perspectivas

Terça-feira, 17 Julho 2018

Bloqueado no FaceBook por 30 dias

Filed under: censura,Facebook — O. Braga @ 8:02 am

 

Fui bloqueado no FaceBook por trinta dias porque publiquei o seguinte vídeo (que também publiquei no YouTube):

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Segunda-feira, 16 Julho 2018

O gajo é burro

Filed under: blasfémias,Cuidado que esta gente tem opinião! — O. Braga @ 10:55 am

 

Uma coisa é uma “selecção multicultural” ou “multi-étnica”; outra coisa, diferente, é o “multiculturalismo” excluir uma determinada cor de pele. O “multiculturalismo” tem horror ao europeu autóctone.

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As selecções portuguesas de futebol sempre tiveram várias etnias, mas a predominância étnica foi sempre a autóctone portuguesa.

Não faz sentido que uma selecção de futebol da França seja maioritariamente constituída por pretos — por muito que desagrade à burrice do politicamente correcto dito “de Direita”.

EQUIPA AFRICANA MUNDIAL-web

Adenda:

Vemos, aqui na imagem imediatamente abaixo, a equipa principal de râguebi da África do Sul em 1995, ainda com a herança do regime do apartheid (todos os jogadores eram brancos), e considerada a melhor equipa de sempre e que foi campeã do mundo.

(more…)

Domingo, 15 Julho 2018

Quando vejo mulheres destas, questiono-me sobre a diferença de inteligência entre membros dos dois sexos

 

MAFALDA COUTINHO
Este texto é inacreditável (ver ficheiro PDF, para memória futura). Depois de o ler, por uma fracção de segundo pensei que as mulheres têm uma grave deficiência cognitiva.

FIFA CUMPIR ORDENS-web


O meu problema não é o de deixar de ver as “hot girls” nos jogos transmitidos pela televisão: o meu problema é o de saber o que vem a seguir a isto: ¿irão proibir os homens de olhar para as mulheres na rua?

Fico com pele de galinha e os pêlos eriçados quando se defende, na praça pública (embora no pasquim Púbico), que se deve proibir alguma coisa porque alguém exerce a sua liberdade de uma forma inócua: as “hot girls” são livres de se manifestarem nos estádios, mas as televisões devem censurar as “hot girls”. Ou seja, as feministas tratam as mulheres como sendo irracionais ou com cérebro de galinha, e por isso as feministas defendem a censura da expressão pública das próprias mulheres.

A ideia segundo a qual as “hot girls” são a causa de “assédio” nos estádios, só pode vir de uma mente com uma grave deficiência cognitiva. E, a julgar pelo que foi escrito por aquele supracitado galináceo, em um Mundial que teve muitas centenas de milhares de espectadores nos estádios, houve 30 casos de assédio. TRINTA CASOS.

As abéculas que defendem que as “hot girls” desapareçam das imagens de futebol, são as mesmas que defendem a violência da Ideologia de Género sobre as crianças através da manipulação política do Ensino e da educação.

A ideia segundo a qual se pode conduzir uma sociedade à perfeição e à “igualdade” por intermédio do Direito Positivo, só pode vir de atrasados mentais. As “elites” não aprenderam nada com o sanguinário século XX.

puritanos-ursos-web

Continua a Intifada do Anselmo Borges contra o Inferno

Filed under: Anselmo Borges,ética,Igreja Católica,Moral,papa Chico,papa-açorda — O. Braga @ 12:28 pm

 

Escreveu o Anselmo Borges:

« Lídia Jorge foi educada no catolicismo. Mas aos 16 anos afastou-se da Igreja, pois "vivia com revolta com o pensamento dogmático" e por causa da ideia de inferno, "dizia que não era possível que existisse uma instância tão injusta que condene para a eternidade pessoas que apenas vivem 50, 60, 70 anos". Aqui, lembrei-me de Óscar Lopes que também me disse que abandonou a Igreja por causa do inferno. E a argumentação de Lídia Jorge é forte. »


Convém que se diga ao Anselmo Borges o que o Chesterton escreveu: “Em boa verdade, só há dois tipos de pessoas: aquelas que aceitam dogmas e sabem disso, e aquelas que aceitam dogmas mas que não têm consciência disso”.

papa-freak-webMuita gente, como por exemplo, o Anselmo Borges ou a Lídia Jorge, aceitam dogmas e não têm consciência disso; e depois rebelam-se contra os dogmas dos outros. A partir do momento que uma mera verdade evidente passe a ser muito disputada, passa a ser dogma. Tão simples quanto isto.

