perspectivas

Segunda-feira, 18 Setembro 2017

O Frei Bento Domingues é um porco

 

Eu tenho dito aqui do Frei Bento Domingues o que o Maomé nunca diria do toucinho, e por isso concordo com o que foi escrito aqui; mas o texto é benigno, em minha opinião.

papa-chico-comuna-webO problema que temos na imprensa portuguesa é o de que gente como o Frei Bento Domingues ou o Anselmo Borges não sofrem qualquer contraditório, têm as latrinas da opinião escatológica livres para a defecação ideológica que levam a cabo — porque gente que se diz “católica” e que têm acesso aos me®dia, como por exemplo Bagão Félix ou João César das Neves, acobardam-se (para não falar na própria Igreja Católica portuguesa que se manifesta através de um silêncio tumular).

Vamos ser directos: o Frei Bento Domingues é um porco.

O Frei Bento Domingues utiliza a lógica da Teoria Crítica aplicada à instituição da Igreja Católica.

O objectivo primevo da Teoria Crítica era o de “minar” todas as instituições da sociedade ocidental através de uma crítica “picareta”: criticar, criticar, criticar, sempre a criticar sem apresentar alternativas às instituições que existem. As instituições da civilização ocidental coincidiam com aquilo a que Karl Marx chamou de “super-estrutura”, que nada mais era senão o resultado da ética e a moral cristãs.

A mesma lógica da Teoria Crítica é utilizada pelo Frei Bento Domingues para “minar” a instituição que é a Igreja Católica: critica, critica, critica, e a alternativa que apresenta à instituição da Igreja Católica é a ausência de uma estrutura eclesiástica — ou seja, o porco defende, em termos práticos, o fim da Igreja Católica enquanto tal.

O João César das Neves escreveu um longo artigo em que pretendia demonstrar que o papa Chico não é marxista; e apenas demonstrou por que razão os economistas deviam restringir a sua opinião à economia.

O papa Chiquinho, o Frei Bento Domingues, o Anselmo Borges, por exemplo, partem de uma base ideológica que influenciou decisivamente o Concílio do Vaticano II : a chamada Nova Teologia que surge do pensamento de teólogos protestantes do século XX, como por exemplo, Karl Bath, Rudolf Bultmann ou mesmo Dietrich Bonhoeffer.

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Podemos descrever a Nova Teologia em sete pontos principais:

  1. A Nova Teologia tende a separar a fé, por um lado, da religião, por outro lado; e mesmo a contrapôr a fé à religião.
  2. A fé, segundo a Nova Teologia, pode e deve prescindir de todo e qualquer elemento sobrenatural.
  3. Deus não é transcendente — no sentido de ser uma substância ou uma realidade qualquer separada da Natureza e do mundo, e dotada de causalidade própria, podendo intervir nos acontecimentos do mundo e modificá-los.
  4. A transcendência negada a Deus (pela Nova Teologia) constitui, pelo contrário, a índole da realidade humana (influência do Existencialismo). “O transcendente não é um dever-ser infinito e inatingível (Deus), mas sim o homem próximo, determinado de vez em quando, e atingível”. → Bonhoeffer
  5. Jesus Cristo incorpora a noção de “transcendência” do ponto anterior.
  6. A Nova Teologia partilha o Milenarismo dos primeiros cristãos, mas tende a dar à escatologia um sentido puramente mundano (a utopia do Mundo Melhor, em que os seres humanos serão perfeitos e o Mal será erradicado do mundo: acontecerá, então, o paraíso na Terra).
  7. Com a negação do valor da religião, por um lado, e de todas as formas de culto religioso, por outro lado, a Nova Teologia tende a identificar-se ou com a ética (filosofia), ou com a política.


É claro que o João César das Neves não viu marxismo nenhum no papa Chicão, porque o marxismo dele está “escondido” (por assim dizer) na Nova Teologia; mas se analisarem bem as posições filosóficas e políticas do papa-açorda Chiquinho e dos cagalhões que o apoiam, verificarão que se baseiam claramente na Nova Teologia que sempre pretendeu destruir a Igreja Católica.

Por outro lado, a Nova Teologia está na base da formulação da Teologia da Libertação; quando o João César das Neves diz que o Chico “não segue o marxismo” da Teologia da Libertação, até pode ter aparentemente alguma razão; mas o burrinho não consegue ver que na base da Teologia da Libertação está o marxismo (panteísta, imanente, da esquerda hegeliana) previamente embutido na Nova Teologia.

