perspectivas

Sábado, 15 Fevereiro 2020

Eu concordo com a posição do Partido Comunista acerca da legalização da eutanásia

Filed under: Bloco de Esquerda,eutanásia — O. Braga @ 4:35 pm

Desde logo, concordo com o termo “provocação da morte antecipada”, em vez de “eutanásia”: o termo “morte antecipada” é mais abrangente do que “eutanásia”. E, com todo o texto, concordo a 100 porcento (ler em ficheiro PDF).

O Partido Comunista põe a nu (no referido texto) o ideário político da legalização da provocação da morte antecipada : esse ideário faz parte da agenda política da plutocracia globalista (com origem nos Estados Unidos), a que obedecem caninamente os seus serviçais e caciques portugueses do Bloco de Esquerda, do Partido Socialista e do Partido Social Democrata.

Patricia MacCormackÉ nesse contexto ideológico, patrocinado pela plutocracia globalista, que verificamos (por exemplo) casos como o de Patricia MacCormack (na imagem), professora na universidade de Cambridge (pasme-se!), que lançou um livro com o título “The Ahuman Manifesto” (“O Manifesto Inumano”) — em que a dita “professora universitária” de Cambridge defende que se acabe com a espécie humana, para “salvar o planeta” — o que é um absurdo total!: se não existirem seres humanos para desfrutar da vida no planeta, qual é o sentido de “salvar” o planeta?!
Ao longo da História, verificámos que as famílias numerosas sempre assustaram os poderosos…

Os professores universitários actuais são cada vez mais assim…

Gente como Patricia MacCormack é alcandorada a posições de docência nas universidades ocidentais porque é subsidiada (através dos seus caciques locais) pelos globalistas dos países anglo-saxónicos. É esta a nova “elite” patrocinada pelo globalismo.

A legalização da provocação da morte antecipada faz parte de uma agenda política tenebrosa, diria mesmo, neofascista. Neste aspecto, o Bloco de Esquerda, o Partido Socialista e o Partido Social Democrata colaboram com essa agenda política neofascista globalista.

Ademais, a legalização da provocação da morte antecipada é inconstitucional, porque atenta contra o princípio da igualdade inscrito na Constituição; como se pode ler no texto:

«O princípio da igualdade implica que a todos seja reconhecida a mesma dignidade social, não sendo legítima a interpretação de que uma pessoa “com lesão definitiva ou doença incurável” ou “em sofrimento extremo” seja afectada por tal circunstância na dignidade da sua vida.»

Sexta-feira, 14 Fevereiro 2020

O Domingos Faria, o sofista

Filed under: Domingos Faria,eutanásia,utilitarismo — O. Braga @ 10:07 pm

pass-auf-ao-burro-webO Domingos Faria agarra-se a dois autores de tradição cultural britânica, e tira deles a ilação segundo a qual “quer se seja consequencialista quer se seja deontológico, não parece haver bons obstáculos morais para a eutanásia”.

E depois ele cita o “teólogo” Hans Küng para dizer que até mesmo o Cristianismo pode defender a legalização eutanásia — só lhe falta dizer que o Anselmo Borges, que defendeu a legalização do aborto, também é “teólogo”; e que, por isso, também é possível ao Cristianismo defender o aborto.

Ver o texto dele aqui.


A filosofia é entendida pelo Domingos Faria como os sofistas a entendiam no tempo de Sócrates: a filosofia é reduzida à capacidade de retórica, e não existe uma verdade objectiva intrínseca à Realidade.

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Ademais, o Domingos Faria (tal como a Isabel Moreira, por exemplo) acredita que é possível que a lei portuguesa da eutanásia seja melhor do a que lei belga, holandesa, ou canadiana — talvez porque ele pense que os legisladores portugueses pertençam a uma casta superior.

Porém, e mesmo que a lei “perfeita” da eutanásia não seja cumprida num ou noutro caso, serão esses casos os danos colaterais característicos do utilitarismo que o Domingos Faria defende.

E quem não pertença ao “maior número”, que se foda!


