perspectivas

Segunda-feira, 21 Julho 2014

A que ponto isto chegou !

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — orlando braga @ 9:48 pm
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António José Seguro a tocar ferrinhos em Condeixa

O Talmude e os monoteísmos

Filed under: filosofia — orlando braga @ 3:23 pm
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Ao contrário do que está escrito na Wikipédia tupiniquim, o Mishnah judaico não pertence ao Talmude: O Mishnah, o Midrash e o Talmude são escrituras judaicas distintas entre si.

Um dos “problemas” da Cabala (de origem judaica) é o de se ter afastado radicalmente das fontes das escrituras judaicas Mishnah, Midrash — e principalmente do Talmude: seja o segundo Talmude (alterado e acrescentado a partir do primeiro Talmude) que surgiu depois da destruição do templo de Jerusalém em 70 d.C, seja um Talmude mais antigo que já existia escrito muitos séculos antes do tempo de Jesus Cristo. Vamos chamar a este Talmude mais antigo “primeiro Talmude”.

Na sua educação, e na sua condição de judeu que o era, Jesus Cristo aprendeu desse primeiro Talmude na sua educação enquanto criança.

¿Qual é a súmula ideológica do primeiro Talmude?

Acima foi referido que a Cabala se afastou radicalmente do primeiro Talmude; e por uma principal razão: a Cabala introduziu uma visão religiosa monista no Judaísmo.

No monismo (e também no henoteísmo), o princípio da Unidade (o Uno), é diametralmente diferente do conceito de Unidade do monoteísmo.

No monismo, as formas concretas do divino são plurais, mas o divino-geral — que lhe está subjacente — é Uno. Porém, este divino-geral monista não existe no monoteísmo (neste caso concreto, no Judaísmo). No monoteísmo só existe o divino concreto.

Ou, por outras palavras: o Javé concreto, a “pessoa única” de Javé, possui uma validade universal. Ou, talvez melhor ainda: os monismos chegam à Unidade através da relativização do particular; e os monoteísmos chegam à Unidade através da absolutização e universalização do particular.

Ora, o primeiro Talmude, que é uma escritura base do Judaísmo de depois do exílio, é o suporte ideológico e teórico do monoteísmo judaico. Por isso, de uma forma directa ou indirecta, tanto o Cristianismo como o Islamismo foram beber alguns dos seus fundamentos ao primeiro Talmude.

Conclusão: 1/ O Talmude é antítese da Cabala. O primeiro é a defesa do monoteísmo, ao passo que a Cabala introduz uma mundividência monista no Judaísmo. 2/ Tanto o Cristianismo como o Islamismo, sendo religiões monoteístas, têm alguma base ou fundamento no primeiro Talmude.

O absurdo da ideia da neurociência da “consciência como epifenómeno do cérebro”

 

Reza a história que num simpósio de investigadores da natureza realizado em Göttingen, Alemanha, em 1854, um fisiólogo presente, de seu nome Jacob Moleschott, declarou que, “tal como a urina é uma secreção dos rins, assim as nossas ideias são apenas secreções do cérebro”. Perante isto, o conhecido filósofo Hermann Lotze levantou-se, e disse que “ao ouvir tais ideias do distinto colega conferencista, quase acreditei que ele tinha razão…”

Hoje vivemos em um mundo em que é legítimo dar a uma pessoa uma resposta estúpida a uma pergunta estúpida, porque o pensamento e as crenças não coincidem.

O fluxo de sinais que aflui ao cérebro (cerca de 100 milhões de células sensoriais) não é portador de qualquer indicação de quaisquer propriedades (materiais) para além destas células — a não ser o facto de estas células terem sido estimuladas em determinados pontos da superfície do corpo.

Portanto, ainda é preciso acrescentar “algo” aos dados sensoriais (à sensação) na nossa cabeça para que esses dados possam dar origem a uma “realidade”.

Esse “algo” é o X de Kant ou a “alma” de Platão. Sem a autoconsciência de que a consciência se pensa, não é possível qualquer conteúdo dessa consciência. O X de Kant e a “alma” de Platão são conceitos, e não são noções.

