perspectivas

Sexta-feira, 19 Setembro 2014

Os machistas e as mulistas: as mulas são as fêmeas dos machos

Filed under: A vida custa,cultura — orlando braga @ 9:47 am
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Mais um chorrilho de asneiras da radical feminista espanhola Beatriz Gimeno.

Desde logo parte de um princípio errado: o de “igualdade de género”, em vez de “igualdade de sexos”. Quando se parte de um princípio errado, toda a teoria está errada (Aristóteles). “Género” aplica-se na gramática: género masculino e género feminino. Há, por maioria de razão e em juízo universal, cromossomas XX e XY; e depois há uma minoria pequeníssima de excepções à regra; mas não podemos transformar as excepções em regra.

“Género” designa também, em lógica, uma classe de extensão superior à extensão de outra classe que se chama “espécie”. Da lógica, o “género” passou à classificação biológica, onde designa a sub-divisão da família que precede a espécie. Portanto, substituir o conceito de “sexo” pelo de “género” é um absurdo, e revela uma criatura com deficiência cognitiva.

A “igualdade dos sexos” é jurídica, por um lado, é ética, por outro (a Declaração Universal dos Direitos Humanos); é também ontológica no sentido de “facto de existir” e no sentido do Dasein de Heidegger em que a igualdade dos sexos é entendida no contento da “existência”. Mas na natureza não existe “igualdade dos sexos”; naturalmente que os dois sexos não são iguais.

For the United States, a study by the U.S. Department of Justice (DoJ) in 2000, surveying sixteen thousand Americans, showed 7.4% of men reported being physically assaulted by a current or former spouse, cohabiting partner, or girlfriend, or date in their lifetime.

Domestic violence against men

As mulistas, como é o caso da Beatriz Gimeno, identificam-se com os machistas.

the_family-John Dickson Batten - 1886 webNos Estados Unidos, os números oficiais apontam para 7,4% dos homens que são vítimas de violência doméstica de mulheres, mas também se sabe que a maioria dos homens tem vergonha e não participa às autoridades a violência de que é alvo.

É provável, por isso, que os números sejam mais elevados: há quem diga que 25% dos casos de violência doméstica são de mulheres contra homens. Mas a mulista Beatriz Gimeno é zarolha: só vê por um olho (e dêmos graças que não seja pelo olho do cu).

Podemos conceber o conceito de “igualdade” de duas maneiras: por um lado, “igualdade” pode ser a relação de grandezas que permite que duas coisas ou seres possam ser substituídos um pelo outro.

É este o conceito de “igualdade de género” adoptado pelas feministas: os homens e as mulheres são intermutáveis — segundo as feministas.

Mas também podemos conceber, por outro lado, a “igualdade” como o princípio segundo o qual os indivíduos, no seio de uma comunidade política, devem ser tratados da mesma maneira: é este o conceito cristão, ético e jurídico de “igualdade dos sexos”.

O conceito feminista de “igualdade de género”, em vez de diminuir a violência contra as mulheres, tem contribuído para aumentar esse tipo de violência — como podemos constatar de facto em Espanha.

De nada serve a lei, se não existir previamente um consenso ético universal acerca da violência doméstica: podem fazer todas as leis repressivas e violentas possíveis contra o homem, que o problema não será nunca debelado por via legal: porque o problema, antes de ser legal e político, é ético. E as mulistas, tal como os machistas, fazem tábua rasa da ética.

Quinta-feira, 18 Setembro 2014

O João Miranda não faz a mínima ideia do que é uma nação

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 7:50 pm

 

O João Miranda só concebe níveis geográficos de Poder; para ele, o conceito de “nação” não existe: o Estado resume-se a uma determinada organização geográfica de Poder, que pode incluir, por exemplo, em um mesmo território, Zulos e Vietcongues. Nesta concepção de “Poder”, a noção de “nação” é estranha.

Advém desta alienação do conceito de “nação” a ideia segundo a qual a existência de uma União Europeia reduz os custos da independência. Se isto fosse verdade, a URSS ainda existiria hoje, embora com alterações políticas/ideológicas internas; ou o império austro-húngaro não teria acabado em 1918.

