perspectivas

Terça-feira, 14 Abril 2015

O culto é a raiz de tudo

Filed under: ética,cultura,filosofia,Política — O. Braga @ 9:49 am
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“Ora, este é um dos pontos em que discordo da perspectiva de Rodrigo Constantino. Diz ele que devemos separar o autor, o criador, das opiniões políticas.

Que o actor pode ser um bom actor mas as suas opiniões desprezíveis. Certo, por sinal já pensei assim, hoje não. Não considero a possibilidade da separação entre as coisas, na medida em que vejo a pessoa como uma totalidade e como pertencente, para mais, a uma comunidade.

Não existe um indivíduo em parcelas, uma para a política, outra para o palco, outra para o dia-a-dia, etc. Tudo faz parte do todo. É também essa totalidade que tem de ser desmontada. E que não é, muitas vezes (para não dizer todas), pelos escritores liberais.”

Desconstruir a Esquerda caviar

Eu não sei quem é o Rodrigo Constantino (sou péssimo a fixar nomes), mas a julgar pelo trecho supracitado, também não concordo com ele.

Antes de mais temos que saber o que é um “bom actor”. Na arte (estética), como na ética, é difícil encontrar uma objectividade, e portanto um “bom actor” pode ser bom para o Constantino e não ser bom para mim.

É verdade que a neve é branca, mas já não é tanto verdade que “o actor é bom”. Temos que saber o que significa “bom”, e G E Moore ajuda-nos com a falácia naturalista.

Um indivíduo com icterícia veria a neve amarela, e para ele não faria sentido que se lhe dissesse que “a neve não é amarela” — a não ser que ele reconheça que tem icterícia. Uma pessoa pode padecer de uma “icterícia cultural” inconsciente e ver o mundo todo amarelo e convencer-se de que o vê de forma correcta. O “actor amarelo” do Constantino pode não ser o actor com cores normais.

A política expressa a cultura, e a cultura expressa o culto. O culto é a raiz de tudo. E o “actor amarelo” do Constantino — ou seja quem for — não deixa de se expressar segundo o seu culto. Ora, é o culto que pode estar objectivamente errado porque não tem em consideração o Absoluto. Um culto de uma pequena parte da realidade é um culto errado. Um culto de uma parte da realidade é doxa (opinião); um culto do Absoluto é episteme (sabedoria e conhecimento).

Uma coisa é o “actor amarelo” do Constantino que ama as coisas estéticas particulares que são belas, e por isso ele tem opinião; outra coisa, diferente, é amar a “beleza em si” que pertence ao Absoluto e que revela a objectividade da sabedoria e até do conhecimento (Platão).

É impossível separar o homem do seu culto. E é o seu culto que faz a sua cultura que, por sua vez, se reflecte nas suas opções políticas, estéticas e éticas.

Segunda-feira, 13 Abril 2015

A Austrália, as vacinas, e o cientismo da Helena Damião

Filed under: Ciência — O. Braga @ 9:17 pm
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A ciência tem que convencer, persuadir, e não impôr coercivamente. Convencer e persuadir é esclarecer, informar, chamar o povo e explicar as coisas, “tim-tim por tim-tim”.

Tal como Platão na “República”, a Helena Damião está convencida de que um mito pode ser crido pela geração presente pela via da coerção do Estado, e que a imediata e posteriores gerações podem ser “educadas” de tal modo que não tenham dúvida alguma do mito. Miopia perigosa!

Por exemplo, os japoneses foram ensinados, desde meados do século XIX, que o imperador descendia da deusa-sol, e que o Japão foi criado primeiro do que o resto do mundo; e qualquer intelectual japonês que duvidasse de tal dogma (dogma político, e não propriamente religioso) era afastado da vida pública, alegadamente por actividades anti-japonesas. E os resultados deste mito político viram-se na II Guerra Mundial.

O que a Helena Damião não consegue ver é que os mitos “aceites” de forma compulsória e coerciva por parte do Estado, reduzem a inteligência em circulação na sociedade. A única forma adequada de impôr uma crença  — neste caso uma crença da ciência — é através da persuasão. E persuadir não é violentar ou retirar direitos às pessoas.