Não é possível definir o conteúdo do “ser”, porque qualquer conceito que se utilizasse para definir o “ser” seria imediatamente preenchido por algo que “é” — ou seja, o conceito já conteria aquilo que deveria ser ele a definir. Portanto, não pode existir qualquer definição de “ser” semelhante à definição de um objecto no mundo que se distinga de outros objectos.

Mas o facto de não ser possível definir o conteúdo do “ser”, isso não significa que o “ser” não exista. Estamos perante uma evidência — a existência do “ser” — que não necessita de qualquer experiência científica para ser verificada. O ser humano tem certezas sem provas; a ciência tem provas sem certezas. Ora, é esse tipo de evidências (as certezas sem provas) que a “ciência” actual pretende anular.

Se a consciência e a percepção se podem explicar pela constituição do cérebro — o que é defendido pela neurociência através daquilo que se chama “Teoria da Identidade” — então “o Eu não é nada mais senão uma hipótese do cérebro” (Susan Blackmore). O que a neurociência hoje defende é o abandono da ilusão de sermos alguém: “o Eu não é mais do que células nervosas que disparam” (Rudolfo Llinas, Patricia Churchland).

Paul Churchland afirma que é possível substituir a frase: “O senhor Pereira pensa que…”, pela frase: “No cérebro do senhor Pereira, disparam no momento T1 os neurónios N1 a N12 do núcleo Y, desta e daquela maneira”. Portanto, segundo a neurociência, o ser humano não pensa realmente de forma autónoma; ou seja, são os processos químicos e físicos dos neurónios que decidem o que eu faço, o que penso e o que sou; e minha vida psíquica e espiritual é secundária.

Karl Popper fez uma crítica demolidora à Teoria da Identidade, chamando à atenção para o facto de esta teoria não poder ter qualquer sentido se obedecer aos seus próprios pressupostos. Se as minhas ideias são produtos ou efeitos da química que se processa na minha cabeça, então nem sequer é possível discutir a neurociência: a teoria da identidade não pode ter qualquer pretensão de verdade, visto que as provas da neurociência são também química pura: se alguém defende uma teoria contrária, também tem razão, dado que a sua química apenas chegou a um resultado diferente. Karl Popper chamou a esta armadilha lógica de “pesadelo do determinismo físico”.

Hoje vivemos em um mundo em que é legítimo dar a uma pessoa uma resposta estúpida a uma pergunta estúpida, porque o pensamento e as crenças não coincidem.

Domingo, 20 Julho 2014

Ron Paul: ¿O que aconteceu com o voo da Malaysian Airline?

Filed under: Política — orlando braga @ 6:37 pm
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“Look around for still honest journalists. Who are they? Glenn Greenwald, who is under constant attack by his fellow journalists, all of whom are whores. Who else can you think of? Julian Assange, locked away in the Ecuadoran Embassy in London on Washington’s orders. The British puppet government won’t permit free transit to Assange to take up his asylum in Ecuador.

The last country that did this was the Soviet Union, which required its Hungarian puppet to keep Cardinal Mindszenty interred in the US Embassy in Budapest for 15 years from 1956 until 1971. Mindszenty was granted political asylum by the United States, but Hungary, on Soviet orders, would not honor his asylum, just as Washington’s British puppet, on Washington’s orders, will not honor Assange’s asylum.

If we are honest and have the strength to face reality, we will realize that the Soviet Union did not collapse. It simply moved, along with Mao and Pol Pot, to Washington and London.”

What Happened to the Malaysian Airliner? (Ron Paul)

Votar em António José Seguro ou em António Costa?

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 11:09 am
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É a mesma coisa. É como votar no Diabo ou em Satanás: é apenas uma questão de nome.

O caminho de Portugal a curto prazo: realizar o Estado de Direito

Filed under: economia,Portugal — orlando braga @ 10:31 am

 

Os impostos altos vieram para ficar por causa do serviço de pagamento da dívida nacional; a alternativa aos impostos altos, é a de Portugal voltar à miséria do século XIX (por exemplo, com a eliminação de qualquer garantia de posto de trabalho e eliminação de qualquer indemnização por despedimento, para além da redução dos salários reais para o nível de Marrocos), para que Passos Coelho possa fazer um pagamento acelerado da dívida. Portanto, nos impostos, pouco há a fazer, a não ser que a União Europeia adopte uma espécie de mutualização da dívida (o que é altamente duvidoso).

