perspectivas

Quinta-feira, 21 Maio 2015

Começo a entender o comportamento da Isabel Moreira e quejandas

Filed under: Ciência — O. Braga @ 5:34 am
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isabel-moreira-85210-web“Lo sorprendente es que el semen humano también tiene virtudes llamativas. Un estudio realizado por Gordon Gallup y Rebecca Burch entre 300 mujeres ha demostrado que aquellas que usan condón tienen un puntaje 50% más alto en síntomas de depresión que aquellas que no lo utilizan.

El semen afecta el sistema nervioso femenino, es una de las conclusiones de la investigación. También hay evidencia que las mujeres embarazadas que no usan condón son menos propensas a sufrir preclampsia que aquellas que sí recurren a él. Dado que esta complicación médica tiene relación con una respuesta del sistema inmunológico de la madre, se cree que el semen podría tener también beneficios en las defensas.”

El semen altera el cerebro de las hembras

Segunda-feira, 18 Maio 2015

Direito Natural e Direito Positivo em uma sociedade que não é comunidade

 

Sobre este artigo da Helena Matos:

Acerca do ponto 1/, estou de acordo.

Qualquer dia vamos ter um Código Penal do tamanho de uma biblioteca, e a Isabel Moreira — por exemplo — vai ser a bibliotecária; ela (Isabel Moreira) disse em directo em um programa de televisão: “Criem-se mais leis!”. A solução — segundo a Isabel Moreira — dos problemas da sociedade é “criar mais leis”; mas, por outro lado, a mesma Isabel Moreira diz que o Direito Positivo deve ser “antinatural, felizmente”.

Caros amigos: o rei vai nu. É preciso abrir os olhos a muita gente que não pertence às elites. Quando Portugal tem uma Isabel Moreira como “constitucionalista” e como tal deputada do Partido Socialista, batemos de facto no fundo.

Quando um homem é vítima de uma injúria, por exemplo, pode tentar justificar uma retaliação segundo a Lei Natural; o que o Direito Positivo faz — através de um contrato social — é estabelecer que a retaliação será feita pelo Estado. E se alguém matar em auto-defesa fá-lo segundo a Lei Natural, embora tenha que demonstrar em tribunal (Direito Positivo) a razão do acto. A lei do Direito Positivo contra o assassínio, por exemplo, é irrelevante se uma pessoa não se puder defender do assassino: se uma pessoa for assassinada antes de ter tempo de chamar a polícia, de nada serve a lei positiva contra o assassínio.

Portanto, não podemos fugir ao Direito Natural.

Podemos estabelecer uma identificação entre o Direito Natural e as regras morais que são independentes de disposições legais positivas. E se não existirem essas regras morais previamente ao Direito Positivo, deixamos de saber o que são actos bons e maus e, por isso, deixamos de fazer a distinção entre leis boas e más; e é isso que gente como a Isabel Moreira pretende quando defende que o Direito Positivo deve ser antinatural: impôr as leis de forma arbitrária e discricionária, o que denota um perigoso ideário totalitário.

Quando se afasta a imagem de um Criador do universo da equação humana, caímos invariavelmente em um qualquer totalitarismo — porque deixa de haver uma distinção ética entre acções justas e injustas. Se é verdade que o Direito Natural decide entre acções justas e injustas em uma comunidade sem Estado, também é verdade que o Direito Positivo deve guiar-se e inspirar-se no Direito Natural.

Dizer, como diz a Isabel Moreira, que o Direito Positivo deve ser antinatural, é defender uma qualquer forma de fascismo.

Sobre o ponto 3/, não estou de acordo.

Uma das formas de “demissão”, de que a Helena Matos se queixa, é o acto de esconder as caras dos protagonistas do vídeo violento em nome de uma putativa “não-estigmatização”. O conceito de estigmatização é politicamente correcto (marxismo cultural).

