perspectivas

Sexta-feira, 22 Agosto 2014

O Poder da Coltura

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 9:52 am

 

Jorge Barreto Xavier

Quarta-feira, 20 Agosto 2014

A coisa está “braba”, no Brasil

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 8:57 am
Tags: ,

 

Terça-feira, 19 Agosto 2014

¿Quem é que fornece os dados para as estatísticas do Estado? É o Estado!

 

Para os neoliberais, o Estado é fiável quando lhes interessa: quando é conveniente, pode-se confiar no Estado; quando não é conveniente, o Estado é o diabo.

A coisa funciona assim: o Estado fornece estatísticas à OCDE; e depois essas estatísticas são utilizadas, pelos neoliberais assim como pelos marxistas (les bons esprits se rencontrent …) para a guerra ideológica. A diferença é que os marxistas são coerentes: não diabolizam o Estado.

(more…)

Domingo, 17 Agosto 2014

¿Onde é que José Gil tem razão, e onde não tem?

Filed under: A vida custa,cultura,Portugal — orlando braga @ 2:02 pm
Tags: , ,

 

O filósofo José Gil escreveu um texto em 2012 com o título “O Roubo do Presente”. Podem lê-lo aqui em formato PDF, e depois voltem a este verbete. ¿Onde é que José Gil tem razão, e onde não tem?

presentismoDesde logo, e ao contrário do que José Gil defende, não nos foi “roubado o presente” na medida em que vivemos hoje em uma sociedade presentista. E o presentismo é uma mundividência que resulta directamente do utilitarismo: quando o que é importante é — quase exclusivamente — aquilo que é materialmente “útil” a cada “espírito do tempo”, as elites (e as pessoas, em geral) tornam-se “míopes” e as decisões são tomadas em função de um interesse imediatista, e por isso presentista.

A ilusão do “roubo do presente” advém do facto de vivermos em um “eterno presente”; mas este “eterno presente” é a condição do tipo de sociedade em que vivemos que fez a sua própria escolha através das elites que temos. É por intermédio e em função do “eterno presente”, que impera na nossa sociedade, que o passado e o futuro — estes sim! E aqui o José Gil tem razão! — nos foram roubados.

Portanto, não nos roubaram o presente. Acontece que esse presente se tornou absoluto e eterno (presentismo); esse presente eterno, imediatista e utilitário, atingiu um ponto de singularidade e transformou-se no próprio “buraco negro” a que se refere o José Gil. O “buraco negro” não é uma causa: antes, é uma consequência da singularidade presentista.

Assim, “o Poder não destrói o presente”: pelo contrário, o Poder absolutiza o presente de tal modo que o passado é esquecido e o futuro obnubilado.

Através do alastramento de uma cultura presentista, instala-se o conformismo na cultura antropológica, porque se aceita geralmente o princípio segundo o qual o presente eterno dos interesses imediatos inerentes ao “espírito do tempo” não oferece qualquer saída ou alternativa à situação do presente eternamente vivido. Vivemos encurralados em um eterno presente marcado pela primazia do cálculo imediatista de interesses que rege os valores da sociedade.

A “política de austeridade obsessiva do governo” é um produto dessa mundividência presentista: como o futuro está totalmente fechado em função de um eterno presente — e o futuro é considerado pelas elites, ou como absolutamente impenetrável, ou encarado segundo uma metafísica da indecisão —, segue-se que o bem comum é sacrificado no altar daquilo que é considerado “útil” do ponto de vista presentista e imediatista. Se o presente é tudo o que existe, não podem haver soluções de futuro; e segue-se, então, que é apenas e só dentro desse eterno presente que os problemas têm que ser resolvidos.

“Actualmente, as pessoas escondem-se, exilam-se, desaparecem enquanto seres sociais” — não porque lhes tenham “roubado o presente”, mas porque vivem — ou seja, têm a sensação de viver — em um eterno presente. O tempo subjectivo passou a ser eternamente presente. A “atomização da população”, de que fala José Gil, é produto da perversidade do presentismo: há que escolher: ou o presente sempiterno, ou o caos — é o maniqueísmo inculcado na nossa cultura actual: façam o favor de escolher…!