Em resultado do pagamento do serviço da dívida, o sistema financeiro português (os Bancos) tornou-se demasiado dependente do BCE [Banco Central Europeu], o que é um factor muito negativo para a nossa economia — como se pode ver na actual crise do BES.

O que se pode fazer, e ainda não foi feito desde o 25 de Abril de 1974, é transformar Portugal em um Estado de Direito.

Esta é a tarefa gigantesca que os portugueses têm hoje pela frente. Fazer de Portugal um Estado de Direito significa um combate radical à corrupção a todos os níveis da sociedade — o que poderá implicar, por vezes e aqui e ali, uma espécie de “caça às bruxas”. Isto significa a necessidade de uma reforma radical do código de processo penal que permita uma justiça mais célere. Estamos a falar do fim do garantismo judicial privilegiado das elites.

Outro dos problemas principais de Portugal é o de conciliar um necessário alto nível de impostos (para pagar a dívida) e um combate à corrupção (estabilizar o Estado de Direito), por um lado, com uma simplificação radical no licenciamento de novas empresas, por outro  lado. Mas esta simplificação, burocrática e/ou fiscal, terá que ser levada a cabo rapidamente (não pode esperar dois anos) — porque de outra maneira não sairemos da cepa torta.

Sábado, 19 Julho 2014

O José Pacheco Pereira e a superioridade moral da esquerda

Filed under: Política,politicamente correcto,Portugal — orlando braga @ 7:03 pm
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“Voltar a falar de moralidade é algo que só faço com imensa relutância. A palavra e a coisa são tão ambíguas e prestam-se a tantas manipulações, que a probabilidade de sair asneira ao usá-la é grande. Por regra, entre o moralismo hipócrita, tão comum no mundo católico apostólico romano, e o cinismo, eu acho que o cinismo faz menos estragos em democracia.”

José Pacheco Pereira

Em primeiro lugar, o José Pacheco Pereira entra na falácia da generalização, o que significa que ele não se baseia em um juízo universal para criticar “o moralismo hipócrita do mundo católico apostólico”. Trata-se de um preconceito negativo, e não de um juízo de valor razoável.

“O ponto de vista realista, ou, se se quiser, cínico, pode ser pedagógico em política, quando esta está cheia de falsos moralismos, densa de presunção moral.”

A “densa presunção moral” também é — e sobretudo —, em boa verdade, de uma certa esquerda puritana, que hoje até abrange uma parte do Partido Comunista e uma grande parte do Partido Socialista; e não consta que estes partidos estejam impregnados de um “moralismo hipócrita católico”: pelo contrário!, trata-se de um puritanismo revolucionário e invertido. Mas o José Pacheco Pereira faz de conta que este moralismo puritano invertido da esquerda não existe.

Depois de ter generalizado em relação aos políticos católicos, e depois de se ter esquecido de referir a esquerda muitas vezes anticatólica e/ou maçónica — ou seja, depois de um critério duplo e enviesado do juízo —, o José Pacheco Pereira entra na moralização:

“Mas no tempo em que vivemos não é o moralismo o risco, dada a natureza dos nossos governantes que cresceram numa cultura amoral e de “eficácia”. Por isso é preciso o contrário, chamar a moralidade para a praça pública, porque há coisas que são inaceitáveis numa democracia que desejamos minimamente decente.”

Segundo o José Pacheco Pereira, está implícito que os governantes que cresceram numa cultura amoral e de “eficácia” são os conservadores católicos. Os anticatólicos da esquerda e/ou maçons, por exemplo, segundo ele, não cresceram numa cultura amoral de “eficácia” e constituem um bom exemplo — segundo se pode ler de forma implícita no texto do José Pacheco Pereira — do que deve ser a ética em política.


“Um político geralmente não faz aquilo em que acredita, mas antes aquilo que julga ser eficaz.”

— Nicolás Gómez Dávila

Esta máxima de Nicolás Gómez Dávila não tem ideologias políticas. Mas o José Pacheco Pereira acredita que ela só se aplica aos políticos católicos.

