perspectivas

Segunda-feira, 6 Maio 2013

Para os liberais, o acto de parir é um mal em si mesmo

Na imagem abaixo podemos ler : “a mulher não é uma fábrica de bebés”. O slogan concede ao acto reprodutor uma conotação negativa. Para os liberais (de esquerda e de direita), o acto de dar à luz uma criança, entendido esse acto em si mesmo, não é positivo. O mais que podemos dizer é que, para os liberais, esse acto é eticamente neutro, ou seja, o seu valor é neutro.

Não se trata aqui de uma opinião de uma determinada mulher, ou de outra em particular, acerca do acto de parir: antes, trata-se de atribuir um valor universalum valor imposto a toda a sociedade — acerca desse acto natural. Não se trata aqui de dizer que uma mulher deve ter um filho em vez de dez: antes, trata-se de neutralizar eticamente o acto de nascer, e impor essa neutralidade a toda a sociedade independentemente do número de filhos que uma mulher possa ou queira ter. Estamos em presença de uma tentativa de normalização da neutralidade de um valor que decorre da lei natural e que é essencial para o futuro da sociedade.

Porém, o que é mais grave, é que os liberais que defendem essa neutralidade do acto de nascer são os mesmos que defendem a procriação medicamente assistida para todas as mulheres de uma forma irracional e indiscriminada, por um lado, e por outro lado defendem legalização das “barriga de aluguer” que vai criar um novo tipo de escravatura no terceiro mundo.

XX + XY = lei natural

XX + XX = procriação medicamente assistida

XY + XY = “barriga de aluguer”

feminismo sem parir 500 web

Domingo, 5 Maio 2013

O bacorejar abortista do Padre Anselmo Borges

Filed under: aborto,ética,Igreja Católica — O. Braga @ 8:23 pm
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“1/ O blastocisto, por exemplo, é humano, vida e vida humana, mas não um individuo humano e, muito menos, uma pessoa humana.

2/ Antes da décima semana, não havendo ainda actividade neuronal, não é claro que o processo de constituição de um novo ser humano esteja concluído.”

— Padre Anselmo Borges, respigado aqui

1/ Eu não tenho a certeza se o Padre Anselmo Borges tem a noção de sequência de ADN de uma espécie. Podemos saber alguma coisa sobre o conceito de ADN, por exemplo, na Wikipédia; portanto, escuso-me de me alongar aqui sobre o assunto.

Sendo que o blastocisto tem já um ADN único, e que esse ADN é humano, ergo podemos dizer que se trata de de um indivíduo humano. Portanto, sobre isto não há dúvidas, mesmo do ponto de vista científico, o que significa que o Padre bacorejou.

2/ O problema clássico é o de saber se o embrião é uma pessoa; e o Padre diz que não. Ou seja, para o Padre, a pessoa é um conceito a posteriori e empírico (decorrente da experiência), e não um conceito a priori e apodíctico. Essa ideia errada do Padre foi desconstruída aqui. E o argumento da autoconsciência utilizado não só a favor do aborto como a favor do infanticídio (por exemplo, Peter Singer), foi desmontado aqui. Portanto, o Padre voltou ao bacorejo.

Se aquela avantesma é um filósofo, “vou ali e já venho”! Se estudou teologia, aprendeu grande merda. E se ainda é Padre, já deveria ter sido expulso do clero e mesmo excomungado — e se não o foi, é porque temos um arcebispo colorido e uma conferência episcopal de nepotes.

Domingo, 21 Abril 2013

Margaret Thatcher foi a favor do aborto

Margaret Thatcher 200 png webQualquer comparação entre Ronald Reagan e Margaret Thatcher é abuso ou ignorância.

Desde logo, Reagan foi contra o aborto e Thatcher foi a favor; e não nos podemos esquecer que Thatcher foi a precursora da teoria do aquecimento global.

Reagan foi um conservador, e Thatcher uma neoliberal. Temos aqui bem explícita a diferença entre o conservantismo e o neoliberalismo.

O que separa o conservantismo, do neoliberalismo, não é apenas a economia considerada em si mesma: é a ética, por um lado, e por outro lado a concepção do Direito Positivo baseada no Direito Natural. Para o conservador, o Direito Positivo é a incarnação do Direito Natural na História; e o Direito Natural é a forma do Direito histórico (S. Tomás de Aquino).

Sexta-feira, 19 Abril 2013

A lei do aborto vai ser revista… mas em Espanha

Em Espanha há Direita. Por cá há uns palhaços (com o devido respeito pelos verdadeiros palhaços do circo) que transformam a vida política num circo.

