perspectivas

Domingo, 28 Setembro 2014

Os escravos da liberdade

Filed under: aborto — orlando braga @ 2:52 pm

“Ocurre esto mientras la Iglesia, cada vez menos «obsesionada» con el aborto, se está convirtiendo en mera «animadora de la democracia». Y a los católicos, convertidos en cándidos mamporreros de la cultura de la muerte, no nos queda otro remedio (risum teneatis) sino votar a los modositos liberales de derechas, no sea que vengan los tremendos liberales de izquierdas, que tienen cuernos y rabo.”

JUAN MANUEL DE PRADA

Quarta-feira, 24 Setembro 2014

Júlio Machado Vaz aplaude Emma Watson com as mãos atrás das costas

Filed under: aborto — orlando braga @ 9:06 am
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Júlio Machado Vaz é aquele tipo de pessoa que atira a pedra e esconde a mão. Este verbete é uma demonstração disso: colocou um vídeo da retórica de Emma Watson, mas não comentou. Júlio Machado Vaz é perigoso por isso mesmo: só se assume em monólogos: basta que haja contraditório e ele foge a sete pés.

Fazer uma análise crítica da retórica de Emma Watson é complicado, porque ela mistura alhos com bugalhos. Teríamos que analisar cada frase per se, porque não existe um nexo lógico que sirva de ligação entre a maioria das frases. Não é por acaso que, em juízo universal, as mulheres não são grande coisa em matemática.

Ela defende os direitos humanos que incluem a mulher, natural e ontologicamente, por um lado, e por outro lado defende a negação dos direitos humanos aos nascituros. E por isso ela diz que é feminista. E, simultaneamente, diz que o feminismo ganhou uma conotação negativa que não merece ter.

E Júlio Machado Vaz aplaude com as mãos atrás das costas.


O feminismo — tal como acontece com o homossexualismo — não quer igualdade: pretende a supremacia.

Se o feminismo quisesse de facto a igualdade, teria que assumir, em primeiro lugar, a condição feminina em tudo o que isso implica. Dizer que “o corpo é meu e faço dele o que quiser” (como disse Emma Watson), quando há um ser humano — único e irrepetível — em gestação com um ADN diferente do da mulher grávida, não é reivindicar “igualdade”: em vez disso, é reivindicar o direito ao acto gratuito.

Mas o Júlio Machado Vaz aplaude com as mãos atrás das costas.


Um acto gratuito é aquele que não é objectivamente motivado e que manifesta a existência de uma liberdade absoluta, próxima da liberdade da indiferença — por exemplo, um crime sem móbil é um acto gratuito (ver o filme de Alfred Hitchcock, “A Corda”). A vontade de provar a liberdade absoluta por intermédio de um acto sem móbil constitui em si mesmo um móbil.

No fundo, trata-se de um acto perpetrado em função de um capricho, embora um capricho reflectido e pensado, e representando o exercício de um arbítrio total. O objectivo do acto gratuito é o de afirmar uma liberdade total, contra toda a moral e mesmo contra a Razão. Em geral, o aborto é a expressão de um acto gratuito por parte da mulher.


Afirmar que “o corpo é meu e faço dele o que quiser” é reivindicar o direito ao acto gratuito — e isso já não é uma reivindicação de igualdade: antes, pretende-se que a supremacia do estatuto da mulher seja aceite culturalmente pelo homem (por isso é que Emma Watson diz que “a maioria dos homens não apoia o feminismo”). Obviamente que ao homem é sempre negado (e bem!) qualquer acto gratuito em relação a outro ser, incluindo a mulher; mas à mulher, o feminismo pretende a concessão do direito ao acto gratuito mediante um apelo hipócrita à emoção.

E o Júlio Machado Vaz aplaude com as mãos atrás das costas.

A subjugação total à Esquerda

Filed under: aborto — orlando braga @ 7:13 am
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Mariano Rajoy acaba de “dar o dito por não dito” e retirou o projecto de lei que restringia o aborto “livre” em Espanha. Recorde-se que a revisão da lei do aborto foi uma promessa eleitoral de Mariano Rajoy e do P.P. espanhol.

Entretanto, a presidente da Câmara Municipal de Paris, Anne Hidaldo, já veio dizer que “o corpo é meu” e que “o aborto é a condição da democracia”. Não pode haver democracia sem aborto. E depois, os políticos admiram-se que a dita “extrema-direita” continue a ganhar terreno na Europa.

