perspectivas

Sábado, 17 de Maio de 2008

O mal menor

Arquivado como: Política — Orlando @ 5:01 pm
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Com Pedro Passos Coelho na presidência do PSD, e caso fosse eleito PM, iríamos ter uma fotocópia de Sócrates, mas para pior, porque este último ainda tem alguma oposição ideológica dentro do PS, coisa que Passos Coelho não teria dentro do PSD caso fosse PM, porque este partido obedece a uma lógica de Poder e não a ideologias. A ideologia do PSD é o Poder pessoal do líder e a sua afirmação.

Por outro lado, com Pedro Passos Coelho, o PSD deixaria definitivamente alguns valores da social-democracia dos seus líderes históricos, para passar a assumir claramente tonalidades políticas neoliberais em voga, isto é, transformar-se-ia num Partido Liberal. Com Passos Coelho, é Hayek que ordena, e já não o Keynes de Manuela Ferreira Leite.

É certo que Manuela Ferreira Leite representa uma certa forma autoritarista e cavaquista de fazer política, mas entre o seu autoritarismo mitigado – embora com algumas preocupações sociais que Passos Coelho não tem – e o caos neoliberal da lei do mais forte protagonizado por Passos Coelho, prefiro o mal menor.

Da democracia-cristã, até agora, não há notícias. A liderança do CDS/PP parece ter vergonha da origem do partido. Por isso, venha daí o mal menor.

“A dignidade humana é uma estupidez”, diz professor universitário americano

Arquivado como: ética — Orlando @ 4:46 pm
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Nos tempos que correm, tudo serve para combater a religião cristã. Assim, Steven Pinker (a quem a Wikipedia dá o destaque respectivo, como em coerência não poderia deixar de ser), um professor em Harvard na área da psicologia considera que a visão cristã de “dignidade humana é uma estupidez”.

Steven Pinker, que é um evolucionista e apoiante de Barack Hussein Obama, defende a ideia de que a dignidade humana defendida pelos católicos é um conceito falacioso e intelectualmente desonesto.


…..Second, dignity is fungible. The Council [The President's Council on Bioethics] and [the] Vatican treat dignity as a sacred value, never to be compromised. In fact, every one of us voluntarily and repeatedly relinquishes dignity for other goods in life. Getting out of a small car is undignified. Having sex is undignified. Doffing your belt and spread- eagling to allow a security guard to slide a wand up your crotch is undignified. Most pointedly, modern medicine is a gantlet of indignities. Most readers of this article have undergone a pelvic or rectal examination, and many have had the pleasure of a colonoscopy as well. We repeatedly vote with our feet (and other body parts) that dignity is a trivial value, well worth trading off for life, health, and safety……

Pinker confunde “voluntariamente” o que é voluntário no ser humano com aquelas situações que são involuntárias e que constituem atentados à dignidade humana; o feto que não nasce, não deixa de nascer por decisão própria; a criança negra faminta não passa fome voluntariamente; o trabalhador da Indonésia, ou doutro país do Terceiro Mundo, não é pago miseravelmente porque voluntariamente optou pela miséria; e por aí fora.

Steven Pinker nasceu de uma família de judeus — é importante fazer ressaltar este aspecto para compreendermos a sua agressão ao conceito católico de “dignidade humana”. Para além disso, Pinker é um libertário (= neoliberal sob o ponto de vista ideológico), e o que está em causa aqui é a oposição da Igreja Católica a uma série de radicalismos, entre os quais está a defesa da manipulação genética humana sem limitações éticas.

(post a actualizar, logo que tenha mais tempo)

Sexta-feira, 16 de Maio de 2008

Isto já só vai com luta armada

Arquivado como: Portugal, acordo ortográfico — Orlando @ 6:40 pm
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O Aborto Ortográfico foi aprovado pelos palhaços da assembleia da república. Se somarmos a isto o referendo sobre o tratado constitucional europeu — prometido em campanha eleitoral — que não se consumou, temos que concluir que há necessidade de se arranjar um novo “Buiça”.
Isto já não vai com argumentos racionais.

