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Domingo, 15 Julho 2018

Continua a Intifada do Anselmo Borges contra o Inferno

Filed under: Anselmo Borges,ética,Igreja Católica,Moral,papa Chico,papa-açorda — O. Braga @ 12:28 pm

 

Escreveu o Anselmo Borges:

« Lídia Jorge foi educada no catolicismo. Mas aos 16 anos afastou-se da Igreja, pois "vivia com revolta com o pensamento dogmático" e por causa da ideia de inferno, "dizia que não era possível que existisse uma instância tão injusta que condene para a eternidade pessoas que apenas vivem 50, 60, 70 anos". Aqui, lembrei-me de Óscar Lopes que também me disse que abandonou a Igreja por causa do inferno. E a argumentação de Lídia Jorge é forte. »


Convém que se diga ao Anselmo Borges o que o Chesterton escreveu: “Em boa verdade, só há dois tipos de pessoas: aquelas que aceitam dogmas e sabem disso, e aquelas que aceitam dogmas mas que não têm consciência disso”.

papa-freak-webMuita gente, como por exemplo, o Anselmo Borges ou a Lídia Jorge, aceitam dogmas e não têm consciência disso; e depois rebelam-se contra os dogmas dos outros. A partir do momento que uma mera verdade evidente passe a ser muito disputada, passa a ser dogma. Tão simples quanto isto.

Para ilustrar a sua aversão ao Inferno, o Anselmo Borges invoca David Hume. Não poderia ter feito pior escolha. David Hume foi alguém que duvidou da sua própria sombra, ou seja, dogmatizou a sua própria dúvida. O Anselmo Borges anda em “boas” companhias.

A Intifada dos Chiquistas (os sequazes do papa Chico) contra o Inferno tem como base um problema ético e moral: ¿como lidar com o problema do Mal?

A estratégia dos chiquistas é o de tentar desvalorizar o negativo tanto quanto possível, esbatendo assim o seu contraste com o positivo. É esta a estratégia chiquista, que consiste em obnubilar os valores da moral cristã, esbatendo a diferença entre o mal e o bem segundo a ortodoxia católica.

Dizem eles que é uma estratégia “inclusiva”: em nome da “inclusividade”, os chiquistas terraplanam a ética, em uma política de terra queimada.

Nesta “inclusividade” ética dos chiquistas, cabe tudo o que seja legal: se um dia, por absurdo (mas já acredito que tudo seja possível!), o assassínio passasse a ser legal, o Anselmo Borges viria a terreiro dizer que não seria “justo que a Igreja Católica condenasse os homicidas à pena do Inferno”. A ética do papa Chico e dos sequazes baseia-se na lei dos homens de cada época. E à medida em que as elites vão legalizando o que de mais hediondo existe, o Inferno do Chico vai-se tornando mais exíguo.

O papa Chico é diabólico. Esta é uma verdade que se pode transformar em dogma. Basta que a disputem.

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Sexta-feira, 13 Julho 2018

O silêncio do Vaticano (e do papa Chico) acerca de Mary Wagner

 

Mary-Wagner_300_webAlguma vez ouviram ou viram o Anselmo Borges, por exemplo, a referir-se de algum modo, à católica Mary Wagner?

Não viram nem nunca verão, porque o Anselmo Borges é um sacerdote católico que apoia o aborto de seres humanos, e por isso a Mary Wagner é um caso a “abafar” pela narrativa oficial da Igreja Católica do papa Chicão.

O mesmo se passa com o Frei Bento Domingues: casos como o da Mary Wagner devem ser escondidos da opinião pública, e por isso não consta de crónicas ideologicamente comedidas e politicamente correctas.

A Igreja Católica que temos hoje é uma vergonha! Uma Vergonha Hedionda! Amaldiçoados sejam os actuais dignitários principais da Igreja Católica!


Mary Wagner foi presa outra vez, por ter entrado em uma “clínica” de abortos em Toronto, Canadá, levando rosas vermelhas para as mães que ali se encontravam à espera de abortar, tentando persuadi-las a escolher a vida para os seus filhos.

Foi por isto que Mary Wagner foi presa mais uma vez — e o papa Chicozinho e os seus sequazes mantêm um silêncio cúmplice em relação à tirania abortista do sistema implementado pela “elite” globalista.