Para ilustrar a sua aversão ao Inferno, o Anselmo Borges invoca David Hume. Não poderia ter feito pior escolha. David Hume foi alguém que duvidou da sua própria sombra, ou seja, dogmatizou a sua própria dúvida. O Anselmo Borges anda em “boas” companhias.

A Intifada dos Chiquistas (os sequazes do papa Chico) contra o Inferno tem como base um problema ético e moral: ¿como lidar com o problema do Mal?

A estratégia dos chiquistas é o de tentar desvalorizar o negativo tanto quanto possível, esbatendo assim o seu contraste com o positivo. É esta a estratégia chiquista, que consiste em obnubilar os valores da moral cristã, esbatendo a diferença entre o mal e o bem segundo a ortodoxia católica.

Dizem eles que é uma estratégia “inclusiva”: em nome da “inclusividade”, os chiquistas terraplanam a ética, em uma política de terra queimada.

Nesta “inclusividade” ética dos chiquistas, cabe tudo o que seja legal: se um dia, por absurdo (mas já acredito que tudo seja possível!), o assassínio passasse a ser legal, o Anselmo Borges viria a terreiro dizer que não seria “justo que a Igreja Católica condenasse os homicidas à pena do Inferno”. A ética do papa Chico e dos sequazes baseia-se na lei dos homens de cada época. E à medida em que as elites vão legalizando o que de mais hediondo existe, o Inferno do Chico vai-se tornando mais exíguo.

O papa Chico é diabólico. Esta é uma verdade que se pode transformar em dogma. Basta que a disputem.

inclusividade do papa chico web

Sábado, 14 Julho 2018

O Positivismo foi a origem da desgraça moderna portuguesa

Filed under: liberalismo,Positivismo — O. Braga @ 9:00 am

 

“O país [Portugal], por essa época [princípio do século XIX], conhecia e lia Blackstone, Smith, Locke, Hume, Tocqueville, Ricardo, o constitucionalismo histórico inglês, a Revolução Gloriosa e a Americana e, ainda assim, preferiu a Enciclopédia e 1789. ¿Porquê?”

ainda vão a tempo


A principal causa dessa opção “afrancesada” é a oposição radical do Positivismo (francês de gema) em relação à Igreja Católica — o mesmo Positivismo que influenciou determinantemente o liberalismo do imperador/rei maçon D. Pedro, e de tal forma que o império brasileiro foi marcado pelo Positivismo, e mesmo a actual república federativa brasileira tem (ainda!) bem marcado o Positivismo na sua própria bandeira.

Em Inglaterra, e na cultura anglo-saxónica em geral, o Positivismo não pegou de estaca — o Positivismo é uma manifestação do Romantismo. Por exemplo, John Stuart Mill teve correspondência com Augusto Comte, e criticou-lhe o dogmatismo. Os ingleses preferiram (por uma questão de cultura antropológica e tradição) o empirismo ao romantismo do continente europeu, então muito na moda.

Em Portugal, as elites revolucionárias anticatólicas (maçonaria) serviram-se do Positivismo para tentar destruir a Igreja Católica e a religião, e para espoliar as terras dos mosteiros da Igreja Católica semeando a fome e a guerra civil que durou décadas.

Portugal e os “intelectuais liberais”

Filed under: A vida custa,liberalismo — O. Braga @ 7:48 am

 

“Os intelectuais portugueses têm sido, de uma forma geral, estrangeiros em Portugal.”

