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Segunda-feira, 6 Dezembro 2021

A coerência supina do José Pacheco Pereira

Filed under: eutanásia,José Pacheco Pereira,vacinas — O. Braga @ 9:50 pm
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Dito pelo José Pacheco Pereira na TSF, hoje (mutatis mutandis):

“Sou a favor da legalização da eutanásia a pedido, porque o cidadão é dono do seu corpo”.

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Mas quando se trata da sua (dele) defesa da vacinação obrigatória do COVID-19, o Pacheco já muda de ideias em relação à “propriedade do corpo”.

É desta merda que se faz a “intelectualidade” portuguesa.

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Terça-feira, 30 Novembro 2021

Na lei da eutanásia, não se trata de “incoerência de um texto reformulado à pressa”: é mesmo propositado!

Filed under: eutanásia — O. Braga @ 6:49 pm

«Para a Associação dos Médicos Católicos Portugueses (AMCP), os motivos apontados por Marcelo Rebelo de Sousa são prova da “incoerência de um texto reformulado à pressa”».

Médicos católicos agradecem veto da lei da eutanásia

eutanasia-velhariasÉ espantoso como ninguém diz o óbvio: a segunda versão da lei da eutanásia (que seguiu para o presidente da república para promulgação) foi alterada propositadamente; não se trata de “um texto reformulado à pressa”.

A segunda versão da lei da eutanásia proposta pela Esquerda (o PSD de Rui Rio também é de esquerda) é ambígua e plurivalente no que diz respeito às razões invocadas para a eutanásia — o que abre a porta ao suicídio administrado a pedido por razões puramente subjectivas.

Por exemplo, “doença incurável” pode ser um determinado tipo de enxaqueca.

“Doença grave” pode ser uma qualquer doença que dificulte (mas não impeça totalmente) a autonomia do individuo.

“Doença fatal” pode ser uma doença que mate daqui a 10 anos ou mais — por exemplo, conheci um caso de um indivíduo com esclerose lateral amiotrófica que viveu mais 15 anos após a identificação da doença.

Esta segunda versão da lei da eutanásia é propositada; a Esquerda pretende instituir a eutanásia a pedido, independentemente da natureza terminal de uma qualquer doença.

Trata-se da aliança entre a plutocracia globalista e os caciques nacionais (e regionais) de Esquerda: é preciso reduzir os custos sociais e hospitalares causados pelos mais fracos — trata-se de uma ideologia malthusiana e social-darwinista que é comum a uns e outros.


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Ele vetou a lei da eutanásia…

Filed under: Esquerda,esquerdalho,esquerdopatia,eutanásia — O. Braga @ 5:00 pm

maria amelia web

Sexta-feira, 26 Novembro 2021

Momento “Pacheco Pereira”: na Alemanha, só pode ser eutanasiado quem tiver a vacina COVID-19 em dia

Por um segundo, pensei estar a ler um artigo do José Pacheco Pereira na revista Sábado:

A associação alemã da eutanásia emitiu um comunicado informando que os doentes terminais que peçam a eutanásia terão que ter as vacinas COVID-19 em dia.

Ou seja, os doentes eutanasiados têm que morrer cheios de saúde. O Pacheco Pereira não diria melhor!

Vivemos em um tempo deslumbrante!

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Quinta-feira, 25 Março 2021

Os quatro golpes de misericórdia na república

Filed under: eutanásia,Isabel Moreira — O. Braga @ 5:02 pm

Vale a pena ler este texto assinado por José Ribeiro e Castro.

“Para passarem a lei [da eutanásia], PS e PSD esconderam dos programas eleitorais, em 2019, a intenção de o fazerem, levando os eleitores ao engano. Primeiro golpe na República.

A seguir, com 100 mil cidadãos a pedir referendo, rejeitaram-no. Segundo golpe na República.

Depois, aprovaram tudo à mistura com o maior pico da covid19, centenas de mortes por dia e em estado de emergência. Terceiro golpe na República.

Enfim, urdiram o plano imbatível: "Se o Tribunal Constitucional não vem até nós, subimos nós a vergar o tribunal." Quarto golpe na República, golpe fatal.”


