perspectivas

Quinta-feira, 21 Agosto 2014

Os “humanistas” são desumanos

Filed under: ética — orlando braga @ 8:30 am
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Duas notícias em dois dias: Peter Singer defende a ideia segundo a qual os condenados a prisão perpétua deveriam ter direito a escolher a eutanásia; Richard Dawkins defende a ideia de que “quem não aborta uma criança com síndroma de Down é imoral”.

O leitor poderá questionar-se: “¿e que importância tem isso? Ninguém lhes dá atenção!”. Porém, é bom recordar que dois malucos do século XIX tiveram ideias esquisitas e que aparentemente ninguém lhes deu atenção, mas que foram responsáveis morais pela morte de muitas dezenas de milhões de seres humanos: Karl Marx e Nietzsche.

lifeDizer a um condenado a prisão perpétua que ele tem a opção da eutanásia, e dada a situação em que ele se encontra, não é só sugerir-lhe a eutanásia: é induzi-la psicologicamente. Um condenado a prisão perpétua nunca está em uma situação de autêntica liberdade para escolher a eutanásia. Por isso, a sugestão da eutanásia a um condenado a prisão perpétua é uma indução psicológica directa para que ele escolha morrer. No fundo, Peter Singer sugere uma pena-de-morte “à la carte”, que tornaria possível que o sistema jurídico e prisional reintroduzisse a pena-de-morte pela porta do cavalo.

Por outro lado, muitos condenados a prisão perpétua — por exemplo, nos Estados Unidos — saem da prisão após umas dezenas de anos, ou por motivos de saúde, ou por bom comportamento, ou porque estão já muito velhos. Portanto, não é liquido que uma pessoa condenada a prisão perpétua ficará necessariamente toda a vida na prisão.

Na linha de Peter Singer, Richard Dawkins inverte os princípios e os valores da ética: diz ele que quem não aborta uma criança com síndroma de Down, é imoral. Ou seja: quem mata é moral, quem não mata é imoral.

Assim como não se pode provar que Karl Marx e/ou Nietzsche desejaram a morte de dezenas de milhões de pessoas no século XX, também não poderemos provar que Richard Dawkins desejou que o princípio que ele defende hoje seja o esteio de uma futura política eugenista agressiva, que abranja não só as crianças com síndroma de Down, mas que também pretenda eliminar qualquer outra característica humana segundo a moda da época.

“Se a vida não é um continuum, da concepção à morte natural, então segue-se que todos nós somos vítimas potenciais se cairmos na desgraça de não agradarmos à elite que nos controla”John Calvin Thomas

Sexta-feira, 15 Agosto 2014

O cientista entendido como super-homem, e a ciência como sobrenatural

Filed under: ética,Ciência — orlando braga @ 11:56 am
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Como é sabido, a ciência parte do princípio de que se corrige a si mesma. Mas, paradoxalmente, este princípio de auto-correcção da ciência conduziu hoje à ideia de que a ciência não erra — porque se ela se auto-corrige, os erros são apenas incidentes menores no percurso que legitima a ideia imanente de “perfeição da ciência”.

O cientista é hoje concebido como uma espécie de super-homem cujos “super-erros” apenas legitimam a sua supra-naturalidade — porque os erros do “cientista super-homem” têm uma importância menor, assim como erros do deus grego Zeus não lhe retiravam a divindade mas antes catapultavam o estatuto do erro divino para uma dimensão sobrenatural. Hoje, a ciência é um mito e os cientistas fazem parte de um panteão.


madre-teresa-de-calcutaLemos aqui uma história verdadeira de uma mulher italiana que desejava engravidar por intermédio de inseminação artificial (vulgarmente chamada de “IVF”). Porém, aconteceu um erro humano: houve uma troca de embriões na clínica de fertilização, e foram-lhe implantados os embriões de um outro casal que também estava à procura de uma gravidez.

