perspectivas

Quinta-feira, 9 Junho 2022

O Utilitarismo Dialéctico, utilizado na normalização da eutanásia e na cultura da morte

Filed under: aborto,eutanásia,utilitarismo — O. Braga @ 12:51 pm
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“A legislação para a eutanásia ainda não foi aprovada em Portugal, o que leva a que muitos portugueses com doenças terminais ou incapacidades permanentes viajem para outros países para pôr termo à vida. É o caso da Suíça.”

Portanto, “oito cidadãos portugueses que se suicidaram na Suíça” = “muitos portugueses com doenças terminais ou incapacidades permanentes viajem para outros países para pôr termo à vida”.

“Oito portugueses = muitos portugueses”.


Este argumento — o do absolutismo da irrevogabilidade dos direitos do indivíduo, que faz dos direitos do indivíduo uma política em si mesma — está ligado a um dos dois braços da dialéctica do utilitarismo: a proposição positiva, que diz que os homens devem ser considerados como indivíduos egoístas, calculadores e racionais, e que tudo deve ser pensado e elaborado a partir do seu ponto de vista.

Esta proposição positiva é seguida, no caso da normalização da eutanásia, pelo partido IL (Iniciativa Liberal), e pela facção de Rui Rio no PSD (incluindo o José Pacheco Pereira); mas também por utilitaristas ditos “de Esquerda”, como por exemplo Isabel Moreira e a maior parte do Partido Socialista. (more…)

Quinta-feira, 2 Junho 2022

A “liberdade de escolha” da eutanásia, mas a prostituição já não tem direito a “liberdade”

Filed under: eutanásia,prostituição — O. Braga @ 9:38 am

Gostaria de saber a opinião pessoal dos seguintes políticos acerca da “legalização” da prostituição:

  • José Pacheco Pereira
  • Isabel Moreira
  • Catarina Martins
  • José Manuel Pureza
  • João Cotrim de Figueiredo
  • António “monhé” Costa
  • Rui Rio

Eu gostaria de saber, mas nunca ouvirei essas opiniões pessoais: o segredo é a alma do negócio; e o silêncio mantém a coerência forçada de quem defende a “liberdade de escolha” em relação à eutanásia.


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Sexta-feira, 27 Maio 2022

Eis por que o CHEGA teve sucesso (até agora)

Filed under: Assunção Cristas,CDS,eutanásia,Isabel Moreira — O. Braga @ 11:47 pm
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José Ribeiro e Castro escreveu um artigo acerca da tentativa do Partido Socialista da Isabel Moreira em controlar o Tribunal Constitucional.

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A grande diferença entre a Esquerda a que pertence a Isabel Moreira, por um lado, e a Direita da Assunção Cristas e do José Ribeiro e Castro, por outro lado, é a de que a Esquerda da Isabel Moreira diz pública- e claramente ao que vem: não esconde que pretende censurar opiniões diferentes, sobre matérias ditas “fracturantes”. A Isabel Moreira joga abertamente ao ataque.

Em contraponto, José Ribeiro e Castro joga à defesa: coloca a sua posição ideológica barricada, por detrás dos putativos “direitos” exarados na Constituição — “direitos”, esses, em relação aos quais a Isabel Moreira está-se borrifando.

Para a Isabel Moreira, os direitos individuais consagrados na Constituição só são válidos se jogarem a favor das suas (dela) posições ideológicas. Não sendo esse o caso, ela está-se cagando para os “direitos”.

Uma das razões — senão a principal — por que o CDS desapareceu, foi esta estratégia política titubeante, polida, educadinha e tíbia (exemplificada pelas atitudes políticas de Assunção Cristas) de jogar sistematicamente à defesa: a Isabel Moreira atacava-a nas redes sociais, e a Assunção Cristas pedia desculpa nos me®dia.

A estratégia da Direita não pode ser defensiva, politicamente correcta, educadinha: a Isabel Moreira tem muito pouco de “educada”. A Isabel Moreira tem que ser confrontada com a crueza estramontada que caracteriza as suas próprias atitudes.

Quid Pro Quo.

