perspectivas

Terça-feira, 28 Outubro 2014

O Partido Socialista quer discutir o sexo dos anjos

 

“O PS quer que 17 de Maio passe a ser o Dia Nacional contra a Homofobia e a Transfobia. A data – que evoca o dia em que a Organização Mundial de Saúde retirou a homossexualidade da sua classificação de doenças, em 1990 – já é assinalada como Dia Internacional. O PS quer agora consagrá-la no calendário português.”

PS quer criar dia contra homofobia e transfobia

Até hoje, ninguém me conseguiu dar uma definição  de “homofobia”; e de “transfobia”, também não. Haja alguém, por favor, que defina “homofobia”, para eu poder ter uma noção. E o povo português também tem direito a uma noção de “homofobia”, e não a um mero conceito alargado e subjectivista.

Não havendo uma definição de “homofobia”, o Partido Socialista anda a discutir o sexo dos anjos. Ou seja, está a falar de algo que não se sabe bem o que é. O conceito abstracto de “homofobia” está a ser utilizado pelo Partido Socialista para enganar os portugueses e para desviar a atenção do povo em relação à realidade concreta e objectiva do país.

Segunda-feira, 27 Outubro 2014

Eu vou ter que dizer alguma coisa acerca das eleições no Brasil…

Filed under: Política — O. Braga @ 8:28 am
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Não se pode desligar o que se passa no Brasil do que se passa no processo de controlo globalista. Dilma Roussef é apenas a ponta do aicebergue.

O Globalismo actua sempre de forma dialéctica: qualquer dos candidatos, Dilma ou Aécio, a serem eleitos, serviam os interesses dos globalistas, embora de maneira diferente — e não servem propriamente os interesses do Brasil. Ganhou Dilma e os mentores do globalismo estão satisfeitos, como ficariam satisfeitos se Aécio tivesse sido eleito.

Os globalistas actuam dialecticamente, em todo lado, da seguinte maneira: ou a sinificação (Dilma) ou a desnacionalização (Aécio). Os dois processos são sancionados pela plutocracia globalista.

Tanto num caso como no outro, a plutocracia globalista fica sempre a ganhar. Hoje, não existe nacionalismo político no Brasil; pode existir nacionalismo na cultura antropológica brasileira, mas a ruling class ou tende a um processo político de sinificação (Dilma) ou a um processo político de desnacionalização (a chamada “direita liberal”). Só o futuro poderá dizer qual dos dois processos políticos, minimamente controlados pelos globalistas, irá ter sucesso definitivo no Brasil.

O processo de sinificação, encarnado por Lula / Dilma, é o mais perigoso para o Brasil, porque tende a enquistar-se a si próprio e ao país. Apesar dos seus inconvenientes, a desnacionalização liberal teria a vantagem de tirar rapidamente o Brasil do seu actual estatuto global de “anão comercial”.

Através de argumentos ad Terrorem contra Aécio, Dilma nada mais fez do que continuar o processo de enquistamento do Brasil na cena internacional: esse enquistamento pode ser o prelúdio de um provável desenvolvimento da sinificação do Brasil.

“Sinificação” não significa que o Brasil se transforme em uma cópia fiel da China. Isso seria impossível.

O que é comum a todos os países, no processo de sinificação, é o desenvolvimento de uma qualquer forma absolutista de Poder “em nome do povo”, que em uma fase inicial pode utilizar as eleições para legitimar o enraizamento cultural da necessidade de um Poder político cada vez mais discricionário. O Brasil tem vindo a resistir a esse processo de sinificação, como prova o facto de Aécio ter tido uma votação próxima de Dilma.

Este processo político — de sinificação progressiva do Brasil — só poderá ser contrariado mediante um qualquer fenómeno político extraordinário que hoje não podemos prever. Hoje encontrei um texto no FaceBook que resume a realidade do processo de sinificação no Brasil:

“Ganhou a Dilma de novo.

O pobre não entrava na faculdade. O que o PT fez? Investiu na Educação? Não, tornou a prova mais fácil.