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Sábado, 7 Julho 2018

Os sequazes da seita do Anselmo Borges (e do Chico) são muito perigosos, porque são vigaristas e aldrabões

Filed under: Anselmo Borges,Igreja Católica,papa Chico,papa-açorda — O. Braga @ 7:03 pm

 

Diz o Anselmo Borges que o papa Chicão afirma que “todos são chamados à santidade, isto é, à plenitude, à perfeição, à alegria, na vida do quotidiano”. “À perfeição”. Talvez a primeira vez que se ouviu um apelo geral dos crentes “à perfeição”, houve uma guerra civil sangrenta em Inglaterra (Cromwell).

padre_pio_webO argumento do Chiquinho e do Alselminho, o da necessidade de “perfeição” e de “santidade” é, por um lado, um argumento gnóstico (gnosticismo da Antiguidade Tardia). É o mesmo argumento que “paralisou” o pensamento de Kierkegaard; é o mesmo argumento que serviu para que Nietzsche se risse dos cristãos. É o argumento que desumaniza o católico, ao mesmo tempo que — em nome de uma putativa “perfeição” — exige do católico uma permissividade ética em relação à relapsia ou/e em relação ao anti-natural, tudo isto por amor à necessidade de “santidade”.

Por outro lado, o argumento da possibilidade universal da “perfeição” e da “santidade”, pretende democratizar o estatuto de “santo”. O estatuto de “santo” passou a ser democrático e subjectivo, e o Alselminho está orgulhoso por isso. Basta que a gente ache de nós próprios que somos perfeitos, e pronto!, passamos a ser santos! ¿Não é uma maravilha, esta novidade do papa Chicozinho?!

Dizia Nicolás Gómez Dávila : “As hierarquias são celestiais; no inferno é tudo igual”.

A bitola do Chicão e do Alselminho é a igualdade infernal. Toda a gente pode ser santa! Basta que uma pessoa se julgue santa!

“Realize o seu sonho: seja necessariamente santo! Adira à Igreja Católica do Chicozinho!”

Além disso, segundo o Alselminho e o Chicozinho, “não é preciso orar muito para ser santo”. Basta a gente querer ser santo — “e prontos”!, já está! Ser santo é como ser transgénero: a gente sente que é, e por isso passa “tomaticamente” a ser.
É tão democrático ser santo como ser transgénero. E isso de “orar muito” é para os idiotas como o Padre Pio de Pietrelcina.

Sexta-feira, 29 Junho 2018

A porcaria do Anselmo Borges

Filed under: Anselmo Borges,Igreja Católica,papa Chico,papa-açorda — O. Braga @ 12:34 pm

 

Devo dizer que, só de ler o que o Anselmo Borges escreve, fico com náuseas — o que de facto revela o nojo que eu tenho em relação àquela criatura.

Quando eu leio, por exemplo, que a igreja protestante sueca deixou de utilizar a palavra “Senhor” e a palavra “Ele” (com referência a Deus) alegadamente “para ser mais inclusiva”, o Anselmo Borges escreve o seguinte acerca da relação entre e a Igreja Católica e as igrejas protestantes:

“Precisamos de caminhar juntos, não como irmãos separados, mas como "irmãos diferentes", reconhecendo na diferença uma riqueza histórica, espiritual, teológica, que a todos pode e deve enriquecer. A Igreja una assenta na diversidade e não na uniformidade”.

Não está em causa que a igreja protestante sueca acabe com o “Senhor”; nem está em causa que uma igreja “cristã” protestante sueca liderada por uma “Bispa” lésbica retire os crucifixos dos seus templos para não ofender os muçulmanos; ou não está em causa que a igreja episcopal americana celebre "casamentos" gay. Cada comunidade é livre de fazer aquilo que quiser.

O que me causa nojo é o Anselmo Borges usar o estatuto do sacerdócio católico para defender implicitamente uma posição acrítica (e de neutralidade ética e teológica) da Igreja Católica em relação às diversas maluqueiras religiosas que possam existir por aí. É nisto que o Anselmo Borges é nauseabundo. Um grande porco, à imagem do papa-açorda que o inspira.

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Sexta-feira, 1 Junho 2018

Animalismo : a dogmatização do darwinismo

Filed under: animalismo,Anselmo Borges,Cientismo,politicamente correcto — O. Braga @ 5:45 pm

 

Eu fico chateado quando estou de acordo com o Anselmo Borges em alguma coisa. E eu estou de acordo com a seguinte proposição do Anselmo Borges:

“Uma das ameaças para o humanismo é a tese animalista que pretende que entre o ser humano e os outros animais não há uma distinção qualitativa, mas apenas de grau”.


darwin macaco webO grande problema dos animalistas (e dos ateístas em geral, e da neurologia em particular) é o problema da “consciência” — e não propriamente a questão da “linguagem”, a que se refere o Anselmo Borges. Os animais também se expressam e comunicam através de uma qualquer linguagem; e também existe simbolismo na linguagem dos animais.