A lei espanhola do aborto vai ser revista. Desde logo, o aborto por “incapacidade do feto” será proibido (boas notícias para as crianças com trissomia). Depois, o argumento do “perigo de saúde física e psicológica da mulher”, que actualmente justifica o aborto socialista, deverá ser confirmado por junta médica — “No será una mera declaración, sino una constatación“, refere o ministro da Justiça, Alberto Ruiz Gallardón.

Entretanto, os palhaços portugueses que se dizem de “direita” concentram-se exclusivamente na economia, mas são tão estúpidos que não conseguem perceber que não há uma economia sem pessoas. A única função da direita portuguesa é trabalhar afanosamente no sentido de legitimar as posições de esquerda.

¿Não é o próprio Passos Coelho que aconselha os portugueses a emigrar? Como é que um avejão deste calibre é primeiro-ministro de Portugal?!

passos coelho wrong way 500 web

Quinta-feira, 11 Abril 2013

O primeiro passo para a restrição radical do aborto na Rússia

Filed under: aborto,ética — O. Braga @ 3:53 pm
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“La cámara baja del Parlamento ruso, la Duma Estatal, aprobó en primera lectura un proyecto de ley del Ministerio de Sanidad que promueve la prohibición de anuncios sobre abortos mediante los servicios médicos o las prácticas tradicionales, según ha informado la Agencia Rusa de Información Legal (RAPSI).
El aborto era un método habitual para controlar la natalidad durante la época soviética. En 2004, según datos de Naciones Unidas, Rusia continuaba siendo el país con el número más elevado de abortos por mujer en edad fértil.”
— (via)

Terça-feira, 9 Abril 2013

O aborto e a direita estúpida

Filed under: aborto,ética,cultura — O. Braga @ 7:59 pm

“Los partidos conservadores vuelven a mostrarse a la Revolución más útiles que los propios partidos revolucionarios.” — Aborto de Derechas

Excelente texto cujo conteúdo se aplica também a Portugal, e que se relaciona com aquilo que G. K. Chesterton já tinha denunciado na década de 1920 do século XX:

“The whole modern world has divided itself into Conservatives and Progressives. The business of Progressives is to go on making mistakes. The business of the Conservatives is to prevent the mistakes from being corrected.” — G. K. Chesterton : ‘Illustrated London News’ (04-19-1924)

A direita é estúpida. Concentrando-se exclusivamente na economia, não consegue perceber o valor da cultura antropológica para a economia. E assim, a direita vai deixando que a própria economia seja paulatinamente controlada pela esquerda, porque a montante da economia está a cultura. E é na cultura que a esquerda ataca em primeiro lugar. De facto já não existe direita: em vez disso, existem interesses exclusivamente privados e particulares que já mal se conseguem articular em uma política coerente, porque lhe falta o fundamento — a cultura.

Mas a esquerda, com a sua mundividência destrutiva e niilista, também está condenada ao fracasso e, infelizmente, leva com ela toda a sociedade. A cultura da morte, defendida pela esquerda e corroborada pela direita estúpida, significa que esta geração que matou as suas crianças será, por sua vez, morta pelos seus filhos. O aborto legal conduz-nos à eutanásia legal entendida como medida política de contenção de custos e controlo da população. O controlo da população à nascença (o aborto) conduz ao controlo da população através da morte compulsiva (a eutanásia). A morte das crianças de hoje será a morte antecipada dos velhos de amanhã.

Segunda-feira, 8 Abril 2013

Roger Ebert sobre o aborto

Filed under: aborto — O. Braga @ 6:26 pm

“A minha escolha é a de não apoiar o aborto, excepto nos casos de opção clara entre a vida da mãe e a vida da criança. Uma criança concebida através do incesto ou de violação é inocente, e merece o direito a nascer.”Roger Ebert, crítico de cinema falecido a 4 de Abril de 2013, citado aqui.

Roger-Ebert web

 

Sexta-feira, 5 Abril 2013

Noam Chomsky diz que “o feto é um órgão do corpo da mulher”.

Noam Chomsky afirmou, durante uma conferência pública na Irlanda, que “o feto é um órgão do corpo da mulher”.

noam chomsky webNem de propósito tinha escrito ontem um verbete acerca da manipulação da realidade por parte das elites ocidentais, e da criação de uma “segunda realidade” — mesmo que acientífica ou mesmo anti-científica — que ofuscasse a natureza das coisas. Temos nesta declaração de Chomsky a demonstração daquilo que eu quis dizer nesse verbete. Noam Chomsky é o exemplo acabado do “novo gnóstico” ou gnóstico actual.

Até agora, as elites diziam que embora o feto não pertencesse ao corpo da mulher, o corpo era da mulher e por isso “ela poderia fazer o que quisesse com o seu corpo”. Face às evidências recentes que demonstraram que um coração já bate cerca das 10 semanas de vida, o discurso das elites muda e radicaliza-se, transformando o absurdo em facto: o feto é agora um órgão do corpo da mulher.

