perspectivas

Domingo, 23 Fevereiro 2020

A Igreja Católica do Chico e do Bispo de Lisboa pouco se diferencia politicamente do Bloco de Esquerda

“O pior totalitarismo não é o estatal, nem o nacional; em vez disso, é o totalitarismo social: a sociedade como meta englobante de todas as metas” — Nicolás Gómez Dávila


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O totalitarismo do Bloco de Esquerda não é nacional — porque o Bloco de Esquerda é internacionalista; também não é apenas um totalitarismo estatal — porque o Bloco de Esquerda defende (demagogicamente) a supremacia da “autonomia do indivíduo” como forma de afirmação do pior totalitarismo de todos: o totalitarismo social.

Para o Bloco de Esquerda, o conceito de “autonomia do indivíduo” é, em si mesmo, a afirmação exigente de um conformismo social.

A principal razão por que o nazismo foi um totalitarismo pior do que o comunismo, foi a de que o nazismo — para além de ser um totalitarismo estatal e nacional — foi um totalitarismo social: a alegada “pureza” da sociedade alemã (o eugenismo ariano) foi entendida, pelo nazismo, como uma “meta englobante de todas as metas”.

Na sociedade alemã nazi, o conformismo social (o totalitarismo social) fez com que o povo alemão se mostrasse insensível aos crimes do holocausto — mesmo sabendo de que esses crimes estavam a acontecer: acima do humanismo civilizacional da herança cultural cristã, estavam os valores do totalitarismo social impostos pela ideologia nazi.

O conceito de “autonomia do indivíduo”, entendido segundo o Bloco de Esquerda, conduz à atomização da sociedade e à anomia, o que é meio caminho andado para o totalitarismo social — o que, de forma semelhante, aconteceu na Alemanha com o advento do nazismo.

O individuo entendido como um “átomo” social, separado dos seus concidadãos por um conceito radical de “autonomia” (como é defendido pelo Bloco de Esquerda), é a condição necessária para a imposição de um totalitarismo social — em que os laços sociais são anulados para que a ideologia em vigor possa impôr na cultura um conceito de “sociedade como meta englobante de todas as metas”.

Para o Bloco de Esquerda, o conceito de “autonomia” é apenas uma forma de transformar a alegada autonomia em uma forma de conformismo social.

É nesta aparente contradição (entre a alegada “autonomia”, por um lado, e o conformismo social, por outro lado)  que consiste a perversidade da nova forma de totalitarismo social que o Bloco de Esquerda nos quer impôr.

Vou fazer uma analogia, e não propriamente uma comparação: tal como a Igreja Católica alemã do tempo do nazismo se submeteu caninamente ao regime totalitário nazi, também a Igreja Católica portuguesa faz das opiniões enviesadas do Bloco de Esquerda, uma espécie de oráculo.

Segunda-feira, 17 Fevereiro 2020

O anacronismo actual do cuidado hospitalar, segundo o juramento de Hipócrates

Filed under: Anselmo Borges,eutanásia,Igreja Anglicana,Igreja Católica — O. Braga @ 1:20 pm

A foto abaixo foi tirada em 1959 em um hospital público inglês; vemos, nela, um grupo de enfermeiras rezando, antes de iniciar o seu turno de trabalho.

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Esta foto é hoje um anacronismo — em um tempo em que (em alguns países) o Estado já pede ao pessoal hospitalar que mate os doentes.

Aliás, o acto de oração, retratado na foto, é (hoje) ilegal; é uma blasfémia contra o Zeitgeist: uma enfermeira que reze em serviço pode ser sujeita a processo disciplinar, porque, alegadamente, é um exemplo de “ódio” que pode ser participado às autoridades.

Em apenas 60 anos, a realidade reflectida naquela foto parece nunca ter existido; e para a dissipação daquela realidade contribuíram também os mentores católicos do concílio do Vaticano II, e os “teólogos” da estirpe do Anselmo Borges — os mesmos que vêm agora hipocritamente carpir contra a legalização da eutanásia patrocinada pelo Estado.

Quarta-feira, 18 Dezembro 2019

O gnosticismo abjecto do Anselmo Borges

O Anselmo Borges não se dá conta das suas contradições — acho extraordinário que um indivíduo destes seja professor universitário de filosofia e “teólogo”.

1. A concepção de “cristianismo”, segundo o Anselmo Borges e comandita, é (escandalosamente) gnóstica: baseia-se no conhecimento, por um lado, e coloca em segundo plano ou elimina a graça, por outro lado. E sendo gnóstica, não pode ser cristã. Um “gnóstico cristão” é uma contradição com pernas.

"o cristão do futuro será místico, isto é, alguém que "experienciou" algo, ou não será cristão, porque a espiritualidade do futuro já não se apoiará num ambiente religioso generalizado, anterior à experiência e à decisão da pessoa."