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isabel-moreira-straightjacket-webO que eu acho estranho, actualmente, é o facto de a Esquerda mais radical apontar exemplos de funcionamento do sistema político americano como sendo paradigmas a seguir. Há alguma coisa de muito podre no reino da Dinamarca, perdão, nos Estados Unidos.

Depois, temos o problema do regime político actual, que é a convergência entre o Bloco de Esquerda (o Pureza, neste caso) e o Partido Socialista (Isabel Moreira).

Isabel Moreira é o meu ódio de estimação; só a imagem da criatura causa-me um revolutear estomacal. É mesmo nojo.

A aliança entre o Pureza (Bloco de Esquerda) e a Isabel Moreira (Partido Socialista) faz lembrar aqueles que, não conseguindo ganhar o jogo dentro do campo, tentam ganhar o jogo na secretaria; e ainda assim clamam que pretendem aldrabar as regras do jogo em nome das suas boas intenções e do puritanismo mais virtuoso.

Toda a gente sabe por que razão o Tribunal Constitucional não vê com bons olhos esta lei radical da eutanásia; o Tribunal Constitucional sabe perfeitamente que o que está em causa não é a tolerância em relação a excepções de pessoas em fase de doença terminal: o que está em causa é a normalização da barbaridade na nossa sociedade.

O que está em causa é a normalização de gente como a Isabel Moreira na política.

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Domingo, 30 Agosto 2020

A legalização da eutanásia vem mesmo a calhar

Filed under: Esquerda,esquerdalho,esquerdopatia,eutanásia — O. Braga @ 2:25 pm

No seguimento do morticínio geronte de Reguengos de Monsaraz, acabo por dar razão à Esquerda (incluindo o PSD de Rui Rio): é preciso tornar legal aquilo que o regime actual já faz ilegalmente: matar os velhos. E, por isso, urge legalizar a eutanásia.

É claro que a Esquerda diz a que “a eutanásia é voluntária”; claro que sim!, é “voluntariamente persuasiva”. É tudo uma questão de convencer os velhos a levar uma pica atrás da orelha, e pronto: temos o problema da “cobardia” do monhé Kosta resolvido. eutanasia-velharias

A Esquerda pretende legalizar a eutanásia porque o regime actual (socialista e maçónico) falhou escandalosamente. E em vez de se reconhecer o falhanço da ideologia vigente, elimina-se a realidade humana que a denuncia: a culpa é sempre das pessoas, e não das ideias do esquerdalho que (alegadamente) nunca estão erradas.

Sábado, 22 Agosto 2020

Desidério Murcho: a narrativa da “eutanásia para todos, em nome da liberdade”

O Desidério Murcho escreveu aqui uma coisa a favor da liberalização da eutanásia.

O tipo de argumentação é sempre o mesmo: vai-se buscar um ou dois exemplos extremos de casos que não sejam passíveis de tratamento médico ou de cuidados paliativos, para depois — em cima desses dois exemplos extraordinariamente raros mas cuidadosamente escolhidos — construir a narrativa da “eutanásia para todos em nome da liberdade”.

“É a constituição moral da sociedade que fixa, a cada momento, o contingente dos mortos voluntários.” → Durkheim

1/ Em primeiro lugar, o mais surpreendente é que o Desidério Murcho defenda a eutanásia aplicada pelo Estado; o Estado passa a aplicar a pena-de-morte alegadamente consentida.

Temos um caso, na Bélgica, de um multi-homicida condenado a pena de prisão perpétua que solicitou (voluntariamente!) a eutanásia; e parece que o Estado belga está aberto a matar um homem que tinha anteriormente condenado à prisão perpétua. Ou seja, as bases do próprio sistema judicial ocidental começam a vacilar.

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Sábado, 11 Julho 2020

A normalização da eutanásia: estamos a caminho da barbárie

Filed under: Esquerda,eutanásia,utilitarismo — O. Braga @ 1:08 pm

eutanasia-velhariasO ex-deputado do PSD Manuel Correia de Jesus faz aqui (ler em ficheiro PDF) uma síntese do que realmente se passa com relação às ditas “causas fracturantes”, e nomeadamente em relação à normalização jurídica e consuetudinária do aborto e da eutanásia.

