo que é um outro jornalista esquerdista que se diz “católico”. O tema da conversa era o da “mulher e a Igreja Católica”.

millet-angelus-camponeses-rezando-web400Surpreende-me como uma estação de rádio privada, como é a TSF, coloca um jornalista comuna a fazer guerra psicológica contra as populações e logo às primeiras horas do dia.

Como é timbre destes comunas infiltrados na Igreja Católica e que se dizem “católicos”, a narrativa costumeira é o de que “a mulher sempre foi desprezada pela Igreja Católica” — o que é absolutamente falso (se tivermos em consideração a cultura antropológica europeia ao longo do tempo).

O cursinho de Comunicação Social que o senhor António Marujo tirou, não lhe dá qualquer autoridade de direito ou intelectual para julgar a acção da Igreja Católica em relação à mulher e em termos relativos, isto é, sem que se caia na falácia de Parménides.

Estes comunas “católicos” criticam a Igreja Católica medieval, por exemplo, à luz da moral actual — mesmo sem se ter a certeza de que os parâmetros morais actuais são globalmente melhores do que os medievais.

Eu não tenho a certeza da superioridade moral do senhor António Marujo em relação a um camponês analfabeto da Idade Média.

Através da falácia de Parménides — que é uma falácia lógica que resulta da comparação de tempos diferentes, por exemplo, estabelecer a certeza de um determinado futuro baseando-se no presente, ou fazer juízos de valor acerca de um passado longínquo, estabelecendo como paradigmas de análise, os valores do presente —, o António Marujo diz que a Igreja Católica ostracizou a mulher: o que é absolutamente falso. É claro que nunca veremos a marujada comuna desta vida a criticar o Islão, este sim pejado de ideologia misógina.

“Católicos” marxistas, como é o caso do António Marujo, são incompatíveis com o catolicismo. Ponto final. Nós toleramo-los, da forma que toleramos os tolos, os ignorantes e os inconsequentes.

Sexta-feira, 16 Fevereiro 2018

O Domingos Faria sabe mais de ética católica do que o S. Tomás de Aquino

 

Aristóteles dizia que quando partimos de um princípio errado, todo o nosso raciocínio consequente (por mais “lógico” que seja) está errado. É o caso do Domingos Faria: parte de um princípio errado e por isso incorre (através da lógica mesma) em uma interpretação delirante dos factos.

O primeiro princípio errado é o seguinte: não são os “católicos mais conservadores” ou “mais tradicionalistas” que defendem a ideia segundo a qual o adultério é um pecado mortal: é o próprio Chico a quem chamam de "papa" que defende essa ideia — a não ser que o Domingos Faria venha agora com a ideia peregrina segundo a qual o Chico é um “radical ortodoxo”…!

O adultério é um pecado grave ou mortal na exacta medida em que viola o 9º Mandamento.

O segundo princípio errado do Domingos Faria é o seguinte: ele parte do princípio de que a moral católica se aplica, hoje e necessariamente, a toda a sociedade — o que é falso. A moral católica, hoje como era no tempo de Santo Agostinho, aplica-se aos católicos. Não se deve exigir coercivamente de um pagão moderno que siga a moral católica.

Ademais, o Domingos Faria abusa do conceito de “intenção” (de boas intenções está o inferno cheio) ou de “intencionalidade”. Uma boa intenção pode atenuar um erro, mas não o elimina (S. Tomás de Aquino): o Domingos Faria pensa como um luterano, com a teoria da justificação, em que a moral não é objectiva.

O protestantismo transformou a interiorização do Cristianismo em simples idiossincrasia que permite que perguntemos ao indivíduo pela sua religião, depois de lhe termos perguntado qual a sua côr preferida e qual o seu clube de futebol.


O Domingos Faria deveria saber que a ética católica se distingue, em muito, da ética de Kant, e muito mais da ética intencionalista de Abelardo.

Para o católico, a boa intenção (ou a falta de consciência) é apenas e só uma atenuante — assim como Jesus Cristo disse à mulher adúltera: Vai à tua vida, mas não voltes a pecar!, ou seja, tens atenuantes mas não repitas a receita. Existe em Jesus Cristo uma reprimenda implícita em relação ao comportamento da mulher adúltera. Podemos constatar isto mesmo na ética de S. Tomás de Aquino:

1/ o ser humano tende necessariamente para o seu fim; como todos os seres vivos, tem um arbítrio: move-se por si mesmo e escolhe certos actos entre outros; mas, diferentemente dos outros seres vivos, o Homem é capaz de se representar o objecto do seu desejo na ausência deste, porque pode tornar, ou não, presente um objecto como desejável — e por isso, o arbítrio do Homem é livre (Suma Teológica, I, 59,3);

2/ no Homem, a vontade é um desejo informado pelo intelecto (idem);

