perspectivas

Terça-feira, 14 Março 2017

O papa Chico é um Joaquim de Fiore actual

Filed under: Anselmo Borges,cardeal Bergoglio,Igreja Católica,papa Chico — O. Braga @ 11:29 am
Tags:

 

Temos aqui mais um texto panegírico do Anselmo Borges dedicado ao papa Chiquitito. Digo o seguinte: desprezo este papa como sendo ele um agente da força do Mal. Existe um livrinho de Eric Voegelin com o título “Religiões Políticas” que toda a gente deveria ler — quanto mais não seja para compreender por que razão o papa Chiquinho é, também ele, um agente da força do Mal.

Todos os seres humanos (uns mais do que outros) têm defeitos. Nenhum ser humano é perfeito, e nenhum papa jamais foi perfeito. Mas este papa quer ser visto (pelas pessoas, em geral) como “sendo perfeito quando afirma publicamente a sua imperfeição” — o que, podemos dizer, é o cúmulo da hipocrisia; e, para isso, utiliza amiúde a utopia.

“A cidade imaginada pelo utopista é sempre de mau gosto, a começar pela do Livro do Apocalipse.”
→ Nicolás Gómez Dávila

O papa Chico é uma espécie de Joaquim de Fiore actual, ideologicamente explorado pelos seus correligionários gnósticos modernos, como é o caso do Anselmo Borges. O seu mundo é imanente, e quando ele fala em “transcendência” é para enganar o povo católico.

O Anselmo Borges pode escrever uma biblioteca inteira com a apologética do papa Chiquinho, que não é por isso que a realidade se transforma através de uma fé metastática, e o papa-açorda passa a ser santo.

Terça-feira, 7 Março 2017

Maria da Luz Rodrigues: “mantra” é a puta que te pariu!

 

“A terapeuta de reiki, Maria da Luz Rodrigues, compara a (oração católica) Avé Maria com o ‘Om Mani Padme Hum’, um mantra relacionado com uma “mãe divina budista”, Kuan Yin, adorada na China, Japão, Coreia e Vietname, e que simboliza a compaixão e o amor”.

¿Pode uma Avé Maria ser um mantra?


Maria, mãe de Jesus, foi uma personagem histórica concreta; Maria existiu mesmo, em carne e osso: não é um mito ou uma invenção. Comparar uma pessoa que existiu e teve a sua própria vida, por um lado, com um mito budista, por outro lado, é estupidez.

Uma Avé Maria é uma oração transcendental, e não um mantra.

Um mantra é imanente; a oração católica, em geral, (como, por exemplo, o Credo) apela ao transcendente. Quando a Maria da Luz Rodrigues não sabe a diferença entre o transcendente  e o imanente , é caso para dizer que “mantra é a puta-que-pariu”.

Quarta-feira, 1 Março 2017

O Frei Bento Domingues é um modernista do passado

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 1:36 pm
Tags: ,

 

1/ Como sempre tem acontecido, não concordo com o Frei Bento Domingues: eu penso que O Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa, em vez de desassossegar, sossega a crença religiosa racional — aquela crença racional que Santo Anselmo descreveu no Prolosgian. E O Livro do Desassossego não “abala certezas”, como diz positivamente o Frei Bento Domingues: pode abalar “verdades”, mas não devemos confundir as certezas e as verdades. Por exemplo, eu tenho a certeza de que o universo tem uma causa (que, por ser causa, não se confunde com o seu efeito): é uma certeza racional equiparável às certezas do formalismo matemática. E, baseando-se nessa certeza, o ser humano constrói várias “verdades”, incluindo a “verdade científica” segundo a qual uma baleia evoluiu a partir de uma espécie de ameba.

2/ O Frei Bento Domingues acredita, genericamente, na versão histórica progressista e de esquerda acerca dos acontecimentos principais desde o 25 de Abril de 1974 até hoje. Mas o Frei Bento Domingues diz que “nenhum católico está obrigado a acreditar no carácter sobrenatural” das aparições de Fátima.

Um dos problemas do Frei Bento Domingues é o de que ele não pode ser filósofo — embora ele o queira ser —, porque o filósofo questiona racionalmente as suas crenças; o Frei Bento Domingues tem a crença segundo a qual ele questiona as suas (dele) crenças. ¿O Frei Bento Domingues poderia ser teólogo? Também não, porque um teólogo tem que ser, hoje, também um cientista. O Frei Bento Domingues é um ideólogo, e nada mais do que isso. Trabalha em ideologia.

