perspectivas

Segunda-feira, 20 Outubro 2014

O Diabo sobre o Vaticano

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 7:49 pm
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diabo sobre o vaticano

Emissão “Brigada do Reumático”

Filed under: Geral — O. Braga @ 7:32 pm

 

Até às  22 horas, a partir do meu computador.

O ressurgimento dos Estados-Nação na Europa

Filed under: Europa — O. Braga @ 9:24 am
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Estado-Nação significa “território em que o Estado coincide (exclusivamente ou quase) com a Nação”.

Na Europa existem poucos Estados-Nação. Por exemplo, a Bélgica, a Itália, a Espanha, a Áustria, o Reino Unido, a Suíça — não são Estados-Nação porque as diversas nações que habitam em um determinado território estão subordinadas a um mesmo Estado.

Em contraponto e como podemos ver no mapa abaixo, Portugal, a Holanda, a Dinamarca, a Suécia, a Noruega, a Irlanda (república), a Grécia, a Estónia, a Bulgária, a Hungria, são Estados-Nação porque a única nação existente coincide com o Estado.

E depois existem países que sendo basicamente Estados-Nação, têm pequenos movimentos separatistas internos, como é o caso da ilha mediterrânica da Córsega ou do país basco francês, a Sérvia, a república Checa, a Alemanha (o problema da independência da Baviera), a Roménia, etc..

separatismo

Um bovinotécnico de serviço escreve aqui o seguinte:

“Há poucas semanas, a Escócia não se separou do Reino Unido por menos de dez pontos percentuais em relação ao não. Se os estados compostos da União Europeia se começarem a cindir, não há mecanismo previsto nem para os integrar, nem para os excluir.

Este é o problema político que a Europa enfrentará nos próximos anos, e que de alguma forma corresponde ao fim do Estado-Nação, onde ele nasceu e provavelmente se esgotou.”

O que acontece na realidade é exactamente o contrário daquilo que o bovinotécnico escreve. O que está a acontecer na Europa não é o fim do Estado-Nação, mas antes são as nações europeias que não têm Estado a quererem afirmar os seus respectivos Estados-Nação!

Domingo, 19 Outubro 2014

A melhor prova científica do Ser de Deus

Filed under: Religare — O. Braga @ 10:33 am
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O Dr. Ricardo Castañón Gómez não consta na Wikipédia: para além de ser uma pessoa inconveniente, é politicamente incorrecta. Tal como ele diz, 50% dos cientistas não acreditam que o ser humano tenha espírito; pensam que o Homem é uma espécie de macaco.

Portanto, o sistema cientificista e empirista impõe as suas regras na cultura antropológica, uma vez que o cientismo tende a substituir a religião e a transformar-se, ele próprio, em uma religião.

O Dr. Ricardo Castañón Gómez é um neurologista boliviano e foi, até há poucos anos, um ateu convicto. No seguimento de investigações científicas, mudou de ideias.

 

Sábado, 18 Outubro 2014

S. João Baptista não é santo e S. Paulo foi um psicopata

 

O Padre Gonçalo Portocarrero de Almada chama aqui à atenção para o facto de S. João Baptista ser hoje considerado um falso santo. Os argumentos são muito bons e modernos; e tudo o que é moderno é sempre melhor do que aquilo que é antigo.

Mas o Padre esqueceu-se de falar de S. Paulo que, à luz dos conceitos modernos, era um psicopata — porque não demonstrava uma empatia em relação a todas as pessoas, demonstrava uma temeridade desmedida, tinha uma auto-confiança inabalável, uma capacidade fora do vulgar de focalização nas suas tarefas, etc.. — conforme se lê aqui, segundo a sentença do conhecido psicólogo inglês Kevin Dutton:

“Bill Clinton, Steve Jobs, Franklin Roosevelt, James Bond, John F. Kennedy, Vladimir Putin, King David, the Apostle Paul – all of these, Dr. Dutton suggests, would doubtless score well on any psychopathic test.”

Portanto, segundo a ciência moderna, S. Paulo era um psicopata perigoso; e nós devemos acreditar na ciência como um muçulmano acredita em Alá.

Por isso seria pertinente que se propusesse ao “papa Francisco” um sínodo com a intenção de “descanonizar” S. Paulo, porque não é admissível que a Igreja Católica tenha um psicopata como santo.

Por exemplo, quando S. Paulo classificou a penetração anal como sendo “passiones ignominiae”, “usum contra naturam” e “turpitudinem operantes” (Romanos 1, 26-27), revela um discurso fora de moda, porque o latim é uma língua morta.

Hoje já ninguém fala latim — nem o “papa Francisco” usa o latim! Por isso é que o “papa Francisco” não liga grande coisa ao que S. Paulo escreveu, porque o latim é mais ou menos como a escrita cuneiforme: é uma espécie de grafiti do tempo das cavernas.