O eterno presente é um limbo; é uma espécie de “purgatório” escolhido por livre-arbítrio; não é uma necessidade nem uma contingência: é uma escolha. Só vive no eterno pressente quem quer, em função de uma cobardia adquirida, ou por influência de um mimetismo cultural. Caberia às elites contrariar este presentismo, mas acontece que é nas elites que se encontra o problema da promulgação do eterno presente.

Em uma cultura de “eterno presente”, não é possível sonhar — porque o sonho é, por natureza, imanente: apela ao futuro e baseia-se no passado.

Escreve o José Gil que “não há tempo (real e mental) para o convívio”. Seria como se um náufrago pensasse que “não há água no vasto oceano”, quando a água é quase tudo aquilo que existe em seu redor.

O que não há, de facto, é o “convívio”, porque se o presente é eterno, deixa de existir a diferença entre o tempo profano — aquele que reservamos para a sociedade — e o tempo sagrado — aquele que reservamos para nós próprios. O eterno presente não permite qualquer diferenciação no tempo subjectivo, e transforma o sujeito em uma espécie de náufrago delirante que perdeu a noção da situação em que se encontra.

José Gil está enganado! Não nos roubaram o presente: tornámos o presente absoluto, e ao fazê-lo, deixamos de ter a noção do que é o presente porque não podemos compará-lo com mais nada — porque o ser humano só conhece mediante os contrastes do espaço e do tempo.

Nicolas Sarkozy e Dominique Strauss-Kahn discutem a política nua e crua

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — orlando braga @ 8:03 am
Tags:

 

“Nicolas Sarkozy et Dominique Strauss-Kahn ont été aperçus ce samedi sur une plage naturiste de la côté d’Azur. Selon un vendeur de glaces de la plage, ils discutaient de la création d’un parti de centre droit dont ils prendraient la tête.”

Sarkozy et DSK préparent leur retour en politique

dsk-sarlozy
Nicolas Sarkozy e Dominique Strauss-Kahn encontram-se para discutir, nu e cru, a criação de um novo partido de centro-direita em pelota e despido de preconceitos.

Sábado, 16 Agosto 2014

“Pelo cu; políticas anais” em nome do progresso

 

Existe um partido político espanhol semelhante ao Bloco de Esquerda que dá pelo nome de “Podemos”. Uma das activistas mais notórias do referido partido, Beatriz Gimeno, escreve o seguinte no seu blogue:

“Me gustaría contribuir a problematizar la siguiente cuestión: dado el profundo simbolismo asociado al poder y a la masculinidad que tiene en la cultura patriarcal la penetración (a las mujeres), ¿qué podría cambiar, que importancia cultural tendría una redistribución igualitaria de todas las prácticas, de todos los placeres, de todos los roles sexuales, incluida la penetración anal de mujeres a hombres?”

Ela está a falar a sério! Isto não é para rir!

“Me interesa mucho el culo masculino como lugar de la vergüenza y como espacio altamente simbólico donde se concentra la pasividad entendida como feminización (degradante) y como lugar de placer inasumible para los hombres heterosexuales.

La penetración anal o vaginal tiene importantes significados simbólicos en torno a los cuales se concentra una parte importantísima del discurso sexual patriarcal especialmente en lo que hace referencia a la feminidad/pasividad (impotencia) y masculinidad/actividad (agencia, potencia) Y, sin embargo, el ano es una de las principales zonas erógenas para hombres y mujeres, pero especialmente para los hombres.

Estoy convencida, cada vez más, que para que se produzca un verdadero cambio cultural tienen que cambiar también las prácticas sexuales hegemónicas y heteronormativas y que sin ese cambio, que afecta a lo simbólico y a la construcción de las subjetividades, no se producirá un verdadero cambio social que iguale a hombres y mujeres.”

Ou seja, para as feministas e para os progressistas, a sexualidade feminina é equivalente ao sexo gay. E por isso, tomar no cu deve tornar-se obrigatório, para que os homens e mulheres sejam iguais.

Sexta-feira, 15 Agosto 2014

Roger Scruton: “A ciência não pode explicar tudo”

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 5:04 pm
Tags:

 

Aconselho a leitura deste artigo de Roger Scruton no jornal britânico “The Guardian”.

