perspectivas

Quarta-feira, 1 Outubro 2014

Uma dica para se resolver o problema dos bustos na Assembleia da República

Filed under: A vida custa,Esta gente vota,Política,Portugal — orlando braga @ 8:40 pm
Tags:

 

bustos ar

Ainda iremos voltar ao casamento com mulheres virgens

Filed under: Ciência — orlando braga @ 5:34 pm
Tags: , ,

 

virgem casamentoA telegonia foi uma hipótese colocada pela primeira vez por Aristóteles e é hoje considerada “superstição” pela genética; mas uma experiência científica realizada com moscas da fruta demonstra que a genética não é tudo: existe também a epigenética.

Durante a experiência verificou-se que as fêmeas imaturas (que ainda não podiam procriar) que tinham sido “cobertas” por um determinado macho X, não tiveram prole porque ainda eram imaturas. Mas depois de ficarem maduras para a procriação, as fêmeas foram “cobertas” pelo macho Y, e verificou-se que a prole do macho Y tinha algumas características físicas evidentes do macho X que foi o primeiro a “cobrir” as fêmeas.

A experiência vai ser agora realizada com ratas (mamíferos). E se se verificar o mesmo fenómeno, vai passar a estar na moda o casamento com mulheres virgens.

no lovers

O mito da austeridade

Filed under: Europa — orlando braga @ 10:09 am
Tags: , ,

 

¿Como é possível que, com a austeridade, as dívidas soberanas aumentem?!

As dívidas soberanas são hoje mais elevadas, apesar da austeridade, do que em 2008. As dívidas soberanas aumentaram em mais de 20 porcento, apesar da austeridade:

“Contrary to widely held beliefs, the world has not yet begun to delever. Global debt-to-GDP is still growing, breaking new highs. Figure 1 shows the evolution of total debt (excluding the financial sector) for our global sample (advanced economies plus major emerging market economies). While there was a pause during 2008-09, the rise of the global debt-GDP ratio recommenced in 2010-2011. Data in the report also show that debt-type external financing (leverage) continues to dominate equity-type financing (stock market capitalisation)”.

Deleveraging, What Deleveraging? The 16th Geneva Report on the World Economy

Só vejo uma explicação: começou já um processo de deflação que vai destruir o Euro e prejudicar seriamente algumas economias europeias (incluindo a economia francesa). Chegou a hora dos pactos regionais na Europa (por exemplo, pacto Portugal / Espanha, ou pacto Bélgica / Holanda).

A confusão gay dos chapéus

Filed under: A vida custa,Esta gente vota,Igreja Católica — orlando braga @ 9:03 am

 

Eu sou o Manel. Tenho a minha identidade como Manel, ou seja, como indivíduo. Manel = Manel. A = A, é o princípio da identidade.

Mas o Manel, para além de ser o Manel, pode ser outras coisas: por exemplo, pode ser líder de um partido político, membro de uma igreja, associado de um clube de golfe, etc.. Portanto, o Manel tem vários chapéus. Mas há um chapéu que ele não pode mudar e que transporta sempre consigo: o chapéu do Manel enquanto Manel — Manel = Manel (princípio da identidade). O Manel enquanto Manel é o indivíduo Manel.

O facto de o Manel ser, por exemplo, membro de um clube de golfe, não é uma necessidade ontológica do Manel, mas antes trata-se de um facto acidental. Se o Manel quiser, pode deixar de frequentar o clube de golfe e tornar-se sócio do FC Porto — e nem por isso deixa de ser o Manel.


Depois deste intróito, vamos ao tema:

“Os homossexuais católicos vão pedir ao Vaticano uma «mudança urgente» de atitude que promova o seu acolhimento e integração nas comunidades e paróquias, disse à agência Lusa José Leote, da associação Rumos Novo – Homossexuais Católicos. Este defende que a integração «faz-se pela aceitação plena» e passa por considerar que os homossexuais «são fiéis como quaisquer outros».”

Homossexuais «são fiéis como quaisquer outros»

Agora imaginemos uma situação em que o Manel assumia publicamente o chapéu de membro da maçonaria, e, juntamente com outros membros da maçonaria, pretendia que o seu grupo de maçons fosse integrado, enquanto tal, na comunidade católica da paróquia local. Ou seja, o que o Manel pretende é que a sua integração na paróquia católica não se faça em relação ao Manel enquanto Manel, mas antes se faça em relação ao Manel enquanto maçon.

