perspectivas

Domingo, 18 Janeiro 2015

O terrorismo cultural da Isabel Moreira e a adopção gay

 

A Isabel Moreira, neste texto, pretende afirmar o seguinte:

1/ um par de gays (dois homens ou duas mulheres) é igual a um casal (uma mulher e um homem).

2/ uma criança não precisa de um pai e de uma mãe.

foi cesariana3/ se há crianças que, por uma desgraça nas suas vidas, não têm um pai e/ou uma mãe, e por isso podem (segundo a actual lei) ser até adoptadas por uma só pessoa — então a desgraça dessas crianças justifica a adopção por pares de gays. Falácia da mediocridade.

A adopção gay é vista pela Isabel Moreira como um mal menor para as crianças, ou seja, adopção não é vista pela Isabel Moreira como um bem em si mesma — o que distingue, no próprio conceito da Isabel Moreira, a adopção gay, por um lado, da adopção natural, por outro  lado. É a própria Isabel Moreira que reconhece implicitamente (no seu texto) a inferioridade ética e ontológica do estatuto da adopção gay em relação à  adopção natural. ¿E por que razão devemos aceitar um tipo de adopção eticamente inferior?

4/ a Isabel Moreira faz referência aos bancos de esperma, quando se refere à  procriação medicamente  assistida — quando ela distingue o esperma, por um lado, do pai da criança, por outro  lado. Ou seja, a Isabel Moreira defende claramente a utilização de bancos de esperma.

Em primeiro lugar, a procriação medicamente  assistida não se reduz aos bancos de esperma.

Em segundo lugar, os bancos de esperma são muito controversos do ponto de vista ético — assim como são controversos os métodos conhecidos como (MST) Maternal Spindle Transfer (duas mães e um pai) e (PNT) Pro-Nuclear Transfer (duas mães e dois pais), ambos por transferência mitocondrial — por muitas razões, por exemplo: alteração das características essenciais da pessoa futura, ou seja, violação do direito da criança a um futuro em aberto; abertura de uma caixa-de-pandora que permitirá, no futuro, outras formas de manipulação genética; destruição de embriões; o problema da identidade da criança; etc..

Em terceiro lugar, o carnal é mais do que o biológico. É evidente que a carne é, para além da procriação, e o lugar da doação originária da vida: paternidade e maternidade são carnais naquilo em que comprometem a pessoa (a criança que será adulta) inteira, articulando a realidade da carne com o domínio do simbólico.

É evidente — não necessita de prova — que os pais adoptivos (pai e mãe adoptivos) são seres de carne e osso sexualmente orientados um para o outro. A criança adoptada por um casal natural recebe, deste, o modelo da orientação sexual da mulher para o homem e vice-versa. Isto é evidente. A função educativa (escola, dinheiro para gastar) não é a única faceta da adopção.

5/ o argumento da Isabel Moreira  segundo o qual “a adopção gay vai resolver o problema das crianças institucionalizadas” é um mito para enganar os mentecaptos que votam no Partido Socialista de Isabel Moreira e de António Costa.

6/ a Isabel Moreira mistura Direito Positivo, por um lado, e ética, por outro  lado — quando invoca algumas decisões de alguns tribunais a favor da sua (dela) causa.

O Direito Positivo não tem necessariamente que estar ligado a boas práticas éticas. O Direito Positivo permitiu o nazismo e o estalinismo que foram eticamente reprováveis. A Isabel Moreira está a fazer terrorismo cultural.

7/ a Isabel Moreira coloca o problema dela em termos maniqueístas, no sentido em que quer dizer que “nós queremos ser pais como os outros são”, e coloca o ónus em putativos adversários a demonstração por que razão “nós não podemos ser pais como os outros”.

“Nós queremos ser” significa que “nós não somos”.

E por isso bastaria que a sociedade instituísse uma nova lei para que os pares de gays se tornassem “pais como os outros”. Ou seja, para os pares de gays, a paternidade e a maternidade dependem apenas e só da lei. “Nós queremos ser”, diz a Isabel Moreira: vê-se aqui a expressão de um desejo de facto impossível…

O absurdo do argumento da Isabel Moreira é o de que ela exige a demonstração daquilo que é evidente — daquilo que não precisa de demonstração. Se a lei da adopção gay for aprovada, é porque a classe política sente pena dos gays, tratando-os como deficientes mentais que merecem compaixão, e não porque seja necessário demonstrar aquilo que salta à vista e que toda a gente saudável vê. 

