perspectivas

Sexta-feira, 18 Abril 2014

A União Europeia é um hiper-mercado sem marca e sem identidade

Filed under: Europa,Política,Portugal — orlando braga @ 8:40 am
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Marine Le Pen Portugal comido vivo web

«A presidente da Frente Nacional francesa, Marine le Pen, é da opinião de que “Portugal está a ser sacrificado por esta política de austeridade”, um “fardo com o qual teve de arcar durante alguns anos, no seio deste horror europeu que é a União Europeia”.»

uniao europeia hipermercado web

Quinta-feira, 17 Abril 2014

O Direito Positivo, o "casamento" gay e a União Europeia

 

O Direito Positivo, segundo o seu principal ideólogo e promotor (Kelsen), pode ter qualquer conteúdo. Repito: qualquer conteúdo. O Direito Positivo é como uma grelha de uma folha de Excel: podemos meter nos quadrados da folha de Excel aquilo que nos der na real gana para atingirmos os resultados que quisermos, e independentemente da realidade objectiva ou factual.

O conteúdo do Direito Positivo pode ser anti-social; pode até (legalmente) conduzir toda uma sociedade ao suicídio.

O conteúdo do Direito Positivo é arbitrário (ou depende das elites, ou depende do voto popular), e por isso é que Kelsen defendeu a ideia segundo a qual o Direito Positivo só pode existir legitimamente em uma sociedade democrática (uma sociedade onde existam eleições livres), para que se evite a instalação de tiranias através do Direito Positivo. Essa associação entre o Direito Positivo de conteúdo arbitrário, por um lado, e a democracia, por outro lado, deu naquilo a que se convencionou chamar “Estado de Direito”.

Quando acontece uma crise da democracia — por exemplo, na actual União Europeia, cujas instituições com real Poder não são eleitas directamente —, o Direito Positivo vira-se quase sempre contra a própria sociedade.

Por outro lado, a validação do Direito Positivo faz-se através do processo de promulgação das leis. Uma lei injusta, se promulgada segundo um determinado processo definido pelas elites, é válida. Ou seja, o conteúdo do Direito Positivo é arbitrário e depende apenas do processo de promulgação das leis.

Até Abril de 1974, em Portugal, o Direito Positivo estava condicionado pelo Direito Natural.

ue out webDepois do 25 de Abril de 1974, o Direito Natural foi “oficiosamente” banido da ordem jurídica portuguesa e por influência estrangeira. Mas em países europeus actuais, como por exemplo na Hungria, ainda hoje o Direito Positivo é claramente condicionado pelo Direito Natural.

Leio aqui que um perito em direito internacional afirma que o “casamento” gay é uma ficção jurídica.

Quando o Direito Natural é banido, toda e qualquer lei de casamento pode ser validada através do processo de promulgação das leis — processo esse que, em Portugal, não é democrático. Por exemplo, o “casamento” gay não foi referendado pelo povo português, o que significa que a arbitrariedade do conteúdo do Direito Positivo em Portugal não é sancionado por uma verdadeira democracia. Portugal não tem uma democracia verdadeira.

Portanto, a ideia segundo a qual “a lei deve ser feita a partir da realidade sensível externa e das instituições sociais consagradas pelo hábito durante centenas de gerações, que constituem o fundamento de uma civilização”, é Direito Natural. Não é Direito Positivo.

O Direito Positivo não está, por sua própria natureza, obrigado a promulgar leis “feitas a partir da realidade sensível externa e das instituições sociais consagradas pelo hábito durante centenas de gerações, que constituem o fundamento de uma civilização”. O Direito Positivo pode promulgar, se assim quiser, o casamento entre um cão e um gato — desde que o processo de promulgação (qualquer que seja) seja válido.

Por isso é que a nossa Constituição terá que ser revista no sentido de tornar clara a condição “a priori” do Direito Natural sobre o Direito Positivo no nosso ordenamento jurídico. Ora, é isto que a União Europeia não permite de modo algum — porque a União Europeia é um projecto totalitário que pretende aproveitar-se da arbitrariedade intrínseca do Direito Positivo.

Quarta-feira, 16 Abril 2014

O Homem Novo da Esquerda

 

 

O Cristianismo, com a acção dos apóstolos de Jesus Cristo e, mais tarde, com a Patrística, anunciou o Homem Novo que era o cristão que se diferenciava dos pagãos. O que separava essencialmente o Homem Novo, ou seja, o cristão, por um lado, do pagão, por outro lado, era a ética. As éticas do cristão e do pagão eram diferentes — e isto para além de todas as considerações religiosas evidentes e das diferenças de mundividência.