A Helena Matos entra em contradição entre o ponto 1 e o 3 do seu artigo. E parte do princípio estabelecido pelo idealismo alemão (Hegel, que está na base do materialismo dialéctico de Karl Marx) de uma distinção radical entre “sociedade” (Gesellschaft) e “comunidade” (Gemeinschaft), sendo que — segundo Hegel — não existe uma identificação entre os dois conceitos. Esta ideia de Hegel assombra mesmo os que hoje não se consideram marxistas.

Se separarmos a ideia de “comunidade”, por um lado, da de “sociedade”, por outro lado, chegamos às conclusões da Helena Matos, do Bloco de Esquerda, do Partido Comunista, do “governo sombra” da TVI, e da ILGA. É aqui que a Helena Matos se contradiz.

É suposto que uma nação seja uma grande comunidade, e é óbvio que a separação radical entre comunidade e sociedade leva não só à descaracterização da sociedade como à sua desnacionalização.

Por exemplo, em uma aldeia ou vila portuguesa do interior do país (ou seja, em uma comunidade), os protagonistas de um eventual acto de violência injusta são certamente conhecidos por quase todos os seus habitantes. A moral pública, em geral, ditada pelo Direito Natural — e pelas regras morais de que falei acima e que são anteriores ao Direito Positivo — condena a injustiça sem esconder as caras dos protagonistas.

Haverá sempre uma pequena minoria da população da vila que se comprazerá morbidamente com o acto de violência e com o sofrimento da vítima; mas não devemos é partir de comportamentos imorais de minorias para definir regras gerais — como defende a Isabel Moreira em um caso, e a Helena Matos em outro.

Anexo: ficheiro PDF do artigo da Helena Matos.

Terça-feira, 14 Abril 2015

Theodore Dalrymple poderia dizer isto de outras pessoas na política

Filed under: Política — O. Braga @ 9:55 pm
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“Just as talent has little connection to character, it also has little connection to intelligence, beyond the basic cognitive abilities necessary for the talent to flourish.

isabel moreira-web

The ability, willingness, and desire to hate are keys to success for untalented persons because they lend to their conduct a ruthlessness that it might otherwise lack. Moreover, it serves as a moral justification for that ruthlessness. Everyone thinks that she is a good person, give or take an occasional fall from grace.

It follows, therefore, that those whom she hates must be bad persons, as must be those who are or whom she imagines to be her enemies. (Such a person hates her enemies, but not only her enemies.)

It also follows that ruthlessness becomes a moral duty, for otherwise the bad would triumph over the good. Did not Burke say that all that was necessary for evil to triumph was for good men to do nothing? Actually, it is not certain that he said it, but a moral aphorism’s truth does not depend upon its provenance. 

So in the minds of the untalented ambitious, their own ruthlessness becomes not a rather unpleasant human trait, occasionally but by no means often justified by the moral purpose that it serves, but rather a sign of their own purpose’s laudable seriousness. Only the ambition of others is bad, but that is because they are enemies or bad people. Hence, no quarter is due to them, and scruple becomes faintheartedness or cowardice.”

Triumph of the Mediocre

A lésbica socialista Isabel Moreira diz que o Partido Socialista tem o direito a albergar ladrões

 

Segundo a lésbica Isabel Moreira, um assassino em série, desde que fosse militante do Partido Socialista, não perderia os seus direitos políticos dentro do partido. Isto diz bem do que é a actual concepção da política do Partido Socialista. Referindo-se a Manuel Maria Carrilho, que defendeu que José Sócrates deveria ser expulso da militância do Partido Socialista, a lésbica Isabel Moreira escreve:

“Parece que o homenzinho acha que o PS devia expulsar Sócrates”, começa por escrever a deputada socialista na sua página no Facebook. Isabel Moreira entende que “esta opinião arrotada não traz qualquer embaraço para o PS mas para quem a arrota” e garante que “o PS, como todos os partidos, sabe que nem um condenado perde direitos políticos”.

isabel moreiraA lésbica Isabel Moreira confunde direitos políticos do cidadão enquanto tal, por um lado, com os direitos políticos de um militante de um partido político que é uma instituição do sistema democrático; e por causa de confusões deste tipo é que a democracia vai pela rua da amargura.