Convém dizer que Manuel Correia de Jesus já não se enquadra ideologicamente no PSD de Rui Rio; a julgar pelo novo normativo ideológico deste novo PSD “apêndice do Partido Socialista”, o Manuel Correia de Jesus passou a ser da “extrema-direita”; e o Bloco de Esquerda diria que ele é “fassista”.


« Em artigo publicado no Jornal da Madeira, edição de 20 de Maio de 2005, escrevi o seguinte:

Sob a capa da despenalização do aborto e com base em argumentos e dados estatísticos falaciosos, Sócrates levou a cabo uma completa liberalização do aborto, transformando-o num verdadeiro expediente contraceptivo à custa do erário público. Prometeu que, na regulamentação da lei, seriam tomadas medidas com vista a evitar, sempre que possível, a interrupção da gravidez, nomeadamente através do estabelecimento de um período de reflexão devidamente acompanhado por um médico, mas nada disso foi consagrado em termos adequados e, na prática, o aborto tornou-se verdadeiramente livre, com todas as consequências aos níveis da defesa da vida, do preenchimento do nosso défice demográfico e da organização e custos do Serviço Nacional de Saúde”.

O processo de destruição de valores e princípios, de ataque à família tradicional e de reforço dos poderes do Estado e consequente fragilização da sociedade civil, tem-se inspirado na agenda fracturante do Bloco de Esquerda, perante a passividade amoral e o voto decisivo do Partido Socialista. Tudo isto tem sido feito menos por convicção que por tacticismo, em obediência às cartilhas ideológicas das esquerdas e por motivos conjunturais de mero interesse político.»


Faltou (a Manuel Correia de Jesus) referir a cumplicidade (os idiotas úteis) do PSD ao longo de todo este processo político de destruição da tradicional cultura antropológica portuguesa. Não é só o Partido Socialista que deve ser responsabilizado; o PSD também é co-responsável (como podemos ver a postura do Rui Rio em relação à normalização da eutanásia).

Manuel Correia de Jesus fala em “liberalização da eutanásia”; eu vou mais longe: o que está em jogo é a normalização da eutanásia — assim como o aborto já foi normalizado (na cultura antropológica) como um mero acto contraceptivo.

A argumentação de Manuel Correia de Jesus é de tal forma clara e racional, que eu duvido que uma pessoa com um QI médio não a possa apreender — mesmo que se trate do QI mediano de um deputado ao paralamento.

No processo político de normalização da eutanásia, o doente “deixará de ter opção entre a vida e a morte, e passará a sujeito passivo do direito potestativo da pessoa a quem cabe executar a eutanásia”. Acrescenta o Manuel Correia de Jesus: o doente, “em vez de um direito, passará a estar submetido a uma verdadeira sujeição, em sentido jurídico”.

O passo seguinte da normalização da eutanásia é a invocação de uma pretensa “liberdade” de solicitação da eutanásia por parte de pessoas que não estejam em uma situação de doença terminal.

Esta fase do processo de normalização virá a seguir à legalização da eutanásia terminal (como já acontece na Bélgica ou na Holanda), em que pessoas com problemas do foro psicológico terão a “liberdade” de pedir para ser assassinadas pelo Estado — cabe perguntar: ¿se as pessoas estão malucas, onde está a sua “liberdade” para pedir a eutanásia?


eutanasia-cadeiras

Esta classe política irá certamente pagar, com língua de palmo, o que anda a fazer. Convém que alguém se dê ao trabalho de tomar nota dos deputados que votaram a favor da normalização da eutanásia. Essa gente (ou os seus descendentes) terá que ser punida.

Sábado, 14 Março 2020

O radicalismo revolucionário de Rui Rio afasta o PSD do Poder

Filed under: eutanásia,PSD,Rui Rio — O. Braga @ 8:12 pm

«O PSD, Partido Social Democrata, tem como votantes, simpatizantes e militantes várias tendências. Personalistas, humanistas, liberais, populares e muitos Cristãos. O seu actual líder, Rui Rio, é um homem de rupturas, não agregador, que, em nosso entender, embora tenha ganho o partido, dificilmente ganhará parte significativa do país.

