perspectivas

Terça-feira, 5 Junho 2018

A miopia presentista dos “intelectuais secularistas”

 

Temos aqui um texto curto de um tal Padre Fernando Calado Rodrigues (ver em ficheiro PDF, para memória futura), e pode ser lido num ápice. 1

Temos ali (no referido texto) um exemplo de uma “análise” presentista da realidade. Um dos enormes problemas do nosso tempo é o de que tanto queremos prever o futuro que nos esquecemos dos exemplos do passado. Existe de facto um corte epistemológico com o passado, e o surpreendente é que os sacerdotes, que supostamente têm uma formação em filosofia e em teologia, não escapam à vulgaridade que o espírito do nosso tempo nos impõe.

A ideia do Padre segundo a qual a Igreja Católica “habituou-se a coroar reis e imperadores e a impor as suas leis às sociedades” é análoga à ideia abstrusa de que “a galinha surgiu antes do ovo”, porque

1/ foi um político (o imperador Constantino) que impôs o Cristianismo a todo o império romano; a cristianização do império romano foi, antes de mais nada, um imperativo político.

2/ as relações entre a Igreja Católica e o poder político, na Europa Ocidental (as relações da Igreja Ortodoxa com o Estado foram diferentes), sempre foram marcadas por uma dissensão constante. A ideia de que “a Igreja Católica impôs as suas leis às sociedades europeias”, escamoteia o facto de os reis (o poder político) andarem constantemente “à porra e à massa” com os papas. O Cristianismo foi usado pelos políticos europeus para impôr às respectivas populações uma certa ordem política. A ideia simplista de que “foi a Igreja Católica que impôs as suas leis às sociedades” só pode vir de um radical jacobino.


“O mundo moderno parece invencível; como os dinossauros desaparecidos.”Nicolás Gómez Dávila 


A seguir, o Padre fala em “secularização” da mesma forma que os bolcheviques falavam de “revolução”: como um estádio político evolutivo, produto de uma dialéctica evolucionária da qual surgiu o secularismo soviético — que já se extinguiu. Aliás, durou menos de um século. E voltamos ao presentismo do Padre: o homem não enxerga grande coisa a dois palmos do nariz (dele).

A actual classe dita “intelectual” é míope.

Não se dão conta de que o “secularismo” é hoje uma religião política; não deixa de ser uma forma de religião. O problema é o de saber se essa forma de religião imanente  e monista  (o secularismo), entendida em si mesma e quando despreza a Lei Natural, poderá fundamentar a realidade social e cultural durante muito tempo — porque há aqui, desde logo, um problema demográfico: os secularistas, seguidores de religiões política imanentes, em geral, não se reproduzem ao mesmo ritmo dos seguidores de religiões transcendentais.

Portanto, por uma questão de ordem natural das coisas, o “secularismo” entendido como religião política, tende a desaparecer — e não o contrário disto, como diz o Padre. Aliás, já verificamos isso em alguns países europeus (Bélgica, Suécia), onde a população islâmica será maioritária dentro de duas ou três décadas.

Finalmente, está propalada a ideia de que a legalização da eutanásia não interfere minimamente com a liberdade implícita na cultura antropológica — por exemplo, quando o Padre escreve o seguinte:

“De qualquer forma, mesmo que seja lícito fazê-lo, os católicos não serão obrigados a pedir a eutanásia. Também os médicos católicos não serão obrigados a fazê-la.”

Há dias, o Supremo Tribunal de Justiça dos Estados Unidos teve que vir a terreiro defender os direitos de um padeiro cristão que se recusou a cozinhar um bolo para um "casamento" gay. Mas quando o "casamento" gay foi proposto à sociedade, disseram-nos que “a nossa liberdade não seria minimamente afectada com os casamentos dos gays”. A realidade diz-nos isso que não é verdade.

O que o Padre escamoteia — ou por ignorância, ou por estupidez, ou por malevolência — é que o próprio conceito de “católico” estará em causa a partir do momento em que a lei comum (o Direito Positivo) passe a ser anticatólica, como já vai acontecendo. Em uma sociedade em que a lei não é apenas “não-católica”, mas é sobretudo “anticatólica”, os católicos entram em espiral do silêncio e deixam de existir social- e culturalmente enquanto católicos — a não ser que se entre por uma resistência clandestina que envolverá um certo grau de violência articulada internacionalmente.

Ou seja: o que estamos a assistir na União Europeia do pós-cristianismo é a uma “sovietização” mas sem uma União Soviética.

Os maomedanos encarregar-se-ão de contradizer os jacobinos instalados nos corredores do Poder e no Vaticano.


Nota
1. Se o artigo 13 passar no paralamento europeu, terei provavelmente que pagar uma taxa por mencionar aqui a ligação para aquele artigo.