À ciência não cabe definir a ética e comandar a sociedade (positivismo religioso).

Mentalidades cientificistas como a da Helena Damião, Carlos Fiolhais e o resto da comandita do blogue Rerum Natura, devem ser combatidas sem quartel.

Diz a Helena Damião (revelando a sua mentalidade totalitária em potência) que “as crianças não são dos pais”; mas também não pertencem ao Estado — era só o que faltava!. E não cabe ao Estado transformar a sociedade em uma espécie de sucedâneo contemporâneo da “República” de Platão.

A desilusão da revolução

 

“As revoluções têm por função destruir as ilusões que as causam: não são locomotoras, mas antes são os descarrilamentos da História.

Os revolucionários não destroem senão o que fazia mais toleráveis as sociedades contra as quais se rebelam.”

— Nicolás Gómez Dávila 

A Raquel Varela faz do discurso político, um romance. O problema é que ela não tem veia; não tem um estilo virtuoso; mas sempre poderá optar pelo romance político de cordel ou por uns monólogos egológicos para adolescentes.

A Raquel Varela discorre sobre “a desilusão que foi Mandela”. Pois é…! E diz que “Gandhi apoiou a II Guerra Mundial”: duvido da veracidade desta asserção: uma opinião circunstancial de Gandhi antes do conflito não é um apoio às suas consequências, porque nunca podemos saber o futuro.  Mas a Raquel Varela conhece o futuro e tem a certeza psicótica da construção do paraíso na Terra.

Os “libertários” à custa do Estado: uma grande treta!

 

A ideia segundo a qual  a Bélgica é um melhor país para se viver do que o Chile, depende daquilo a que consideremos ser “melhor”. Por exemplo, quando se diz que a mortalidade infantil no Chile é o dobro da mortalidade infantil na Bélgica, incorre-se em uma falácia: “a estatística é a ferramenta de quem renuncia a compreender para poder manipular” (Nicolás Gómez Dávila).

Aqui em baixo: as pirâmides sociais do Chile e da Bélgica, ou seja, o espelho do futuro.

piramide_social_belgicapiramide_social_chile


Se, por absurdo, num país a taxa de natalidade é zero, a mortalidade infantil nesse país também é zero.

Se, no Chile, a taxa de natalidade (13,99 / 1000) é superior à da Bélgica (9,99 / 1000), é natural que a taxa de mortalidade infantil no Chile seja superior à da Bélgica. Até nos Estados Unidos, a taxa de mortalidade infantil (6,17 / 1000) é superior à da Bélgica (4,18 / 1000), e não consta que os Estados Unidos sejam um país subdesenvolvido — acontece que a taxa de natalidade nos Estados Unidos (13,42 / 1000) é superior do da Bélgica (9,99 / 1000), sendo que são os imigrantes muçulmanos — que não têm em conta a “igualdade” da mulher e do homem — que mais contribuem para a natalidade na Bélgica.

Por exemplo, os Estados Unidos gastam 17% do PIB em saúde, e tem uma taxa de mortalidade infantil superior à da Bélgica que gasta 10% do PIB em saúde — isto porque a taxa de natalidade (o número de crianças nascidas) é superior nos Estados Unidos, como já vimos. Quanto mais crianças nascerem, maior é a probabilidade de se morrer à nascença, e isto independentemente de todo o dinheiro do mundo que se possa gastar em saúde.

O Ludwig Krippahl serviu-se na estatística da mortalidade infantil para defender que a alta taxa de divórcio na Bélgica não é um mal: “é a cura do mal”, diz ele — ou seja, não tem nada a ver o cu com as calças, quanto mais não seja porque o muçulmano imigrante na Bélgica raramente se divorcia e até pode ter várias mulheres. O discurso do Ludwig Krippahl faz lembrar um diálogo de um sofista com um cidadão de Atenas:

(sofista): “¿Tu dizes que tens um cão?”
(cidadão): “Tenho; um bom patife.”
(sofista): “¿E tem cachorros?”
(cidadão): “Tem; e são muito parecidos com ele.”
(sofista): “¿E o cão é pai deles?”
(cidadão): “É; eu vi-o a ele na companhia da mãe dos cachorros.”
(sofista): “¿E ele não é teu?”
(cidadão): “Pois claro que é!”
(sofista): “Então, ele é pai e é teu; portanto, é teu pai, e os cachorros são teus irmãos!”