Mesmo assim, os negros continuaram a não conseguir entrar na faculdade. O que o PT fez? Melhorou a qualidade do ensino médio? Não, destinou 30% das vagas nas universidades públicas aos negros que entram sem fazer as provas.

O analfabetismo era grande. O que o PT fez? Incentivou a leitura? Não, passou a considerar como alfabetizado quem sabe escrever o próprio nome.

A pobreza era grande. O que o PT fez? Investiu em empregos e incentivos à produção e ao empreendedorismo? Não. Baixou a linha da pobreza e passou a considerar classe média quem ganha R$300,00.

O desemprego era grande. O que o PT fez? Deu emprego? Não. Passou a considerar como empregado quem recebe o “bolsa família” ou não procura emprego.

A saúde estava muito ruim. O que o PT fez? Investiu em hospitais e em infraestrutura de saúde, criou mais cursos na área de medicina? Não. Importou um monte de cubanos que sequer fizeram a prova para comprovar sua eficiência e que aparentemente nem médicos são. (Um já foi identificado como capitão do exército cubano)

Alguém ainda duvida que esse governo é uma tremenda mentira?”

Sábado, 25 Outubro 2014

A lei 36/98 ou Lei de Saúde Mental

 

Trata-se de uma lei iníqua e monstruosa que só poderia ter origem em uma mente socialista.

A lei 36/98 (ver PDF) foi assinada pelo presidente da república socialista Jorge Sampaio durante o governo socialista de António Guterres. Os pareceres técnicos foram da lavra do psiquiatra socialista Daniel Sampaio, irmão do presidente da república socialista.

O Vítor Cunha, do blogue Blasfémias, traz aqui um assunto pertinente e que está ligado à lei socialista 36/98. O problema não está propriamente na área da psiquiatria, mas está sobretudo no facto de a lei criar um espartilho à acção da psiquiatria. O Direito não se deveria meter em áreas que não são da sua lavra.

A lei 36/98 faz com que alguém com uma neurose histérica, por exemplo, passe a ser tratada legalmente como se fosse esquizofrénica. Ora, uma neurose histérica não é uma esquizofrenia, embora uma neurótica histérica também recuse tratamento e não tenha plena consciência da gravidade do seu estado — embora esteja em um sofrimento psicológico atroz. A lei não distingue casos de mais gravidade e de menos gravidade, e trata todos os casos por igual.

Por outro lado, a lei dificulta, ou impossibilita mesmo, qualquer revisão de diagnóstico psiquiátrico quando a doente se encontra em tratamento ambulatório (fora de internamento em hospital) — uma vez que a doente passa a estar sob alçada de um tribunal.

Quando a máquina enferrujada da “justiça” entra na equação do processo de tratamento ambulatório, acontece uma certa inibição médica em relação a qualquer revisão de diagnóstico.

Ou seja, o primeiro diagnóstico saído do internamento compulsivo passa a ser de difícil modificação por parte do médico do ambulatório — não só porque existe uma resistência natural e corporativista em relação a um diagnóstico anterior de um profissional do mesmo ofício, mas sobretudo porque existe uma enorme inércia burocrática da “justiça” que é necessário vencer. O tribunal passa a ser uma espécie de “eminência parda” em todo o processo de tratamento médico, e inflexibiliza a acção médica.

Na prática, a lei 36/98 nega direitos essenciais e básicos ao doente. Por exemplo, ao incentivar o imobilismo do diagnóstico médico, não reconhece nem prevê a possibilidade de que o primeiro diagnóstico possa estar errado ou inadequado. Ao doente é negada qualquer tentativa de recusa racional do diagnóstico inicial, porque o estigma fica instalado através da intervenção ilegítima da lei. Trata-se de uma lei iníqua e monstruosa que só poderia ter origem em uma mente socialista.

Sexta-feira, 24 Outubro 2014

A ILGA Portugal, os me®dia, e a destruição linguagem

 

ilga filhos de gays

Repare-se na linguagem: “Portugal ainda não protege filhos de casais homossexuais”. Parece que os “casais” homossexuais dão filhos.

