perspectivas

Sexta-feira, 11 Maio 2018

A hipocrisia puritana do Júlio Machado Vaz

 

Hoje ouvi na rádio pública (Antena 1, rádio do Estado) o Júlio Machado Vaz insurgir-se contra as touradas e, de uma forma implícita, a defender a proibição das touradas — argumentando, por exemplo, que “a tourada não é uma tradição em Portugal porque, de um total de 308 concelhos, apenas em 40 se realizam espectáculos de tourada” (este argumento é o mais estúpido que alguém poderia conceber: como se uma tradição pudesse ser considerada como tal independentemente da cultura antropológica; como se fosse necessário que a maioria dos concelhos de Portugal tivesse praças-de-touros para que a tourada fosse considerada tradição em Portugal.

julio machado vaz webO Júlio Machado Vaz, que hoje ouvi defender publicamente (implicitamente) a proibição das touradas em nome do alegado “sofrimento do touro”, é o mesmo Júlio Machado Vaz que fez campanha a favor da legalização do aborto gratuito pago pelo Estado (ou seja, abortos pagos por todos os portugueses).

Quando se trata do sofrimento de um ser em que já bate um coração, o Júlio Machado Vaz “chuta para canto”, porque entra em dissonância cognitiva, por um lado; e por outro lado porque ele adopta uma agenda política tenebrosa que pretende substituir uma série de tabus tradicionais e seculares por outros tabus anti-naturais.

Neste caso, o Júlio Machado Vaz (e a Esquerda em geral) pretende substituir um tabu tradicional, que eticamente impede o aborto, por um novo tabu que proíbe a tourada (eliminando o tabu do aborto da cultura antropológica). O Júlio Machado Vaz sabe que uma cultura sem tabus é um círculo quadrado; e por isso sabe que é imprescindível substituir os tabus tradicionais por outros tabus que permitam (ou que facilitem) o assalto totalitário ao Poder.

Este fenómeno político e cultural, de que é exemplo o Júlio Machado Vaz, ganhou um nome nos Estados Unidos : Virtue signalling”. Traduzindo em português: “Sinalização de Virtudes”. No fundo, trata-se de um tipo de puritanismo hipócrita que, na esteira cultural da Reforma protestante, se caracteriza por uma “guerra” contra a tradição.

Os esquerdistas actuais são os herdeiros culturais de Lutero e/ou Calvino. “Nietzsche, o grego; Karl Marx, o cristão protestante” (Albert Camus).

« Os puritanos detestavam os combates de ursos, não porque esses jogos causassem sofrimento aos ursos, mas porque davam prazer aos espectadores. »Thomas B. Macaulay 

Esse puritanismo hipócrita, de Sinalização de Virtudes e anti-tradicionalista que esteve sempre presente na cultura europeia cristã através do gnosticismo anti-cristão, evoluiu para o gnosticismo puritano moderno.

Ernest Sternberg, professor da universidade de Bufallo, Estados Unidos, escreveu um ensaio sobre as novas tendências da Esquerda a nível global que crescem actualmente sobre os escombros do marxismo-leninismo. O ensaio tem o título genérico de “Purifying the World: What the New Radical Ideology Stands For”“Purificando o Mundo: O que pretende a nova ideologia radical”.

Ernest Sternberg chama ao novo tipo de esquerdismo (renascido do marxismo cultural) que desponta e se organiza a nível internacional, de “Purificacionismo” (trata-se de uma religião monista !). O nome dado por Ernest Sternberg (Purificacionismo) está intimamente ligado ao movimento puritano inglês dos princípios da idade moderna, que Eric Voegelin descreve com uma minúcia surpreendente na sua obra “A Nova Ciência da Política”.

Anúncios

Segunda-feira, 7 Maio 2018

O bom-senso da humildade ou a humildade do bom-senso

Filed under: A vida custa,filosofia — O. Braga @ 6:05 pm

 

O Ludwig Krippahl confunde aqui “humildade” e “bom-senso”.

A humildade, entendida como “capacidade de reconhecer os próprios erros, defeitos ou limitações”, é sempre sinal de bom-senso.

A humildade combina a compreensão dos limites da nossa competência com a disposição para restringir o que fazemos ao que cabe nesses limites. O que, geralmente, é uma virtude. Se vir um acidente ligo para o 112 e aguardo que chegue alguém competente para assistir os sinistrados. Não vou inventar tratamentos. Não vou medicar os meus filhos, nem reparar o elevador nem substituir os travões do carro. É óbvia a virtude de reconhecer os limites da minha competência quando passar esses limites possa prejudicar alguém. Mas a humildade nem sempre é virtude”.

