Para a ciência Física, é possível prever que ½ de grama de urânio se decompõe em 4,5 milhões de anos; porém, à ciência não é possível dizer quando apenas um só átomo de urânio se decompõe: pode levar muitos milhões de anos ou pode decompor-se imediatamente (em termos do nosso tempo).
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Domingo, 12 Junho 2011
O ser humano religioso sabe que a realidade é paradoxal
Segunda-feira, 30 Janeiro 2012
A política nacional parece um bordel
Um diz que “os Cavaquistas anónimos que desamparem o tasco”, e o outro diz que “ninguém sabe quem são os Cavaquistas porque são anónimos”. A política transformou-se em uma dialéctica de lupanar.
Brasil: Abaixo-assinado contra a regulamentação de filósofo como profissão
“Este abaixo-assinado vem manifestar sua recusa e contrariedade para com o projeto de lei número 2533, de 2011, de autoria do Sr. Giovani Cherini, o qual dispõe sobre o exercício da profissão de filósofo.”
A filosofia pode ser tida como uma profissão?
1. Se entendermos “profissão” como uma área de actividade ligada à tecnologia e/ou à ciência positivista, a filosofia não pode ser considerada como profissão. Neste contexto, não existe a profissão de filósofo. Porém, a palavra “profissão” sofreu uma reinterpretação que lhe retirou o sentido original.
2. O substantivo “profissão” teve origem no verbo latino “professare”, que significa “reconhecer”, “confessar publicamente”, “exercer”, “ensinar”, ou “seguir a regra de” alguma coisa [por exemplo, seguir a regra de uma doutrina ou de uma confissão religiosa]. Portanto, do ponto de vista etimológico e histórico, a “profissão” não se reduz apenas a uma actividade técnica ou científico-positivista.
3. Um licenciado em filosofia não é necessariamente um filósofo, pelas razões aduzidas no ponto 4. De um modo semelhante, não existe a profissão de “cientista” senão depois do reconhecimento público e inter-pares desse estatuto profissional; ou seja, um licenciado em Física, por exemplo, não é automaticamente um cientista.
4. No sentido do ponto 2., existe a profissão de filósofo, mas a condição da profissão de filósofo é o reconhecimento por parte da sociedade em geral desse estatuto, e não é necessariamente resultante de um diploma ou de um “alvará de inteligência”. O estatuto de filósofo resulta de um exercício ou de uma prática, e não de um reconhecimento público a priori como acontece com as profissões técnicas. Da actividade de um filósofo espera-se essencialmente uma autoridade de facto que subordine uma eventual autoridade de direito.
5. As ideias do filósofo, como de um qualquer autor e /ou escritor, estão protegidas pelos direitos de autor. Não é necessário um “sindicato de filósofos”, ou coisa parecida, para garantir os direitos de autor dos filósofos.
6. Transformar a profissão de filósofo em uma profissão técnica, conforme o ponto 1., resulta de uma determinada agenda ideológica e política.
O estado da Europa: “Nós temos mais indústria do que o nosso vizinho”
A sneering Nicolas Sarkozy has attacked Britain for being a country with ‘no industry’.
The embattled French President, who is hoping to be re-elected this Spring, made the extraordinary outburst as he defended a VAT rise during a prime time national TV broadcast.
He had just announced a 1.6 per cent hike in VAT in a move designed to boost France’s failing economy.
But when a journalist pointed out that Britain had experienced a rise in prices after increasing its VAT contributions, Mr Sarkozy spat out the words: ‘The United Kingdom has no industry any more’.
Domingo, 29 Janeiro 2012
O cidadão isolado face ao Estado
“Há bocado, estacionando o carro no Campo Grande, abeirou-se de mim uma pessoa a pedir. Acontece muitas vezes. Às vezes, ligo; outras vezes, nem por isso. Hoje, prendeu-me a atenção.
Pedia-me ajuda, que tinha fome. Pedia-me uma moeda, para almoçar.”
Ler o resto em Avenida da Liberdade: Sinais dos tempos.
O cidadão está hoje cada vez mais isolado, cada vez mais atomizado, face ao Estado. Existe o Estado, por um lado, e o cidadão ilhado, por outro lado. Pouco resta entre os dois.
