perspectivas

Sexta-feira, 29 Janeiro 2016

As herdeiras das bruxas que não morreram

Filed under: Política — O. Braga @ 3:49 pm
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isabel moreira_família_web

¿Por que é que a Isabel Moreira se preocupa tanto com o veto de Cavaco Silva?

 

isabel-moreira-bw-nomeSe os vetos de Cavaco Silva em relação à lei da adopção de crianças por pares de invertidos e à lei da promoção cultural do aborto, irão ser anulados brevemente na assembleia da república, Isabel Moreira deveria estar em paz e sossego e com a consciência tranquila. Mas não está. Isabel Moreira anda preocupada com Cavaco Silva.

A razão dessa preocupação é a seguinte: Cavaco Silva resistiu. O pensamento único e politicamente correcto não admite resistência.

Mas não só: Isabel Moreira sabe essas leis são passíveis de revogação, por parte da sociedade, em qualquer momento futuro. Ninguém conhece o futuro, e a Isabel Moreira também não (esta proposição é propositada).

A partir do momento em que a Isabel Moreira — e a Esquerda, em geral, mas não só a Esquerda — concebe a política apenas como um meio para atingir determinados fins, ela perdeu legitimidade política e abriga-se só na legalidade — porque a política é uma forma de associação que é um fim em si mesma, baseada na legitimidade.

Como escreveu Rousseau, “um direito digno desse nome não pode ser um direito que caduca quando a força bruta do Estado acaba”. É isto que preocupa a Isabel Moreira; e justifica-se a preocupação dela.

Domingo, 15 Novembro 2015

A análise ‘finérrima’ da Isabel Moreira acerca do terrorismo islâmico em Paris

 

A Isabel Moreira é finérrima; por isso só faz análises finas. Sei do que falo, porque conheci uma senhora finérrima, filha de um ministro de Salazar, que até teve aulas de harpa e dança.

A análise da Isabel Moreira é tão finérrima que até estabelece um paralelismo entre o holocausto nazi, por um lado, e por outro lado aquilo a que ela chama de “xenofobia da extrema-direita” em relação à imigração em massa de muçulmanos. Ou seja, o povo português e francês têm que ser substituídos por outros povos, porque são maioritariamente faxistas.

Se um povo não serve, substitui-se o povo por um outro ( ¡ que horrível cheiro a povo ! ).

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Uma grande parte — senão mesmo a maioria — dos judeus perseguidos na Alemanha nazi nem sequer eram religiosos propriamente ditos (no sentido de frequentarem regularmente as sinagogas). Os judeus alemães estavam perfeitamente integrados na cultura alemã e misturados etnicamente com os alemães; não consta que andassem a matar gente nas ruas; mas, para a Isabel Moreira (que teve aulas de harpa e ditos finos), o holocausto é comparável à “xenofobia” em relação à invasão massiva de muçulmanos.

E, finalmente um dito fino da Isabel Moreira (sem acompanhamento de harpa):

“A desconstrução (dos faxistas ) passa por repudiar todas, todas as estratégias de acantonamento de povos, de grupos, de pessoas, de instituições ou de Partidos”.

Ou seja, a “desconstrução dos faxistas” passa pela descategorização da realidade (a negação das categorias) em nome da ciência política.


o islamismo e o pc-web

Quinta-feira, 5 Novembro 2015

A Isabel Moreira e o sistema de quotas para mulheres

 

“As quotas que fazem com que 35% do Parlamento português seja feminino continuam a ser necessárias para que as mulheres tenham acesso ao poder? Isabel Moreira e Teresa Leal Coelho, embora estejam sentadas em bancadas diferentes, a primeira na do PS e a segunda na do PSD, concordam: sim”.

As quotas para mulheres continuam a ser uma necessidade


O sistema de quotas para mulheres na política (e não só) vai contra o princípio da igualdade de oportunidades, uma vez que é dada preferência às mulheres. Ademais, vai contra o princípio da valorização do mérito, uma vez que as mulheres eleitas por quotas não necessitam de qualquer mérito pessoal para assumir a função de deputadas. quotas

Acontece que o nosso actual sistema político da chamada “democracia representativa” não é democrático — e é este sistema não-democrático que serve de base para o argumento das quotas para as mulheres.

quotas-mudança-de-sexoE não é democrático porque o papel dos partidos políticos é crucial na escolha dos candidatos a deputados, o que impede que as mulheres (e homens) se candidatem com maior liberdade e auto-iniciativa. Ou seja, a Isabel Moreira, e quejandas feminazistas como por exemplo a Teresa Leal Coelho, valorizam a actual partidocracia (não democrática) também porque precisam desta para impôr um sistema de quotas para mulheres que é, em si mesmo, antidemocrático.

