perspectivas

Sexta-feira, 21 Novembro 2014

A irracionalidade da nossa sociedade só poderá ser superada com muita violência

Filed under: ética,cultura,Política,politicamente correcto — O. Braga @ 6:47 pm
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“Tribunal de Alenquer condenou arguido a pagar uma multa de 1200 euros por ter disparado e agredido o animal com um pau. Decisão poderia ser mais pesada se o caso já estivesse sujeito à nova legislação de protecção dos direitos dos animais.”

Militar da GNR condenado por balear e agredir cadela


“An abortion debate organised by an Oxford University pro-life student group has been cancelled, after a planned protest was said to threaten security.”

Oxford University shuts down abortion debate after protests


premature“Every year, children are born alive at the time of the abortion procedure after the 20th week of pregnancy in Europe. They are, most often, abandoned to die without care, struggling to breathe, sometimes for several hours, or they are killed by the lethal injection or suffocation, then thrown away with organic waste.”

The Council of Europe refuses to oppose neonatal infanticides

Domingo, 16 Novembro 2014

Karl Popper e o relativismo

Filed under: ética — O. Braga @ 8:53 am
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« O relativismo é um dos muitos crimes dos intelectuais. É uma traição à razão e à humanidade. »

— Karl Popper

Terça-feira, 11 Novembro 2014

Como funciona o relativismo

Filed under: ética — O. Braga @ 3:23 am
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Sábado, 8 Novembro 2014

O professor Rolando Almeida e o método discursivo do marxista cultural Habermas

Filed under: ética — O. Braga @ 8:01 pm
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“Pensar na bondade para podermos fazer coisas boas envolve falar com os outros, aprender o que pensam sociedades diferentes e por que motivo, e perguntar as razões das pessoas para considerar que uma coisa é boa ou má.

O que aprendemos com tudo isto é que o «bem» vem de pensarmos com responsabilidade e sensibilidade sobre o efeito que os nossos pensamentos e actos têm em nós, nos outros e no mundo que nos rodeia.”

Começar a estudar filosofia moral


Os marxistas culturais Jürgen Habermas e Karl-Otto Apel sugeriram uma forma de resolver o problema da fundamentação das normas morais: em vez do sujeito solitário que pensa acerca da generalização de máximas e normas de actuação (à moda de Kant), recorreram à ideia de um discurso infinito, se possível de todos os seres humanos, no âmbito de uma putativa comunidade ideal de comunicação.

Ou seja: se as normas morais devem ser fundamentadas, todos aqueles a quem estas (as normas) dizem respeito devem ter, por princípio, a possibilidade de participação na discussão (pública) sobre elas. Por exemplo, se alguém afirma que o roubo é moralmente condenável, em todas as circunstâncias, tem que afirmar o seguinte perante todas as pessoas:

“Afirmo perante todos que o roubo representa uma acção moralmente proibida, declarando-me disposto a defender esta minha afirmação perante qualquer pessoa.”

Na procura de um consenso surge então um discurso no qual podem e devem participar em pé de igualdade todos aqueles que são de qualquer modo afectados pela definição das normas morais. Assim, através de uma argumentação inteligente (que pode ser manipuladora) deve alcançar-se um consenso sobre as regras de jogo da moralidade: se se argumentar de forma inteligente, o resultado será o pretendido. E quem não respeitar o consenso alcançado por “todos”, deixa de poder reclamar que actua de acordo com a razão. Mas ficamos sem saber em que isto impede um ladrão de roubar…!

Para as pessoas que não participaram na discussão, ou porque não puderam fazê-lo por motivos práticos ou porque são crianças, doentes, ou porque ainda não nasceram, o consenso do método discursivo do marxista cultural Habermas não significa nada.

Além disso, o consenso do método discursivo não pode obrigar o oportunista, especialista na aplicação do princípio do interesse próprio, a agir no sentido do consenso — porque o cálculo só bate certo se todos os envolvidos abandonarem previamente o princípio do interesse próprio.