Domingo, 28 Dezembro 2014

Os patrões não podem discriminar os manetas voluntários — diz a Isabel Moreira

 

Começa a estar na moda os manetas voluntários: são pessoas que cortam os braços para não terem  que fazer tatuagens. Além disso, a ausência de pelo menos um braço é uma forma de diferenciação em relação à maioria, o que reforça o simbolismo da autonomia do indivíduo.

Para a deputeda socialista Isabel Moreira, os manetas voluntários não devem ser tratados como malucos e não devem ser discriminados pelos patrões, no que respeita à admissão em qualquer posto de trabalho.

Segundo o projecto de lei de Isabel Moreira, os trabalhadores manetas voluntários ambidextros não precisarão de assistência para irem ao WC, mas os canhotos precisarão da colaboração da entidade patronal quando forem aliviar a bexiga. Além disso, prevê-se que entre na moda os pernetas voluntários que serão obrigados a trabalhar em cadeiras de rodas — e segundo Isabel Moreira, também estes não podem ser discriminados pelos patrões.

isabel moreira

Quarta-feira, 24 Dezembro 2014

Ai dezanove, dezanove!, deus queira que empatem!

 

“Observador foi eleito Média do Ano pelo Dezanove. As deputadas Isabel Moreira (PS) e Teresa Leal Coelho (PSD) são distinguidas e o chumbo da co-adopção é o acontecimento nacional.”

As personalidades e projectos LGBT de 2014

 

isabel moreira web

Sábado, 6 Dezembro 2014

O discurso das novas Tias de Cascais

 

“Depois aprendi a vestir-me dessa pobreza. Isto é: a habitá-la. Ouvir de antepassados, das mortes de filhos à sorte de surtos sem estado social, da partilha com o afecto da proximidade, da ausência de alternativa, de ausência de um grito a reclamar que reclamassem a cidadania dos direitos e não do assistencialismo fascista.

Vesti-me dessa pobreza. Para poder ser a pobreza, isto é, ser o outro, e falar dela sem truques mas sempre assumindo um discurso ideológico. Porque para pobreza, basta a pobreza.

Assisti a um caminho de redução gradual e sustentada dos níveis de pobreza. Cada pobre atirava-me para a responsabilidade colectiva da erradicação do horror da indignidade, mas assisti a esse caminho. Sei que se deveu às mãos de muita gente, do Estado e da sociedade.

Não percebo por que razão este Governo apostou no “empobrecimento regenerador”, não percebo por que razão este Governo preferiu a abstracção ao país real e destruindo a classe média cortou as pernas aos pobres.”

Domingo, 21 Setembro 2014

Beatriz Gimeno, a Isabel Moreira de Espanha: um caso para o psiquiatra Júlio Machado Vaz

 

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“Um mundo lésbico é a solução”.

“A heterossexualidade obrigatória é uma ferramenta do patriarcado para colocar as mulheres em uma posição subordinada em relação aos homens”.

“A heterossexualidade não é o modo natural de viver a sexualidade, mas é uma ferramenta política e social com uma função muito concreta que as feminista denunciam há décadas: subordinar as mulheres aos homens; um regime regulador da sexualidade que tem como finalidade contribuir para uma distribuição desigual entre mulheres e homens, construindo assim uma categoria de opressores, os homens, e uma de oprimidas, as mulheres”.

“A condição masculina significa a pertença ao género que detém todo o Poder”.

“A heterossexualidade é a ferramenta principal do patriarcado”.

“Esquecer que, na maior parte dos períodos históricos, se as mulheres tivessem podido escolher, teriam escolhido não manter relações sexuais com os homens, não viver com eles, não relacionar-se com eles — é esquecer algo fundamental na história das mulheres (e dos homens)”.

julio machado vaz web“É a heterossexualidade que, verdadeiramente, se crava nas vidas e nos corpos das mulheres. Situar-se no espaço físico do lesbianismo pode ser libertador na medida em que se assume uma posição de “outsider” em relação à heterossexualidade, na medida em que o corpo se sente mais livre e respira, na medida em que a mulher se pode observar de fora, e fazer-se mais consciente dos mecanismos de opressão que operam sobre nós”.