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O Frei Bento Domingues e o Anselmo Borges — e o Chiquito —, e gente dessa laia, podem enganar meio mundo; mas não enganam o mundo inteiro. E nem de propósito, um texto acerca da posição do cardeal Müller em relação ao Chicozito:

O Cardeal Müller acusa o Papa Francisco de não basear sua autoridade magisterial numa teologia “competente”.

Incomoda ao cardeal que o papa pense que “a religião e a política são uma coisa só”. O Cardeal denuncia que o Papa se preocupa mais por “questões de diplomacia e poder do que pelas questões da fé”. A fé cristã deveria estar no centro e o Papa deveria ser simplesmente um “servo da salvação”.

Pois é!: a Nova Teologia não deixa o Chiquinho ser católico.

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Domingo, 17 Setembro 2017

A voz do burro Anselmo Borges não chega ao Céu

Filed under: Anselmo Borges,Igreja Católica — O. Braga @ 10:43 am

 

Houve um certo Bórgia que “comeu” sistematicamente a sua própria irmã, e foi papa; ademais, teve muitas amantes, para além de não haver cu masculino no Vaticano que lhe escapasse. O papa Bórgia “comia” tudo o que lhe aparecesse à frente; e seguindo estritamente o critério do Anselmo Borges, segue-se, então, que o incesto deveria ser liberado na Igreja Católica (ler em ficheiro PDF).

Gostaria que o Anselmo Borges dissesse o nome de um só discípulo de Jesus Cristo que fosse casado enquanto discípulo. Simão era casado antes de ser discípulo; tendo que seguir Jesus, a sua vida nómada de discípulo de Jesus Cristo tornou-se incompatível com o seu casamento. E gostaria que as epístolas de S. Paulo [1 COR 7, 1-11] fossem respeitadas por aldrabões da estirpe do Anselmo Borges.

Em uma sociedade em que não existe um Estado plenipotenciário que controle a igreja e a religião, é impossível que um homem concilie convenientemente a sua vida de casado e pai de filhos, por um lado, com a vida missionária de sacerdote da Igreja Católica, por outro lado. O Anselmo Borges não reconhece publicamente isto, porque ele é uma criatura profundamente desonesta.

Teremos sempre que distinguir o sacerdote (o herdeiro espiritual do discípulo de Jesus Cristo), por um lado, do diácono ou diaconisa (o herdeiro espiritual do apóstolo), por outro lado. Segundo S. Paulo, é perfeitamente aceitável que um diácono ou diaconisa possam ser casados e ter família.

A ideia estapafúrdia segundo a qual “o celibato foi imposto na Igreja Católica exclusivamente por razões económicas” é outra das aldrabices que o Anselmo Borges adopta como sua.

Segundo Bertrand Russell [A História da Filosofia Ocidental] , nos séculos X e XI, o estado de decadência moral do clero era de tal forma, que houve um papa (agora não me lembro o nome dele, mas posso ver, se quiserem) que impôs o celibato — porque uma grande percentagem dos padres, aproveitando-se da sua posição social, para além de ter a sua própria esposa, andava a “comer” as mulheres dos cidadãos da paróquia. Terão existido razões económicas, mas também e sobretudo razões morais para a imposição do celibato.

O burro Anselmo Borges tem que compreender uma coisa: ninguém é obrigado a ser Padre; e se um Padre quer casar, a porta de saída do sacerdócio é serventia da casa.

O que a Igreja Católica tem que fazer é valorizar o papel dos diáconos e das diaconisas — e estes sim, à luz do Direito Canónico podem casar e ter a sua família.

A experiência histórica da Igreja Católica demonstrou que, apesar da existência dos diversos “Bórgias”, o celibato do sacerdócio deve ser mantido. E a voz do burro Anselmo Borges não chega ao Céu.

 

Sábado, 9 Setembro 2017

Que o Anselmo Borges não se cruze comigo

Filed under: Anselmo Borges,Igreja Católica,papa Chico — O. Braga @ 11:54 am

 

O meu sentimento em relação a Anselmo Borges é o de um ódio visceral, porque ele aproveita-se da tribuna pública que tem à sua disposição para espalhar um ódio comedido e hipócrita em relação à Igreja Católica. Isto é como na guerra: odiamos o inimigo que está à nossa frente apenas porque queremos proteger os amigos e a família que estão atrás de nós.

O Anselmo Borges acha que Hans Küng ou Leonardo Boff são “teólogos católicos”, e que são teólogos importantes que qualquer católico deve ler, e quiçá seguir. E depois critica o “achismo” dos outros! É caso para dizer: puta-que-pariu!