O “papa Francisco” aluga a Capela Sistina para publicidade da Porsche

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 8:29 am
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O “papa Francisco” alugou a Capela Sistina para um evento publicitário da marca alemã de automóveis Porsche. Vamos analisar a notícia:

1/ alegadamente, o evento publicitário da Porsche é um concerto que vai render ao papa 200 mil Euros — ou seja, o valor de um apartamento T3 na cidade do Porto.

2/ o jornal em causa, que não é propriamente de Esquerda, tem a preocupação de misturar o aluguer da Capela Sistina à Porsche, por um lado, com as visitas de turistas à dita capela, por outro lado — metendo tudo no mesmo saco.

O raciocínio do jornal é o seguinte: “se um turista qualquer pode visitar a Capela Sistina e tirar fotografias, ¿por que não se poderá alugar a capela para um evento publicitário de uma marca de automóveis ou de uma marca de preservativos? Afinal, o que conta é angariar dinheiro para dar aos pobrezinhos…”

A “lógica” do jornal é a de que os fins justificam os meios; e o “papa Francisco” concorda com esta “lógica”.

Ou seja, é uma “lógica” teleológica. A diferença é que a visita do vulgar turista à capela insere-se em uma lógica diferente: tem em vista o interesse da pessoa que a visita, e é portanto uma “lógica” ontológica.

Além disso, a ideia do papa segundo a qual “os fins justificam os meios” é contraditória nos seus próprios termos, porque a justificação dos meios não se pode remeter para um futuro que é contingente — para além do facto de os meios utilizados, quaisquer que sejam, modificarem sempre os fins pretendidos à partida.

Mas esta contradição não preocupa este papa, porque ele tem a certeza absoluta do futuro: ele pensa dele próprio que é uma hipóstase do próprio Deus e uma manifestação directa da Providência na Terra.

Ademais, não percebo como um papa que critica o capitalismo acaba por alugar um local sagrado da Igreja Católica a uma empresa capitalista, e por um prato de lentilhas. Há, por parte deste papa, uma necessidade de afirmação de um poder quase absoluto encapotado por uma humildade hipócrita. Este papa argentino transportou para dentro da Igreja Católica o peronismo cultural característico do seu país natal.

Haveria outras formas mais ortodoxas de utilizar a Capela Sistina para angariar 200 mil Euros. Mas este papa gosta do escândalo que se aproxima do acto gratuito. A sorte dos católicos é a de que ele já não tem muito tempo de vida; e o que é necessária é uma estratégia de limitação de danos enquanto a (verdadeira) Providência não actua.

Sexta-feira, 17 Outubro 2014

O paradoxo do Euro

Filed under: Europa — O. Braga @ 10:30 am
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O esmagamento dos limites dos défices dos países da zona Euro, previsto no Tratado Orçamental e imposto coercivamente pela Alemanha de Angela Merkel, ameaça o Euro. Ou seja, a estratégia de Angela Merkel tem o efeito exactamente contrário ao pretendido.

A própria Alemanha está a entrar em uma tripla recessão: estagnação económica, deflação, e aumento da dívida. A deflação na zona Euro está aí. E tudo isto tem um impacto no crescimento da percentagem da dívida em relação ao PIB em quase todos os países do Euro.

O que se aproxima é uma nova crise soberana de dívida nos países da zona Euro — principalmente nos países periféricos, e simultaneamente com uma deflação endémica. A inflação média na zona Euro é hoje de 0,3%.

Dívida alta (que cresce sempre) e quase impagável porque não há crescimento económico; desemprego alto; deflação; a tempestade perfeita.

tempestade perfeita

¡ Viva o Euro !

Cardeal Pell: “uma minoria radical quer alterar a doutrina da Igreja Católica e o Direito Canónico”

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 7:04 am
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Cardeal Pell: “não vamos ceder a uma agenda política laicista”.

 

Quinta-feira, 16 Outubro 2014

O sínodo e o cardeal Bergoglio

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 11:37 am
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sinodo e o cardeal

O “filósofo” Domingos Faria incorre no erro da Vulgata externalista

Filed under: ética,Igreja Católica — O. Braga @ 8:20 am
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O primeiro erro de Domingos Faria é o de afirmar que, segundo a Igreja Católica, o acto sexual serve para procriar — quando a Igreja Católica diz que a procriação é o “fim último” do acto sexual, e não o “fim único”. E isto é tão verdade que a Igreja Católica aceita — sempre aceitou, desde o tempo de S. Paulo! — perfeitamente a contracepção através de métodos naturais.

Portanto, o primeiro sofisma do “filósofo” Domingos Faria está desmontado.

Um segundo erro de Domingos Faria é o de referir-se à filosofia natural de S. Tomás de Aquino (e da Igreja Católica) à luz de conceitos da actual sociobiologia. S. Tomás de Aquino fez a distinção clara entre o Homem e os outros animais. Domingos Faria reinterpreta S. Tomás de Aquino à luz da sociobiologia.

Portanto, Domingos Faria parte de pressupostos errados, e por isso todo o seu desenvolvimento ideológico está inquinado. Mesmo assim, vamos ver os seguintes argumentos dele.