«HOY, el anciano es tan inútil como el animal viejo. Donde no hay alma que los años tal vez ennoblezcan, sólo queda un cuerpo fatalmente envilecido.» — Nicolás Gómez Dávila

Quinta-feira, 13 Fevereiro 2020

A legalização da eutanásia: a irracionalidade volta a estar na moda

Eu penso que a Manuela Ferreira Leite é socialista; aliás, o PEC (Pagamento Especial por Conta) foi uma das pérolas instituídas pela Manuela Ferreira Leite quando foi Ministra das Finanças do primeiro-ministro Durão Barroso (salvo erro). Ora, o PEC arrebentou sistematicamente com as pequenas empresas ao longo de quase duas décadas.

Porém, em questões de ética, Manuela Ferreira Leite não é de Esquerda; ou melhor dizendo: não é da Esquerda utilitarista — como por exemplo o Bloco de Esquerda, o Partido Socialista, o PAN (Pessoas-Animais-Natureza) ou o LIVRE.

Podemos ver aqui uma entrevista da Manuela Ferreira Leite à TVI acerca da legalização da eutanásia.


Em termos gerais, concordo com o que o João Távora escreveu aqui:

“A lógica da eutanásia (…) está directamente ligada à atomização da sociedade e ao desaparecimento progressivo das antigas comunidades de proximidade, nomeadamente a família alargada, coesa e solidária.”

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Porém, a “lógica da eutanásia” (se é que existe uma “lógica” subjacente à eutanásia que não seja a negação da própria Lógica) vai para além da anomia:

1/ em nome da promoção de uma putativa “liberdade individual”, os ditos “libertários” fortalecem o poder de vida e de morte em relação aos cidadãos, por parte do Estado — o que é uma contradição em termos.

Em boa verdade, a promoção da “liberdade individual” não passa certamente pela promoção do aumento do Poder do Estado sobre a vida e morte das pessoas — leia-se, pela promoção de uma cultura da eutanásia em hospitais do Estado.

2/ o marxismo cultural (ou o politicamente correcto actual) — ou seja, Bloco de Esquerda, LIVRE, PAN (Pessoas-Animais-Natureza), e parte do Partido Socialista e do PSD — é uma utopia negativa, porque se concentra na crítica dissolvente da nossa sociedade real.

A crítica feroz em relação à nossa sociedade, por parte do actual politicamente correcto — Bloco de Esquerda, PAN (Pessoas-Animais-Natureza), LIVRE, Partido Socialista e parte do PSD — , é negativa porque não possui conceitos capazes de superar a distância entre o presente e o futuro: quaisquer que sejam as possibilidades reais que a nossa sociedade actual apresente em relação ao futuro, o marxismo cultural (principalmente o Bloco de Esquerda) não nos revela quais são essas possibilidades, limitando-se a negar o sistema em que se baseia a nossa sociedade actual, e na sua totalidade. É uma agenda política totalitária.

Ou seja, a legalização da eutanásia faz parte de uma agenda política de acção destrutiva (aparentemente, sem pensar nas consequências) em relação ao sistema em que se baseia a nossa sociedade actual. É uma “política de picareta”. O que interessa (ao politicamente correcto) é destruir a cultura vigente (Gramsci).

“¿E quais as consequências da destruição da cultura antropológica actual? Bem… logo se verá!”

Para o Bloco de Esquerda, todos os meios (literalmente “todos”) são legítimos para destruir a cultura antropológica actual; trata-se da defesa do desmantelamento da Razão. A irracionalidade volta a estar na moda.

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Segunda-feira, 10 Fevereiro 2020

Ó Diogo Faro: levanta esse focinho!, e fareja!

Um palerma, de seu nome Diogo Faro, escreve o seguinte:

“A Cristina [Miranda] é anti-feminista, logo, essencialmente é contra a igualdade de género.”


pass-auf-ao-burro-webOu seja, o asno parte do princípio de que as feministas [em geral] são “a favor da igualdade de género”.

Desde logo, não sabemos o que ele quer dizer com “igualdade”: ¿será que “igualdade”, na opinião do burro, é o “direito” da mulher a ter um pénis? — porque se a uniformidade sexual dos dois sexos for um critério de igualdade, nem vale a pena continuar a “cumbersa”!