3/ o Frei Bento Domingues confunde um mito (como o de Santiago de Compostela) com um evento testemunhado por milhares de pessoas no século XX. O problema do Frei Bento Domingues é o de que ele não estava lá para testemunhar. Ver para crer, como o Tomé. E mesmo que o Frei Bento Domingues estivesse lá, naquele dia 13 de Outubro de 1917 em que “o Sol dançou” (segundo dezenas de milhar de testemunhas), ele chegaria ao fim do “espectáculo” e diria que tudo aquilo teria sido efeito da aguardente que teria bebido no fim do almoço.

4/ a mentalidade ou o arquétipo mental do Frei Bento Domingues é a de um modernista; ele pensa da mesma forma que o meu merceeiro aqui do bairro; ou pensa como o cauteleiro da baixa da cidade que me oferece a hipótese de enriquecer. Mas gente como o Frei Bento Domingues pensa que toda a gente hodierna é modernista como ele; mas há hoje muitos cientistas que não pensam como o Frei Bento Domingues, ou seja, são modernos mas não são modernistas.

Segundo a física quântica, a probabilidade de uma pessoa, ou de um grupo de pessoas, ver, por exemplo, uma pedra desaparecer de um sítio e aparecer noutro, não é nula (não é igual a zero).

A esse fenómeno de desaparecimento e reaparecimento da pedra, chama-se “salto quântico” ou “efeito de túnel”, e tem a característica de não ter uma garantia de repetição exacta. A razão por que um “salto quântico” pode ocorrer é desconhecida pela ciência (mas essa razão é objectiva, ou seja, não depende do nosso desconhecimento circunstancial sobre o fenómeno em causa).

E dado que não existe uma garantia de que o fenómeno do desaparecimento da pedra e o seu reaparecimento seja repetível, não existe uma possibilidade de estudo científico (ou histórico) desse fenómeno, uma vez que a ciência baseia-se na análise dos fenómenos que se repetem regularmente na natureza (sem estatística não há ciência propriamente dita).

Essa pessoa ou grupo de pessoas que observaram a pedra desaparecer de um sítio e reaparecer noutro, provavelmente correm o risco de ser apodadas de malucos, se revelarem o fenómeno observado.

Aqui entramos na área do “milagre”. Por exemplo, ainda hoje os ateus e materialistas dizem que os milhares de pessoas que observaram o fenómeno das aparições de Fátima, no início do século XX, foram vítimas de alucinações. Tal como o exemplo supracitado da pedra, o fenómeno de Fátima não é repetível de forma regular de modo a ser objecto da ciência (e das ciências sociais); a razão por que esse fenómeno ocorre é desconhecida da ciência. E, por isso, os ateus dizem que aqueles milhares de pessoas em Fátima eram malucas ou estavam bêbedas. É assim que pensa o Frade modernista.

.

Terça-feira, 2 Fevereiro 2016

O papa-açorda Francisco e a capitulação ética da Igreja Católica

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 2:40 pm
Tags: ,

 

“Everyone is aware of how sensitive the Church is to ethical issues but perhaps it is not clear to everyone that the Church does not lay claim to a privileged voice in this field…,”

Pope: Church does not claim privileged voice in bioethics field

papa-burro-webO papa-açorda Francisco defende a ideia segundo a qual a Igreja Católica deve abdicar de juízos de valor em matéria de ética; ou, pelo menos, defende a ideia de que os juízos de valor éticos da Igreja Católica não são importantes. Estamos em presença de uma capitulação civilizacional.

É muito difícil caracterizar este papa, porque estamos em presença de um burro que diz, em uma mesma circunstância, uma coisa e o seu contrário. Cheguei à conclusão de que não se trata apenas de ambiguidade: ele é mesmo burro, tem limitações intelectuais graves.

Se o burro papa-açorda Francisco retirasse conclusões daquilo que afirmou, verificaria que a opinião dele (acerca da não-importância da Igreja Católica em questões éticas) não tem importância nenhuma — e por isso mais valeria que ele estivesse calado.