Para a fufa Isabel Moreira, os problemas domésticos de Manuel Maria Carrilho (com a sua ex-mulher) são eticamente comparáveis ao roubo, por parte de José Sócrates, de cerca de 25 milhões de Euros, que se aproveitou da sua posição política como primeiro-ministro para se abotoar à custa dos contribuintes portugueses. Para a sapatão Isabel Moreira, roubar 25 milhões de Euros aos portugueses é a mesma coisa que “acertar o passo” ao cônjuge.

“E continua, recordando o passado de Carrilho, nomeadamente os alegados actos de violência doméstica praticados contra Bárbara Guimarães, apresentadora de TV, com quem era casado. “Já o Sr. Carrilho, desejoso de fazer esquecer ao mundo a lama de indignidade em que se enfiou, pensa que produzindo lama se salva. Não se salva. Nós no PS não brincamos à violência doméstica com os nossos militantes”, clarifica.”

Domingo, 18 Janeiro 2015

O terrorismo cultural da Isabel Moreira e a adopção gay

 

A Isabel Moreira, neste texto, pretende afirmar o seguinte:

1/ um par de gays (dois homens ou duas mulheres) é igual a um casal (uma mulher e um homem).

2/ uma criança não precisa de um pai e de uma mãe.

foi cesariana3/ se há crianças que, por uma desgraça nas suas vidas, não têm um pai e/ou uma mãe, e por isso podem (segundo a actual lei) ser até adoptadas por uma só pessoa — então a desgraça dessas crianças justifica a adopção por pares de gays. Falácia da mediocridade.

A adopção gay é vista pela Isabel Moreira como um mal menor para as crianças, ou seja, adopção não é vista pela Isabel Moreira como um bem em si mesma — o que distingue, no próprio conceito da Isabel Moreira, a adopção gay, por um lado, da adopção natural, por outro  lado. É a própria Isabel Moreira que reconhece implicitamente (no seu texto) a inferioridade ética e ontológica do estatuto da adopção gay em relação à  adopção natural. ¿E por que razão devemos aceitar um tipo de adopção eticamente inferior?

4/ a Isabel Moreira faz referência aos bancos de esperma, quando se refere à  procriação medicamente  assistida — quando ela distingue o esperma, por um lado, do pai da criança, por outro  lado. Ou seja, a Isabel Moreira defende claramente a utilização de bancos de esperma.

Em primeiro lugar, a procriação medicamente  assistida não se reduz aos bancos de esperma.

Em segundo lugar, os bancos de esperma são muito controversos do ponto de vista ético — assim como são controversos os métodos conhecidos como (MST) Maternal Spindle Transfer (duas mães e um pai) e (PNT) Pro-Nuclear Transfer (duas mães e dois pais), ambos por transferência mitocondrial — por muitas razões, por exemplo: alteração das características essenciais da pessoa futura, ou seja, violação do direito da criança a um futuro em aberto; abertura de uma caixa-de-pandora que permitirá, no futuro, outras formas de manipulação genética; destruição de embriões; o problema da identidade da criança; etc..

Em terceiro lugar, o carnal é mais do que o biológico. É evidente que a carne é, para além da procriação, e o lugar da doação originária da vida: paternidade e maternidade são carnais naquilo em que comprometem a pessoa (a criança que será adulta) inteira, articulando a realidade da carne com o domínio do simbólico.

É evidente — não necessita de prova — que os pais adoptivos (pai e mãe adoptivos) são seres de carne e osso sexualmente orientados um para o outro. A criança adoptada por um casal natural recebe, deste, o modelo da orientação sexual da mulher para o homem e vice-versa. Isto é evidente. A função educativa (escola, dinheiro para gastar) não é a única faceta da adopção.

5/ o argumento da Isabel Moreira  segundo o qual “a adopção gay vai resolver o problema das crianças institucionalizadas” é um mito para enganar os mentecaptos que votam no Partido Socialista de Isabel Moreira e de António Costa.

6/ a Isabel Moreira mistura Direito Positivo, por um lado, e ética, por outro  lado — quando invoca algumas decisões de alguns tribunais a favor da sua (dela) causa.