Um gay adopta uma criança, por exemplo, e automaticamente a criança passa a ser “filha” de outro gay com quem ele vive. Através da destruição da linguagem e do senso-comum, pretende-se a destruição da família natural.

Se um homem tem uma filha, essa filha tem uma mãe. E se uma mulher tem um filho, esse filho tem um pai. Mas o politicamente correcto elimina, da cultura, a noção de maternidade e de paternidade naturais. E os me®dia aplaudem. E depois temos toda a gente a dizer que existe uma crise de natalidade em Portugal.

Se um homem tem uma filha de uma mulher e depois casa-se com outra mulher, ninguém diz que a filha é da segunda mulher do referido homem. Mas se um gay tem um filho de uma mulher e depois “casa-se” com um outro gay, os me®dia e o politicamente correcto dizem que o filho é também do outro gay com quem ele vive. Os gays passam a parir pelo cu.

fascista familiar

Quinta-feira, 23 Outubro 2014

O idiota volta a atacar

 

A Lufthansa (a congénere alemã da TAP) tem um capital privado de 88 % do total das acções da companhia. O resto das acções — 12% — pertencem a instituições ligadas directa ou indirectamente ao Estado alemão.

Mas desses 88% de acções da Lufthansa que estão em mãos privadas, 68% estão em mãos de cidadãos e/ou empresas alemães.

masoquistasOu seja, a Alemanha — enquanto nação — controla, directa ou indirectamente, cerca de 80% do capital da Lufthansa. E isto não aconteceu por acaso: a privatização da Lufthansa foi desenhada de forma tal que a maioria do capital da empresa permanecesse na Alemanha. E mais: os estatutos da empresa prevêem a possibilidade de uma intervenção do Estado (leia-se, compra de acções por parte do Estado) no caso de uma OPA hostil.

Aquilo que não é pecado na Alemanha, já é pecado em Portugal.

Existe em Portugal um grupo de sado-masoquistas que se auto-intitulam de “liberais”, que pretendem que a TAP saia do controlo português. É o caso deste idiota.

Os “liberais” de pacotilha não se importam que o Estado pague biliões de Euros dos contribuintes para salvar um Banco privado (como vai acontecer com o caso do BES); mas já ficam incomodados se o Estado mantém uma qualquer posição accionista em uma empresa estratégica como é a TAP.

É certo que Portugal não é a Alemanha; e por isso teremos que ter soluções portuguesas, e não copiar as soluções alemãs. A Alemanha “blindou” a Lufthansa de uma determinada maneira; Portugal terá que “blindar” a TAP de uma forma diferente.

Se a Alemanha, enquanto nação, controla 80% da Lufthansa, segue-se que Portugal, enquanto nação, tem também o direito de controlar pelo menos a maioria do capital da TAP. E se os meios a utilizar não podem ser os mesmos, terão que ser diferentes. E mais!: PQP as “regras europeias”!

Quarta-feira, 22 Outubro 2014

Um capitalismo errado tomou conta de Portugal

Filed under: Passos Coelho,Política,Portugal — O. Braga @ 9:33 am
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Antes de entramos no tema, aconselho a leitura de três artigos:

O “capitalismo errado” é o neoliberalismo que se traduz na ideologia política que orienta o governo de Passos Coelho. O exemplo vem de cima.

Há cerca de dois anos fui contactado para assumir funções de Director Comercial de uma empresa; foi-me dito pelo dono da empresa que eu teria que despedir mensalmente o pior vendedor do mês, mesmo que ele tivesse sido o melhor vendedor do mês imediatamente anterior. Ou seja, todos os meses seria despedido um vendedor e admitido um novo vendedor. Isto é o neoliberalismo em todo o seu esplendor. Recusei a oferta.

