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Terça-feira, 2 Fevereiro 2016

O papa-açorda Francisco e a capitulação ética da Igreja Católica

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 2:40 pm
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“Everyone is aware of how sensitive the Church is to ethical issues but perhaps it is not clear to everyone that the Church does not lay claim to a privileged voice in this field…,”

Pope: Church does not claim privileged voice in bioethics field

papa-burro-webO papa-açorda Francisco defende a ideia segundo a qual a Igreja Católica deve abdicar de juízos de valor em matéria de ética; ou, pelo menos, defende a ideia de que os juízos de valor éticos da Igreja Católica não são importantes. Estamos em presença de uma capitulação civilizacional.

É muito difícil caracterizar este papa, porque estamos em presença de um burro que diz, em uma mesma circunstância, uma coisa e o seu contrário. Cheguei à conclusão de que não se trata apenas de ambiguidade: ele é mesmo burro, tem limitações intelectuais graves.

Se o burro papa-açorda Francisco retirasse conclusões daquilo que afirmou, verificaria que a opinião dele (acerca da não-importância da Igreja Católica em questões éticas) não tem importância nenhuma — e por isso mais valeria que ele estivesse calado.

Sábado, 9 Janeiro 2016

Os sofismas do Anselmo Borges acerca do “futuro de Deus”

 

“Nos últimos séculos, a fé cristã teve falta de inteligência, e a inteligência cristã teve falta de fé”. (Nicolás Gómez Dávila)


Sofisma nº 1

“há o perigo de esquecer que, contra o que frequentemente se pensa, antes do século XIV, a Europa, segundo, G. Duby, não apresentava senão "as aparências de uma cristandade. O cristianismo não era plenamente vivido senão por raras elites”. ( Anselmo Borges)

Em primeiro lugar, passa a ideia segundo a qual, depois do século XIV, o Cristianismo passou a ser melhor vivido do que era antes; em segundo lugar, passa a ideia segundo a qual terá havido na História períodos em que o Cristianismo foi vivido plenamente não só por raras elites.

O que o Anselmo Borges escamoteia é a cultura de raiz cristã, que é marca de uma civilização, e que está para além da forma subjectiva de “como” o Cristianismo foi ou é vivido. Por exemplo, antes do século XIV, S. Bernardo, que era presumivelmente parte dessa rara elite, defendia a casuística que é uma forma pouco cristã e mais judaica de conceber Deus.

Dizer que “o cristianismo não era plenamente vivido senão por raras elites” requer que se defina, em primeiro lugar, o que é “viver plenamente o Cristianismo”, e para além da sua influência na cultura antropológica.


“A evolução do dogma cristão é menos evidente que a evolução da teologia cristã. Nós, católicos, com muito pouca teologia acreditamos hoje na mesma coisa que converteu o primeiro escravo em Éfeso ou em Corinto”. (Nicolás Gómez Dávila)


Sofisma nº 2

“Lutero também escreveu: "Temo que haja mais idolatria agora do que em qualquer outra época." Daí que Delumeau acentue a importância da actualização, também para se não cair em idealizações e dogmatismos. Por vezes, é preciso "desaprender", não idealizar o passado”. ( Anselmo Borges)

Quando o Anselmo Borges confunde dogma, por um lado, e teologia, por outro lado, incorre num sofisma. Através da evolução da teologia, Anselmo Borges defende a “desaprendizagem” do dogma por intermédio daquilo a que ele chama de “actualização”. Assim como os modernos dizem que “a lógica evolui”, assim o Anselmo Borges diz que o dogma evolui.

Sofisma nº 3

Qual é o grande mal do cristianismo? A sua ligação ao poder. "Pelas suas consequências, uma das mais trágicas falsas vias para as Igrejas cristãs foi, depois do fim das perseguições, a ligação entre o poder imperial romano e a hierarquia eclesiástica, simbolizada e fortificada pela coroação de Carlos Magno pelo Papa." (idem)

É impossível que uma religião — qualquer que seja — não tenha uma ligação ao Poder. Negar que o Cristianismo possa ter uma ligação ao Poder é negar a própria Natureza Humana. O que é importante é racionalizar a ligação da religião ao Poder, como aconteceu na Europa ocidental em que a Igreja Católica e o Poder se separaram, e ao contrário do que aconteceu na Igreja Ortodoxa e com o luteranismo.