O Direito Positivo não tem necessariamente que estar ligado a boas práticas éticas. O Direito Positivo permitiu o nazismo e o estalinismo que foram eticamente reprováveis. A Isabel Moreira está a fazer terrorismo cultural.

7/ a Isabel Moreira coloca o problema dela em termos maniqueístas, no sentido em que quer dizer que “nós queremos ser pais como os outros são”, e coloca o ónus em putativos adversários a demonstração por que razão “nós não podemos ser pais como os outros”.

“Nós queremos ser” significa que “nós não somos”.

E por isso bastaria que a sociedade instituísse uma nova lei para que os pares de gays se tornassem “pais como os outros”. Ou seja, para os pares de gays, a paternidade e a maternidade dependem apenas e só da lei. “Nós queremos ser”, diz a Isabel Moreira: vê-se aqui a expressão de um desejo de facto impossível…

O absurdo do argumento da Isabel Moreira é o de que ela exige a demonstração daquilo que é evidente — daquilo que não precisa de demonstração. Se a lei da adopção gay for aprovada, é porque a classe política sente pena dos gays, tratando-os como deficientes mentais que merecem compaixão, e não porque seja necessário demonstrar aquilo que salta à vista e que toda a gente saudável vê. 

Domingo, 28 Dezembro 2014

Os patrões não podem discriminar os manetas voluntários — diz a Isabel Moreira

 

Começa a estar na moda os manetas voluntários: são pessoas que cortam os braços para não terem  que fazer tatuagens. Além disso, a ausência de pelo menos um braço é uma forma de diferenciação em relação à maioria, o que reforça o simbolismo da autonomia do indivíduo.

Para a deputeda socialista Isabel Moreira, os manetas voluntários não devem ser tratados como malucos e não devem ser discriminados pelos patrões, no que respeita à admissão em qualquer posto de trabalho.

Segundo o projecto de lei de Isabel Moreira, os trabalhadores manetas voluntários ambidextros não precisarão de assistência para irem ao WC, mas os canhotos precisarão da colaboração da entidade patronal quando forem aliviar a bexiga. Além disso, prevê-se que entre na moda os pernetas voluntários que serão obrigados a trabalhar em cadeiras de rodas — e segundo Isabel Moreira, também estes não podem ser discriminados pelos patrões.

isabel moreira

Quarta-feira, 24 Dezembro 2014

Ai dezanove, dezanove!, deus queira que empatem!

 

“Observador foi eleito Média do Ano pelo Dezanove. As deputadas Isabel Moreira (PS) e Teresa Leal Coelho (PSD) são distinguidas e o chumbo da co-adopção é o acontecimento nacional.”

As personalidades e projectos LGBT de 2014

 

isabel moreira web

Sábado, 6 Dezembro 2014

O discurso das novas Tias de Cascais

 

“Depois aprendi a vestir-me dessa pobreza. Isto é: a habitá-la. Ouvir de antepassados, das mortes de filhos à sorte de surtos sem estado social, da partilha com o afecto da proximidade, da ausência de alternativa, de ausência de um grito a reclamar que reclamassem a cidadania dos direitos e não do assistencialismo fascista.

Vesti-me dessa pobreza. Para poder ser a pobreza, isto é, ser o outro, e falar dela sem truques mas sempre assumindo um discurso ideológico. Porque para pobreza, basta a pobreza.

Assisti a um caminho de redução gradual e sustentada dos níveis de pobreza. Cada pobre atirava-me para a responsabilidade colectiva da erradicação do horror da indignidade, mas assisti a esse caminho. Sei que se deveu às mãos de muita gente, do Estado e da sociedade.

Não percebo por que razão este Governo apostou no “empobrecimento regenerador”, não percebo por que razão este Governo preferiu a abstracção ao país real e destruindo a classe média cortou as pernas aos pobres.”

Domingo, 21 Setembro 2014

Beatriz Gimeno, a Isabel Moreira de Espanha: um caso para o psiquiatra Júlio Machado Vaz

 

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“Um mundo lésbico é a solução”.

