perspectivas

Domingo, 15 Julho 2018

Continua a Intifada do Anselmo Borges contra o Inferno

Filed under: Anselmo Borges,ética,Igreja Católica,Moral,papa Chico,papa-açorda — O. Braga @ 12:28 pm

 

Escreveu o Anselmo Borges:

« Lídia Jorge foi educada no catolicismo. Mas aos 16 anos afastou-se da Igreja, pois "vivia com revolta com o pensamento dogmático" e por causa da ideia de inferno, "dizia que não era possível que existisse uma instância tão injusta que condene para a eternidade pessoas que apenas vivem 50, 60, 70 anos". Aqui, lembrei-me de Óscar Lopes que também me disse que abandonou a Igreja por causa do inferno. E a argumentação de Lídia Jorge é forte. »


Convém que se diga ao Anselmo Borges o que o Chesterton escreveu: “Em boa verdade, só há dois tipos de pessoas: aquelas que aceitam dogmas e sabem disso, e aquelas que aceitam dogmas mas que não têm consciência disso”.

papa-freak-webMuita gente, como por exemplo, o Anselmo Borges ou a Lídia Jorge, aceitam dogmas e não têm consciência disso; e depois rebelam-se contra os dogmas dos outros. A partir do momento que uma mera verdade evidente passe a ser muito disputada, passa a ser dogma. Tão simples quanto isto.

Para ilustrar a sua aversão ao Inferno, o Anselmo Borges invoca David Hume. Não poderia ter feito pior escolha. David Hume foi alguém que duvidou da sua própria sombra, ou seja, dogmatizou a sua própria dúvida. O Anselmo Borges anda em “boas” companhias.

A Intifada dos Chiquistas (os sequazes do papa Chico) contra o Inferno tem como base um problema ético e moral: ¿como lidar com o problema do Mal?

A estratégia dos chiquistas é o de tentar desvalorizar o negativo tanto quanto possível, esbatendo assim o seu contraste com o positivo. É esta a estratégia chiquista, que consiste em obnubilar os valores da moral cristã, esbatendo a diferença entre o mal e o bem segundo a ortodoxia católica.

Dizem eles que é uma estratégia “inclusiva”: em nome da “inclusividade”, os chiquistas terraplanam a ética, em uma política de terra queimada.

Nesta “inclusividade” ética dos chiquistas, cabe tudo o que seja legal: se um dia, por absurdo (mas já acredito que tudo seja possível!), o assassínio passasse a ser legal, o Anselmo Borges viria a terreiro dizer que não seria “justo que a Igreja Católica condenasse os homicidas à pena do Inferno”. A ética do papa Chico e dos sequazes baseia-se na lei dos homens de cada época. E à medida em que as elites vão legalizando o que de mais hediondo existe, o Inferno do Chico vai-se tornando mais exíguo.

O papa Chico é diabólico. Esta é uma verdade que se pode transformar em dogma. Basta que a disputem.

inclusividade do papa chico web

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Sexta-feira, 13 Julho 2018

A Igreja do papa Francisco

Filed under: Igreja Católica,papa Chico,papa-açorda — O. Braga @ 5:56 pm

 

A igreja da paróquia de La Breña, Ilhas Canárias, Espanha. A Igreja do papa Chicozinho e do pároco Fernando Báez.

igreja-do-papa-francisco-web

(fonte)

O silêncio do Vaticano (e do papa Chico) acerca de Mary Wagner

 

Mary-Wagner_300_webAlguma vez ouviram ou viram o Anselmo Borges, por exemplo, a referir-se de algum modo, à católica Mary Wagner?

Não viram nem nunca verão, porque o Anselmo Borges é um sacerdote católico que apoia o aborto de seres humanos, e por isso a Mary Wagner é um caso a “abafar” pela narrativa oficial da Igreja Católica do papa Chicão.

O mesmo se passa com o Frei Bento Domingues: casos como o da Mary Wagner devem ser escondidos da opinião pública, e por isso não consta de crónicas ideologicamente comedidas e politicamente correctas.

A Igreja Católica que temos hoje é uma vergonha! Uma Vergonha Hedionda! Amaldiçoados sejam os actuais dignitários principais da Igreja Católica!