Entre o Estado e o cidadão, existiam, ainda há relativamente pouco tempo, diversas instituições que desapareceram ou vão desaparecendo; e até a instituição da família está a desaparecer, minada por dentro por via da desvalorização cultural e política do casamento e da filiação — e para gáudio da Esquerda [e dos palhaços do PSD].
A total atomização do cidadão face ao Estado é a condição da possibilidade da instauração de um regime totalitário, e a Esquerda não descansa enquanto não o conseguir. É uma questão de tempo.
O valor das coisas
Embora fique aqui ressalvada a complementaridade daquilo a que se chama respectivamente de “valor intrínseco” e de “valor instrumental” — do conhecimento, neste caso, mas poderia ser, por exemplo, o valor da justiça ou de outra coisa qualquer —, eu tenho imensa dificuldade em distinguir o “valor intrínseco” do “valor instrumental”, e seja do que for.
Não pode haver “valor intrínseco” sem “valor instrumental”, e vice-versa. E se uma coisa depende directamente de outra para existir, sem que haja necessariamente um nexo causal [causa/efeito] entre essas duas coisas, então trata-se apenas de uma coisa só, embora possamos ver essa mesma coisa a partir de diferentes aspectos.
Entronca aqui, por exemplo, a noção de luz. O que é a luz? Quando tentamos definir a luz, atribuímos-lhe um determinado valor. A luz começou por ser definida como sendo formada por partículas; depois, a ciência passou a dizer que a luz era constituída por ondas; e, com o advento da física quântica, chegou-se à conclusão que a luz é constituída pela complementaridade entre ondas e partículas — ou seja, podemos ver a luz, em alguns casos, como partículas, e noutros casos como ondas. A complementaridade entre a onda e a partícula diz respeito a uma só coisa: a luz.
Não pode existir luz sem essa complementaridade, e aquilo que é a complementaridade é, no âmago, a unidade que subjaz à própria existência da luz. A complementaridade é a unidade do conceito de luz. Falamos, então, da “unidade do conceito de luz”, assim como de “unidade do conceito de conhecimento” — [Santo Agostinho dizia que “quando começamos a dividir, começamos a errar”; e embora os números naturais integrais ou inteiros “progridam” infinitamente para N+1, apenas podem regredir a 1; abaixo de 1 não existem números naturais integrais].
Foi a separação dessa unidade do conceito do valor conhecimento em dois sub-conceitos — “valor intrínseco” e de “valor instrumental” — que abriu o caminho para aquilo a que a Helena Damião chamou, e muito bem, “uma lógica utilitarista e imediatista de informação avulsa”, que atribui a ascendência da utilidade sobre a essência do conhecimento. Essa lógica utilitarista não transmite conhecimento, porque o conhecimento implica a emergência de um espírito crítico: antes, apenas formata cérebros de uma forma semelhante à formatação de um disco duro de um computador que perde a sua utilidade assim que um novo paradigma científico/tecnológico entre em vigor.
Finalmente, um aspecto curioso sobre a “lógica utilitarista e imediatista de informação avulsa” : Richard Dawkins diz frequentemente que os ateus são mais inteligentes e cultos do que as pessoas religiosas. E eu pergunto: foi com este sistema de ensino em vigor que os ateus ficaram mais inteligentes e cultos?!
O 5 de Outubro de 1143 e o 1º de Dezembro de 1640

“A formação de Portugal e a nossa própria existência corresponde à nossa independência no contexto da península e das Espanhas. Poderíamos comemorá-la com referência a três momentos: a Fundação, no século XII, com Afonso Henriques, separando-nos do Reino de Leão; o Interregno, no século XIV, resistindo ao Reino de Castela; e a Restauração, no século XVII, recuperando a independência depois de 60 anos de domínio dos Filipes e libertando-nos de novo da Espanha moderna. Destas três referências históricas possíveis, aquela que escolhemos há muito para celebrarmos, em feriado nacional, a nossa própria existência como país e como povo foi a do 1º de Dezembro. Está certo. Não podemos deixar de o fazer.”
