perspectivas

Sábado, 4 Novembro 2017

Um português ou espanhol mediano já não consegue distinguir o radicalismo político

Filed under: Catalunha,Escócia,Espanha,Pedro Arroja,Reino Unido — O. Braga @ 10:43 am

 

Muitas vezes não compreendo o raciocínio do Pedro Arroja. Eu bem tento, mas não chego lá.

Por exemplo, neste poste: Pedro Arroja parece querer sustentar o caso da legitimidade da independência da Catalunha caso existisse em Espanha uma independência do poder judicial em relação ao poder político.

Vamos comparar o caso da independência da Escócia, por um lado, com o caso da independência da Catalunha, por outro lado.

A diferença é que, no caso da Catalunha, o processo de independência foi conduzido e orquestrado por radicais marxistas — ao passo que o referendo da independência da Escócia realizado há pouco tempo (ganhou o “não”), por exemplo, manteria a rainha de Inglaterra como chefe-de-estado da Escócia (tal como acontece ainda hoje com o Canadá, com a Austrália e outros países) se o “sim” ganhasse.

Em contraponto ao que se passa na Escócia, os radicais marxistas catalães pretendem não só uma ruptura total com a história de Espanha (implantação da república), mas vão ainda mais longe: não se importam de levar a Catalunha à bancarrota (a Catalunha já perdeu cerca de 22% do seu PIB) só para tomar o Poder político de assalto.

Se os independentistas catalães defendessem a incorporação da Catalunha independente no reino de Espanha (ou seja, se não fossem radicais marxistas), talvez tivessem tido mais aceitação dos povos de Espanha.

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Terça-feira, 3 Outubro 2017

O tempo da Catalunha independente já passou

Filed under: Catalunha,Espanha — O. Braga @ 10:22 am

 

Por princípio, sou a favor da independência das nações, quanto mais não seja porque Portugal é uma nação independente desde 1143 Anno Domini, e é o país que tem as fronteiras definitivas mais antigas da Europa (desde o Tratado de Alcanizes em 1297).

A Catalunha foi outrora um reino independente, o Reino de Aragão, com capital em Barcelona.

Quando se casaram as dinastias com as do reino de Castela, a capital passou para Madrid, e a Catalunha passou a província. Uma coisa parecida aconteceu com Portugal entre 1580 e 1640, com a diferença de que o território português é maior do que o da Catalunha (e com mais população) e Portugal tem fronteiras naturais (rios, montanhas) que tornavam muito mais difícil a penetração dos exércitos castelhanos.

Ao longo de séculos, a nacionalidade catalã teve as suas oportunidades para vingar, mas nunca foi suficientemente forte para se impôr ao centralismo de Madrid. A partir de finais do século XVII iniciou-se a colonização da Catalunha por parte de gente de outras regiões de Espanha, e com a industrialização da Catalunha temos hoje já uma grande percentagem de população que não é etnicamente catalã e não fala catalão.

A independência da Catalunha é hoje uma tarefa quase impossível, porque a sua legitimidade está ferida de morte.

Eu não aprecio as ideias de Unamuno, mas ele estava certo quando escreveu quea religião faz a pátria e é a pátria do espírito”.

Enquanto a Espanha (incluindo a Catalunha) foi católica, os independentismos espanhóis ficaram mais ou menos adormecidos — até que os ateus marxistas resolveram iniciar uma sangrenta guerra civil que Franco ganhou. Hoje, a independência da Catalunha volta a ser uma iniciativa dos novos marxistas e ateístas, que não perceberam que a independência de um país pertence à nação, e não a uma ideologia política qualquer.

Terça-feira, 6 Junho 2017

Madrid instala semáforos contra a homofobia

 

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Quarta-feira, 17 Maio 2017

A classe política espanhola falsificou as estatísticas da violência doméstica

 

A classe política espanhola falsificou os números estatísticos para justificar uma “lei de violência de género” em que só a mulher é vítima.

“Y como la cifra real de víctimas no correspondía a ese esquema (había casi empate técnico de muertes masculinas y femeninas en el ámbito doméstico) se falsearon las cifras y se amañaron las estadísticas, eliminando las muertes de menores, ancianos y hombres, de suerte que apareciera únicamente la mujer.

Era preciso justificar que se iba a hacer una Ley de Violencia de Género y, sobre todo, era preciso justificar el maná de la Unión Europea del que se iban a beneficiar consejerías, expertos, psicólogos sociales, despachos de abogados y asociaciones feministas.”

A chave da vigarice da “lei de violência de género” é… 24 mil milhões de Euros!, para alimentar uma série de chulos e putas politicamente correctos que se abotoam com o dinheiro “dado” pela União Europeia.

Ley de Violencia de Género / Así falsearon PP y PSOE la cifra de mujeres maltratadas

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