O bom-senso não tem qualquer relação com a filosofia, ou com o conhecimento (ou com a ciência), mas antes com a boa atitude revelada pela prudência (phronesis).

O bom-senso, pode ser definido como o juízo prudente e saudável baseado na simples percepção das situações e dos factos – juízo esse que concede à sociedade um nível básico de julgamentos e de conhecimentos que lhe permita viver de uma forma razoável e segura.

“Bom-senso” não é a mesma coisa que “senso-comum”. O senso-comum é um postulado, e não um facto. O único senso-comum necessário à filosofia prática é a razão elementar (ausência de loucura).


O conceito de “humildade” tem várias noções (diferentes significados, ou diferentes definições nominais).

Por exemplo, “humildade” pode ser “demonstração de respeito, de submissão”; mas não é esta a noção de “humildade com” que o Ludwig Krippahl inicia o texto.

A noção de “humildade” com que o Ludwig Krippahl inicia o texto é a de “capacidade de reconhecer as próprias limitações”. Partindo desta noção, o Ludwig Krippahl entrou em um “modo semântico”, e passou depois, logo adiante no mesmo texto, a entender a “humildade” como uma forma de “submissão”.

Ou seja, o Ludwig Krippahl constrói o texto com “sorites” — que é um sofisma que consiste em acumular proposições que podem ser verdadeiras, mas cuja conclusão é ilegítima por falta de ligação entre essas proposições.

Por exemplo: “Sou o homem mais belo do mundo. Com efeito, Paris é a cidade mais bela do mundo, o meu colégio é o mais belo de Paris, o meu quarto é o mais belo do colégio; sou o homem mais belo do meu quarto. Por isso, sou o homem mais belo do mundo” (Cyrano de Bergerac).

Por exemplo, quando o Ludwig Krippahl escreve:

“Num diálogo crítico, a humildade só atrapalha. Se eu encontrar um texto sobre astrologia, ou teologia, ou sobre o paradoxo filosófico da ressurreição, e me parecer que aquilo é treta, é verdade que estarei a formar uma opinião fora dos limites da minha competência. Mas se, por sair desses limites, eu formar uma opinião errada, o silêncio humilde só vai esconder o erro e proteger a minha vaidade. Continuarei com uma opinião errada. Por isso, quem se interessa pela verdade nunca deve limitar a expressão das suas opiniões àquilo em que é competente. Deve mostrar o que pensa sem batom, pinturas ou disfarces. Assim, se errar, pode depois corrigir”.

O que pode “atrapalhar” não é a humildade: é a falta de bom-senso — porque “humildade” não significa necessária- e somente “submissão” (racionalizada ou irracional). “Humildade” pode significar “reconhecimento dos seus próprios limites”, e neste caso a “humildade” é uma manifestação de bom-senso.

Quem se cala perante os erros dos outros ou é egoísta ou é estúpido. Ou então já desistiu de argumentar perante a deficiência cognitiva do interlocutor.

Em geral, essa pessoa não tem bom-senso; e não é humilde. Alguém que — colocado perante o erro objectivo e factual do outro — não se manifesta (de forma polida, como manda o bom-senso) perante o erro porque receia magoar o seu interlocutor, não é humilde (no sentido em que se inicia o texto): em vez disso, é estúpido ou egoísta (não está para se maçar).

Por exemplo: não ir contra a opinião errada do nosso patrão (por motivos egoístas, ou por mera estupidez) pode até fazer parte do senso-comum; mas não faz parte do bom-senso.
O bom-senso aconselha que digamos ao patrão a verdade dos factos, mesmo que estes o incomodem; e mesmo correndo o risco de que o patrão não tenha bom-senso, se sinta incomodado pelos factos e nos despeça (esse patrão não terá provavelmente uma vida empresarial muito longa).


Os gregos chamavam de “doxa” à opinião que não tem em conta a necessidade de explicação causal. Em contraponto, o “episteme” é um saber superior, universal (que se opõe à opinião particular, ou doxa) e teórico (que difere de aptidões práticas).