— Agostinho da Silva


Este texto no Blasfémias é interessante: em primeiro lugar, porque não é comum que naquele blogue alguém dê algum ênfase à cultura antropológica (com excepção das duas senhoras que lá publicam); normalmente, os liberais portugueses (assim como os marxistas) reduzem a realidade inteira à economia.

Em segundo lugar, porque labora no erro português costumeiro e romântico (o Pedro Arroja também incorre neste erro, que o Fernando Pessoa criticou nas suas obras em prosa) segundo o qual “o que vem lá de fora, o que é estrangeiro, é que é bom”. E depois gera-se a “pescadinha de rabo na boca”: “nós não produzimos ideias porque somos pequenos; e somos pequenos porque não produzimos ideias”.


“Uma lista dos defeitos dos portugueses devia levar o político inteligente a elaborar um projecto de sociedade em que eles passassem apenas a ser características, ou quem sabe se qualidades.”

— Agostinho da Silva


A questão das afinidades entre diferentes culturas antropológicas, é muito importante — porque são essas afinidades conjuntas que forçam a cultura da civilização em um determinado sentido, o que não significa necessariamente que esse sentido seguido seja o melhor possível.

Assim como o progresso da ciência assenta em convenções acerca dos paradigmas a seguir (que podem ser falsos), assim a cultura da civilização (em que se insere Portugal) evolui segundo convencionalismos sobre o que é (alegadamente) positivo e negativo a cada momento da História. E esses convencionalismos são determinados por culturas que, podendo até ser rivais entre si, se valorizam umas em relação a outras — por exemplo, o caso da cultura empirista inglesa em relação à cultura romântica e apodíctica da Alemanha do século XIX, e vice-versa.


“Os portugueses sempre adoraram o concreto: entendem o abstracto, mas procuram traduzi-lo imediatamente em concreto.”

— Agostinho da Silva


É certo que a produção intelectual portuguesa no século XX foi parca; até o Leonardo Coimbra (que foi ministro da Instrução na I República) emulou Bergson; em quase nada foi original. O mais original de todos até foi o Fernando Pessoa.

Atirar as culpas para cima do Salazar (como faz o blasfemo de serviço) é muito cómodo; dá muito jeito. Assim se enganam os pacóvios — porque a I República não fez outra coisa senão “importar ideias estrangeiras”, e ainda assim o país encontrava-se em um atoleiro miserável e endividado, em 1926, quando o “fassista” Salazar subiu ao Poder. Foi a “aceitação de ideias estrangeiras” que transformou o Portugal da I República em uma latrina do terceiro mundo. E depois dizem que “a culpa foi do Salazar”.

A penicilina foi descoberta na década de 1930 por Fleming (um britânico), na sequência das descobertas de Pasteur (um francês) — aqui está um exemplo das afinidades das culturas antropológicas diferentes de duas nações; mas ainda assim, alegadamente, a culpa da enorme mortalidade infantil foi do Salazar.

O problema de Salazar talvez tenha sido o de ter “importado ideias do estrangeiro” — só que foram importadas determinadas ideias em relação às quais o blasfemo de serviço não concorda. Salazar tinha nitidamente um pensamento de tipo hegeliano (romantismo alemão), que aliás estava na moda na Europa do seu (dele) tempo.


“Consiste o progresso no regresso às origens: com a plena memória da viagem.”

— Agostinho da Silva

Sexta-feira, 13 Julho 2018

¿O que (porra!) é “ser liberal”?! (a diferença entre o Pedro Arroja e o João Miranda)

Filed under: liberalismo,liberalismo económico,liberdade — O. Braga @ 10:01 pm

 

Existe por aqui e aqui e aqui uma cumbersa sobre quem é mais “liberal” do os outros que se dizem “liberais”. Em Portugal, o “liberalismo” é como a “homofobia”: são ambos conceitos que ninguém consegue definir.