Sábado, 9 Janeiro 2016

Os sofismas do Anselmo Borges acerca do “futuro de Deus”

 

“Nos últimos séculos, a fé cristã teve falta de inteligência, e a inteligência cristã teve falta de fé”. (Nicolás Gómez Dávila)


Sofisma nº 1

“há o perigo de esquecer que, contra o que frequentemente se pensa, antes do século XIV, a Europa, segundo, G. Duby, não apresentava senão "as aparências de uma cristandade. O cristianismo não era plenamente vivido senão por raras elites”. ( Anselmo Borges)

Em primeiro lugar, passa a ideia segundo a qual, depois do século XIV, o Cristianismo passou a ser melhor vivido do que era antes; em segundo lugar, passa a ideia segundo a qual terá havido na História períodos em que o Cristianismo foi vivido plenamente não só por raras elites.

O que o Anselmo Borges escamoteia é a cultura de raiz cristã, que é marca de uma civilização, e que está para além da forma subjectiva de “como” o Cristianismo foi ou é vivido. Por exemplo, antes do século XIV, S. Bernardo, que era presumivelmente parte dessa rara elite, defendia a casuística que é uma forma pouco cristã e mais judaica de conceber Deus.

Dizer que “o cristianismo não era plenamente vivido senão por raras elites” requer que se defina, em primeiro lugar, o que é “viver plenamente o Cristianismo”, e para além da sua influência na cultura antropológica.


“A evolução do dogma cristão é menos evidente que a evolução da teologia cristã. Nós, católicos, com muito pouca teologia acreditamos hoje na mesma coisa que converteu o primeiro escravo em Éfeso ou em Corinto”. (Nicolás Gómez Dávila)


Sofisma nº 2

“Lutero também escreveu: "Temo que haja mais idolatria agora do que em qualquer outra época." Daí que Delumeau acentue a importância da actualização, também para se não cair em idealizações e dogmatismos. Por vezes, é preciso "desaprender", não idealizar o passado”. ( Anselmo Borges)

Quando o Anselmo Borges confunde dogma, por um lado, e teologia, por outro lado, incorre num sofisma. Através da evolução da teologia, Anselmo Borges defende a “desaprendizagem” do dogma por intermédio daquilo a que ele chama de “actualização”. Assim como os modernos dizem que “a lógica evolui”, assim o Anselmo Borges diz que o dogma evolui.

Sofisma nº 3

Qual é o grande mal do cristianismo? A sua ligação ao poder. "Pelas suas consequências, uma das mais trágicas falsas vias para as Igrejas cristãs foi, depois do fim das perseguições, a ligação entre o poder imperial romano e a hierarquia eclesiástica, simbolizada e fortificada pela coroação de Carlos Magno pelo Papa." (idem)

É impossível que uma religião — qualquer que seja — não tenha uma ligação ao Poder. Negar que o Cristianismo possa ter uma ligação ao Poder é negar a própria Natureza Humana. O que é importante é racionalizar a ligação da religião ao Poder, como aconteceu na Europa ocidental em que a Igreja Católica e o Poder se separaram, e ao contrário do que aconteceu na Igreja Ortodoxa e com o luteranismo.

Sofisma nº 4

Dever-se-á perguntar: como foi possível o movimento iniciado por Jesus ter hoje um Vaticano?! Seja como for, digo eu, a história é o que é e o que se impõe é uma revolução, para modos democráticos de governo eclesial, para a simplicidade, a transparência, o serviço. Cardeais e bispos não são "príncipes" nem podem viver como "faraós", diz Francisco. E as nunciaturas só poderão justificar-se enquanto serviços humildes de pontes para o diálogo e a paz mundiais. (ibidem)

Exactamente porque a Igreja Católica se separou do Poder, serviu durante séculos, de contra-poder. É exactamente este papel de contra-poder que é exercido pelo papa-açorda Francisco, mas que ele critica. Ou seja, ele exerce esse contra-poder e, simultaneamente, critica esse contra-poder — o que nos dá um vislumbre da irracionalidade do papa-açorda.

Quando Jesus Cristo disse “tu és Pedro e sobre essa pedra edificarei a minha igreja” (Mateus, 16, 18), Jesus quis dizer que a Igreja Católica teria uma hierarquia — porque qualquer edificação tem uma estrutura, e dentro da estrutura, as partes não são todas iguais. Ademais, o Anselmo Borges generaliza (falácia da generalização): a maioria dos cardeais e bispos não vivem como faraós: quando toma uma pequena parte pelo todo, o Anselmo Borges (assim como o papa-açorda Francisco) pretende condenar o todo.