“Quem se interessa pela verdade”, mesmo que não seja competente na matéria que discute, deve ter o bom-senso de adoptar uma postura epistemológica (episteme) em vez de opinar não tendo em contra a necessidade de explicação causal (doxa). Nas discussões, o que conta verdadeiramente é a atitude de bom-senso (que, por exemplo, a Esquerda geralmente não tem) que parte do princípio de validade do nexo causal (e lógico) dos fenómenos.

Sábado, 5 Maio 2018

A hipocrisia do movimento ‘feminista’ #metoo

 

Não sou que o digo: são mulheres intelectuais (coisa rara, aliás).

Desde logo uma conferência no Hillsdale College (Michigan, EUA) conduzida por Heather Mac Donald. Podem ver aqui a conferência toda, e em baixo um extracto da dita.

 

Vemos aqui uma intervenção pública da inglesa Melanie Philips acerca do mesmo assunto. E a professora universitária canadiana Janice Fiamengo faz a crítica do movimento #metoo e até do feminismo. E isto para não falar na crítica da feminista (de segunda geração) Germaine Greer ao movimento #metoo.

Mas, em Portugal, vemos mulheres estúpidas — por exemplo, uma tal Ana Sousa Dias — que escrevem nos me®dia e fazem a apologia do #metoo.

Sexta-feira, 4 Maio 2018

“Melting pot” não é a mesma coisa que “multiculturalismo”

Filed under: cultura,cultura antropológica,multiculturalismo — O. Braga @ 2:31 pm

 

Temos aqui um texto que começa por uma falsidade, ou um princípio errado:

« Durante muito tempo os EUA foram conhecidos como um Melting Pot, querendo com isso dizer-se que havia lugar para todos viessem donde viessem, que todos eram bem recebidos e que a pouco e pouco as diferenças culturais se iriam esbatendo a favor da “nova realidade cultural” ».

A ideia — autêntico delírio interpretativo que desconstrói a História — segundo a qual “existe um histórico de acolhimento de todos os imigrantes nos Estados Unidos”, é falsa.

Embora todas as crianças que viajassem sozinhas, vindas da Europa, fossem acolhidas em Nova Iorque e posteriormente institucionalizadas, já o mesmo não se passava com todos os adultos que viajassem sem família: uma grande percentagem de adultos viu a sua entrada barrada pelos Estados Unidos durante o século XIX e a primeira metade do século XX. Muita gente teve que voltar para trás.

Portanto, é falsa ideia de que “havia lugar para todos viessem donde viessem”; mas faz parte da actual narrativa política que está na moda. E esta narrativa politicamente correcta não faz a distinção entre o conceito clássico de “migração”, por um lado, e a “migração massiva” actual, por outro lado. Durante os séculos 19 e 20, os imigrantes chegavam aos Estados Unidos a “conta-gotas”, por assim dizer — até porque não havia grande imigração vinda do México, entre outras razões porque a guerra com o este país (século XIX) ainda estava fresca na memória e na cultura dos americanos no início do século XX.

Portanto, durante o século XIX e até à primeira metade do século XX, a imigração vinda do México era mínima, e a maior parte dos imigrantes entrava por via marítima em Nova Iorque, em pequenas quantidades de cada vez, vinda (principalmente) da Europa. imigrantes-us-web


Também a definição de ‘multiculturalismo’ (naquele texto) é abstrusa: “teoria que advoga a necessidade de assegurar representação no espaço público – universidades, meios de comunicação, política – aos diversos grupos culturais”. Em termos práticos, não é isto que o multiculturalismo faz (a ‘representação’).

O Multiculturalismo é a preservação de diferentes culturas antropológicas, ou de diferentes identidades culturais, em uma sociedade unificada por intermédio do Estado.

Esta é a correcta definição de ‘multiculturalismo’.

Não se pode, por isso, falar de uma "nação multiculturalista”, mas antes de um “Estado multiculturalista”. O conceito de "nação multiculturalista" é contraditório em termos (um oxímoro).


Para que os Estados Unidos pudessem continuar a ser uma nação, houve sempre uma cultura dominante que moldava as culturas imigrantes (desde logo a questão da língua inglesa), independentemente da imigração (e por isso é que os Estados Unidos são um ‘melting pot’, e não um multiculturalismo). Ora, é essa cultura dominante dos Estados Unidos que está hoje a ser colocada em causa pelo marxismo cultural — como, aliás, se pode constatar com a leitura daquele texto.