A data da fundação nacional é o dia 5 de Outubro de 1143, dia em que foi assinado o Tratado de Zamora; é esta a data que corresponde, em primeiro lugar, à independência de Portugal. Se os republicanos comemoram o dia 5 de Outubro de 1910 [dia do golpe-de-estado da Carbonária que implantou a república], isso não significa que todos os portugueses não devam comemorar o dia 5 de Outubro de 1143. Ou seja: a comemoração do dia 5 de Outubro é uma prerrogativa dos monárquicos, porque esta data simboliza o início da monarquia aliada à nacionalidade portuguesa.
O dia 1º de Dezembro de 1640 tem a importância da reiteração da nação portuguesa e da sua reconfirmação identitária. Ambos os feriados deveriam ser mantidos. E se globetrotters assépticos do PSD do Pernalonga quiserem acabar com dois feriados, poderiam optar pelo 25 de Abril e pelo feriado “não-oficial” da Quarta-feira de Carnaval — já que mexer no 1º de Maio e no 10 de Junho seria deitar mais lenha para o fogo da polémica.
Os novos Macartismos
Quando dois aviões embateram nas torres gémeas de Nova Iorque, gerou-se em todo o mundo um clima político securitário que ainda hoje perdura, e que se aprofundou com a nova tecnologia que despe literalmente o cidadão que pretende viajar de avião. O terror passou a justificar o terror. Em nome da liberdade, restringe-se a liberdade. Quando, à entrada para o avião, sou apalpado em tudo o que é sítio, dizem-me que “é para o meu bem”: quebra-se a privacidade do indivíduo em nome da putativa salvaguarda da sua privacidade.
A crítica que o José Pacheco Pereira faz aqui aos “anónimos”, é pertinente; assim como a crítica que se fez ao totalitarismo comunista, no tempo de Joseph McCarthy, também era pertinente. O que eu já não considero pertinente nem racional foi a “caça às bruxas” do Macartismo, em que muita gente inocente foi apanhada em uma teia de esquizofrenia política e social. Custa-me a aceitar que seja considerado pertinente que, em um ambiente em que alegadamente impera a ilegitimidade e a ilegalidade, se justifique a tomada de medidas ilegítimas, embora legais.
Portanto, a crítica política que o José Pacheco Pereira faz aos “anónimos” é um fait-divers e pretende ocultar o verdadeiro problema, que é ético e resulta, por isso, de uma hierarquização de valores. A reacção dos “anónimos” à lei SOPA é apenas a outra face da medalha de que fazem parte os autores da lei: é um radicalismo que se opõe a outro.
Pedro Rosa Mendes critica a ponta do aicebergue onde ele próprio está sentado
Eu não conheço, em detalhe, a orientação política de Pedro Rosa Mendes e, por isso, vou apenas circunscrever a minha opinião a este áudio.

http://www.youtube.com/watch?v=wmGPv4bgOrw
Angola representa hoje o desígnio [ou o desenho] de uma certa concepção política globalista/sincrética que pretende moldar o mundo, e que se revela em uma determinada comunhão entre mundividências políticas ainda há pouco tempo opostas — se é que deixaram de ser opostas. É esse mesmo sincretismo político globalista que determina a construção da União Europeia que Pedro Rosa Mendes apoia politicamente, e face à qual ele próprio entra em contradição quando critica Angola.

Henry Kissinger e Zhou Enlai, 1971
Angola é apenas uma das muitas “faces descaradas” desse sincretismo globalista que pretende uma união dos opostos segundo uma concepção heracliteana da realidade. Esta tentativa sincrética de eliminação da Metaxia [segundo o conceito de Platão] que é o “campo neutro” onde o Homem se situa face à “dialéctica dos contrários” que impera no universo e que deriva da ordem divina, é uma característica fundamental da política contemporânea. Segundo Heraclito, o Homem pode “elevar-se” e anular a sua existência metáxica, tornando nulas as próprias leis da Natureza: hoje, a política segue Heraclito [e Nietzsche] e mandou os pós-socráticos às malvas.