Ou seja, é necessária uma decisão moral prévia a qualquer discurso. E pergunto: ¿como é que essa decisão moral prévia pode ser fundamentada? O marxista Habermas não tem resposta para esta pergunta. Ademais, não está assegurado que um discurso, por muito inteligente que seja, garanta uma certeza — nem nas ciências da natureza o discurso científico oferece qualquer certeza.

No entanto são estes os princípios éticos com que o professor Rolando Almeida inicia os seus alunos.

Sexta-feira, 7 Novembro 2014

A Esquerda, acolitada pelos me®dia, pretende destruir a nossa sociedade

Filed under: ética — O. Braga @ 12:13 pm
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Carlos Fiolhais responde aqui a esta pergunta da jornalista Marta Reis:

“Numa situação de doença terminal, gostaria de ter o direito a morrer? Porquê? Pensa que esta questão deveria ser objecto de um referendo em Portugal ou, pelo menos, ser mais debatida?”

Entretanto, vemos a realidade:

“Portugal deverá ter a maior quebra de população jovem da União Europeia até 2060 – uma quebra próxima dos 40% – em relação a 2013, e a população activa diminuir 35%, segundo o relatório sobre envelhecimento, hoje divulgado pela Comissão Europeia.”

Ou seja, se a eutanásia for legalizada, vai ser um “ver se te avias”: vão colocar os velhos todos em lista de espera, no corredor da morte, condenados pelo facto de serem idosos. A eutanásia é um salto ético e cultural no abismo.

Sexta-feira, 24 Outubro 2014

O Frei Bento Domingues e o fim dos tabus

 

“Será que ainda existem católicos que acham que Deus se enganou ao dizer que o ser humano é homem e mulher?”Frei Bento Domingues

1/ Frei Bento Domingues cometeu propositadamente um erro lógico: de facto, Deus não se enganou ao dizer que o ser humano é homem ou mulher. É “ou”, e não “e”. O erro lógico do Frei Bento Domingues só pode ser propositado. Se perguntarem a um lógico “se é homem ou mulher”, ele responderá que “sim”. Mas parece que para o Frei Bento Domingues, a lógica é uma batata.

(more…)

Quinta-feira, 16 Outubro 2014

O “filósofo” Domingos Faria incorre no erro da Vulgata externalista

Filed under: ética,Igreja Católica — O. Braga @ 8:20 am
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O primeiro erro de Domingos Faria é o de afirmar que, segundo a Igreja Católica, o acto sexual serve para procriar — quando a Igreja Católica diz que a procriação é o “fim último” do acto sexual, e não o “fim único”. E isto é tão verdade que a Igreja Católica aceita — sempre aceitou, desde o tempo de S. Paulo! — perfeitamente a contracepção através de métodos naturais.

Portanto, o primeiro sofisma do “filósofo” Domingos Faria está desmontado.

Um segundo erro de Domingos Faria é o de referir-se à filosofia natural de S. Tomás de Aquino (e da Igreja Católica) à luz de conceitos da actual sociobiologia. S. Tomás de Aquino fez a distinção clara entre o Homem e os outros animais. Domingos Faria reinterpreta S. Tomás de Aquino à luz da sociobiologia.

Portanto, Domingos Faria parte de pressupostos errados, e por isso todo o seu desenvolvimento ideológico está inquinado. Mesmo assim, vamos ver os seguintes argumentos dele.

A posição de Domingos Faria é externalista: diz ele — quando fala do “ser” e do “dever ser” — que pelo facto de uma pessoa ter uma obrigação moral para realizar um acto, essa obrigação não consiste, em si mesma, uma razão para realizar esse acto. Domingos Faria considera que as razões para considerar uma coisa como boa não são razões para escolher essa coisa.

Ora, não é porque uma coisa é desejada e/ou desejável que ela é boa! Podemos desejar uma coisa má. O desejo em si mesmo não define a bondade da coisa, mas antes é a bondade da coisa que pode determinar o desejo (em uma mente bem formada) que, no limite, se orienta para um “fim último” (e não um “fim único”, como pretende dizer Domingos Faria).