Segundo o blogue Corta-fitas, os alemães e os suíços são trogloditas políticos

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — orlando braga @ 2:43 pm
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A BVG, a empresa de transportes da cidade alemã de Berlim, é uma empresa pública (controlada pelo Estado alemão). A VBZ, a empresa de transportes da cidade suíça de Zurique, é uma empresa pública (controlada pelo Estado suíço).

Ora, de acordo com este verbete do blogue Corta-fitas, tanto a Alemanha como a Suíça são países socialistas — e porque o governo de Passos Coelho é o supra-sumo do liberalismo na economia. Aliás, penso que o Corta-fitas deveria enviar alguns dos seus editores a Berlim e a Zurique para ensinar aqueles atrasados mentais do norte da Europa o que é o liberalismo na economia, porque essa coisa dos transportes públicos das grandes cidades não serem privados é coisa de troglodita alemão e suíço.

Recordando o José Almada, em um tempo em que o mendigo está na moda

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 12:31 pm

 

“Mendigo, meu amigo vem!
Vem sentar-te à minha mesa
Não te envergonhes da pobreza
Contigo, pobre, é que eu me sinto bem.

Vêem-te ao ombro a sacola
E é só por isso que te dão esmola
Mas ninguém sofre o dor
Que os outros têm, e daí o mal é que provém

Quando por essas ruas vais, sozinho,
Diz-me, acaso já encontraste alguém
Que te fitasse bem, face a face,
E que parasse no caminho?

Alguém a quem abrir o coração
A quem  dizer toda a verdade
Abre os teus olhos, não receeis,
Vem, não te envergonhes da pobreza.

Vem sentar-te à minha mesa
E bebe do meu vinho,
E come do meu pão,
Mendigo, meu amigo, meu irmão…”

Sexta-feira, 18 Julho 2014

A imbecilidade da sociobiologia

Filed under: filosofia — orlando braga @ 9:16 pm
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“Imbecis com diplomas de neuro-ciências acreditam, seriamente, que podem explicar todas as percepções pela constituição do cérebro. Isso só prova que não sabem o que é uma ‘percepção’.

Se as percepções pudessem ser explicadas pela fisiologia cerebral, não precisaria haver objectos.”

→ Olavo de Carvalho (via FaceBook)



A “percepção” não é “experiência” (no sentido empírico), nem “sensação”.

Quando eu digo: “Percebo um automóvel”, esse “perceber” não é necessária- e exactamente uma “experiência”, ou seja, não me estou a referir necessariamente a este ou aquele automóvel, nem tão pouco me refiro necessariamente a um conjunto de automóveis que passam, em um determinado momento, em uma rua da cidade. Portanto, “perceber” não é um experiência in loco; mas a “percepção” também não é uma “sensação”.

Eu percebo um automóvel de uma forma tal que eu sou capaz de o reconhecer instantaneamente, como um objecto determinado e distinto. Mas, na “percepção”, a sensação é impregnada de sentimento (emoção) que mistura o objectivo e o subjectivo, o fisiológico e o psicológico, o real e a representação do objecto — neste caso, o automóvel.

Ademais, “perceber” é “antecipar” de uma forma racional, e por isso é que só o ser humano “percebe” — porque, como dizia S. Tomás de Aquino, o ser humano é único ser sobre a Terra que consegue conceber um objecto na sua ausência, através da representação desse objecto, e em relação ao qual as sensações corporais apenas lhe dão indícios fragmentários. Perceber é interpretar, e a interpretação é uma qualidade exclusivamente humana.

A “percepção” é uma relação cognitiva (uma relação de conhecimento) do sujeito em relação ao mundo (dos objectos). “Perceber” é fazer prova (em primeiro lugar, subjectiva, e depois intersubjectiva) da exterioridade; se “perceber” não fosse fazer prova (subjectiva e intersubjectiva) da exterioridade, o cérebro funcionaria sem necessidade do mundo dos objectos — o que seria um contra-senso.

O fluxo de sinais que aflui ao cérebro (cerca de 100 milhões de células sensoriais) não é portador de qualquer indicação de quaisquer propriedades para além destas células — a não ser o facto de estas células terem sido estimuladas em determinados pontos da superfície do corpo.

Portanto, ainda é preciso acrescentar “algo” aos dados sensoriais (à sensação) na nossa cabeça para que esses dados possam dar origem a uma “realidade”. Por isso é que os imbecis com diplomas de neuro-ciências que acreditam, seriamente, que podem explicar todas as percepções pela constituição do cérebro, são idiotas.