Em nome da produtividade, o neoliberalismo mina e destrói a produtividade. Os ganhos são a curto prazo. Tal como acontece com o jogo na Bolsa, a gestão neoliberal das empresas vive apenas o momento imediato. O futuro e a sua construção não interessam. Não há futuro. As pessoas tornam-se absolutamente intermutáveis, o que significa que a especialização e a experiência do trabalhador são negadas pelo neoliberalismo empresarial.

Uma coisa é não deixar o trabalhador acomodar-se e/ou ganhar vícios (e aqui, estou de acordo). Outra coisa é tentar transformar um ser humano em uma máquina — o que é uma contradição em termos, porque uma máquina tem sempre os vícios inerentes à sua programação, seja qual for. Só o ser humano consegue corrigir vícios e evoluir por si mesmo.

Mas a Esquerda — por exemplo, o antropólogo João Carlos Louçã — não tem autoridade moral para criticar o neoliberalismo empresarial: a intermutabilidade do ser humano, nos seus papéis sociais, é uma característica de esquerda. Por exemplo, a ideologia de género, característica da Esquerda e recuperada pelo neoliberalismo, é uma ideologia de intermutabilidade do ser humano. A Esquerda também está metida na merda neoliberal até ao pescoço.


A ler: Ruthless narcissists churned out by The Apprentice aren’t fit for the real business world

Quarta-feira, 15 Outubro 2014

Teresa Leal Coelho e o Direito casuístico

 

“Teresa Leal Coelho, que esteve esta terça-feira numa conferência sobre direito da família e dos menores na Universidade Lusíada de Lisboa, explicou que, quando tiverem de decidir sobre casos concretos, mesmo com a lei actual, os juízes podem sempre alegar que a proibição de co-adopção pelos casais do mesmo sexo viola a Constituição.”

Teresa Leal Coelho desafia juízes a permitirem co-adopção

Uma coisa é a opinião pessoal que Teresa Leal Coelho tenha da Constituição; outra coisa é a defesa da aplicação casuística do Direito.

A casuística actual é um retorno ao pior da Idade Média. Por exemplo, S. Bernardo de Claraval defendeu a ideia segundo a qual seria legítimo que um homem se deitasse com a mulher de outro, “se assim fosse o desígnio de Deus”. Ou seja, cornear o parceiro não seria eticamente reprovável se correspondesse aos “desígnios de Deus”. O problema é o de saber se, neste caso, os desígnios de Deus são verdadeiros e, por isso, se são legítimos.

A casuística é isto: cada um pode invocar um qualquer “deus” para justificar subjectivamente uma excepção à regra normativa. No caso da casuística de Teresa Leal Coelho, os deuses são os juízes.

Eu não sei se a Teresa Leal Coelho é burra ou se é uma espécie de peça de decoração de um lupanar de banlieue.

Segunda-feira, 13 Outubro 2014

José Pacheco Pereira e a pedofilia

 

“Escrevi pedofilia entre aspas porque a palavra é das mais ambíguas que por aí correm, mais sujeita a simplificações, deturpações e ignorâncias. Estamos perante realidades muito diferentes entre si, umas de claro carácter patológico, outras da ordem das perversões sexuais, outras criminosas, e outras dependentes de factores sociais e culturais. Outras ainda, indevidamente classificadas na pedofilia, que na percepção popular inclui o abuso de menores, como se fosse a mesma coisa.

José Pacheco Pereira

Uma coisa que eu desprezo no José Pacheco Pereira é uma certa tendência para um gongorismo intelectual — não o tradicional gongorismo da escrita académica, mas uma tendência para complicar o que, muitas vezes, é simples. O discurso do José Pacheco Pereira é anticientífico: o princípio da navalha de Ockham não se lhe aplica.

¿As “perversões sexuais” não são de “carácter patológico”?! Mas do que é que José Pacheco Pereira está a falar?!

Ou seja, segundo o José Pacheco Pereira, há “perversões sexuais” que não têm “carácter patológico”. Desde logo teríamos que ter a noção de “perversão sexual”; mas, pelo visto, para o José Pacheco Pereira há pedófilos que não são “sexualmente pervertidos”, ou não têm qualquer “patologia”.