“A heterossexualidade não só se ensina, mas também fazem-se esforços ímprobos para que a maioria das mulheres sintam que não têm outra opção; a heterossexualidade é fortemente induzida, e daí vêm os múltiplos mecanismos destinados a sustentá-la, a ensiná-la, a favorecê-la, a castigar a dissidência, a pressionar as mulheres para que se façam heterossexuais de forma definitiva; mecanismos psicológicos, sociais, económicos, políticos.

Se a heterossexualidade fosse natural, ou sequer benéfica para as mulheres, não necessitaria dos enormes mecanismos complexos que se utilizam para manter as mulheres dentro dela”.

“O feminismo luta com denodo para limitar os danos que a heterossexualidade causa nas mulheres”.

“Sabe-se que qualquer mulher pode ser lésbica”.

“Não há uma construção ideológica rígida da feminilidade; não é necessária: o único requisito da feminilidade é a de esta esteja submetida, a cada momento histórico, aos desejos masculinos”.

“São muitas as lésbicas que afirmam ter escolhido sê-lo, ou por razões políticas, ou, se não estão conscientes dessa escolha política, dizem ter chegado à conclusão de que, como lésbicas, são mais felizes, na medida em que descobrem que as relações entre mulheres são dotadas de qualidades que não encontram nos homens”.

“Muitas mulheres sentem que escolher uma vida de lésbica é escolher uma vida que se afaste da que viveram as suas mães”.

“O feminismo combate para que as mulheres não percam as suas energias intelectuais e/ou afectivas com os homens”.

“Muitas mulheres teriam muito a ganhar se existisse uma equação que colocasse em pé de igualdade a homossexualidade e a heterossexualidade, ou que fomentasse a não-heterossexualidade. Ensinam-nos como limitar os problemas de saúde física e mental, económicos, políticos e pessoais, mas nada se diz de que estes problemas também poderiam se combatidos vivendo um estilo de vida lésbico”.

“A violência machista só se exerce dos homens em relação às mulheres, porque os homens são os únicos que, nesta sociedade, se podem encontrar em uma posição masculina. Só um homem pode sentir que possui a legitimidade simbólica, cultural, e histórica que lhe dá o patriarcado para matar a sua mulher. Quando um homem mata uma mulher por machismo, é um acto de ódio em relação a todas as mulheres”.


Respigado aqui.

Terça-feira, 6 Maio 2014

A Isabel Moreira e o Direito “anti-natural, felizmente”

 

isabel-moreira85210webQuestiono-me como é possível que a Isabel Moreira seja considerada uma “constitucionalista” neste país. Não estão em causa aqui os putativos conhecimentos dela, mas a forma como ela vê o Direito: repare, caro leitor: uma pessoa pode estudar afincadamente uma determinada matéria para depois ganhar uma autoridade de direito que lhe permita, de forma impune, deturpar os princípios fundamentais dessa mesma matéria, reduzindo-a a uma pura arbitrariedade.

A Isabel Moreira escreveu aqui um texto com o título “anti-natural, felizmente”, referindo-se ao Direito. Alegadamente, segundo a Isabel Moreira, o Direito é “anti-natural, felizmente”.

(more…)

Segunda-feira, 10 Fevereiro 2014

Isabel Moreira deve ter razão: os direitos das minorias não podem ser referendados

 

«Helen Reece, a reader in law at the London School of Economics, called on Theresa May, the Home Secretary, to relax rules which automatically ban sex offenders from caring for children, saying that this could breach their human rights.

In an article in the respected Child and Family Law Quarterly, Miss Reece suggested that reoffending rates were not high among sex criminals, adding: “despite growing public concern over paedophilia, the numbers of child sex murders are very low.”»

Sex offenders including paedophiles should be allowed to adopt, Theresa May told

A esquerda inglesa, muito progressista e evoluída, defende a ideia segundo a qual os direitos da minoria pedófila não devem ser referendados; e, por, isso, em nome dos direitos dos pedófilos, defende que estes também têm o direito a adoptar crianças.

Não ficaria nada mal ao António Costa (do Partido Socialista) abrir um pouco mais a sua mente e aceitar (em directo, no programa Quadratura do Círculo) esta novidade do progresso da nossa sociedade. Afinal, quem defende que os pedófilos não devem adoptar crianças são as mentes conservadoras e retrógradas, gente troglodita que ainda não saiu das cavernas.