Se as feministas (em geral) fossem a favor da igualdade de direitos naturais dos dois sexos” (é nisto que consiste verdadeiramente a “igualdade de género”), então seriam elas (as feministas) as primeiras a criticar a condição feminina nos países de maioria islâmicao que não acontece!, devido à aliança entre Karl Marx e Maomé.

O chamado “feminismo” é um instrumento ideológico e de acção política do neomarxismo.

Ao lermos o texto todo do burro Diogo, verificamos o enorme problema de indigência cognitiva em Portugal: é gente desse calibre que controla a política e os me®dia!

É caso para dizer: Ó Diogo Faro: abre esses olhos, mula! Levanta esse focinho, e fareja!


Nota: embora o textículo do asno em epígrafe seja de 8 de Fevereiro de 2020, o texto original da Cristina Miranda é de 4 de Março de 2019.

O André Ventura vai com muita sede ao pote

Filed under: André Ventura — O. Braga @ 4:54 pm

«O líder do Chega, André Ventura, anunciou, este sábado, a sua candidatura às próximas eleições presidenciais, marcadas para Janeiro de 2021

O CHEGA, de André Ventura, faz-me lembrar uma experiência que eu tive em um Verão no princípio da década de 1990, quando fui passar uns (poucos) dias de férias à praia de Vila Chã, perto da Póvoa de Varzim: estava por lá, de passagem, um circo; e resolvi levar as crianças a ver os palhaços.

Reparei numa coincidência: o homem da bilheteira era o mesmo que controlou os bilhetes à entrada; além disso, ele era o domador dos leões, e era também o palhaço. Ou seja, era o “homem-circo”.

O André Ventura também parece o “homem-circo”. Faz também lembrar um certo partido político que já não existe, e que foi fundado por um advogado que tinha sido bastonário da Ordem e euro-deputado.

Sábado, 8 Fevereiro 2020

Um exemplo concreto da mentira sistémica dos me®dia: “o aumento da temperatura na Antárctida”

Sai a seguinte “notícia” no jornal Púbico : “Antárctida bate recorde de temperatura e ultrapassa pela primeira vez os 18 graus Celsius”:

«A temperatura registada num dos termómetros da estação de investigação argentina Esperanza bateu o recorde anterior de 17,5 graus Celsius, registado em Março de 2015.»


¿O que é que o jornal Púbico não diz? — porque mente sempre e de forma descarada.

1/ A estação de investigação argentina Esperanza (a que se refere o jornal Púbico) fica localizada no chamado “Glaciar Thwaites”.

2/ O Glaciar Thwaites está localizado sobre um vulcão actualmente activo. Como se sabe, os vulcões activos têm influência no aumento da temperatura do ar local.

3/ O “recorde de temperatura” é também causado pelo efeito Föhn; ou seja, é uma situação conjuntural do tempo, e não uma situação do clima. O jornal Público confunde “tempo”, por um lado, e “clima”, por outro lado; e essa confusão é propositada, para enganar o Zé Povinho.

Não acreditem nos me®dia. Não comprem jornais!: levem-nos à falência!.

Quinta-feira, 6 Fevereiro 2020

António de Oliveira Salazar, “o maior português de todos os tempos”

António de Oliveira Salazar foi eleito pela opinião pública portuguesa o maior português de todos os tempos. Portanto, a julgar pela opinião da Isabel Moreira e de um tal Anselmo Crespo, 41% dos portugueses que votaram em Salazar são fassistas, racistas, xenófobos, homófobos, sexistas, transfóbos, capitalistas, e com “cheiro bafiento a um nacionalismo retrógrado” (sic);

—  que horrível cheiro a povo !!!!


O tal Anselmo Crespo — que eu penso que seja jornalista — não sabe escrever em português: não tem uma noção correcta da sintaxe da língua. Senão, vejamos:

«Há momentos em que temos mesmo de escolher entre o que é certo e o que é errado. Entre a democracia e o retrocesso civilizacional. Portugal vive, por estes dias, um desses momentos decisivos. Onde cada partido, cada responsável político e cada um de nós tem que assumir claramente o que é, o que defende e o que quer para o seu país.»