Tem todo o direito de ser agnóstico ou ateu mas terá de respeitar todos aqueles que, não sendo como ele, são Cristãos.

Na questão da eutanásia tomou partido semelhante aos radicais de políticas fracturantes da sociedade. Não respeitou as deliberações do último congresso do seu partido, não quis e não quer esclarecer o povo, não quer um referendo para ouvir os portugueses e, possivelmente, quer impor a eutanásia à força

Rui Rio e a Eutanásia

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Segunda-feira, 2 Março 2020

A vida humana, enquanto fenómeno biológico, não pode estar sujeita a interpretações filosóficas por parte dos médicos

Filed under: eutanásia,Peter Singer,utilitarismo — O. Braga @ 4:31 pm

Temos aqui um texto no Observador assinado por uma menina de seu nome Mar Mateus da Costa — se ela fosse estrábica, seria Marissol: teria um olho no Mar e o outro no Sol; mas o estrabismo da Mar é ideológico: através da ambiguidade e da ambivalência no que diz respeito à eutanásia, a Mar acaba por ceder à permissividade em relação ao irracional. Ela não é Marissol de nome, mas é uma Marissol mental.

Tem-se feito tudo para se justificar a irracionalidade da eutanásia patrocinada e perpetrada pelo Estado, ao mesmo tempo que se iliba o Estado de responsabilidades nos cuidados paliativos.

Há um trecho do texto da Marissol que salta à vista:

«A Constituição atesta a inviolabilidade da vida humana, pelo que a Assembleia da República, ao aprovar os projectos-de-lei dos demais partidos, separou claramente o conceito de vida humana do conceito de meramente estar vivo. Se aceitarmos esta separação, somos também forçados a aceitá-la na formulação de Genebra. Quer então isto dizer, por hipótese, que se um médico não se declarar objector de consciência, não estará a violar o juramento que fez no início de carreira. Naturalmente, caso se declare o problema não se aplica.»

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Quinta-feira, 20 Fevereiro 2020

António Costa e Rui Rio irão pagar muito caro o que estão a fazer a Portugal

Filed under: Bloco de Esquerda,Esquerda,esquerdalho,esquerdopatia,eutanásia — O. Braga @ 4:56 pm

Aconselho a leitura de dois artigos:


Durante duas décadas, a Esquerda (incluindo o PSD, e a cobardia do CDS) defendeu uma política anti-natalidade em Portugal.

Os anticoncepcionais e o aborto passaram a ser grátis e pagos pelo Estado. As mães solteiras passaram a pagar menos impostos do que as mães casadas. O apoio do Estado às famílias numerosas praticamente desapareceu.

Toda a política da Esquerda, nas últimas duas décadas, foi contra a família natural.

Agora chegou o tempo de colher os frutos do niilismo político esquerdista.

Com uma população envelhecida — com pouca gente jovem —, a Esquerda recorre à eutanásia dos velhos para tentar remendar o mal que fez, mas adoptando um outro mal ainda pior.

Esta gente vai ter que pagar isto com língua de palmo.

Quarta-feira, 19 Fevereiro 2020

Para o idiota JCD, nada se altera com os factos

Eu tenho imensa dificuldade em entender um idiota, porque a sua idiossincrasia escapa a qualquer categorização ou generalização. Cada idiota é um caso único; o idiota é a expressão de um nominalismo total.

Porém, há um mínimo múltiplo comum dos idiotas: a capacidade coriácea de auto-imunização em relação à experiência.

Um indivíduo que se diz “libertário de Direita” e, simultaneamente, defende a ideia segundo a qual o Estado deve matar gente em hospitais estatais (alegadamente “a pedido”), é um perfeito idiota.

E quando esse indivíduo é imune a qualquer tipo de experiências nas áreas que aborda (fazendo de conta que a sua visão das coisas não tem precedentes nem antecedentes), estamos em presença de um idiota perigoso, isto é, de um estúpido.

Segundo Cipolla, «o estúpido é a pessoa mais perigosa que existe.»

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