Segundo este conceito de “Cristianismo”, o “cristão do futuro” não será cristão (porque o Cristianismo será extinto), desde logo porque a “experiência” religiosa (do indivíduo) é subjectiva — não pode ser medida, de forma objectiva —, e por isso ela não pode ser um critério de aferição da religiosidade da pessoa; o conceito de “Cristianismo”, segundo o Anselmo Borges e sequazes, conduz inexoravelmente à abolição objectiva do Cristianismo enquanto tal — porque, do ponto de vista social, a religião deixará de existir.

Celso e Porfírio inventaram o Jesus revolucionário. 

O dogma da bondade natural do Homem formula, em termos éticos, a experiência central do gnóstico: o Homem é naturalmente bom porque é naturalmente deus (Spinoza).

O Anselmo Borges é objectivamente um inimigo da Igreja Católica. Ou então, é burrinho e não se dá conta das suas (dele) contradições.


Vamos definir “religião”.

A religião é um conjunto de crenças e de ritos que compreendem um aspecto subjectivo (o sentimento religioso ou a fé) e um aspecto objectivo (as cerimónias, as instituições, os ritos, e um templo).


O conceito de “Cristianismo do futuro” — segundo o Anselmo Borges, os seus sequazes da Nova Teologia e da Teologia da Libertação, e também segundo o Frei Bento Domingues (é tudo a mesma tropa fandanga!) — diz que a parte subjectiva da religião (ou seja, o sentimento religioso ou a fé) constitui a experiência individual, por um lado, e por outro lado pretende abolir o aspecto objectivo da religião (ou seja, as cerimónias, as instituições, os ritos, e um templo).

Ora, a abolição do aspecto objectivo do Cristianismo implica o fim deste enquanto religião. É isto que o Anselmo Borges objectivamente defende.

2. Na Idade Média, a noção de “religião” não existia (do ponto de vista da cultura antropológica). Para o homem medieval, falar de “religião” seria como falar do ar que ele respirava: não lhe lembraria isso, e nem ao careca!

¿Conseguem imaginar um homem medieval (clérigo, paisano ou fidalgo) a conjecturar sobre o ar circundante?
Pois, de modo semelhante, não lhe passaria pela cabeça falar de “religião” — porque a religião (cristã) fazia parte da sua própria realidade em termos idênticos ao do ar que ele respirava.

Foi com a “reforma” protestante que o Cristianismo (a religião) passou a estar separado do indivíduo e da sociedade; e foi graças à “reforma” protestante que surgiu a Nova Teologia e a Teologia da Libertação .

A missão (satânica) do papa Chico e dos seus sequazes (entre os quais o Anselmo Borges) é o de protestantizar a Igreja Católica.

Acho extraordinário que alguém (como é o caso do Anselmo Borges e do Frei Bento Domingues) que faz a apologia da Nova Teologia se possa afirmar como “católico”. Extraordinário! A que ponto chegamos !

gnosticismo-web3. Se retirarmos à religião o seu aspecto objectivo — as cerimónias, as instituições, e os ritos a que o burrinho Anselmo Borges chama de “ritualismos secos” —, deixa de ser religião (ver definição de “religião”).

Estamos em presença (no conceito de “religião” do Borges) da versão actual de gnosticismo e de puritanismo: a recusa de contemplar Deus, e/ou o Bem, senão através do intelecto e da “experiência” alegadamente “privilegiada” e elitista.

O Racionalismo é o pseudónimo oficial de Gnosticismo.

O puritano (religioso, neste caso, porque há hoje puritanos ateus) é um homem cuja mente não tem férias; e não deixa que nada se interponha entre ele e o seu deus (e vem daqui o conceito de “experiência” individual, de Anselmo Borges e dos protestantes católicos): uma atitude que implica um desprezo elitista em relação aos modernos Hílicos (que são aqueles católicos “chãos e básicos”, os tais que se envolvem em “ritualismos secos”).

Para os actuais gnósticos e puritanos (da laia do Anselmo Borges e do papa Chicozinho ), é muito melhor rezar num palheiro do que numa catedral gótica, pela simples razão de que a catedral é bela e de construção dispendiosa: para os novos gnósticos e puritanos, a beleza física é um símbolo falso e sensual que se interpõe entre o intelecto e o objecto de adoração (o deus deles).

Ademais, para os novos gnósticos e puritanos (como é o caso do Anselmo Borges), Deus só pode ser adorado através de uma directa contemplação (sem qualquer tipo de intermediação, e vem daí a iconoclastia do puritano Anselmo Borges): para eles, é perversa a adoração de Deus por intermediação dos santos católicos ou da Mãe de Jesus Cristo, e/ou mediante o hábito dos ritos, e/ou através do instinto humano em relação à Beleza.

Quarta-feira, 9 Outubro 2019

A caridade tem que cuidar da dignidade moral do pobre

Filed under: cristianismo,Estado,Igreja Católica — O. Braga @ 6:49 pm

El_Greco_St_Martin_of_Tours-webO Homem moderno — incluindo os cristãos actuais — já perdeu a noção cristã medieval de “caridade”; para o homem moderno, a caridade é dar (mas) sem cuidar da dignidade moral de quem recebe.