Naturalmente que a referida mulher, grávida de gémeos, diz que os filhos são seus porque é ela que está grávida e é ela que vai parir as crianças. Já o casal “proprietário” dos embriões diz que os filhos são seus, porque os genes das crianças estão relacionados com o casal.

Gerou-se uma guerra jurídica entre a mulher e o casal, mas ninguém colocou em causa a possibilidade de erro científico e/ou técnico. Ninguém critica o procedimento da IVF. A ciência tornou-se sobrenatural e, por isso, isenta de erros. Os erros da ciência transformaram-se em uma espécie de “necessidade” isenta de qualquer contingência — e, como tal, não são considerados erros humanos propriamente ditos.

Espantosa foi a solução para o problema apresentada pela bio-ética italiana: a mulher e o casal, em conjunto, devem participar na criação e educação das crianças!

Em vez de tentar remediar um erro humano, a bio-ética justifica o erro técnico-científico “sobrenatural” criando um problema maior. Em nenhum momento a IVF é colocada em causa: em vez disso, “empurra-se o problema com a barriga” e complica-se ainda mais aquilo que seria relativamente simples de resolver: se não podem ter filhos, adoptem crianças!

Sábado, 9 Agosto 2014

O raciocínio do ateu Ludwig Krippahl acerca da família e da adopção de crianças por pares de invertidos

 

Já algum tempo que não ia ao Icerocket e hoje vi isto. O ateu Ludwig Krippahl, mais uma vez e conforme a tradição dos ateus (porque os ateus também têm tradição!, como toda a gente), pede para “ser debatido”. Vamos lá fazer-lhe a vontade… porque isto até me dá um certo gozo.

“Seguindo a ordem do Orlando, começo por Paulo Otero, professor catedrático de direito constitucional. Alegou ser uma questão importante a de se o legislador deve favorecer a reprodução medicamente assistida ou a adopção. Não vejo o que o legislador tenha que ver com isso. Umas pessoas preferirão uma, outras a outra, e o papel do legislador será apenas respeitar a escolha.”

Respeitar a escolha”. Aqui, faz-se o apelo ao livre arbítrio (já lá iremos).

A lei é vista (pelo Ludwig Krippahl) de tal forma que o Código Civil poderia ocupar uma biblioteca inteira, se cada “escolha” de cada cidadão passasse a ser “respeitada” por lei. Segundo o ateu Ludwig Krippahl, a lei não é geral: pelo contrário, cada facto pode determinar uma lei que serve para “acomodá-lo”. Ora, todas as escolas filosóficas — sérias, porque o ateísmo não é nem sério nem filosófico porque qualquer negação de uma metafísica volta a ser, ela própria, uma metafísica — estão de acordo com a ideia segundo a qual os factos não criam normas, embora as normas possam criar factos. Mas o Ludwig Krippahl pensa ao contrário: segundo ele, os factos criam normas.

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Sexta-feira, 1 Agosto 2014

O discurso soviético do neoliberalismo português

 

É necessário um inimigo externo para justificar as enormidades internas. O neoliberalismo português — de Passos Coelho e companhia — necessita do Partido Socialista para se auto-justificar; diaboliza o inimigo externo mas não se enxerga a si próprio. E depois diz que ninguém foi capaz de definir “neoliberalismo” com um mínimo de seriedade e precisão — da mesma forma que os ideólogos de género dizem que “a ideologia de género não existe e que é uma invenção dos reaccionários conservadores”.

É claro que existe uma noção de “neoliberalismo” que se contrapõe à de “liberalismo económico”. O neoliberalismo é uma doutrina que já se fechou em dogma, ao passo que o liberalismo económico é uma teoria aberta à discussão.

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A irresponsabilidade do Partido Social Democrata na questão das "barriga de aluguer"

 

A Esquerda Cultural portuguesa (Partido Social Democrata, Partido Socialista, Bloco de Esquerda e Partido Comunista) pretende abrir em Portugal uma caixa-de-pandora com a lei da “barriga de aluguer” que o Partido Social Democrata se prepara para apresentar no parlamento. Já não chega a questão da adopção de crianças por pares de invertidos: o Partido Social Democrata quer ir mais longe: permitir por lei o negócio sórdido da “barriga de aluguer”.