Sofisma nº 4

Dever-se-á perguntar: como foi possível o movimento iniciado por Jesus ter hoje um Vaticano?! Seja como for, digo eu, a história é o que é e o que se impõe é uma revolução, para modos democráticos de governo eclesial, para a simplicidade, a transparência, o serviço. Cardeais e bispos não são "príncipes" nem podem viver como "faraós", diz Francisco. E as nunciaturas só poderão justificar-se enquanto serviços humildes de pontes para o diálogo e a paz mundiais. (ibidem)

Exactamente porque a Igreja Católica se separou do Poder, serviu durante séculos, de contra-poder. É exactamente este papel de contra-poder que é exercido pelo papa-açorda Francisco, mas que ele critica. Ou seja, ele exerce esse contra-poder e, simultaneamente, critica esse contra-poder — o que nos dá um vislumbre da irracionalidade do papa-açorda.

Quando Jesus Cristo disse “tu és Pedro e sobre essa pedra edificarei a minha igreja” (Mateus, 16, 18), Jesus quis dizer que a Igreja Católica teria uma hierarquia — porque qualquer edificação tem uma estrutura, e dentro da estrutura, as partes não são todas iguais. Ademais, o Anselmo Borges generaliza (falácia da generalização): a maioria dos cardeais e bispos não vivem como faraós: quando toma uma pequena parte pelo todo, o Anselmo Borges (assim como o papa-açorda Francisco) pretende condenar o todo.

Ao querer tornar a Igreja Católica inumana (no sentido de eliminar dela a Natureza Humana), o papa-açorda Francisco e os seus apaniguados (como o Anselmo Borges) pretendem destruir a Igreja Católica. É isso que essa gente pretende, em nome da criação de uma Igreja Católica perfeita, feita por homens perfeitos e por santos que ainda não morreram mas que (alegadamente) já fazem milagres.

Quarta-feira, 30 Dezembro 2015

O Cristianismo não é a “religião do livro”

 

O Frei Bento Domingues faz aqui uma confusão (propositada), como se todos os livros do Antigo Testamento tivessem sido escritos pela mesma pessoa e na mesma época. Ele vê no Antigo Testamento uma lógica sequencial histórica — o que é próprio do Historicismo. Mas a verdade é que, por exemplo, o livro do Génesis não tem nada a ver com o do Deuteronómio, ou seja, não existe uma relação lógica directa entre os dois livros.

Naturalmente que esta confusão é propositada. A prova disso foi o aproveitamento (ignorante) de Francisco Louçã do texto de Frei Bento Domingues. Les bons esprits se rencontrent…

Francisco Louçã, tirando partido da confusão propositada de Frei Bento Domingues, parte da premissa segundo a qual o Antigo Testamento é o livro fundamental dos cristãos. Frei Bento Domingues sabe que não é, e por isso é que ele fala em Iaveísmo, e não em Cristianismo.

Estas “confusões” fazem parte da estratégia ideológica que tem como objectivo nivelar todas as religiões, medindo-as pela mesma bitola. A pergunta que Francisco Louçã e Frei Bento Domingues implicitamente fazem é a seguinte:

“Se o Antigo Testamento também apela ao assassínio, ¿como é que os católicos se distinguem dos muçulmanos?”

A pergunta invoca uma falácia do espantalho.

É que há aqui um detalhe que ambos escamoteiam (um de propósito, e outro por ignorância) : o Antigo Testamento não é o livro fundamental do Cristianismo. Aliás, o Cristianismo não é a “religião do livro”: é a “religião da palavra”.

A “religião do livro” é o Islamismo (Alcorão). E o Judaísmo é a “religião da lei” (Deuteronómio). O Cristianismo é a “religião da palavra” (“No Princípio, era o Verbo” — Evangelho de S. João, 1).