“A heterossexualidade obrigatória é uma ferramenta do patriarcado para colocar as mulheres em uma posição subordinada em relação aos homens”.

“A heterossexualidade não é o modo natural de viver a sexualidade, mas é uma ferramenta política e social com uma função muito concreta que as feminista denunciam há décadas: subordinar as mulheres aos homens; um regime regulador da sexualidade que tem como finalidade contribuir para uma distribuição desigual entre mulheres e homens, construindo assim uma categoria de opressores, os homens, e uma de oprimidas, as mulheres”.

“A condição masculina significa a pertença ao género que detém todo o Poder”.

“A heterossexualidade é a ferramenta principal do patriarcado”.

“Esquecer que, na maior parte dos períodos históricos, se as mulheres tivessem podido escolher, teriam escolhido não manter relações sexuais com os homens, não viver com eles, não relacionar-se com eles — é esquecer algo fundamental na história das mulheres (e dos homens)”.

julio machado vaz web“É a heterossexualidade que, verdadeiramente, se crava nas vidas e nos corpos das mulheres. Situar-se no espaço físico do lesbianismo pode ser libertador na medida em que se assume uma posição de “outsider” em relação à heterossexualidade, na medida em que o corpo se sente mais livre e respira, na medida em que a mulher se pode observar de fora, e fazer-se mais consciente dos mecanismos de opressão que operam sobre nós”.

“A heterossexualidade não só se ensina, mas também fazem-se esforços ímprobos para que a maioria das mulheres sintam que não têm outra opção; a heterossexualidade é fortemente induzida, e daí vêm os múltiplos mecanismos destinados a sustentá-la, a ensiná-la, a favorecê-la, a castigar a dissidência, a pressionar as mulheres para que se façam heterossexuais de forma definitiva; mecanismos psicológicos, sociais, económicos, políticos.

Se a heterossexualidade fosse natural, ou sequer benéfica para as mulheres, não necessitaria dos enormes mecanismos complexos que se utilizam para manter as mulheres dentro dela”.

“O feminismo luta com denodo para limitar os danos que a heterossexualidade causa nas mulheres”.

“Sabe-se que qualquer mulher pode ser lésbica”.

“Não há uma construção ideológica rígida da feminilidade; não é necessária: o único requisito da feminilidade é a de esta esteja submetida, a cada momento histórico, aos desejos masculinos”.

“São muitas as lésbicas que afirmam ter escolhido sê-lo, ou por razões políticas, ou, se não estão conscientes dessa escolha política, dizem ter chegado à conclusão de que, como lésbicas, são mais felizes, na medida em que descobrem que as relações entre mulheres são dotadas de qualidades que não encontram nos homens”.

“Muitas mulheres sentem que escolher uma vida de lésbica é escolher uma vida que se afaste da que viveram as suas mães”.

“O feminismo combate para que as mulheres não percam as suas energias intelectuais e/ou afectivas com os homens”.

“Muitas mulheres teriam muito a ganhar se existisse uma equação que colocasse em pé de igualdade a homossexualidade e a heterossexualidade, ou que fomentasse a não-heterossexualidade. Ensinam-nos como limitar os problemas de saúde física e mental, económicos, políticos e pessoais, mas nada se diz de que estes problemas também poderiam se combatidos vivendo um estilo de vida lésbico”.

“A violência machista só se exerce dos homens em relação às mulheres, porque os homens são os únicos que, nesta sociedade, se podem encontrar em uma posição masculina. Só um homem pode sentir que possui a legitimidade simbólica, cultural, e histórica que lhe dá o patriarcado para matar a sua mulher. Quando um homem mata uma mulher por machismo, é um acto de ódio em relação a todas as mulheres”.


Respigado aqui.

Terça-feira, 6 Maio 2014

A Isabel Moreira e o Direito “anti-natural, felizmente”

 

isabel-moreira85210webQuestiono-me como é possível que a Isabel Moreira seja considerada uma “constitucionalista” neste país. Não estão em causa aqui os putativos conhecimentos dela, mas a forma como ela vê o Direito: repare, caro leitor: uma pessoa pode estudar afincadamente uma determinada matéria para depois ganhar uma autoridade de direito que lhe permita, de forma impune, deturpar os princípios fundamentais dessa mesma matéria, reduzindo-a a uma pura arbitrariedade.