Mary Wagner foi presa outra vez, por ter entrado em uma “clínica” de abortos em Toronto, Canadá, levando rosas vermelhas para as mães que ali se encontravam à espera de abortar, tentando persuadi-las a escolher a vida para os seus filhos.

Foi por isto que Mary Wagner foi presa mais uma vez — e o papa Chicozinho e os seus sequazes mantêm um silêncio cúmplice em relação à tirania abortista do sistema implementado pela “elite” globalista.

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Quinta-feira, 12 Julho 2018

O Frei Bento Domingues e Bertrand Russell

Filed under: Frei Bento Domingues,Igreja Católica,papa Chico,papa-açorda — O. Braga @ 8:49 am

 

Quem ler este texto do Frei Bento Domingues e não souber o que ele tem escrito nos últimos anos, certamente pensará tratar-se de um texto comedido acerca de Jesus Cristo, e uma apologia modesta do chamado “papa Francisco”. Mas nós sabemos as ideias do Frei Bento Domingues; e burro velho não toma andadura.

Mas, mesmo assim, o referido texto não é assim tão “comedido”. As premissas éticas do Frei Bento, espelhadas naquele texto, coincidem, em grande medida, com as do ateu e anticristão Bertrand Russell — a “ética do desejo” de Bertrand Russell —, o que é deprimente quando vindo de um clérigo da Igreja Católica. E absolutamente extraordinário!

« Em última análise, a resposta à graça da livre conversão à boa e imaginativa hierarquização dos nossos desejos pode ajudar a diminuir a loucura mundana. Encarar a vida como o desenvolvimento de todos os talentos para ajudar, de modo competente, as capacidades dos que não tiveram oportunidades é, talvez, um bom caminho para a nova civilização proposta pelo Papa Francisco».

Também na primeira parte do texto verificamos que o Frei Bento Domingues explora (de uma forma que o próprio Bertrand Russell faria) o problema da Teodiceia. Bertrand Russell foi um pacifista, uma espécie de “cristão sem religião” — à semelhança do Frei Bento Domingues (o da Nova Teologia e do Concílio do Vaticano II). Mas ambos não conseguiram uma coerência mínima aceitável em teoria ética.

Sábado, 7 Julho 2018

Os sequazes da seita do Anselmo Borges (e do Chico) são muito perigosos, porque são vigaristas e aldrabões

Filed under: Anselmo Borges,Igreja Católica,papa Chico,papa-açorda — O. Braga @ 7:03 pm

 

Diz o Anselmo Borges que o papa Chicão afirma que “todos são chamados à santidade, isto é, à plenitude, à perfeição, à alegria, na vida do quotidiano”. “À perfeição”. Talvez a primeira vez que se ouviu um apelo geral dos crentes “à perfeição”, houve uma guerra civil sangrenta em Inglaterra (Cromwell).

padre_pio_webO argumento do Chiquinho e do Alselminho, o da necessidade de “perfeição” e de “santidade” é, por um lado, um argumento gnóstico (gnosticismo da Antiguidade Tardia). É o mesmo argumento que “paralisou” o pensamento de Kierkegaard; é o mesmo argumento que serviu para que Nietzsche se risse dos cristãos. É o argumento que desumaniza o católico, ao mesmo tempo que — em nome de uma putativa “perfeição” — exige do católico uma permissividade ética em relação à relapsia ou/e em relação ao anti-natural, tudo isto por amor à necessidade de “santidade”.

Por outro lado, o argumento da possibilidade universal da “perfeição” e da “santidade”, pretende democratizar o estatuto de “santo”. O estatuto de “santo” passou a ser democrático e subjectivo, e o Alselminho está orgulhoso por isso. Basta que a gente ache de nós próprios que somos perfeitos, e pronto!, passamos a ser santos! ¿Não é uma maravilha, esta novidade do papa Chicozinho?!

Dizia Nicolás Gómez Dávila : “As hierarquias são celestiais; no inferno é tudo igual”.

A bitola do Chicão e do Alselminho é a igualdade infernal. Toda a gente pode ser santa! Basta que uma pessoa se julgue santa!

“Realize o seu sonho: seja necessariamente santo! Adira à Igreja Católica do Chicozinho!”