Sábado, 26 Dezembro 2015

O Anselmo Borges e a reconstrução da História da Igreja Católica

 

“Para tornar inevitável uma catástrofe, nada mais eficaz do que convocar uma assembleia que proponha reformas que a evitem.” — Nicolás Gómez Dávila

As considerações que o Anselmo Borges faz da Igreja Católica antes do Concílio Vaticano II são genericamente falsas; por exemplo, nunca a Igreja Católica antes do Vaticano II “condenou os direitos humanos”, como Anselmo Borges afirma. Estamos perante uma reconstrução da História, e os mais novos são vítimas de gente como o Anselmo Borges.

Ao contrário do que o Anselmo Borges afirma, nunca a Igreja Católica foi “sempre a mesma, imutável”; Anselmo Borges é desonesto, porque tem que obrigação de conhecer a história da Igreja Católica.

Anselmo Borges joga com conceito de “mudança”: para ele, a mudança é a transformação de uma coisa em outra coisa totalmente diferente; mas, ao longo da História, a mudança na Igreja Católica foi sempre a modificação interna da Igreja Católica (modificação do sujeito), embora mantendo a sua essência.

O que Anselmo Borges defende é a modificação da essência da Igreja Católica. E o Concílio Vaticano II não fez coisa senão contribuir activamente para a alteração da essência da Igreja Católica. O Concílio do Vaticano II foi uma assembleia que propôs reformas para se evitar uma alegada catástrofe, o que tornou inevitável essa catástrofe.

“As piruetas dos teólogos modernos não ganharam uma conversão a mais nem uma apostasia a menos” — Nicolás Gómez Dávila

Em uma instituição — que é por definição, humana — sempre haverá quem queira fazer dela a “sua quinta particular”; através da alteração da essência da Igreja Católica, Anselmo Borges pretende que os “donos da quinta” sejam outros: os seus compagnons de route ideológicos.

Do que se trata, na narrativa do Anselmo Borges, é a luta pelo Poder terreno na Igreja Católica em função de uma mundividência marcada por uma ideologia política materialista que Anselmo Borges deseja que seja prevalecente no seio da Igreja Católica. Para disfarçar esse materialismo, Anselmo Borges apela à utopia — como faz, aliás, a Esquerda. Através da proclamação da utopia, os novos “donos da quinta” justificam quaisquer desmandos e excessos, e até a alteração da essência da Igreja Católica que sempre foi a mesma apesar das mudanças internas seculares.

“Quem derrota uma causa nobre é alguém que já foi derrotado” — Nicolás Gómez Dávila

Manter a essência da Igreja Católica, apesar da mudança, é uma causa nobre — assim como é uma causa nobre, por exemplo, a crítica ao aborto, cuja lei infame o Anselmo Borges apoiou publicamente. Por isso, não obstante as aparentes vitórias do papa-açorda Francisco e dos seus apaniguados, eles já perderam.

Domingo, 20 Dezembro 2015

A religião completa e acabada

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 1:37 pm
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Não existe uma “religião completa”, ou uma “religião total”, porque a capacidade do ser humano de perceber ou compreender a Realidade é incompleta. Por isso, o Cristianismo, ou melhor, o catolicismo não é uma religião completa. Mas existem religiões que integram em si mesmas conceitos mais ricos e mais complexos do que em outras religiões; por isso é falso que se diga que todas as religiões são equivalentes, e muito mais falso é que se diga que são todas semelhantes.

Embora nenhuma religião seja completa ou total, o catolicismo integra em si mesmo a maior complexidade conceptual entre todas as religiões.

(more…)

Terça-feira, 15 Dezembro 2015

Mary Wagner foi presa outra vez

 

“People have often asked me if I could not simply stay outside the area I am forbidden to enter, and in that way, avoid arrest.”

“But this question forgets something: the children scheduled to be killed will have no one to stand up for them. We will stop being present to them and to their mothers out of obedience to an immorally imposed restriction by those entrusted with authority.”