O sistema de quotas para mulheres é antidemocrático, porque os cidadãos deveriam poder escolher os deputados que elegem independentemente de serem homens ou mulheres.

Para isso, o sistema da actual “democracia representativa” deveria ser alterado e reformado no sentido de dar maior independência dos candidatos a deputados em relação às cúpulas partidárias. Mas é isto que a Isabel Moreira e as feminazistas não querem, porque se assim fosse, as mulheres seriam confrontadas com a realidade da meritocracia; o que a Isabel Moreira e a Esquerda querem para as mulheres é o facilitismo no acesso ao Poder.

O sistema de quotas para mulheres significa que os políticos sejam eleitos em função do seu sexo, e não em função do seu mérito. Por cada mulher eleita com o sistema de quotas e não por mérito próprio mas só porque é mulher, há um homem ou uma outra mulher com mérito que não são eleitos.

A introdução de quotas para mulheres alimenta a “guerra entre os sexos” que tanto agrada à lésbica Isabel Moreira.

Terça-feira, 27 Outubro 2015

A diferença entre a Esquerda e a Direita é a liberdade responsável

 

O Partido Socialista espanhol anunciou que se ganhar as eleições em Dezembro, vai proibir as aulas de religião e moral, mesmo nos estabelecimentos de ensino privados. Obviamente que o Partido Socialista espanhol tem o apoio de toda a Esquerda radical espanhola (Podemos & Cia.).

É provável que, com a deriva radical esquerdista do Partido Socialista de António Costa, um governo de Esquerda em Portugal venha também proibir as aulas de religião e moral no ensino privado. A diferença entre a Esquerda e a Direita é sobretudo a liberdade responsável.

Outra diferença entre a Esquerda e a Direita é a de que as leis de Esquerda são consideradas irrevogáveis pela Direita. Dou um exemplo:

a lei do aborto foi revista e reformulada pela coligação Partido Social Democrata / CDS/PP. A radical socialista Isabel Moreira anuncia a anulação da reforma da lei. Seria previsível que um próximo governo maioritário de Direita voltasse a introduzir a reforma anulada pelos radicais; mas provavelmente isso não acontecerá, porque a Direita move-se menos por convicções e valores do que pelo cálculo. Muitos dos votos da coligação de Direita são de pessoas de outras áreas políticas que não concordam com a lei do aborto esquerdista.


barriga-de-aluguerOutra lei radical anunciada é a adopção de crianças por pares de invertidos, que terá como consequência a normalização do estatuto de filho-de-puta (na medida em que a herança genealógica é intencionalmente coarctada, na lei, como princípio válido) , que até agora era uma condição excepcional na lei. Até agora, a adopção de crianças sem pai e/ou mãe era exclusiva de casais (naturais, obviamente: mulher e homem) que assumiam, de forma simbólica na educação da criança adoptada, o papel e função de ambos os sexos.

A adopção de crianças por pares de invertidos introduz na lei a validade do “grau zero” da árvore genealógica da criança — ao contrário do que acontece com a adopção de crianças por casais, em que a ausência de uma árvore genealógica é vista pela lei como um mal a remediar através da adopção. Com a adopção de crianças por pares de invertidos, esse mal é validado por lei.

Em termos de princípio da lei, a adopção de crianças por pares de invertidos colide com a obrigatoriedade de assunção da paternidade por parte do homem. Qualquer bom advogado poderá pegar na lei da adopção de crianças por pares de invertidos e, com ela, refutar a lei que obriga ao homem assumir a paternidade de uma criança — porque o espírito da lei é contraditório.


Outra lei radical é a procriação medicamente assistida para toda a gente. Até agora, a procriação medicamente assistida é exclusiva para pessoas casadas (ver definição de casamento). A procriação medicamente assistida para toda a gente vai incentivar o negócio das “barriga de aluguer” que sacrifica e explora as mulheres mais pobres, para além de transformar a criança em um objecto que se compra e vende. É este o desiderato de radicais sinistros como a Isabel Moreira.


