perspectivas

Quarta-feira, 27 Abril 2016

O nominalismo da Esquerda

 

“O BE, especializado nestas temáticas, lembrou-se agora de propor que o ‘cartão de cidadão’ passe a chamar-se ‘cartão de cidadania’. E porquê? Porque o BE acha que “não existe qualquer razão que legitime o uso de linguagem sexista num documento de identificação obrigatório para todos os cidadãos e cidadãs nacionais”. Linguagem sexista? Mas quando se fala em ‘cidadão’ está-se porventura a pensar apenas nos homens? Só uma mente doentia podia ver nisso uma discriminação das mulheres. ‘Cidadão’ é um conceito, uma abstracção. Até por isso o cartão é ‘de’ cidadão e não ‘do’ cidadão”.

E as crianças senhor?


O José António Saraiva constata o óbvio: a incapacidade do Bloco de Esquerda na abstracção, o que caracteriza o nominalismo. O nominalista é essencialmente uma pessoa com défice cognitivo.

O nominalismo é a teoria segundo a qual “nada há de universal no mundo para além das denominações, porque as coisas nomeadas são todas individuais e singulares”. O Nominalismo nega a existência dos géneros e das espécies — nega a classificação abstracta da realidade — que, alegadamente, não existiriam senão em nome.

Alguns filósofos (realistas) sustentam um “realismo de significação”, dizendo: se a beleza é um nome que tem um significado geral, então, qualquer coisa como a “beleza em si” ou a “essência da beleza” existe na realidade. Mas o nominalismo dá a resposta inversa: os nomes apenas são etiquetas, graças às quais podemos representar concretamente as classes de indivíduos; as ideias gerais não têm um objecto geral: são abstracções (sem importância) obtidas por intermédio da linguagem.

Ou seja, o nominalismo defende a ideia segundo a qual as coisas ou objectos da experiência não têm realidade intrínseca fora da linguagem que as descreve.

Um dirigente do Bloco de Esquerda (em juízo universal), por exemplo, não consegue entender o conceito de “cidadão” como uma ideia geral (uma abstracção): a sua mente é anti-científica — porque só através da abstracção em relação a casos concretos é possível a elaboração das leis da ciência (por exemplo, as leis da gravidade são abstraídas do concreto e, em princípio, aplicáveis em qualquer ponto do universo. Sem abstracção não há ciência).

Em linguagem popular, diríamos que os dirigentes do Bloco de Esquerda, em geral, são burros.

Um dirigente do Bloco de Esquerda tem imensa dificuldade na categorização da realidade; e de tal forma que reduz a realidade social ao indivíduo. É certo que cada pessoa é única e irrepetível (como defende o Cristianismo), mas este facto não significa a negação das categorias a tal ponto que se oblitere o conceito de “juízo universal” — que é o que faz o Bloco de Esquerda.

O Bloco de Esquerda diz que o Baile de Roda Mandado é sexista e homofóbico

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 9:03 am
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O Bloco de Esquerda vai apresentar uma proposta de lei no sentido de proibir o Baile de Roda Mandado, porque nele não existe igualdade entre géneros — por exemplo, não existe Baile de Roda Mandado com casais de gueis, o que é uma forma de homofobia; e os homens usam calças e as mulheres usam saias, o que é uma manifestação de sexismo.

(dica)

O papa Chico critica o papa Chico

Filed under: Tirem-me deste filme — O. Braga @ 8:16 am
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Quando li que o papa Chico criticou o clericalismo, por um segundo acreditei que a sua (dele) crítica fosse pertinente.

Terça-feira, 26 Abril 2016

Por detrás de um utopista socialista, esconde-se um sargento da polícia

 

“Por aqui, ribomba, num ambiente de ócio e de corrupção, o sacrifício ritual da eutanásia, do aborto, da adopção homossexual, do casamento homossexual, da ideologia do género.

Preparam-se causas novas, como a miscigenação das casas de banho públicas e a liberalização do plantio de drogas e a criação de clubes de consumo de estupefacientes – embora a louvada política liberalizadora, lançada em 2001, não tenha feito baixar o consumo e aumentem os casos de esquizofrenia…

E, incorrigivelmente, na recidiva da doença infantil do socialismo, se volta a promover a pedofilia e se tolera o abuso sexual de crianças”.

Eunucos



Quando a utopia se confronta com a realidade — neste caso, com a realidade social —, a realidade perde sempre.

Quando os ditos “conservadores” denunciam que uma determinada política esquerdista não funciona ou é contra-producente, essa denúncia é considerada pelos utopistas como sendo irrelevante; o que conta é a utopia: os factos, e mesmo o que é evidente, não contam. O que conta — para o utopista — é o compromisso total e absoluto com a utopia.