Aquilo a que se chama hoje “Direita” pensa que apenas defendendo a propriedade privada poderá defender-se e demarcar-se da Esquerda. É um erro. Um erro crasso.

A Esquerda gramsciana e fabiana também não quer acabar com a propriedade privada — pelo menos, por agora. Por outro lado, a plutocracia internacional — do grupo de Bilderberg, dos Edge Funds, da City de Londres e de Wall Street — pensa que está absolutamente segura: pensa que criou um sistema de dependência global eficaz e indestrutível, alegadamente baseado na natureza humana, ao mesmo tempo que se junta à Esquerda para combater projectos de lei de restrição do aborto como o de Mariano Rajoy.

  • A Esquerda pretende a “liberdade” da mulher para abortar à fartazana, em nome de alegados “direitos individuais”;
  • A Direita dita “libertária” (por exemplo, o Partido Social Democrata de Passos Coelho e de Pinto Balsemão) secunda e corrobora a Esquerda.
  • A plutocracia internacional apoia ambas as correntes políticas porque pretende reduzir a população mundial — as famílias numerosas sempre incomodaram os poderosos. Portanto, só um radicalismo político poderá alterar o actual estado de coisas.

Em resultado disto, a chamada “extrema-direita” europeia vai continuar a engrossar as suas fileiras. Eu próprio já não acredito nesta Direita que temos — uma Direita subjugada à Esquerda.

Sábado, 12 Julho 2014

O professor Rolando Almeida anda a enganar os seus alunos

Filed under: aborto,ética,educação — orlando braga @ 7:17 pm
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O professor de filosofia do Ensino Secundário, Rolando Almeida, tem um Manual de Filosofia publicado com o título “Como pensar tudo isto? Filosofia 11ºano”. No referido manual, Rolando Almeida aborda a problemática ética do aborto, e na página 239 (ver aqui em ficheiro PDF), serve-se do argumento falacioso da americana Judith Jarvis Thompson que compara a situação do feto humano ao de um parasita. Cito:

«Vou pedir ao leitor que imagine o seguinte. De manhã acorda e descobre que está numa cama adjacente à de um violinista inconsciente — um violinista inconsciente famoso. Descobriu-se que ele sofre de uma doença renal fatal. A Sociedade dos Melómanos investigou todos os registos médicos disponíveis e descobriu que só o leitor possui o tipo apropriado para ajudar. Por esta razão, os melómanos raptaram-no, e na noite passada o sistema circulatório do violinista foi ligado ao seu, de maneira a que os seus rins possam ser usados para purificar o sangue de ambos. O director do hospital diz-lhe agora: “Olhe, lamento que a Sociedade dos Melómanos lhe tenha feito isto — nunca o teríamos permitido se estivéssemos a par do caso. Mas eles puseram-no nesta situação e o violinista está ligado a si”.»


É desta a forma que o professor de filosofia Rolando Almeida apresenta, aos seus alunos, a posição a favor do aborto: desligar o violinista do corpo do leitor (utilizo aqui o termo “pessoa”) é justificável moralmente mesmo que ele morra, porque manter a ligação ao violinista é apenas um acto voluntário e não necessário do ponto de vista moral. Seguindo esta analogia, o professor Rolando Almeida pretende assim apresentar aos seus alunos a posição abortista segundo a qual a decisão de manter a gravidez é apenas um acto voluntário e não necessário moralmente. (more…)

Sexta-feira, 27 Junho 2014

Ellinor Grimmark, a enfermeira sueca que foi despedida por recusar fazer abortos

Filed under: aborto,Política,politicamente correcto — orlando braga @ 12:58 pm
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Para o politicamente correcto, “defender a vida é característica dos loucos; só um louco, a precisar de ser interditado, se recusa a fazer abortos”.

Ellinor GrimmarkEllinor Grimmark é uma enfermeira sueca que foi despedida em Janeiro de 2014 por recusar fazer abortos. Depois de uma campanha de sensibilização mundial para o problema da objecção de consciência, os dirigentes do hospital da cidade de Eksjö, na Suécia, acabaram por a reintegrar nos quadros do hospital, mas com uma condição: Ellinor Grimmark tem que se sujeitar a tratamento psiquiátrico, porque “só uma doente mental se recusa a fazer abortos”.