Ou seja, se eu estou de acordo com a primeira proposição do texto do Anselmo Borges, já discordo do desenrolar do raciocínio dele — e por isso fiquei aliviado ! Afinal, nem tudo estava perdido.


O que distingue o ser humano, por um lado, e os animais, por outro lado, é a consciência e a autoconsciência, de que surgiram as proposições descritivas e a função representativa (S. Tomás de Aquino, primeiro, e Karl Bühler, muito depois) de frases que representam uma determinada situação intersubjectiva (ou seja, situação objectiva) que pode, ou não, corresponder aos factos (podem ser falsas ou verdadeiras).

É aqui (com a consciência, e por isso com as proposições descritivas e com a função representativa) que reside a diferença fundamental entre humanos e os animais.

Entre os animais existem também símbolos — por exemplo, as borboletas que simulam olhos grandes, nomeadamente para afugentar os predadores. Mas o ser humano foi o único que deu o passo no sentido de verificar (ver verificação) as suas próprias teorias através de argumentos críticos quanto à verdade objectiva (ou seja, verdade intersubjectiva) — através da função argumentativa da linguagem humana. E todas essas características humanas são produtos da consciência e autoconsciência.

Sexta-feira, 25 Maio 2018

A dialéctica do Anselmo Borges (ou “A Estratégia dos Dois Carrinhos”)

 

O Anselmo Borges faz lembrar um ministro de um governo do Partido Socialista que, quando houve uma Manif de protesto à porta do seu ministério, veio para a rua e juntou-se aos manifestantes. E quando acabou a Manif contra a sua própria política, voltou para o ministério.


A contemporaneidade é caracterizada por uma determinada esquizofrenia política, de que podemos constatar também no Anselmo Borges que, por um lado, defende ideias da esquerda hegeliana (de que faz parte o Habermas), estendendo-as mesmo ao âmago do Cristianismo; mas, por outro lado, critica as consequências (políticas e culturais) das ideias da Esquerda hegeliana na nossa sociedade.

Eu não sou nada “Habermas”; sou mais “Karl Popper”  (e mais ainda sou “Alasdair MacIntyre” e “Charles Taylor”). E, como se sabe, os dois nunca se deram bem.

Para quem não está familiarizado com a esquizofrenia política do Anselmo Borges:

Jürgen Habermas foi assistente (universitário) de Adorno, e é o continuador da Teoria Crítica da Escola de Francoforte (marxismo cultural).
A Teoria Crítica coloca em causa, por exemplo, o Iluminismo (a Teoria Crítica é uma teoria anti-científica, e por isso é que Habermas “andou de candeias às avessas” com Karl Popper), tem a sua raiz nas doutrinas de Adorno, de Horkheimer, assim como na actividade de Habermas no Instituto de Investigação Social da Universidade de Francoforte.

Por isso é que o Anselmo Borges cita o Jürgen Habermas: fazem parte da mesma equipa que corrói a sociedade e a cultura europeias.


A crítica que o Jürgen Habermas faz às redes sociais (crítica essa com que o Anselmo Borges parece concordar, através do seu — dele — texto) é apenas a continuação ideológica do livro de Habermas “Técnica e Ciência como Ideologia”, publicado em 1963, e que nada mais é do que uma actualização ideológica da Teoria Crítica da Escola de Frankfurt : Habermas critica, critica, critica, tal qual uma picareta falante, mas a solução que apresenta é um igualitarismo politicamente correcto (marxismo cultural. Não se trata da defesa de “igualdade de oportunidades”: trata-se da defesa de  uma “igualdade dos sucessos”).

Jürgen Habermas defendeu a chamada “ética discursiva” (marxismo cultural ) que levou a sociedade ao descalabro cultural actual. E o Anselmo Borges critica o descalabro cultural actual e, simultaneamente, faz a apologética de Jürgen Habermas. É aqui que reside a esquizofrenia ideológica do Anselmo Borges. A “ética discursiva”, de Habermas, implica uma “moral de negociação provisória”, em que os valores da ética são sistematicamente colocados em causa e implica uma incerteza permanente das normas morais. É isto que o Anselmo Borges defende quando faz a apologia do Habermas.


“Sem a educação, encontramo-nos no horrível e mortal perigo de levar a sério as pessoas educadas.”
— G. K. Chesterton (“The Illustrated London News”).