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Segunda-feira, 4 Junho 2018

O Rui Rio aliou-se à Esquerda na defesa do aborto, e agora diz que defende a natalidade

Filed under: aborto,ética,eutanásia,PSD,Rui Rio — O. Braga @ 9:45 pm
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Se há político desprezível, é Rui Rio. Mete nojo aos cães. Consegue ser pior do que o monhé.

Depois de se ter aliado ao Bloco de Esquerda na defesa do aborto, e depois de tornar vender a alma ao diabo na tentativa de legalização da eutanásia, o cabrão vem agora tentar limpar a sua (dele) imagem pública pútrida com uma pseudo campanha de defesa da natalidade.

O cabrão defende o aborto livre (pago com o dinheiro de todos os contribuintes), e depois diz que é preciso mais crianças.

Bardamerda para a avantesma. Puta-que-pariu!

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Quinta-feira, 31 Maio 2018

O Rui Rio identifica-se com a Esquerda utilitarista (herdeira de Bentham, o primeiro socialista)

Filed under: Esquerda,esquerdalho,eutanásia,PSD,Rui Rio,utilitarismo — O. Braga @ 12:20 pm

 

Não está aqui em causa a consciência de cada pessoa; o que está em causa é a afinidade política dos seis deputados do Partido Social Democrata que votaram a favor da eutanásia, a saber: Paula Teixeira da Cruz, Teresa Leal Coelho, Adão Silva, Cristóvão Norte, Margarida B. Lopes e Duarte Marques — e não falando nos três deputados do Partido Social Democrata que não votaram contra (abstiveram-se): Pedro Pinto, Berta Cabral e Bruno Vitorino. esquerda-psd

Por esse país fora, há muitos militantes e simpatizantes do Partido Social Democrata que não se revêem na mundividência de Rui Rio, como é o caso, por exemplo, do deputado municipal do PSD e militante da concelhia de Guimarães, José Couceiro da Costa — porque o que está em causa é a mundividência da pessoa inserida em um determinado movimento político.

Não é possível, em coerência, por exemplo, que uma pessoa seja militante do PSD e tenha uma mundividência que se identifique com a que é predominante no Bloco de Esquerda. Ora, a mundividência não se reduz apenas à concepção que se tenha da economia, porque a economia é uma consequência da mundividência. Reduzir a mundividência à economia é inverter o nexo causal da realidade; é como que se dissesse que a causa da existência da perna é o acto de andar; ou que temos olhos porque vemos.

O Bloco de Esquerda tem escrito nos seus estatutos que é um partido “anti-capitalista” (sic); mas trata-se de um anti-capitalismo utilitarista, na linha ideológica de Bentham, de Lukacs e de Marcuse; e o Partido Socialista não o diz claramente, mas é implicitamente um partido anti-capitalista. ¿Onde fica aqui o PSD de Rui Rio?

O Partido Comunista votou contra a legalização da eutanásia por duas razões principais: a primeira, liga-se com a mundividência herdada de Karl Marx, que dizia que “o utilitarismo é moral de merceeiro inglês” (sic). A ser coerente, um marxista não pode ser utilitarista. Em segundo lugar, porque a demografia eleitoral do Partido Comunista impele-o a não apoiar a eutanásia.

Mas ¿e o PSD de Rui Rio?

A mundividência é fundada em valores e convicções. E ¿o que são os “valores”? Os utilitaristas dizem que “os valores não existem por si mesmos”, e os realistas dizem que “os valores existem por si mesmos”: esta diferença de concepção dos “valores” também define a diferença de mundividências.

O valor é a qualidade das coisas, das personagens, das condutas, da acção, cuja conformidade em relação a uma norma — ou a sua proximidade em relação a um ideal — a tornam particularmente dignas de estima.

Para uma pessoa que não perfilhe o utilitarismo, por exemplo, a beleza de uma pintura tem um valor em si mesma, ou a justiça tem um valor em si mesma e não depende de uma qualquer utilidade. Tal como existe o axioma segundo o qual “o círculo tem um centro”, assim também existe sempre e é sempre verdadeiro, numa dimensão espiritual ― independentemente de o ser humano o reconhecer ou não ―, o valor da honestidade ou o da justiça (por exemplo); estes valores existem igualmente numa dimensão do “ideal”, independentemente do seu reconhecimento ou da sua aplicação moral.

Para Rui Rio, o conceito de “valor” reduz-se à economia, ao preço das coisas — como escreveu Óscar Wilde: “O cínico é aquele que conhece o preço de tudo e o valor de nada”. O utilitarista é necessariamente um cínico, no sentido dado por Óscar Wilde. Rui Rio não se dá conta de que, a montante da economia está a política, a cultura, a ética e a metafísica (e mesmo a eventual negação da metafísica é, ainda assim, uma forma de metafísica).

