perspectivas

Sexta-feira, 25 Julho 2014

O Carlos Fiolhais deveria olhar para isto, em nome da ciência

Filed under: Esta gente vota — orlando braga @ 7:15 pm
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O Carlos Fiolhais, do blogue Rerum Natura que tanto critica o FCT, deveria dar uma vista de olhos ao progresso da ciência expresso neste verbete da Helena Matos:

“O poliamor é então identificado como sendo, mais do que uma prática sexual, um posicionamento moral que envolve profundamente o sujeito na sua produção de si, e onde a parrhēsia (franqueza) é o principal elemento avaliativo da moralidade do sujeito poliamoroso. Esta parrhēsia é fundamental para a manutenção da autonomia do Eu, pelo que ela é oferecida mas também exigida do Outro; a equidade da relação de alteridade é fundamental para o sujeito que, sem o Outro, não se pode constituir como tal. Se tudo isto permite ao indivíduo questionar o horizonte de possibilidades daquilo que o constitui como sujeito, abre também a porta a uma possível hegemonização desta moral para todas as relações de intimidade.”

Ou seja, segundo os investigadores portugueses das ciências sociais (alguns deles pagos com os nossos impostos), é necessário eliminar a hegemonização da normativização monogâmica e heterocêntrica, substituindo-a por uma hegemonização da moral poliamórica.

Quarta-feira, 18 Junho 2014

Dinossauros, Deus e o Evangelho — David Marçal dixit

Filed under: A vida custa,filosofia — orlando braga @ 6:03 pm
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A Bíblia, no Génesis, diz que o universo foi criado em sete dias. O David Marçal critica aqui quem acredita que o mundo foi criado em sete dias (ou coisa do género). Vamos todos fazer um esforço de pedagogia em relação ao David Marçal porque ele andou na universidade e terá, por isso, capacidade para aprender alguma coisa.

(more…)

Carlos Fiolhais e a Técnica como argumento céptico

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 8:34 am
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Vindo do Carlos Fiolhais, este vídeo não é apenas um conjunto de truques cinematográficos: é uma tentativa de proclamar a Técnica e denunciar tudo o que não seja a Técnica. A Realidade inteira é reduzida por Carlos Fiolhais à Técnica e ao cientismo.

Por exemplo, e na linha do “pensamento” do David Marçal, os fenómenos de Poltergeist são implicitamente, e por essa via, concebidos como contendo uma qualquer espécie de fraude e escondendo uma qualquer Técnica que os justifique.

Como escreveu Desidério Murcho, parafraseando Alvin Plantinga:

“Isto conduz ao escândalo do cepticismo: se eu argumento a favor do cepticismo, então é claro que me apoio nas mesmíssimas faculdades cognitivas cuja fiabilidade é negada na conclusão do meu argumento céptico.”

Sábado, 14 Junho 2014

Sobre a obrigatoriedade do voto

Filed under: Política,Portugal — orlando braga @ 5:40 am
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Vamos colocar o problema da “liberdade” em termos kantianos — embora eu não concorde totalmente com a visão de Kant acerca da “liberdade”; mas está na moda concordar com ele. Para Kant, a “liberdade” pode ser negativa e positiva (repare-se que é “e”, e não “ou”).

A liberdade negativa é aquela que consiste em não ser impedido de agir — a de não ser impedido por outrem naquilo que desejamos fazer, ou a liberdade de se exprimir sem censura. Em contraponto, a liberdade positiva é a liberdade do cidadão-legislador, segundo o princípio de autonomia de Kant, que consiste em tomar parte nas decisões políticas e públicas, e de co-exercer a autoridade em geral.

amish1/ À primeira vista, parece que a abstenção do acto de votar em eleições políticas é apenas uma expressão de liberdade negativa. Parece que o abstémio do voto desdenha a liberdade positiva. É o que o escriba do blogue Rerum Natura pretende dizer aqui.