Na Idade Média, os mendigos andavam livres nas ruas das povoações; e quando pediam esmola a um rico burguês ou nobre que passava, quem lhes dava a esmola pedia em troca uma oração pela sua alma. Ou seja, a mendicidade medieval era uma profissão socialmente útil, porque quem dava a esmola ao pobre recebia qualquer coisa em troca.

A partir do momento em que a Reforma protestante retirou à penitência religiosa, por um lado, e à acção moral individual, por outro lado, a sua importância tradicional medieval, o Estado passou a controlar a acção altruísta dos indivíduos.

E como a mendicidade não acabava, o Estado protestante — Alemanha, Inglaterra — passou a restringir a liberdade dos mendigos naquilo a que Foucault chamou de “Grande Encarceramento”: os mendigos deixaram de ser úteis à sociedade, e passaram a ser reprimidos e encarcerados.

Através da rotulagem do “pobre” e de sinais distintivos afins, a caridade da Idade Média que se caracterizava por um modo de relação, transformava-se, no mundo moderno da Reforma e dos “direitos humanos”, em um modo de segregação.


Na imagem: S. Martinho partilha a sua capa com um pobre (pintura de El Greco).

Domingo, 6 Outubro 2019

A hipocrisia do estuporado Anselmo Borges

Filed under: Anselmo Borges,Igreja Católica,papa Chico,papa-açorda — O. Braga @ 7:14 pm

Ao lermos este texto do Anselmo Borges, constatamos um exemplo de como se pode perverter a mensagem do fundamento do Cristianismo (e da Igreja Católica), utilizando meias-verdades. E o problema é que ninguém, na ribalta da cultura nacional (incluindo o ilustríssimo clero católico português) se atreve a contrariar o apóstata travestido de Padre. O Anselmo Borges age sem qualquer oposição.

Escreve o padreco herege:

“No início do século XX, A. Loisy fez uma afirmação que é decisiva para a compreensão dos problemas dramáticos por que passa a Igreja: "Jesus anunciou a vinda do Reino de Deus, mas o que veio foi a Igreja". Realmente, não se pode dizer que Jesus fundou a Igreja. Jesus é o fundamento da Igreja, mas não o seu fundador”.

O que o Borges quer dizer com o trecho “não se pode dizer que Jesus fundou a Igreja”, é a negação da veracidade dos Evangelhos — no caso vertente, o Borges pretende afirmar a negação de Mateus 16, 18:

“E também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra1 edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.

Aborrece-me que esse senhor ande por aí, nos me®dia, a nulificar o catolicismo “a bem do Cristianismo”; e mais me aborrece que a hierarquia da Igreja Católica portuguesa se acobarde perante a acção da avantesma, e se cale.

Quem não reconhece a legitimidade dos Evangelhos sinópticos não tem o direito de falar em nome de Jesus Cristo.


Escreve o hipócrita:

“Foi essa fé que moveu Jesus, realizando, por palavras e obras, o Reino de Deus, o Reino da fraternidade, da paz, da solidariedade e da verdadeira liberdade, para todos, a começar pelos mais frágeis, abandonados, pobres, aflitos, marginalizados, desprezados, desvalorizados… Para Deus, todos valem infinitamente”.

O hipócrita Borges está preocupado com “os mais frágeis” e, segundo o estupor, “para Deus, todos valem infinitamente”. Mas quando aconteceu o referendo do aborto em 2007, o “sacerdote católico” Anselmo Borges declarou-se a favor da legalização do aborto (ver ficheiro PDF).

A invocação da ciência para legitimar o aborto é um acto falacioso, porque a ciência não tem certezas. Por exemplo, quando estuporado escreveu em 2007:

Antes da décima semana, não havendo ainda actividade neuronal, não é claro que o processo de constituição de um novo ser humano esteja concluído. De qualquer modo, não se pode chamar homicídio, sem mais, à interrupção da gravidez levada a cabo nesse período”.

Hoje, a ciência já diz que a actividade neuronal começa às 5 semanas — e não às 10 semanas, como escreveu o estuporado em 2007.

Por isso, verificamos que não devemos utilizar a ciência com a certeza de uma fé, como parece ser a tese da referida avantesma. E uma vez que a ciência não nos dá certezas, devemo-nos abster de a instrumentalizar em casos de discussão ética em que esteja em causa a vida e/ou a morte.

A noção de “verdade” não pertence à ciência; e a “certeza” proíbe, em princípio, a dúvida — sendo que a dúvida é a condição da ciência.

Em ética, utilizamos “valores”, e não “certezas científicas” que podem ser anuladas a breve trecho.

As “certezas científicas” também foram utilizadas pelos nazis quando classificaram a superioridade da raça alemã: em boa verdade, o estupor Anselmo Borges não anda longe da mentalidade naturalista que presidiu ao III Reich.