« Por exemplo, Häring, que enfrentou a velha moral, sempre aberto a conceder os sacramentos aos divorciados recasados e que nunca aceitou o princípio da condenação dos métodos anticonceptivos, defendendo a "paternidade responsável", disse depois ele próprio a Alcaína que "preferia encontrar-se frente a um tribunal de Hitler a encontrar-se outra vez no Palácio do Santo Ofício". »

Anselmo Borges

Para o Anselmo Borges, a ética muda consoante as épocas: há uma ética velha e uma ética nova.

É claro que, para o Anselmo Borges, aplica-se a falácia ad Novitatem: a ética nova é (para ele) melhor do que a ética velha — isto se considerarmos que a ética está para a moral como o musicólogo está para a música — : só uma besta quadrada e uma mente esclerosada pensa desta maneira! E depois, a cavalgadura critica o “achismo” do povo!

Para o Anselmo Borges, a “paternidade responsável” passa pela aprovação moral do aborto que ele próprio defendeu aquando do último referendo abortadeiro (terá que haver outro referendo, com a pergunta: “ ¿Você concorda em pagar do seu bolso o aborto dos outros? ”).

O resto do texto revela a filha-da-putice do personagem, a ponto de eu poder afirmar aqui peremptoriamente: se o Anselmo Borges tiver o azar de me aparecer à frente, tem garantida uma estadia de pelo menos um mês no hospital — porque eu, depois do que tenho visto, já não me importo de passar o resto da minha vida numa prisão.

Sexta-feira, 8 Setembro 2017

A Igreja Católica do papa Chico, do Anselmo Borges e do Frei Bento Domingues

 

Sexta-feira, 21 Julho 2017

O Anselmo Borges e o Ouroboros

Filed under: Anselmo Borges,Europa,imigração,modernidade,niilismo — O. Braga @ 12:42 pm

 

Pela primeira vez, que me lembre, estou parcialmente de acordo com o Anselmo Borges — não pelas múltiplas citações (eu prefiro citar reaccionários, como por exemplo, Nicolás Gómez Dávila ou G. K. Chesterton) que ele introduz o seu (dele) texto, mas pela essência do dito.

O problema é que o Anselmo Borges faz parte da cultura niilista que ele próprio critica; é uma espécie de serpente que morde a sua própria cauda.

“A causa da enfermidade moderna é a convicção segundo a qual o Homem se pode curar a si mesmo.”

— Nicolás Gómez Dávila

Sobre o texto do Anselmo Borges:

Desde logo, Nietzsche não foi um filósofo; foi um literato. Por exemplo, poderíamos também apodar o Antero de Quental de filósofo, mas ele foi mais um literato bipolar do que um filósofo: o seu pensamento tem muitas falhas, baseou-se no panteísmo de Spinoza, e não criou um sistema ou uma doutrina coerentes. E tal como Nietzsche, morreu louco.

Aliás, esta opinião não é só minha: o insuspeito ateu e racionalista Bertrand Russell é da mesma opinião: Nietzsche foi um literato, e não propriamente um filósofo.


Ou seja, a essência do problema da modernidade (ao contrário do que implicitamente parece sugerir o Anselmo Borges) não está no louco literato Nietzsche, mas antes está no Romantismo em geral e, em particular, no Positivismo que é o Romantismo da Ciência.

Ora, o pensamento do Anselmo Borges está eivado de Romantismo — desde Rousseau até Hegel. E a única forma de sairmos da Matrix positivista e/ou romântica que caracteriza a modernidade, é sermos reaccionários — mas isso seria impossível à mente alienada do Anselmo Borges. Um reaccionário é, por exemplo, alguém que não acredita que os problemas humanos tenham (de todo!) soluções humanas; ora, esta ideia reaccionária é, aos olhos do romântico Anselmo Borges, asquerosa. O Anselmo Borges é um progressista, que acredita que o progresso é uma lei da Natureza. Um reaccionário é um eremita moderno que vive no meio da multidão.


“Quem olha sem admirar ou sem odiar, não viu nada.”

— Nicolás Gómez Dávila

ouroborosQuando o Anselmo Borges se refere (neste texto, como em todos os outros textos dele) ao “Outro”, baseia-se em uma visão niilista — na linha do protestante cristão dinamarquês Søren Kierkegaard que se mistura com o sentimentalismo do judeu francês Emmanuel Levinas (“A partir do momento em que o outro olha para mim, torno-me responsável”).