Fico pior que estragado com este tipo de raciocínio!


Eu também sou contra a lei da base de dados dos pedófilos da ministra Paula Teixeira da Cruz.

Por dois motivos: em primeiro lugar, não gosto dela (da ministra); olhar para ela, na televisão, causa-me imediatamente um transtorno emocional negativo. Tresanda a feminista burra (tal como a Teresa Leal Coelho).

É claro que isto não é um argumento objectivo, mas também tenho direito à minha subjectividade (tal como o José Pacheco Pereira acha subjectivamente que uma perversão sexual não é necessariamente uma patologia).

Em segundo lugar, a lei é perigosa, porque quebra princípios fundamentais que orientam o estatuto ontológico da pessoa — e não só do cidadão. Hoje, a classe política tem imensa dificuldade em distinguir a pessoa, do cidadão. Por exemplo, vemos como David Cameron prepara uma lei que restringe a liberdade de expressão em nome do combate ao terrorismo: o princípio é o mesmo: o de uma classe política constituída por “gente menor” (como dizia o saudoso José Hermano Saraiva).

Domingo, 12 Outubro 2014

A Esquerda caviar, a Direita salmão, e adopção de crianças por pares de invertidos

 

Para além da Esquerda caviar, existe em Portugal uma Direita salmão-rosa que defende o casamento anfíbio: a reprodução anfíbia é externa e a desova é feita em ambiente adequado e politicamente correcto para que a “prole” se mantenha viva.

“Temos uma dinâmica familiar em que ambos assumimos o papel de pais, a lei só me reconhece a mim, mas o nosso filho não tem dúvidas”, revela Diogo Infante.

Há uma dúvida que o filho adoptivo dele não tem: é a de que não tem mãe conhecida.

foi cesarianaNão ter mãe ou pai conhecidos, é uma infelicidade. Mas uma coisa é admitirmos que existem casos de crianças que, por infelicidade, não têm mãe conhecida; e outra coisa é apoiar um movimento político homossexualista que fomente a proliferação e vulgarização de mães desconhecidas. Uma coisa é constatar que as desgraças existem; outra coisa é tentar promover e normalizar a desgraça das crianças em nome de putativos “direitos” de adultos.

Ademais, há aqui um detalhe que não é despiciendo: o facto de a lei permitir, por hipótese e por exemplo, que um homem se “case” com o seu cão, não se depreende dessa permissão legal que exista de facto um “casamento”. A lei pode ser o que qualquer doente mental quiser; o casamento, não.

Esta gente mete nojo! — não porque sejam homossexuais (cada um come do que gosta), mas porque apresentam sintomas claros de psicopatia: não conseguem colocar-se no lugar de uma criança a quem é apagado, do registo civil, o nome da mãe e de todo o ramo familiar materno.

E, não contentes com isso, pretendem levar a sociopatia mais longe através das “barriga de aluguer” que será a próxima guerra destas bestas com forma humana.

Sábado, 11 Outubro 2014

O ónus da lei do aborto discricionário é sobretudo do Estado controlado pelas elites

 

“A verdade é que o ónus não está só no Estado, ele continua nas pessoas”.Inês Teotónio Pereira

gandhi abortoO referendo de 2007 sobre a lei do aborto não foi vinculativo: votaram menos de 50% dos portugueses. A maioria dos portugueses já tinha expressa a sua posição negativa em um referendo anterior — que este sim!, foi vinculativo! Portanto, o ónus da lei do aborto discricionário é sobretudo do Estado e da ruling class que o controla.

Num dos seus livros, Karl Popper explicou o conceito de “evolução da opinião pública”: quando as elites (a ruling class) pretendem introduzir uma lei injusta e até absurda, conseguem passar essa legislação apostando na “evolução da opinião pública” através da sonegação de informação (sub-informação), da propaganda carregada de emoção (pseudo-informação), e através da injecção de doses massivas de informação que causem uma dissonância cognitiva generalizada na população, dando origem a uma espiral do silêncio.