Em Espanha, prepara-se a fundação de um novo partido de Direita, alternativo ao P.P. espanhol e ideologicamente semelhante ao UKIP (United Kingdom Independent Party) britânico. Em toda a Europa surge uma nova Direita que tende a substituir paulatinamente uma “direita” submetida aos radicais de Esquerda (como é o caso do Partido Social Democrata português). É possível que um partido dessa nova Direita surja em Portugal, depois de aparecer em Espanha. Será uma Direita do não-compromisso com os radicais esquerdistas, uma Direita que defenderá a irreversibilidade absoluta das suas propostas.

Quinta-feira, 27 Agosto 2015

A cassete da Isabel Moreira

 

Quando olhamos para o discurso da lésbica Isabel Moreira, verificamos invariavelmente algumas características recorrentes (a cassete):

1/ Portugal está isolado na Europa no que diz respeito à adopção de crianças por pares de invertidos;

2/ a adopção de crianças por pares de invertidos vai resolver os problemas das milhares de crianças que estão em orfanatos;

3/ a adopção de crianças por pares de invertidos, as “barriga de aluguer”, a procriação medicamente assistida sem qualquer critério restritivo, por exemplo, não são culturalmente fracturantes; pelo contrário, segundo Isabel Moreira, “são estruturantes de uma sociedade digna de igualdade”;

4/ defender a família nuclear e natural, é um retrocesso civilizacional.


isabel-moreira-straightjacket-webO ponto 1 é falso. A esmagadora maioria dos países europeus não tem adopção de crianças por pares de invertidos. É da natureza da Isabel Moreira mentir sem vergonha.

O ponto 2 é um apelo demagógico à emoção — o que é uma característica não só da Isabel Moreira mas também da Esquerda em geral. É evidente que a adopção de crianças por pares de invertidos é uma forma de instrumentalização das crianças no sentido de uma afirmação pública e legitimação de um estilo de vida anómalo e anti-social. Para Isabel Moreira, não basta que a condição homossexual seja compreendida pela sociedade: tem que ser não só aceite mas também celebrada por toda a gente.

No ponto 3, o conceito de “igualdade” passa pela afirmação do “direito à diferença”, por um lado, e por outro lado, a “igualdade” é sinónimo de “homogeneização legal” — a contradição é apenas aparente: a afirmação do direito à diferença conduz à separação cultural entre os dois sexos, que é exactamente o que pretende o movimento político gayzista de que a Isabel Moreira e o Partido Socialista de António Costa são protagonistas.

No ponto 4, o necessário ataque, por via do Direito Positivo, à família nuclear e natural portuguesa deve ser compensado com a imigração em massa de países islâmicos, com a criação artificial de uma nova classe de pessoas desenraizada culturalmente e que se constituirá como uma clientela política que perpetue a Esquerda no Poder. Ora, o governo de Passos Coelho e Paulo Portas procura defender a família nuclear e natural; logo, é considerado pela Isabel Moreira como reaccionário e troglodita.

Quinta-feira, 20 Agosto 2015

O prevenção em relação às parafilias é um “horror” — diz Isabel Moreira

 

Tudo o que seja estigma social em relação aos desvios sexuais — por exemplo, a pedofilia — é considerado pela deputada lésbica do Partido Socialista como um “horror”; a prevenção das consequências sociais e culturais da pedofilia “é um horror”, segundo a lésbica Isabel Moreira.

 

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Sábado, 18 Julho 2015

Psicose grave!

Filed under: aborto,ética — O. Braga @ 11:49 am
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As lésbicas que defendem o “aborto sem rede”, deveriam dar umas cambalhotas bem dadas com um macho latino tipo Zézé Camarinha, para depois poderem abortar à fartazana e terem a experiência do que é o aborto. Essa coisa de ser lésbica (coisa horrível!, o escroto!) e defender o aborto livre e sem rede para as mulheres normais, revela doença mental.

isabel-moreira-jc-webDepois de um relambório de “faca na liga”, vem o momento pedagógico: a maioria do povo  é ignoranteporque não sabe a diferença entre “consentimento informado”, por um lado, e “aconselhamento”, por outro  lado. Alegadamente, o apoio psicológico antes do aborto não faz parte do processo de “consentimento informado”: tudo o que se possa fazer com que a grávida mude de ideias sobre o aborto é “aconselhamento”; mas não é “consentimento informado”.