Correctamente, ele deveria ter escrito:

“Há momentos em que temos mesmo de escolher entre o que é certo e o que é errado; entre a democracia e o retrocesso civilizacional. Portugal vive, por estes dias, um desses momentos decisivos, onde cada partido, cada responsável político e cada um de nós (plural) têm que assumir claramente o que são, o que defendem e o que querem para o seu país”.

É merda deste calibre que é “jornaleiro” e pretende formatar a opinião pública neste país.


Os ditos “democratas”, quando andam assustados pela dinâmica da democracia, dizem que é “populismo”.

Noto que, para o Anselmo, existe um certo “nacionalismo retrógrado” — o que significa que poderá existir eventualmente um nacionalismo que não seja “retrógrado” (o que já não é mau de todo!); mas ficamos sem saber o que é o tal “nacionalismo retrógrado”, por um lado, e por outro lado não sabemos como estes intelectuais de merda imaginam a democracia sem o EstadoNação!

A contradição entre a defesa da democracia, por um lado, e por outro lado a crítica feroz ao nacionalismo (defendendo, assim, a erradicação do Estado-Nação), tem como consequência um estado de dissonância cognitiva que revela a estupidez dos “intelectuais” portugueses em geral — incluindo a Isabel Moreira.

Os ditos “democratas”, quando andam assustados pela dinâmica da democracia, dizem que é “populismo” — são os donos da democracia a decretar que toda a gente é populista, excepto eles próprios (como seria de esperar!): são eles os únicos santos políticos canonizados nos altares das lojas maçónicas sob os auspícios do conceito de "Vontade Geral" de Rousseau.

O Partido Comunista é o único partido da Esquerda que (ainda) não é utilitarista

Filed under: Esquerda,esquerdopatia,eutanásia,utilitarismo — O. Braga @ 8:48 am

«Lucas Pires argumenta que a “eutanásia é uma visão utilitária da vida” e esquerda “devia ser contra”, tal como é contra o consumismo noutras áreas.»

“Eutanásia é uma visão utilitária da vida” e esquerda “devia ser contra”


O Jacinto Lucas Pires está equivocado: nem toda a Esquerda tem uma “visão utilitária da vida”.

O único partido da Esquerda que (ainda) não é utilitarista é o Partido Comunista; aliás, na esteira do próprio Karl Marx, que dizia que “o utilitarismo é moral de merceeiro inglês”.

O próprio Álvaro Cunhal (o ex-Secretário-geral do Partido Comunista), no seu livro “O Aborto – Causas e Soluções”, confessa que hesitou muito — e reflectiu ainda mais — antes de defender a legalização do aborto, precisamente por causa do carácter utilitarista da lei do aborto (e, por isso, não consentâneo com a pureza da doutrina marxista).


Toda a doutrina utilitarista encontra-se condicionada por duas proposições antitéticas ou contraditórias entre si:

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  • uma proposição positiva (axiomática de interesse próprio), que diz que os homens devem ser considerados como indivíduos egoístas, calculadores e racionais, e que tudo deve ser pensado e elaborado a partir do seu ponto de vista — por exemplo, Rui Rio do PSD ou José Pacheco Pereira; “libertários” de Esquerda que mais não são do que prosélitos do marxismo cultural, como Rui Tavares; a maioria da elite do Partido Socialista; e grande parte dos militantes do Partido Social Democrata;
  • e uma proposição normativa (axiomática sacrificialista), que afirma que os interesses dos indivíduos, a começar pelo meu próprio, devem ser subordinados e mesmo sacrificados à felicidade geral ou do "maior número" — por exemplo, Catarina Martins do Bloco de Esquerda, alguns quadros do Partido Comunista (excluindo Jerónimo de Sousa);

Todo o utilitarismo mistura, em proporções infinitamente variáveis e dependente apenas da discricionariedade política das elites, uma axiomática do interesse e uma axiomática sacrificialista, que é simultaneamente um encantamento pelo egoísmo e uma apologia do altruísmo, e tentativa de reconciliar um ponto de vista ferozmente individualista e uma vertente colectivista, globalizada e holista.

Bloco de Esquerda, Partido Socialista, e PSD actual são partidos que perfilham o princípio ético de Bentham — o da maior felicidade para o maior número possível”: mas quem não faz parte do “maior número” … está f*d*d*!