Ao querer tornar a Igreja Católica inumana (no sentido de eliminar dela a Natureza Humana), o papa-açorda Francisco e os seus apaniguados (como o Anselmo Borges) pretendem destruir a Igreja Católica. É isso que essa gente pretende, em nome da criação de uma Igreja Católica perfeita, feita por homens perfeitos e por santos que ainda não morreram mas que (alegadamente) já fazem milagres.

Quarta-feira, 30 Dezembro 2015

O Cristianismo não é a “religião do livro”

 

O Frei Bento Domingues faz aqui uma confusão (propositada), como se todos os livros do Antigo Testamento tivessem sido escritos pela mesma pessoa e na mesma época. Ele vê no Antigo Testamento uma lógica sequencial histórica — o que é próprio do Historicismo. Mas a verdade é que, por exemplo, o livro do Génesis não tem nada a ver com o do Deuteronómio, ou seja, não existe uma relação lógica directa entre os dois livros.

Naturalmente que esta confusão é propositada. A prova disso foi o aproveitamento (ignorante) de Francisco Louçã do texto de Frei Bento Domingues. Les bons esprits se rencontrent…

Francisco Louçã, tirando partido da confusão propositada de Frei Bento Domingues, parte da premissa segundo a qual o Antigo Testamento é o livro fundamental dos cristãos. Frei Bento Domingues sabe que não é, e por isso é que ele fala em Iaveísmo, e não em Cristianismo.

Estas “confusões” fazem parte da estratégia ideológica que tem como objectivo nivelar todas as religiões, medindo-as pela mesma bitola. A pergunta que Francisco Louçã e Frei Bento Domingues implicitamente fazem é a seguinte:

“Se o Antigo Testamento também apela ao assassínio, ¿como é que os católicos se distinguem dos muçulmanos?”

A pergunta invoca uma falácia do espantalho.

É que há aqui um detalhe que ambos escamoteiam (um de propósito, e outro por ignorância) : o Antigo Testamento não é o livro fundamental do Cristianismo. Aliás, o Cristianismo não é a “religião do livro”: é a “religião da palavra”.

A “religião do livro” é o Islamismo (Alcorão). E o Judaísmo é a “religião da lei” (Deuteronómio). O Cristianismo é a “religião da palavra” (“No Princípio, era o Verbo” — Evangelho de S. João, 1).

Sábado, 26 Dezembro 2015

O Anselmo Borges e a reconstrução da História da Igreja Católica

 

“Para tornar inevitável uma catástrofe, nada mais eficaz do que convocar uma assembleia que proponha reformas que a evitem.” — Nicolás Gómez Dávila

As considerações que o Anselmo Borges faz da Igreja Católica antes do Concílio Vaticano II são genericamente falsas; por exemplo, nunca a Igreja Católica antes do Vaticano II “condenou os direitos humanos”, como Anselmo Borges afirma. Estamos perante uma reconstrução da História, e os mais novos são vítimas de gente como o Anselmo Borges.

Ao contrário do que o Anselmo Borges afirma, nunca a Igreja Católica foi “sempre a mesma, imutável”; Anselmo Borges é desonesto, porque tem que obrigação de conhecer a história da Igreja Católica.

Anselmo Borges joga com conceito de “mudança”: para ele, a mudança é a transformação de uma coisa em outra coisa totalmente diferente; mas, ao longo da História, a mudança na Igreja Católica foi sempre a modificação interna da Igreja Católica (modificação do sujeito), embora mantendo a sua essência.

O que Anselmo Borges defende é a modificação da essência da Igreja Católica. E o Concílio Vaticano II não fez coisa senão contribuir activamente para a alteração da essência da Igreja Católica. O Concílio do Vaticano II foi uma assembleia que propôs reformas para se evitar uma alegada catástrofe, o que tornou inevitável essa catástrofe.

“As piruetas dos teólogos modernos não ganharam uma conversão a mais nem uma apostasia a menos” — Nicolás Gómez Dávila

Em uma instituição — que é por definição, humana — sempre haverá quem queira fazer dela a “sua quinta particular”; através da alteração da essência da Igreja Católica, Anselmo Borges pretende que os “donos da quinta” sejam outros: os seus compagnons de route ideológicos.