A tentativa de legitimação do aborto é eticamente insuportável.

Uma pessoa pode naturalmente errar (e arrepender-se), mas o erro não deixa de ser erro, só porque a ciência actual afirma uma qualquer “verdade” que amanhã pode deixar de ser.

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O padreco sem vergonha faz parte da igreja do Bergoglio (vulgo “papa Chico”) que, em vez de absolver os pecadores (como sempre fez a Igreja Católica), passou agora a absolver os pecados — a mesma igreja do Chiquinho que pretende que “perdoar” seja negar que houve delito.

E é de uma hipocrisia infinita que alguém defenda um qualquer grau de legitimidade do aborto ao mesmo tempo que afirma que, “para Deus, todos valem infinitamente”.


Notas
1. “Pedro” é a tradução grega (que surgiu mais tarde) do nome aramaico “Kepha” que significa “pedra”ou “rocha”, sendo que a palavra “Kepha” era utilizada como nome próprio, no tempo de Jesus.

2. Os protestantes atacam a Igreja Católica (por exemplo, quando dizem que “Mateus 16,18 não interessa para nada”), mas não vêem que fazem figura de estúpidos — porque sem a existência da Igreja Católica não haveria a actual miríade de igrejas protestantes.

Em relação a este assunto, ler isto (PDF).

Quinta-feira, 5 Setembro 2019

O Arcebispo Jorge Ortiga e o seu marxismo encapotado

Filed under: Igreja Católica,papa Chico — O. Braga @ 9:53 pm
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“O amor à pobreza é cristão, mas a adulação da pobreza é uma mera técnica de recrutamento eleitoral.

O diabo elege, a cada século, um demónio diferente para tentar a Igreja Católica. O actual é singularmente subtil: a angústia da Igreja Católica perante a miséria das multidões obscurece a sua consciência de Deus.

O diálogo entre os comunistas e os católicos tornou-se possível desde que os comunistas falsificam Marx e os católicos deturpam Cristo.

Sobre o campanário da igreja moderna, o clero progressista, em vez de uma cruz, coloca um cata-vento”.

Nicolás Gómez Dávila

Domingo, 21 Julho 2019

A escatologia do Anselmo Borges, ou a revolução antropocêntrica do papa gnóstico

Há, no discurso do Anselmo Borges, algo de “escatológico” — entendido no sentido biológico. É um discurso bio-degradado; mas é também “escatológico” no sentido metafísico: um discurso característico dos fins-dos-tempos.

Se juntarmos a excrescência humana do “dogma antidogmático” 1  — quem silenciosamente repudia os dogmas da Igreja Católica (como é o caso do Chico e dos seus sequazes), tem que escolher entre indiferentismo e hierarquia; e é esta a verdadeira “tensão” dos gnósticos que comandam a actual Igreja Católica, que o Anselmo Borges escamoteia — , por um lado, à crença metafísica da centralidade do Homem no universo 2 (o antropocentrismo do papa Chicozinho) , por outro lado, obtermos a escatologia do Anselmo Borges.

Dizia Aristóteles que quando partimos de princípios errados, toda a nossa teoria está errada. É o caso do Anselmo Borges:

« A Igreja tem dentro dela, inevitavelmente, uma tensão que a conduz a um paradoxo. Esta tensão e este paradoxo foram descritos de modo penetrante, preciso e límpido pelo sociólogo Olivier Robineau, nestes termos: "A Igreja Católica é uma junção paradoxal de dois elementos opostos por natureza: uma convicção – o descentramento segundo o amor – e um chefe supremo dirigindo uma instituição hierárquica e centralizada segundo um direito unificador, o direito canónico. De um lado, a crença no invisível Deus-Amor; do outro, um aparelho político e jurídico à procura de visibilidade. O Deus do descentramento dos corações que caminha ao lado de uma máquina dogmática centralizadora. O discurso que enaltece uma alteridade gratuita coexiste com o controlo social das almas da civilização paroquial – de que a confissão é o arquétipo – colocado sob a autoridade do Papa. Numa palavra, a antropologia católica tenta associar os extremos: a graça abundante e o cálculo estratégico. Isso dá lugar tanto a São Francisco de Assis como a Torquemada." »

1/ Desde logo, está errado o princípio do Anselmo Borges segundo o qual a “tensão existencial ” é um fenómeno exclusivo da Igreja Católica — como fica explícito na escatologia do Anselmo Borges.

O que verificamos naquele trecho do Anselmo Borges é uma tentativa de justificar a separação dos pólos da experiência (existencial) — considerando os pólos da experiência como sendo entidades (objectos) independentes (neste caso, a fé, por um lado, e a Igreja enquanto organização humana, por outro lado) entre si.

A separação dos pólos da experiência (considerando-os como entidades independentes um do outro) significa a destruição da Realidade da existência enquanto tal; é uma forma de libertação revolucionária em relação à Metaxia que tem como consequência grave, entre outras, a mutilação do papel da ética no pensamento (relativismo).