Se “a função do Estado liberal é a de garantir os direitos individuais” — então segue-se que o Bloco de Esquerda é um partido liberal, porque este partido é o principal arauto dos putativos “direitos individuais” em Portugal.

Em primeiro lugar, há que distinguir entre “liberalismo político” (que saiu da filosofia dos “direitos naturais” de John Locke), e “liberalismo económico”.

O primeiro é a forma abstracta e racional de um individualismo moderado (repito: moderado), ligado ao desenvolvimento do Direito como defesa contra a arbitrariedade e discricionariedade do poder das elites — e tem a sua melhor exposição no “Espírito das Leis”, de Montesquieu (1748), com a teoria da separação (e equilíbrio) dos “poderes” que inspirou profundamente a Constituição dos Estados Unidos de 1787 e, embora em muito menor escala, a Declaração dos Direitos do Homem de 1789.

O liberalismo político foi criticado por Rousseau (como não poderia deixar de ser!) através do conceito de "Vontade Geral".

Com o passar do tempo, o liberalismo político na Europa foi passando a ser a muleta das próprias elites, quando se tornou sucessivamente o apoio ideológico da média e da alta burguesia, sempre que estas duas classes se democratizam (o “liberalismo radical”, analisado por Tocqueville). Pouco a pouco, o liberalismo político foi “perdendo gás” e valor doutrinário, e tende a ser confundido com o liberalismo económico.

Este último é o resultado das teorias dos economistas ingleses, escoceses e franceses do século XVII, que surgiram (as teorias) como factores de “progresso social”: o próprio Karl Marx elogiou alguns economistas da escola escocesa.

A partir da Revolução Francesa, da "Vontade Geral" de Rousseau, e com o desenvolvimento do socialismo no século XIX, o conceito de liberalismo muda, tanto em política como em economia.


Podemos dizer o que “o liberalismo não é” — tentativa de definição negativa.

  • O liberalismo é contra qualquer concepção democrática do Poder que proclame o reinado da "Vontade Geral" (de Rousseau) e conduzindo a uma tirania das massas — ver, por exemplo, as críticas do liberal anti-utilitarista Benjamim Constant ao pensamento de Rousseau; outros liberais anti-utilitaristas: por exemplo, Germaine de Staël (1766 – 1817), Tocqueville (1805 – 1859);
  • por outro lado, o liberalismo é contra as reivindicações colectivistas ou planificadoras (socialização da propriedade, regulamentação dos direitos do trabalho);
  • por fim, o liberalismo é contra uma tal intervenção do Estado na sociedade civil que implique uma ruptura do equilíbrio natural que (o liberalismo) identifica no concurso espontâneo das vontades individuais.


Se a função do Estado liberal é a de garantir os direitos individuais — então segue-se que o Bloco de Esquerda é um partido liberal, porque este partido é o principal arauto dos putativos “direitos individuais” em Portugal.


Este é o busílis da questão: ¿o Bloco de Esquerda é um partido liberal?!

Claro que não!. Mas a postura da Nova Esquerda veio baralhar a política. Hoje, o “liberalismo” é muito diferente do liberalismo clássico dos séculos XVII e XVIII.

Hoje, os “direitos individuais” do liberalismo político são utilizados pela Esquerda para minar o liberalismo económico: a Esquerda coloca o liberalismo político contra o liberalismo económico.

O conceito de igualdade, da parte do Bloco de Esquerda, é a de uma igualdade social, em contraposição à igualdade de direitos do liberalismo clássico. É neste sentido que o Pedro Arroja tem razão quando diz que o João Miranda é de Esquerda. Ou, como escreveu Olavo de Carvalho:

« Há muitos motivos para você ser contra o socialismo, mas entre eles há dois que são conflituantes entre si: você tem de escolher. Ou você gosta da liberdade de mercado porque ela promove o Estado de Direito, ou gosta do Estado de Direito porque ele promove a liberdade de mercado. No primeiro caso, você é um “conservador”; no segundo, é um “liberal”.
(…)
Ou você fundamenta o Estado de Direito numa concepção tradicional da dignidade humana, ou você o reinventa segundo o modelo do mercado, onde o direito às preferências arbitrárias só é limitado por um contrato de compra e venda livremente negociado entre as partes.
(…)
O conservadorismo é a arte de expandir e fortalecer a aplicação dos princípios morais e humanitários tradicionais por meio dos recursos formidáveis criados pela economia de mercado. O liberalismo é a firme decisão de submeter tudo aos critérios do mercado, inclusive os valores morais e humanitários.