A Suécia é um país em que existe objecção de consciência em relação ao uso de armas de fogo, mas a objecção de consciência em relação ao acto de abortar é proibida por lei. É a inversão total da lógica das coisas e da Lei Natural — porque uma arma de fogo pode ser utilizada para defesa pessoal.

O caso de Ellinor Grimmark não é único; o que há de especial em Ellinor Grimmark é que ela reagiu e pediu protecção legal — ao passo que a maioria dos objectores de consciência em relação ao aborto da Suécia já baixaram os braços. A Suécia está hoje acusada por violação dos direitos dos cidadãos pelo Comité Europeu dos Direitos Sociais do Conselho da Europa.

Se você tem uma conta no FaceBook, vá até aqui e apoie a posição ética de Ellinor Grimmark.

Quinta-feira, 15 Maio 2014

O estado de putrefacção moral a que chegou o alto clero da Igreja Católica

Filed under: aborto,ética,Igreja Católica — orlando braga @ 8:15 pm
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joao-paulo-iiLeio aqui que um Bispo italiano, de seu nome Nunzio Galantino, afirmou que não se identifica com os católicos que rezam o terço perto das clínicas de aborto (de facto, ele utilizou a expressão “Interrupção Voluntária da Gravidez” em vez de “aborto”), mas antes (diz ele) “apoia os jovens que se opõem a esta prática e que lutam pela qualidade de vida do povo, pelo seu direito à saúde, ao trabalho”. Ou seja, o Bispo criou uma dicotomia entre o terço à porta das clínicas de aborto, por um lado, e, por outro lado, a melhoria das condições de vida do povo.

Essa dicotomia é inexistente e consiste em uma falácia Ignoratio Elenchi. Não tem nada a ver o cu com as calças. A luta pelas condições de vida do povo não é incompatível com o terço rezado à porta das clínicas abortadeiras. Pode-se fazer uma coisa e outra. Mas a posição do Bispo revela o estado putredinoso, intelectual e moral, a que chegou o clero superior da Igreja Católica em geral, e explica, em muito, por que razão o cardeal Bergoglio foi escolhido para Papa.

Por outro lado, a ideia segundo a qual um melhor nível de vida das populações reduz a incidência do aborto não corresponde aos dados da experiência. Portanto, a afirmação do Bispo italiano só pode ser entendida em um contexto de uma determinada ideologia que infestou o alto clero da Igreja Católica.

É nosso dever combater esse clero, colocando-o fora do poleiro se necessário for, correndo-os da Igreja para fora: a Igreja somos todos nós, católicos praticantes, e não uma cambada de ideólogos que tomaram de assalto a Igreja Católica, e que substituíram a teologia pela ideologia política.

“Não tenhais medo!”

Quarta-feira, 14 Maio 2014

A grande vitória da Esquerda portuguesa

Filed under: aborto — orlando braga @ 9:33 am

 

Uma em cada cinco gravidezes acaba em aborto. A Esquerda está de parabéns.

Sexta-feira, 28 Fevereiro 2014

O problema da natalidade e a classe política

 

O governo do Partido Social Democrata e do CDS/PP criou uma comissão para estudar o problema da baixa natalidade em Portugal.

pai e maeOuvi ontem a opinião de Manuela Ferreira Leite na TVI24 acerca deste assunto e fiquei com um mau presságio acerca desta comissão governamental — aliás, ultimamente tenho andado em desacordo com Manuela Ferreira Leite, porque me parece que ela reduz toda a realidade à economia (quando lhe convém): por um lado, ela fala de “valores” quando se refere ao respeito que se deve ter em relação às pessoas idosas; mas, por outro lado, já diz que a razão pela qual a natalidade baixou é a de que “a vida está difícil”, mesmo sabendo que antes da crise de 2008, a natalidade já evoluía em baixa. Manuela Ferreira Leite tem que se convencer que a natalidade também é uma questão de “valores”.

Em dez anos de adesão ao Euro, a classe política destruiu valores essenciais que sub-jazem à família que, por sua vez, é a verdadeira base da natalidade que garante o futuro da sociedade.