O conservador tem respeito pela religião (ou é mesmo religioso) porque considera que a perfeição não pertence a este mundo; e por isso acredita que a perfeição (a utopia) só pode ser transcendente ao mundo.

O esquerdista (porque é ateu) acredita que a perfeição é imanente ao mundo e pode ser realizada em um qualquer futuro. E como o mundo é considerado “mau”, o utopista destrói as heranças intelectuais, sociais, políticas e tradicionais, oferecendo em troca apenas mais homilias acerca da beleza do sonho utópico.

Por detrás de um utopista, esconde-se um sargento da polícia.

Igualdade do Bloco de Esquerda: o Estado vai oferecer um helicóptero portátil aos coxos

 

“Agora, o que o Bloco de Esquerda propõe é que se dê à pessoa com deficiência “meios económicos para que possam contratar alguém que o auxilie nas tarefas da vida quotidiana”. É este “princípio de vida independente que queremos instituir”, sublinha o bloquista”.

Causas fracturantes do Bloco estão para durar

Para que mancos (e mancas) sejam iguais às pessoas (e pessôos) que não são mancas (e mancos), o Bloco (e Bloca) de Esquerda (e de Esquerdo) propõe que o Estado (e a Estada) ofereça um@ mini-helicópter@ (ver vídeo ou vídea abaixo ou abaixa) a cada manquinh@ português (e portuguesa), para que assim não exista discriminação dos não-mancos (e não-mancas) em relação aos coxos (e coxas).

Para tal, o Bloco (e Bloca) de Esquerda (e de Esquerdo) vai impôr a António Costa a inscrição de uma rubrica do Orçamento de Estado de 2017 com o nome “igualdade para os manquinhos e manquinhas, coitadinhos e coitadinhas”.

Segunda-feira, 25 Abril 2016

Portugal está a “cubanizar-se”, e António Costa é o responsável

 

“O marido de Maria José Morgado, o fiscalista Saldanha Sanches (outro ex-radical do MRPP) defendeu que as associações de bombeiros voluntários deveriam ser extintas, sendo — segundo ele — substituídas por bombeiros profissionais pagos e dependentes do Estado, o que ele defendeu foi a ideia de que o associativismo (que é o fundamento das comunidades da sociedade civil) deveria ser preterido — através de uma desculpa economicista que contradiz a essência da mundividência de esquerda — em favor do reforço do Poder do Estado.

Esta sanha contra as comunidades da sociedade civil vem directamente de Rousseau que influenciou Karl Marx”.

escrito neste blogue em 9 de Maio de 2010


Este domingo, durante um encontro sugestivamente intitulado “Inconformação 2016”, Catarina Martins proclamou que o trabalho voluntário “é uma treta”. Mais: acrescentou que “se é trabalho, tem que ter contrato”, pelo que só pode existir “quando houver pleno emprego”.

Um dia destes acordamos nas mãos do Bloco


Ontem ouvi a Catarina Martins a falar na rádio — acerca dos sem-abrigo do Porto — como se estivesse presente no governo do Partido Socialista de António Costa. o-monhe-das-cobras-web

Eu passei pela “transformação marxista” em Moçambique depois da independência deste país, ainda era eu um adolescente, e já vi esse filme. É um filme de terror; e fiquei vacinado para toda a vida. Só quem viveu o ambiente da revolução marxista pode ter a noção do terror que se entranha nos espíritos em geral: vivemos uma espécie de “sufocação social”, em um medo generalizado perante uma total prepotência e discricionariedade do Poder (que não se compara, nem de perto nem de longe, com a censura salazarista). É uma sensação inesquecível. O que o Bloco de Esquerda defende é uma nova e actualizada versão da revolução marxista, em que eles se sentam na cadeira do Poder.


“Não há partido mais infantil do que o BE. O BE tem tudo o que é típico de uma criança malcriada, mimada, irritante e preguiçosa. Estão a ver aqueles miúdos a quem dizemos "olá" e eles começam a gritar ou aos insultos? É assim o BE. No mundo dos adultos chama-se a isto irreverência; no das crianças, má–criação. Outra particularidade infantil do BE é o mimo. As criancinhas mimadas são sempre levadas a sério, mesmo que não tenham idade para apanhar um autocarro. Qualquer coisa que digam, por mais parva que seja, dá notícia. Ora, isto faz que não tenham necessidade de deixar de dizer coisas parvas – como insultar o voluntariado – tornando-se preguiçosas e viciadas em atenção.”