Terça-feira, 4 Fevereiro 2020

Marcelo Rebelo de Sousa, o “Efectivamente” da undécima hora

Filed under: eutanásia,Marcelo Rebelo de Sousa,politicamente correcto — O. Braga @ 7:41 pm

«Lisboa, 04 fev 2020 (Lusa) – O Presidente da República afirmou hoje que não se pronunciará sobre qualquer iniciativa em debate no parlamento para despenalizar a morte medicamente assistida "até ao último segundo" em que tenha eventualmente de decidir sobre esta matéria.»

Marcelo afirma que não se pronunciará sobre a eutanásia "até ao último segundo"

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A tentativa de normalização da política identitária e multiculturalista no Direito português

Uma professora de Direito, de seu nome Ana Paula Dourado, escreveu o seguinte (ler em ficheiro PDF):

“… o estrangeiro (isto é, o imigrante) pode reagir às adversidades do país de destino (neste caso, Portugal) com perda de auto-estima, isolamento, incapacidade de submissão às regras da cultura dominante, sem ter consciência dos motivos que o levam a cometer crimes.”


Em primeiro lugar, penso que os professores de Direito deveriam dedicar-se ao Direito, e deixar a ética para os filósofos.

Depois, o tipo de raciocínio da dita senhora é típico da extrema-esquerda identitária (marxismo cultural pós-modernista) — e por aqui vemos como as universidades portuguesas estão já ideologicamente “minadas”.


Os crimes praticados pelos imigrantes são vistos (pela dita senhora) como produtos de um determinismo sócio-cultural — como terá sido o caso daquele assassino que “não tinha consciência dos motivos que o levam a cometer o crime”, e que diz ao juiz: “A culpa não é minha, senhor juiz! A culpa é dos meus genes!”.

Uma das características da extrema-esquerda identitária (característica herdada do romantismo do século XVIII, e que se prolongou com as utopias do século XIX e XX), é a de que o erro humano individual não é geralmente considerado como sendo do foro psicológico, mas antes é atribuído a um qualquer padrão de valores (ou seja, a “culpa” é do “meio-ambiente” e/ou da “cultura dominante”).

Esta atribuição da responsabilidade dos actos do indivíduo ao “padrão de valores vigente” torna praticamente o prevaricador moralmente inimputável — embora ele possa ser condenado pela justiça, o criminoso imigrante tem geralmente penas atenuadas, como foram os casos dos dois últimos radicais islâmicos que esfaquearam transeuntes em Londres: eles tinham estado presos, mas foram libertados a meio da pena de prisão. E depois voltaram a matar gente.

Note-se que, na região de Londres onde 12% da população é muçulmana, a população das prisões londrinas é constituída por 30% de muçulmanos. E isto tem a ver com a cultura antropológica de origem dos imigrantes (seja da primeira ou das seguintes gerações de imigração), e não com o “meio-ambiente” ou com o “padrão de valores” da “cultura dominante”.

O que esteve subjacente a essa “cultura de perdão” da justiça britânica em relação aos referidos assassinos imigrantes islamitas foi exactamente o tipo de raciocínio (que esconde um racismo paternalista que é um “anti-racismo progressista”) que caracteriza a senhora referida em epígrafe. Aliás, a tese jurídica dela é decalcada da prática do Direito britânico actual.

Por exemplo, o conceito — radical, romântico e de extrema-esquerda — de “crime-de-ódio”, que ela refere no texto: em Inglaterra, por exemplo, se alguém ameaça (apenas verbalmente) outrem de morte, apanha 5 meses de prisão; mas se o ameaçado de morte for guei, então pode passar a ser um “crime-de-ódio” com pena de prisão até 6 anos. De 5 meses a 6 anos é diferença de ameaçar verbalmente de morte um guei.

Todo o texto da referida senhora professora de Direito é um apelo à aplicação em Portugal das políticas inglesas (e do norte da Europa, falhadas) em relação aos imigrantes. A dita senhora nada mais faz do que defender um decalque da ideologia politicamente correcta e multiculturalista que subjaz à relação da justiça inglesa com os criminosos imigrantes.