Portanto, para o Cristianismo, o Homem Novo era aquele que assumia e interiorizava voluntariamente uma Nova Ética. Naturalmente que esta Nova Ética tinha uma relação estrita e directa com uma nova mundividência que, ao contrário do que parece dizer este papa (porque nunca sabemos exactamente o que ele quer dizer!), não eliminou hierarquias: antes, criou um novo tipo de hierarquia, não já baseada no poder material, mas na autoridade dos dignitários da Igreja que foi deduzida da Autoritas romana. Mas essa  autoridade emanava do povo cristão: por exemplo, os bispos eram eleitos pelo povo cristão! (¿você sabia disto?).

O filósofo Mircea Eliade escreveu o seguinte no seu livro “História das Ideias Religiosas” :

“(…) a fé inabalável e a força moral dos cristãos, a sua coragem perante a tortura e a morte, a qual foi admirada mesmo pelos seus maiores adversários (…)

Para todos os desenraizados do império (romano), para as vítimas de alienação cultural e social, a Igreja era a única esperança para alcançar a identidade e encontrar ou reencontrar um sentido para a existência. Visto que não existiam quaisquer barreiras sociais, raciais ou intelectuais, qualquer pessoa podia tornar-se membro desta comunidade optimista e paradoxal, na qual um cidadão poderoso, camareiro do imperador, se prostrava diante de um bispo que tinha sido seu escravo.

Muito provavelmente, nenhuma comunidade na História, nem antes, nem depois, conheceu uma igualdade, uma caridade e um amor entre irmãos tão grandes como aqueles que foram vividos nas comunidades cristãs dos primeiros quatro séculos.”

Essa “igualdade” cristã não significava “ausência de hierarquia”. A igualdade cristã era ontológica, o que não impedia que “um cidadão poderoso, camareiro do imperador, se prostrasse diante de um bispo”.


Em contraponto, para a Esquerda, o Homem Novo parece ser o ser humano biologicamente alterado. Leio aqui o seguinte:

O “homem novo”

Um dos campos onde a ideologia do género começa a ser imposta é nas escolas. Há planos para o efeito em vários países europeus, incluindo Portugal. Mas este é apenas um aspecto. Durante a polémica sobre a introdução da teoria do género no ensino em França, é de notar que o ministro socialista, responsável por essa pasta, afirmou que “o objectivo da educação é arrancar do aluno todos os determinismos, familiar, étnico, social , intelectual…” Assim se vê que o sonho de fabricar o “homem novo” se mantém vivo. Apenas se apresenta sob outras formas.

 

trans-humanismoA construção do Homem Novo da Esquerda tem pouco a ver com a Ética.

Quando o ministro socialista francês, o maçon inveterado Vincent Peillon, defendeu a ideia expressa segundo a qual “o objectivo da educação é arrancar do aluno todos os determinismos, familiar, étnico, social , intelectual…”, já não estamos a falar de ética: estamos antes a falar em separar o ser humano da sua biologia.

Para o marxismo clássico, o Homem Novo era também alguém que contrariava a natureza humana, mas nunca o marxismo clássico chegou ao ponto de negar a própria biologia. Ou seja, a Esquerda actual consegue ser ainda mais radical (no sentido de “eliminação de raízes”) do que o marxismo clássico.

Assim, o Homem Novo, para a actual Esquerda, é um conceito abstracto, é algo que não se pode encontrar de facto na realidade. Quando a Esquerda separa o ser humano, por um lado, da biologia, por outro lado, pretende fazer do ser humano uma abstracção — ou seja, algo que não existe na sociedade concreta e factual. O estatuto de “cidadania” passa a ser abstracto.

O “Homem Novo” da Esquerda não é construído a partir de uma diferenciação cultural com base em fundamentos éticos (como aconteceu com o Cristianismo), mas antes a Esquerda pretende construir esse outro Homem Novo a partir de uma transmutação biológica que consiste na recusa e negação da própria biologia humana. A recusa da biologia humana é já uma espécie de trans-humanismo: colocada face à condição humana, a Esquerda recusa-a terminantemente.

antinatural isabel moreiraNa medida em que, para a Esquerda, a “diferença” entre os seres humanos é sinónimo de “hierarquia”, então conclui a Esquerda que “a raiz do mal está na diferença” entre os seres humanos — ao contrário do que aconteceu com o Homem Novo do Cristianismo, em que a “igualdade” entre seres humanos era (e é!, ainda) ontológica e as suas diferenças eram consideradas como características intrínsecas da condição humana.