(Mary Wagner)

Pro-life prisoner of conscience Mary Wagner arrested on Feast of Our Lady of Guadalupe

Já ouviram o papa-açorda Francisco referir-se ao nome de Mary Wagner? Jamais!

maryw-webMary Wagner foi presa pelo menos 6 vezes por entrar em clínicas de aborto e oferecer panfletos e flores às mães que pretendem abortar; e passou quatro anos na prisão por tentar dissuadir as mães a não abortar.

“As crianças condenadas à morte não têm ninguém que as defenda. Só desobedecendo a uma restrição imoral imposta pela autoridade podemos estar juntos das crianças e das mães”.

Esta frase de Mary Wagner segue a linha ideológica de S. Tomás de Aquino. Para S. Tomás de Aquino, a lei exprime a justiça na dimensão do espaço-tempo (no finito): se a lei não é justa, então nem sequer merece esse nome. Uma lei injusta não é lei. Perante uma lei injusta, não a cumprir não é desobedecer, mas simplesmente reconhecer que essa lei simplesmente não existe.

Mary Wagner é um daqueles seres humanos excepcionais que nascem de vez em quando. São pessoas raras. São pessoas que têm consciência de que têm uma missão a cumprir, e que o desígnio dessa missão as transcende.

Sábado, 5 Dezembro 2015

Anselmo Borges e Maria, mãe de Jesus

 

« Quando perguntaram ao Papa Francisco, que não é beato nem cobarde, o que significava Maria para ele, respondeu: “Ela é a minha mamã”. »

Anselmo Borges

Ou seja: é Jesus Cristo no Céu, e o papa-açorda Francisco na Terra. Têm ambos a mesma Mamã.

Não sei se o papa-açorda Francisco não é beato nem cobarde; o que sei, objectivamente, é que não lhe ficava mal um pouco de humildade.


O Anselmo Borges faz uma referência ao versículo 49 do Cap. III do Alcorão, sobre Maria, a mãe de Jesus; mas esqueceu-se de referir o versículo 59 do mesmo capítulo do Alcorão:

“Jesus é, diante de Alá, igual a Adão, que criou do pó”.

Para os muçulmanos, Jesus Cristo é da mesma igualha de Adão; Jesus Cristo e Adão são da mesma espécie.

A verdade de Anselmo Borges é sempre parcial; esconde sempre alguma coisa, de forma propositada. Anselmo Borges é um político, e não um teólogo. Ele pode enganá-lo a você, caro leitor: mas não me engana.

Sexta-feira, 4 Dezembro 2015

O papa-açorda Francisco e a estupidez do fundamentalismo

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 10:09 am
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O papa-açorda Francisco afirma, no vídeo abaixo, que “os católicos fundamentalistas devem ser combatidos”. E depois diz que “os católicos fundamentalistas são os que acreditam deter a verdade absoluta e ofendem os outros com a calúnia, com a difamação”.

 


O termo “fundamentalismo” vem de “fundamento” que, por sua vez, vem do latim fundamentum, de fundus, “fundo”, fundare, “fundar”.

Definição de “fundamento”:

“Fundamento” é conjunto de elementos essenciais que servem de base a uma concepção, uma doutrina, uma teoria.

“Fundar” o que se afirma é produzir a sua justificação de ser. A investigação e o estabelecimento dos fundamentos estão no centro da filosofia e da ciência.

Tanto no discurso filosófico, como na ética, como no Direito, como na arte — esforça-se sempre por oferecer (apoiado em preceitos) sistemas de valores ou teorias explicativas que garantam uma legitimidade e/ou a verdade. Valores diferentes remetem para escolhas diferentes; e são os valores que são o fundamento dessas escolhas.


Agora, a pergunta: ¿todas as religiões têm os mesmos fundamentos? Resposta: não!

Os fundamentos do Cristianismo não são os mesmos, idênticos ou mesmo semelhantes aos fundamentos do Islamismo ou do Judaísmo, por exemplo.

Os fundamentos do Cristianismo encontram-se nos quatro Evangelhos sinópticos de Jesus Cristo; os fundamentos do Islamismo encontram-se no Alcorão; os fundamentos do Judaísmo caution-francis-speaks-400encontram-se na Torah. Portanto, é absolutamente claro que as diversas religiões não têm fundamentos iguais.