Quinta-Feira, 15 de Maio de 2008

Trapézio gay

Arquivado como: Humor, Hydra gay — Orlando @ 5:44 pm
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A gravação anexa é verídica e foi divulgada pela Antena 3 espanhola. Trata-se de um “casal” gay que foi parar às urgências, um com queimaduras nos intestinos e o outro com a cara queimada e o nariz partido.

Moçambicano contra o Acordo Ortográfico

Arquivado como: Humor, acordo ortográfico — Orlando @ 3:26 pm
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Recebi um email de um moçambicano que está contra este Acordo Ortográfico, que passo a citar:

«Eh Oena, Lhe Can,

Nós aqui em Moçambique sabemos que os mulungos de Lisboa fizeram um acordo ortográfico com aquele tocolocma do Brasil que tem nome de peixe. A minha resposta é: naila. Os mulungos não pensem que chegam aqui e buissa saguate sem milando, porque pensam que o moçambicano é bongolo. O moçambicano não é bongolo não; o moçambicano estiva xilande. Essa bula bula de acordo ortográfico é como babalaza de chope: quando a gente acorda manguana, se vai ticumzar a mamana já não tem estaleca e nem sequer sabe onde é o xitombo, e a gente arranja timaca com a nossa família.

E como pode o mufana moçambicano falar com um madala? Em português, naturalmente. A língua portuguesa é de todos, incluindo o mulato, o balabasso e os baneanes. Por exemplo: em Portugal dizem “autocarro” e está no dicionário; no Brasil falam “bus” e está no dicionário; aqui em Moçambique falamos “machimbombo” e não está no dicionário. Porquê? O moçambicano é machimba? Machimba é aquele congoaca do Sócrates que pensa que é chibante e que fuma nos tape, junto com o chiconhoca ministro da economia de Lisboa. O Sócrates não pensa, só faz tchócótchá com o th’xouco dele e aquilo que sai é só matope.

Este acordo ortográfico é canganhiça, chicuembo chanhaca! Aqui na minha terra a gente fez uma banja e decidiu que não podemos aceitar.

Bayete Moçambique!

Hambanine

Assina: Manuel Muanamucane

Os “parolos políticos”

Arquivado como: Política — Orlando @ 12:23 am

Alberto João continua a ser um renegado.

Quarta-feira, 14 de Maio de 2008

Vasco Graça Moura no seu melhor

Arquivado como: acordo ortográfico — Orlando @ 11:48 pm
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“Não houve, nem há, nenhum problema por o Brasil, apesar de ter assinado o acordo de 1945, não o ter cumprido ao longo de 63 anos… A matéria em questão requer uma análise científica e técnica rigorosa em vez de um autismo obstinado. A língua portuguesa está protegida pela Constituição e é bem mais importante do que um simples aeroporto, por muito estruturante que ele seja… “

Aqui.

“Illuminati” - o que é crível e o que é teoria da conspiração?

Arquivado como: Maçonaria — Orlando @ 11:21 pm
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Flammas eius Lucifer
matutinus inveniat

Escrevi este post porque acredito que todas as teorias são credíveis salvo indícios ou (se possível) provas em contrário, isto é, nunca repudio automaticamente uma tese ou uma teoria. O que faço é tentar sempre uma análise da teoria em causa e coleccionar argumentos racionais contra e a favor.

Entretanto, alguém colocou este comentário, e passei a ter informação que desconhecia. Já tenho com que me entreter nas horas livres durante algum tempo. :smile: Se Deus quiser, vão ter notícias minhas sobre este assunto.

A carta de Einstein a Erich Gutkind

Arquivado como: Religare — Orlando @ 10:26 pm
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  1. “I want to know God’s thoughts; the rest are details.”
  2. “The only real valuable thing is intuition.”
  3. “Reality is merely an illusion, albeit a very persistent one.”
  4. I am convinced that He (God) does not play dice.”
  5. “God is subtle but he is not malicious.”
  6. “The eternal mystery of the world is its comprehensibility.”
  7. “Science without religion is lame. Religion without science is blind.”
  8. “God does not care about our mathematical difficulties. He integrates empirically.”

Estas citações são da autoria de Albert Einstein.