Levinas (assim como Schopenhauer) renunciam a uma fundamentação racional da sua escolha de valores: esta surge, em vez disso, espontaneamente da profundidade dos sentimentos e da (alegada) empatia fundamental. O Anselmo Borges “anda no meio disto”, com as portas abertas à arbitrariedade em nome do sentimento — mas nem todos os seres humanos têm os mesmos sentimentos, e alguns nem sequer são capazes de sentimentos empáticos; e ainda assim, para estes também terá que existir uma ética que seja válida.

Quando o Anselmo Borges defende a substituição da população europeia através da imigração massiva, fá-lo no espírito do niilismo (de Schopenhauer ou de Levinas) que “se torna responsável pelo outro”, mas que abole o princípio humano da auto-conservação. A defesa da imigração massiva na Europa (ao mesmo tempo que se defende a liberalização do aborto nas populações autóctones) é uma forma de niilismo que destrói o espírito de auto-conservação das sociedades (que caracteriza o Anselmo Borges e os chamados “progressistas”): “o racismo branco é mau; mas o racismo contra os brancos é muito bom” — é o lema dos progressistas, que inclui o papa que o Anselmo Borges tanto venera.


“O político de consciência mais delicada apenas consegue ser uma puta pudica.”

— Nicolás Gómez Dávila

Hoje vivemos em uma sociedade em que as elites alinham o seu discurso pelo mesmo diapasão de um exibicionismo moral politicamente correcto, próprio de putas pudicas. O discurso moral das putas pudicas é progressista (no sentido do “progresso” como uma lei da Natureza) e exibicionista. É neste contexto que se insere também o Anselmo Borges — para além de outros, como por exemplo, alguns militantes notáveis do CDS/PP que aparecem amiúde na televisão. Esta metástase cultural proveniente do pudor do putedo elitista apodrece o corpo social, e o Anselmo Borges faz parte dela.


“Daquilo que é importante, não há provas: há apenas testemunhos. O Homem persegue o desejo mas só captura a nostalgia”

— Nicolás Gómez Dávila

Quando o Anselmo Borges diz que “Nossa Senhora não apareceu em Fátima e que se tratou de um fenómeno interior subjectivo”, o que ele faz é clamar pelas provas positivas (o Positivismo como uma forma de Romantismo da ciência) e cagar nas testemunhas. Mas “daquilo que é importante, não há provas: há apenas testemunhos”. Esta é mais uma razão por que o Anselmo Borges faz parte do problema moderno que ele próprio denuncia.

Sexta-feira, 14 Julho 2017

O Anselmo Borges, o Macron e a certeza do futuro

Filed under: Anselmo Borges,Europa,Macron,papa Chico,União Europeia — O. Braga @ 6:12 pm

 

O Anselmo Borges escreveu mais uma pérola; desta vez é uma apologia à certeza do futuro do Macron (o papa Chico deve estar em férias).

Antes da queda da URSS, o comité central do Partido Comunista da ex-União Soviética decidiu que teria que “haver mais socialismo”; dois anos depois, caiu o muro de Berlim; e o socialismo “foi prá conamaim”.

O Macron e os estúpidos como o Anselmo Borges dizem que “é preciso mais Europa” — alegadamente por causa da economia chinesa, por exemplo. O que o Anselmo Borges não sabe é que o salário médio chinês (em US Dollars) é já comparável ao português (procurem no Google); a diferença está na produtividade do trabalhador, que na China é muitíssimo maior do que em Portugal.

Mas … para a mente esclerosada, esquerdista, alentejana, do Anselmo Borges: “¿Trabalhar?! Tá Queto! Se o trabalho dá saúde, que trabalhem os doentes… e os chineses!”


trumpA mente totalitária do Anselmo Borges — à semelhança do que está hoje na moda — engendrou uma filha-da-putice (e à semelhança do papa Chico): uma Europa anti-democrática, uma espécie de leviatão ou de uma nova URSS, em que as decisões políticas são tomadas a um nível intangível pelos diferentes povos da Europa que não são tidos nem achados nas decisões políticas realmente importantes, como, por exemplo, o problema da imigração desbragada e descontrolada.

O Brexit aconteceu exactamente porque existe esta clara e evidente tendência totalitária do leviatão de Bruxelas que os estúpidos da laia do Anselmo Borges defendem — incluindo a besta do papa Chiquito.