Os pedófilos têm direitos iguais a qualquer outro cidadão — independentemente das suas orientações sexuais! — e por isso os seus direitos não devem ser referendados. E, por isso, os pedófilos têm todo o direito a adoptar crianças.

Espero que o António Costa não seja retrógrado e conservador, e que admita na pantalha televisiva a realidade, tal qual ela é: existem pedófilos! — é uma situação de facto! E porque existem pedófilos, é contra os direitos humanos que eles não sejam autorizados a ter os direitos iguais a qualquer cidadão, inclusivamente o direito a adoptar crianças.

Quinta-feira, 23 Janeiro 2014

Isabel Moreira: “os direitos das minorias não são referendáveis”

 

Em primeiro lugar teríamos que saber o que é uma minoria, e se se ser homossexual corresponde a esse esse critério. O problema da definição de um conceito é o de que contém conceitos definidores, e por isso ficam sempre conceitos por definir. Mas temos sempre que, pelo menos, clarificar os conceitos.

A actividade sexual não proporciona um padrão básico de Princípio segundo o qual a sociedade deva ser governada, ao passo que, por exemplo, a luta dos negros pela igualdade de direitos foi exactamente no sentido de estabelecer esse Princípio de Governo.

É absurdo que o tipo especifico da minha actividade sexual me possa inserir em uma minoria social — porque então também poderíamos dizer dos pedófilos, dos necrófilos, dos sado-masoquistas, dos que sofrem de copralalia, etc., que são também “minorias sociais”. Um absurdo!

Mas dando de barato que ser homossexual significa pertencer a uma minoria, vamos abordar a proposição de Isabel Moreira à luz dos pretensos direitos de outra minoria — esta sim, é uma minoria! —: a comunidade islâmica.

Em Portugal existe uma comunidade islâmica que é minoritária em relação ao conjunto da população portuguesa. O Islamismo, ou seja, o próprio Alcorão, permite a poligenia, ou seja, que um homem possa ser casado com um máximo de quatro mulheres.

Se a comunidade islâmica portuguesa exigir a legalização do casamento polígeno, e se fosse decidido que haveria um referendo acerca desta matéria,
¿o que diria Isabel Moreira? Diria certamente que “os direitos das minorias não são referendáveis”.

Os factos sociais, entendidos em si mesmos e apenas porque existem, não impõem necessariamente um Direito que os acomode. E os pretensos “direitos” das ditas “minorias” são referendáveis.

O perigo de uma análise estritamente jurídica da adopção de crianças por pares de invertidos

 

Vamos chamar-lhe “adopção” e não “co-adopção”. Deixemo-nos de sofismas. E, se me derem licença, não é “casal” de homossexuais, embora possam ser legalmente “casados”: um casal de burros é composto por uma burra e por um burro; dois burros ou duas burras são um par de burros. Talvez eu seja burro por pensar assim, mas então as aldeias de Portugal — onde de facto os burros existem e coexistem com as pessoas — estão cheias de burros como eu. Ou seja, sou tão burro quanto é burro o povo português (“que horrível cheiro a povo!”)


José Ribeiro e Castro escreve o seguinte:

jose-ribeiro-e-castro“As leis de Direito Privado são leis matricialmente narrativas: não conformam a natureza, conformam-se a ela. Não foi sequer um legislador qualquer que inventou os contratos, quanto mais o resto. Os contratos existem, são como são; a lei regula-os. Num Estado de Direito, as leis privadas não criam a realidade, aderem a ela. Regulam, ordenam, mas não criam, nem inventam, muito menos contra a realidade. Se o fizessem, atropelariam a realidade; e seriam de deriva totalitária.”

Face a isto, a Isabel Moreira poderia dizer o seguinte:

“Pois! Estou de acordo! Num Estado de Direito, as leis privadas não criam a realidade, aderem a ela!

isabel-moreiraE a realidade é que existem quatro casos de casais gays que foram comprar as suas crianças à Tailândia e, portanto, constituem um facto que clama pela adopção por casais do mesmo sexo; ademais, temos cerca de meia-dúzia de casais de lésbicas que engravidaram anonimamente e, por isso, essas crianças constituem também um facto que exige a legalização da adopção pelos casais do mesmo sexo. Esses dez casais homossexuais e os seus filhos existem de facto. E, por isso, o Direito tem que aderir a esta realidade, ou seja, tem que ter em conta o facto de esses dez casais homossexuais e os seus filhos existirem.