O conservadorismo é a civilização judaico-cristã elevada à potência da grande economia capitalista consolidada em Estado de Direito. O liberalismo é um momento do processo revolucionário que, por meio do capitalismo, acaba dissolvendo no mercado a herança da civilização judaico-cristã e o Estado de Direito. »

Para mim é certo que o João Miranda gosta do Estado de Direito porque este promove a liberdade de mercado; e parece-me que o Pedro Arroja (como eu!) gosta da liberdade de mercado porque esta promove o Estado de Direito.

O Pedro Arroja fundamenta o Estado de Direito numa concepção tradicional da dignidade humana; o João Miranda reinventa o Estado de Direito segundo o modelo do mercado, onde o direito às preferências arbitrárias só é limitado por um contrato de compra e venda livremente negociado entre as partes.

Grande parte dos “liberais” portugueses (incluindo o João Miranda)  faz o jogo político da Esquerda. Ou melhor dizendo: o liberalismo português (do Blasfémias  e do Insurgente ) é um momento do processo revolucionário que, por meio do capitalismo, acaba por dissolver no mercado a herança da civilização judaico-cristã e o próprio Estado de Direito.

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A Igreja do papa Francisco

Filed under: Igreja Católica,papa Chico,papa-açorda — O. Braga @ 5:56 pm

 

A igreja da paróquia de La Breña, Ilhas Canárias, Espanha. A Igreja do papa Chicozinho e do pároco Fernando Báez.

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(fonte)

O silêncio do Vaticano (e do papa Chico) acerca de Mary Wagner

 

Mary-Wagner_300_webAlguma vez ouviram ou viram o Anselmo Borges, por exemplo, a referir-se de algum modo, à católica Mary Wagner?

Não viram nem nunca verão, porque o Anselmo Borges é um sacerdote católico que apoia o aborto de seres humanos, e por isso a Mary Wagner é um caso a “abafar” pela narrativa oficial da Igreja Católica do papa Chicão.

O mesmo se passa com o Frei Bento Domingues: casos como o da Mary Wagner devem ser escondidos da opinião pública, e por isso não consta de crónicas ideologicamente comedidas e politicamente correctas.

A Igreja Católica que temos hoje é uma vergonha! Uma Vergonha Hedionda! Amaldiçoados sejam os actuais dignitários principais da Igreja Católica!


Mary Wagner foi presa outra vez, por ter entrado em uma “clínica” de abortos em Toronto, Canadá, levando rosas vermelhas para as mães que ali se encontravam à espera de abortar, tentando persuadi-las a escolher a vida para os seus filhos.

Foi por isto que Mary Wagner foi presa mais uma vez — e o papa Chicozinho e os seus sequazes mantêm um silêncio cúmplice em relação à tirania abortista do sistema implementado pela “elite” globalista.

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Quinta-feira, 12 Julho 2018

O Frei Bento Domingues e Bertrand Russell

Filed under: Frei Bento Domingues,Igreja Católica,papa Chico,papa-açorda — O. Braga @ 8:49 am

 

Quem ler este texto do Frei Bento Domingues e não souber o que ele tem escrito nos últimos anos, certamente pensará tratar-se de um texto comedido acerca de Jesus Cristo, e uma apologia modesta do chamado “papa Francisco”. Mas nós sabemos as ideias do Frei Bento Domingues; e burro velho não toma andadura.