A posição de Domingos Faria é externalista: diz ele — quando fala do “ser” e do “dever ser” — que pelo facto de uma pessoa ter uma obrigação moral para realizar um acto, essa obrigação não consiste, em si mesma, uma razão para realizar esse acto. Domingos Faria considera que as razões para considerar uma coisa como boa não são razões para escolher essa coisa.

Ora, não é porque uma coisa é desejada e/ou desejável que ela é boa! Podemos desejar uma coisa má. O desejo em si mesmo não define a bondade da coisa, mas antes é a bondade da coisa que pode determinar o desejo (em uma mente bem formada) que, no limite, se orienta para um “fim último” (e não um “fim único”, como pretende dizer Domingos Faria).

Portanto, Domingos Faria está errado: quando decidimos sobre o que queremos fazer, a nossa vontade (desejo) discricionária e arbitrária não faz parte das razões para agir. Foi isto que S. Tomás de Aquino quis dizer — antes que Domingos Faria metesse conceitos científicos modernos de permeio com a ética.

zoofiliaPor fim, em uma contradição inaceitável em um “filósofo” (porque ele valorizou a força do desejo anteriormente), Domingos Faria passa a desvalorizar o desejo (que é uma componente psicológica do ser humano) quando compara (ou coloca em um mesmo plano de análise) o uso do pénis, por exemplo, com o uso dos pés para chutar uma bola.

Segundo o “raciocínio” do “filósofo” Domingos Faria, o sexo com animais, por exemplo, pode ser legítima-, ética- e racionalmente defensável — porque o factor psicológico do desejo é por ele (por Domingos Faria) desvalorizado, e o uso dos órgãos sexuais é reduzido a uma qualquer função mecânica de um outro órgão qualquer do corpo, como por exemplo um pé que chuta uma bola.

Nós desejamos jogar futebol; o chuto na bola não é uma causa, mas antes é um efeito do desejo de jogar futebol.

Portanto, é a bondade do desejo que devemos analisar, e as consequências do desejo podem ser melhores ou piores, mais ou menos positivas — porque desde Sócrates que sabemos que ninguém faz o mal pelo mal: as pessoas querem sempre um qualquer bem, nem que seja o seu bem exclusivo e egoísta, que não deixa de ser um bem, embora um bem menor que não tem em conta o “fim último” defendido pela Igreja Católica.

Com este Orçamento de Estado de Passos Coelho, o Partido Comunista só precisa de afinar a táctica

Filed under: Passos Coelho — O. Braga @ 6:52 am
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Existe uma táctica que poderá permitir ao Partido Comunista ultrapassar largamente a fasquia dos 15%: deixar Jerónimo de Sousa entregue ao Alentejo, e entregar Lisboa, Porto, Braga e Coimbra ao João Oliveira e ao Bernardino Soares. Depois, há zonas mistas: Viseu, Aveiro, Douro interior e Trás-os-Montes, Guarda, que podem ser “trabalhadas” em conjunto.

Se o Partido Comunista tiver esta flexibilidade interna, é verosímil que ultrapasse largamente os 15% de votos nas próximas eleições, porque o povo já se apercebeu que António Costa é “papel carbono” de Passos Coelho, o CDS/PP está “amarrado” a Passos Coelho, o Livre quer apenas chegar ao Poder, o Bloco de Esquerda está em liquidação, e Marinho e Pinto vai ser recuperado pelo sistema (como aconteceu com o defunto PRD).

A alternativa ao avanço natural do Partido Comunista seria uma renovação interna no Partido Social Democrata — o que me parece quase impossível face à dinâmica natural dos partidos políticos.

Quarta-feira, 15 Outubro 2014

Teresa Leal Coelho e o Direito casuístico

 

“Teresa Leal Coelho, que esteve esta terça-feira numa conferência sobre direito da família e dos menores na Universidade Lusíada de Lisboa, explicou que, quando tiverem de decidir sobre casos concretos, mesmo com a lei actual, os juízes podem sempre alegar que a proibição de co-adopção pelos casais do mesmo sexo viola a Constituição.”

Teresa Leal Coelho desafia juízes a permitirem co-adopção

Uma coisa é a opinião pessoal que Teresa Leal Coelho tenha da Constituição; outra coisa é a defesa da aplicação casuística do Direito.

A casuística actual é um retorno ao pior da Idade Média. Por exemplo, S. Bernardo de Claraval defendeu a ideia segundo a qual seria legítimo que um homem se deitasse com a mulher de outro, “se assim fosse o desígnio de Deus”. Ou seja, cornear o parceiro não seria eticamente reprovável se correspondesse aos “desígnios de Deus”. O problema é o de saber se, neste caso, os desígnios de Deus são verdadeiros e, por isso, se são legítimos.

A casuística é isto: cada um pode invocar um qualquer “deus” para justificar subjectivamente uma excepção à regra normativa. No caso da casuística de Teresa Leal Coelho, os deuses são os juízes.

Eu não sei se a Teresa Leal Coelho é burra ou se é uma espécie de peça de decoração de um lupanar de banlieue.

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