Segundo aquela criatura de Deus, “consentimento informado não pressupõe conselhos”.

Ficamos sem saber como é possível alguém estar informado sem se informar; e como é possível informar alguém sem, de alguma maneira, aconselhar. “Informação”, a nível do ser humano, não é a mesma coisa que “informática” — mas, para aquela criatura, parece que é a mesma coisa: o ser humano é visto por ela como uma espécie de autómato.

“Informar alguma coisa” é fazer passar essa coisa da virtualidade (da dimensão do virtual) ao acto; ou seja, a nível humano, informar é sempre aconselhar de algum modo — o que não significa que a pessoa aconselhada seja, por isso, obrigada a mudar de ideias.

Sexta-feira, 17 Julho 2015

Isabel Moreira está doente e deveria ser interditada e mesmo internada

Filed under: aborto,ética,Ciência — O. Braga @ 6:59 am
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« A deputada do PS Isabel Moreira defendeu hoje que a introdução de consultas obrigatórias antes e depois de uma Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) é uma medida inconstitucional e uma «imoralidade» de quem considera as mulheres «inimputáveis».

“No nosso ordenamento jurídico, nem uma pessoa que esteja a morrer é obrigada a ir a uma consulta. Como é que tencionam obrigar as mulheres? É incompreensível e completamente inconstitucional”, disse à Lusa Isabel Moreira. »

Alteração à IVG é «imoralidade» e «completamente inconstitucional», defende Isabel Moreira

A “notícia” é de ontem.


Em um estudo publicado nos Estados Unidos em 2002 (Southern Medical Journal), verificou-se que o risco de suicídio em mulheres que abortam é de 154% superior à norma; um outro estudo (University of Minnesota: Minnesota Extension Service, 1986), o aborto em adolescentes aumenta em 10 vezes as tentativas de suicídio; um outro estudo (Medical Science Monitor, 2003) verificou um aumento de 65% na probabilidade de depressão clínica de longo-termo em mulheres que abortam; um outro estudo (Canadian Medical Association Journal, 2003) constatou que as mulheres que abortam têm o dobro da possibilidade de serem hospitalizadas em psiquiatria; um outro estudo (American Journal of Drug and Alcohol Abuse, 2000), verificou que as mulheres que abortam têm uma tendência para consumo de drogas e/ou de álcool cinco vezes superior à norma.

Falamos aqui em juízo universal: há sempre excepções à regra.

Mas mesmo que não tivéssemos estes estudos, sabemos empiricamente — qualquer psiquiatra sabe, mesmo que não o diga e que o esconda ostensiva- e desonestamente — que o aborto não é, em juízo universal, psicologicamente inofensivo para a mulher.

isabel moreira-webEu considero a Isabel Moreira uma criatura do mais baixo nível intelectual e moral que podemos encontrar na sociedade portuguesa.

Ademais, Isabel Moreira irracionaliza sistematicamente os parâmetros de qualquer discussão para que o corolário seja pura irracionalidade — por exemplo, quando ela compara uma mulher em estado terminal com outra mulher que esteja grávida e pense em abortar.

Desde logo, uma mulher em estado terminal (e que não seja obrigada por lei a ir a uma consulta), já foi desenganada pela ciência médica; o determinismo (o seu destino, o seu fado) físico e psicológico da pessoa em causa, é total — o que não acontece de igual modo com uma mulher grávida.

Em segundo lugar, não só estudos científicos mas também a experiência médica revelam que o acompanhamento psicológico sistemático das mulheres que procuram o aborto (em juízo universal) é necessário; a tentativa da Isabel Moreira de vulgarizar o aborto é semelhante, por exemplo,  à tentativa de vulgarizar o assassínio, ou à tentativa de vulgarizar o consumo de drogas.

A Isabel Moreira recusa a ideia de que o aborto é considerado pelas mulheres que abortam (em juízo universal) como um “mal necessário”; Isabel Moreira  pretende que o aborto seja encarado com a mesma normalidade, por exemplo, com que uma mulher toma um antibiótico.