Se considerarmos as personalidades de Teresa Leal Coelho ou Paula Teixeira da Cruz, por exemplo, verificamos que as duas personagens se encaixam perfeitamente no ideário do Partido Socialista.

Se ambas pertencessem aos quadros do Partido Socialista, não admiraria a ninguém. Mas o Rui Rio afirma claramente que é a favor do capitalismo; ou, pelo menos, é o que se pensa dele, na opinião pública. Mas ¿será que o Rui Rio defende uma sociedade em que o capitalismo é o sistema económico desejado? Não me parece.

Para defendermos o capitalismo (ou seja, o liberalismo económico da escola escocesa de economia que teve o seu principal intérprete em Adam Smith) temos de saber qual foi a sua origem sociológica e cultural, e como evoluiu ao longo dos séculos. O capitalismo não pode ser a sua própria negação ideológica fundamental — que é o que defende o Rui Rio, talvez por pura ignorância. Não basta ser licenciado em economia para se saber automaticamente dos fundamentos (culturais, sociais, históricos) das teorias económicas.

JPP-ZAROLHO

Quando Rui Rio diz que “a eutanásia é uma questão de liberdade”, ou está a fazer de todos nós burros, ou é ele próprio um indivíduo naturalmente privado de liberdade devido a deficiência cognitiva congénita — o Adolfo Mesquita Nunes demonstrou, num artigo publicado algures, que a identificação da “eutanásia” com a “liberdade” é um sofisma para enganar os tolos, ou para os estúpidos se enganarem a si próprios.

O problema do Rui Rio é a sua mundividência; ele tem uma mundividência que se identifica com a Esquerda, e por isso é que o José Pacheco Pereira o defende tanto. O que não se admite é que o Rui Rio se identifique com a Esquerda (tal como acontece com o José Pacheco Pereira) e engane os militantes do PSD dizendo que ele próprio não é de Esquerda.

Terça-feira, 29 Maio 2018

Ó Rui Rio : vai pr’ó cara**o !

Filed under: eutanásia,PSD,Rui Rio — O. Braga @ 7:18 pm

 

Todos as propostas-de-lei da eutanásia foram chumbadas no parlamento. Ó Rui Rio, é tempo de ires embora; vai pr’ó caralho!

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Domingo, 27 Maio 2018

#Eutanásia : carta aberta ao Rui Rio

Filed under: A vida custa,eutanásia,Rui Rio — O. Braga @ 5:15 pm

 

Caro Dr. Rui Rio

Foi com estupefacção que li as suas declarações à TSF (conforme constam no site respectivo) e nas quais “lamenta pressões por parte de quem rejeita a eutanásia”.

De acordo com as suas palavras essa pressão, exercida por quem se opõe à eutanásia, consistirá em que se procura “trazê-los para a sua posição (do não)” deputados “que possam estar no sim ou que possam estar com dúvidas”.

Além disso, nas mesmas declarações diz que sabe “de casos concretos dentro e fora do Parlamento” por parte de quem “quer condicionar a Assembleia da República”. O que também terá dito ofende o princípio de que “é preciso respeito pelo conceito de liberdade de voto em consciência”.

Ler o resto aqui.

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Sexta-feira, 25 Maio 2018

A dialéctica do Anselmo Borges (ou “A Estratégia dos Dois Carrinhos”)

 

O Anselmo Borges faz lembrar um ministro de um governo do Partido Socialista que, quando houve uma Manif de protesto à porta do seu ministério, veio para a rua e juntou-se aos manifestantes. E quando acabou a Manif contra a sua própria política, voltou para o ministério.


A contemporaneidade é caracterizada por uma determinada esquizofrenia política, de que podemos constatar também no Anselmo Borges que, por um lado, defende ideias da esquerda hegeliana (de que faz parte o Habermas), estendendo-as mesmo ao âmago do Cristianismo; mas, por outro lado, critica as consequências (políticas e culturais) das ideias da Esquerda hegeliana na nossa sociedade.

Eu não sou nada “Habermas”; sou mais “Karl Popper”  (e mais ainda sou “Alasdair MacIntyre” e “Charles Taylor”). E, como se sabe, os dois nunca se deram bem.

Para quem não está familiarizado com a esquizofrenia política do Anselmo Borges:

Jürgen Habermas foi assistente (universitário) de Adorno, e é o continuador da Teoria Crítica da Escola de Francoforte (marxismo cultural).
A Teoria Crítica coloca em causa, por exemplo, o Iluminismo (a Teoria Crítica é uma teoria anti-científica, e por isso é que Habermas “andou de candeias às avessas” com Karl Popper), tem a sua raiz nas doutrinas de Adorno, de Horkheimer, assim como na actividade de Habermas no Instituto de Investigação Social da Universidade de Francoforte.