Quinta-feira, 19 Maio 2022

¿Por que razão a Isabel Moreira defende a legalização da eutanásia?

isabel-moreira-bw-nome-400-webOs partidos políticos que defendem clara- e abertamente a legalização da eutanásia são: o Bloco de Esquerda, o Partido Socialista, o PAN – Pessoas-Animais-Natureza, o IL (Iniciativa Liberal).

A deputada socialista Isabel Moreira é talvez a mais notória defensora da legalização da eutanásia.

A eutanásia já foi legalizada, por exemplo, na Suíça, na Holanda, na Bélgica e no Canadá. No início do processo de legalização, foi sempre invocada a liberdade do indivíduo optar pela morte se estiver numa situação de doença “fatal” (terminologia da Isabel Moreira) e terminal.

Porém, com o decorrer do tempo, a eutanásia no Canadá já passou a ser concedida pelo Estado independentemente do estado terminal ou “fatal” de uma doença.

No Canadá, a mais recente reforma da lei da eutanásia prevê que uma pessoa possa pedir ao Estado a gratuitidade do suicídio assistido se essa pessoa for pobre, ou desempregada, ou sem-abrigosem que essa pessoa sofra de qualquer doença “fatal” e terminal. E, a partir de Março de 2023, qualquer pessoa que alegue sofrer de uma depressão psicológica pode pedir ao Estado o suicídio assistido gratuito.


O processo de desumanização social através da eutanásia é progressivo (e progressista).


A legalização da eutanásia, defendida pela Isabel Moreira, pretende que a “evolução da opinião pública” faça “evoluir” a lei no sentido de:

  1. normalizar (na cultura antropológica) o suicídio medicamente assistido, independentemente da existência de uma qualquer doença;
  2. normalizar o eugenismo (por exemplo, com a eutanásia de crianças deficientes), por um lado, e normalizar o darwinismo social utilitarista que elimina os mais fracos (por exemplo, os mais velhos, os sem-abrigo, os pobres, os doentes, etc.), por outro lado.

“Em política, o que parece, é!” (António de Oliveira Salazar) E parece ser isto o que a Isabel Moreira defende com a legalização da eutanásia.

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Adenda:
Num dos seus livros, Karl Popper explicou o conceito de “evolução da opinião pública”: quando as elites (ruling class) pretendem impôr ao povo uma determinada mundividência esdrúxula e/ou revolucionária, conseguem passar legislação apostando na “evolução da opinião pública” através da sonegação de informação (sub-informação), da propaganda carregada de emoção (pseudo-informação), e através da injecção de doses massivas de informação que causem uma dissonância cognitiva generalizada na população, dando origem a uma espiral do silêncio.

Terça-feira, 1 Fevereiro 2022

Em Espanha, o negócio da eutanásia já vai de vento em popa

Filed under: Espanha,eutanásia,socialismo — O. Braga @ 9:10 am

A eutanásia em Espanha foi normalizada no ano passado, mas o negócio do tráfico legalizado de órgãos humanos já começa a mexer. Não há nada como a legalização da eutanásia para dinamizar a economia espanhola (que está no charco), e pôr o PIB a crescer.

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E nem de propósito: uma conselheira socialista na área da economia, e autarca na zona de Madrid, escreveu seguinte no Twitter:

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“A economia espanhola cresceu uns 5%, mas não nos esqueçamos que partíamos de -10%. Ora isto leva a um crescimento económico de 15%, o que é algo histórico.”

O socialismo também é isto: aproveitamento da eutanásia para negócios de órgãos humanos, e teoria económica que faria corar de vergonha um aluno do ensino secundário.

Terça-feira, 28 Dezembro 2021

Bilderberg, "World Economic Forum", o Grupo dos Trezentos, Klaus Schwab, a eutanásia e Jacques Attali

Filed under: Bilderberg,eutanásia,Globalismo — O. Braga @ 10:13 am

Os “fact-checkers”, que fazem parte dos me®dia controlados e submetidos pela plutocracia globalista, dizem que a seguinte citação de Jacques Attali é falsa; porém, esses “fact-checkers” enganam-se no título do livro de Attali de onde é retirada citação: os “fact-checkers” dizem que a “falsa citação” diz respeito ao livro de Attali intitulado “Verbatim” — o que é falso!