A tentativa gnóstica (ou neognóstica, ou revolucionária; vai dar no mesmo) de libertação do humano em relação à existência metáxica (segundo Platão, a Metaxia é a condição dialéctica da existência do ser humano) tem como resultado a ideia absurda segundo a qual a Ordem do Ser pode ser mudada através de um processo histórico, por um lado, e por outro lado, que a mudança do Ser depende da política — é isto exactamente que está presente no ideário do papa Chicozinho e dos seus sequazes, incluindo o Anselmo Borges.

A “tensão” da Igreja Católica, a que se refere escatologicamente o Anselmo Borges, é característica própria da Realidade da existência — e não apenas uma característica da Igreja Católica. Essa tensão metáxica está presente em todos os seres humanos na relação que têm com qualquer  organização social.

2/ A contraposição que o Anselmo Borges faz entre a consciência (a fé), por um lado, e a história dos acontecimentos mundanos (neste caso, a organização da Igreja), por outro lado, consiste em uma uma falsa dicotomia — porque o encontro da consciência humana (a fé) com a transcendência não ocorre na história dos acontecimentos mundanos (na organização social), mas antes ocorre no processo interno da experiência da consciência humana.

O conceito neognóstico de libertação do ser humano em relação à existência metáxica através da tentativa da eliminação da “tensão” existencial que, alegadamente, conduziria (segundo a teoria gnóstica do Chico e seus sequazes) à “salvação em relação ao mal” (à construção de um paraíso na Terra) através de um processo histórico e político — é uma fraude intelectual e uma aberração ética.

papa-açorda


Notas

1. O dogma da bondade natural do Homem (Rousseau) formula, em termos éticos, a experiência central do papa gnóstico: o Homem é naturalmente bom porque é naturalmente deus (imanência e monismo).


2. A
experimentação não refuta nem confirma axiomas matemáticos ou dogmas religiosos. Racionalizar o dogma católico, abrandar a moral, simplificar o rito, não facilita a aproximação do crente, mas sim facilita a aproximação em relação ao incréu.

Sexta-feira, 22 Março 2019

O Chiquismo

 

Há um determinado tipo de “conservador católico” que eu considero ser pior do que o esquerdista típico — a nova geração de progressistas direitosos e campeões dos direitos de braguilha; prefiro a bala marxista a uma palmadinha nas costas de um direitóide do CDS da Assunção Cristas ou do PSD do Rui Rio.

Prefiro a bala marxista a uma palmadinha nas costas de um direitóide do CDS da Assunção Cristas ou do PSD do Rui Rio.

Por exemplo, o papa-açorda Chico representa o que mais detestável existe no chamado “conservadorismo católico”. Vamos chamar a este novo “conservadorismo católico” de “Chiquismo”.

O Chiquismo segue a tradição da Teoria Crítica  do marxismo cultural  (que, por sua vez, influenciou a Nova Teologia  que marcou o Concílio do Vaticano II): utiliza violentamente a picareta ideológica, como se não existisse amanhã! Critica tudo e todos, mas não oferece uma alternativa social e política que seja facilmente perceptível: o revezamento ideológico (a alternativa do sentido da vida) é tão “absconditus” como o Deus que já não existe na realidade do actual “conservadorismo católico”. Essa alternativa social e política existe no discurso do Chiquismo, mas é propositadamente escondida para não assustar os católicos em geral.


Podemos ver, bem patente, o Chiquismo neste texto da autoria de moderno “conservador católico” que dá pelo nome de Patrick Deneen, e que o Carlos Fiolhais gostou tanto que transcreveu para o seu blogue. Quando o Carlos Fiolhais transcreve um texto no seu blogue, só devemos desconfiar.


Patrick Deneen faz uma crítica ao liberalismo político (americano). Eu também critico o liberalismo se este for concebido pela ruling class como um fim em si mesmo — que é o que acontece com o liberalismo do globalismo e dos neocons (não confundir “globalismo” e “globalização”: a globalização começou com os descobrimentos portugueses), e não como um meio ou instrumento político de prossecução da Vida Boa.

Ora, o tal Patrick Deneen não faz essa distinção entre meios e fins, no que diz respeito ao liberalismo americano que, conforme fundado no século XVIII, já pouco tem a ver com o liberalismo político actual.

Ou seja, Patrick Deneen não faz (no texto) a distinção entre o liberalismo religioso dos fundadores dos Estados Unidos, por um lado, e, por outro lado, o liberalismo ateu e materialista promovido pela maioria da ruling class americana actual.

Quando Donald Trump fala amiúde em “Deus” nos seus discursos, ele sabe perfeitamente que o liberalismo sem Deus não faz qualquer sentido — ou, como dizia o liberal Montesquieu: “Se Deus não existisse, teria que ser inventado”.