ANSELMO-BORGES-HOPE-WEBHá dias, vi na televisão o Miguel Sousa Tavares a criticar as redes sociais (FaceBook, Twitter, etc.), fazendo alarde orgulhoso do facto de não ter conta aberta no FaceBook ou em qualquer outra rede social. A posição do Anselmo Borges insere-se na mesma linha ideológica da do Miguel Sousa Tavares. Trata-se de gente que está a perder o poder fáctico, e isso incomoda-a. De resto, não existem hoje mais analfabetos do que os que existiam em 1963, ano em que Habermas publicou o livro supracitado.

O que incomoda o Anselmo Borges e o Miguel Sousa Tavares — entre outros mentecaptos dotados de um alvará de inteligência — é que os cidadãos actuais, em geral, já não confiam nas “elites” como acontecia não vai ainda muito tempo. Ou, parafraseando Chesterton, já não levamos a sério as “elites” ditas “educadas”. O Anselmo Borges e o Miguel Sousa Tavares defendem a existência de uma classe de uma espécie de “gnósticos” — “classe” que se distingue do conceito de “escol”, de Fernando Pessoa (o escol não quer dizer uma classe, mas antes é uma série de indivíduos). E por isso é que ambos criticam o “achismo” do povão (que horrível cheiro a povo!).

A verdade é que — e aqui concordo com Karl Popper —, ao longo da História, os povos estiveram mais vezes certos (com a razão) do que as elites. Ou seja, historicamente as elites erraram mais vezes do que a opinião emanada das massas populares.

Maioritariamente, e por instinto ou por intuição, o povo português não concorda com a legalização da eutanásia; e, implicitamente, também não concorda que o “modelo discursivo” de Jürgen Habermas (que o Anselmo Borges tanto aprecia) sirva para que o Partido Socialista e o Bloco de Esquerda legalizem a eutanásia.

Por isto é que não se percebe por que razão o Anselmo Borges defende a “ética discursiva” de Jürgen Habermas ao mesmo tempo que se coloca contra a eutanásia defendida pelos seus (do Anselmo Borges) próprios correligionários ideológicos.

Sexta-feira, 18 Maio 2018

O Purificacionismo do Anselmo Borges

 

Está muito na moda dizer: “Eu não concordo!; mas não critico…”. Assim ficamos sempre de bem com o mundo. A “tolerância” é assim transformada em “permissividade”.

Por exemplo, quando uma fulana me disse: “Eu não concordo com o aborto, mas não critico quem aborta”. Ou quando o Anselmo Borges diz: “Fulano não concorda com o marxismo, mas diz que o ‘marxismo é fascinante’”. A ideia que se pretende fazer passar à populaça é a de que “se não concordas, cala a boca!” em nome da “tolerância”. Pois eu digo: “se não concordas, bota a boca no trombone!”.


“O diálogo entre os comunistas e os católicos tornou-se possível desde que os comunistas falsificam Marx e os católicos deturpam Cristo” — Nicolás Gómez Dávila

A ideia do Anselmo Borges segundo a qual “sem Karl Marx não haveria uma Doutrina Social da Igreja Católica” (naturalmente que ele diz que “foi o outro que disse isso!, não fui eu!”) é a mesma coisa que dizer, por exemplo, que “sem a revolução burguesa de 1789, não haveria Doutrina Social da Igreja Católica”; ou que “se Jesus não tivesse vivido, não haveria o papa Chico”. Ou que “se a minha bisavó tivesse asas era um Boeing 747”. Só quem não leu a encíclica Rerum Novarum pode dizer que existe uma qualquer recôndita ligação ideológica entre Karl Marx e a Igreja Católica (como insinua o Anselmo Borges).

Para além da “permissividade” de que falei acima, hoje está na moda citar outrem ao mesmo tempo que se diz que “não concordo necessariamente com ele”; ou então cita-se alguém, mas sem qualquer comentário acerca da citação. É uma forma de se transmitir a ideia que se pretende, mas sem se comprometer ideologicamente. Como dizia a Ivone Silva: “Com simples um vestido preto, nunca me comprometo!”. É uma manifestação de esperteza saloia; e, nesta matéria, o Anselmo Borges é pós-doutorado.


Hoje existe disseminada a ideia de queum católico deve ser um marxista mas sem a violência que Karl Marx defendeu”. Ou seja, alegadamente um católico deve ser uma espécie de “marxista pacífico”. Os católicos actuais deturpam Jesus Cristo. É neste sentido estrito que o papa Chico, o cardeal bávaro Marx e o Anselmo Borges, entre outros, são marxistas. Por isso é o cardeal Marx e o Anselmo Borges absolvem o Karl Marx — porque a nova utopia é a de “um marxismo sem violência”.