Em terceiro lugar, e não menos importante, a mulher em estado terminal, morre sozinha; ao passo que a mulher que aborta elimina a possibilidade de uma vida que não é a sua. Portanto, a comparação da Isabel Moreira entre uma mulher em estado terminal e uma mulher grávida é irracional — mas essa irracionalidade é propositada, o que revela uma perversidade doentia da Isabel Moreira. Isabel Moreira está mentalmente doente e deveria ser interditada e mesmo internada; aliás, estou convencido de que é uma questão de tempo para que isso aconteça.

Quarta-feira, 1 Julho 2015

A estupidez “filosófica” da Isabel Moreira

 

Uma pessoa tira um cursinho de Direito, auto-proclama-se “constitucionalista” graças ao nome público do paizinho, e passa automaticamente a ser líder de opinião política e me®diática. É o caso da Isabel Moreira.

“O lastro de Marx que me marca sem retorno, tão forte que faz de mim uma marxista, é a genialidade como contrapôs o progresso à natureza. A recusa de uma qualquer “ordem natural das coisas” e a defesa acérrima do progresso como antítese que espatifa a selva do acontecer como acontecer, ou do cada um por si, ou da não intervenção humana para mudar as suas condições, foi apresentada por Marx sem complacências.”

É BOM PORQUE NÃO É NATURAL

Parece-me que a Isabel Moreira não compreendeu Karl Marx. Karl Marx nunca contrapôs o “progresso”, por um lado, e “natureza”, por outro lado. Para Karl Marx, o conceito de “natureza” era concebido como “Estado de Natureza” e como sinónimo de “necessidade”. Ou seja, para Karl Marx, a oposição não era entre “natureza” e “progresso”, mas entre “Estado de Natureza” enquanto “necessidade”, por um lado, e “liberdade”, por outro lado.

A oposição marxista entre “necessidade” (ou Estado de Natureza) e “liberdade” serviu, durante muitos anos do curto século XX, para tentar definir uma ordem humana que seria estranha ao resto do universo. É neste sentido que podemos dizer que a visão marxista do universo se reduz ao mundo sub-lunar delimitado pelos satélites artificiais. Trata-se de uma visão anti-cósmica, e, por isso, gnóstica.

Para Karl Marx (via Engels), o “fim do reino da necessidade inaugurará o reino da liberdade”.

Segundo o marxismo, o Fim da História, ou seja, “a passagem do reino da necessidade ao reino da liberdade” (Engels, e não Karl Marx como diz a Isabel Moreira), será caracterizado pelo desaparecimento das necessidades oriundas da luta económica do homem contra o Estado de Natureza ou contra a necessidade (e não contra a Natureza enquanto tal). No entanto, Karl Marx admite que novas necessidades surgirão após esse Fim da História.

Mas, se é assim, teremos que admitir que é extremamente difícil saber o que significa “liberdade” — porque, neste caso, a liberdade passa a ser independente de qualquer princípio de causalidade: se a liberdade é independente de qualquer necessidade, segue-se que é impossível ter uma noção de “liberdade” que não seja puramente subjectiva e, portanto, anti-filosófica, anti-lógica e mesmo anti-científica.

Karl Marx via o “progresso” como uma lei da natureza.

E quando constatamos a existência de pessoas como a Isabel Moreira, verificarmos que basta uma geração de bárbaros para que o “progresso” vá pela pia abaixo. O conceito de “progresso como lei da natureza” define a estupidez da Isabel Moreira. Não me vou alongar sobre o delírio de Karl Marx, porque seria fastidioso para o leitor e para mim. Gosto pouco de falar sobre ideias de merda.


«O progresso económico como condição da igualdade, o progresso que recusa a lei do mais forte, por ter o mesmo substrato filosófico, é o mesmo que exige a ciência contra a “natureza”, os afectos e a sexualidade contra a “natureza da maioria”.»

Sinceramente, caro leitor, eu penso que Isabel Moreira deveria ser interditada; o problema é muito grave.

¿Como é que a ciência, que se funda na Natureza, pode ser “contra a Natureza”?!

isabel moreira-webA palavra “natureza” vem do latim “natura” e do verbo latino “nascor”, que significa “nascer”; e lembra-nos que a natureza é o que preexiste ao Homem: é aquilo que, na espécie humana, é espontâneo e natural.