Por isso é que o Anselmo Borges cita o Jürgen Habermas: fazem parte da mesma equipa que corrói a sociedade e a cultura europeias.


A crítica que o Jürgen Habermas faz às redes sociais (crítica essa com que o Anselmo Borges parece concordar, através do seu — dele — texto) é apenas a continuação ideológica do livro de Habermas “Técnica e Ciência como Ideologia”, publicado em 1963, e que nada mais é do que uma actualização ideológica da Teoria Crítica da Escola de Frankfurt : Habermas critica, critica, critica, tal qual uma picareta falante, mas a solução que apresenta é um igualitarismo politicamente correcto (marxismo cultural. Não se trata da defesa de “igualdade de oportunidades”: trata-se da defesa de  uma “igualdade dos sucessos”).

Jürgen Habermas defendeu a chamada “ética discursiva” (marxismo cultural ) que levou a sociedade ao descalabro cultural actual. E o Anselmo Borges critica o descalabro cultural actual e, simultaneamente, faz a apologética de Jürgen Habermas. É aqui que reside a esquizofrenia ideológica do Anselmo Borges. A “ética discursiva”, de Habermas, implica uma “moral de negociação provisória”, em que os valores da ética são sistematicamente colocados em causa e implica uma incerteza permanente das normas morais. É isto que o Anselmo Borges defende quando faz a apologia do Habermas.


“Sem a educação, encontramo-nos no horrível e mortal perigo de levar a sério as pessoas educadas.”
— G. K. Chesterton (“The Illustrated London News”).

ANSELMO-BORGES-HOPE-WEBHá dias, vi na televisão o Miguel Sousa Tavares a criticar as redes sociais (FaceBook, Twitter, etc.), fazendo alarde orgulhoso do facto de não ter conta aberta no FaceBook ou em qualquer outra rede social. A posição do Anselmo Borges insere-se na mesma linha ideológica da do Miguel Sousa Tavares. Trata-se de gente que está a perder o poder fáctico, e isso incomoda-a. De resto, não existem hoje mais analfabetos do que os que existiam em 1963, ano em que Habermas publicou o livro supracitado.

O que incomoda o Anselmo Borges e o Miguel Sousa Tavares — entre outros mentecaptos dotados de um alvará de inteligência — é que os cidadãos actuais, em geral, já não confiam nas “elites” como acontecia não vai ainda muito tempo. Ou, parafraseando Chesterton, já não levamos a sério as “elites” ditas “educadas”. O Anselmo Borges e o Miguel Sousa Tavares defendem a existência de uma classe de uma espécie de “gnósticos” — “classe” que se distingue do conceito de “escol”, de Fernando Pessoa (o escol não quer dizer uma classe, mas antes é uma série de indivíduos). E por isso é que ambos criticam o “achismo” do povão (que horrível cheiro a povo!).

A verdade é que — e aqui concordo com Karl Popper —, ao longo da História, os povos estiveram mais vezes certos (com a razão) do que as elites. Ou seja, historicamente as elites erraram mais vezes do que a opinião emanada das massas populares.

Maioritariamente, e por instinto ou por intuição, o povo português não concorda com a legalização da eutanásia; e, implicitamente, também não concorda que o “modelo discursivo” de Jürgen Habermas (que o Anselmo Borges tanto aprecia) sirva para que o Partido Socialista e o Bloco de Esquerda legalizem a eutanásia.

Por isto é que não se percebe por que razão o Anselmo Borges defende a “ética discursiva” de Jürgen Habermas ao mesmo tempo que se coloca contra a eutanásia defendida pelos seus (do Anselmo Borges) próprios correligionários ideológicos.

Terça-feira, 22 Maio 2018

A Esquerda vive da imanência

Filed under: eutanásia,João Semedo,marxismo,marxismo cultural — O. Braga @ 11:11 am

 

A Esquerda é materialista; e por isso, a metafísica de Esquerda é reduzida à imanência histórica (como podemos ver, por exemplo, em Karl Marx). Ou seja, a metafísica da Esquerda “alimenta-se” de marcos históricos, no “caminho inexorável para a construção socialista de um mundo melhor e de um paraíso na Terra”.

Pergunta a Laurinda Alves: “¿Qual é a pressa, senhores deputados?” — referindo-se à legislação da eutanásia.

A resposta é simples: é essencial que fique na História que o comunista João Semedo (que se encontra em estado de saúde muito precário) seja a primeira pessoa a usufruir da eutanásia. Na metafísica da Esquerda, será desta (única) forma em que o João Semedo ultrapassará a condição da morte.

O João está a “bater a bota”; ora, está aí uma excelente oportunidade para se fazer História por intermédio de um membro da irmandade comunista. De facto, já vivemos sob uma ditadura socialista, porque a agenda política de celebração dos factos históricos — presentes e/ou passados — já é marcada pela Esquerda.