Por exemplo, existem certas representações colectivas de determinadas comunidades, como por exemplo, entre os Hutteritas e/ou nos Menonitas (por exemplo, a comunidade Amish, nos Estados Unidos), que por motivos religiosos proíbem o voto (entre outras coisas). O escriba do Rerum Natura pode considerar que as pessoas dessas comunidades são estúpidas; mas isso é problema dele. Ele tem o direito de considerar que toda a gente é estúpida com sua (dele) excepção.

Obrigar o cidadão a votar (nem que “seja em branco”, como diz o escriba do Rerum Natura) é uma intrusão insuportável do Estado na vida privada e até íntima do cidadão entendido como pessoa — e não só enquanto indivíduo. O cidadão não é um número que apenas conta para as estatísticas: antes, é uma pessoa.

2/ Num sistema dito “democrático” como é o português, em que o cidadão não sabe em quem vota (não conhece sequer, muitas vezes, o político eleito pela sua circunscrição — com excepção das eleições autárquicas!), não é legítimo que se seja obrigado a votar. No sistema “democrático” português, obrigar o cidadão a votar seria um exercício de pura violência de Estado — porque o Estado português não é democrático propriamente dito. O sistema político português é uma oligarquia partidária, e não uma democracia.

3/ A abstenção é uma forma de participação política — embora negativa. Por isso, podemos dizer que a abstenção é também, até certo ponto, uma forma de liberdade positiva. De resto, não há uma diferença real entre a abstenção e o voto em branco ou o voto nulo: a diferença é apenas de categorização estatística, mas em política significa praticamente o mesmo.

Não devemos partir do princípio de que as pessoas não vão votar porque está a chover, ou porque foram para a praia. Pode haver gente que não vote por essas razões, mas seria um abuso generalizar.

Se a abstenção é grande, cabe ao sistema político reformar-se para cativar uma maior afluência às urnas de voto — mas nunca inverter o ónus da responsabilidade política, utilizando a força bruta do Estado sobre as pessoas e impondo aos cidadãos um sistema político caduco e que de “democrático” só tem o nome.

Domingo, 25 Maio 2014

A Helena Damião e o crioulo

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 5:01 pm
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A Helena Damião acha que o crioulo pode ser instrumento de arte poética. Pode ser; mas na terra dos crioulos. Por exemplo, podemos ver aqui em baixo a canção de Cesária Évora, “Sodade”: pouca gente percebe a letra, mas o som da morna (que tem origem no fado português, diga-se em abono da verdade) cativa mesmo os povos nórdicos…

É politicamente correcto — fica bem! É coisa finíssima!, própria os “tios” e das “tias”— achar que do crioulo se extrai uma “grande poesia”. Por exemplo, não é necessária qualquer métrica na poesia crioula porque esta está acima de qualquer colete de forças formal.

A poesia crioula é coisa do povo (ui!, que fino!); ¿e haverá coisa mais genial do que a poesia popular?

Mal andou o poeta popular português, Aleixo de seu nome, que deu à métrica uma importância inusitada e despicienda. A poesia do Aleixo é igual às outras: o que é genial é o “Ai Se Sesse” do crioulo Zé da Luz.

Quarta-feira, 21 Maio 2014

A degradação da alta cultura portuguesa

Filed under: cultura — orlando braga @ 7:30 am
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É muito raro eu estar de acordo com alguma coisa escrita no blogue Rerum Natura, mas seria desonesto se apenas aqui apontasse as coisas com que não concordo e não mencionasse aquilo que concordo. Dois textos:

“Na última década, Portugal tem vivido no fio da navalha no que respeita ao ensino da matriz clássica.

Em cada ano lectivo que se inicia, os números sempre mais reduzidos de escolas, turmas e alunos evidenciam uma inevitabilidade: o adeus definitivo às línguas e cultura que são a base da nossa civilização.

Com base na ideia de que as Humanidades não servem para nada e que as aprendizagens que importam são as que preparam para a «vida», extinguiu-se quase por completo, primeiro, o estudo do Grego, e, de seguida, o estudo do Latim.”