A Isabel Moreira escreveu aqui um texto com o título “anti-natural, felizmente”, referindo-se ao Direito. Alegadamente, segundo a Isabel Moreira, o Direito é “anti-natural, felizmente”.

(more…)

Segunda-feira, 10 Fevereiro 2014

Isabel Moreira deve ter razão: os direitos das minorias não podem ser referendados

 

«Helen Reece, a reader in law at the London School of Economics, called on Theresa May, the Home Secretary, to relax rules which automatically ban sex offenders from caring for children, saying that this could breach their human rights.

In an article in the respected Child and Family Law Quarterly, Miss Reece suggested that reoffending rates were not high among sex criminals, adding: “despite growing public concern over paedophilia, the numbers of child sex murders are very low.”»

Sex offenders including paedophiles should be allowed to adopt, Theresa May told

A esquerda inglesa, muito progressista e evoluída, defende a ideia segundo a qual os direitos da minoria pedófila não devem ser referendados; e, por, isso, em nome dos direitos dos pedófilos, defende que estes também têm o direito a adoptar crianças.

Não ficaria nada mal ao António Costa (do Partido Socialista) abrir um pouco mais a sua mente e aceitar (em directo, no programa Quadratura do Círculo) esta novidade do progresso da nossa sociedade. Afinal, quem defende que os pedófilos não devem adoptar crianças são as mentes conservadoras e retrógradas, gente troglodita que ainda não saiu das cavernas.

Os pedófilos têm direitos iguais a qualquer outro cidadão — independentemente das suas orientações sexuais! — e por isso os seus direitos não devem ser referendados. E, por isso, os pedófilos têm todo o direito a adoptar crianças.

Espero que o António Costa não seja retrógrado e conservador, e que admita na pantalha televisiva a realidade, tal qual ela é: existem pedófilos! — é uma situação de facto! E porque existem pedófilos, é contra os direitos humanos que eles não sejam autorizados a ter os direitos iguais a qualquer cidadão, inclusivamente o direito a adoptar crianças.

Quinta-feira, 23 Janeiro 2014

Isabel Moreira: “os direitos das minorias não são referendáveis”

 

Em primeiro lugar teríamos que saber o que é uma minoria, e se se ser homossexual corresponde a esse esse critério. O problema da definição de um conceito é o de que contém conceitos definidores, e por isso ficam sempre conceitos por definir. Mas temos sempre que, pelo menos, clarificar os conceitos.

A actividade sexual não proporciona um padrão básico de Princípio segundo o qual a sociedade deva ser governada, ao passo que, por exemplo, a luta dos negros pela igualdade de direitos foi exactamente no sentido de estabelecer esse Princípio de Governo.

É absurdo que o tipo especifico da minha actividade sexual me possa inserir em uma minoria social — porque então também poderíamos dizer dos pedófilos, dos necrófilos, dos sado-masoquistas, dos que sofrem de copralalia, etc., que são também “minorias sociais”. Um absurdo!

Mas dando de barato que ser homossexual significa pertencer a uma minoria, vamos abordar a proposição de Isabel Moreira à luz dos pretensos direitos de outra minoria — esta sim, é uma minoria! —: a comunidade islâmica.

Em Portugal existe uma comunidade islâmica que é minoritária em relação ao conjunto da população portuguesa. O Islamismo, ou seja, o próprio Alcorão, permite a poligenia, ou seja, que um homem possa ser casado com um máximo de quatro mulheres.

Se a comunidade islâmica portuguesa exigir a legalização do casamento polígeno, e se fosse decidido que haveria um referendo acerca desta matéria,
¿o que diria Isabel Moreira? Diria certamente que “os direitos das minorias não são referendáveis”.

Os factos sociais, entendidos em si mesmos e apenas porque existem, não impõem necessariamente um Direito que os acomode. E os pretensos “direitos” das ditas “minorias” são referendáveis.

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