Segunda-feira, 3 Fevereiro 2020

A Raquel Varela e a falácia "Tu Quoque" : o branqueamento dos crimes do comunismo

Eu vou tentar moderar a minha linguagem… quando leio este textículo da Raquel Varela. (ver ficheiro PDF).

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Desde que a Raquel Varela escreveu que “as ciências sociais têm as mesmas características das ciências exactas”, já nada me admira vindo daquela cabecinha chocha.

Diz ela que o parlamento europeu declarou que “o nazismo e o comunismo são a mesma coisa — o que é absolutamente falso! A Raquel Varela não tem a noção de equivalência: como boa comunista, na Raquel Varela a diferença é vista como manifestação de indesejável hierarquia.

Duas coisas “equivalentes” não são “iguais”, e muito menos são “idênticas” (não são a “mesma coisa”).
Por exemplo, escrever que “2+2=4” significa que “2+2” e “4” são expressões equivalentes — mas não significa que “2+2” e “4” são a “mesma coisa”.

Dá-me a sensação de que os cursos universitários de História (e os respectivos mestrados) são imunes à Filosofia. E, lendo pessoas como a Raquel Varela, dá-me a sensação de esse tipo de gente é imune à experiência, por um lado; e, por outro lado, vive em função de uma Fé Metastática que faz com que a utopia se sobreponha à realidade. Verdadeiramente assustador!

É claro que o comunismo e o nazismo não são a “mesma coisa”! O comunismo conseguiu a proeza de ser pior — nas suas consequências em perdas de vidas humanas — do que o nazismo!

A ideia (da Raquel Varela) segundo a qual “o comunismo é pré-marxista”, é extraordinariamente idiota — porque teríamos que considerar, por exemplo, que o socialismo francês (do século XIX) era comunista (o que não é verdade), ou que a sociedade de Esparta seria um modelo social recomendável.

A ideia (da Raquel Varela) segundo a qual “foi a Alemanha (nazi) que invadiu a a URSS, mas não foi a URSS que invadiu a Alemanha ”, pretende fazer esquecer a invasão da URSS dos países do leste da Europa, nomeadamente a Checoslováquia e a Hungria.

Através da falácia "Tu Quoque", a Raquel Varela pretende branquear os crimes do comunismo.

Três décadas depois da queda do muro de Berlim, é espantoso como ainda existe gente da índole da Raquel Varela. Esta gente é imune à experiência; há qualquer coisa de psicopata nessa aversão aos factos e à realidade.

Como escreveu Hannah Arendt, todo o pensamento ideológico (as ideologias políticas, sejam o nazismo ou o comunismo, por exemplo) contém três elementos de natureza totalitária: 1/ a pretensão de explicar tudo; 2/ dentro desta pretensão, está a capacidade de se afastar de toda a experiência; 3/ a capacidade de construir raciocínios lógicos e coerentes que permitem crer em uma realidade fictícia (delírio interpretativo) a partir dos resultados esperados por via desses raciocínios — e não a partir da experiência.

Finalmente, e depois de mais de uma centena de milhões de vítimas mortais do comunismo, vem, de gente como a Raquel Varela, o argumento de que “Aquilo, no passado (da URSS, da China, etc) , não foi o verdadeiro socialismo! Dêem-me o poder absoluto e eu irei construir o verdadeiro socialismo”.

Esta gente é destrambelhada! E muito perigosa!

Os “Efectivamente”

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 8:08 pm
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« Agora não há dia em que os “efectivamente” não sintam necessidade de mostrar a sua repulsa por André Ventura, mas daqui por umas semanas para aí andarão frenéticos a demarcar-se do bode expiatório então de turno até porque, como é mais que certo, a propósito da eutanásia, alguém, entre os que se lhe opõem, escreverá ou dirá algo de menos cauteloso ou menos certo.
E de imediato, não o duvido, logo começará o ciclo do “não, antes pelo contrário”, “de modo algum”… e será quase com alívio que, antes que Fevereiro acabe, a eutanásia será aprovada porque assim, pelo menos por uns tempos, não se terá de tomar partido, e os “efectivamente” terão algum sossego.»

→ Helena Matos, “Racismo, dizem eles e os “efectivamente” concordam”

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