O Grego e o Latim morreram em Portugal

Sobre a opção de Latim no ensino público

Quinta-feira, 15 Maio 2014

O David Marçal e a Alexandra Solnado

 

O David Marçal, quando escreve isto, demonstra que não faz a mínima ideia de quem foi o professor universitário Ian Pretyman Stevenson. Não é só uma questão de bom-senso: é burrice, mesmo!, embora uma burrice iluminada. Nas universidades portuguesas criam-se muitos burros iluminados.

Podemos afirmar, com toda a pertinência e racionalidade, que o David Marçal é burro — não porque a teoria da reencarnação seja uma verdade absoluta, mas porque existem fenómenos que merecem uma investigação científica (que foi o que o professor Ian Pretyman Stevenson fez).

Se a Alexandra Solnado falou com Jesus Cristo, ou não, é uma crença dela que é equivalente à crença do David Marçal segundo a qual é o professor Ian Pretyman Stevenson que é burro, e não ele (David Marçal).

Mas o que importa não são as evidências subjectivas, mas antes as evidências objectivas (o resultado da experiência). E na medida em que o David Marçal desconhece, deveria estar calado; porque não estando calado sobre aquilo que desconhece, parece que é burro: e, como dizia o velho António, “em política o que parece, é”.

Terça-feira, 13 Maio 2014

É bom voltar a Aristóteles, face a idiotas que escrevem sobre a ciência

Filed under: A vida custa,Ciência,Esta gente vota — orlando braga @ 12:48 pm
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O António Piedade, do blogue Rerum Natura, escreve o seguinte:

“Assim como há 400 anos o telescópio desvendou um universo novo e quebrou mitos e lendas antigas, pulverizando visões cosmológicas que se revelaram erradas, também estas novas tecnologias de visualização cerebral abrem miríades de horizontes sobre a mente humana, e estendem as possibilidades da sua interacção com a Natureza.”

O que o António Piedade pretende dizer é que o telescópio e toda a parafernália tecnológica ao dispôr do Homem, “depois de ter quebrado mitos e lendas antigas, pulverizando visões cosmológicas que se revelaram erradas”, revelaram a verdade acerca do universo. Hoje, a julgar pelo pensamento do António Piedade, já não há mitos nem lendas. Assim como Karl Marx engendrou o fim da História, o António Piedade chegou ao fim da ciência.

“O que, em princípio, moveu os homens a proceder as primeiras indagações filosóficas foi, e como é hoje, a admiração. Entre os objectos que admiravam e que não podiam dar-se razão, aplicaram-se primeiro aos que estavam ao seu alcance; depois, avançando passo a passo, quiseram explicar os fenómenos mais relevantes; por exemplo, as diversas fases da Lua, o curso do Sol e dos astros e, por último, a formação do universo. Ir em busca de uma explicação e admirar-se é reconhecer que se ignora. E assim, pode dizer-se que o amigo da ciência também é, de certa maneira, amigo dos mitos, porque o assunto dos mitos é o maravilhoso.”

Aristóteles, “Metafísica”, II

Para o António Piedade, o amigo da ciência não é amigo dos mitos; para ele, a ciência não tem mitos, já que as crenças dele são certezas coimbrinhas.

Quinta-feira, 24 Abril 2014

¿Eu não disse?! A culpa do próximo terramoto em Lisboa vai ser das praxes!

 

O Carlos Fiolhais escreve o seguinte: “não se percebe por que razão o muro foi usado como “palco”, aparentemente para cânticos e saltos de alunos de um curso contra outro” (…) O muro não deve ter caído naturalmente”, etc. Estamos no domínio do “suponhetamos”: o Carlos Fiolhais “suponheta” que o muro não caiu naturalmente, mas provavelmente caiu porque alguém subiu para cima dele, e que possivelmente foi palco para cânticos”, etc.. desespero web

Mas o que interessa saber, segundo o Carlos Fiolhais , é o facto de não ser possível ao muro cair se não fosse a praxe. Isto é ciência da mais pura!, só pode vir de uma mente iluminada! Ou seja, a julgar pela opinião do Carlos Fiolhais , a melhor forma de demolir muro velhos e instáveis é realizar praxes académicas na sua vizinhança.