A autora daquele texto confunde (propositadamente) ‘multiculturalismo’, por um lado, e ‘melting pot’, por outro lado. Em verdade, tradicionalmente, o melting pot significa ‘assimilação cultural por parte da cultura dominante’:

“Historically, it is often used to describe the assimilation of immigrants to the United States”.

Ora, no multiculturalismo, nenhuma das culturas antropológicas em presença sacrifica a sua existência em função de uma cultura dominante, e por isso não existe uma assimilação cultural em relação a uma cultura dominante. Portanto, é um erro dizer-se que “multiculturalismo é a mesma coisa que melting pot”, como se tenta dizer aquele texto.

Um dos erros da autora daquele texto consiste em conceber a possibilidade (atenção!: metáfora adiante!) de uma pequena aldeia onde se falem várias línguas muito diferentes entre si; ou seja, uma impossibilidade objectiva.
Karl Popper dá o exemplo da proficuidade cultural do império austro-húngaro, mas a verdade é que a cultura dominante daquele império falava alemão e tinha uma ética cristã — e ainda hoje, na Hungria, o alemão é uma segunda língua popular.

Por outro lado, o conceito ético de ‘universalismo moderado’ (expresso naquele texto) é um absurdo.

Para além da impossibilidade de se falarem diferentes línguas em uma pequena aldeia (metáfora, outra vez!), também é impossível a coexistência de diferentes códigos morais em uma pequena povoação.

Os valores da ética (em uma determinada sociedade) têm necessariamente que ser: 1/ universais, 2/ racionalmente fundamentados, 3/ intemporais, e 4/ facilmente reconhecidos (pelo povo) nas suas características principais.

Qualquer truncamento deste conjunto de quatro princípios não traduz qualquer tipo de universalidade dos valores da ética. Não existe tal coisa como “universalismo moderado”: ou existe universalismo, ou não — assim como não existe, por exemplo, “Islamismo moderado”: existe Islamismo, e ponto final.

O Anselmo Borges defende a criação do Sindicato Revolucionário das Freiras Operárias

 

anelmo-borges-webPara além da criação do Sindicato Revolucionário das Freiras Operárias, o Anselmo Borges defende também uma negociação contratual colectiva das condições de trabalho nos conventos femininos, um salário mínimo para as freiras, e a negociação das carreiras profissionais da freiraria. Para conseguir este desiderato, o Anselmo Borges pretende substituir o clericalismo alegadamente “machista” por um sindicalismo freiral feminista.

Ademais, o Anselmo Borges defende a ideia segundo a qual Jesus Cristo teria dito que toda gente é igual, e que todos nós deveríamos usar uniformes iguais para parecermos todos iguais. Parafraseando o papa Francisco e a Catarina Martins, o Anselmo Borges diz que as mulheres são iguais aos homens; que Jesus Cristo teria dito que os fariseus eram iguais aos samaritanos, que os assassinos são iguais aos virtuosos, e que a mãe dele é igual ao pai dele, etc..

Além disso, o Anselmo Borges quer uma mulher-papa — neste caso, seria talvez uma mulher-mama. Em vez de termos papa-mulheres (como foi, por exemplo, o papa Bórgia), teríamos mulheres-papa. E, segundo o Anselmo Borges, quem não defende a ideia de uma mulher-papa é misógino fassista xenófobo homófobo racista sexista & escroto patriarcal.

Quarta-feira, 2 Maio 2018

O feminismo é isto

 

feminismo-e-isto-web

O privilégio dos brancos na África do Sul

Filed under: África do Sul,Racismo — O. Braga @ 3:02 pm

 

prb

prbr2-web

prbr3-web

prbr4-web

prbr5-web

O pequeno Alfie e o novo totalitarismo

 

goya- saturn-devouring-one-of-his-children-webQuem ler este artigo do Juan Manuel de Prada pensará que eu o copiei quando escrevi estoutro; mas a verdade é que eu escrevi o meu em uma data anterior.

« El asesinato del niño Alfie Evans ha servido para que, desde algunos ámbitos, se haya señalado la crueldad ensañada de una nueva forma de totalitarismo, que no tiene empacho en decidir sobre nuestra vida y nuestra muerte. Pero este enfoque nos parece erróneo, pues se acaba identificando el moderno Leviatán con formas de totalitarismo antañón, como el comunismo, que no tenían empacho en destruir vidas para llevar a cabo sus designios. Lo cierto es que el moderno Leviatán es mucho más maligno que aquellos totalitarismos antañones; pues, como nos recuerda el Evangelio, no debemos temer a quienes matan solamente el cuerpo, sino a quienes matan el cuerpo y el alma. »

Juan Manuel de Prada diz, com verdade, que o moderno leviatão destruiu já o poder paternal (o que é o mesmo que dizer “destruição do poder da família natural”), e que o assassinato do pequeno Alfie traduz a demonstração de um poder total sobre o cidadão por parte do novo Estado totalitário que se vai construindo na Europa sobre os escombros dos antigos totalitarismos do século XX.