Este diálogo retrata a esperteza sofista do Ludwig Krippahl.

(more…)

Domingo, 12 Abril 2015

Os me®dia andam a enganar os povos europeus acerca da queda do avião da GermanWings

Filed under: Europa — O. Braga @ 9:24 pm
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Podem ler aqui em baixo uma carta (clique para ampliar) do deputado alemão Hans-Peter Bartels ao presidente da república da Alemanha, Gehard Schindler, acerca do relatório dos serviços secretos alemães que revelam que o co-piloto suicida, Andreas Lubitz, estava ligado ao Islamismo radical.

germanwings-web

Lubitz tinha aderido recentemente ao Islão, frequentou assiduamente a mesquita da cidade alemã de Bremen, e tinha relações estreitas com radicais islâmicos — pelo menos é isto que os serviços secretos alemães revelaram ao Bundestag, o parlamento alemão.

Hans-Peter Bartels recomenda ao presidente Gehard Schindler que mantenha a informação secreta (pelo visto, não muito), alegadamente porque poderia provocar alarme social na Alemanha contra os muçulmanos imigrantes.

A Europa anda a brincar com assuntos sérios.

Sobre a Contra-Reforma

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 4:43 pm
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“A Reforma foi a invasão bem sucedida das instituições ocidentais pelos movimentos gnósticos”.

— Eric Voegelin

A propósito da ideia absurda, da Igreja Católica moderna (a partir de finais do século XIX), segundo a qual “é permitido ao clero criar novos dogmas de fé”, resolvi escrever umas linhas acerca da Contra-Reforma. Como o próprio nome diz, a Contra-Reforma católica foi contra a Reforma protestante.

Essa reacção da Igreja Católica contra a Reforma protestante inicia-se com o Concílio de Trento (1545-1563), e constituiu-se por um “retorno aos princípios”, no sentido temporal do termo: o retorno à patrística. Ou seja, enquanto que a Reforma pretendeu anular a tradição eclesiástica, a Contra-Reforma pretendeu voltar à tradição dos primeiros padres da Igreja (patrística), o que inclui o retorno às doutrinas, às cerimónias e aos ritos do tempo da patrística.

Foi considerado, no Concílio de Trento, que tinha sido no período da patrística que a Igreja fixou as interpretações autênticas dos fundamentos da fé (que inclui os dogmas), e de onde nasceram os ritos e as hierarquias da Igreja Católica. Importante foi o facto de o Concílio ter reafirmado o valor das obras — o valor das acções — que o luteranismo tinha anulado.

Como é bom de ver, do Concílio de Trento não saiu nenhum novo dogma, quanto mais não seja porque o retorno à patrística transformaria qualquer novo dogma em uma contradição em termos. Durante a patrística já os dogmas da fé estavam consolidados, e foi então bem entendido que o sacerdócio não cria novos dogmas.

A Contra-Reforma significou também o retorno ao tomismo (por exemplo, com Francisco Suarez, 1548-1617).

Ao contrário do que aconteceu com o Concílio de Trento, o Concílio do Vaticano II foi uma concessão ao protestantismo e à Nova Teologia; ou seja, o Concílio do Vaticano II foi uma “Contra-Contra-Reforma” que já tinha sido anunciada pelo Concílio do Vaticano I em 1870.

Com o Concílio do Vaticano II, as instituições da Igreja Católica foram invadidas e controladas pelos movimentos gnósticos, e o “papa Francisco” é hoje o representante gnóstico da obliteração da tradição católica.

O "papa Francisco" deve ser excomungado

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 9:58 am
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O “papa Francisco” fez um acordo com Igreja Ortodoxa Grega no sentido de os católicos de alguns territórios — por exemplo, na Jordânia, em Israel e na Palestina — celebrarem a Páscoa de acordo com o calendário ortodoxo (calendário juliano), ou seja, hoje, 12 de Abril de 2015, em vez de celebrarem a Páscoa de acordo com o calendário gregoriano (Papa Gregório XIII), ou seja no passado dia 5 de Abril de 2015.

