perspectivas

Sexta-feira, 24 Outubro 2014

A ILGA Portugal, os me®dia, e a destruição linguagem

 

ilga filhos de gays

Repare-se na linguagem: “Portugal ainda não protege filhos de casais homossexuais”. Parece que os “casais” homossexuais dão filhos.

Um gay adopta uma criança, por exemplo, e automaticamente a criança passa a ser “filha” de outro gay com quem ele vive. Através da destruição da linguagem e do senso-comum, pretende-se a destruição da família natural.

Se um homem tem uma filha, essa filha tem uma mãe. E se uma mulher tem um filho, esse filho tem um pai. Mas o politicamente correcto elimina, da cultura, a noção de maternidade e de paternidade naturais. E os me®dia aplaudem. E depois temos toda a gente a dizer que existe uma crise de natalidade em Portugal.

Se um homem tem uma filha de uma mulher e depois casa-se com outra mulher, ninguém diz que a filha é da segunda mulher do referido homem. Mas se um gay tem um filho de uma mulher e depois “casa-se” com um outro gay, os me®dia e o politicamente correcto dizem que o filho é também do outro gay com quem ele vive. Os gays passam a parir pelo cu.

fascista familiar

Quinta-feira, 23 Outubro 2014

O idiota volta a atacar

 

A Lufthansa (a congénere alemã da TAP) tem um capital privado de 88 % do total das acções da companhia. O resto das acções — 12% — pertencem a instituições ligadas directa ou indirectamente ao Estado alemão.

Mas desses 88% de acções da Lufthansa que estão em mãos privadas, 68% estão em mãos de cidadãos e/ou empresas alemães.

masoquistasOu seja, a Alemanha — enquanto nação — controla, directa ou indirectamente, cerca de 80% do capital da Lufthansa. E isto não aconteceu por acaso: a privatização da Lufthansa foi desenhada de forma tal que a maioria do capital da empresa permanecesse na Alemanha. E mais: os estatutos da empresa prevêem a possibilidade de uma intervenção do Estado (leia-se, compra de acções por parte do Estado) no caso de uma OPA hostil.

Aquilo que não é pecado na Alemanha, já é pecado em Portugal.

Existe em Portugal um grupo de sado-masoquistas que se auto-intitulam de “liberais”, que pretendem que a TAP saia do controlo português. É o caso deste idiota.

Os “liberais” de pacotilha não se importam que o Estado pague biliões de Euros dos contribuintes para salvar um Banco privado (como vai acontecer com o caso do BES); mas já ficam incomodados se o Estado mantém uma qualquer posição accionista em uma empresa estratégica como é a TAP.

É certo que Portugal não é a Alemanha; e por isso teremos que ter soluções portuguesas, e não copiar as soluções alemãs. A Alemanha “blindou” a Lufthansa de uma determinada maneira; Portugal terá que “blindar” a TAP de uma forma diferente.

Se a Alemanha, enquanto nação, controla 80% da Lufthansa, segue-se que Portugal, enquanto nação, tem também o direito de controlar pelo menos a maioria do capital da TAP. E se os meios a utilizar não podem ser os mesmos, terão que ser diferentes. E mais!: PQP as “regras europeias”!

Quarta-feira, 22 Outubro 2014

Um capitalismo errado tomou conta de Portugal

Filed under: Passos Coelho,Política,Portugal — O. Braga @ 9:33 am
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Antes de entramos no tema, aconselho a leitura de três artigos:

O “capitalismo errado” é o neoliberalismo que se traduz na ideologia política que orienta o governo de Passos Coelho. O exemplo vem de cima.

Há cerca de dois anos fui contactado para assumir funções de Director Comercial de uma empresa; foi-me dito pelo dono da empresa que eu teria que despedir mensalmente o pior vendedor do mês, mesmo que ele tivesse sido o melhor vendedor do mês imediatamente anterior. Ou seja, todos os meses seria despedido um vendedor e admitido um novo vendedor. Isto é o neoliberalismo em todo o seu esplendor. Recusei a oferta.

Em nome da produtividade, o neoliberalismo mina e destrói a produtividade. Os ganhos são a curto prazo. Tal como acontece com o jogo na Bolsa, a gestão neoliberal das empresas vive apenas o momento imediato. O futuro e a sua construção não interessam. Não há futuro. As pessoas tornam-se absolutamente intermutáveis, o que significa que a especialização e a experiência do trabalhador são negadas pelo neoliberalismo empresarial.