A criancinha malcriada

Porém, o grande responsável do que está a acontecer em Portugal não é a Catarina Martins, mas é o António Costa e o seu Partido Socialista que se radicalizou. É o Partido Socialista que terá que prestar contas ao país. os-malandros-web

Quinta-feira, 21 Abril 2016

Os políticos liberais não se dão conta de que estão a enterrar a liberdade

Filed under: Política — O. Braga @ 7:28 pm
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“Hoje o Parlamento pode vir a legalizar a gestação de substituição em Portugal. Mas à excepção da Rádio Renascença o assunto passa incógnito. Essa conformada desatenção é o melhor sinal do fatalismo resignado com que se reage perante as mais destravadas propostas dos radicais”.

Helena Matos

Quando os “direitos” se transformam em uma forma de fazer política, os direitos perdem o seu sentido e significado, na medida em que os direitos passam a depender exclusivamente do legislador humano. O fundamento metajurídico do Direito desaparece da Constituição e das normas.

A falácia positivista assume falsamente que um direito pode emanar da vontade do legislador humano. Mas se o legislador humano é fonte de direitos, então segue-se esses direitos não comprometem nem abarcam o legislador — a causa dos direitos (o legislador) não se confunde com o efeito desses direitos (os cidadãos); e por isso, esses direitos não obrigam o legislador.

Portanto, do que se trata, na prática e por parte da esquerda e do politicamente correcto em geral, não é a concessão de direitos, mas a concessão de privilégios que podem ser retirados pelo legislador positivista a qualquer momento. Basta que se instale em Portugal, por exemplo, uma ditadura de Esquerda para todos esses privilégios concedidos possam ser revogados (ver o exemplo de Cuba).

Quando os direitos de uns entram em conflito com os direitos de outros (por exemplo, no direito ao aborto, por um lado, e no direito do nascituro à vida, por outro lado), o Poder político do legislador (ou do juiz, em representação do legislador) aumenta, e aumenta também a discricionariedade desse Poder totalitarizante.

Para se alcançar a “igualdade de direitos”, os direitos naturais e genuínos terão que ser destruídos — os direitos verdadeiros, naturais e invioláveis, passam a ter o mesmo estatuto de privilégios ou de direitos contingentes, para que todos os direitos possam competir em um mesmo nível (nivelamento positivista dos direitos que transforma o legislador humano em um deus).

¿Será que a merda dos políticos de “Direita Liberal” que temos estão a perceber a estratégia da Esquerda? ¿Ou será que os políticos de “Direita” pensam que podem meter o liberalismo na gaveta, e que se podem aproveitar da estratégia da Esquerda?

“Fazer melhor” não é “fazer pior”

 

No Blasfémias há duas pessoas que vale a pena ler: a Helena Matos e o Vítor Cunha; o resto é “cumbersa para boi dormir” e para compor o ramalhete.

Vemos aqui um “poste” do Ruizinho (que parece que militou na Esquerda radical na juventude) acerca de Passos Coelho. Eu estou à vontade para falar de Passos Coelho porque fui crítico dele quando foi primeiro-ministro; mas hoje aprovo a estratégia do PPD/PSD que não decorre apenas de Passos Coelho mas de todo o partido. Por outras palavras: eu, que votei CDS/PP nas eleições de 2009, hoje votaria PPD/PSD (o mal menor: a “direita” portuguesa chegou a um tal ponto que Passos Coelho é o mal menor).

“Ora, se é certo que Pedro Passos Coelho, por ter sido o primeiro-ministro do governo que geriu a falência do país, está numa posição extraordinariamente difícil para poder explicar por que não fez mais do que o que pode (e deixaram) fazer, a verdade também é que não conquistará um único voto sem demonstrar às pessoas que poderá fazer melhor do que está a ser feito pelo actual governo”.

¿O que é “fazer melhor”? ¿Será que “fazer melhor” é o Estado gastar aquilo que não pode gastar? os-malandros-web

Se “fazer melhor” é estrangular a economia (como está a acontecer agora); se “fazer melhor” é aumentar o poder do Estado na sociedade; se “fazer melhor” é obedecer caninamente às engenharias sociais do Bloco de Esquerda (Rui Rio e José Eduardo Martins); se “fazer melhor” é ser politicamente correcto e respeitar o marxismo cultural; se “fazer melhor” é confraternizar amenamente com o Bloco de Esquerda (José Eduardo Martins); se “fazer melhor” é prometer aquilo que não se pode cumprir; se “fazer melhor” é apenas a caça ao voto — então é impossível que alguém faça melhor do que o António Costa, porque o original é sempre preferível a fotocópias. Neste sentido, “fazer melhor” é colocar em risco a democracia.

os amigos

Temos que saber o que significa “fazer melhor”, porque se “fazer melhor” é fazer pior, mais vale estar quieto à espera que “as tetas caiam”.