A falácia do Anselmo Borges e do cardeal Marx revela-se na transposição literal — que ambos fazem — da teoria de Karl Marx que se referia à relação entre o proletariado e o capitalismo industrial, por um lado, para a relação que existe hoje entre os movimentos sociais e o capitalismo global, por outro lado.

O cardeal Marx escreve (com a aquiescência bovina no Anselmo Borges):

“Hoje começamos a ver os efeitos sociais, políticos e ecológicos que o capitalismo mundial, global e desenfreado tem. E a doutrina social católica nunca negou a análise marxista do capitalismo e das ameaças que dele decorrem. Karl Marx obrigou a pensar problemas que não estão resolvidos. Isto vale também para o carácter fetichista da mercadoria e a alienação.”

Vemos ali, no trecho, em primeiro lugar, um esboço de como o marxismo tradicional evoluiu para uma nova ideologia (que é marxista, na sua essência) que já recebeu o nome de “Purificacionismo”, que é uma nova versão puritanista do gnosticismo moderno. Sobre o Purificacionismo falarei com mais detalhe noutra altura.

Mas, em segundo lugar, é absolutamente falso que “a doutrina social católica nunca negou a análise marxista do capitalismo”: basta lermos a encíclica Rerum Novarum para percebermos que o Anselmo Borges mente. E a alusão ao “carácter fetichista da mercadoria e da alienação” revela o carácter puritano da nova ideologia Purificacionista que já contaminou a Igreja Católica através do papa Chico e seus acólitos.


O Anselmo Borges escreve:

« (1) Também se deve a Marx perceber que "o mercado não é tão inocente como se apresenta nos manuais dos economistas; por detrás há enormes interesses".

(2) Ele mostrou que "os direitos humanos, sem partilha material, permanecem incompletos", exigindo-se, portanto, "atender às relações reais concretas". Ao acentuar o empírico, "ele é um dos primeiros cientistas sociais que devem ser levados a sério". »

Há, na citação supra, duas ideias-força que advém directamente de Karl Marx e que caracterizam também o Purificacionismo: a primeira, a de que o interesse pessoal determina as nossas convicções (porque, alegadamente, são os “enormes interesses que estão por detrás” que determinam as convicções acerca do mercado). Ora, crer que o interesse pessoal determina exclusivamente as nossas convicções, converte-se um uma convicção que pode determinar a nossa acção, e de tal modo que o motivo de toda a convicção chega a ser o exclusivo interesse pessoal. Por isto vemos a lógica abstrusa de que parte o Karl Marx, e que os intelectuais marxistas e Purificacionistas seguem; mas as contradições e as incoerências da ideologia são úteis porque emprenham as crenças simples com mistérios gnósticos (ver estimulação contraditória).

A outra ideia-força Purificacionista (e marxista) é a subordinação de toda a realidade à economia — por exemplo, quando Irene Khan, que foi Secretária-geral da Amnistia Internacional, afirmou, em uma entrevista ao Financial Times (21 de Maio de 2005), que

«se quisermos falar hoje de “direitos humanos”, para a maioria das pessoas do mundo isso não significa grande coisa. Falar de “liberdade de expressão” a uma pessoa que não saber ler um jornal, ou falar em “direito ao trabalho” a uma pessoa desempregada; os Direitos Humanos não significam nada a não ser que se mude alguma coisa nestas matérias».

Ora, isto é exactamente o que Karl Marx, o cardeal Marx, o papa Chico e o Anselmo Borges defendem: a subordinação de toda a realidade — social, cultural, política, metafísica, etc. — à economia.

O que é extraordinário na opinião da (então) Secretária-geral da Amnistia Internacional, é a de que o estatuto de “prisioneiro político”, entendido em si mesmo e na sua condição, é insuficiente para merecer uma campanha humanitária quando há gente esfomeada e desempregada que não presta atenção à condição de “prisioneiro político”. Infere-se que, na opinião da criatura, que a Amnistia Internacional não tem meramente que lutar pelos direitos dos prisioneiros políticos, mas sobretudo tem que lutar por uma mudança económica global.

É claro e evidente que o novo clero instalado no Vaticano é marxista! Mas segue a versão marxista actualmente falsificada que é o Purificacionismo. Mas repare, caro leitor: o Purificacionista Anselmo Borges (na linha ideológica do marxismo) defende uma forma de globalismo, embora diferente do globalismo dos neocons americanos, e diferente do globalismo islâmico.

Purificacionistas e os Globalistas do Império estão de acordo em uma coisa: querem acabar com o Estado-Nação e com as identificações nacionais (ou seja, querem acabar com a democracia, porque sem Estado-Nação não é possível a democracia).