Uma coisa é não deixar o trabalhador acomodar-se e/ou ganhar vícios (e aqui, estou de acordo). Outra coisa é tentar transformar um ser humano em uma máquina — o que é uma contradição em termos, porque uma máquina tem sempre os vícios inerentes à sua programação, seja qual for. Só o ser humano consegue corrigir vícios e evoluir por si mesmo.

Mas a Esquerda — por exemplo, o antropólogo João Carlos Louçã — não tem autoridade moral para criticar o neoliberalismo empresarial: a intermutabilidade do ser humano, nos seus papéis sociais, é uma característica de esquerda. Por exemplo, a ideologia de género, característica da Esquerda e recuperada pelo neoliberalismo, é uma ideologia de intermutabilidade do ser humano. A Esquerda também está metida na merda neoliberal até ao pescoço.


A ler: Ruthless narcissists churned out by The Apprentice aren’t fit for the real business world

Quarta-feira, 15 Outubro 2014

Teresa Leal Coelho e o Direito casuístico

 

“Teresa Leal Coelho, que esteve esta terça-feira numa conferência sobre direito da família e dos menores na Universidade Lusíada de Lisboa, explicou que, quando tiverem de decidir sobre casos concretos, mesmo com a lei actual, os juízes podem sempre alegar que a proibição de co-adopção pelos casais do mesmo sexo viola a Constituição.”

Teresa Leal Coelho desafia juízes a permitirem co-adopção

Uma coisa é a opinião pessoal que Teresa Leal Coelho tenha da Constituição; outra coisa é a defesa da aplicação casuística do Direito.

A casuística actual é um retorno ao pior da Idade Média. Por exemplo, S. Bernardo de Claraval defendeu a ideia segundo a qual seria legítimo que um homem se deitasse com a mulher de outro, “se assim fosse o desígnio de Deus”. Ou seja, cornear o parceiro não seria eticamente reprovável se correspondesse aos “desígnios de Deus”. O problema é o de saber se, neste caso, os desígnios de Deus são verdadeiros e, por isso, se são legítimos.

A casuística é isto: cada um pode invocar um qualquer “deus” para justificar subjectivamente uma excepção à regra normativa. No caso da casuística de Teresa Leal Coelho, os deuses são os juízes.

Eu não sei se a Teresa Leal Coelho é burra ou se é uma espécie de peça de decoração de um lupanar de banlieue.

Segunda-feira, 13 Outubro 2014

José Pacheco Pereira e a pedofilia

 

“Escrevi pedofilia entre aspas porque a palavra é das mais ambíguas que por aí correm, mais sujeita a simplificações, deturpações e ignorâncias. Estamos perante realidades muito diferentes entre si, umas de claro carácter patológico, outras da ordem das perversões sexuais, outras criminosas, e outras dependentes de factores sociais e culturais. Outras ainda, indevidamente classificadas na pedofilia, que na percepção popular inclui o abuso de menores, como se fosse a mesma coisa.

José Pacheco Pereira

Uma coisa que eu desprezo no José Pacheco Pereira é uma certa tendência para um gongorismo intelectual — não o tradicional gongorismo da escrita académica, mas uma tendência para complicar o que, muitas vezes, é simples. O discurso do José Pacheco Pereira é anticientífico: o princípio da navalha de Ockham não se lhe aplica.

¿As “perversões sexuais” não são de “carácter patológico”?! Mas do que é que José Pacheco Pereira está a falar?!

Ou seja, segundo o José Pacheco Pereira, há “perversões sexuais” que não têm “carácter patológico”. Desde logo teríamos que ter a noção de “perversão sexual”; mas, pelo visto, para o José Pacheco Pereira há pedófilos que não são “sexualmente pervertidos”, ou não têm qualquer “patologia”.

Fico pior que estragado com este tipo de raciocínio!


Eu também sou contra a lei da base de dados dos pedófilos da ministra Paula Teixeira da Cruz.

Por dois motivos: em primeiro lugar, não gosto dela (da ministra); olhar para ela, na televisão, causa-me imediatamente um transtorno emocional negativo. Tresanda a feminista burra (tal como a Teresa Leal Coelho).

É claro que isto não é um argumento objectivo, mas também tenho direito à minha subjectividade (tal como o José Pacheco Pereira acha subjectivamente que uma perversão sexual não é necessariamente uma patologia).

Em segundo lugar, a lei é perigosa, porque quebra princípios fundamentais que orientam o estatuto ontológico da pessoa — e não só do cidadão. Hoje, a classe política tem imensa dificuldade em distinguir a pessoa, do cidadão. Por exemplo, vemos como David Cameron prepara uma lei que restringe a liberdade de expressão em nome do combate ao terrorismo: o princípio é o mesmo: o de uma classe política constituída por “gente menor” (como dizia o saudoso José Hermano Saraiva).