Deus é o fundamento metajurídico do liberalismo dos Estados Unidos; Deus é Aquilo que está “antes e para além” da própria Constituição dos Estados Unidos.

Não é possível defender a democracia e simultaneamente defender as ideias do papa-açorda Chico.

Se retirarmos Deus da simbologia política liberal americana, toda a estrutura constitucional e institucional americana é colocada em causa, como está, aliás, a acontecer actualmente com a radicalização à esquerda de gente como Alexandria Ocasional-Cortex ou Beto O’Dork.

Patrick Deneen não deixa de ter razão em algumas críticas que faz ao liberalismo político, mas “esqueceu-se” de traçar a mudança (na cultura política) do conceito de “liberalismo” desde o século XVIII — por exemplo, no século XVIII começou-se por chamar de “democráticas” às instituições liberais do século XVIII, mas hoje chamamos de “liberal” à servidão “democrática” (que de “democrática” tem apenas o nome): a construção política do leviatão da União Europeia é apenas um dos exemplos da “servidão democrática” que se diz “liberal”, e que obedece claramente a critérios de sinificação institucional.

Não é possível democracia sem o nacionalismo (esta foi a melhor herança de Napoleão: o Estado-Nação que torna possível a democracia). E é o nacionalismo que o Chiquismo condena, horrorizado! Não é possível defender a democracia e simultaneamente defender as ideias do papa-açorda Chico; e é isto que o Patrick Deneen não diz.

Segunda-feira, 25 Fevereiro 2019

Das duas, uma: ou Marcelo Rebelo de Sousa é estúpido, ou está senil; e o Frei Bento Domingues também

 

“Marcelo Rebelo de Sousa, católico, conhecedor da realidade da sua Igreja, actor e personalidade atenta a esse universo e a toda a sociedade civil, complementou a sua consideração sobre o papa Francisco com uma reflexão sobre os autores e, podemos dizer, sobre o catolicismo português: afirmou que hoje faz falta, à Igreja e à sociedade, o incómodo, a luta desses católicos comprometidos com um discurso político de esquerda. E a Igreja está mais pobre na medida em que esse grupo vindo das décadas de sessenta e de setenta se vai erodindo, vai perdendo gente e espaço social, vai sendo menos influente. Essa via de pensamento e de atitude faz falta à Igreja Católica, afirmava Marcelo Rebelo de Sousa. Não era, especificamente, de Frei Bento Domingues que Marcelo Rebelo de Sousa falava, mas Frei Bento é quem melhor e mais representa essa realidade.”

Frei Bento Domingues, teologia humanística e cidadania supra-católica

Marcelo Rebelo de Sousa é o exemplo do “político palhaço” da “Direita” que não pode viver sem a Esquerda; mas não só ele: há muitos mais, como, por exemplo, Rui Rio, Assunção Cristas, Paulo Portas, Adolfo Mesquita Nunes, Telmo Correia, etc..


Por vezes pergunto-me se o Marcelo Rebelo de Sousa não atingiu já a “Sétima Idade”, segundo Shakespeare — a idade da senilidade.

Das duas, uma: ou Marcelo Rebelo de Sousa é estúpido, ou está senil — porque a situação a que chegou a Igreja Católica actual é exactamente produto dos “católicos de Esquerda” da laia do Frei Bento Domingues, que saíram vitoriosos do Concílio do Vaticano II. A situação da Igreja Católica é de tal forma putrefaciente que até o obtuso Rodrigo Duterte preconiza o seu fim em 25 anos.

É evidente que “ser de Esquerda” (ou seja, “ser marxista”), por um lado, e “ser católico”, por outro lado, é uma contradição em termos. E é evidente que se o Marcelo Rebelo de Sousa não se dá conta disso, ou é estúpido ou está senil.

Não é possível “ser de Esquerda” sem se “ser marxista”; o que pode variar é a forma como o marxismo molda a pessoa de Esquerda (a forma como o indivíduo de Esquerda adopta o marxismo). Quem não se dá conta da contradição ontológica entre o marxismo e o catolicismo (ou o Cristianismo, em geral), ou é estúpido ou ignorante. É também o caso do Paulo ¿Mentes? Minto!”: para além de estúpido, é ignorante.


Afirmar que o “Frei Bento Domingues é coerente” (da forma como faz o Paulo ¿Mentes? Minto!”) é pretender afirmar que a coerência de um discurso é, em si mesma, a prova da sua verdadee não apenas e só a prova da sua coerência (porque, na realidade, a Verdade é a soma de evidências incoerentes). A alegada “coerência” do Frei Bento Domingues não faz dele necessariamente um católico: o mais que pode fazer dele é um indivíduo “coerente” com alguma coisa — no sentido em que a coerência é o postulado que falsifica qualquer interpretação do Concreto e do Real.

Ter hoje a alegada “coerência” do Frei Bento Domingues é coisa fácil: basta seguir a corrente da moda, alardear ao mundo as nossas virtudes gnósticas e deitar a culpa do Mal do mundo para cima dos Hílicos modernos. Ter a “coerência” do frade não tem qualquer dificuldade.