Portanto, Domingos Faria está errado: quando decidimos sobre o que queremos fazer, a nossa vontade (desejo) discricionária e arbitrária não faz parte das razões para agir. Foi isto que S. Tomás de Aquino quis dizer — antes que Domingos Faria metesse conceitos científicos modernos de permeio com a ética.

zoofiliaPor fim, em uma contradição inaceitável em um “filósofo” (porque ele valorizou a força do desejo anteriormente), Domingos Faria passa a desvalorizar o desejo (que é uma componente psicológica do ser humano) quando compara (ou coloca em um mesmo plano de análise) o uso do pénis, por exemplo, com o uso dos pés para chutar uma bola.

Segundo o “raciocínio” do “filósofo” Domingos Faria, o sexo com animais, por exemplo, pode ser legítima-, ética- e racionalmente defensável — porque o factor psicológico do desejo é por ele (por Domingos Faria) desvalorizado, e o uso dos órgãos sexuais é reduzido a uma qualquer função mecânica de um outro órgão qualquer do corpo, como por exemplo um pé que chuta uma bola.

Nós desejamos jogar futebol; o chuto na bola não é uma causa, mas antes é um efeito do desejo de jogar futebol.

Portanto, é a bondade do desejo que devemos analisar, e as consequências do desejo podem ser melhores ou piores, mais ou menos positivas — porque desde Sócrates que sabemos que ninguém faz o mal pelo mal: as pessoas querem sempre um qualquer bem, nem que seja o seu bem exclusivo e egoísta, que não deixa de ser um bem, embora um bem menor que não tem em conta o “fim último” defendido pela Igreja Católica.

Quarta-feira, 15 Outubro 2014

Teresa Leal Coelho e o Direito casuístico

 

“Teresa Leal Coelho, que esteve esta terça-feira numa conferência sobre direito da família e dos menores na Universidade Lusíada de Lisboa, explicou que, quando tiverem de decidir sobre casos concretos, mesmo com a lei actual, os juízes podem sempre alegar que a proibição de co-adopção pelos casais do mesmo sexo viola a Constituição.”

Teresa Leal Coelho desafia juízes a permitirem co-adopção

Uma coisa é a opinião pessoal que Teresa Leal Coelho tenha da Constituição; outra coisa é a defesa da aplicação casuística do Direito.

A casuística actual é um retorno ao pior da Idade Média. Por exemplo, S. Bernardo de Claraval defendeu a ideia segundo a qual seria legítimo que um homem se deitasse com a mulher de outro, “se assim fosse o desígnio de Deus”. Ou seja, cornear o parceiro não seria eticamente reprovável se correspondesse aos “desígnios de Deus”. O problema é o de saber se, neste caso, os desígnios de Deus são verdadeiros e, por isso, se são legítimos.

A casuística é isto: cada um pode invocar um qualquer “deus” para justificar subjectivamente uma excepção à regra normativa. No caso da casuística de Teresa Leal Coelho, os deuses são os juízes.

Eu não sei se a Teresa Leal Coelho é burra ou se é uma espécie de peça de decoração de um lupanar de banlieue.

Domingo, 12 Outubro 2014

A Esquerda caviar, a Direita salmão, e adopção de crianças por pares de invertidos

 

Para além da Esquerda caviar, existe em Portugal uma Direita salmão-rosa que defende o casamento anfíbio: a reprodução anfíbia é externa e a desova é feita em ambiente adequado e politicamente correcto para que a “prole” se mantenha viva.

“Temos uma dinâmica familiar em que ambos assumimos o papel de pais, a lei só me reconhece a mim, mas o nosso filho não tem dúvidas”, revela Diogo Infante.

Há uma dúvida que o filho adoptivo dele não tem: é a de que não tem mãe conhecida.

foi cesarianaNão ter mãe ou pai conhecidos, é uma infelicidade. Mas uma coisa é admitirmos que existem casos de crianças que, por infelicidade, não têm mãe conhecida; e outra coisa é apoiar um movimento político homossexualista que fomente a proliferação e vulgarização de mães desconhecidas. Uma coisa é constatar que as desgraças existem; outra coisa é tentar promover e normalizar a desgraça das crianças em nome de putativos “direitos” de adultos.