Domingo, 12 Outubro 2014

A Esquerda caviar, a Direita salmão, e adopção de crianças por pares de invertidos

 

Para além da Esquerda caviar, existe em Portugal uma Direita salmão-rosa que defende o casamento anfíbio: a reprodução anfíbia é externa e a desova é feita em ambiente adequado e politicamente correcto para que a “prole” se mantenha viva.

“Temos uma dinâmica familiar em que ambos assumimos o papel de pais, a lei só me reconhece a mim, mas o nosso filho não tem dúvidas”, revela Diogo Infante.

Há uma dúvida que o filho adoptivo dele não tem: é a de que não tem mãe conhecida.

foi cesarianaNão ter mãe ou pai conhecidos, é uma infelicidade. Mas uma coisa é admitirmos que existem casos de crianças que, por infelicidade, não têm mãe conhecida; e outra coisa é apoiar um movimento político homossexualista que fomente a proliferação e vulgarização de mães desconhecidas. Uma coisa é constatar que as desgraças existem; outra coisa é tentar promover e normalizar a desgraça das crianças em nome de putativos “direitos” de adultos.

Ademais, há aqui um detalhe que não é despiciendo: o facto de a lei permitir, por hipótese e por exemplo, que um homem se “case” com o seu cão, não se depreende dessa permissão legal que exista de facto um “casamento”. A lei pode ser o que qualquer doente mental quiser; o casamento, não.

Esta gente mete nojo! — não porque sejam homossexuais (cada um come do que gosta), mas porque apresentam sintomas claros de psicopatia: não conseguem colocar-se no lugar de uma criança a quem é apagado, do registo civil, o nome da mãe e de todo o ramo familiar materno.

E, não contentes com isso, pretendem levar a sociopatia mais longe através das “barriga de aluguer” que será a próxima guerra destas bestas com forma humana.

Sábado, 11 Outubro 2014

O ónus da lei do aborto discricionário é sobretudo do Estado controlado pelas elites

 

“A verdade é que o ónus não está só no Estado, ele continua nas pessoas”.Inês Teotónio Pereira

gandhi abortoO referendo de 2007 sobre a lei do aborto não foi vinculativo: votaram menos de 50% dos portugueses. A maioria dos portugueses já tinha expressa a sua posição negativa em um referendo anterior — que este sim!, foi vinculativo! Portanto, o ónus da lei do aborto discricionário é sobretudo do Estado e da ruling class que o controla.

Num dos seus livros, Karl Popper explicou o conceito de “evolução da opinião pública”: quando as elites (a ruling class) pretendem introduzir uma lei injusta e até absurda, conseguem passar essa legislação apostando na “evolução da opinião pública” através da sonegação de informação (sub-informação), da propaganda carregada de emoção (pseudo-informação), e através da injecção de doses massivas de informação que causem uma dissonância cognitiva generalizada na população, dando origem a uma espiral do silêncio.

Hoje, quem é contra o aborto e não se expressa publicamente, é vítima de uma espiral do silêncio. Essas pessoas são a maioria dos católicos.

Foi o que aconteceu em Portugal nomeadamente com a lei do aborto: apesar de o referendo não ter sido juridicamente válido (porque votaram menos de 50% dos portugueses), as elites (a ruling class) decidiu que o referendo foi válido.

Por tudo isto, não concordo com a Inês Teotónio Pereira.

O ónus — no sentido de “culpa” ou de “obrigação de redenção” — não está nas pessoas, porque foram enganadas. As elites deste regime, a que chamam de “democracia”, venderam gato por lebre. E as elites ganharam-lhe o gosto, porque a estratégia da “evolução da opinião pública” continua em outras áreas, como por exemplo no “casamento” gay e na normalização legal e cultural do acto homossexual, na adopção de crianças por pares de invertidos, no tráfico de crianças mediante a “barriga de aluguer”, na sonegação do direito dos pais a educarem os seus filhos, na destruição da família natural, e até na defesa do fim da Pátria portuguesa.

Sexta-feira, 10 Outubro 2014

Passos Coelho não deixará saudades e será rapidamente esquecido

Filed under: Passos Coelho,Política,Portugal — O. Braga @ 9:37 am
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Desde que Passos Coelho chegou ao governo, tenho visto miséria social como nunca tinha visto em Portugal (nem no tempo do Escudo) desde que aqui cheguei em 1975. A crise não justifica tudo. Houve uma opção política miserável de Passos Coelho.