O que a Igreja Católica lhe diz é o seguinte:

“Ó Manel! Se você, enquanto Manel, quiser integrar-se na nossa comunidade, é bem-vindo!

Mas se você se quiser integrar na nossa comunidade católica enquanto maçon (com o chapéu de maçon), isso não é possível, por uma razão básica e basista: em qualquer instituição, e por natureza, há sempre pessoas que têm condições objectivas para estar dentro delas, e outras não. Não é possível a coexistência de práticas maçónicas dentro da Igreja Católica.

Por exemplo, na Ordem dos Advogados, há pessoas que por natureza reúnem as condições para pertencer a essa instituição. Seria absurdo que, alegando “discriminação”, um carpinteiro reivindicasse o direito a pertencer à Ordem dos Advogados — a não ser que fosse também advogado, porque poderia ter simultaneamente (se não existir uma incompatibilidade estatutária) o chapéu de carpinteiro e o chapéu de advogado.

Portanto, qualquer instituição tem as suas próprias regras. Se a pertença à maçonaria é incompatível com a pertença à Igreja Católica, só se compreende que um maçon seja integrado na Igreja Católica enquanto indivíduo — enquanto Manel = Manel —, e não enquanto maçon”.

Terça-feira, 30 Setembro 2014

A pseudo-ciência aplicada à ética

Filed under: ética,Ciência — orlando braga @ 1:23 pm
Tags: , ,

 

A pseudo-ciência é um fenómeno cultural oriundo da Esquerda; tem a sua raiz no cientismo jacobino de Augusto Comte, evoluiu através do socialismo maçónico francês do século XIX, depois através de Karl Marx, e finalmente através do Existencialismo materialista (por exemplo, Jean-Paul Sartre).

O David Marçal conta aqui um caso típico de pseudo-ciência na cultura antropológica, em que mulheres andaram de mamas ao léu no Algarve. Na pseudo-ciência, a ciência assume uma dimensão de possibilidade de mudança da natureza fundamental da realidade (fé metastática). Daqui não viria grande mal ao mundo se a pseudo-ciência não passasse a influenciar a ética.

Uma característica da Esquerda é o determinismo ético — a negação do livre-arbítrio humano — que deriva da implantação da pseudo-ciência no imaginário cultural esquerdista. Por exemplo, o caso que a Helena Matos revela aqui: segundo os me®dia, a crise na economia conduz inevitavelmente a uma decadência moral; trata-se da criação de um nexo causal (pseudo-científico) que não existe de facto.

Esta é uma das razões por que a Esquerda judicializa a ética; ou seja, substitui a ética e a moral pelo Direito Positivo. A própria lei passa a substituir a norma moral que por sua natureza não é escrita, o que significa que os juízes, por um lado, e os especialistas técnicos (médicos, por exemplo), por outro lado, passam a ter o poder político quase plenipotenciário que era próprio dos padres e bispos católicos da Idade Média. Vivemos hoje em uma “Idade Média contemporânea”.

A aliança entre a pseudo-ciência e o Direito Positivo é uma nova forma de opressão esquerdista e um instrumento político de restrição da liberdade do cidadão.


O determinismo moral pode ser caricaturado da seguinte forma: um assassino em série declara, perante o juiz:

— Senhor doutor juiz: a culpa dos homicídios não é minha!: em vez disso, é dos meus genes!

Depois, caberá ao juiz e de uma forma quase arbitrária, decidir se a culpa é dos genes ou do meio-ambiente em que o assassino foi criado. Esta é uma das razões por que a Esquerda pretende atenuar e diminuir as penas de prisão: porque nega a existência do livre-arbítrio no ser humano.

José Pacheco Pereira: “vale tudo!, até arrancar olhos!”

Filed under: Política,Portugal — orlando braga @ 5:38 am
Tags:

 

Neste texto de José Pacheco Pereira, podemos concordar genericamente com as suas (dele) críticas ao governo de Passos Coelho — por exemplo, quando ele fala nas “previsões neo-malthusianas” do governo de Passos Coelho para orientar a SS (Segurança Social). Mas o sofisma de José Pacheco Pereira consiste em retirar implicitamente, das suas críticas ao governo actual, uma apologia em relação a uma futura e hipotética real oposição de António Costa.

Ou seja: um governo sofrível não significa necessariamente que a oposição seja boa. E não há nenhuma razão objectiva para que se pense hoje que a oposição de António Costa será melhor do que a de António José Seguro: pode ser diferente, mas “diferente” não significa “melhor”.