“O leviatão moderno fez em fanicos o poder paternal mediante a anatematização do patriarcado e da conversão das escolas em corruptórios oficiais”.

É disto que fala, por exemplo, a deputada socialista Isabel Moreira quando diz que “o Direito deve ser anti-natural” (ver PDF): trata-se da construção de um novo totalitarismo que tende a separar total- e arbitrariamente a Natureza, por um lado, do Direito, por outro lado — e que pretende que se dê a um Estado plenipotenciário o poder de vida e de morte sobre os cidadãos.

alfie-web

Segunda-feira, 30 Abril 2018

O Yoga muda o ADN

 

Alguém me disse (com ar muito sério!) que “o Yoga muda o ADN”. Mas não só: os me®dia também afirmam que “o Yoga altera o ADN”.

Can yoga change your DNA?

Antes mais vamos definir ADN:

“O ácido desoxirribonucleico (ADN, em português: ácido desoxirribonucleico; ou DNA, em inglês: deoxyribonucleic acid) é um composto orgânico cujas moléculas contêm as instruções genéticas que coordenam o desenvolvimento e funcionamento de todos os seres vivos e alguns vírus, e que transmitem as características hereditárias de cada ser vivo”.

A pessoa que me disse aquilo acredita que o Yoga muda o ADN no sentido da “mudança da sequência do ADN”; por exemplo, através da prática do Yoga seria alegadamente possível que um branco se transforme em um negro, ou vice-versa. E os me®dia, em vez de esclarecer o povo, ainda ajudam a confusão.

Em primeiro lugar faz-se a confusão entre “genética”, por um lado, e “epigenética”, por outro lado.

A prática do Yoga (como a prática de qualquer outro comportamento reiterado, como por exemplo o alcoolismo) pode influir na epigenética (o que não implica alterações na sequência do ADN; e, em segundo lugar, confunde-se “fisiologia” ou “congenialidade biológica”, por um lado, com “genética”, por outro lado.

Por exemplo, o processo de formação do feto é congénito (é um processo biológico) que assenta em uma base genética (sequência do ADN).

O que pode alterar, através da epigenética, é a expressão dos genes (o modo como os genes se manifestam), e não a sequência genética do ADN.

Sexta-feira, 27 Abril 2018

O discurso bovino do Anselmo Borges

 

O Anselmo Borges foi o primeiro sacerdote “católico” português (senão mesmo o único, até hoje) a defender publicamente a legalização do aborto; e agora vem perorar os seus putativos problemas de consciência em relação à legalização da eutanásia.

É desta massa (para não dizer outra coisa) que é feita docência universitária portuguesa.

anselmo-borges-aborto-web

A legalização da eutanásia é essencial para a nova agenda política totalitária da Esquerda, porque o controlo político sobre a vida e sobre a morte do cidadão é o objectivo estratégico do novo tipo de totalitarismo que se desenha. E o Anselmo Borges, ao sancionar positivamente a legalização do aborto, faz parte desse novo projecto político totalitário.

Veja-se, por exemplo, o caso recente do bebé Alfie Evans que se encontra em um hospital inglês: o Estado — representado pelos juízes — não o deixa sair de Inglaterra, não obstante a Itália lhe ter concedido já a cidadania italiana, e de este país se oferecer para transportar o bebé gratuitamente para um hospital em Roma. Não só o Estado britânico não deixa o bebé sair do hospital e do país, mas também a polícia britânica ameaça perseguir politicamente os cidadãos ingleses que defendam a saída do Alfie de Inglaterra.

Estamos perante a construção política de um novo tipo de fascismo — a que eu chamei, já há alguns anos, de “sinificação” — que surge precisamente do conluio entre a Esquerda local (marxista ou marxizante), por um lado, e a plutocracia internacional, por outro lado.

É neste contexto que devemos compreender a acção política de George Soros, entre outros bilionários e plutocratas. É na construção deste novo tipo de fascismo que participam principalmente o Partido Socialista e o Bloco de Esquerda (e em menor escala o Partido Comunista, mas também o Partido Social Democrata, porque estes dois partidos não se demarcam claramente dessa estratégia).