Do que se trata, na narrativa do Anselmo Borges, é a luta pelo Poder terreno na Igreja Católica em função de uma mundividência marcada por uma ideologia política materialista que Anselmo Borges deseja que seja prevalecente no seio da Igreja Católica. Para disfarçar esse materialismo, Anselmo Borges apela à utopia — como faz, aliás, a Esquerda. Através da proclamação da utopia, os novos “donos da quinta” justificam quaisquer desmandos e excessos, e até a alteração da essência da Igreja Católica que sempre foi a mesma apesar das mudanças internas seculares.

“Quem derrota uma causa nobre é alguém que já foi derrotado” — Nicolás Gómez Dávila

Manter a essência da Igreja Católica, apesar da mudança, é uma causa nobre — assim como é uma causa nobre, por exemplo, a crítica ao aborto, cuja lei infame o Anselmo Borges apoiou publicamente. Por isso, não obstante as aparentes vitórias do papa-açorda Francisco e dos seus apaniguados, eles já perderam.

Domingo, 20 Dezembro 2015

A religião completa e acabada

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 1:37 pm
Tags: , ,

 

Não existe uma “religião completa”, ou uma “religião total”, porque a capacidade do ser humano de perceber ou compreender a Realidade é incompleta. Por isso, o Cristianismo, ou melhor, o catolicismo não é uma religião completa. Mas existem religiões que integram em si mesmas conceitos mais ricos e mais complexos do que em outras religiões; por isso é falso que se diga que todas as religiões são equivalentes, e muito mais falso é que se diga que são todas semelhantes.

Embora nenhuma religião seja completa ou total, o catolicismo integra em si mesmo a maior complexidade conceptual entre todas as religiões.

(more…)

Terça-feira, 15 Dezembro 2015

Mary Wagner foi presa outra vez

 

“People have often asked me if I could not simply stay outside the area I am forbidden to enter, and in that way, avoid arrest.”

“But this question forgets something: the children scheduled to be killed will have no one to stand up for them. We will stop being present to them and to their mothers out of obedience to an immorally imposed restriction by those entrusted with authority.”

(Mary Wagner)

Pro-life prisoner of conscience Mary Wagner arrested on Feast of Our Lady of Guadalupe

Já ouviram o papa-açorda Francisco referir-se ao nome de Mary Wagner? Jamais!

maryw-webMary Wagner foi presa pelo menos 6 vezes por entrar em clínicas de aborto e oferecer panfletos e flores às mães que pretendem abortar; e passou quatro anos na prisão por tentar dissuadir as mães a não abortar.

“As crianças condenadas à morte não têm ninguém que as defenda. Só desobedecendo a uma restrição imoral imposta pela autoridade podemos estar juntos das crianças e das mães”.

Esta frase de Mary Wagner segue a linha ideológica de S. Tomás de Aquino. Para S. Tomás de Aquino, a lei exprime a justiça na dimensão do espaço-tempo (no finito): se a lei não é justa, então nem sequer merece esse nome. Uma lei injusta não é lei. Perante uma lei injusta, não a cumprir não é desobedecer, mas simplesmente reconhecer que essa lei simplesmente não existe.

Mary Wagner é um daqueles seres humanos excepcionais que nascem de vez em quando. São pessoas raras. São pessoas que têm consciência de que têm uma missão a cumprir, e que o desígnio dessa missão as transcende.

Sábado, 5 Dezembro 2015

Anselmo Borges e Maria, mãe de Jesus

 

« Quando perguntaram ao Papa Francisco, que não é beato nem cobarde, o que significava Maria para ele, respondeu: “Ela é a minha mamã”. »

Anselmo Borges

Ou seja: é Jesus Cristo no Céu, e o papa-açorda Francisco na Terra. Têm ambos a mesma Mamã.

Não sei se o papa-açorda Francisco não é beato nem cobarde; o que sei, objectivamente, é que não lhe ficava mal um pouco de humildade.


O Anselmo Borges faz uma referência ao versículo 49 do Cap. III do Alcorão, sobre Maria, a mãe de Jesus; mas esqueceu-se de referir o versículo 59 do mesmo capítulo do Alcorão:

“Jesus é, diante de Alá, igual a Adão, que criou do pó”.

Para os muçulmanos, Jesus Cristo é da mesma igualha de Adão; Jesus Cristo e Adão são da mesma espécie.

A verdade de Anselmo Borges é sempre parcial; esconde sempre alguma coisa, de forma propositada. Anselmo Borges é um político, e não um teólogo. Ele pode enganá-lo a você, caro leitor: mas não me engana.