A Câmara Municipal de Lisboa deveria proibir as praxes académicas na cidade, não vá uma praxe provocar um novo terramoto como o de 1755 — com a agravante de não termos hoje um Marquês de Pombal para superintender à reconstrução da capital; diga-se que o Marquês tinha já, então, proibido as praxes académicas quiçá porque, à semelhança do que acontece com o Carlos Fiolhais, suspeitava de uma ligação de nexo causal entre as praxes e as catástrofes, naturais ou não.

Quarta-feira, 23 Abril 2014

David Marçal, a pesporrência cientificista que chama os outros de “ignorantes”

 

A pesporrência com que o David Marçal (o do blogue Rerum Natura) chama de “ignorante” a quem defende uma qualquer ideia contrária à dos cânones cientificistas, revela a estupidez por detrás da douta aparência da criatura.

A estratégia do asno é conhecida: mistura “Aquecimento Global”, por um lado, como “alterações climáticas”, por outro lado — na esperança de que as mudanças climáticas, que sempre ocorreram deste que a Terra existe, se confunda com a ideologia política cientificista do Aquecimento Global.

Escreve o David Marçal que “apesar das alterações climáticas naturais, as actividades humanas provocaram mudanças que não são devidas às alterações climáticas naturais”.

Ora, é impossível defender o contrário do que ele escreveu, ou seja, a tese do David Marçal não é refutável; ou melhor, não é refutável o postulado segundo o qual, se não existisse humanidade — ou se a humanidade estivesse reduzida a 500 milhões (ou coisa que o valha) —, não existiriam, se não estas alterações climáticas ou semelhantes, pelo menos outros fenómenos de alterações climáticas de semelhante relevância.

Não é possível defender o contra-factual, mas o David Marçal acha que “se a avó dele tivesse rodas, ele seria um autocarro”. Não é possível saber o que seria hoje o clima, se não existisse humanidade ou se a humanidade fosse constituída apenas de algumas centenas de milhões de pessoas! O contra-facto não pode ser verificado!

Ver o devir temporal do planeta Terra — ou seja, conceber uma “história do planeta” — como uma espécie de reacção química (A, → B), em que existe um nexo causal restrito (o determinismo característico de uma reacção química), não lembra ao careca — mas lembra a esta casta de inteligentes coimbrinhas.

Esta certeza simplista do futuro — que é assim alargada à complexidade dos fenómenos da natureza em geral, e que é baseada em casos muito concretos que a ciência pode prever — é uma doença mental.

Por outro lado, não está cientificamente provado que a humanidade está a causar um Aquecimento Global. Quando eu falo em prova, refiro-me à verificação. Existem teorias, e uma teoria não é uma prova. Há quem defenda a teoria segundo a qual, pelo contrário, vem aí um arrefecimento global. Ora, o David Marçal deveria saber disto; e sabe, mas a religião imanentista do Aquecimento Global é avassaladora.

O David Marçal é tão burro — tão burro! — que escreveu isto:

“O consenso científico acerca das alterações climáticas é avassalador. A historiadora de ciência Naomi Oreskes, fez uma análise de todos os artigos científicos publicados entre 1993 e 2003 e chegou à conclusão que nenhum (vou repetir: NENHUM) contrariava a ideia de que o clima está a ser alterado por causa das actividades humanas.”

Ou seja, o Aquecimento Global é como o darwinismo: não é (politicamente) refutável. O consenso científico é, segundo o David Marçal, dogmático. É dogma! É um paradigma dogmático. Segundo o David Marçal, ninguém se atreve a defender uma teoria diferente daquela. A teoria do Aquecimento Global, segundo o David Marçal, é tão unânime como é unânime a lei da gravidade.