Além disso, segundo o Alselminho e o Chicozinho, “não é preciso orar muito para ser santo”. Basta a gente querer ser santo — “e prontos”!, já está! Ser santo é como ser transgénero: a gente sente que é, e por isso passa “tomaticamente” a ser.
É tão democrático ser santo como ser transgénero. E isso de “orar muito” é para os idiotas como o Padre Pio de Pietrelcina.

Sexta-feira, 29 Junho 2018

A porcaria do Anselmo Borges

Filed under: Anselmo Borges,Igreja Católica,papa Chico,papa-açorda — O. Braga @ 12:34 pm

 

Devo dizer que, só de ler o que o Anselmo Borges escreve, fico com náuseas — o que de facto revela o nojo que eu tenho em relação àquela criatura.

Quando eu leio, por exemplo, que a igreja protestante sueca deixou de utilizar a palavra “Senhor” e a palavra “Ele” (com referência a Deus) alegadamente “para ser mais inclusiva”, o Anselmo Borges escreve o seguinte acerca da relação entre e a Igreja Católica e as igrejas protestantes:

“Precisamos de caminhar juntos, não como irmãos separados, mas como "irmãos diferentes", reconhecendo na diferença uma riqueza histórica, espiritual, teológica, que a todos pode e deve enriquecer. A Igreja una assenta na diversidade e não na uniformidade”.

Não está em causa que a igreja protestante sueca acabe com o “Senhor”; nem está em causa que uma igreja “cristã” protestante sueca liderada por uma “Bispa” lésbica retire os crucifixos dos seus templos para não ofender os muçulmanos; ou não está em causa que a igreja episcopal americana celebre "casamentos" gay. Cada comunidade é livre de fazer aquilo que quiser.

O que me causa nojo é o Anselmo Borges usar o estatuto do sacerdócio católico para defender implicitamente uma posição acrítica (e de neutralidade ética e teológica) da Igreja Católica em relação às diversas maluqueiras religiosas que possam existir por aí. É nisto que o Anselmo Borges é nauseabundo. Um grande porco, à imagem do papa-açorda que o inspira.

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Quinta-feira, 7 Junho 2018

A Esquerda já entrou em fase de entropia política

Filed under: Igreja Católica,marxismo cultural,religião,sexo,sexualidade — O. Braga @ 6:28 pm

 

“O sexo não resolve sequer os problemas sexuais”Nicolás Gómez Dávila 


Chamaram-me à atenção de um texto publicado por um tal Afonso Anjos, texto esse que nada mais é do que a revisitação da Utopia Negativa  (marxismo cultural ) no que diz respeito à sexualidade, e que o próprio Nicola Abbagnano desqualificou e destratou na sua obra “História da Filosofia”.


« O problema não é a repressão sexual, nem a liberação sexual; mas antes é o sexo. A promiscuidade sexual é a propina com que a sociedade acalma o seus escravos. A “opressão” começa, segundo o politicamente correcto, onde se proíbe alguma imundície. »

— Nicolás Gómez Dávila


1/ Recomendo a leitura do que escrevi acerca da função da sexualidade na Utopia Negativa:

« A Freud, os marxistas culturais foram buscar o conceito de “instinto”, entendido como tendência para o regresso a uma situação anterior, primordial ou originária; o “instinto”, segundo Freud, é o retorno à origem do Homem. Depois, os marxistas culturais foram buscar o conceito freudiano de “repressão”, sendo que (segundo os marxistas culturais) esta é exercida pela civilização sobre o tal “instinto” primordial e originário – ignorando os marxistas culturais a função positiva que, segundo Freud, essa repressão exerce, através do Superego, quer na formação da civilização quer na formação da personalidade humana normal.

Em suma, os marxistas culturais pegam em Freud, adulteram as suas conclusões científicas, e depois dizem que se baseiam nele.»

Hoje, ninguém com dois dedos de testa invoca Marcuse (e muito menos Wilhelm Reich) para fundamentar uma tese qualquer sociológica — excepto o esquerdalho estúpido português. Michael Joseph Sobran - web

2/ o tal Afonso não faz uma puta de uma ideia de como era o matrimónio na Idade Média — no entanto, isso não o impede de arrotar postas de pescada acerca de um assunto que desconhece.