Mas, mesmo assim, o referido texto não é assim tão “comedido”. As premissas éticas do Frei Bento, espelhadas naquele texto, coincidem, em grande medida, com as do ateu e anticristão Bertrand Russell — a “ética do desejo” de Bertrand Russell —, o que é deprimente quando vindo de um clérigo da Igreja Católica. E absolutamente extraordinário!

« Em última análise, a resposta à graça da livre conversão à boa e imaginativa hierarquização dos nossos desejos pode ajudar a diminuir a loucura mundana. Encarar a vida como o desenvolvimento de todos os talentos para ajudar, de modo competente, as capacidades dos que não tiveram oportunidades é, talvez, um bom caminho para a nova civilização proposta pelo Papa Francisco».

Também na primeira parte do texto verificamos que o Frei Bento Domingues explora (de uma forma que o próprio Bertrand Russell faria) o problema da Teodiceia. Bertrand Russell foi um pacifista, uma espécie de “cristão sem religião” — à semelhança do Frei Bento Domingues (o da Nova Teologia e do Concílio do Vaticano II). Mas ambos não conseguiram uma coerência mínima aceitável em teoria ética.

Segunda-feira, 9 Julho 2018

Quando a “igualdade” incomoda a Fernanda Câncio

 

Será que a Fernanda Câncio sabe que os prémios para as e os tenistas do Grand Slam são iguais?

Ou seja, por exemplo: quem chega (por exemplo) a uma final ATP de mulheres, ou de homens, ganha o mesmo dinheiro.

Mas os jogos não são iguais: as mulheres jogam apenas 3 Sets, e os homens jogam 5 Sets — o que significa que os homens têm que suar mais tempo para ganhar o mesmo que as mulheres.

Sábado, 7 Julho 2018

Os sequazes da seita do Anselmo Borges (e do Chico) são muito perigosos, porque são vigaristas e aldrabões

Filed under: Anselmo Borges,Igreja Católica,papa Chico,papa-açorda — O. Braga @ 7:03 pm

 

Diz o Anselmo Borges que o papa Chicão afirma que “todos são chamados à santidade, isto é, à plenitude, à perfeição, à alegria, na vida do quotidiano”. “À perfeição”. Talvez a primeira vez que se ouviu um apelo geral dos crentes “à perfeição”, houve uma guerra civil sangrenta em Inglaterra (Cromwell).

padre_pio_webO argumento do Chiquinho e do Alselminho, o da necessidade de “perfeição” e de “santidade” é, por um lado, um argumento gnóstico (gnosticismo da Antiguidade Tardia). É o mesmo argumento que “paralisou” o pensamento de Kierkegaard; é o mesmo argumento que serviu para que Nietzsche se risse dos cristãos. É o argumento que desumaniza o católico, ao mesmo tempo que — em nome de uma putativa “perfeição” — exige do católico uma permissividade ética em relação à relapsia ou/e em relação ao anti-natural, tudo isto por amor à necessidade de “santidade”.

Por outro lado, o argumento da possibilidade universal da “perfeição” e da “santidade”, pretende democratizar o estatuto de “santo”. O estatuto de “santo” passou a ser democrático e subjectivo, e o Alselminho está orgulhoso por isso. Basta que a gente ache de nós próprios que somos perfeitos, e pronto!, passamos a ser santos! ¿Não é uma maravilha, esta novidade do papa Chicozinho?!

Dizia Nicolás Gómez Dávila : “As hierarquias são celestiais; no inferno é tudo igual”.

A bitola do Chicão e do Alselminho é a igualdade infernal. Toda a gente pode ser santa! Basta que uma pessoa se julgue santa!

“Realize o seu sonho: seja necessariamente santo! Adira à Igreja Católica do Chicozinho!”

Além disso, segundo o Alselminho e o Chicozinho, “não é preciso orar muito para ser santo”. Basta a gente querer ser santo — “e prontos”!, já está! Ser santo é como ser transgénero: a gente sente que é, e por isso passa “tomaticamente” a ser.
É tão democrático ser santo como ser transgénero. E isso de “orar muito” é para os idiotas como o Padre Pio de Pietrelcina.

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