A contradição do estúpido Anselmo Borges é evidente: por um lado, defende a imigração desregrada, alegadamente em nome dos “direitos humanos”; por outro lado, a invasão islâmica e terceiro-mundista vai transformando a “Europa dos direitos humanos” em mais uma zona do terceiro mundo, onde esses direitos humanos tendem a desaparecer com a substituição étnica e cultural que o estúpido Anselmo Borges defende.

Não tenha dúvida, caro leitor: quando falamos em Anselmo Borges, estamos a falar de um notável burro que se pavoneia com um alvará de inteligência.

Segunda-feira, 3 Julho 2017

O ‘efeito’ Francisco na Igreja Católica, e o Frei Bento Domingues

 

Quando leio alguma coisa escrita pelo Frei Bento Domingues (e pelo Anselmo Borges também), tenho imensa dificuldade em comentar — porque é difícil comentar uma narrativa desprovida de nexo racional.

fbd-2-webPor exemplo, este texto do Frei Bento Domingues: diz ele que Lutero faz falta à Igreja Católica; e (pergunto eu), ¿por que razão Lutero faz falta à Igreja Católica? O Frei Bento Domingues não diz a razão. Seria como se eu dissesse que “faz falta que os portugueses comam muito feijão”, mas não explique por que razão se deve comer tal semente. A narrativa do Frei Bento Domingues não tem nexo racional.

Antes de mais, caro leitor, veja aqui o “efeito Francisco” na Igreja Católica da Austrália. Desde que o Chico entrou no Vaticano, a Igreja Católica australiana têm vindo a decair a olhos vistos. São factos, e não uma narrativa: olhem para os números. Ora, é isto que o Frei Bento Domingues e o Anselmo Borges pretendem para Portugal: o “efeito Francisco”.

Se existe inimigo interno da Igreja Católica em Portugal, é o Frei Bento Domingues.

Aos católicos, pouco interessa que o Chico seja muito popular entre ateus e agnósticos. O que interessa aos católicos é que, de facto, o “efeito Francisco” tem vindo a degradar a Igreja Católica em si mesma, como podemos ver no caso da Austrália.

Portanto, a “deformação da Igreja Católica”, a que se refere o Frei Bento Domingues, vem do próprio Chiquinho.

A ideia do Frei Bento Domingues segundo a qual a Igreja Católica do papa Chico deve adoptar a Doutrina da Justificação de Lutero, é digna de um filho-de-puta; e, a um filho-de-puta destes, só lhe falta a defesa do determinismo calvinista da salvação dos eleitos.

Sexta-feira, 30 Junho 2017

Anselmo Borges, um herdeiro de Rousseau

 

1/ Uma das características das elites portuguesas (ou aquilo a que os ingleses chamam de “rulling class”) é a de criticarem sistémica- e sistematicamente o povo. Essa ruling class inclui gente que tem acesso regular aos me®dia, como é o caso do Anselmo Borges. Vemos, pois, gente que pertence à presumível “elite” de um povo, a criticar o próprio povo a que pertence, como se não se não fizesse parte dele.

“Se percorrermos, olhando sem óculos de nenhum grau nem cor, a paisagem que nos apresentam as produções e as improduções do nosso escol — entendo por escol o escol literário e artístico, o escol político e jornalístico, e o escol industrial e comercial — facilmente notaremos que o provincianismo é o seu característico comum e constante.”

→ Fernando Pessoa, “Sobre Métodos”.

O escol, segundo Fernando Pessoa, é (grosso modo, neste contexto) a “ruling class”.

Uma das características do escol (ou da ruling class) portuguesa é a crítica constante em relação ao povo — uma crítica destrutiva, ou uma crítica paternalista que pretende denunciar o provincianismo que a própria ruling class ostenta sem o reconhecer.

Vemos neste texto do Anselmo Borges o que eu pretendo dizer; o Anselmo Borges faz lembrar o Belmiro de Azevedo, que, em uma entrevista a uma rádio inglesa há já uma boa dúzia de anos (eu ouvi a entrevista, sou testemunha directa), afirmou que “o povo português é preguiçoso”, quando de facto, o povo português (em geral) trabalha mais horas por ano do que os povos britânicos. E é o Belmiro e a sua famelga que sustentam o jornal deficitário de Esquerda que é o Jornal Púbico.

Quando os parques de estacionamento não existem, ou quando os seus preços são proibitivos; ou quando não existem transportes públicos abrangentes e dignos — o Anselmo Borges critica os automobilistas da rua dele. Isto é uma característica da actual ruling class portuguesa: atira para cima do povo as responsabilidades que recusa assumir. A culpa é do “horrível cheiro a povo”, quando sabemos que, ao longo da História, os povos (em geral) erraram menos do que as respectivas elites.