A própria agenda política eugenista da Esquerda (abortos selectivos, etc.) tem algo a ver com a identificação ideológica da Esquerda entre “diferença”, por um lado, e “hierarquia”, por outro lado. Uma criança nascida com uma deficiência é considerada como “um atentado natural à igualdade” entre os homens. E, por isso, a Natureza tem que ser negada no seu todo: “anti-natural, felizmente”, como diz a lésbica militante Isabel Moreira.

O que está a acontecer hoje, com o conceito de “Homem Novo” da Esquerda, é uma ruptura radical com a própria realidade material e ontológica. É uma postura radicalmente anti-científica. É a recusa da realidade (a “Grande Recusa”, de Herbert Marcuse 1). O que a Esquerda está a tentar fazer é induzir a toda a sociedade uma psicose colectiva: pretende transformar o cidadão comum, em geral, em um psicótico, para melhor poder controlar a sociedade e instituir um novo tipo de totalitarismo.

 


Nota
1. 

« Em “Eros e Civilização”, Marcuse sustenta que “a correlação freudiana repressão do instinto / trabalho socialmente útil / civilização pode, sem se tornar absurda, ser transformada na correlação libertação do instinto / trabalho socialmente útil / civilização”.

Pareceria, portanto que a libertação do homem não implicaria a abolição do trabalho. A “Grande Recusa” (designação inspirada no Manifesto do Surrealismo proclamado em 1924 por André Breton) consistiria no “protesto contra a repressão supérflua, na luta pela forma definitiva de liberdade — um viver sem angústia” (Ibidem, p. 121).

E a obra inteira tem como objectivo a demonstração de que a “auto-sublimação da sexualidade” destrói o primado da função genital, transforma todo o corpo em órgão erótico e o trabalho em jogo, divertimento ou espectáculo. Com o advento do puro Eros, ficaria destruída “a ordem repressiva da sexualidade procriadora” (ibidem, p. 137).

Mas não ficaria também destruída a capacidade humana de reprodução? »

Trecho retirado do Tomo XIV da “História da Filosofia”, de Nicola Abbagnano , § 865. Como podemos verificar, o conceito abstracto de “Homem Novo” da actual Esquerda é copiado literalmente do marxismo cultural ou utopia negativa.

Domingo, 13 Abril 2014

O Estado Social e a contradição do Vasco Pulido Valente

 

Para evitar mal-entendidos, convém dizer, desde já, que não sou a favor do Estado Social no sentido definido, já no século XVIII, por Kant na sua crítica ao Camaralismo (por favor, ler: Kant contra Wohlfahrtsstaat).

Este texto de Vasco Pulido Valente é tão lunático como é lunática a defesa actual do Wohlfahrtsstaat — porque o Estado Social é o Wohlfahrtsstaat do tempo de Kant, embora actualizado.

vpvÉ inconcebível que o Vasco Pulido Valente pense que uma pessoa pobre não possa ter, de jure, qualquer possibilidade financeira de ser operado à apendicite, por exemplo; pelo menos eu penso que ele não pensa que um pobre, por ser pobre, deve sofrer uma espécie de “eutanásia lenta”… é preciso ter cuidado com os paradigmas mentais e reais (a Indonésia, por exemplo, não deve ser um paradigma real, nem a ucronia do retorno histórico deve ser um paradigma mental).

Portanto, o Estado Social deve ser entendido, na sua essência, conforme a crítica que Kant fez ao Wohlfahrtsstaat. Afirmar que “ a recusa do Estado Social significa a negação do direito do cidadão à assistência médica e hospitalar”, só pode vir de uma pessoa em estado de delirium tremens.

Se lermos o texto do Vasco Pulido Valente até ao fim, ele fala na família. ¿E o que diz ele?

“A família, que ajudava e completava a escola, está frágil ou, para efeitos práticos, desapareceu, e a escola teve de a substituir. O peso financeiro disto aumentou de ano para ano, de dia para dia, e não se prevê que alguma vez venha a diminuir.”