Os factos criam o Direito. É assim que deve ser. A minha autoridade de direito, como constitucionalista, impõe incontestavelmente este princípio segundo o qual os factos criam o Direito.

Portanto, o que nós, homossexuais, fizemos foi criar um facto a que o Direito não pode deixar de ter em conta — sob pena de estar a atropelar a realidade e de enveredar por uma deriva totalitária. Ou seja, recusar a adopção gay constitui uma deriva totalitária do Direito.”


Portanto, a abordagem desta temática não pode ser, de modo nenhum exclusivamente jurídica — a não ser que queiramos dar a primazia a Isabel Moreira e sermos vencidos pela sua (dela) estupidez.

No Direito Positivo cabe tudo e não importa o que seja1. O Direito Positivo é uma espécie de folha de Excel em branco, cuja grelha pode ser preenchida com qualquer aberração anti-humana e anti-social. O Direito Positivo pode ser uma forma de imposição legal da psicopatia mais pura (como aconteceu, por exemplo, com o nazismo e com o comunismo).

A análise destas questões deve ser “matricialmente” ética, cultural e política (por esta ordem) — como aliás pressupõe implicitamente o João Miranda.

Nota
1. Kelsen, “Teoria Pura do Direito”, Arménio Amado, Coimbra, 1984

Terça-feira, 14 Janeiro 2014

A monstruosidade de Isabel Moreira

 

O Partido Socialista, ao acolher Isabel Moreira e gente da extrema esquerda como por exemplo Miguel Vale de Almeida nos seus quadros, tornou-se em um partido radical, por um lado, e, por outro lado, não ganhou grande coisa em termos eleitorais, como se pode ver hoje nas sondagens. Ao radicalizar as suas posições na esfera dos costumes, o Partido Socialista não só não ganhou como até perdeu apoio popular.

Isabel Moreira é um espírito tortuoso e até perverso:

“A deputada do PS Isabel Moreira diz que a proposta de referendo à co-adopção de crianças feita pelo PSD, para travar a proposta de lei do PS, está ferida de ilegalidade. “O projecto propõe-se referendar a adopção e a co-adopção, que são bem distintas. Basta dizer que a adopção [por casais do mesmo sexo] já foi chumbada duas vezes no Parlamento, enquanto a co-adopção está em processo legislativo”, diz ao SOL a deputada do PS. “A lei do referendo só permite submeter uma matéria de cada vez”, explicita a constitucionalista.”

Quando Isabel Moreira diz que “a adopção e co-adopção são coisas bem distintas”, não está a considerar ambos os conceitos em função dos interesses da criança: a distinção é feita por ela em função do estatuto dos adultos e em função dos interesses dos adultos. Porque, em termos práticos, tanto no caso da adopção como no da co-adopção, à criança é sempre retirado o direito à dupla linhagem de pai e mãe. E retirar a uma criança o direito à dupla linhagem é uma monstruosidade. Isabel Moreira é um monstro em pessoa — e é como um monstro que ela deve ser tratada. E é este tipo de monstro humano que o Partido Socialista tem acolhido no seu seio.

Por outro lado, a adopção de crianças por pares de sodomitas não é um direito, porque o direito, mesmo sendo positivo, terá sempre que ser escorado de alguma maneira no Direito Natural. O Direito não se inventa ao bel-prazer das elites políticas. As elites políticas não podem actuar em roda-livre e criar o direito que lhes dá na real gana à revelia total do Direito Natural, reduzindo a norma legal ao facto.

A adopção, tal como o casamento, são instituições. Uma instituição é um modo de vida que a sociedade concede a si própria para garantir a sua continuidade. Por definição, uma instituição implica sempre que hajam pessoas que reúnam as condições para estar dentro dela, e outras que ficam fora delas porque não têm as condições exigidas. Por natureza, qualquer instituição discrimina; qualquer instituição é discriminatória!