2/ Aquilo a que chamamos “esquerda” surgiu do conceito romântico de "Vontade Geral", de Rousseau.

O conceito de "Vontade Geral" é colectivista (coloca o grupo antes do indivíduo) e romântico (utopia), e influenciou a Revolução Francesa e a Europa continental dos séculos XIX e XX.

Todos os totalitarismos do século XX (nazismo, fascismo, comunismo) são vergônteas românticas (utópicas) de Rousseau e da sua Vontade Geral.

Em contraponto, a cultura política inglesa e americana (e australiana) têm origem em John Locke (e não em Rousseau), e dá prioridade ao indivíduo em detrimento do colectivo. Por isso é que os americanos têm a Primeira Emenda da Constituição que garante a liberdade de expressão que é, por definição, ofensiva (a liberdade de expressão que não tem a possibilidade de ser “malcriada” e de não ofender, corre o sério risco de não ser livre).

Por isso é que o Anselmo Borges diz que a liberdade de expressão é malcriada: para ele, a má-criação (que é o vernáculo do povo e da língua portuguesa, por exemplo) deverias ser eliminada juntamente com a liberdade de expressão que só deveria ser garantida à “elite” dos gnósticos modernos que se juntam em redor de um qualquer caudilho e rei-filósofo platónico da moda.

A Esquerda, como boa herdeira do romântico colectivista Rousseau, nunca conviveu bem com a liberdade de expressão. E o Anselmo Borges também não.

Isto é patente, por exemplo, no conceito de “achismo” expresso aqui por Anselmo Borges. A livre expressão, para o “esquerdista de elite”, é “achismo”; um qualquer militante do Bloco de Esquerda diria que qualquer opinião dissonante da cartilha politicamente correcta, é uma manifestação de “ignorância” — o que coincide com o conceito de “achismo” do Anselmo Borges.

Hoje está na moda (esquerdista) dizer que quem não concorda connosco é “ignorante”; ora eu não penso que o Anselmo Borges seja ignorante: ele é simplesmente um romântico rosseauniano e utopista (é uma doença mental), e tem uma agenda política neognóstica para-totalitária encoberta pelos evangelhos do Cristianismo.

Sexta-feira, 23 Junho 2017

Ao contrário do que defende o Anselmo Borges, o papa Chico não tem razão em quase nada

Filed under: Anselmo Borges,Igreja Católica,papa Chico,papa-açorda — O. Braga @ 11:02 am

 

O Anselmo Borges, que (entre outros) representa, na cultura, a aberração que é o papa Chico, manifesta aqui o desejo de que houvesse uma História sem “vencidos” nem “vencedores”.

papa-freak-webÉ difícil de perceber o que o Anselmo Borges pretende dizer; ¿será que ele desejaria que os vencedores da História (a existirem) fossem outros?; por exemplo, ¿aqueles que “perderam” com a queda do muro de Berlim? Ou ¿será que ele pretenderia eliminar, da Realidade, qualquer forma de “vencedores” e de “vencidos”? (eliminando qualquer tipo de hierarquia), ¿fazendo da realidade aquilo que ele deseja?, ¿fazendo com que o universo fosse feito à medida dele?

De uma forma ou de outra, parece certo que o Anselmo Borges tem um parafuso desapertado.

Desde logo porque a interpretação hegeliana que ele faz da História — que esteve na moda nas academias durante o século XX e que influenciou até o Salazar, e que é própria dos marxistas — é incompatível com a interpretação católica original, que é uma História cíclica, na sua origem. Para o católico propriamente dito — que não é o Anselmo Borges ou o papa-açorda — a questão de saber se se vence ou se se perde na História, é praticamente irrelevante.

Sobre a concepção histórica de Hegel, que se baseia na dialéctica, Nicolás Gómez Dávila (o grande reaccionário católico que faria o Anselmo Borges vomitar de nojo, Graças a Deus) escreveu:

A negação dialéctica não existe entre realidades, mas apenas entre definições. A síntese em que a relação se resolve não é um estado real, mas apenas verbal. O propósito do discurso move o processo dialéctico, e a sua arbitrariedade assegura o seu êxito.