Ou seja, o texto do Vasco Pulido Valente é auto-contraditório e aponta para o absurdo: por um lado, pretende afirmar que “a assistência médica-hospitalar economicamente acessível aos cidadãos em geral é igual a Estado Social”, que ele diz que é insustentável; mas, por outro lado, ele reconhece um facto: a família tradicional, e mesmo a família natural, tendem a perder o valor simbólico que existia na nossa cultura antropológica e ainda há pouco tempo, se é que a destruição desse simbolismo não é já total e irreversível.

Ou seja, como não é possível ter “chuva no nabal e sol na eira”, o Vasco Pulido Valente infere que mais vale acabar com a chuva e com o sol. Que se impluda Portugal! O princípio do terceiro excluído parece não fazer parte do arquétipo mental do Vasco Pulido Valente.

Esta contradição do Vasco Pulido Valente reflecte uma contradição da União Europeia de que Portugal “apanha” por tabela.

Por um lado, temos as agendas políticas das engenharias sociais que tendem a transformar os Estados europeus em uma série de Wohlfahrtsstäte submetidas ao “directório europeu” liderado pela Alemanha. Por isso é que o Tribunal Europeu dos “Direitos Humanos” impõe aos Estados da União Europeia o “casamento” gay, a adopção de crianças por pares de invertidos, etc., destruindo os símbolos culturais desses países. Eu não ouvi o Vasco Pulido Valente falar quando o José Sócrates legalizou o “casamento” gay sem consulta popular: andou caladinho que nem um rato.

Por outro lado, e em contraponto à política das engenharias sociais, a União Europeia impõe um princípio de libertarismo económico que tende a reduzir o Estado à condição de “Estado exíguo”, nas palavras do professor Adriano Moreira.

Ora, não é possível termos as engenharias sociais (impostas pela União Europeia) e, simultaneamente, o libertarismo económico do “Estado mínimo” (também impostas pela União Europeia). Não é possível termos “sol na eira e chuva no nabal”. Esta contradição da União Europeia é também a contradição do Vasco Pulido Valente e de quase toda a “Direita” portuguesa. No meio disto tudo, só a Esquerda é coerente: defende as engenharias sociais e o Estado de Wohlfahrtsstaat devidamente actualizado.

Em suma, para que a crítica de Vasco Pulido Valente fosse coerente e eficaz, ele teria que, em primeiro lugar, fazer a crítica à agenda da política correcta das engenharias sociais. Mas isso ele não faz, porque ele não é tolo!: não há nada que lhe possa tirar o regalo de um bom vinho, um saboroso conduto e, depois do repasto, um charuto cubano! E viva o Passos Coelho!

Ficheiro PDF do texto de VPV

Sábado, 12 Abril 2014

A contraproducente Assunção Esteves

Filed under: Passos Coelho,Política,Portugal — orlando braga @ 7:48 am
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james-bond-webA recusa de Assunção Esteves — leia-se, Partido Social Democrata + CDS/PP — em convidar os “Militares de Abril” a participar nas comemorações do próximo 25 de Abril revela a miopia política de quem nos governa: a recusa do convite é contraproducente, porque estão (o PSD+CDS) a dar uma importância excessiva a um facto político que existirá de qualquer modo — ou seja, não é porque o convite não seja feito que o facto político da intervenção dos militares nas comemorações do 25 de Abril desaparece da cena política: pelo contrário!, a recusa da Assunção criou já um facto político ainda maior do que se tivesse sido feito o convite!

Há um ditado chinês que diz, mais ou menos isto: “mantém os teus inimigos próximos de ti para que possas controlá-los de uma forma mais eficaz”. Não perceber isto revela a burrice da Assunção Esteves e de quem manda nela (Passos Coelho). Estamos entregues a burros; mas burros que têm um ego do tamanho do universo e julgam-se o supra-sumo da perspicácia política.

Repare bem, caro leitor: Passos Coelho é o político mais burro que tivemos depois do 25 de Abril de 1974: consegue ser mais burro do que o General Vasco Gonçalves! Mas quem o vir, à primeira vista e naquela pose fatela de James Bond do bairro da Amadora, cai no conto do vigário.

Quinta-feira, 10 Abril 2014

Quem consentiu o "casamento" gay que agora limpe as mãos à parede

 

Quando o Direito se funda no facto — ou seja, quando o Direito Positivo é fundado por tudo aquilo que existe na sociedade, e as leis são feitas para acomodar, no ordenamento jurídico, todos os fenómenos sociais que existam ou venham a existir —, então acontece que todas as aberrações culturais, estéticas, éticas e comportamentais tendem a ser normalizadas por intermédio das normas legais (passo a redundância intencional). E é assim que a existência de qualquer facto social passa a ser o fundamento de um qualquer novo “direito”.