Desde logo, não havia (na Idade Média) cartórios notariais para registar casamentos: tal como acontecia na república de Roma, 1/ o casamento era testemunhal (eram as testemunhas da cerimónia de casamento que declaravam publicamente que os noivos estavam já casados); 2/ a cerimónia do casamento era celebrada fora da igreja (portanto, não era uma cerimónia religiosa: era uma cerimónia secular, ao contrário do que o burro Afonso parece querer dizer — e ao contrário do que acontece hoje, devido à “protestantização” modernista da Igreja Católica); e 3/ sempre houve concubinato e prostituição na Idade Média e aceites pela Igreja Católica (os célebres “Banhos de Roma” foram muito criticados por luteranos e calvinistas).

Um certo puritanismo, a que o Afonso Burro faz menção, não é nem medieval nem é católico: apareceu com a Reforma de Lutero (mas que, até certo ponto, influenciou a Contra-Reforma).


“O que aconteceu à imaginação humana, no seu todo, foi que o mundo inteiro foi pintado com paixões perigosas e efémeras; com paixões naturais que se tornaram desnaturadas.

Em consequência, o resultado de tratar o sexo somente como uma coisa inocente e natural, foi o de que todas as outras coisas naturais e inocentes ficaram saturadas e encharcadas com sexo — porque o sexo não pode ser concebido em termos de igualdade com emoções elementares ou com experiências como comer e dormir.

A partir do momento em que o sexo deixa de ser um servo, passa a ser um tirano. Existe, no lugar e na função do sexo na Natureza Humana, algo de desproporcional e perigoso, e por um motivo qualquer; e o sexo realmente necessita de dedicação e purificação especiais.

A conversa moderna sobre o sexo ser livre como qualquer outra coisa, acerca do corpo que é belo como qualquer árvore ou flor — ou é uma descrição do Jardim do Éden, ou é um discurso de péssima psicologia da qual o mundo já se tinha cansado há dois mil anos.”

→ G. K. Chesterton

3/ com excepção do Islamismo que aconselha a poliginia (mas proíbe a poliandria com pena-de-morte), todas as outras religiões universais (incluindo o Budismo) recomendam a monogamia, por um lado, e o casamento vitalício, por outro lado.

Portanto, o fenómeno social e cultural da promoção da monogamia não é exclusivamente católico — ao contrário do que o burro Afonso parece querer dizer.

O que a Esquerda actual (que inclui o burro Afonso) tem que fazer, com urgência, é proibir a prática de todas as religiões para voltarmos ao paraíso do estalinismo.

Terça-feira, 5 Junho 2018

A miopia presentista dos “intelectuais secularistas”

 

Temos aqui um texto curto de um tal Padre Fernando Calado Rodrigues (ver em ficheiro PDF, para memória futura), e pode ser lido num ápice. 1

Temos ali (no referido texto) um exemplo de uma “análise” presentista da realidade. Um dos enormes problemas do nosso tempo é o de que tanto queremos prever o futuro que nos esquecemos dos exemplos do passado. Existe de facto um corte epistemológico com o passado, e o surpreendente é que os sacerdotes, que supostamente têm uma formação em filosofia e em teologia, não escapam à vulgaridade que o espírito do nosso tempo nos impõe.

A ideia do Padre segundo a qual a Igreja Católica “habituou-se a coroar reis e imperadores e a impor as suas leis às sociedades” é análoga à ideia abstrusa de que “a galinha surgiu antes do ovo”, porque

1/ foi um político (o imperador Constantino) que impôs o Cristianismo a todo o império romano; a cristianização do império romano foi, antes de mais nada, um imperativo político.

2/ as relações entre a Igreja Católica e o poder político, na Europa Ocidental (as relações da Igreja Ortodoxa com o Estado foram diferentes), sempre foram marcadas por uma dissensão constante. A ideia de que “a Igreja Católica impôs as suas leis às sociedades europeias”, escamoteia o facto de os reis (o poder político) andarem constantemente “à porra e à massa” com os papas. O Cristianismo foi usado pelos políticos europeus para impôr às respectivas populações uma certa ordem política. A ideia simplista de que “foi a Igreja Católica que impôs as suas leis às sociedades” só pode vir de um radical jacobino.