Patthraramon JanbuaA propósito, lemos aqui uma história de um casal australiano que “alugou uma barriga” de uma mulher tailandesa de 21 anos de seu nome Patthraramon Janbua. Os australianos verificaram que Patthraramon estava grávida de gémeos (um menino e uma menina), e que o menino sofria de síndroma de Down. ¿E o que fizeram os australianos? Ficaram com a menina e deixaram o menino deficiente entregue à mãe “barriga de aluguer”.

Porém, durante a gravidez, os australianos exigiram que Patthraramon abortasse as duas crianças — porque uma delas era deficiente, ao que a mãe “barriga de aluguer” recusou por ser budista.

É isto que o Partido Social Democrata pretende ver em Portugal, ao abrir a porta às “barriga de aluguer”.

Depois de Boisguilbert e Adam Smith, só nos resta hoje a entropia do capitalismo (por culpa própria)

 

Eu escrevi um verbete com o título “A expansão da “ideologia de mercado” tem que ser travada”; mas isso não significa que eu seja contra o capitalismo e/ou contra o mercado. Pelo contrário, sou a favor do verdadeiro capitalismo, que não é o actual.

Olhemos para o exemplo da Hungria, que é um país capitalista que tem um imposto único e universal (IRS) de 16%, e tem a palavra “Deus” inscrita na sua Constituição.

O leitor Horta Nobre deixou o seguinte comentário no referido verbete: “Talvez os fisiocratas nos possam dar uma ajudinha”.

Vamos ver (como diz o cego): aquilo que se convencionou chamar hoje de “neoliberalismo” já não é o liberalismo de Boisguilbert, dos fisiocratas (por exemplo, Quesnay) e de Adam Smith (por ordem cronológica de evolução ideológica). Vou transcrever a tradução de um trecho de Boisguilbert (“Dissertation de la nature des richesses de l’argent et des tributs” – 1707, pág. 986):

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Segunda-feira, 14 Julho 2014

Um livro que deveria ser editado em português: “As Minhas Origens: Um Assunto de Estado”

Filed under: ética — orlando braga @ 11:53 am
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“Mettre un visage sur son géniteur. Audrey Kermalvezen devait déjà le désirer très fort lorsqu’elle s’est, “par hasard”, orientée vers le droit de la bioéthique. À cette époque, la jeune femme ignorait encore qu’elle avait été conçue par insémination avec donneur de sperme anonyme. Depuis qu’elle a appris la “vérité” sur son mode de conception, il y a un peu plus de quatre ans, Audrey bouillonne, décortique les textes, multiplie les recours judiciaires et les actions militantes en faveur d’une réforme législative. Connaître son origine est devenu pour elle une “affaire d’État”, titre de son livre publié le 7 mai*.”

Accès aux origines : “Ce n’est pas un chromosome qui fait le père”

Audrey Kermalvezen

Os da “Direita liberal” são os “idiotas úteis” da Esquerda

 

A convergência de posições da Esquerda e da chamada “Direita liberal”, no que diz respeito à legalização das “barriga de aluguer” (por exemplo, e entre outras posições), decorre da adopção de uma ética utilitarista (utilitarismo), ou daquilo a que Karl Marx chamava de “moral de merceeiro inglês”. E até o actual Partido Comunista já adopta a “moral de merceeiro inglês”!.

O utilitarismo, à Direita, é o de Stuart Mill: incoerente e contraditório; à Esquerda, é o utilitarismo de Bentham: um instrumento de minagem de uma ordem cultural.