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Segunda-feira, 21 Maio 2018

A eutanásia da apedeuta Maria Filomena Mónica

 

“Em política, o que parece, é”; e parece-me que a Maria Filomena Mónica é ignorante. Escreve ela:

« A relutância em se aceitar a eutanásia ou o suicídio assistido provém, em muitos casos, de os objectores estarem a viver num tempo que já não existe: quando avós, pais e filhos viviam debaixo do mesmo tecto, quando não havia ressonâncias magnéticas, quando os doentes jamais eram ouvidos pelos médicos. Agradável ou desagradável, esse mundo acabou. »

Quem ler o que ela escreveu, ficará provavelmente com a ideia de que “a eutanásia é uma coisa do tempo actual” — quando a eutanásia era culturalmente aceite e praticada entre os gregos e os romanos antigos em que “avós, pais e filhos viviam debaixo do mesmo tecto”. O próprio Aristóteles defendeu a legitimidade da prática da eutanásia de crianças nascidas com deficiências físicas. E Sócrates (o grego) teve uma espécie de “suicídio assistido” ajudado pelos seus discípulos — para além de centenas de relatos documentados da aceitação social e cultural da eutanásia na Antiguidade, sendo que o Cristianismo veio introduzir na cultura antropológica europeia uma diferenciação fundamental nesta e noutras práticas culturais (por exemplo, no sacrifício pagão de crianças, e seres humanos em geral).

Ora, o problema de gente da laia da Maria Filomena Mónica é o Cristianismo, que, na opinião dessa gentalha, deve ser estripado da cultura antropológica.

Neste sentido, podemos dizer que a legalização da eutanásia é um retrocesso civilizacional (a não ser que se considere que o Cristianismo foi ele próprio um retrocesso civilizacional, como defenderam Engels e Nietzsche).

Maria Filomena Mónica é um erro de “casting” na cultura portuguesa. Uma pessoa que tenha um mínimo conhecimento de História não deveria invocar a eutanásia para lhe aplicar o argumento ad Novitatem.

Ademais, há que saber o que é uma “vida digna”; estamos aqui a lidar com a subjectividade de uma apedeuta que é detentora de um alvará de inteligência (o rei vai nu!) — em primeiro lugar, porque se existe ontologicamente uma “vida digna” é porque certamente existe (ontologicamente também) uma “vida indigna”, e aqui entramos em uma forma de “fascismo niilista” que está na moda mas que também não é coisa de hoje.

Não existe um consenso sobre a “dignidade” ou “indignidade” da vida humana.

Quando a burrinha invoca o relativismo ético do utilitarismo de Stuart Mill, nega a própria noção de “ética” — porque os valores fundamentais da ética não podem (necessariamente) depender da moda de cada tempo; e as questões relacionadas com a vida e com a morte fazem parte do rol dos valores fundamentais da ética.

Quarta-feira, 16 Maio 2018

A lei esquerdista da eutanásia tem pouco a ver com a liberdade individual (que é instrumental)

Filed under: ética,Esquerda,esquerdalho,eutanásia,Moral — O. Braga @ 3:46 pm

 

Para Raymond Aron, a única liberdade fundamental é a “de não ser impedido de” (fazer alguma coisa); trata-se da liberdade negativa.

As outras liberdades são de facto “direitos-capacidades” ou “direitos-crenças” (o direito a um emprego, ou o direito ao ensino oficial do Estado, por exemplo) que podemos ou devemos exigir, mas que devemos esperar que o Estado nos dê (“Ensaio Sobre a Liberdade”).

O facto de alguém não querer ser impedido de exigir que alguém o mate (eutanásia), pode colidir com a vontade de um médico que não quer matar ninguém e que apenas o faria para poder manter o seu meio de subsistência (o seu emprego). Portanto, a liberdade negativa, se apenas entendida em si mesma, não pode justificar todos os desejos, e tão pouco justifica a legalização da eutanásia.

Quando a Esquerda pretende legalizar a eutanásia, não pretende dar mais liberdade ao indivíduo: pelo contrário!, a Esquerda pretende dar mais poder ao Estado — o que significa que a liberdade individual sairá (paradoxalmente) de facto diminuída de todo este processo. Por exemplo, quando os profissionais de saúde são obrigados a matar para cumprir o desejo de uma putativa liberdade negativa de um doente, quem sai vencedor, aqui, é o Estado que obriga (coerção social).

A liberdade negativa do doente que exige a eutanásia é apenas um instrumento de reforço do poder do Estado através da lei.

Para a Esquerda, a liberdade consiste no Poder de legislar, ou seja, no Poder de controlar o Estado.