Ou seja, para o David Marçal, o Aquecimento Global antropogénico já não é uma teoria: é uma lei da natureza!

Quando uma teoria não tem nenhuma oposição, ou não existem teorias divergentes, estamos em presença de uma religião política — e não de ciência! E por isso é que o David Marçal é burro ou desonesto, quando fala em nome da ciência.


Nas duas primeiras décadas do século XX, esteve na moda a defesa do eugenismo. A comunidade docente universitária anglo-saxónica (universidades de Harvard, Oxford, Cambridge, etc.) e os intelectuais (por exemplo, Bernard Shaw ou Margaret Sanger) baseavam-se no darwinismo para defender o eugenismo. O próprio Hitler foi beber ao eugenismo americano a essência que fundamentou o holocausto nazi.

Mas depois do horror nazi, esta gentalha não ficou contente: quer mais! E agora agarram-se a uma teoria do Aquecimento Global para defender novamente uma outra espécie de eugenismo, a do aborto em massa, da eutanásia compulsiva (como já acontece na Bélgica). E tudo isto em nome da ciência transformada em dogma. E são estes pulhas que criticam a religião cristã como sendo irracional!

Quarta-feira, 9 Abril 2014

O David Marçal (e o blogue Rerum Natura) representa o que há de pior na mentalidade cientificista em Portugal

Filed under: Ciência — orlando braga @ 7:20 am
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Em relação a mais esta escrevinhação do David Marçal, escolhi uma citação de um pensador ateu, para que fique acima de qualquer suspeita “supersticiosa”:

“Os técnicos que utilizam a técnica científica e, ainda mais, os governos e as grandes indústrias que utilizam os técnicos adquirem uma mentalidade completamente diferente da que caracteriza o homem de ciência, uma mentalidade onde impera a convicção de um Poder ilimitado, de uma certeza arrogante e de um prazer em manipular o material humano”.

(…)

A esfera dos valores está fora da ciência, salvo no que diz respeito ao facto de a ciência consistir na investigação do saber. A ciência, enquanto investigação do saber, não deve ser um obstáculo à esfera dos valores, e a técnica científica, se pretende enriquecer a vida humana, não deve superar os fins que deveria servir.”

- Bertrand Russell 1 


O David Marçal (e os outros) precisam de ler, por exemplo, o ateu Bertrand Russell (para não falar em outros ateus empedernidos como, por exemplo, Sir Fred Hoyle) e da sua Teoria do Conhecimento. O próprio Russell demonstra que é impossível à ciência “esclarecer os temas tabu” (pelo menos alguns temas tabus), como contrariamente defende David Marçal. 2

Acerca da guerra da “ciência” (que se confunde hoje com cientismo) em relação às religiões em geral, e embora Russell, como bom ateu, reconheça a falsidade da religião, diz ele que o corolário dessa guerra será uma “nova ética” que “tenderá a fazer sofrer os indivíduos a fim de salvar o bem público, e isto sem se sentir obrigada a provar que esse sofrimento seja merecido”. Ou seja, a “nova ética”, segundo Russell, será totalitária. E é essa essa “nova ética” que é defendida no blogue Rerum Natura — não só por este ataque do David Marçal em relação à religiosidade dos indivíduos relatados nas peças da RTP, mas pela própria orientação editorial, em geral, daquele blogue.

Notas
1. citado na “História da Filosofia” de Nicola Abbagnano, § 804
2. “O Conhecimento Humano, o seu âmbito e os seus limites” (1948)

Segunda-feira, 7 Abril 2014

Um recado de Ariano Suassuna para o António Piedade, Carlos Fiolhais & Cia. Ltda.

Filed under: Ciência — orlando braga @ 4:51 am
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Ariano Suassuna é membro da Academia Brasileira de Letras. Em contraponto, Carlos Fiolhais, António Piedade ou David Marçal, do blogue Rerum Natura, pertencem à academia coimbrinha e compartilham a ideia de Engels de “Humanização do Macaco pelo Trabalho”.

(respigado aqui)

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