O utilitarismo é sempre, nos dois casos, baseado no darwinismo: não é por acaso que Peter Singer tenha proposto que a Esquerda abandonasse provisoriamente o marxismo (“metesse o marxismo na gaveta”) e adoptasse Darwin. Portanto, tanto na Esquerda como na dita “Direita liberal”, o utilitarismo manifesta-se através de uma qualquer forma de darwinismo social. E a “barriga de aluguer” é uma forma de darwinismo social.

Afirmar que a “barriga de aluguer” será gratuita (não será um negócio), é uma falácia que nos insulta a inteligência. Por exemplo, primeiro começaram com as uniões civis gays; depois exigiram o “casamento” gay sem a adopção de crianças; depois disseram-nos que o casamento, segundo a Constituição, implica necessariamente a adopção de crianças; e agora dizem-mos que as “barriga de aluguer” não podem ser um negócio até que “a realidade exija que o negócio seja regularizado”.

Se compreendermos isto, não acharemos nada de estranho no que se relata neste texto.

Sábado, 12 Julho 2014

O professor Rolando Almeida anda a enganar os seus alunos

Filed under: aborto,ética,educação — orlando braga @ 7:17 pm
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O professor de filosofia do Ensino Secundário, Rolando Almeida, tem um Manual de Filosofia publicado com o título “Como pensar tudo isto? Filosofia 11ºano”. No referido manual, Rolando Almeida aborda a problemática ética do aborto, e na página 239 (ver aqui em ficheiro PDF), serve-se do argumento falacioso da americana Judith Jarvis Thompson que compara a situação do feto humano ao de um parasita. Cito:

«Vou pedir ao leitor que imagine o seguinte. De manhã acorda e descobre que está numa cama adjacente à de um violinista inconsciente — um violinista inconsciente famoso. Descobriu-se que ele sofre de uma doença renal fatal. A Sociedade dos Melómanos investigou todos os registos médicos disponíveis e descobriu que só o leitor possui o tipo apropriado para ajudar. Por esta razão, os melómanos raptaram-no, e na noite passada o sistema circulatório do violinista foi ligado ao seu, de maneira a que os seus rins possam ser usados para purificar o sangue de ambos. O director do hospital diz-lhe agora: “Olhe, lamento que a Sociedade dos Melómanos lhe tenha feito isto — nunca o teríamos permitido se estivéssemos a par do caso. Mas eles puseram-no nesta situação e o violinista está ligado a si”.»


É desta a forma que o professor de filosofia Rolando Almeida apresenta, aos seus alunos, a posição a favor do aborto: desligar o violinista do corpo do leitor (utilizo aqui o termo “pessoa”) é justificável moralmente mesmo que ele morra, porque manter a ligação ao violinista é apenas um acto voluntário e não necessário do ponto de vista moral. Seguindo esta analogia, o professor Rolando Almeida pretende assim apresentar aos seus alunos a posição abortista segundo a qual a decisão de manter a gravidez é apenas um acto voluntário e não necessário moralmente. (more…)

Sexta-feira, 11 Julho 2014

A eutanásia transforma o médico em um carrasco

Filed under: ética — orlando braga @ 12:59 pm
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eutanasia medico web

Quinta-feira, 10 Julho 2014

A trapalhada argumentativa do Rolando Almeida

 

Vindo de um professor “encartado” de filosofia, este verbete consegue surpreender-me; e quanto mais leio textos de professores “encartados” de filosofia, mais valor dou ao senso-comum.

Quando se diz (no referido verbete), por exemplo, que existiu uma intencionalidade, da minha parte, em ganhar “share no Google” ao escrever este meu verbete, essa opinião é inqualificável senão à luz de um cinismo de um interlocutor que me pergunta:

“¿O que é que tu pretendes ganhar com a tua posição ideológica?”

— como se toda a opinião tivesse uma motivação utilitarista. Como escreveu o poeta Óscar Wilde, ele há gente que conhece o preço de tudo e desconhece o valor do que quer que seja.

Este blogue não precisa do Rolando Almeida para ter tido cerca 2.400.000 visitas em sete anos.