Se Sócrates será lembrado como o primeiro-ministro que levou Portugal à bancarrota, Passos Coelho será lembrado — se alguém se quiser lembrar dele — como o primeiro-ministro que se aproveitou da bancarrota para propositadamente tornar Portugal em um país miserável.

homem lixo

Quinta-feira, 9 Outubro 2014

A Direita da Esquerda

Filed under: aborto,ética,Política,politicamente correcto,Portugal — O. Braga @ 12:36 pm

 

“Os “partidos moderados e conservadores” acabem por se constituir como os nossos principais e mais perigosos “inimigos”. Nessa medida, qualquer estratégia (como a que temos visto ser seguida pela FPPV, culminando com esta “iniciativa legislativa”) que passe por alguma forma de enfeudamento da Causa da Vida a partidos como o PSD ou o CDS, acaba por representar um grande perigo para o futuro e acutilância do movimento pro-Vida.”

Assino por baixo. Com as duas mãos.

Quanto mais a Esquerda radicaliza, mais o centro político se distorce em direcção à esquerda, e mais os partidos “conservadores” e “moderados” se aproximam desse centro político distorcido e esquerdizado. E quanto mais esta estratégia esquerdista dá resultados práticos, mais a Esquerda radicaliza. Segue-se uma dinâmica de esquerdização da “direita”, na sua ânsia de se aproximar do “centro” político moldado pela moda do Zeitgeist pautado pela agenda política de Esquerda.

Caricaturando: se a Esquerda radicalizar e defender o aborto aos nove meses de gravidez, segue-se que a “direita”, na sua ânsia de se aproximar do “centro”, compromete-se a anuir com o aborto aos cinco meses de gravidez.

Por outro lado, vivemos em um tempo em que a lei esquerdista promulgada assume uma condição de dogma: qualquer lei de esquerda é considerada, mesmo pela “direita”, como sendo irrevogável. É neste sentido que Juan Manuel de Prada diz que “os partidos conservadores conservam as leis da Esquerda”.

Portanto, deveria ser a ética a condicionar a política — e não a política a definir a ética, como defendem todos os partidos políticos portugueses. Submeter a ética à política é recusar o facto de os valores da ética existirem em si mesmos e independentemente de qualquer utilidade prática. Esta é uma das razões por que o actual sistema político, que transformou a liberdade em uma espécie de escravatura, irá provavelmente desabar mais cedo que tarde.

Quarta-feira, 8 Outubro 2014

O Rui Tavares quer os feriados de 5 de Outubro e de 1 de Dezembro sem simbolismo histórico

Filed under: Política,politicamente correcto,Portugal — O. Braga @ 7:51 am
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Talvez a maior obsessão da Esquerda é apagar a História; ou, pelo menos, a História que não lhes interessa. Naturalmente que um povo sem passado não tem futuro; e o Rui Tavares sabe disso: o que se pretende é um povo sem futuro, para que uma cáfila de auto-iluminados possa impôr a sua agenda política em nome da “democracia” — ou de um conceito de democracia estafado de Habermas.

O problema é que, na democracia do modelo discursivo de Habermas adoptado por Rui Tavares, os doentes e os mais idosos não falam, e os nascituros também não. E os mortos e a sua história já não têm nenhuma relevância para a cultura: o que tem importância é o narcisismo de uma plêiade de neognósticos com ares de intelectuais de urinol.

Talvez a razão mais importante para combater e derrotar António Costa nas próximas eleições é o conluio que ele tem com esta comandita radical que pretende transformar a sociedade em um eterno presente. Depois da “esquerda caviar”, temos agora a “esquerda Carpe Diem”.

Terça-feira, 7 Outubro 2014

A mulher na política é um desastre

Filed under: Política — O. Braga @ 10:34 am
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Quando vi o vídeo em baixo, pensei que talvez S. Paulo tivesse razão em relação ao papel da mulher na política da comunidade. Vemos aqui um vídeo de uma mulher que entra em um restaurante, chorando em protesto, porque nele se servem ovos cozidos e estrelados. Quando o feminino entra na política, dá nisto; a política torna-se absolutamente irracional.

Sobre as eleições no Brasil

Filed under: Política — O. Braga @ 5:54 am
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Na minha condição de português, não tenho legitimidade para falar grande coisa sobre a actual política brasileira. Mas há uma intuição que eu tenho, mesmo vendo a situação de fora: qualquer solução para a presidência do Brasil é melhor do que Dilma Roussef — mesmo que fosse a Marina.

Se Lula da Silva foi um fenómeno de populismo político, o caso de Dilma foi um erro de casting que os brasileiros poderiam pagar muito mais caro se ela fosse reeleita.

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