Esta é a “liberdade” segundo a Esquerda. E este desejo esquerdista de controlo do Estado é mais forte do que todas as liberdades juntas de todos os outros indivíduos que compõem a sociedade. Para a Esquerda, o controlo e reforço do Poder do Estado é uma questão de vida ou de morte: o que está em causa é a própria identidade da Esquerda que apenas se revê no reforço sistemático do Poder do Estado. E o corolário desse processo político de constante reforço do Poder do Estado é a realização do Estado Totalitário.


eutanasia-velhariasO Adolfo Mesquita Nunes escreve aqui um artigo que, de certo modo, corrobora a ideia segundo a qual a legalização da eutanásia em Portugal não tem nada a ver com o libertarismo (ou “liberalismo”), mas antes tem a ver com o reforço — quase discricionário, no futuro que se prevê — do poder do Estado.

Quando se escreve que “mesmo os mais fervorosos adeptos públicos da eutanásia consideram que ela tem de ser limitada”, do que se trata (com essa “fervorosa” Esquerda) é a defesa da reserva do direito progressivo do Estado à definição das condições de vida e/ou de morte.

(Era agora o que faltava que cada um tivesse total liberdade para se suicidar com assistência médica! Se assim acontecesse, o Estado ficaria mais fraco, como é evidente. O político moderno restringe o acesso ao suicídio muito menos por razões morais ou religiosas, como acontecia na Idade Média, e muito mais por “razões de Estado”).

Segundo Durkheim (“Regras do Método Sociológico”), o critério primordial de definição de “facto social” é a coerção que é sinal de uma força transcendente relativamente aos indivíduos, que se lhes impõe e determina as suas maneiras de ser. Quanto mais uma determinada prática se mostra regular, mais razoável será supôr que a coerção social donde procede (essa prática) é forte (a do Estado, neste caso).

“É a constituição moral da sociedade que fixa, em cada momento, o contingente dos mortos voluntários” (Durkheim, “O Suicídio”); ou seja, aquilo que é considerado patológico (o suicídio) do ponto de vista individual, deixa de o ser logo que adopta o ponto de vista de grupo (colectivo).

Os gurus da Esquerda conhecem bem a visão de Durkheim: mas viraram-na de pernas para o ar: por exemplo, sabendo que (segundo Durkheim) a “solidariedade social” é um fenómeno inteiramente moral, que não se presta à observação exacta nem à medição — a Esquerda transforma o Estado no Ente que define a moral que, por sua vez delimita o conceito de “solidariedade social” através das leis que ela própria promulga.

Assim, o conceito de “solidariedade social” (a ser constantemente redefinido pela Esquerda, ao sabor do reforço crescente do poder de coerção social exercida pelo Estado) pode ser algo completamente diferente do que é hoje, e em um futuro muito próximo — uma vez que é o próprio Estado (controlado pelas luminárias da Esquerda) que define a moral (através do Direito Positivo) por que se pauta o conceito de “solidariedade social”. E o actual e radical divórcio entre o Direito Positivo, por um lado, e o Direito Natural, por outro lado, apenas reforça o poder discricionário da elite de gnósticos esquerdistas que controla o Estado.

“Um acto é criminoso quando ofende estados fortes e definidos da consciência colectiva (Durkheim). Ou seja, se o colectivo for anestesiado e deixar de considerar o suicídio como um crime, ou mesmo como um defeito moral — caberá então ao Estado definir os “critérios da liberdade do indivíduo” de se suicidar, e em função de interesses de conjuntura definidos pela elite gnóstica esquerdista.

Sexta-feira, 27 Abril 2018

O discurso bovino do Anselmo Borges

 

O Anselmo Borges foi o primeiro sacerdote “católico” português (senão mesmo o único, até hoje) a defender publicamente a legalização do aborto; e agora vem perorar os seus putativos problemas de consciência em relação à legalização da eutanásia.

É desta massa (para não dizer outra coisa) que é feita docência universitária portuguesa.

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A legalização da eutanásia é essencial para a nova agenda política totalitária da Esquerda, porque o controlo político sobre a vida e sobre a morte do cidadão é o objectivo estratégico do novo tipo de totalitarismo que se desenha. E o Anselmo Borges, ao sancionar positivamente a legalização do aborto, faz parte desse novo projecto político totalitário.

Veja-se, por exemplo, o caso recente do bebé Alfie Evans que se encontra em um hospital inglês: o Estado — representado pelos juízes — não o deixa sair de Inglaterra, não obstante a Itália lhe ter concedido já a cidadania italiana, e de este país se oferecer para transportar o bebé gratuitamente para um hospital em Roma. Não só o Estado britânico não deixa o bebé sair do hospital e do país, mas também a polícia britânica ameaça perseguir politicamente os cidadãos ingleses que defendam a saída do Alfie de Inglaterra.