“O mundo moderno parece invencível; como os dinossauros desaparecidos.”Nicolás Gómez Dávila 


A seguir, o Padre fala em “secularização” da mesma forma que os bolcheviques falavam de “revolução”: como um estádio político evolutivo, produto de uma dialéctica evolucionária da qual surgiu o secularismo soviético — que já se extinguiu. Aliás, durou menos de um século. E voltamos ao presentismo do Padre: o homem não enxerga grande coisa a dois palmos do nariz (dele).

A actual classe dita “intelectual” é míope.

Não se dão conta de que o “secularismo” é hoje uma religião política; não deixa de ser uma forma de religião. O problema é o de saber se essa forma de religião imanente  e monista  (o secularismo), entendida em si mesma e quando despreza a Lei Natural, poderá fundamentar a realidade social e cultural durante muito tempo — porque há aqui, desde logo, um problema demográfico: os secularistas, seguidores de religiões política imanentes, em geral, não se reproduzem ao mesmo ritmo dos seguidores de religiões transcendentais.

Portanto, por uma questão de ordem natural das coisas, o “secularismo” entendido como religião política, tende a desaparecer — e não o contrário disto, como diz o Padre. Aliás, já verificamos isso em alguns países europeus (Bélgica, Suécia), onde a população islâmica será maioritária dentro de duas ou três décadas.

Finalmente, está propalada a ideia de que a legalização da eutanásia não interfere minimamente com a liberdade implícita na cultura antropológica — por exemplo, quando o Padre escreve o seguinte:

“De qualquer forma, mesmo que seja lícito fazê-lo, os católicos não serão obrigados a pedir a eutanásia. Também os médicos católicos não serão obrigados a fazê-la.”

Há dias, o Supremo Tribunal de Justiça dos Estados Unidos teve que vir a terreiro defender os direitos de um padeiro cristão que se recusou a cozinhar um bolo para um "casamento" gay. Mas quando o "casamento" gay foi proposto à sociedade, disseram-nos que “a nossa liberdade não seria minimamente afectada com os casamentos dos gays”. A realidade diz-nos isso que não é verdade.

O que o Padre escamoteia — ou por ignorância, ou por estupidez, ou por malevolência — é que o próprio conceito de “católico” estará em causa a partir do momento em que a lei comum (o Direito Positivo) passe a ser anticatólica, como já vai acontecendo. Em uma sociedade em que a lei não é apenas “não-católica”, mas é sobretudo “anticatólica”, os católicos entram em espiral do silêncio e deixam de existir social- e culturalmente enquanto católicos — a não ser que se entre por uma resistência clandestina que envolverá um certo grau de violência articulada internacionalmente.

Ou seja: o que estamos a assistir na União Europeia do pós-cristianismo é a uma “sovietização” mas sem uma União Soviética.

Os maomedanos encarregar-se-ão de contradizer os jacobinos instalados nos corredores do Poder e no Vaticano.


Nota
1. Se o artigo 13 passar no paralamento europeu, terei provavelmente que pagar uma taxa por mencionar aqui a ligação para aquele artigo.

Sexta-feira, 18 Maio 2018

O Purificacionismo do Anselmo Borges

 

Está muito na moda dizer: “Eu não concordo!; mas não critico…”. Assim ficamos sempre de bem com o mundo. A “tolerância” é assim transformada em “permissividade”.

Por exemplo, quando uma fulana me disse: “Eu não concordo com o aborto, mas não critico quem aborta”. Ou quando o Anselmo Borges diz: “Fulano não concorda com o marxismo, mas diz que o ‘marxismo é fascinante’”. A ideia que se pretende fazer passar à populaça é a de que “se não concordas, cala a boca!” em nome da “tolerância”. Pois eu digo: “se não concordas, bota a boca no trombone!”.