Sexta-feira, 11 Maio 2018

O Anselmo Borges e o globalista Macron

Filed under: Anselmo Borges,Igreja Católica — O. Braga @ 2:17 pm

 

Em Anselmo Borges, não sei o que me surpreende realmente: se o facto de ele ser professor universitário, ou, em alternativa, o facto de ele ser um sociopata.

ANSELMO-BORGES-HOPE-WEBÉ óbvio que uma coisa não impede a outra: um professor universitário pode ser um sociopata; mas um professor universitário não deve ser um ingénuo capaz de acreditar nas “boas intenções católicas” do globalista Macron; e sendo o Anselmo Borges professor universitário, só a sua (dele) sociopatia pode explicar a sua (dele) narrativa bovina da “religiosidade católica” do psicopata Emanuel Macron.

Naturalmente que o Anselmo Borges, ao referir-se ao psicopata Macron, tinha também como objectivo falar de Paul Ricoeur que teve uma educação protestante e foi um defensor natural da Nova Teologia — que, por sua vez, influenciou sobremaneira a Teologia da Libertação (por exemplo, Ricoeur não aceita o dualismo, ou seja, trata-se de uma religiosidade imanente  e monista  que é característica da Nova Teologia).

O Anselmo Borges tem uma obsessão em relação ao anti-tradicionalismo protestante: tudo o que cheire a “anti-tradição católica” tem o apoio do sociopata Anselmo Borges.


Convém dizer que, em geral, Ricoeur é ideologicamente a antítese do globalista psicopata Macron.

Portanto, qualquer tentativa de “colar” Ricoeur ao psicopata Macron é um completo absurdo. O psicopata Macron é um político: e um político nunca diz aquilo em que acredita, mas antes diz aquilo que acredita ser mais eficaz. E quando ele fala do “catolicismo francês” na França da Marine Le Pen e da Front Nationale, pretende ser eficaz.

Para que se entenda rapidamente: podemos definir Paul Ricoeur como uma espécie de “Heidegger francês”. Ricoeur é, fundamentalmente, um existencialista “cristão” (sendo ele francês, distingue-se do paganismo endógeno do alemão Heidegger; mas não deixa de ser um existencialista).

Sexta-feira, 4 Maio 2018

O Anselmo Borges defende a criação do Sindicato Revolucionário das Freiras Operárias

 

anelmo-borges-webPara além da criação do Sindicato Revolucionário das Freiras Operárias, o Anselmo Borges defende também uma negociação contratual colectiva das condições de trabalho nos conventos femininos, um salário mínimo para as freiras, e a negociação das carreiras profissionais da freiraria. Para conseguir este desiderato, o Anselmo Borges pretende substituir o clericalismo alegadamente “machista” por um sindicalismo freiral feminista.

Ademais, o Anselmo Borges defende a ideia segundo a qual Jesus Cristo teria dito que toda gente é igual, e que todos nós deveríamos usar uniformes iguais para parecermos todos iguais. Parafraseando o papa Francisco e a Catarina Martins, o Anselmo Borges diz que as mulheres são iguais aos homens; que Jesus Cristo teria dito que os fariseus eram iguais aos samaritanos, que os assassinos são iguais aos virtuosos, e que a mãe dele é igual ao pai dele, etc..

Além disso, o Anselmo Borges quer uma mulher-papa — neste caso, seria talvez uma mulher-mama. Em vez de termos papa-mulheres (como foi, por exemplo, o papa Bórgia), teríamos mulheres-papa. E, segundo o Anselmo Borges, quem não defende a ideia de uma mulher-papa é misógino fassista xenófobo homófobo racista sexista & escroto patriarcal.

Sexta-feira, 27 Abril 2018

O discurso bovino do Anselmo Borges

 

O Anselmo Borges foi o primeiro sacerdote “católico” português (senão mesmo o único, até hoje) a defender publicamente a legalização do aborto; e agora vem perorar os seus putativos problemas de consciência em relação à legalização da eutanásia.

É desta massa (para não dizer outra coisa) que é feita docência universitária portuguesa.

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A legalização da eutanásia é essencial para a nova agenda política totalitária da Esquerda, porque o controlo político sobre a vida e sobre a morte do cidadão é o objectivo estratégico do novo tipo de totalitarismo que se desenha. E o Anselmo Borges, ao sancionar positivamente a legalização do aborto, faz parte desse novo projecto político totalitário.

Veja-se, por exemplo, o caso recente do bebé Alfie Evans que se encontra em um hospital inglês: o Estado — representado pelos juízes — não o deixa sair de Inglaterra, não obstante a Itália lhe ter concedido já a cidadania italiana, e de este país se oferecer para transportar o bebé gratuitamente para um hospital em Roma. Não só o Estado britânico não deixa o bebé sair do hospital e do país, mas também a polícia britânica ameaça perseguir politicamente os cidadãos ingleses que defendam a saída do Alfie de Inglaterra.