O Papa Victor I condenou com a excomunhão o acordo do “papa Francisco”, o que significa que este está automaticamente excomungado. Temos um papa excomungado.

O “colinho” do Benfica #SomosPorto

Filed under: Futebol — O. Braga @ 7:49 am
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No mesmo dia em que anulam um golo limpo ao FC Porto no jogo com o Rio Ave, vemos aqui em vídeo um exemplo do “colinho” do Benfica com o “penalty” marcado no jogo com a Académica. Com o Benfica não é preciso “apitos dourados”: basta haver apito em cada jogo.

 

Sábado, 11 Abril 2015

A civilização colide com o impulso

 

“Mãe, acabas de ferir os meus sentimentos!” ― frase pronunciada por um rapaz de 10 anos quando a mãe lhe pediu o favor de apagar o televisor e ir para a cama. Também uma psicóloga, recentemente, dava um conselho aos jovens num artigo de um jornal: «Se notas que sentes algo especial, não tenhas medo, liberta-te de tabus, corre para os seus braços e entrega-te totalmente. Só assim a tua vida será sincera e sem hipocrisias».

Reparem no pormenor: «sentir algo especial» é suficiente para justificar qualquer comportamento. E a sinceridade já não tem nenhuma relação com a verdade. Ser sincero, segundo a psicóloga, é sentir algo especial e não reprimir esse sentimento.

Educar os sentimentos

A civilização é sobretudo racionalidade, e esta é penosa.

Para o ser humano que fica mais civilizado apenas por um proceder obrigatório ou compulsivo, mais do que pelo sentir a racionalidade 1  da civilização, para ele a racionalidade é uma pena, e a virtude é um fardo quase insuportável ou até mesmo uma escravidão. Isto leva a reacções no pensar, no sentir e no agir, como podemos ver no conselho politicamente correcto da psicóloga supracitada.

O homem civilizado distingue-se do selvagem pela capacidade de previsão, ou em aquilo a que os gregos antigos chamavam de Fronèsis (prudência): o civilizado aceita penas actuais por causa de benefícios futuros, ainda que esses benefícios possam estar distantes no tempo. Por exemplo, nenhum animal ou nenhum selvagem trabalharia na Primavera para ter alimento no Inverno.

A Fronèsis começa apenas quando o ser humano faz alguma coisa a que o impulso (ou instinto) não o obriga a fazer, porque a razão lhe diz que disso tirará proveito em data futura. A civilização colide com o impulso — não só através da Fronèsis que é colisão auto-inflingida, mas também através da lei, dos costumes e da religião.

Em geral, a Direita conservadora é civilizada, e a Esquerda é selvagem. A Esquerda representa a decadência da civilização, a selvajaria, porque coloca sistematicamente os impulsos e instintos acima da prudência.

Nota
1. Não confundir com “racionalismo”.

Sexta-feira, 10 Abril 2015

O emporcalhamento limpinho

Filed under: Política,politicamente correcto,Portugal — O. Braga @ 8:36 pm
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Agostinho da Silva disse um dia em uma entrevista que “os portugueses têm que ser os médicos e os enfermeiros desta Europa doente”, a propósito da entrada de Portugal na União Europeia. O que está a acontecer é Portugal está a ficar mortalmente infectado pela doença da Europa.

Portugal, que foi o primeiro país do mundo a abolir a pena-de-morte, ainda no tempo dos reis, vê-se agora na contingência de a reintroduzir sob as ordens da União Europeia. E vemos um sociólogo, de seu nome Paulo Pereira de Almeida, aparentemente ligado ao Partido Social Democrata, a escrever um artigo com o título “criminosos merecem morrer”.

E do outro lado da barricada vemos o determinismo do comportamento humano, a negação do livre-arbítrio que faz lembrar aquela cena caricata de um assassino que se dirige ao juiz e diz: “Senhor Doutor Juiz: a culpa do assassínio não foi minha! É dos meus genes! Já nasci assim!”. Em vez do Portugal desinfectado (com consoante muda!), defende-se ali o Portugal emporcalhado.