Faço aqui referência a este texto do jornalista Henrique Monteiro, a que respondeu uma tal Inês Rolo (à procura de protagonismo social) aqui.

politicamente-correcto-grc3a1fico-webDesde já convém dizer que o Henrique Monteiro deveria ter sublinhado, no seu texto, que se o comportamento tradicional é (segundo o radicalismo progressivista actual) uma “construção social artificial”, então também o comportamento não-tradicional é uma “construção social artificial”. A lógica subjacente ao agir humano não difere em função de ser “tradicional”, ou não.

O que difere a Inês Rolo, por um lado, do Henrique Monteiro, por outro lado, é o conceito de “civilização”, ou seja, a importância do superego em controlar a miscelânea caótica do ID (segundo a linguagem de Freud) no sentido de formatar socialmente o ego individual que lhe permita integrar numa cultura e numa sociedade. Para a Inês Rolo, a civilização é a ausência de civilização; é a liberdade irracional do ID manifestando-se no comportamento social, e tentando impôr a toda a sociedade essa irracionalidade da liberdade do ID sem freio — porque a normalização de um comportamento é sempre uma forma de tentar estender esse comportamento a toda a sociedade: não se trata (da parte da Inês Rolo e quejandas) de uma afirmação de uma opção de um estilo de vida, mas antes de uma tentativa de universalização desse estilo de vida, dessa cultura e dessa mundividência.

Basear as normas éticas e/ou jurídicas nos factos, é uma falácia de apelo à natureza. Por exemplo, não é pelo facto de a esmagadora maioria dos homens ter barba que eles devem deixar crescer barba. Os homens podem deixar crescer a barba, se quiserem, desde que isso não interfira com a sua higiene pessoal e com a vida prática. De modo análogo, a promiscuidade sexual pode ser um factor de perigo grave de saúde pública — como já está basta- e cientificamente documentado. A normalização da promiscuidade sexual não é defensável, nem ética- nem juridicamente: não é porque existem pessoas sexualmente promíscuas que o Direito Positivo se deve ocupar de normalizar a promiscuidade sexual. Se (nos casos que se justifiquem em função do bem-comum) os factos podem eventualmente influenciar o Direito, o Direito não se funda em factos.

O facto de existirem prostitutas não significa que a prostituição seja transformada, através da sua normalização pelo Direito Positivo, em uma profissão como qualquer outra, com contrato de trabalho, pagamento de IVA e facturas e recibos, e dedução no IRS. E, no entanto, a prostituição é conhecida pela “profissão mais antiga do mundo”. Portanto, fica claro que o facto não funda o Direito.

Por fim, o problema da nossa sociedade é que se perdeu a noção de juízo universal.  

O facto de uma mulher (neste caso concreto, a Inês Rolo) não querer ser como as “outras” — em um assomo assoberbado de um narcisismo que, sendo normal nas mulheres, assume neste caso as raias de uma psicose —, não significa que as “outras” não sejam normais. Pelo contrário, a julgar pela racionalidade da curva de Gauss na análise comportamental das mulheres, a normalidade não está com a Inês Rolo. Portanto, a Inês Rolo que extravase o seu narcisismo mórbido nos intervalos das cambalhotas poliamóricas, entre a confusão de narizes, com aqueles e elas que, como ela, colocam o instinto acima da racionalidade.

Sexta-feira, 4 Abril 2014

O problema é político, e só pode ser resolvido com um partido político

 

A forma como o pasquim Público noticiou a demissão de Brendan Eich, da empresa Mozilla, por pressão do lóbi político gayzista, é inacreditável:

“Em 2008, Eich financiou a campanha contra a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo na Califórnia. Uma polémica que renasceu no início da semana passada, quando a Mozilla o nomeou para o cargo de director-executivo, contrariando a tradição de uma empresa conhecida pela diversidade e pela promoção da open source.”