A génese evolucionária do novo fascismo é a gradual e inexorável erosão do respeito pela irrepetibilidade de cada vida humana — e o Anselmo Borges é parte responsável por essa erosão. As sociedades laicistas da Europa (a Inglaterra, por exemplo) rejeitam hoje as linhas mestras do comportamento e da moral conforme os ensinamentos judeo-cristãos.

Para o Estado britânico, representado neste caso pelos juízes, o poder sobre a vida e morte do pequeno Alfie é estratégica- e politicamente essencial. A recusa de deixar sair o bebé do hospital e do país não é uma simples birra de um qualquer juiz: faz parte de uma estratégia política tendencialmente fascizante controlada pela Esquerda.

G. K. Chesterton escreveu que “a função da Esquerda é fazer asneiras; e a função da Direita é impedir que essas asneiras sejam corrigidas”.

É o que se passa em quase todos os países da Europa: quem controla o processo de sinificação da sociedade é a Esquerda aliada à plutocracia internacional (“uma mão lava a outra”, diz o povo), e a Direita é apenas uma “direitinha” dialéctica e bem comportada que tem como função validar a acção nociva e fascizante da Esquerda. E, segundo o idiota Marcelo Rebelo de Sousa, quem tem dois dedos de testa e não se enquadra nem na Esquerda e nem nessa “direitinha”, é “populista”; e a Catarina Martins diz que é “fassista”.

A legalização da eutanásia em Portugal faz parte deste processo político gradativo de instalação de um novo tipo de totalitarismo que passa pela insensibilização moral do povo através de uma massiva estimulação contraditória (por exemplo, quando se utilizam eufemismos que transformam um mal moral em um bem) que conduzem a uma dissonância cognitiva geral e colectiva.

A violência da Esquerda

Filed under: aborto,Esquerda,esquerdalho — O. Braga @ 6:19 pm

 

Iowa, Estados Unidos.

Um grupo de cristãos mostrava um poster na via pública a criticar o aborto, e uma feminista ataca o grupo e insulta.

Que fique bem claro o seguinte: se eu estivesse naquele local, mandava-a para o hospital de tal forma que ela só teria alta passados três meses.

O tempo da paciência com a Esquerda terminou. É preciso reagir com extrema violência à agressão física do esquerdalho.

Quinta-feira, 26 Abril 2018

O idiota Marcelo e o populismo

 

Hoje não se discutem ideias: colocam-se rótulos nas pessoas. Por isso é que o Marcelo Rebelo de Sousa é um idiota.

Segundo o idiota Marcelo, quando alguém não concorda com uma determinada mundividência defendida pela plutocracia internacionalista, então esse alguém é “populista”. O seja, quem não concorda com o George Soros (ou com o Bilderberger Pinto Balsemão), por exemplo, ou é fassista ou é populista.

Populismo” é o termo utilizado pelos “democratas” — como é o caso do Marcelo Rebelo de Sousa — quando a democracia os assusta.

Esta coisa de colocar rótulos nas pessoas com que não concordamos, e sem dar mais explicações, é irracional. A irracionalidade voltou a estar na moda.

Segundo a Wikipédia, o populismo é uma filosofia política que apoia os direitos e o poder do povo na sua luta contra uma elite privilegiada; mas eu diria que não se trata de uma “elite privilegiada” — porque não tenho qualquer problema em relação aos privilégios concedidos pela sociedade a certos indivíduos —, mas antes de uma elite (elite que não é um escol) que não se identifica com o povo (sendo que “povo” é o conjunto de membros de uma determinada nação).

Por isso, a melhor definição de “populismo” é a seguinte:

O populismo é uma filosofia política que apoia os direitos e o poder do povo na sua luta contra uma elite ilegítima, elite essa que é exclusiva- e politicamente escorada no conceito anti-democrático e jacobino de "Vontade Geral".

Ou seja, o idiota Marcelo Rebelo de Sousa nega a democracia ao mesmo tempo que diz defendê-la, na medida em que apoia o leviatão anti-democrático que é a União Europeia, alegadamente em nome da “luta contra o populismo”. E os estúpidos do regime vêm logo apoiar em uníssono o idiota-mor Marcelo.

emplastro de lisboa web

« Página anteriorPágina seguinte »

Site no WordPress.com.