A ilusão da política contemporânea consiste em defender a ideia segundo a qual a eliminação da Metaxia pode, de facto, ser efectuada através da pura negação da realidade, por um lado; ou seja, prevalece hoje, na cultura intelectual e das elites em geral [a "ruling class"], a ilusão de que basta negarmos a realidade para que ela deixe de existir. E, por outro lado, pela validação absoluta de um sincretismo que é elevado a um estatuto de religião política, segundo Montesquieu, que se pretende que substitua a espiritualidade humana tradicionalmente concebida pelas religiões universais [por exemplo, na maçonaria que está evidentemente por detrás da construção do leviatão europeu].
O que está hoje em causa, na concepção política definida por uma certa visão da ética e da metafísica, pode ser sintetizado nesta frase de G. K. Chesterton [“S. Tomás de Aquino”]: «Todas as concepções filosóficas e políticas modernas e contemporâneas partem de um paradoxo; de um ponto de vista peculiar que exige o sacrifício daquilo a que os seus autores chamam de “ponto de vista saudável”».
A política trata, hoje, de erradicar o senso-comum. Seja em Angola ou em Paris de onde nos fala o Pedro Rosa Mendes.
Sábado, 28 Janeiro 2012
O conceito de “revolução permanente” islâmico e trotskista
O conceito trotskista de “revolução permanente” apareceu pela primeira vez na História, devidamente estruturado, no Corão (ou Alcorão, como alguns fazem questão). (mais…)
Sexta-feira, 27 Janeiro 2012
O “direito” dos gays a ter filhos e a homofobia dos Monty Python
http://www.youtube.com/watch?v=sFBOQzSk14c
STAN: … I want to be one.
REG: … What?
STAN: I want to be a woman… I want to have babies.
REG: You want to have babies?!?!?!
STAN: It’s every man’s right to have babies if he wants them.
REG: But you can’t have babies.
STAN: Don’t you oppress me.
REG: I’m not oppressing you, Stan — you haven’t got a womb. Where’s the fetus going to gestate? You going to keep it in a box?
(STAN starts crying.)
JUDITH: Here! I’ve got an idea. Suppose you agree that he can’t actually have babies, not having a womb, which is nobody’s fault, not even the Romans’, but that he can have the *right* to have babies.
FRANCIS: Good idea, Judith. We shall fight the oppressors for your right to have babies, brother. Sister, sorry.
REG: What’s the point?
FRANCIS: What?
REG: What’s the point of fighting for his right to have babies, when he can’t have babies?
FRANCIS: It is symbolic of our struggle against oppression.
REG: It’s symbolic of his struggle against reality.
E ainda dizem que Satanás não existe
“Un hombre de Florida ha sido detenido acusado de matar a otra persona y de comerse un ojo y parte del cerebro de la víctima, según el informe policial difundido este jueves.”
via Mata a un indigente y se come un ojo y parte de su cerebro – Libertad Digital.
O provincianismo de Lisboa

“O pior é que entretanto a ilusão se estendeu à província. As câmaras arranjaram “vereadores culturais”, com funções para lá da compreensão humana. Promoveram encontros, conferências, colóquios, simpósios, festivais. Convenceram o Estado a comprar os cineteatros de 1905 ou 1940, que se iam desfazendo serenamente em ruínas, para uma “produção nacional” imaginária ou pobre.”
via Povo: Brincadeiras “culturais”, Por Vasco Pulido Valente.
Se há alguma coisa de provinciano nos lisboetas é a mania de chamar de “província” a Portugal. Para o lisboeta, Portugal é província e Lisboa não é Portugal; ou então, Portugal é Lisboa e a província é algures no estrangeiro. É aqui que se revela, de facto, o verdadeiro e genuíno provincianismo português: o lisboeta.
Quem financia a agenda política totalitária da ILGA-Europa ?
A ILGA-Europa diz-se uma ONG (Organização Não-Governamental); porém, para que uma organização possa ser considerada como ONG, deve ter, entre outras características, 1) a condição de que a maioria do seu financiamento deve vir de contribuições de filiados nacionais da organização, 2) de membros individuais da organização, 3) ou de outras ONG’s. Sem estas características e segundo os critérios da ONU, uma organização não pode ser considerada uma ONG (Organização Não-Governamental).
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