Saiu recentemente a notícia de uma carta de Einstein a Erich Gutkind, escrita em 1954, na qual Einstein terá escrito o seguinte:

“The word god is for me nothing more than the expression and product of human weaknesses, the Bible a collection of honourable, but still primitive legends which are nevertheless pretty childish. No interpretation no matter how subtle can (for me) change this.”

Como se explica a contradição entre o conteúdo das citações supracitadas e a carta que Einstein escreveu aos 75 anos de idade e um ano antes da sua morte?
(mais…)

A Casa da Areia

Arquivado como: poesia — Orlando @ 6:40 pm
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    Face ao mar, orgulhosa no topo do areal,
    só de madeira e zinco sobre pilares de cimento
    ao sabor dos quatro ventos. O quintal
    das traseiras sempre uma festa, frango
    no churrasco, alegria nos copos. Depois

    a Isilda casaria com o Freitas,
    a Ermelinda ia ficar para tia
    e o Horácio dava em droga.
    O Neca, o Tino e o Mando foram
    à vida, cada qual para seu lado.

    Na velha casa virada à baía,
    além do ranger da madeira
    batida pelo vento e pela areia
    apenas ficaram a avó Carminda
    e a velha cadela «Deixa-falar».

    in “O Monhé das Cobras”, Rui Knopfli

P.S.: Autobiografia

No que dão as reformas sem critério

Arquivado como: acordo ortográfico — Orlando @ 12:21 am
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Verbo “Acordar”

Do latim “accordare”

Realizar acordo, resolver de acordo, pôr em harmonia, conciliar, despertar, lembrar; verbo reflexivo: estar de acordo, lembrar-se, etc.

Agora, vejamos a frase:


«Acordo todos os dias a pensar no acordo.»

Como se escrevia, em bom português, há 50 anos atrás:

“Acórdo todos os dias a pensar no acôrdo”


Tanto o primeiro “acordo” como o segundo, evoluíram do mesmo verbo em latim (accordare), e têm ambos uma idêntica significação na língua portuguesa — “acordar” pode significar “despertar” ou “conciliar”.

O primeiro “acordo” não tem acento agudo, mas já teve (vem daí o subst. “acórdão judiciário”, que tem a mesma raíz etimológica) e foi suprimido numa dessas reformas ortográficas brilhantes, como a que nos querem impingir agora — assim como “acôrdo” (de “acordo ortográfico”) tinha acento circunflexo ainda há 50 anos atrás, exactamente para distinguir a flexão verbal, porque se tratam de dois casos com a mesma raíz etimológica; não contentes, as mentes iluminadas de cabeças-de-ar-condicionado, detentores de alvarás de inteligentes, ainda nos querem agora tirar mais acentos às flexões verbais?!

Mau exemplo para tentar justificar o injustificável. E quando ao argumento da “oralidade que antecede a escrita”: quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha? Será que a escrita nunca corrigiu a oralidade? Se este argumento fosse sacrossanto e absoluto, estaríamos hoje a escrever a língua dos iberos ou dos visigodos, em vez de termos herdado a nossa língua do latim.

Por aqui se vê o tipo de argumentação a favor desta reforma ortográfica: tiros nos próprios pés! :smile:

Adenda: já passaram mais de 30 mil assinaturas! De que estás à espera para assinar?

Terça-feira, 13 de Maio de 2008

Somos todos iguais, mas uns mais iguais que outros

Arquivado como: josé sócrates — Orlando @ 11:44 pm
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Sócrates e Pinho violaram proibição de fumar a bordo do voo de Lisboa para Caracas


“O primeiro-ministro, José Sócrates, o ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, e vários membros do gabinete do chefe do Governo violaram a proibição de fumar no voo fretado da TAP que ligou Portugal e Venezula e que chegou às cinco horas da manhã de ontem a Caracas (hora de Lisboa, 23h30 na capital venezuelana). O assunto foi muito comentado durante o voo por membros da comitiva empresarial que acompanha Sócrates e causou incómodo a algum pessoal de bordo.”

Andem lá! Aguentem que é “serviço”! Só lá faltava o “manda-chuva” da ASAE para ficar o quadro completo.

Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

Nem tudo o que luz, é ouro

Arquivado como: diarreias — Orlando @ 9:57 pm


“Mediocre people talk about things, small people talk about other people, great people talk about ideas.”

Não sei se esta frase é de Chesterton; tenho muitas dúvidas sobre a sua autoria. Contudo, “great” não significa “especial”, mas “gente com valor”, no sentido de “grande”. Nem toda a gente com valor é “especial”, porque a condição de se ser “especial” obedece à lei do mercado: as coisas e as pessoas valem aquilo que o mercado dá por elas. Assim, uma grande parte das pessoas com valor é anónima porque o mercado segue tendências e necessidades que não estão sintonizados necessariamente com o valor humano, mas com aquilo a que o humano atribui valor em determinada época.


“Um homem não sabe o que diz até que sabe o que não diz.”

Esta segunda frase é, indubitavelmente, de Chesterton. Quando dizemos algo e sabemos bem o que não queremos dizer com o que dizemos, passamos a saber o que dizemos (ou o que escrevemos). Consiste numa espécie de “teoria da falsibilidade” de Karl Popper aplicada às convicções humanas.

Assim, eu reformularia a primeira frase, mesclando-a com a segunda: «Todas as pessoas — as medíocres, as normais e as “grandes” — escrevem por puro egoísmo, por entusiasmo estético e por ideais» — “ideais” que incluem o “impulso histórico-científico” e o “propósito político” referido aqui por George Orwell. A diferença está na graduação dos três factores, e será saber se um ideal é colocado ao serviço do egoísmo, ou se o egoísmo é colocado ao serviço de um ideal. A preocupação estética, essa, é sempre a retórica.

A maçonaria tenta “lavar” a sua imagem

Arquivado como: Maçonaria — Orlando @ 6:10 pm
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Flammas eius Lucifer matutinus inveniat

Por razões da minha vida pessoal, normalmente não posso ver TV durante o dia. Hoje aconteceu que, no sítio onde estava à hora do almoço, a TV estava ligada no canal 2 da RTP, e por isso pude ver o Frei Domingues ao lado do “bastonário” da maçonaria portuguesa, no programa “sociedade civil”.

A certa altura, a entrevistadora perguntou ao “bastonário” da maçonaria portuguesa “se Cristo poderia ter sido mação“, ao que o bastonário respondeu que “a pergunta era assíncrona porque a maçonaria não existia no tempo de Jesus”. Como sempre o fizeram, os pedreiros falam através de meias-verdades: é de facto verdade que a maçonaria especulativa não existia no tempo de Cristo, mas a maçonaria originária (ou “operativa”) já existia — isto se formos a acreditar no que proeminentes pedreiros escreveram ao longo dos tempos. Vou-me reportar só a alguns pedreiros autores de obras apologéticas sobre a maçonaria: F. Clavel (História da Franco-maçonaria), Ricardo de la Cierva (A Palavra Perdida), Paul Naudon (La Franc-Maçonnerie, 1967), Geoffrey De Ste. Croix (A Luta de Classes no Mundo Grego Antigo, 1988), só para falar em alguns. Todos estes autores podem ser lidos numa boa biblioteca, já que não existem disponíveis em qualquer livraria, e algumas edições são brasileiras.

Para os pedreiros de tendência nitidamente bíblica e católica — que são cada vez mais a minoria e tendem a desaparecer, neste lado do Atlântico — a irmandade começou no tempo do Templo de Salomão e na confraria dos construtores, e existe documentação histórica que comprova esta versão. Esta será a versão mais verosímil e mais credível. Contudo, para os pedreiros que evoluíram historicamente a partir dos templários e que estiveram na origem dos Illuminati e com quem o Sr. bastonário dos pedreiros se identifica mais, isto é, a “maçonaria especulativa” moderna, a maçonaria teria surgido no tempo das Cruzadas, por via da Ordem do Templo.

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Domingo, 11 de Maio de 2008

Resultados depois do “apito final”

Desde já os meus parabéns aos clubes que têm acesso à Liga dos Campeões.

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