O que não é fácil é ser o oposto de Frei Bento Domingues, ou seja, transformar a coerência em uma rede com a qual apenas o paradoxo pesca realidades. O não é fácil é gritar que o rei do Frei Bento Domingues vai nu”, que o progressismo na Igreja Católica está a matar a Igreja e a religião. Isto é que não é fácil!

“A Teologia costuma ser centrada em Deus, raiz grega que marca a palavra. Mas, para Frei Bento, apenas interessa pensar Deus se for um caminho para o humano. Mais certo seria falar em “Humanologia”, para não dizer Antropologia. Mas o lado rico da humanização de Frei Bento reside na forma como, através da centralidade de Jesus, afirmando que ele se fez Homem, a Teologia distante dos dogmas se transforma na brilhante, simples e bela reflexão sobre a vida, a condição humana e a humanidade. Para Frei Bento, Teologia é libertação, não é conformismo.”

ibidem

A essa “teologia” do Frei Bento Domingues podemos chamar de “pastoralismo político”.

A verdade é que apenas nos resignamos a amar o próximo porque cremos na divindade de Jesus Cristo — ao passo que os “teólogos” modernos, da laia do Frei Bento Domingues, não se resignam a crer na divindade de Jesus Cristo porque Ele ordenou o amor ao próximo. A Igreja do Frei Bento Domingues e do Concílio do Vaticano II absolve os pecados — e não já os pecadores.

O dogma de Rousseau (adoptado pelos “teólogos” da laia de Frei Bento Domingues), ou seja, o dogma do “Bom Selvagem”, segundo o qual “o Homem é naturalmente bom, e a culpa do Mal é da sociedade” (a “teologia” do Frei Bento Domingues reduz-se a isto) resume, em termos éticos, a experiência central do gnóstico moderno: “o Homem é naturalmente bom porque é naturalmente deus”.

“There are two kinds of people in the world: the conscious dogmatists and unconscious dogmatists. I have always found myself that the unconscious dogmatists were by far the most dogmatic.”

→ G. K. Chesterton : ‘Generally Speaking.’

A tentação do pastor político, da laia do Frei Bento Domingues, é a de transportar as águas da religião com a peneira de uma “teologia” que se transforma na arte de reduzir o Mistério ao irrisório.

É neste contexto que o Frei Bento Domingues defende “a teologia distante dos dogmas”, quando se sabe que os dogmas cristãos não são especulações da consciência religiosa, mas antes são a fórmula canónica de enigmas experimentais. E quem repudia (ou desvaloriza) o dogmatismo na Igreja Católica terá que escolher entre o indiferentismo, por um lado, e a hierarquia, por outro lado; o anarquismo do Frei Bento Domingues opta claramente pelo indiferentismo.

A “teologia” do Frei Bento Domingues (como a do clero do Concílio do Vaticano II), pretende racionalizar o dogma, abrandar a moral, simplificar o rito — o que resulta na aproximação da Igreja ao incréu, e não na aproximação do incréu à Igreja.

Que a terra lhe pese como chumbo!

Quinta-feira, 21 Fevereiro 2019

O Anselmo Borges mete nojo aos cães

Filed under: Anselmo Borges,Igreja Católica,papa Chico,papa-açorda — O. Braga @ 6:30 pm

 

“Para Anselmo Borges, padre e professor de Filosofia, o grande mérito do encontro entre o Papa e os presidentes das conferências episcopais, desta quinta-feira até domingo, em Roma, será forçar os bispos a tomarem consciência da gravidade dos abusos sexuais de menores”.

Anselmo Borges: “O celibato obrigatório não faz sentido”


a) Quem ouvir o Anselmo Borges, fica com a ideia de que é obrigatório ser Padre; e, sendo obrigatório a qualquer homem seguir o sacerdócio, segue-se que não é justo que se lhe imponha o celibato.

O Anselmo Borges é muito desonesto, do ponto de vista intelectual. O Anselmo Borges é uma fraude académica. É uma vergonha!

Que fique claro:

1/ nenhum homem é obrigado a seguir o sacerdócio; só vai para Padre quem quer.

2/ a Igreja Católica está infestada de homossexuais (a máfia alfazema): se é verdade que nenhum homem é obrigado a seguir o sacerdócio, também é verdade é que a percentagem de homossexuais no clero católico é assustadora (perguntem, por exemplo, ao Bispo Azevedo).

O abuso sexuais de menores é esmagadora- e maioritariamente homossexual (abusos de crianças do mesmo sexo). É isto que o desonesto Anselmo Borges não diz; e por isso é que ele mete nojo aos cães.