Quarta-feira, 20 Abril 2016

Sobre o salário mínimo nacional

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 11:38 am
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Eu penso que, em uma economia saudável, não deveria haver salário mínimo; mas uma economia saudável depende de uma cultura saudável, e esta depende de determinados princípios metafísicos e éticos que se reflectem na política e na economia (por esta ordem). Ora, Portugal não tem essa cultura saudável.

Uma das razões (senão a principal) por que temos cerca de 20% de eleitores que votam no Bloco de Esquerda e no Partido Comunista é a de que temos empresários de merda (em geral, salvo excepções). Ou seja, é a “Direita” que alimenta o “monstro”; são os patrões que, de forma indirecta, impõem o salário mínimo que tanto criticam.

Se fosse possível e legal, a muitos patrões portugueses, não pagar qualquer salário aos trabalhadores, não tenho dúvida que o fariam; há mesmo patrões que exigem que as pessoas paguem para trabalhar. Portanto, em um contexto de empresariado de merda em uma cultura do neolítico, não é possível prescindir do salário mínimo. Infelizmente.

Os filhos-de-puta voltaram a estar na moda

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 11:17 am
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Em 1978 saiu uma lei da Esquerda (apoiada pelo Partido Comunista e pelo Partido Socialista) que proibia os filhos de pai incógnito: todas as crianças teriam que ter pai conhecido. Entretanto, a Esquerda evoluiu: passou a defender a existência de filhos-de-puta.

Do ponto visto ético, a lei de 1978 não se pode aplicar, na medida em que o espírito da legislação é contraditório. O Estado não tem legitimidade para exigir que um homem assuma a paternidade de uma criança quando simultaneamente aprova a procriação medicamente assistida e as "barriga de aluguer" para toda a gente. Ou os filhos-de-puta são legítimos, ou não.

¿Tadeu? Tá dado!

 

Um frade dominicano entrou no campo da universidade de Indiana, e alguns alunos ficaram indignados pelo facto de um membro do Ku Klux Klan andar livre no campo. Ou seja, os alunos perderam a noção do que é um frade católico, a ponto de o confundirem com um militante do Ku Klux Klan; mas não perderam a noção do que é um membro do Ku Klux Klan.

Quero dizer o seguinte: com o “progresso”, há muita coisa — na cultura intelectual e/ou antropológica — que se perde. Perde-se, por exemplo, o sentido da alegoria e da metáfora, perde-se a noção de símbolo, e perde-se até o sentido de humor. Se não, vejamos um texto acerca de Pedro Arroja que nos deu um tal Tadeu:

  • Dizer que “as dirigentes do Bloco de Esquerda são esganiçadas” é “machismo homofóbico” (parte-se do princípio de que existe um machismo que não é homofóbico);
  • O uso da metáfora e/ou da alegoria no discurso (sobre a função natural dos homens ou mulheres, ou sobre as diferenças entre sexos) é “parvoíce”.

O Tadeu não tem culpa; perdeu a noção de alegoria ou metáfora, reduz os símbolos a simples sinais de trânsito ou coisa que o valha. E — pasme-se! — critica os que deram atenção a Pedro Arroja escrevendo um arrazoado acerca de Pedro Arroja.

A verdade é que temos uma pseudo-elite política (a ruling class) que controla Lisboa e para quem os factos incomodam. Vivemos em uma cultura política psicótica, em que a realidade é negada; e o Tadeu é um exemplo dessa cultura. Lisboa vive em mundo à parte, divorciado do resto do país; mas o problema é que vem de lá o Poder. O exemplo disto é o facto de o Tadeu considerar o Porto Canal “um canal de televisão mais ou menos secreto”; ou seja, tudo o que não seja de Lisboa é considerado invisível. O sistema político esquerdista que temos já perdeu a vergonha.

Terça-feira, 19 Abril 2016

Vêm aí os turcos! Apertem os cintos!

Filed under: Política — O. Braga @ 3:42 pm
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“Le Parlement européen a voté par 375 voix contre 133 l’initiative du président chypriote Nicos Anastasiades, qui a demandé à la présidence néerlandaise de l’Union d’ajouter le turc aux 24 langues officielles de l’UE, dans l’espoir de faciliter les efforts en faveur de la réunification de l’île.”

Le turc est devenu une « langue officielle de l’UE »

mulher-turca

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