Sexta-feira, 4 Dezembro 2015

O papa-açorda Francisco e a estupidez do fundamentalismo

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 10:09 am
Tags: , , , ,

 

O papa-açorda Francisco afirma, no vídeo abaixo, que “os católicos fundamentalistas devem ser combatidos”. E depois diz que “os católicos fundamentalistas são os que acreditam deter a verdade absoluta e ofendem os outros com a calúnia, com a difamação”.

 


O termo “fundamentalismo” vem de “fundamento” que, por sua vez, vem do latim fundamentum, de fundus, “fundo”, fundare, “fundar”.

Definição de “fundamento”:

“Fundamento” é conjunto de elementos essenciais que servem de base a uma concepção, uma doutrina, uma teoria.

“Fundar” o que se afirma é produzir a sua justificação de ser. A investigação e o estabelecimento dos fundamentos estão no centro da filosofia e da ciência.

Tanto no discurso filosófico, como na ética, como no Direito, como na arte — esforça-se sempre por oferecer (apoiado em preceitos) sistemas de valores ou teorias explicativas que garantam uma legitimidade e/ou a verdade. Valores diferentes remetem para escolhas diferentes; e são os valores que são o fundamento dessas escolhas.


Agora, a pergunta: ¿todas as religiões têm os mesmos fundamentos? Resposta: não!

Os fundamentos do Cristianismo não são os mesmos, idênticos ou mesmo semelhantes aos fundamentos do Islamismo ou do Judaísmo, por exemplo.

Os fundamentos do Cristianismo encontram-se nos quatro Evangelhos sinópticos de Jesus Cristo; os fundamentos do Islamismo encontram-se no Alcorão; os fundamentos do Judaísmo caution-francis-speaks-400encontram-se na Torah. Portanto, é absolutamente claro que as diversas religiões não têm fundamentos iguais.

O primeiro fundamentalista cristão foi Jesus Cristo; o primeiro fundamentalista islâmico foi Maomé; e quiçá o primeiro fundamentalista judaico foi Abraão.

Portanto, basta comparar a vida de Jesus Cristo com a de Maomé, por exemplo, para vermos a diferença entre os fundamentalismos cristão e islâmico. São fundamentalismos diferentes porque se baseiam em valores (em fundamentos) diferentes. Por exemplo, S. Francisco de Assis foi um fundamentalista cristão; e não consta que S. Francisco de Assis andasse a matar pessoas.

A generalização negativa do termo “fundamentalismo”, feita pelo papa-açorda Francisco, revela a sua (dele) estupidez. Este “papa” é estúpido; tem uma capacidade cognitiva muito limitada. E, na medida em que a sua (dele) generalização é estúpida, o ataque aos cristãos ditos “fundamentalistas” é um ataque ao próprio espírito de Jesus Cristo.

Quando o papa-açorda Francisco diz que os “cristãos fundamentalistas” (com uma conotação pejorativa) são os que “ofendem os outros com a calúnia, com a difamação”, ele nada mais faz do que dar o exemplo da calúnia e da difamação de que acusa os outros católicos.

Em suma, não devemos confundir fundamentalismo, por um lado, e fanatismo, por outro lado.

A violência é um dos fundamentos do Islamismo, porque é recomendada pelo Alcorão.

A violência não é um dos fundamentos do Cristianismo, porque é combatida pelos Evangelhos de Jesus Cristo. Um cristão fundamentalista não pode ser violento — a não ser em defesa própria quando ameaçado fisicamente.

Segunda-feira, 16 Novembro 2015

Cuidado! O Francisco está a falar !

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 12:37 pm
Tags: , ,

 

“Tout serait-il question de conscience ? Et donc de libre examen ? En soi ce blog n’a pas vocation a accueillir le texte qui suit : la traduction de la réponse du pape François à une femme luthérienne qui regrettait de ne pouvoir communier à la même « Cène du Seigneur » que son mari, catholique. Il s’agit d’une question religieuse. Mais des ballons d’essai ont été lâchés dans l’Instrumentum laboris en même temps que ceux sur la communion des divorcés « remariés », ce qui nous rapproche du sujet, et par ailleurs, la réponse du pape qui invite son interlocutrice à chercher elle-même la solution rappelle les ambiguïtés sur le « for interne » dans le rapport final du synode.”

Le pape François répond à une luthérienne qui demande comment accéder à la communion eucharistique avec son mari catholique : conscience et unité de foi…

caution-francis-speaks

Página seguinte »

Create a free website or blog at WordPress.com.