Em primeiro lugar, a classe política baniu a representação protocolar da Igreja Católica nas cerimónias do Estado. Trata-se apenas de um símbolo, mas que tinha um significado societário profundo, uma vez que a Igreja Católica é defensora da família natural e dos valores do Direito Natural contra o aborto. Mas a classe política em geral preferiu ceder à aliança entre a esquerda radical e a maçonaria, banindo a Igreja Católica do protocolo do Estado.

foi-cesarianaDepois, a classe política instituiu o “divórcio sem culpa e na hora”. Divorciar passou a ser tão fácil quanto beber um copo de água, e as crianças e as mulheres mães foram as mais prejudicadas. Mais uma vez, a classe política cedeu à aliança entre a esquerda radical e a maçonaria. É óbvio que em uma situação em que o homem é irresponsabilizado por lei, as mulheres tendem a não ter filhos e a alimentar o negócio do aborto. A lei do “divórcio sem culpa e na hora” é — esta sim! — uma lei sexista e que apenas beneficia o homem irresponsável.

Logo a seguir, a classe política legaliza o “casamento” gay — mais um prego no caixão da natalidade! O símbolo cultural da instituição do casamento continuava a ser destruído pela classe política, que mais uma vez cedeu ao jacobinismo, comum à esquerda radical e à maçonaria. A partir daqui, não há dinheiro nem economia forte que faça recuperar o simbolismo cultural perdido (a não ser por via de uma ditadura qualquer). É o futuro da democracia que está hoje em perigo, e foi esta classe política presentista e irresponsável, que se diz “democrática”, que colocou a democracia em rota de colisão com a realidade.

A seguir, a esquerda radical aliada à maçonaria preparam-se para legalizar a adopção de crianças por pares de invertidos, a procriação medicamente assistida fora do núcleo familiar, as “barriga de aluguer” e o tráfico de crianças. É a cereja no topo do bolo da destruição da família natural e a redução da natalidade a uma espécie de “capricho do indivíduo” — quando anteriormente a co-responsabilização em relação aos filhos paridos pela mulher era um dever assumido pelo homem.

Neste contexto, ¿que sentido faz uma comissão governamental para estudar o problema da baixa natalidade em Portugal? Nenhum, porque os sinais que a classe política — incluindo o CDS/PP e o Partido Social Democrata — passam para a sociedade são contraditórios (estimulação contraditória).

Terça-feira, 25 Fevereiro 2014

Nova lei do aborto no estado americano do Dakota do Sul

Filed under: aborto — orlando braga @ 5:47 pm

 

A nova lei do aborto no Dakota do Sul proíbe o aborto de fetos do sexo feminino, mas defende que os meninos podem ser abortados à vontade. Ou seja, parece que os meninos não têm a dignidade das meninas.

Vemos aqui a contradição dos abortistas: por um lado, a classe política defende o aborto livre; mas, por outro lado, pretende combater o aborto por selecção de sexo que tem evitado o nascimento de mais meninas. E por isso, apenas proíbem o aborto de meninas.

Se a lei do aborto pretendia ser libertária, deixou de ser, porque se o aborto já não é de facto livre, não há razão para não o proibir totalmente — seja para as meninas, seja para os meninos.

Sexta-feira, 7 Fevereiro 2014

O estado a que o feminismo chegou

Filed under: aborto — orlando braga @ 7:39 pm
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gravidez como doença

Traduzindo: “A gravidez é uma doença como as outras”.

Se não se tiver mão nisto, se se deixar que esta metástase cultural avance, quanto mais tarde se actuar maior será a violência necessária para manter a sobrevivência da sociedade.

Quarta-feira, 22 Janeiro 2014

O Presidente do Aborto

Filed under: aborto — orlando braga @ 7:41 pm
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«OBAMA has made a habit of delivering an address praising Roe v. Wade on the anniversary of the decision. Today, on the 41st anniversary, he said that abortion helps women “fulfill their dreams.” It’s amazing that people think of Obama as pro-woman. Since Roe v. Wade, black illegitimacy alone has skyrocketed to over 70 percent. Marriage is almost every woman’s dream. Abortion has not exactly been empowering for women.

The most powerful thing a woman can do is give life to a human being. What dream could exceed that? The abortion movement has always denied that women have other options, the chief of them today being adoption.

America will only see an end to the well-funded, legal, government-supported machinery of abortion, and the coming pharmaceutical age of abortion, when it rejects the idea that elected politicians or appointed judges or the people themselves should govern morality and that God has no political rights at all.»

The Abortion President

Sexta-feira, 17 Janeiro 2014

Isto faz algum sentido?

Filed under: aborto — orlando braga @ 10:38 am

 

estado e familia

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