O Anti-Cristo chegou

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 3:22 pm
Tags:

(more…)

Quarta-feira, 13 Agosto 2014

A socióloga Elisabete Rodrigues volta a escrever “coisas”

 

“Anda muita gente preocupada com o insucesso escolar dos rapazes. Os mais alarmistas consideram que passámos, em poucas décadas, de um extremo para o outro. A verdade é que se há algumas gerações atrás não era raro que apenas os filhos homens fossem à escola, hoje são as mulheres que têm mais estudos.”

As mulheres são mais inteligentes?

No tempo em que os homens estudavam e as mulheres não o faziam com tanta frequência, não poderíamos afirmar que “os homens eram mais inteligentes do que as mulheres” — desde logo porque há vários tipos de inteligência1: por exemplo, a inteligência lógica-matemática, a inteligência espacial (a capacidade de manipular na mente imagens de objectos), a inteligência linguística, a inteligência física e cinestésica (a capacidade de movimentar de forma coordenada), a inteligência pessoal (capacidade de entendimento com outras pessoas), a inteligência musical.

Portanto, antes de falar em “inteligência”, é preciso saber de que tipo de inteligência estamos a falar.

(more…)

A traição dos intelectuais da lusofonia

Filed under: A vida custa,cultura,Esta gente vota — orlando braga @ 7:49 am
Tags: ,

 

O que se está a passar hoje em Angola é um processo político semelhante ao que aconteceu no Brasil de finais do século XIX, através da desconstrução da História por “intelectuais” que, em nome de um pretenso nacionalismo, tentaram desligar a história nacional da História. Vemos isso espelhado no último livro do escritor angolano José Eduardo Agualusa (aconselho a leitura deste verbete).

Outro intelectual de urinol, um burro carregado de livros, é este aqui. Escreve, o asno:

“Rui Veloso respondeu às tresleituras disparatadas da sua entrevista ao DN – e anunciou disco novo em 2015. Uma horda de patetas apareceu nas “redes sociais” para lamentar o adeus de outro músico desiludido com o país, retirado e amargurado; este é o habitual discurso da banalidade e da queixinha barata.”

Tresleituras?! Mas o Rui Veloso não disse o que disse?! Dirá o burro: “você interpretou mal!” — assim como o Agualusa pode invocar que “a História de Angola foi mal interpretada”, e que por isso é necessária uma nova narrativa.

Que o Rui Veloso queira “deitar água na fervura” e “dar o dito por não dito”, eu compreendo. Que um burro venha dizer que “o Rui Veloso não disse o que disse” é equivalente (ressalvadas as proporções das burrices) a que se diga que não foram os portugueses que introduziram em Angola o milho, a mandioca, o café, a cana-de-açúcar, o ananás, o tomateiro, a batata, os citrinos, o feijão, o cacau, a bananeira, o tabaco, o amendoim, as galinhas, os porcos, o gado caprino e bovino, etc..

Segundo os intelectuais de urinol, o que conta é a interpretação independente dos factos.

Terça-feira, 12 Agosto 2014

Como os políticos portugueses educam o cidadão

Filed under: A vida custa,Humor,Portugal — orlando braga @ 8:50 am

 

Robin Williams: um homem que venceu na vida e falhou na morte

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 7:17 am

 

“I battle depression and have had suicidal ideation, but Robin Williams? Rich, smart, healthy, settled, kids, current wife. What the hell? ”

Why did Robin Williams kill himself?

robin williamsA nossa vida é um continuum: só se pode afirmar que alguém “venceu na vida” quando a leva até ao seu fim natural. O trecho acima diz o seguinte:

“Eu luto contra uma depressão e tenho ideias suicidas, mas Robin Williams?! Rico, inteligente, saudável, bem de vida, com filhos, com esposa. Que diabo?!”

Como acontece com todas as vidas, é também preciso saber ser rico, inteligente, saudável, “bem de vida”, com filhos e com esposa. Ser rico não basta: um rico pode ser alguém que morre rodeado de muitos brinquedos.

Os comuns mortais, que não pertencem à casta dos mais ricos do planeta ou à elite delirante de Hollywood, passam a vida a tentar passar por entre os pingos do infortúnio material, da doença sem dinheiro para a combater, e, muitas vezes, da desgraça do ostracismo social. São estes os que realmente “vencem na vida”.

Página seguinte »

The Rubric Theme. Create a free website or blog at WordPress.com.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 497 outros seguidores