O primeiro fundamentalista cristão foi Jesus Cristo; o primeiro fundamentalista islâmico foi Maomé; e quiçá o primeiro fundamentalista judaico foi Abraão.

Portanto, basta comparar a vida de Jesus Cristo com a de Maomé, por exemplo, para vermos a diferença entre os fundamentalismos cristão e islâmico. São fundamentalismos diferentes porque se baseiam em valores (em fundamentos) diferentes. Por exemplo, S. Francisco de Assis foi um fundamentalista cristão; e não consta que S. Francisco de Assis andasse a matar pessoas.

A generalização negativa do termo “fundamentalismo”, feita pelo papa-açorda Francisco, revela a sua (dele) estupidez. Este “papa” é estúpido; tem uma capacidade cognitiva muito limitada. E, na medida em que a sua (dele) generalização é estúpida, o ataque aos cristãos ditos “fundamentalistas” é um ataque ao próprio espírito de Jesus Cristo.

Quando o papa-açorda Francisco diz que os “cristãos fundamentalistas” (com uma conotação pejorativa) são os que “ofendem os outros com a calúnia, com a difamação”, ele nada mais faz do que dar o exemplo da calúnia e da difamação de que acusa os outros católicos.

Em suma, não devemos confundir fundamentalismo, por um lado, e fanatismo, por outro lado.

A violência é um dos fundamentos do Islamismo, porque é recomendada pelo Alcorão.

A violência não é um dos fundamentos do Cristianismo, porque é combatida pelos Evangelhos de Jesus Cristo. Um cristão fundamentalista não pode ser violento — a não ser em defesa própria quando ameaçado fisicamente.

Segunda-feira, 16 Novembro 2015

Cuidado! O Francisco está a falar !

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 12:37 pm
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“Tout serait-il question de conscience ? Et donc de libre examen ? En soi ce blog n’a pas vocation a accueillir le texte qui suit : la traduction de la réponse du pape François à une femme luthérienne qui regrettait de ne pouvoir communier à la même « Cène du Seigneur » que son mari, catholique. Il s’agit d’une question religieuse. Mais des ballons d’essai ont été lâchés dans l’Instrumentum laboris en même temps que ceux sur la communion des divorcés « remariés », ce qui nous rapproche du sujet, et par ailleurs, la réponse du pape qui invite son interlocutrice à chercher elle-même la solution rappelle les ambiguïtés sur le « for interne » dans le rapport final du synode.”

Le pape François répond à une luthérienne qui demande comment accéder à la communion eucharistique avec son mari catholique : conscience et unité de foi…

caution-francis-speaks

Domingo, 15 Novembro 2015

O Anselmo Borges e os escândalos do Vaticano

 

O Anselmo Borges fala aqui nos escândalos do Vaticano que se relacionam — segundo as palavras dele — com a ganância do dinheiro e do Poder. Mas o que ele não se refere — porque é tabu e mesmo uma heresia católica contemporânea — é à máfia alfazema 1 .

anselmo-borgesPara o Anselmo Borges, parece que os escândalos no Vaticano estão circunscritos ao dinheiro — o que é uma característica geral dos hodiernos, em geral.

Que se façam orgias gay no Vaticano, para o Anselmo Borges é apenas a manifestação de uma “orientação sexual”: o que é escandaloso, para o Anselmo Borges, é que os clérigos católicos gay não se possam casar uns com os outros, quiçá em “casamentos” múltiplos.

Ao contrário do que o Anselmo Borges diz, a principal razão por que o Papa Bento XVI resignou foi devido à influência da máfia alfazema no Vaticano, como se pode verificar com os dois sínodos realizados pelo papa-açorda Francisco, e nos quais alguns prelados afectos à máfia alfazema defenderam o reconhecimento da Igreja Católica do “casamento” gay. Há mesmo hoje um “teólogo” católico que diz que S. Tomás de Aquino era a favor do “casamento” gay.