Estamos perante a construção política de um novo tipo de fascismo — a que eu chamei, já há alguns anos, de “sinificação” — que surge precisamente do conluio entre a Esquerda local (marxista ou marxizante), por um lado, e a plutocracia internacional, por outro lado.

É neste contexto que devemos compreender a acção política de George Soros, entre outros bilionários e plutocratas. É na construção deste novo tipo de fascismo que participam principalmente o Partido Socialista e o Bloco de Esquerda (e em menor escala o Partido Comunista, mas também o Partido Social Democrata, porque estes dois partidos não se demarcam claramente dessa estratégia).

A génese evolucionária do novo fascismo é a gradual e inexorável erosão do respeito pela irrepetibilidade de cada vida humana — e o Anselmo Borges é parte responsável por essa erosão. As sociedades laicistas da Europa (a Inglaterra, por exemplo) rejeitam hoje as linhas mestras do comportamento e da moral conforme os ensinamentos judeo-cristãos.

Para o Estado britânico, representado neste caso pelos juízes, o poder sobre a vida e morte do pequeno Alfie é estratégica- e politicamente essencial. A recusa de deixar sair o bebé do hospital e do país não é uma simples birra de um qualquer juiz: faz parte de uma estratégia política tendencialmente fascizante controlada pela Esquerda.

G. K. Chesterton escreveu que “a função da Esquerda é fazer asneiras; e a função da Direita é impedir que essas asneiras sejam corrigidas”.

É o que se passa em quase todos os países da Europa: quem controla o processo de sinificação da sociedade é a Esquerda aliada à plutocracia internacional (“uma mão lava a outra”, diz o povo), e a Direita é apenas uma “direitinha” dialéctica e bem comportada que tem como função validar a acção nociva e fascizante da Esquerda. E, segundo o idiota Marcelo Rebelo de Sousa, quem tem dois dedos de testa e não se enquadra nem na Esquerda e nem nessa “direitinha”, é “populista”; e a Catarina Martins diz que é “fassista”.

A legalização da eutanásia em Portugal faz parte deste processo político gradativo de instalação de um novo tipo de totalitarismo que passa pela insensibilização moral do povo através de uma massiva estimulação contraditória (por exemplo, quando se utilizam eufemismos que transformam um mal moral em um bem) que conduzem a uma dissonância cognitiva geral e colectiva.

Segunda-feira, 23 Abril 2018

Não sejas “fassista”! Obedece ao Bloco de Esquerda!

Filed under: Bloco de Esquerda,Esquerda,esquerdalho,eutanásia — O. Braga @ 5:35 pm

 

pass-auf-ao-burroLemos aqui uma opinião sobre a legalização da eutanásia que coincide largamente com o que eu tenho defendido aqui neste sítio. Mas como eu sou “fassista”, não posso ter razão.

A um esquerdista basta-lhe chamar “fassista” a outrem para que passe a ter razão.

Os fassistas são “fassistas” porque o esquerdista assim o determina.

Quando o radical esquerdista (tipo José Pacheco Pereira) está entalado na sua argumentação, basta-lhe berrar que o seu adversário político é fassista — e pronto!, o fassista nunca tem razão!

Aos olhos do Bloco de Esquerda — e também, em menor escala, do Partido Socialista e do Partido Social Democrata —, quem é contra o aborto e contra a eutanásia é “fassista”.

Portanto, para não sermos fassistas, não estamos autorizados a discordar fundamentalmente do Bloco de Esquerda; para não sermos fassistas, temos que colocar uns antolhos e seguir as cavalgaduras do Bloco de Esquerda.

Segunda-feira, 9 Abril 2018

As propostas-de-lei da eutanásia: qualquer nazi ou comunista empedernido nega que os fundamentos do Direito sejam outros senão os da sua própria vontade

Filed under: Bloco de Esquerda,Esquerda,eutanásia,Maçonaria,Partido Socialista — O. Braga @ 11:45 am

 

Os totalitarismos modernos só foram possíveis com a absolutização do Direito Positivo. E a Esquerda sabe bem disso. E quando digo “Esquerda”, incluo nela o Partido Social Democrata do Rui Rio.

Entende-se por absolutização do Direito Positivo o desaparecimento dos fundamentos metajurídicos do Direito, ou seja, a obliteração do Direito Natural e o descrédito — na cultura antropológica — da axiomatização jusnaturalista.

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Os “fundamentos metajurídicos” são os princípios substanciais do Direito — por exemplo: a Razão, a Natureza, etc. —, que delimitam a vontade humana em um contexto da sua própria existência e da Realidade.

Em contraponto (aos fundamentos metajurídicos do Direito), a absolutização do Direito Positivo baseia-se na negação de todos os fundamentos metajurídicos em favor de um Direito que não tem outro fundamento senão a vontade humana, ou melhor dizendo, a vontade das elites de cada época que passa.