Estamos perante a construção política de um novo tipo de fascismo — a que eu chamei, já há alguns anos, de “sinificação” — que surge precisamente do conluio entre a Esquerda local (marxista ou marxizante), por um lado, e a plutocracia internacional, por outro lado.

É neste contexto que devemos compreender a acção política de George Soros, entre outros bilionários e plutocratas. É na construção deste novo tipo de fascismo que participam principalmente o Partido Socialista e o Bloco de Esquerda (e em menor escala o Partido Comunista, mas também o Partido Social Democrata, porque estes dois partidos não se demarcam claramente dessa estratégia).

A génese evolucionária do novo fascismo é a gradual e inexorável erosão do respeito pela irrepetibilidade de cada vida humana — e o Anselmo Borges é parte responsável por essa erosão. As sociedades laicistas da Europa (a Inglaterra, por exemplo) rejeitam hoje as linhas mestras do comportamento e da moral conforme os ensinamentos judeo-cristãos.

Para o Estado britânico, representado neste caso pelos juízes, o poder sobre a vida e morte do pequeno Alfie é estratégica- e politicamente essencial. A recusa de deixar sair o bebé do hospital e do país não é uma simples birra de um qualquer juiz: faz parte de uma estratégia política tendencialmente fascizante controlada pela Esquerda.

G. K. Chesterton escreveu que “a função da Esquerda é fazer asneiras; e a função da Direita é impedir que essas asneiras sejam corrigidas”.

É o que se passa em quase todos os países da Europa: quem controla o processo de sinificação da sociedade é a Esquerda aliada à plutocracia internacional (“uma mão lava a outra”, diz o povo), e a Direita é apenas uma “direitinha” dialéctica e bem comportada que tem como função validar a acção nociva e fascizante da Esquerda. E, segundo o idiota Marcelo Rebelo de Sousa, quem tem dois dedos de testa e não se enquadra nem na Esquerda e nem nessa “direitinha”, é “populista”; e a Catarina Martins diz que é “fassista”.

A legalização da eutanásia em Portugal faz parte deste processo político gradativo de instalação de um novo tipo de totalitarismo que passa pela insensibilização moral do povo através de uma massiva estimulação contraditória (por exemplo, quando se utilizam eufemismos que transformam um mal moral em um bem) que conduzem a uma dissonância cognitiva geral e colectiva.

Sexta-feira, 13 Abril 2018

A língua viperina do Anselmo Borges

 

“Se se trata somente de organizar um paraíso na Terra, os sacerdotes sobram. O diabo basta”.

Nicolás Gómez Dávila 


Não sei se o Anselmo Borges continua a ser sacerdote da Igreja Católica; se for esse o caso, há muito tempo que a Igreja Católica o deveria ter “despedido” — não digo “excomungado”, mas “dispensado” pela Igreja Católica. Ele não faz falta; o diabo basta.


Desta vez o Anselmo Borges vem dizer que “o diabo não existe” — o que é a melhor forma de ser diabólico. E o diabo agradece muito ao Anselmo Borges.

“O maior erro humano não é o de anunciar que Deus morreu: é o de acreditar que o Diabo está morto”.

Nicolás Gómez Dávila 

O Anselmo Borges não tem autoridade — nem de facto, nem de direito — para “decretar” seja o que for em matéria teológica.

O Anselmo Borges é um indivíduo intelectualmente medíocre quando não percebe as suas limitações. É esta mediocridade, por um lado, e o acesso aos me®dia e à ruling class, por outro lado, que transformam o Anselmo Borges em um indivíduo particular- e perigosamente nefasto à nossa sociedade.

O Anselmo Borges faz parte da merda que nos governa.


“O erro não se faz notar senão à sombra da verdade. Até o diabo se escapa, aborrecido, de onde o Cristianismo se extingue.”
Nicolás Gómez Dávila 

A ideia do Anselmo Borges em relação ao diabo e às suas (do diabo) manifestações terrenas, é análoga à dos positivistas em relação à ciência: “se as possessões demoníacas não foram ainda todas explicadas pela ciência, irão ser explicadas um dia, nem que seja daqui a 4.000 milhões de anos”.

Ou assemelha-se à ideia do zoólogo Richard Dawkins [o mesmo que diz agora que, afinal, temos que voltar a adoptar a cultura cristã] que afirmou (mais ou menos isto) que “se uma imagem da Virgem Maria descer do altar de uma igreja pelos seus próprios meios, e sair desta pelas suas próprias pernas, terá que haver necessariamente uma explicação positivista e naturalista para esse facto”.