É desta Idade das Trevas de que falei no verbete citado. É uma Idade das Trevas cujos dogmas necessitarão de uma unanimidade totalitária para poderem prevalecer à custa de um medo difuso instalado na sociedade. E, paradoxalmente, é uma Idade das Trevas que é promovida e apoiada pela maçonaria — aquela mesma que se queixou do dogmatismo da Idade Média.

Esta declaração de Chomsky revela um grande desespero de quem vislumbra uma causa perdida a médio/longo prazo. O desespero é mau conselheiro e conduz a uma radicalização de posições políticas que se baseiam no absurdo.

Noam Chomsky, the most cited academic in the world, said that an unborn baby is “an organ” and a part of the mother’s “own body” during a recent guest lecture at an Irish college.

“There is a strong debate at the moment with regards to a woman’s right to control an organ of her own body – namely the fetus,” Chomsky said during a question and answer session at University College Dublin on Tuesday night. “There is legislation being enacted in several U.S. states to define personhood as a fertilized egg.”

via LifeSiteNews.com.

Segunda-feira, 1 Abril 2013

A rudeza da linguagem dos extremistas católicos contra o aborto

Filed under: aborto,ética,Igreja Católica,me®dia — O. Braga @ 9:08 am

Mário Soares proferiu um dia aquela célebre frase: “todos temos o direito à indignação”. Mas a verdade é que nem todos. Parece que há uns que têm mais direito à indignação do que outros. Quando o Padre Nuno Serras Pereira exprimiu publicamente o seu direito à indignação contra a mentalidade abortista, foi apodado de extremista não só pelos me®dia mas também por alguns clérigos que ostentam um anel brasonado.

goodbye good men webHá dias falei da morte de Lawrence Auster e esqueci-me de referir que, no leito de morte, ele aceitou os sacramentos católicos e converteu-se ao catolicismo. Vindo de um judeu de nascimento, que em adulto adoptou o Cristianismo da Igreja Episcopal americana, e que anos mais tarde renunciou por esta aceitar celebrar o “casamento” gay, Lawrence Auster confidenciou meses antes da sua morte que a única religião que hoje resiste ao relativismo ético e moral é o catolicismo. E até esta resistência ao relativismo, um certo clero católico pretende destruir.

Hoje, em Portugal e em grande parte da União Europeia, há uma lista de livros proibidos pelo laicismo organizado, que conta com a cobertura política de um certo clero que se alcandorou na hierarquia à custa da corrupção nos seminários desde a década de 1950. Dessa lista proibida faz parte o livro “Goodbye, Good Men”, de Michael S. Rose, que pode ser gratuitamente descarregado aqui, embora em língua inglesa. O concílio do VII apenas assumiu em modus ponens a corrupção dos seminários católicos. Alguns dos mais altos sátrapas da Igreja Católica portuguesa são subprodutos dessa corrupção seminal. “O rei vai nu”.

Por isso, quando algum católico se manifesta publicamente contra o aborto, o politicamente correcto laicista considera-o um “extremista radical reaccionário”, e esses sátrapas da sacristia secundam-no por palavras ou por omissões. Defender a vida humana é hoje algo de radical, o que é, de facto, verdade. Como escreveu G. K. Chesterton, ser católico é ser algo de novo que desvela uma revolta:

” Seria bastante estranho que os homens modernos aceitassem o Catolicismo como uma novidade; mas é uma novidade. Hoje em dia, as pessoas andam tão longe do Catolicismo, que o Catolicismo se transformou numa “revolta”, algo tão radicalmente distinto de tudo o resto que nos diz respeito, algo muito recente, muito novo.” — G. K. Chesterton, “Catholic Church and Conversion”, 1927

Se vivesse hoje, Chesterton seria considerado, pela satrapia politicamente correcta, um radical extremista perigoso.

Quinta-feira, 21 Março 2013

Kansas define a fertilização como início da vida humana

Filed under: aborto,feminismo — O. Braga @ 6:49 am

O parlamento do estado federal norte-americano do Kansas aprovou uma lei, numa proporção de votos de 92 contra 31, segundo a qual se estabelece que “a vida humana começa com a fertilização do embrião”, e que “os interesses dos nascituros em relação à vida, saúde e bem-estar devem ser protegidos”.

Quarta-feira, 20 Março 2013

Mulheres grávidas são perseguidas no mundo do trabalho

É cada vez mais fácil despedir grávidas, mães a amamentar ou pais em licença mesmo com o parecer positivo da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE). A crise mais do que triplicou o número de pareceres favoráveis, exigidos pla lei para que as empresas possam despedir grávidas, lactantes ou pais em gozo de licença, considera a CITE.

via Crise triplica despedimentos de grávidas – SIC Notícias.