Dizer que “os direitos das minorias não podem ser sujeitos a referendo” é tentar dizer que as minorias, quaisquer que sejam e apenas porque existem, devem ter acesso a qualquer instituição — o que significa que, segundo esta lógica, as instituições da nossa sociedade deixam de fazer qualquer sentido. A partir do momento que se nega, através da lei, o direito que as instituições têm de discriminar, são as próprias instituições que passam a estar em causa.

Por aqui se vê como o Partido Socialista se tornou em um partido ainda mais radical do que o Partido Comunista — porque o Partido Comunista ainda coloca reservas à adopção de crianças por pares de invertidos. E Isabel Moreira é um factor de instabilidade política deste Partido Socialista.

Quarta-feira, 23 Outubro 2013

A total inversão da lógica e dos valores, ou o perigo orwelliano do Partido Socialista

 

O PSD propõe que seja feito um referendo sobre a co-adopção por homossexuais (ler a notícia aqui). A deputada homofascista do Partido Socialista, Isabel Moreira, emite a seguinte opinião:

1984«“Encaro este projecto de resolução [JSD] com enorme surpresa, porque todos assistimos à apresentação de um diploma que prevê a adopção do filho do cônjuge ou do unido de facto em casais do mesmo sexo, que foi aprovado na generalidade; e todos assistimos também a uma ampla discussão na especialidade, com a criação de um grupo de trabalho para esse efeito, tendo a presidência da deputada do PSD Carla Rodrigues, que está de parabéns, porque fez um trabalho intenso e difícil.”

“Agora encontraram este estratagema de aparecer com uma proposta de referendo, que é um acto antidemocrático e pouco leal do ponto de vista político”, acusou a deputada socialista.

Segundo Isabel Moreira, a iniciativa da JSD é antidemocrática "porque a Assembleia da República é a sede da tomada de decisões legislativas, sobretudo de decisões complexas como esta [da co-adopção], que implicam uma abordagem de vários pontos de vista científicos e jurídicos".

"Por outro lado, há uma questão de direitos fundamentais, que é o direito de ter uma mãe ou um pai. Referendar direitos fundamentais é a negação da democracia", advogou a deputada constitucionalista da bancada do PS.»

Por aqui podemos ver o alto perigo em votar no Partido Socialista. Não se trata de um mero risco: é um perigo iminente. Um partido que afirma publicamente que “um referendo é anti-democrático” é um partido mais extremista do que o Partido Comunista que já defendeu, por diversas vezes, a realização de referendos.

O Partido Socialista actual é (ainda) mais perigoso do que o Bloco de Esquerda, porque este último já não engana ninguém. A linguagem orwelliana na política foi transferida do Bloco de Esquerda para o Partido Socialista.

Vemos isto mesmo quando a deputada homofascista e socialista Isabel Moreira utiliza o argumento do “direito de uma criança ter pai e mãe” para defender que se retire à criança esse mesmo direito através da adopção gay (pensamento duplo). Isto é absolutamente orwelliano!

Domingo, 1 Setembro 2013

Um artigo científico para Isabel Moreira ler

A deputada lésbica do Partido Socialista, Isabel Moreira, afirmou, numa entrevista, que é preciso “separar a maternidade dos afectos”, fazendo alusão à necessidade de vulgarização do negócio das “barriga de aluguer”. O sítio scientificamerican.com publica um artigo interessante acerca da relação entre a mãe e o nascituro.

Isabel Moreira não sabe o que diz – quando a vemos na televisão, com aquele ar postiço de doutorice asnal, com uma pose de quem sabe muitas coisas mas não consegue explicar-se, com aquela ignorância bem escondida por detrás de um alvará de inteligência.

- Cientistas descobriram que células do nascituro coexistem no cérebro da mãe .

mom-web.jpg«The link between a mother and child is profound, and new research suggests a physical connection even deeper than anyone thought. The profound psychological and physical bonds shared by the mother and her child begin during gestation when the mother is everything for the developing fetus, supplying warmth and sustenance, while her heartbeat provides a soothing constant rhythm.

The physical connection between mother and fetus is provided by the placenta, an organ, built of cells from both the mother and fetus, which serves as a conduit for the exchange of nutrients, gasses, and wastes. Cells may migrate through the placenta between the mother and the fetus, taking up residence in many organs of the body including the lung, thyroid muscle, liver, heart, kidney and skin. These may have a broad range of impacts, from tissue repair and cancer prevention to sparking immune disorders.»

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