Hoje, quem é contra o aborto e não se expressa publicamente, é vítima de uma espiral do silêncio. Essas pessoas são a maioria dos católicos.

Foi o que aconteceu em Portugal nomeadamente com a lei do aborto: apesar de o referendo não ter sido juridicamente válido (porque votaram menos de 50% dos portugueses), as elites (a ruling class) decidiu que o referendo foi válido.

Por tudo isto, não concordo com a Inês Teotónio Pereira.

O ónus — no sentido de “culpa” ou de “obrigação de redenção” — não está nas pessoas, porque foram enganadas. As elites deste regime, a que chamam de “democracia”, venderam gato por lebre. E as elites ganharam-lhe o gosto, porque a estratégia da “evolução da opinião pública” continua em outras áreas, como por exemplo no “casamento” gay e na normalização legal e cultural do acto homossexual, na adopção de crianças por pares de invertidos, no tráfico de crianças mediante a “barriga de aluguer”, na sonegação do direito dos pais a educarem os seus filhos, na destruição da família natural, e até na defesa do fim da Pátria portuguesa.

Sexta-feira, 10 Outubro 2014

Passos Coelho não deixará saudades e será rapidamente esquecido

Filed under: Passos Coelho,Política,Portugal — O. Braga @ 9:37 am
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Desde que Passos Coelho chegou ao governo, tenho visto miséria social como nunca tinha visto em Portugal (nem no tempo do Escudo) desde que aqui cheguei em 1975. A crise não justifica tudo. Houve uma opção política miserável de Passos Coelho.

Se Sócrates será lembrado como o primeiro-ministro que levou Portugal à bancarrota, Passos Coelho será lembrado — se alguém se quiser lembrar dele — como o primeiro-ministro que se aproveitou da bancarrota para propositadamente tornar Portugal em um país miserável.

homem lixo

Quinta-feira, 9 Outubro 2014

A Direita da Esquerda

Filed under: aborto,ética,Política,politicamente correcto,Portugal — O. Braga @ 12:36 pm

 

“Os “partidos moderados e conservadores” acabem por se constituir como os nossos principais e mais perigosos “inimigos”. Nessa medida, qualquer estratégia (como a que temos visto ser seguida pela FPPV, culminando com esta “iniciativa legislativa”) que passe por alguma forma de enfeudamento da Causa da Vida a partidos como o PSD ou o CDS, acaba por representar um grande perigo para o futuro e acutilância do movimento pro-Vida.”

Assino por baixo. Com as duas mãos.

Quanto mais a Esquerda radicaliza, mais o centro político se distorce em direcção à esquerda, e mais os partidos “conservadores” e “moderados” se aproximam desse centro político distorcido e esquerdizado. E quanto mais esta estratégia esquerdista dá resultados práticos, mais a Esquerda radicaliza. Segue-se uma dinâmica de esquerdização da “direita”, na sua ânsia de se aproximar do “centro” político moldado pela moda do Zeitgeist pautado pela agenda política de Esquerda.

Caricaturando: se a Esquerda radicalizar e defender o aborto aos nove meses de gravidez, segue-se que a “direita”, na sua ânsia de se aproximar do “centro”, compromete-se a anuir com o aborto aos cinco meses de gravidez.

Por outro lado, vivemos em um tempo em que a lei esquerdista promulgada assume uma condição de dogma: qualquer lei de esquerda é considerada, mesmo pela “direita”, como sendo irrevogável. É neste sentido que Juan Manuel de Prada diz que “os partidos conservadores conservam as leis da Esquerda”.

Portanto, deveria ser a ética a condicionar a política — e não a política a definir a ética, como defendem todos os partidos políticos portugueses. Submeter a ética à política é recusar o facto de os valores da ética existirem em si mesmos e independentemente de qualquer utilidade prática. Esta é uma das razões por que o actual sistema político, que transformou a liberdade em uma espécie de escravatura, irá provavelmente desabar mais cedo que tarde.

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