Ademais, há aqui um detalhe que não é despiciendo: o facto de a lei permitir, por hipótese e por exemplo, que um homem se “case” com o seu cão, não se depreende dessa permissão legal que exista de facto um “casamento”. A lei pode ser o que qualquer doente mental quiser; o casamento, não.

Esta gente mete nojo! — não porque sejam homossexuais (cada um come do que gosta), mas porque apresentam sintomas claros de psicopatia: não conseguem colocar-se no lugar de uma criança a quem é apagado, do registo civil, o nome da mãe e de todo o ramo familiar materno.

E, não contentes com isso, pretendem levar a sociopatia mais longe através das “barriga de aluguer” que será a próxima guerra destas bestas com forma humana.

Quinta-feira, 9 Outubro 2014

A Direita da Esquerda

Filed under: aborto,ética,Política,politicamente correcto,Portugal — O. Braga @ 12:36 pm

 

“Os “partidos moderados e conservadores” acabem por se constituir como os nossos principais e mais perigosos “inimigos”. Nessa medida, qualquer estratégia (como a que temos visto ser seguida pela FPPV, culminando com esta “iniciativa legislativa”) que passe por alguma forma de enfeudamento da Causa da Vida a partidos como o PSD ou o CDS, acaba por representar um grande perigo para o futuro e acutilância do movimento pro-Vida.”

Assino por baixo. Com as duas mãos.

Quanto mais a Esquerda radicaliza, mais o centro político se distorce em direcção à esquerda, e mais os partidos “conservadores” e “moderados” se aproximam desse centro político distorcido e esquerdizado. E quanto mais esta estratégia esquerdista dá resultados práticos, mais a Esquerda radicaliza. Segue-se uma dinâmica de esquerdização da “direita”, na sua ânsia de se aproximar do “centro” político moldado pela moda do Zeitgeist pautado pela agenda política de Esquerda.

Caricaturando: se a Esquerda radicalizar e defender o aborto aos nove meses de gravidez, segue-se que a “direita”, na sua ânsia de se aproximar do “centro”, compromete-se a anuir com o aborto aos cinco meses de gravidez.

Por outro lado, vivemos em um tempo em que a lei esquerdista promulgada assume uma condição de dogma: qualquer lei de esquerda é considerada, mesmo pela “direita”, como sendo irrevogável. É neste sentido que Juan Manuel de Prada diz que “os partidos conservadores conservam as leis da Esquerda”.

Portanto, deveria ser a ética a condicionar a política — e não a política a definir a ética, como defendem todos os partidos políticos portugueses. Submeter a ética à política é recusar o facto de os valores da ética existirem em si mesmos e independentemente de qualquer utilidade prática. Esta é uma das razões por que o actual sistema político, que transformou a liberdade em uma espécie de escravatura, irá provavelmente desabar mais cedo que tarde.

Terça-feira, 7 Outubro 2014

Imaginem que um meu filho fazia parte de uma quadrilha de ladrões…

Filed under: ética,Igreja Católica — O. Braga @ 8:27 am
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… e ele queria passar o Natal na companhia do pai, mas queria também trazer os membros da quadrilha para a nossa ceia de Natal. ¿Deveria eu, em nome da “compaixão e da misericórdia” condescender e aceitar os amigos larápios do meu filho na minha noite de Natal?

O Fratres in Unum parece pensar que eu deveria ter “compaixão e misericórdia” e conviver com ladrões na noite de Natal, e só porque um filho meu é também “amigo do alheio”. É isso que está em causa no sínodo promovido pelo Papa apóstata: transformar a tolerância em permissividade.

Domingo, 5 Outubro 2014

Nova Ordem Mundial (1)

Filed under: ética,cultura — O. Braga @ 11:16 am

 

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