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Resposta a um comentário do professor de filosofia Rolando Almeida

 

No seguimento deste meu verbete, o professor de filosofia Rolando Almeida escreveu um comentário que pode ser lido aqui, ou aqui em PDF depois de corrigido para português correcto. Segue-se a minha resposta ao comentário de Rolando Almeida.

1/ O facto de a Direcção da Escola atribuir as turmas a um professor, não significa que os critérios de ensino sejam de tal forma subjectivos que o professor possa afirmar literalmente que “os alunos são meus”.

2/ Em relação a Peter Singer: ou o Rolando Almeida desconhece os escritos do professor australiano que ensina na Universidade de Princeton (quando não deveria ensinar), ou está de má-fé. Sendo o Rolando Almeida um professor de filosofia reconhecido pelo sistema de ensino, tenho que concluir que, neste caso, ele age de má-fé.

Para que o leitor possa ter uma ideia daquilo que Peter Singer pensa e ensina, pode consultar até a Wikipédia em inglês — porque a Wikipédia brazuca nem vale a pena ler!

3/ Escreve o Rolando Almeida:

“Mas vamos supor que Singer até defendia, como alguns filósofos o fazem, que não existe qualquer problema moral no infanticídio em determinadas circunstâncias? Segue-se daí que não devam ser abordados tais argumentos quando se pensa filosoficamente sobre o assunto, mesmo em aulas do secundário? Com que seriedade se eliminam uns autores e se aceitam outros? Foi capaz de pensar nisto antes de escrever a parvoíce que escreveu?”

Para o Rolando Almeida, e por exemplo, o livro “Mein Kampf” de Adolfo Hitler poderia ser disponibilizado para leitura dos seus (dele) alunos sem uma interpretação em contexto. Eu penso que o “Mein Kampf” de Hitler não deveria ser sequer matéria de discussão em uma aula de filosofia; mas seguindo o critério do Rolando Almeida — segundo o qual “não é sério eliminar uns autores e aceitar outros” — não seria lógico que dissociássemos o autor Adolfo Hitler, por um lado, da sua obra filosófica, por outro lado (porque o “Mein Kampf” contém, em si mesmo, uma determinada mundividência e, por isso, uma filosofia).

O que me surpreende é que o “parvo” seja eu. O recurso ao ataque ad Hominem é uma falácia lógica que qualquer professor de filosofia deveria evitar.

Se se quiser ensinar Peter Singer em aulas de filosofia para adolescentes, as ideias do autor australiano não devem ser parcialmente “branqueadas” — ou seja, não se deve esconder o facto, por exemplo, de Peter Singer comparar um feto humano com um peixe.

4/ Eu não tenho nada pessoalmente contra o Rolando Almeida — que eu nem sequer conheço. O meu ataque e ideológico, e não é ad Hominem.

5/ Em filosofia, a mundividência do autor deve ser o ponto de referência do ensino da sua obra. Por exemplo, não é aconselhável ensinar Hegel senão a partir da sua (dele) mundividência que consiste na unidade dialéctica e a identidade do finito e do infinito. Só a partir deste ponto cardeal da sua (dele) mundividência se desenvolvem as teorias e o sistema hegeliano. Por isso, não é admissível que um professor de filosofia diga aos seus alunos que Peter Singer é um “altruísta” — mesmo que ele defenda um altruísmo utilitarista — quando o australiano defende (por exemplo) a ideia segundo a qual o feto humano tem o estatuto ontológico de um peixe.

6/ Os tempos estão a mudar. O relativismo do Rolando Almeida em relação à vida humana (por exemplo, explicitamente em relação ao aborto), em um tempo de depressão demográfica, coloca a mundividência do Rolando Almeida fora de moda. E é talvez isso que o preocupa e deve preocupar.


Resposta ao verbete de Rolando Almeida com o título “Contestar não é o mesmo que criticar – Resposta aos posts do Orlando”, pode ser lida aqui.

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