3/ a contingência da escolha releva dos juízos racionais que propõem a alternativa dos actos possíveis. Mas, a partir do momento em que o Bem se apresenta ao intelecto, este deseja-o naturalmente — mesmo se mantém a capacidade de se abster! A falta consiste em querer um bem particular que não é o bem devido, e explica-se pela mediação do intelecto: este pode apresentar ao desejo um objecto menos perfeito do que o Bem, e arrastar então o homem para uma escolha desviante (para uma falta). A raiz do pecado reside no intelecto e a liberdade humana consiste em querer o que é racional (o que corresponde a uma ordem cósmica!) — quando o intelecto apresenta ao apetite o Bem verdadeiro e não um bem aparente;

4/ a lei (ética) é uma “ordenação da razão” que tem “em vista o bem comum” para “aquele que tem o encargo de velar pela comunidade”, e “exige promulgação” (Suma Teológica, I,II,90,4). De Deus ao mais humilde homem, passando pelo príncipe, escalona-se toda uma hierarquia de legisladores: cada homem é livre, dotado de uma razão autónoma e legisladora, mas submetida à razão do Legislador Supremo — uma vez que toda a lei exprime a razão divina!;

5/ a lei manifesta-se em três graus: a lei divina, que é sabedoria eterna de Deus; a lei natural, que é a tradução da lei divina na ordem natural; e a lei humana, que é a sua formulação positiva e particular. Neste edifício insere-se a doutrina da virtude: um acto é moralmente bom quando é virtuoso: o vício é contra a natureza. Ora, como o ser humano é racional, o bem moral é aquilo que está de acordo com a razão (Ibidem, I,II,71,2): como em Aristóteles, S. Tomás de Aquino demonstra que a virtude consiste em ordenar as nossas paixões segundo a razão e não em suprimi-las (como defendeu o estoicismo).

6/ cada ser humano está condicionado pelo seu próprio intelecto. Neste contexto, um acto apenas é moral se se conforma com o ditame da consciência. O acto cometido por uma consciência errónea continua a ser mau em si mesmo e distinto daquele que obrigaria uma consciência bem informada. E obedecer à sua consciência errada nada retira à falta prévia de não ter informado a sua consciência: se apenas podemos obedecer à nossa má natureza, temos o dever de a substituir por uma melhor sempre que pudermos.


O exemplo da “provável viúva”, dado pelo Domingos Faria, não “cola”. A lei do Direito Positivo dos “cinco anos de espera da viúva” (ou viúvo) tem origem na tradição católica que seguiu a tradição do Direito romano do tempo de espera do cônjuge provavelmente morto na guerra. Portanto, não se coloca o problema da “presumível viúva que comete adultério”. Na lei católica medieval, um cruzado desaparecido em combate, por exemplo, obrigava a sua esposa a uma espera de cinco anos — salvo se houvesse testemunho fidedigno de que o marido se encontrava cativo dos mouros; de outro modo, ao fim do tempo de espera, a viúva estava livre para casar novamente porque o marido era suposto morto pela própria comunidade.


Quem estudou filosofia, sabe que a tese do Domingos Faria é idiota. Ele pode até perceber muito de lógica, mas contradiz-se quando nega a lógica através de uma defesa da casuística.

O problema da Igreja Católica actual é que gente como o Domingos Faria ou o Anselmo Borges pretende saber mais de ética católica do que S. Tomás de Aquino, por exemplo.


Finalmente: Santo Agostinho não era contra o divórcio e/ou contra o segundo casamento.

Segundo Santo Agostinho:

1/ o divórcio de mulher e homem cristãos (católicos) não é tolerável nem permitido pela Igreja Católica. Mas se um dos cônjuges não for católico e pretender o divórcio do outro cônjuge que é católico (ou vice-versa), a Igreja Católica deve aceitar esse divórcio, por um lado, e permitir que o cônjuge católico divorciado volte a casar, desta vez pela Igreja Católica, com um novo cônjuge católico.

2/ a união sexual do homem e da mulher é natural e é boa. O bem do casamento não é somente a procriação (procriação = colaboração com a obra do Criador), mas é também a união indissolúvel (figura simbólica da união de Jesus Cristo com a Igreja).

3/ a virgindade antes do casamento não é um bem absoluto, mas é “a melhor das coisas boas”: a virgindade é preferível, mas não condição necessária do casamento. O que é um bem em si é o casamento.

Segunda-feira, 12 Fevereiro 2018

A casuística jesuíta da Nota do Cardeal Patriarca de Lisboa acerca do Amoris Laetitia

 

Eu não compreendo as reclamações do animal Anselmo Borges e do psicótico Frei Bento Domingues em relação ao Cardeal Patriarca de Lisboa no que diz respeito à “Nota para a recepção do capítulo VIII da exortação apostólica ‘Amoris Laetitia’” — porque o D. Manuel Clemente apenas tenta servir de charneira (de “mediador”, por assim dizer) entre a tradição da Igreja Católica, por um lado, e os ditos “progressistas” que pretendem realmente destruir a Igreja Católica, por outro lado.