José Pacheco Pereira parte do princípio de que uma oposição populista (irracional: “populismo” significa o primado da irracionalidade na política) para derrotar um governo sofrível, é coisa boa.

pereira-apcheco-marx-web-600-2

Este frenesim revolucionário de José Pacheco Pereira, dos “amanhãs que cantam”, borram-lhe a pintura. Podemos trazer José Pacheco Pereira para fora da Revolução (como o Partido Social Democrata de Cavaco Silva fez), mas não poderemos jamais trazer a revolução para fora de José Pacheco Pereira. Por isso é que o anti-populismo de José Pacheco Pereira é populista.

Ficheiro PDF do texto de José Pacheco Pereira

Segunda-feira, 29 Setembro 2014

Adensam-se as nuvens negras

Filed under: Política,politicamente correcto,Portugal — orlando braga @ 8:06 am
Tags: ,

 

Costa e SócratesPassos Coelho é má-onda. António Costa é um tsunami. António Costa vai acabar o trabalho desastroso que José Sócrates não teve tempo de concluir.

António Costa tem uma visão jacobina da política. O povo português ainda não o conhece bem e parece estar a dar um salto no escuro. A estratégia de António Costa será a de não alterar essencialmente a política económica de Passos Coelho, por um lado, mas por outro lado vai continuar a revolução cultural que José Sócrates não acabou.

Com António Costa, a esquerda radical terá acesso ao Poder pela porta do cavalo. Mesmo que o Partido Comunista, o Bloco de Esquerda e o Livre não estejam fisicamente representados em um governo de António Costa, terão nele uma representação espiritual. E essa representação espiritual radical actuará menos na economia do que na cultura.

António Costa faz lembrar um personagem político saído da I república; e se ele for eleito primeiro-ministro, revelar-se-á o jacobino em todo o seu esplendor! Os portugueses ainda vão ter saudades do Partido Socialista de António Guterres.

Domingo, 28 Setembro 2014

A Inês Teotónio Pereira , Rousseau e a família

Filed under: filosofia,Política,Portugal — orlando braga @ 8:50 pm
Tags: ,

 

“Quando Rousseau pensou no contrato social, não imaginou que por aqui se fosse tão longe. Não imaginou que as famílias não reclamariam poder, deveres e direitos, e que não se organizassem como a célula-base de qualquer sociedade”.Inês Teotónio Pereira


Acredite o leitor se quiser: Rousseau era contra as associações e contra a família. Talvez a melhor análise do Contrato Social de Rousseau foi a de Bertrand Russell:

“A teoria política de Rousseau é apresentada no Contrato Social, de 1762. É de carácter muito diverso do da maior parte da sua obra; tem pouca sentimentalidade e muito raciocínio. As suas doutrinas, embora preguem democracia, tendem a justificar um Estado totalitário”.

Bertrand Russell, “História da Filosofia Moderna”, página 635, 9ª Edição, tradução do professor doutor Vieira de Almeida, 1961, Lisboa.

E segue-se nas páginas 636 e 637:

“O contrato consiste na ‘alienação total dos direitos de cada associado em favor da comunidade; em primeiro lugar, como cada um se entrega absolutamente, as condições são iguais e daí ninguém ter interesse em torná-las opressivas a outros’. A alienação é sem reserva. ‘Se houvesse indivíduos com certos direitos, não havendo superior comum para decidir entre eles e o público, cada um deles, juiz de si mesmo, pretenderia sê-lo dos outros. Continuar-se-ia o estado de natureza, e a associação necessariamente se tornaria inoperante ou tirânica’.

Isto implica completa ab-rogação da liberdade e completa rejeição dos direitos do homem. É verdade que em capítulo ulterior se atenua a doutrina, dizendo que embora o contrato social dê ao corpo político poder absoluto sobre os seus membros, os seres humanos têm direitos naturais, como homens”.


Bem sei que a ideia que a Inês Teotónio Pereira tem de Rousseau é vulgar e comum; mas nem tudo o que é vulgar e comum corresponde à verdade. Ela deveria ter escrito o seguinte:

“Quando Rousseau pensou no contrato social, imaginou que por aqui se fosse tão longe. Imaginou que as famílias não reclamariam poder, deveres e direitos, e que não se organizassem como a célula-base de qualquer sociedade”.