“O diálogo entre os comunistas e os católicos tornou-se possível desde que os comunistas falsificam Marx e os católicos deturpam Cristo” — Nicolás Gómez Dávila

A ideia do Anselmo Borges segundo a qual “sem Karl Marx não haveria uma Doutrina Social da Igreja Católica” (naturalmente que ele diz que “foi o outro que disse isso!, não fui eu!”) é a mesma coisa que dizer, por exemplo, que “sem a revolução burguesa de 1789, não haveria Doutrina Social da Igreja Católica”; ou que “se Jesus não tivesse vivido, não haveria o papa Chico”. Ou que “se a minha bisavó tivesse asas era um Boeing 747”. Só quem não leu a encíclica Rerum Novarum pode dizer que existe uma qualquer recôndita ligação ideológica entre Karl Marx e a Igreja Católica (como insinua o Anselmo Borges).

Para além da “permissividade” de que falei acima, hoje está na moda citar outrem ao mesmo tempo que se diz que “não concordo necessariamente com ele”; ou então cita-se alguém, mas sem qualquer comentário acerca da citação. É uma forma de se transmitir a ideia que se pretende, mas sem se comprometer ideologicamente. Como dizia a Ivone Silva: “Com simples um vestido preto, nunca me comprometo!”. É uma manifestação de esperteza saloia; e, nesta matéria, o Anselmo Borges é pós-doutorado.


Hoje existe disseminada a ideia de queum católico deve ser um marxista mas sem a violência que Karl Marx defendeu”. Ou seja, alegadamente um católico deve ser uma espécie de “marxista pacífico”. Os católicos actuais deturpam Jesus Cristo. É neste sentido estrito que o papa Chico, o cardeal bávaro Marx e o Anselmo Borges, entre outros, são marxistas. Por isso é o cardeal Marx e o Anselmo Borges absolvem o Karl Marx — porque a nova utopia é a de “um marxismo sem violência”.

A falácia do Anselmo Borges e do cardeal Marx revela-se na transposição literal — que ambos fazem — da teoria de Karl Marx que se referia à relação entre o proletariado e o capitalismo industrial, por um lado, para a relação que existe hoje entre os movimentos sociais e o capitalismo global, por outro lado.

O cardeal Marx escreve (com a aquiescência bovina no Anselmo Borges):

“Hoje começamos a ver os efeitos sociais, políticos e ecológicos que o capitalismo mundial, global e desenfreado tem. E a doutrina social católica nunca negou a análise marxista do capitalismo e das ameaças que dele decorrem. Karl Marx obrigou a pensar problemas que não estão resolvidos. Isto vale também para o carácter fetichista da mercadoria e a alienação.”

Vemos ali, no trecho, em primeiro lugar, um esboço de como o marxismo tradicional evoluiu para uma nova ideologia (que é marxista, na sua essência) que já recebeu o nome de “Purificacionismo”, que é uma nova versão puritanista do gnosticismo moderno. Sobre o Purificacionismo falarei com mais detalhe noutra altura.

Mas, em segundo lugar, é absolutamente falso que “a doutrina social católica nunca negou a análise marxista do capitalismo”: basta lermos a encíclica Rerum Novarum para percebermos que o Anselmo Borges mente. E a alusão ao “carácter fetichista da mercadoria e da alienação” revela o carácter puritano da nova ideologia Purificacionista que já contaminou a Igreja Católica através do papa Chico e seus acólitos.


O Anselmo Borges escreve:

« (1) Também se deve a Marx perceber que "o mercado não é tão inocente como se apresenta nos manuais dos economistas; por detrás há enormes interesses".

(2) Ele mostrou que "os direitos humanos, sem partilha material, permanecem incompletos", exigindo-se, portanto, "atender às relações reais concretas". Ao acentuar o empírico, "ele é um dos primeiros cientistas sociais que devem ser levados a sério". »

Há, na citação supra, duas ideias-força que advém directamente de Karl Marx e que caracterizam também o Purificacionismo: a primeira, a de que o interesse pessoal determina as nossas convicções (porque, alegadamente, são os “enormes interesses que estão por detrás” que determinam as convicções acerca do mercado). Ora, crer que o interesse pessoal determina exclusivamente as nossas convicções, converte-se um uma convicção que pode determinar a nossa acção, e de tal modo que o motivo de toda a convicção chega a ser o exclusivo interesse pessoal. Por isto vemos a lógica abstrusa de que parte o Karl Marx, e que os intelectuais marxistas e Purificacionistas seguem; mas as contradições e as incoerências da ideologia são úteis porque emprenham as crenças simples com mistérios gnósticos (ver estimulação contraditória).