Mas a Natureza Humana não se reduz ao conceito de “nascer”; a sociedade, a técnica, tudo o que resulta da actividade humana é (sempre foi, desde o aparecimento dos hominídeos) natural ao homem (faz parte da Natureza Humana segundo Aristóteles).

A natureza ocupa, para os seres naturais, a posição do artesão para os objectos fabricados.

Não existe tal coisa como uma posição do artesão contra a matéria-prima utilizada para fabricar os seus objectos. ¿Já imaginaram o artesão ser contra a sua obra de arte?!


A Isabel Moreira tem um raciocínio contraditório: por um lado, diz-se de esquerda, marxista, contra a necessidade (embora a favor do determinismo marxista, o que é uma contradição em termos), e progressista; por outro lado, assume uma mundividência cartesiana.

Segundo Descartes (mecanicismo) a ciência deveria organizar-se segundo as leis da técnica que é considerada “modelo da natureza”: os animais (incluindo o ser humano) são máquinas, as funções fisiológicas são análogas à acção de tubos, roldanas e molas… Esta concepção têm como corolário a ideia segundo a qual a natureza é inteiramente domável (cientismo): conhecer as suas leis é dominá-la, tal como o objecto técnico é dominado (mas a Isabel Moreira é contra o conceito de “domínio” !), para a colocar ao serviço dos interesses humanos.

Diz Descartes : “poderíamos tornar-nos donos e possuidores da Natureza” (mas a Isabel Moreira é “ecologicamente pura”!). Para Descartes, apenas o Homem pode dominar a natureza porque conhece o determinismo das leis da natureza: ao mesmo tempo que reconhece e aceita o determinismo cartesiano, a Isabel Moreira recusa o determinismo cartesiano. Aquela criatura não pensa: diz umas coisas.

Assim como o nosso corpo já não se satisfaz com a simplicidade das coisas originalmente “naturais”, os nossos desejos afastam-se das verdadeiras necessidades e o nosso amor-próprio leva-nos a banir a igualdade da nossa vida social (Rousseau).

Ou seja, o conceito de Isabel Moreira de “igualdade” em função da “ciência contra a natureza”, mesmo que fosse válido, é auto-contraditório — porque o afastamento da simplicidade natural (Estado de Natureza) é a causa das desigualdades sociais (como reconheceu Engels).

Com “marxistas” deste calibre, Karl Marx deve andar às voltas na tumba.

Karl Marx dizia que “o utilitarismo é moral de merceeiro inglês”. O marxismo é incompatível com o utilitarismo da Isabel Moreira. A Isabel Moreira é uma contradição nos seus próprios termos; é uma caricatura dela própria; mas os me®dia dão-lhe toda a atenção do mundo.


A ler: Publicação dramaticamente reaccionária. Chega-se a invocar a natureza.

Sábado, 27 Junho 2015

O raciocínio putéfio da deputada Isabel Moreira

 

“A deputada socialista Isabel Moreira condenou hoje a “selvajaria moral” da introdução de taxas moderadoras na Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) argumentando que é “um ato de saúde materno-infantil” e que a isenção cumpre um objectivo de sigilo”.

Isabel Moreira condena “selvajaria moral” das taxas moderadoras na Interrupção Voluntária da Gravidez

isabel-moreira-85210-webEm primeiro lugar, devo dizer que considero o estatuto ético e moral de Isabel Moreira muitíssimo abaixo dos de uma prostituta de rua: porque uma prostituta não é necessariamente uma puta, e o putedo é apenas uma condição ontológica e cultural de algumas mulheres. No caso de Isabel Moreira, não se aplica bem o qualificativo de “selvajaria moral” (porque os selvagens, em geral, também têm dignidade), mas antes o de bestialidade moral e putedo intelectual. No caso da Isabel Moreira, depois de ela ter perdido a dignidade, o resto veio por acréscimo.

Considerar-se o acto de aborto como um acto de saúde materno-infantil é absolutamente surreal: fazendo uma analogia, seria como se considerássemos a eutanásia compulsiva/obrigatória como um acto de saúde gerontológica (saúde da Terceira Idade). A morte de um ser humano, em acto ou em potência, passa a ser considerada um “acto de saúde” ou um “acto médico”. Orwell não diria melhor.  