Sendo possível, com efeito, definir qualquer coisa como contrária a outra coisa qualquer; sendo também possível abstrair um atributo qualquer de uma coisa para a opôr a outros atributos seus, ou a atributos igualmente abstractos de outra coisa; sendo possível, enfim, contrapôr, no tempo, toda a coisa a si mesma — a dialéctica é o mais engenhoso instrumento para extrair da realidade o esquema que tínhamos previamente escondido nela.”

Este conceito de Nicolás Gómez Dávila mete o Anselmo Borges (e a sua concepção hegeliana da História) numa pia. Como se diz em inglês: Let him sink in!


É certo que houve um desenrolar da História, uma sucessão de factos que fez a História.

Os homens fazem a História que os faz; a História faz os homens que a fazem; os homens fazem a sua história sem a fazer.1

É nesta última proposição (os homens fazem a sua história sem a fazer) que reside a noção de uma influência transcendente na História — não pelo “Destino” de Vico, de Espinosa ou de Fernando Pessoa; não pela “Ideia” de Hegel, porque são ambos conceitos exclusivamente imanentes tão caros ao Anselmo Borges e ao papa-açorda; mas antes pelo conceito newtoniano de “Deus presente no universo e que, sem a Sua presença permanente, mas exógena (alguém que está presente e que condiciona uma determinada realidade, mas não pertence à essência da realidade em que está presente e que condiciona), o universo e a História não poderiam existir”.

Ao contrário do que defende o Anselmo Borges, o papa Chico não tem razão em quase nada. Por exemplo: aplicar a casuística  ao sacramento  da Eucaristia  não lembra ao careca, mas lembra muito bem a Satanás e aos seus acólitos dentro da Igreja Católica .


Nota
1. (Edgar Morin).

Sexta-feira, 16 Junho 2017

A nossa luta contra o Chico e seus sequazes como o Anselmo Borges, “¡es una lucha a muerte!”

Filed under: Anselmo Borges,Igreja Católica,papa Chico,papa-açorda — O. Braga @ 10:41 am

 

papa-freak-webO papa Chiquinho nomeou os novos membros da Pontificia Academiae Pro Vita ou, em português, Academia Pontifica Para a Vida, que lida com assuntos relacionados com a bioética, como, por exemplo, o aborto.

O Chico teve a preocupação de excluir a esmagadora maioria dos membros da Pontificia Academiae Pro Vita nomeados pelo Papa João Paulo II, e pelo Papa Bento XVI. E mais: pela primeira vez, um papa nomeia para a Academia um “teólogo anglicano” (Nigel Biggar) que se declara publicamente a favor do aborto e a favor da eutanásia.

Além disso, o Chico burrico anunciou os novos estatutos da Pontificia Academiae Pro Vita, segundo os quais deixa de ser necessário aos seus membros respeitar os ensinamentos da Igreja Católica a favor da vida humana — o que significa, por exemplo, que a Catarina Martins poderia perfeitamente fazer parte da Pontificia Academiae Pro Vita com os novos estatutos aprovados pelo Chico burrico.

É neste contexto que o Anselmo Borges escreve:

“Não tem razão quando exige uma reforma profunda na Cúria Romana, que tem de estar ao serviço da Igreja universal? Não tem a Igreja de respeitar no seu seio os direitos humanos, que não pode pregar apenas para fora, nomeadamente o direito à liberdade de pensamento e de expressão? Não tem razão ao deixar campo livre à missão dos teólogos para poderem investigar?”

Para o Anselmo Borges e o Chico, “respeitar os direitos humanos” é liberalizar o aborto, por exemplo; e “o direito à liberdade de pensamento e de expressão” é poder defender o aborto livre e a eutanásia no seio da própria Igreja Católica, neste caso na Pontificia Academiae Pro Vita fundada pelo Papa João Paulo II em 1994. É esta a “investigação dos teólogos”, segundo o Anselmo Borges. Ou seja, estamos perante mais uma filha-da-putice do Anselmo Borges e do seu guru, o Chico burrico.

O caso do Anselmo Borges é uma desgraça; a pessoa Anselmo Borges, em si mesma, é uma desgraça. Propõe ele, alegadamente para que se salve a Igreja Católica ou para o seu “progresso” (como se o progresso fosse uma lei da natureza), a destruição progressiva da Igreja Católica — é um caso típico da estupidez humana segundo Cipolla.

A nossa luta contra o Chico e seus sequazes como o Anselmo Borges, “¡es una lucha a muerte!”.

Nós somos hoje a contra-cultura.