Ou seja, segundo o pasquim Público, a “tradição da diversidade” só pode existir com um pensamento único imposto pela Gaystapo. Isto só lá vai “à bomba!”; ou então, através de um movimento político organizado. Quando o lóbi político gayzista, respaldado pelo marxismo cultural (ler o ensaio de Herbert Marcuse sobre o conceito de  “tolerância repressiva”), consegue demitir um CEO de uma grande empresa — então só resta à sociedade a organização de um partido político de sinal radicalmente contrário. Ou seja, neste contexto, a homofobia passa a fazer todo o sentido e recomenda-se!

gay-inquisition-web

Entretanto, um membro do Conselho de Administração da World Vision foi obrigado a demitir-se devido à pressão da Gaystapo e da Ingaysição. Meus caros, isto só lá vai à paulada! Chegou-se a um ponto tal que a coisa já não vai com falinhas mansas: tem que se organizar a paulada sistemática! Nós somos a maioria!

O gayzismo é um movimento totalitário — o homofascismo — que se caracteriza pelo ódio, intolerância, anti-liberalismo, e perseguição inquisitorial. O caso de Brendan Eich é o princípio de uma série de casos que se seguirá; e não pensem que este caso não terá repercussões em Portugal e na União Europeia. Segundo a Lei da Impossibilidade de Mérito, “o que aconteceu a Brendan Eich não acontecerá a você, caro leitor; mas se acontecer, você merece-o!”.

Quinta-feira, 3 Abril 2014

¿Como se explica o arquétipo mental de Isabel Jonet?

 

É evidente que Isabel Jonet é mulher e sobretudo mãe.

isabel jonet webAs mulheres têm (estou a fazer um juízo universal) uma maior eficácia na acção comunitária e na acção política local, quando comparadas com os homens. Quando eu vejo uma mulher candidatar-se a uma autarquia, penso seriamente em votar nela. O nível de acção política das mulheres é diferente da dos homens — o que não significa que “diferença” seja sinónimo de “hierarquia”, como pensa a Esquerda.

Portanto, é evidente que as mulheres têm uma forma de ver o mundo diferente da dos homens (continuo a falar em termos de juízo universal). Essa diferença não significa “inferioridade” das mulheres, ao contrário do que a Esquerda e os neoliberais pensam.

Sendo que a mulher é naturalmente melhor talhada para a acção política comunitária, tende a construir padrões de raciocínio estruturados a partir da experiência própria colhida na acção comunitária. Uma pessoa que age na comunidade tem necessariamente um pensamento concreto (pragmatismo) e tende a colocar as abstracções em um segundo plano.

Por isso, aquilo que a Isabel Jonet pensa acerca dos desempregados e das redes sociais baseia-se em uma experiência concreta da mulher Isabel Jonet enquanto agente de uma determinada instituição comunitária que funciona em um determinado âmbito social e em um contexto geográfico restrito (área de Lisboa).

Segue-se que a opinião de Isabel Jonet acerca da relação entre desempregados e redes sociais é também um juízo universal que, em aparente contradição, não pode ser extrapolável para todo o nosso país — mas antes é um juízo universal restrito a um determinado contexto social e geográfico, juízo esse que é marcado pela experiência pessoal de alguém (Isabel Jonet) que se preocupa com o concreto e relega o abstracto para segundo plano das suas preocupações.

Ou seja, Isabel Jonet fala daquilo que ela conhece pessoalmente, da sua experiência própria no âmbito da sua (dela) acção comunitária.

Ora, aquilo que é evidente (por exemplo, a diferença entre o homem e a mulher) é hoje alvo de ocultação cultural premeditada e propositada pelo politicamente correcto. E por isso é que Isabel Jonet é atacada pelos me®dia, pela Esquerda e também pelos neoliberais: em nome da “igualdade” entre o homem e a mulher, atacam a idiossincrasia feminina! Estranha forma de defender a “igualdade”!

Quarta-feira, 2 Abril 2014

Quem provoca quem? Cuidado com os Neocons americanos!

Filed under: Política — orlando braga @ 8:25 pm
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«Ukraine’s parliament on Tuesday approved a series of joint military exercises with NATO countries that would put US troops in direct proximity to Russian forces in the annexed Crimea peninsula.

“This is a good opportunity to develop our armed forces,” acting defence minister Mykhailo Koval told Verkhovna Rada lawmakers ahead of the 235-0 vote.

The decision came as NATO foreign ministers gathered in Brussels for a two-day meeting dominated by concern over the recent buildup of Russian forces near Crimea that US officials estimate had at one point reached about 40,000 troops.»

–> Ukraine agrees to host NATO war games


«A Rússia tem tudo preparado para invadir a Ucrânia nos próximos cinco dias, avisa o comandante da NATO na Europa.