A estratégia do Anselmo Borges não é nova, nem é dele: concentrando o conceito de “escândalo” na ganância do dinheiro, liberta a máfia alfazema da noção de “escândalo” aos olhos do povo católico. Para o Anselmo Borges, a luxúria e a imoralidade é reduzida ao desfrute do dinheiro.


Monsenhor Battista Ricca, braço-direito do “papa Francisco”

ricca-pope-francis[4]

Nota
1. lóbi gay dentro do Vaticano

Quarta-feira, 11 Novembro 2015

O “progresso da opinião pública” através dos me®dia

Filed under: Igreja Católica,me®dia — O. Braga @ 9:27 am
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progresso-da-opiniao-publica-web

Segunda-feira, 9 Novembro 2015

Anselmo Borges está errado acerca do dualismo aplicado ao ser humano (2)

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 9:17 am
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Em sequência do verbete anterior, Anselmo Borges, depois de ter suspenso o dualismo metafísico, defende o dualismo não superado de Hegel e dos modernos.

No pensamento de Hegel, “espírito” e “natureza” são duas realidades: uma frente à outra no mesmo plano. Por isso Hegel recorreu a um terceiro termo, o Logos: a necessidade de vencer o dualismo levou-o a tentar superá-lo com a forma triádica. Mas, uma vez que “natureza” e “espírito” não são contrários no seu pensamento (como acontece em Anselmo Borges), e não são duas abstracções mas antes são duas realidades concretas (idem) — a forma triádica era inaplicável. O Logos passou a ser, na sua tríade, o primeiro (a tese).

Para Hegel, o Logos, sendo um sujeito (e não uma “substância” como tinha defendido Schelling), é um sujeito que não se pode pensar como sujeito, ou seja, o Logos é um sujeito que não se pode pensar de modo algum.

O Logos é, como diz Hegel: “Deus na sua eterna essência primeira da criação da Natureza e do espírito finito”; e nós podemos muito bem (segundo Hegel) pensar Deus na Natureza e no espírito finito, Deus in nobis et nos, mas (segundo Hegel) não um Deus fora ou aquém da Natureza e do homem.

O expediente triádico de Hegel (tese, antítese, síntese), por um lado, e o termo Logos (segundo Hegel), por outro lado, a que Hegel recorre, mostram que Hegel está sempre preso no dualismo, mas que se debate em vão contra ele, sem poder sair dele.

É esta a principal contradição de Anselmo Borges: é um moderno que se debate contra o dualismo, pensando poder sair dele. Ademais, Anselmo Borges pretende fazer a síntese entre a esquerda e a direita hegelianas (a imanência e o não-transcendente, por um lado, e o Deus pessoal, por outro lado), o que é uma outra contradição em termos.


Anselmo Borges fala no ser humano como um “ser em tensão”. Para fundamentar a sua visão de “ser em tensão”, Anselmo Borges recorre à neurobiologia e à psicologia — como é habitual nos modernos —, como se estas ciências tivessem já ditado um veredicto final acerca do ser humano. Lateja naquela mente o positivismo à moda de Comte (um racionalismo radical e dogmático), mas não um positivismo à moda de Stuart Mill (um empirismo radical).

Mas há uma tensão no ser humano de que o Anselmo Borges não fala — porque falar dela é uma heresia moderna: a Metaxia. A Metaxia é a condição dialéctica da existência do ser humano, segundo Platão.

Mas segundo Eric Voegelin, os pólos dialécticos da existência são inseparáveis e intrínsecos à própria existência, e por isso não podem ser concebidos como objectos (mas isso não significa que esses pólos não sejam distintos entre si). Segundo Eric Voegelin, o encontro da consciência humana com a transcendência não ocorre na história dos acontecimentos mundanos (ao contrário do que defende Anselmo Borges), mas antes ocorre no processo interno da experiência da consciência humana. A este encontro entre a experiência da consciência humana com a realidade transcendente, Eric Voegelin chamou de Metaxia. A Metaxia é o lugar onde o ser humano participa, com o divino, na realidade da consciência.

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