O verdadeiro título do livro de Attali (de onde se extrai essa citação) é o “The Future of Life”, publicado pelo jovem Attali em 1981 (tinha 38 anos), livro esse que já não consta da lista bibliográfica de Attali (foi retirado, não só do mercado, mas também da lista de autoria). Neste livro, de 1981, Attali publica uma série de entrevistas com Michel Salomon, e foi publicado pela editora francesa “Éditions Seghers” dentro de uma colecção com o nome de “Les Visages de L’Avenir”.

Jaques Attali é um judeu de ascendência sefardita, por um lado, e um Bilderberger, por outro lado. Só dentro destas duas condicionantes pessoais conseguiu ele o renome mundial que tem — porque, em boa verdade, Attali é um personagem vulgar: não há nada de excepcional nas ideias de Attali excepto a sua condição de judeu membro do Grupo dos Trezentos, e membro da estrutura nuclear do grupo maçónico de Bilderberg.


«O futuro terá como missão encontrar formas de reduzir a população [mundial]. Começamos com os mais velhos, porque logo que estes passem os 60/65 anos, tendem a viver mais tempo do que produzem, e isso tem custos elevados para a sociedade.

Depois, os mais fracos, e os inúteis que não contribuem para a sociedade porque haverá tendencialmente cada vez mais gente dentro destas categorias; e, seguem-se, depois, os estúpidos. Estes grupos deverão ser alvo de eutanásia, que deverá ser um utensílio essencial nas sociedades do futuro, e em todos os casos.

É claro que não poderemos executar gente, ou construir campos de concentração. Essa gente será eliminada acreditando que é para o seu próprio bem. O excesso de população e a existência de gente inútil têm um enorme custo económico. Do ponto de vista social, também, é muito melhor que a máquina humana tenha um fim abrupto do que ir-se deteriorando gradualmente.»

“The Future of Life” (1981), Jacques Attali, Interviews with Michel Salomon, Les Visages de L’Avenir Collection, Éditions Seghers.

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Segunda-feira, 6 Dezembro 2021

A coerência supina do José Pacheco Pereira

Filed under: eutanásia,José Pacheco Pereira,vacinas — O. Braga @ 9:50 pm
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Dito pelo José Pacheco Pereira na TSF, hoje (mutatis mutandis):

“Sou a favor da legalização da eutanásia a pedido, porque o cidadão é dono do seu corpo”.

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Mas quando se trata da sua (dele) defesa da vacinação obrigatória do COVID-19, o Pacheco já muda de ideias em relação à “propriedade do corpo”.

É desta merda que se faz a “intelectualidade” portuguesa.

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Terça-feira, 30 Novembro 2021

Na lei da eutanásia, não se trata de “incoerência de um texto reformulado à pressa”: é mesmo propositado!

Filed under: eutanásia — O. Braga @ 6:49 pm

«Para a Associação dos Médicos Católicos Portugueses (AMCP), os motivos apontados por Marcelo Rebelo de Sousa são prova da “incoerência de um texto reformulado à pressa”».

Médicos católicos agradecem veto da lei da eutanásia

eutanasia-velhariasÉ espantoso como ninguém diz o óbvio: a segunda versão da lei da eutanásia (que seguiu para o presidente da república para promulgação) foi alterada propositadamente; não se trata de “um texto reformulado à pressa”.

A segunda versão da lei da eutanásia proposta pela Esquerda (o PSD de Rui Rio também é de esquerda) é ambígua e plurivalente no que diz respeito às razões invocadas para a eutanásia — o que abre a porta ao suicídio administrado a pedido por razões puramente subjectivas.

Por exemplo, “doença incurável” pode ser um determinado tipo de enxaqueca.

“Doença grave” pode ser uma qualquer doença que dificulte (mas não impeça totalmente) a autonomia do individuo.

“Doença fatal” pode ser uma doença que mate daqui a 10 anos ou mais — por exemplo, conheci um caso de um indivíduo com esclerose lateral amiotrófica que viveu mais 15 anos após a identificação da doença.

Esta segunda versão da lei da eutanásia é propositada; a Esquerda pretende instituir a eutanásia a pedido, independentemente da natureza terminal de uma qualquer doença.

Trata-se da aliança entre a plutocracia globalista e os caciques nacionais (e regionais) de Esquerda: é preciso reduzir os custos sociais e hospitalares causados pelos mais fracos — trata-se de uma ideologia malthusiana e social-darwinista que é comum a uns e outros.