Quinta-feira, 17 Julho 2014

O pânico está instalado na Europa em torno da islamização da cultura

Filed under: Europa — orlando braga @ 9:14 pm
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Islamic-England-1-webO medo instalado nas elites políticas inglesas em relação às famílias numerosas, na sua maioria de imigrantes de países islâmicos, está a conduzir a Inglaterra a uma versão estatal não-oficial de uma política de filho único. Por um lado trata-se de uma política de sinificação que é já comum a alguns países da Europa, mas por outro lado trata-se claramente de uma política de desincentivação de nascimentos entre as famílias islâmicas.

O governo “conservador” de David Cameron prepara uma lei que retira qualquer apoio social às famílias a partir do quarto filho. Toda a gente sabe que, em Inglaterra, a esmagadora maioria das famílias com mais de quatro filhos são famílias islâmicas.

Muslims-in-the-UK-webA nova lei do “conservador” David Cameron é dialéctica (joga em dois carrinhos): por um lado, é uma lei neoliberal porque pretende separar a sociedade e o Estado, e também no sentido em que segue as premissas ideológicas neoliberais de exigência de diminuição da população a nível global (ver, por exemplo, as posições políticas de gente como Bill Gates ou George Soros) — e aqui, os neoliberais estão em consonância com a novas religiões políticas “ecologistas” que culpam o ser humano por um aquecimento global em relação ao qual não existem provas científicas propriamente ditas.

E, por outro lado, a nova lei do governo do “conservador” David Cameron pretende travar a taxa de natalidade da população islâmica imigrante em Inglaterra.

Mas os “conservadores” ingleses parecem não querer ficar por aqui: já pensam em cortar qualquer apoio às famílias a partir do segundo filho, e já se fala mesmo em cortar os apoios às famílias a partir do primeiro filho — o que tornaria real, embora por vias menos totalitárias, uma política de filho único em Inglaterra.

Quarta-feira, 16 Julho 2014

A estupidez do João Távora

Filed under: Europa — orlando braga @ 9:03 pm
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burro-com-oculos-e-doutor“Persistir no erro de pensar que os alemães, que elegeram a sua sua chanceler democraticamente com 41,5% dos votos, são os responsáveis pelos males dos países como o nosso que mostram mais dificuldades em sair da crise do crédito fácil é demasiado básico, e assim sendo, uma fatalidade para nós portugueses.”

João Távora

Hoje, até o neoliberal mais empedernido do blogue Blasfémias sabe, e até reconhece, que a construção do Euro padeceu de um pecado original. O próprio Milton Friedman afirmou não acreditar que o Euro durasse muito tempo, dada a construção deficiente e as bases erradas do Euro.

Naturalmente que Portugal “colocou-se a jeito” e foi “comido”, essencialmente pela Alemanha. Toda a gente sabe disto. Há quem diga que a Alemanha não tem culpa de Portugal se ter “posto a jeito”; mas quando alguém se aproveita de alguém que está inadvertidamente de cócoras, não vejo nisso grande virtude — antes, vejo nisso oportunismo negativo. E pode haver oportunismo para coisas boas e para coisas más. Neste caso, a Alemanha foi oportunista no sentido negativo.

É certo que tivemos um responsável pelo Banco de Portugal (Vítor Constâncio) que afirmou publicamente que, “estando Portugal dentro do Euro, o país poderia endividar-se à fartazana”; mas ninguém o desmentiu, nem cá dentro nem lá fora… na altura em que Portugal se endividava até rebentar, não vimos nenhum político alemão a fazer declarações públicas no sentido de “aviso à navegação” — como temos visto, nos últimos três anos, os governantes alemães dizer que Portugal tem que “pagar e não bufar” … e por isso é que o Constâncio foi promovido e é hoje vice-governador do BCE [Banco Central Europeu]: depois de ter contribuído decisivamente para “comer” o povo português através da classe política que temos, deram-lhe um prémio…!

Por isso é que o João Távora é estúpido. É como os burros: coloca uns antolhos e só vê para um lado. É incapaz de ver qualquer deficiência na actuação da Alemanha no processo do Euro.

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