Entre o Portugal desinfectado e o emporcalhado, o cidadão anónimo e anódino interroga-se sobre a qualidade dos auto-denominados “intelectuais” portugueses. Os dois “Portugais” fazem parte do mesmo problema: o dos que se limitam a definir a realidade inteira segundo critérios diferentes de limpeza.

A infalibilidade do papa e o princípio da não-contradição

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 3:06 pm
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O leitor José Lima deixou o seguinte comentário a este verbete:

“O Orlando que parece desconhecer a diferença que a doutrina católica estabelece entre o magistério extraordinário e o magistério ordinário do Papa:

a) o primeiro é sempre infalível e, portanto, irreformável e insusceptível de oposição – por exemplo, o Papa Pio XII definiu que Nossa Senhora ascendeu ao Céu em corpo e alma e nenhum fiel pode doravante sustentar doutrina contrária;

b) o segundo presume-se infalível se conforme à tradição da Igreja, isto é, insisto, se em concordância com o que a Igreja sempre ensinou; caso contrário, perde essa presunção e portanto, nesse caso, é susceptível de resistência por parte dos fiéis, sendo neste âmbito concreto que recai a doutrina de São Roberto Belarmino de resistência à autoridade papal (e antes de São Roberto Belarmino, de São Tomás de Aquino, e antes de São Tomás de Aquino, de Santo Atanásio, e antes de Santo Atanásio, de São Paulo).

De uma vez por todas, perceba-se que o magistério extraordinário do Papa tem um âmbito de aplicação muitíssimo restrito e que no seu magistério ordinário, ainda que goze de presunção de infalibilidade na condição supra referida de conformidade à tradição da Igreja, o Papa não é inerrante, algo bem diferente de ser infalível. E isto é a doutrina católica tradicional e não uma chapelaria qualquer…”

Quando o papa Pio IX (através do Concílio do Vaticano I) instituiu o dogma da infalibilidade papal, a Igreja Católica arranjou um problema de todo o tamanho (ver aqui o contexto histórico em que o dogma da infalibilidade papal foi instituído).

Quem estudou Religião Comparada sabe que não é o clero que institui dogmas: ou os dogmas existem desde a fundação ou revelação da religião, ou não são dogmas propriamente ditos. O sacerdócio não faz dogmas (o papa é, em primeiro lugar, um sacerdote), embora preserve os que estavam feitos em função da revelação da religião; ¿como é possível discutir com uma pessoa que não percebe isto?!

Quando o sacerdócio passa a instituir dogmas novos, não estamos perante uma religião propriamente dita, mas antes perante uma religião política.

Para resolver o problema de uma coisa não poder ser, e simultaneamente não-ser, a Igreja Católica modernista de finais do século XIX dividiu o magistério do papa em dois: o extraordinário e o ordinário. O magistério extraordinário do papa é infalível, mas o ordinário já não é. Ora, a verdade é que este magistério esquizofrénico do papa não existia na Igreja Católica antes de 1870.

O irónico nisto é que o papa Pio IX estabeleceu a sua própria infalibilidade papal — juiz em causa própria. Só falta agora o “papa Francisco” instituir o dogma da sua própria canonização: o papa eleito passa a ser automaticamente canonizado!. ¿Será que os “católicos fervorosos” não se dão conta do absurdo?

Repare bem, caro leitor:

Jesus Cristo não precisou de afirmar de Si Próprio que era infalível, porque não era preciso afirmar tal coisa: só se considera infalível quem é falível; um Ser infalível não precisa de o afirmar publicamente. Nem precisou, Jesus Cristo, de afirmar dois magistérios distintos em relação à Sua Pessoa.

Do primeiro papa, o apóstolo Pedro, não consta nos escaninhos que alguma vez tivesse dito que era infalível. Mas são estes os “católicos fervorosos” que dizem que eu não entendo nada do assunto — assim como, na década de 1980, os marxistas que traziam o Das Kapital debaixo do braço diziam que eu era ignorante.

É uma questão de antolhos e de cartilha.

Caiu a superioridade moral da política americana

Filed under: Política — O. Braga @ 9:14 am
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Hillary Clinton expected to announce presidential run this weekend

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