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Ele vetou a lei da eutanásia…

Filed under: Esquerda,esquerdalho,esquerdopatia,eutanásia — O. Braga @ 5:00 pm

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Sexta-feira, 26 Novembro 2021

Momento “Pacheco Pereira”: na Alemanha, só pode ser eutanasiado quem tiver a vacina COVID-19 em dia

Por um segundo, pensei estar a ler um artigo do José Pacheco Pereira na revista Sábado:

A associação alemã da eutanásia emitiu um comunicado informando que os doentes terminais que peçam a eutanásia terão que ter as vacinas COVID-19 em dia.

Ou seja, os doentes eutanasiados têm que morrer cheios de saúde. O Pacheco Pereira não diria melhor!

Vivemos em um tempo deslumbrante!

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Quinta-feira, 25 Março 2021

Os quatro golpes de misericórdia na república

Filed under: eutanásia,Isabel Moreira — O. Braga @ 5:02 pm

Vale a pena ler este texto assinado por José Ribeiro e Castro.

“Para passarem a lei [da eutanásia], PS e PSD esconderam dos programas eleitorais, em 2019, a intenção de o fazerem, levando os eleitores ao engano. Primeiro golpe na República.

A seguir, com 100 mil cidadãos a pedir referendo, rejeitaram-no. Segundo golpe na República.

Depois, aprovaram tudo à mistura com o maior pico da covid19, centenas de mortes por dia e em estado de emergência. Terceiro golpe na República.

Enfim, urdiram o plano imbatível: "Se o Tribunal Constitucional não vem até nós, subimos nós a vergar o tribunal." Quarto golpe na República, golpe fatal.”


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isabel-moreira-straightjacket-webO que eu acho estranho, actualmente, é o facto de a Esquerda mais radical apontar exemplos de funcionamento do sistema político americano como sendo paradigmas a seguir. Há alguma coisa de muito podre no reino da Dinamarca, perdão, nos Estados Unidos.

Depois, temos o problema do regime político actual, que é a convergência entre o Bloco de Esquerda (o Pureza, neste caso) e o Partido Socialista (Isabel Moreira).

Isabel Moreira é o meu ódio de estimação; só a imagem da criatura causa-me um revolutear estomacal. É mesmo nojo.

A aliança entre o Pureza (Bloco de Esquerda) e a Isabel Moreira (Partido Socialista) faz lembrar aqueles que, não conseguindo ganhar o jogo dentro do campo, tentam ganhar o jogo na secretaria; e ainda assim clamam que pretendem aldrabar as regras do jogo em nome das suas boas intenções e do puritanismo mais virtuoso.

Toda a gente sabe por que razão o Tribunal Constitucional não vê com bons olhos esta lei radical da eutanásia; o Tribunal Constitucional sabe perfeitamente que o que está em causa não é a tolerância em relação a excepções de pessoas em fase de doença terminal: o que está em causa é a normalização da barbaridade na nossa sociedade.

O que está em causa é a normalização de gente como a Isabel Moreira na política.

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Domingo, 30 Agosto 2020

A legalização da eutanásia vem mesmo a calhar

Filed under: Esquerda,esquerdalho,esquerdopatia,eutanásia — O. Braga @ 2:25 pm

No seguimento do morticínio geronte de Reguengos de Monsaraz, acabo por dar razão à Esquerda (incluindo o PSD de Rui Rio): é preciso tornar legal aquilo que o regime actual já faz ilegalmente: matar os velhos. E, por isso, urge legalizar a eutanásia.

É claro que a Esquerda diz a que “a eutanásia é voluntária”; claro que sim!, é “voluntariamente persuasiva”. É tudo uma questão de convencer os velhos a levar uma pica atrás da orelha, e pronto: temos o problema da “cobardia” do monhé Kosta resolvido. eutanasia-velharias

A Esquerda pretende legalizar a eutanásia porque o regime actual (socialista e maçónico) falhou escandalosamente. E em vez de se reconhecer o falhanço da ideologia vigente, elimina-se a realidade humana que a denuncia: a culpa é sempre das pessoas, e não das ideias do esquerdalho que (alegadamente) nunca estão erradas.

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