É neste contexto cultural, positivista e naturalista, que se insere o Anselmo Borges: não me surpreenderia (absolutamente) nada que ele passasse a escrever no blogue do Carlos Fiolhais. Há nas duas avantesmas coimbrinhas o mesmo tipo de benevolente condescendência paternalista em relação ao estatuto de inferioridade do homem religioso.

Sábado, 31 Março 2018

Há no carácter de Anselmo Borges muito de culturalmente aviltante, de nojento, de degradante

Filed under: Anselmo Borges,Igreja Católica,papa Chico,papa-açorda — O. Braga @ 11:17 pm

 

O Anselmo Borges destila ódio contra a Igreja Católica, todas as semanas nos me®dia. Trata-se de um ressentimento difícil de explicar racionalmente.

“As piruetas do teólogo moderno não lhe granjearam nem mais uma conversão e nem menos uma apostasia”.
→ Nicolás Gómez Dávila


Esta semana, ele começa por dizer que “Jesus nunca falou em pecado original” (um argumento semelhante, invocado comummente pelos mentecaptos do calibre dele, é o de que “Jesus nunca criticou os gays, os punks, os ganzados, a cocaína, os Queers e os transgéneros, etc.”).

Há um fenómeno cultural normal que é a assunção epistemológica do passado, que a filosofia medieval chamou de modus ponens. Ou seja, no tempo e espaço de Jesus, toda a gente assumia como válida a doutrina do pecado original do Génesis — não era necessário sequer falar dela: era assumida pela própria cultura antropológica!. Não lembra ao careca (mas lembra ao burrinho Anselmo Borges) dizer que, na Palestina de Jesus, as pessoas não sabiam o que era o Génesis. Além disso, em João 9, 1-12, fala-se do pecado herdado.

« “Cristã” não é a sociedade onde ninguém peca, mas antes é a sociedade onde muitos se arrependem ». → idem

Na semana em que o papa Chico vem dizer que não existe inferno e que as almas pecadoras “desaparecem” (contrariando o catecismo da Igreja Católica), o Anselmo Borges vem dizer que a doutrina da Igreja Católica revela um “Deus sádico”.

Ou seja: o Chico nega o inferno, e o Anselmo, para não lhe ficar atrás, nega o pecado original.

Diz o Anselmo Borges que “Jesus amou a todos, por palavras e obras”; o que Anselmo Borges quer dizer, certamente, é que “Jesus fez umas valentes orgias gay porque ele amava a todos”; além disso, segundo Anselmo Borges, Jesus amava as putas abortadeiras porque “elas estavam sempre a amar”; para o Anselmo Borges, o “amor” justifica tudo.

Aliás, é assim que o Anselmo Borges certamente interpreta a passagem de Marcos 14, 46-52, que relata a estória do jovem que fugiu todo nu, apenas coberto por um lençol, quando Jesus se encontrava no horto de Gethsemani: a julgar pela mundividência do Anselmo Borges cerca das Escrituras e da Igreja Católica, o Anselmo Borges interpreta, com certeza, a presença do jovem nu como alguém que consolava Jesus antes da chegada dos soldados.

“A teologia, em mãos torpes, torna-se na arte de ridicularizar o mistério” → ibidem

papa-chico-comuna-webHá no carácter de Anselmo Borges muito de culturalmente aviltante, de nojento, de degradante.

A politização da doutrina da Igreja Católica, conduzida sistematicamente pelo Anselmo Borges, é o mais aviltante que podemos conceber. Jesus dizia que o Seu Reino não era deste mundo; o Anselmo Borges — na sequela do Chico — pretende transformar Jesus em uma bitola política mundana e imanente.

Toda a narrativa falsa do Anselmo Borges acerca de Jesus Cristo assenta na falácia de Parménides. E essa falsidade histórica do Anselmo Borges é causa do maior asco possível. Anselmo Borges é asqueroso, porque engana propositadamente os incautos. Ele é aquilo que o povo diz ser um filho-de-puta.

O Anselmo Borges transforma Jesus Cristo em uma espécie de Che Guevara, e di-lo com grande orgulho — como o Chico disse esta semana que tem “orgulho em ser revolucionário”.

“O diabo elege, a cada século, um demónio diferente para tentar a Igreja Católica. O actual é singularmente subtil. A angústia da Igreja perante a miséria das multidões obscurece a sua consciência de Deus. A Igreja cai na mais astuciosa das tentações: a tentação da caridade”.
→ Ibidem

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