Este enviesamento ideológico putéfio desvia o foco da humanidade da mãe e do feto em gestação, ao mesmo tempo que se refere a putativos “direitos” económicos de não pagar uma merda de uma taxa; faz lembrar a linguagem da propaganda oficial do nazismo.

Isabel Moreira é das pessoas mais intolerantes da política portuguesa. Mas assume-se como a campeã da tolerância, e ninguém se atreve a confrontá-la. A política, em Portugal, passou a ser uma excelente terapia para deficientes morais.

« A deputada socialista sublinhou ainda, relativamente ao projecto de lei de PSD e CDS-PP para introduzir taxas moderadoras na IVG, que “há um argumento muito importante, que é o argumento do sigilo“.

“Uma mulher pode não ter forma de fazer prova da sua insuficiência económica. Uma mulher que dependa do marido e não lhe queira dizer, quebraria o sigilo e estaria em causa este momento absolutamente pessoal das mulheres”, expôs. »

Vemos, por aqui, como uma putéfia lésbica concebe o casamento: o feto, que alegadamente deve ser abortado, não foi feito pela esposa e pelo marido; e cabe só à esposa decidir, à revelia do marido e sem a sua opinião e mesmo conhecimento, se deve ser abortado ou não.

Temos aqui, em todo o seu esplendor, um exemplo de raciocínio de puta: parece que — na opinião da Isabel Moreira — a infidelidade da mulher é o único laço que a liga ao marido. Para a Isabel Moreira, a maternidade é um local onde nascem bebés às senhoras, e dúvidas aos maridos. É esta gentalha que defende o “casamento” gay.

A deputada do Partido Socialista Isabel Moreira é uma pessoa doente que, infelizmente para o povo, assumiu um cargo de algum poder na política portuguesa. A idiotice é a mais estranha de todas as doenças: a doente nunca sofre, e quem aguenta a psicose e o delírio interpretativo são os outros.

Domingo, 14 Junho 2015

É tudo uma questão de sexo sem responsabilidades

 

“Não pode haver trabalhadores à margem da protecção social. Eu conheço pessoas para quem o sexo é trabalho e, sendo trabalho, tem de haver direitos sociais.” É com estas palavras que o líder da Juventude Socialista, João Torres, defende a necessidade de legalizar a prostituição, questão levantada depois de o Bloco de Esquerda ter anunciado ao i, esta semana, que iria avançar com uma proposta nesse sentido já no programa eleitoral do partido. A JSD, ainda que com algumas reticências, também defende a legalização dos trabalhadores do sexo.

Na bancada socialista, Isabel Moreira concorda com a ideia dos jotas. A socialista tem vindo a criticar a falta de regulamentação numa actividade que apelida de “zona de ninguém”. “Não seria mais coerente os trabalhadores do sexo terem um contrato de trabalho comum, com descontos e impostos? Não seria melhor minorar as agressões por que esta gente passa numa zona em que o direito vira as costas e deixa andar?”, interroga-se a deputada.

JS, JSD e Isabel Moreira defendem a legalização da prostituição

Já imaginaram a esquerda a legalizar o trabalho doméstico da mulher/mãe de uma família com muitos filhos? Nunca!, porque uma mãe com muitos filhos dá a imagem “retrógrada” e “retrófoba” do sexo procriativo. Mas já o “casamento” gay, ou a prostituição, que são actividades sexuais niilistas, tem direito a todos os direitos e mais alguns.

Toda a actividade sexual sem qualquer assunção de responsabilidades tem o apoio da esquerda. Existe na esquerda uma obsessão contra qualquer código ético que implique o conceito de “transgressão moral”: tudo o que seja considerado imoral deve ser legalizado e objecto de direitos.

Um outro argumento clássico da esquerda é o de que “as prostitutas existem”. E se elas existem, então a actividade delas tem que ser legalizada. O mesmo se aplica, por exemplo, aos traficantes de drogas: se eles existem, o tráfico de drogas tem que ser legalizado.

Ou seja, se uma coisa existe, não compete à sociedade fazer juízos de valor sobre essa coisa. Em última análise e por absurdo, existem gatunos; e se existem gatunos, a gatunagem deve ser legalizada e pagar IVA e IRS.

Quando a agenda política da esquerda chegar ao fim, Portugal estará completamente destruído.

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