Os escravos da liberdade

Filed under: aborto — orlando braga @ 2:52 pm

“Ocurre esto mientras la Iglesia, cada vez menos «obsesionada» con el aborto, se está convirtiendo en mera «animadora de la democracia». Y a los católicos, convertidos en cándidos mamporreros de la cultura de la muerte, no nos queda otro remedio (risum teneatis) sino votar a los modositos liberales de derechas, no sea que vengan los tremendos liberales de izquierdas, que tienen cuernos y rabo.”

JUAN MANUEL DE PRADA

Eu não me revejo como ser humano. Não quero ser uma pessoa. Também tenho direitos.

 

“A identidade de Kelsey é “não binária”. Ou “sem género”. É com isso que se sente confortável, apesar de saber que o mundo insiste de mil e uma maneiras que tem de se decidir. Como, por exemplo, fazer um perfil para o OkCupid, que as amigas insistem que faça neste site de encontros amorosos. Mas, mal Kelsey abriu a homepage, colocou-se-lhe imediatamente um problema: “Sou [homem/mulher].” Em qual dos quadradinhos devemos pôr uma cruzinha quando não pertencemos nem a um nem a outro? Como é que nos orientamos num mundo que nos exige a integração num ou noutro género, masculino ou feminino, mas onde nos sentimos bem não é em nenhum deles?”

Não quer ser “ela”. Não quer ser “ele”. Só quer ser uma pessoa



À semelhança do que se passa com Kelsey, a minha identidade é a de não ter identidade. Mas tenho o direito a não ter identidade.

O mundo insiste que eu seja um “ser humano”, mas eu sou “sem espécie”: não tenho qualquer identidade senão a identidade de não ter identidade, por um lado, e por outro lado sinto que não pertenço a nenhuma espécie biológica. Ora, eu tenho o direito a sentir seja o que for…!

Eu e Kelsey não somos malucos: em vez disso, é o mundo inteiro que é maluco.

Eu acho que deveriam existir 7 mil milhões de conceitos de “género” — tantos quanto a população do planeta. Cada ser humano (excepto eu, que não me considero ser humano) é um “género”. Se o conceito de “género” é uma categoria, é uma contradição em termos.

Categorizar as pessoas é irracional; Aristóteles e Kant estavam errados; por isso, dou os parabéns ao pasquim Público pela sua racionalidade.

Temos que acrescentar aos “géneros”, aos “sem género”, aos “não-binários”, aos “transgéneros”, etc., os “não-seres-humanos” como eu. Se eu me sinto “não-ser-humano”, também tenho o direito à minha identidade.

Assim como Kelsey “navega nos limites do género usando um laço e leggings Forever 21”, também eu navego nos limites da humanidade usando cuecas e cabelo curto. E tal como Kelsey não quer ser tratada por “ela”, eu não quero ser tratado por “pessoa” ou por “indivíduo”: antes, quero ser tratado por “Strogonoff” que é um composto amorfo e sem identidade (se exceptuarmos a identidade do Strogonoff).

Um dia destes vou pedir uma entrevista ao pasquim Público para lhes expor a minha identidade não identitária.

Sábado, 27 Setembro 2014

Os Gulag nunca existiram

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — orlando braga @ 5:51 pm
Tags:

 

A estalinista Raquel Varela critica os campos de concentração nazis.

O socialista François Hollande vai decretar que os gays passem a ter filhos pelo ânus

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — orlando braga @ 4:33 am
Tags: ,

 

gay gravidoA lei francesa da fertilização “in vitro” (inseminação artificial) só abrange casais em que um dos membros seja infértil. Por exemplo, um homem casado e infértil pode recorrer à inseminação artificial da sua esposa por intermédio de um banco de esperma. Para que um dos membros seja declarado infértil é necessário um atestado médico.

O Supremo Tribunal de Justiça de França prepara-se para legalizar a fertilização ”in vitro” de pares de lésbicas, alegando “não-discriminação”: uma vez que uma das lésbicas, ou mesmo as duas lésbicas “casadas”, podem engravidar, entende o Supremo Tribunal de Justiça francês que seria uma discriminação não legalizar a fertilização “in vitro” para pares de lésbicas “casadas”.

Porém, os gays franceses não podem legalmente engravidar (até agora, porque a situação vai mudar); e isto significa que os pares de gays são discriminados em relação aos pares de lésbicas — o que é considerado inadmissível por François Hollande.

Por isso, por decreto presidencial, o socialista François Hollande vai alterar a situação de discriminação contra os gays: a partir de agora, os gays franceses ficam autorizados por lei a parir pelo cu.

Página seguinte »

Theme: Rubric. Get a free blog at WordPress.com

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 509 outros seguidores