A outra ideia-força Purificacionista (e marxista) é a subordinação de toda a realidade à economia — por exemplo, quando Irene Khan, que foi Secretária-geral da Amnistia Internacional, afirmou, em uma entrevista ao Financial Times (21 de Maio de 2005), que

«se quisermos falar hoje de “direitos humanos”, para a maioria das pessoas do mundo isso não significa grande coisa. Falar de “liberdade de expressão” a uma pessoa que não saber ler um jornal, ou falar em “direito ao trabalho” a uma pessoa desempregada; os Direitos Humanos não significam nada a não ser que se mude alguma coisa nestas matérias».

Ora, isto é exactamente o que Karl Marx, o cardeal Marx, o papa Chico e o Anselmo Borges defendem: a subordinação de toda a realidade — social, cultural, política, metafísica, etc. — à economia.

O que é extraordinário na opinião da (então) Secretária-geral da Amnistia Internacional, é a de que o estatuto de “prisioneiro político”, entendido em si mesmo e na sua condição, é insuficiente para merecer uma campanha humanitária quando há gente esfomeada e desempregada que não presta atenção à condição de “prisioneiro político”. Infere-se que, na opinião da criatura, que a Amnistia Internacional não tem meramente que lutar pelos direitos dos prisioneiros políticos, mas sobretudo tem que lutar por uma mudança económica global.

É claro e evidente que o novo clero instalado no Vaticano é marxista! Mas segue a versão marxista actualmente falsificada que é o Purificacionismo. Mas repare, caro leitor: o Purificacionista Anselmo Borges (na linha ideológica do marxismo) defende uma forma de globalismo, embora diferente do globalismo dos neocons americanos, e diferente do globalismo islâmico.

Purificacionistas e os Globalistas do Império estão de acordo em uma coisa: querem acabar com o Estado-Nação e com as identificações nacionais (ou seja, querem acabar com a democracia, porque sem Estado-Nação não é possível a democracia).

Sexta-feira, 11 Maio 2018

O Anselmo Borges e o globalista Macron

Filed under: Anselmo Borges,Igreja Católica — O. Braga @ 2:17 pm

 

Em Anselmo Borges, não sei o que me surpreende realmente: se o facto de ele ser professor universitário, ou, em alternativa, o facto de ele ser um sociopata.

ANSELMO-BORGES-HOPE-WEBÉ óbvio que uma coisa não impede a outra: um professor universitário pode ser um sociopata; mas um professor universitário não deve ser um ingénuo capaz de acreditar nas “boas intenções católicas” do globalista Macron; e sendo o Anselmo Borges professor universitário, só a sua (dele) sociopatia pode explicar a sua (dele) narrativa bovina da “religiosidade católica” do psicopata Emanuel Macron.

Naturalmente que o Anselmo Borges, ao referir-se ao psicopata Macron, tinha também como objectivo falar de Paul Ricoeur que teve uma educação protestante e foi um defensor natural da Nova Teologia — que, por sua vez, influenciou sobremaneira a Teologia da Libertação (por exemplo, Ricoeur não aceita o dualismo, ou seja, trata-se de uma religiosidade imanente  e monista  que é característica da Nova Teologia).

O Anselmo Borges tem uma obsessão em relação ao anti-tradicionalismo protestante: tudo o que cheire a “anti-tradição católica” tem o apoio do sociopata Anselmo Borges.


Convém dizer que, em geral, Ricoeur é ideologicamente a antítese do globalista psicopata Macron.

Portanto, qualquer tentativa de “colar” Ricoeur ao psicopata Macron é um completo absurdo. O psicopata Macron é um político: e um político nunca diz aquilo em que acredita, mas antes diz aquilo que acredita ser mais eficaz. E quando ele fala do “catolicismo francês” na França da Marine Le Pen e da Front Nationale, pretende ser eficaz.