Ou seja: o Cardeal Patriarca de Lisboa não discorda — no essencial — da opinião das duas bestas aludidas em epígrafe.

A revolta do esclerosado Anselmo Borges e do néscio Frei Bento Domingues contra o Cardeal Patriarca de Lisboa só se explica por razões políticas intestinas à Igreja Católica portuguesa que extrapolam a encíclica Amoris Laetitia — porque, no que respeita à encíclica, o cardeal de Lisboa segue as indicações do Chico, a quem chamam de “papa”.


A casuística é um ramo da teologia moral que se desenvolveu principalmente com a Contra-Reforma da Igreja Católica (a partir de finais do século XV) que proporcionou aos Jansenistas a ocasião para atacar os jesuítas que abordavam os casos de consciência dos penitentes católicos como simples problemas jurídicos e, nas suas apreciações, introduziram noções como “restrição mental” – que possibilita a mentira – e “direcção de intenção” – que justifica um crime pelo motivo segundo o qual se cometeu.

Pascal criticou a casuística e os jesuítas.


papa-açorda

A noção de “discernimento” (que faz parte da Nota do Cardeal Patriarca de Lisboa) revela a ambiguidade moral propositada da casuística do jesuíta Chico a quem chamam de “papa”.

Ou seja, o Chico — e também o Cardeal Patriarca de Lisboa, para além das duas cavalgaduras indígenas supracitadas — aborda os casos de consciência dos penitentes católicos como simples problemas jurídicos (neste caso, os casos de consciência em relação ao casamento e divórcio), em que a noção de “discernimento” é de uma subjectividade de tal modo que pode justificar uma qualquer violação da lei moral católica:

«Como deve ser entendida esta abertura? Certamente não no sentido de um acesso indiscriminado aos sacramentos, como por vezes acontece, mas de um discernimento que distinga adequadamente caso por caso.

Quem pode decidir?

Do teor do texto e da mens do seu Autor (o Chico), não me parece que haja outra solução a não ser a do foro interno (do divorciado). De facto, o foro interno (do divorciado recasado) é o caminho favorável para abrir o coração às confidências mais íntimas e, se se tiver estabelecido no tempo uma relação de confiança com um confessor ou com um guia espiritual, é possível iniciar e desenvolver com ele um itinerário de conversão longo, paciente, feito de pequenos passos e de verificações progressivas.

Portanto, não pode ser senão o confessor, a certa altura, na sua consciência, depois de muita reflexão e oração, a ter de assumir a responsabilidade perante Deus e o penitente, e pedir que o acesso aos sacramentos se faça de forma reservada.

Nestes casos, não termina o caminho de discernimento (cf. AL, 303: discernimento dinâmico) para se alcançarem novas etapas em ordem ao ideal cristão pleno.» E acrescentou: «Precisamente a delicadeza de saber discernir, caso por caso, a vontade de Deus sobre essas pessoas, pede-nos a nós, sacerdotes, que nos preparemos bem para sermos capazes de tomar essas graves decisões».

Para o Chico, “não devemos julgar ninguém” (“¿Quem sou eu para julgar?”, perguntou o Chico); mas, quando convém ao Chico, o confessor já deve assumir juízos de valor subjectivos sobre alguém, e em nome de Deus.

Em nada, absolutamente nada no que diz respeito ao Amoris Laetitia, D. Manuel Clemente diverge do Chico a quem chamam de “papa”.

A procura de protagonismo me®diático por parte do sacana Borges e do atoleimado Bento Domingues tem apenas como leit motiv discrepâncias políticas e ideológicas: acontece que o Cardeal Patriarca de Lisboa não é marxista, o que incomoda alguns comunas filhos-de-puta que se reclamam hoje donos do catolicismo.

Domingo, 11 Fevereiro 2018

O Anselmo Borges é burro todos os dias

Filed under: Anselmo Borges,casamento,Igreja Católica — O. Braga @ 11:32 am

 

« Este sacerdote e académico ( Anselmo Borges) lamenta que a moral católica “continue muito centrada no sexo” e aponta que declarações deste tipo podem afastar as pessoas da igreja, pois, embora o cardeal de Lisboa apenas tenha poder jurídico sobre a sua diocese, socialmente é considerado o chefe eclesiástico do país. »

burrinho todos os dias

O Anselmo Borges segue os conselhos de Alinsky : “acusa sempre os outros da merda que tu fazes”.

Quando já vemos cardeais “progressistas” (como é o caso do cardeal Marx) que defendem o "casamento" gay na Igreja Católica, o Anselmo Borges vem dizer que “é a Igreja Católica (tradicional) que se centra no sexo”. A filha-da-putice do Borges não tem limites.

No que respeita à posição do Patriarca de Lisboa, ainda não tenho opinião formada; logo que a tenha, publico aqui.

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