Philip Breedlove descreveu a situação na fronteira entre os dois países como sendo “incrivelmente preocupante”. O comandante afirma que ontem à noite a NATO detectou movimentações das tropas russas que considerou suspeitas.»

–> Rússia poderá invadir a Ucrânia ‘nos próximos 5 dias’

É tempo de Portugal sair da NATO/OTAN.

Terça-feira, 1 Abril 2014

O João Caguincha e “os filhos pelo ânus”

 

faxista webConsta que o João Caguincha vai casar-se com um peruano: para poder ter filhos “peruânus”. Mas parece que ele ainda não se deu conta de que peruânus não nascem filhos…

Para o João Caguincha, defender o princípio segundo o qual uma criança tem direito a pai e mãe, por um lado, e que, por outro lado, os adultos não têm direito a adoptar uma criança — é sinónimo de “faxismo”. Ou seja, quem defende intransigentemente a família natural ou a sua analogia em caso de adopção, é “faxista”!

Depois, o João Caguincha – perdão! Labrincha! – entra na endémica auto-vitimização gay, neste caso, de quem desejaria ter filhos peruânus: confunde adopção de crianças por pares de invertidos (ou co-adopção, que vai dar no mesmo), por um lado, com “proximidade” de uma criança em relação a um “não-heterossexual” (¿mas o que é isso de “não-heterossexual”?), por outro lado.

Eu imagino que, para alguns gays, deve ser motivo de revolta contra a realidade e contra a natureza não poderem ter filhos peruânus: mas é a vida! Também eu gostaria de ter muita coisa que não tenho!

Get Over It!

O fim da democracia?

Filed under: Democracia em perigo,Política,Portugal — orlando braga @ 2:36 pm

 

maioria silenciosa o diabo

Segunda-feira, 31 Março 2014

A crença fundamentalista do cientismo do António Piedade contra a RTP

Filed under: Ciência,Política,politicamente correcto — orlando braga @ 6:10 pm
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O António Piedade, que escreve no blogue Rerum Natura, faz lembrar um fundamentalista islâmico wahabita da Arábia Saudita que não admite mais nenhuma crença que não a dele. Só lhe falta erguer autos-de-fé ou apedrejar os hereges em nome do cientismo.

A redução de toda a realidade à ciência e à técnica só pode vir de um burro com alvará de inteligência coimbrinha:

“Vivemos numa sociedade científica e tecnológica. Por isso, o conhecimento científico deve estar acessível a todos para garantir uma melhor cidadania em democracia.” — diz ele.

antonio piedade cientismo profeticoA ideia segundo a qual “o convívio com o pensamento científico desenvolve uma atitude crítica, uma opinião própria mais esclarecida e fundada na verdade dos factos” não é necessariamente verdadeira, ou seja, não corresponde necessariamente à verdade. Só um burro que não conheça a história do neo-empirismo dos princípios do século XX, e o Pragmatismo americano do mesmo período, pode afirmar, com toda a certeza, uma bestialidade dessas.

A ideia segundo a qual “a ciência não é uma crença” só pode vir de uma mente cristalizada em um sistema ortorrômbico, ou triclínico. Por vezes pergunto-me para que serve um curso superior, se depois de alguns anos a queimar pestanas, em vez de se aprender ainda se desaprende.

“A ciência, matemática, natural e humana é, em graus diversos, determinada pela experiência. As margens do sistema devem concordar com a experiência; o resto, como em todas as elaborações míticas ou fictícias, tem como único objectivo simplificar as leis (da ciência) — Williard Van Orman Quine.

Do empirismo, só retiramos conclusões e soluções empíricas. “A maior fé que existe é a do cientista, porque é inconfessável” (Roland Omnès).

Não me incomoda a crítica do António Piedade a uma determinada crença: o que me incomoda é a estupidez da tentativa de validar exclusivamente uma determinada crença. Ele poderia criticar, por exemplo, o Vodu, entendido em si mesmo; mas sem puxar dos galões tentando afirmar que “a ciência não é uma crença”, por um lado, e, por outro lado, que a ciência pretende resolver todos os problemas da humanidade.

É impressionante como, vivendo nós no século XXI, ainda há gente, nas universidades, que pensa como se pensava no século XIX. Pior do que as crenças populares é esta crença universitária, elitista e estúpida que se coloca acima de toda a Realidade.

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