O problema não está no celibato (como parece fazer crer o desonesto Anselmo Borges: falácia do espantalho): o problema da Igreja católica está na paneleiragem que controla a actual Igreja do papa Chiquinho.

b) Os católicos ditos “progressistas” andam a falar muito na necessidade do diaconato para as mulheres, mas fazem de conta que não existe o diaconato os homens. As diferenças entre sacerdotes e diáconos são as de que estes últimos “não consagram a hóstia nem ungem enfermos, como também não atendem confissões”.

“Os poderes de um diácono são: ministrar os sacramentos do baptismo e do matrimónio, dar bênçãos diversas, dar a bênção do santíssimo sacramento, fazer a celebração da palavra, distribuir a sagrada comunhão e fazer pregações”.

Os diáconos podem ser casados; mas deste facto na fala o Anselmo Borges, porque falar no “diaconato dos casados” não mina a estrutura da Igreja Católica. O que interessa ao diabólico Anselmo Borges é destruir a Igreja Católica.

Quarta-feira, 13 Fevereiro 2019

Os novos pecados da Igreja do Chico

Filed under: Igreja Católica,papa Chico,papa-açorda — O. Braga @ 5:33 pm

 

novos pecados web

Domingo, 10 Fevereiro 2019

A ideia segundo a qual “o pluralismo e a diversidade de religiões é querida por Deus”, é directamente contrária à fé católica

 

1/

Este é um princípio decisivo para quem queira estar na religião/religiões com dignidade: Deus não precisa que O defendam; as pessoas sim. Porque é isso que Deus quer, o seu único interesse são as pessoas”.

O Anselmo Borges diz que “Deus não precisa que O defendam”, por um lado; mas, por outro lado, ele fala em defesa de Deus (“porque é isso que Deus quer, o seu único interesse são as pessoas”). O Anselmo Borges pretende fazer a defesa de Deus dizendo que “Deus não precisa que O defendam” — o que não é senão uma forma sinistra de o defender, mas de uma forma negativa.

O Anselmo Borges é uma contradição com pernas. O que me admira é que ninguém, dentro da estrutura eclesiástica da Igreja Católica portuguesa, tenha coragem de lhe fazer frente na praça pública.

2/

É claro que o Anselmo Borges vem fazer a defesa da visita do papa Chiquinho aos Emirados Árabes Unidos — um país que se rege pela lei islâmica da Sharia e que, por isso, pratica a pena-de-morte, e aplica o imposto da Jizya aos católicos. Mas estes factos insofismáveis, que demonstram que não existe reciprocidade nos países islâmicos, são escondidos da opinião pública em nome do marxismo cultural.

A ideia segundo a qual “o pluralismo e a diversidade de religiões é desejada por Deus” (ideia esta defendida pelo Chicão e pelo palerma Anselmo Borges), é directamente contrária à fé católica.

O pluralismo e a diversidade religiosas, entendidas exclusivamente em si mesmas e por princípio, são um mal — e por isso não podem ser desejadas por Deus. As ditas “religiões” que não incluem em si mesmas o conceito de Santíssima Trindade, são falsas religiões. Ponto final.

Neste sentido, podemos dizer que o Chico é um apóstata: ele pode ser aquilo que ele quiser, mas certamente não é um católico.

3/

A Igreja Católica segundo o Chico é assustadora, porque, por exemplo, não tem em consideração o conceito islâmico de Taqiyya. O Chico condena a Igreja à imolação no altar da lei islâmica (Sharia) — e isto em nome do “pluralismo”, “fraternidade”, “diversidade”, etc.

As pessoas (como o Anselmo Borges) têm fraca memória, e já se esqueceram do que aconteceu à Esquerda depois da revolução islâmica no Irão. A Esquerda iraniana aliou-se aos Aiatólas contra o Xá, e depois os islamitas assassinaram tudo o que mexia à esquerda. O mesmo irá acontecer com a Igreja Católica do Chicão.

Deus o leve mais cedo do que tarde, antes que cause mais alarde.

4/

O facto de haver liberdade (jurídica) de praticar uma determinada religião, não significa que eu seja obrigado a reconhecer ou a aceitar a ideia segundo a qual “todas as religiões são iguais” — aliás, este mesmo princípio é seguido pela lei islâmica nos Emirados Árabes Unidos, onde os católicos pagam um imposto específico pelo simples facto de serem católicos (Jizya).

Ora, é isto que o Chico defende (que as religiões são todas iguais), alegadamente em nome da Igreja Católica e contra a doutrina da Igreja.

Vemos em baixo um vídeo em que o francês Eric Zemmour explica o conceito de islamização de um determinado território. Mas, a julgar pelo Anselmo Borges (que segue o seu guru Chicozinho), a islamização da Europa é aceitável em nome do “pluralismo”, “fraternidade”, “diversidade”, etc..

É espantoso como o Anselmo Borges fala do Islamismo, quando parece objectivamente que ele nunca leu o Alcorão.

Só uma besta quadrada do calibre do Anselmo Borges (ou/e o Chico) pode afirmar que “as religiões são todas iguais”. De facto, não são!

 

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