O Anselmo Borges faz parte da cultura dominante e integra o “sistema”. “Em um tempo (como é o nosso) em que a rebelião é a nova ortodoxia, a antiga ortodoxia é, de facto, a única rebelião que resta” (G. K. Chesterton).


marcel-lefebre-web

Quinta-feira, 15 Junho 2017

¿O que é que o Anselmo Borges dirá destas imagens colhidas na Irlanda?

Filed under: A vida custa,Anselmo Borges — O. Braga @ 4:00 pm

 

¿Que “a tecnologia é mentirosa”?¿Ou que é uma ilusão de óptica causada pelos telemóveis?

 

Ele dirá certamente — conforme o Maligno representado pelo papa Chico — de que não se trata de um “fenómeno físico”, mas de uma “visão subjectiva”. Ou seja, segundo o Anselmo Borges, os telemóveis já são tão sofisticados que filmam visões pessoais interiores e subjectivas.

Por esta e por outras é que o Anselmo Borges (e o Frei Bento Domingues) mete nojo aos cães. Naturalmente que ele dirá que aqueles milhares de pessoas eram “todas maluquinhas, coitadinhas…!”. “Até os telemóveis estavam maluquinhos, naquele dia… Cambada de doidos que viram o sol girar sobre si mesmo… telemóveis malucos que gravaram factos deturpados”.

E a seguir o Anselmo Borges vai escrever um novo livro com o título: “Cuidado com os enganos dos telemóveis!”, para satisfazer a egologia cientificista da Esquerda.

Segunda-feira, 12 Junho 2017

O Anselmo Borges tem a mente cristalizada no sistema triclínico-positivista

 

"Pensa-se , de facto, de modo geral, que as religiões caem do céu, havendo até quem julgue que Deus revelou directamente verdades , nas quais é preciso acreditar sem razões…

A fé, no seu nível próprio, tem razões, de tal modo que está sujeita a verificações.

Há Teologia, precisamente porque a fé exige debate público."

Anselmo Borges

( "Francisco – Desafios à Igreja e ao Mundo ")

Não sei se esta citação é do Anselmo Borges ou se é do Chico. Parece ser do Anselmo Borges acerca do Chico. Seja como for, esta citação vem de uma mente relativamente estúpida, na medida em que se pretende “intelectualizada”.


É claro, para mim, que “Deus revelou directamente verdades”, para quem as consegue vislumbrar.

Por exemplo, o teorema de Pitágoras (h^2=a^2 + b^2) é verdadeiro se aplicado a um triângulo recto; podemos dizer que o teorema de Pitágoras é uma “verdade revelada directamente por Deus”. Ou os números primos, por exemplo: quem os descobriu não os inventou, porque os números primos são axiomáticos e são revelados directamente por Deus aos homens com um QI superior ao do Chico.

Ou: “Nenhum facto pode ser verdadeiro ou real, ou nenhum juízo pode ser correcto, sem uma razão suficiente.” (Leibniz).

O resultado do teorema de Pitágoras é um facto provido de uma razão suficiente, razão essa que é axiomática, e que por isso acreditamos nela sem razões que a fundamentem do ponto de vista da causalidade científica. E aquilo que é axiomático não pode ser debatido publicamente: não cabe na cabeça de um qualquer careca (nem na do Anselmo Borges) que se discuta publicamente se o teorema de Pitágoras é verdadeiro ou falso.


Portanto, a ideia do Anselmo Borges — ou do Chico — segundo a qual “Deus não nos revelou directamente verdades”, só pode vir de um mentecapto, de alguém que tem uma mente cristalizada no sistema ortorrômbico, ou no sistema triclínico-positivista.

Nós partimos da fé para a razão (como diz o S. Anselmo de Aosta), e não da razão para a fé (como diz o Anselmo “Bosta” Borges ). O que é fundamentado racionalmente (as tais “verificações” de que fala o Anselmo “Bosta” Borges) são os valores da ética, e não a fé. A fé é confiança em Deus, e esta não depende de qualquer fundamentação racional; e por isso não depende de qualquer debate público.

O Anselmo Borges faz uma confusão diabólica entre “valores da ética”, por um lado, e “fé”, por outro lado.

Por exemplo, o que eu critico no Islamismo é a ética muçulmana (baseada na Sharia) que é demoníaca — e não a fé do muçulmano. Há que distinguir entre a fé do muçulmano e os valores da ética exarados na Sharia.

O que está sujeito a verificação são os valores da ética, e não a fé propriamente dita. E o que exige debate público é a ética subjacente a uma determinada religião, e não propriamente a fé. Vê se aprendes, Anselmo Borges, seu burrinho!.


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