Em Portugal, a classe política — desde o submarino do CDS/PP Adolfo Mesquita Nunes & Cia Lda., passando pelos agentes politicamente correctos do Partido Social Democrata, pelos homófilos marxistas culturais do Partido Socialista, e pelo homossexualismo político militante da esquerda radical — preocupa-se muito com os “direitos” dos gays. Tudo o que seja invertido, fanchono, viado, frozô, paneleiro, sapatão, fufa, panasca, roto, abafa palhinhas, etc., tem o governo e toda a classe política atrás deles (muitas vezes, literalmente).

Basta que uma organização política homossexualista qualquer faça uma qualquer reclamação inócua acerca de um qualquer “direito”, para que toda a classe política se contorça com dores, e com medo de uma eventual acção impiedosa que possa vir da comissão europeia, do parlamento europeu ou do Tribunal Europeu dos “Direitos Humanos”.

Mas quando a esmagadora maioria dos cidadãos — gente normal que garante todos os dias o futuro da nossa sociedade — é de qualquer forma coarctada nos seus direitos naturais, então a nossa classe política assobia para o lado. Em Portugal e na União Europeia, os direitos humanos parecem residir hoje, e literalmente, no cu.

Sexta-feira, 15 Março 2013

Os guerrilheiros marxistas de outrora são hoje os jornalistas

“Se obervarmos, por exemplo, a mudança de opinião que vem ocorrendo na sociedade, em relação a comportamentos que antes eram tidos universalmente como reprováveis, como é o caso do homossexualismo, do divórcio, do aborto etc., é difícil acreditar que tais mudanças aconteceram espontaneamente, e não como reacções provocadas por um meticuloso trabalho de engenharia social.”

via Mídia Sem Máscara – Espontaneidade fabricada.

Eu, que vivi (adolescente) o fenómeno da revolução marxista-maoísta em Moçambique da segunda metade da década de 1970, sou de opinião de que o que se está a passar hoje na Europa e no Ocidente é uma revolução marxista em que as Kalachnikov foram substituídas pela acção dos me®dia. Os meios de comunicação social desempenham hoje o papel dos guerrilheiros que, naquela época, obrigavam, pela ponta da baioneta, toda a gente a levantar o braço e com o punho cerrado, gritando vivas à revolução.

A revolução marxista é hoje o pensamento único politicamente correcto.

Os guerrilheiros revolucionários marxistas-maoístas, em Moçambique, faziam rusgas discricionárias em locais públicos e privados. Ninguém estava seguro na intimidade do seu lar: a qualquer momento poderia entrar pela sua casa adentro uma rusga dos guerrilheiros com intuito de revistar e intimidar os alegados “relapsos da revolução”. Os me®dia actuais desempenham uma função e um papel semelhantes, embora sem a Kalachnikov: utilizam a infâmia, o insulto, a mentira dissimulada em meias-verdades, a desinformação, a pseudo-informação, a sub-informação, e beneficiam do apoio explícito ou implícito das elites políticas e judiciais. A lei em vigor, por um lado, e por outro lado a maior parte dos juízes, dão cobertura à acção dos me®dia: são raros os processos em que jornalistas são condenados por difamação ou prevaricação.

Os guerrilheiros marxistas são hoje jornalistas.

Qualquer pessoa que não “alinhe” com o pensamento único politicamente correcto, é hoje sujeito a tentativas de enxovalho irracional na praça pública pelos novos guerrilheiros marxistas — os “jornaleiros” politicamente correctos. A lógica dos argumentos é mandada às malvas, tal como não existia qualquer hipótese de argumentar com um guerrilheiro semi-analfabeto munido de uma Kalachnikov. Grande parte dos jornalistas actuais são analfabetos funcionais munidos de uma ideologia política.

O relativo sucesso dos novos guerrilheiros marxistas acontece porque as elites plutocratas internacionais (os muito ricos de todo o mundo) concordam com algumas das posições ideológicas revolucionárias: por exemplo, o aborto e o comportamento homossexual, alegadamente entendidas pela plutocracia como formas de redução da população mundial. As famílias numerosas sempre causaram o pânico entre os poderosos. Existe, portanto, uma aliança tácita entre a plutocracia internacional e os novos guerrilheiros marxistas. Em termos práticos e objectivos, e no que diz respeito à cultura antropológica, por exemplo, Bill Gates é aliado de Francisco Louçã.

O que nos resta é a resistência, tal qual existiu a resistência que derrotou o marxista-maoísmo em Moçambique. Uma ideologia política não pode definir a natureza humana, e por isso, os novos guerrilheiros estão condenados ao fracasso; é uma questão de tempo.

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