Para que se entenda rapidamente: podemos definir Paul Ricoeur como uma espécie de “Heidegger francês”. Ricoeur é, fundamentalmente, um existencialista “cristão” (sendo ele francês, distingue-se do paganismo endógeno do alemão Heidegger; mas não deixa de ser um existencialista).

Sexta-feira, 4 Maio 2018

O Anselmo Borges defende a criação do Sindicato Revolucionário das Freiras Operárias

 

anelmo-borges-webPara além da criação do Sindicato Revolucionário das Freiras Operárias, o Anselmo Borges defende também uma negociação contratual colectiva das condições de trabalho nos conventos femininos, um salário mínimo para as freiras, e a negociação das carreiras profissionais da freiraria. Para conseguir este desiderato, o Anselmo Borges pretende substituir o clericalismo alegadamente “machista” por um sindicalismo freiral feminista.

Ademais, o Anselmo Borges defende a ideia segundo a qual Jesus Cristo teria dito que toda gente é igual, e que todos nós deveríamos usar uniformes iguais para parecermos todos iguais. Parafraseando o papa Francisco e a Catarina Martins, o Anselmo Borges diz que as mulheres são iguais aos homens; que Jesus Cristo teria dito que os fariseus eram iguais aos samaritanos, que os assassinos são iguais aos virtuosos, e que a mãe dele é igual ao pai dele, etc..

Além disso, o Anselmo Borges quer uma mulher-papa — neste caso, seria talvez uma mulher-mama. Em vez de termos papa-mulheres (como foi, por exemplo, o papa Bórgia), teríamos mulheres-papa. E, segundo o Anselmo Borges, quem não defende a ideia de uma mulher-papa é misógino fassista xenófobo homófobo racista sexista & escroto patriarcal.

Sexta-feira, 13 Abril 2018

A língua viperina do Anselmo Borges

 

“Se se trata somente de organizar um paraíso na Terra, os sacerdotes sobram. O diabo basta”.

Nicolás Gómez Dávila 


Não sei se o Anselmo Borges continua a ser sacerdote da Igreja Católica; se for esse o caso, há muito tempo que a Igreja Católica o deveria ter “despedido” — não digo “excomungado”, mas “dispensado” pela Igreja Católica. Ele não faz falta; o diabo basta.


Desta vez o Anselmo Borges vem dizer que “o diabo não existe” — o que é a melhor forma de ser diabólico. E o diabo agradece muito ao Anselmo Borges.

“O maior erro humano não é o de anunciar que Deus morreu: é o de acreditar que o Diabo está morto”.

Nicolás Gómez Dávila 

O Anselmo Borges não tem autoridade — nem de facto, nem de direito — para “decretar” seja o que for em matéria teológica.

O Anselmo Borges é um indivíduo intelectualmente medíocre quando não percebe as suas limitações. É esta mediocridade, por um lado, e o acesso aos me®dia e à ruling class, por outro lado, que transformam o Anselmo Borges em um indivíduo particular- e perigosamente nefasto à nossa sociedade.

O Anselmo Borges faz parte da merda que nos governa.


“O erro não se faz notar senão à sombra da verdade. Até o diabo se escapa, aborrecido, de onde o Cristianismo se extingue.”
Nicolás Gómez Dávila 

A ideia do Anselmo Borges em relação ao diabo e às suas (do diabo) manifestações terrenas, é análoga à dos positivistas em relação à ciência: “se as possessões demoníacas não foram ainda todas explicadas pela ciência, irão ser explicadas um dia, nem que seja daqui a 4.000 milhões de anos”.

Ou assemelha-se à ideia do zoólogo Richard Dawkins [o mesmo que diz agora que, afinal, temos que voltar a adoptar a cultura cristã] que afirmou (mais ou menos isto) que “se uma imagem da Virgem Maria descer do altar de uma igreja pelos seus próprios meios, e sair desta pelas suas próprias pernas, terá que haver necessariamente uma explicação positivista e naturalista para esse facto”.

É neste contexto cultural, positivista e naturalista, que se insere o Anselmo Borges: não me surpreenderia (absolutamente) nada que ele passasse a escrever no blogue do Carlos Fiolhais. Há nas duas avantesmas coimbrinhas o mesmo tipo de benevolente condescendência paternalista em relação ao estatuto de inferioridade do homem religioso.

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