Por exemplo, quando a Isabel Moreira diz que “o Direito tem que ser antinatural” (a negação do jusnaturalismo e dos seus fundamentos metajurídicos, e a absolutização do Direito Positivo), o que ela faz não é outra coisa senão seguir as peugadas das “ideologias totalitárias” (passo a redundância) do século XX — do nazismo e/ou do comunismo.
Qualquer nazi ou comunista que se preze nega que os fundamentos do Direito sejam outros senão os da sua própria vontade.


As propostas-de-lei da eutanásia do Partido Socialista da Isabel Moreira, por um lado, e do Bloco de Esquerda, por outro lado, diferem apenas no seu aspecto formal e no processo de promulgação.

Na sua substância, ambos os projectos-de-lei baseiam-se no pressuposto de que não existe tal coisa como “fundamentos metajurídicos do Direito”, e que apenas e só a vontade arbitrária e discricionária das elites políticas (ou seja, da "Vontade Geral") deve ditar o Direito.

Ou seja, vivemos em plena ditadura (já com alguns “ameaços” totalitários), e a maioria do povo ainda não se deu conta disso — porque é uma pequeníssima minoria que impõe coercivamente (e de forma arbitrária e discricionária) à maioria da população uma mundividência que recusa a racionalidade substancial das leis e do Direito.

E essa minoria, por sua vez, é controlada por alguns poucos milhares de homens filiados na maçonaria; é neste contexto que Rui Rio foi autorizado (pela maçonaria que controla o seu partido político) a liderar temporariamente o Partido Social Democrata — porque é necessário que este partido não “faça ondas” em relação à legalização antidemocrática da eutanásia.


A perversidade da actual “elite” política é a de que impõe a sua vontade (arbitrária e discricionária) ao povo em nome da “dignidade humana” — assim como os nazis defenderam, por exemplo, a exterminação em massa dos judeus em nome da “dignidade do povo alemão”.

Os positivistas do Direito invocam sempre (no passado, como agora) a “dignidade humana” quando pretendem fazer esquecer os fundamentos metajurídicos do Direito, ou seja, quando pretendem erradicar o Direito Natural e reduzir o Direito à vontade exclusivista das luminárias do regime político vigente.

É neste contexto que a proposta-de-lei da Isabel Moreira (Partido Socialista) é mais coerente em relação ao formalismo do Direito Positivo (totalmente desnaturado de substância metajurídica), do que a proposta-de-lei do Bloco de Esquerda que, alegadamente, é “mais garantista”:

“Um dos pontos que suscitaram dúvidas na bancada do PS tem a ver com o procedimento para que seja autorizada a eutanásia. No texto redigido pelas duas deputadas, basta que dois médicos – o clínico que acompanha o doente e um especialista na doença de que padece – atestem que se trata de uma doença letal e incurável, concordando com a eutanásia, para que o paciente possa requerer este procedimento.

Ora, esse é um procedimento muito mais simplificado do que o que está previsto na proposta do Bloco de Esquerda. O texto bloquista prevê que sejam necessárias cinco autorizações para que o processo tenha luz verde”.

Aquilo que os me®dia chamam de “mais garantista” significa apenas “mais burocrático”.

O Bloco de Esquerda quer fazer passar a ideia segundo a qual “a legalidade é o fundamento da legitimidade”, através da expansão da burocracia que faz progredir a dominação legal sobre a população: com a filosofia política do Bloco de Esquerda (mas também com a do Partido Socialista), a racionalização do Direito e a racionalização das formas de dominação política aumentam através da separação do Direito e da ética; separação da forma jurídica e dos seus fundamentos, por um lado, e os seus fins substanciais, por outro lado.

Porém, a absolutização de um postulado ético substancial — por exemplo, a absolutização do postulado ético segundo o qual “a vida humana é inviolável, mesmo pelo próprio que a vive” — é inconciliável com o puro formalismo da ordem jurídica positivista (ver Max Weber), e, por isso, a racionalidade processual (formal) do Direito, por um lado, e por outro lado a racionalidade substancial do Direito, são dois pólos que se opõem e que são irreconciliáveis.

Ou seja: o “garantismo” da proposta-de-lei do Bloco de Esquerda é apenas formal, porque, em termos práticos, a proposta-de-lei nega a absolutização de um determinado postulado ético (metajurídico).

A probabilidade de que esse postulado ético seja colocado em causa na prática do nosso dia-a-dia aumenta exponencialmente, mesmo com todos esses “garantismos” formais. Por isso é que as propostas-de-lei da Esquerda colocam de facto em causa a dignidade humana (ao contrário do que a Esquerda defende!), quando criam propositadamente a ilusão na opinião pública de que o ser humano pode criar leis perfeitas em matéria de vida ou de morte.

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