Portanto, em termos práticos e históricos, essa ideia do João Miranda é falsa. Até a China tem hoje enormes problemas internos com secessões de nacionalidades indígenas. O que acontece, de facto, é que os custos da independência deixam de depender parcialmente do Reino Unido e passam a depender parcialmente da União Europeia — ou seja, a dependência da Escócia é transferida de uma entidade estatal para outra entidade estatal.

Isto significa que não há nenhuma redução real dos custos da independência. O que há é uma opção política sobre a partilha dos custos de independência (ou melhor: da dependência); e quando esta opção é política, nem sempre é boa em termos económicos.

Há limites para o condicionamento político das ideias

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 9:34 am

 

Há textos que começam muito bem, mas depois, pelo meio, surge uma ou outra ideia que “borra a pintura”. É o caso deste: a certa altura, escreve-se:

“Da mesma forma que, na idade média, se acreditava que tempestades e terramotos eram castigos divinos pelos pecados humanos, hoje há quem identifique num furacão a consequência directa da exploração petrolífera. A ciência substituiu a religião, mas o raciocínio manteve-se – continuamos a acreditar que tudo depende só de nós.”

Na Idade Média não se acreditava que “tudo depende só de nós”. Aliás, a proposição em causa é auto-contraditória, porque um castigo divino não “depende só de nós”. Um castigo divino é prerrogativa da liberdade divina, e portanto reconhece-se que existe um livre-arbítrio da divindade.

Pelo contrário, a ciência substituiu a liberdade — seja a do Homem, seja a de Deus que é negado — por um determinismo que se pretende basear em um nexo causal (causa → efeito) que na realidade não existe senão em algumas leis da natureza que se baseiam em estatísticas e constatações de facto realizadas no passado — não há nenhuma garantia ou certeza de que a lei da gravidade, por exemplo, se aplicará da mesma forma no futuro.

Dizer que “a ciência substituiu a religião” é um sofisma; comparar ciência e religião — ou colocar a ciência e a religião em um mesmo plano de análise — é outro sofisma.

Quinta-feira, 11 Setembro 2014

Never forget!

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 4:06 pm

 

9-11-f

A Raquel Varela diz que uma empresa pode “produzir riqueza sem lucro”

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 3:25 pm
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“Muitas vezes confunde-se o lucro com a riqueza. Porque o normal é nós produzirmos riqueza. Uma “empresa” tem que produzir e tem que produzir bem, em qualquer sociedade, capitalista ou não capitalista. Agora, não tem que produzir necessariamente lucro. As armas produzem lucro, o tráfico de droga produz lucro, medicamentos que não curam as pessoas também são lucrativos. Portanto, o lucro não tem que ser a medida de eficiência de uma sociedade. A medida de eficiência de uma sociedade deve ser a riqueza.”

Raquel Varela

utopia¿Como é que se pode produzir riqueza sem lucro?! Como é que uma empresa, por exemplo, pode produzir riqueza sem ter lucro? Este é um dos mistérios que a iluminada Raquel Varela não desvenda…

O que pode acontecer é que o lucro seja ilícito — seja juridicamente, seja ética e moralmente. Por exemplo, o tráfico de drogas, para além de ilegal, é imoral; portanto, quem tem lucro com o tráfico de drogas incorre em uma ilegalidade e pratica um acto imoral.

Ou seja, a Raquel Varela incorre em um sofisma, quando confunde “lucro”, por um lado, com “ilegalidade” e “imoralidade”, por outro  lado. Trata-se de uma “confusão” propositada e ideologicamente orientada.

Só se produz riqueza com mais-valia que depois é aplicada na economia.

Posso até concordar com a Raquel Varela no que respeita a uma certa restrição na circulação de capitais — porque se as mais-valias saem do país sem quaisquer restrições, é a própria economia que fica prejudicada. Mas o que me parece absurdo é que se possa “produzir riqueza sem lucro” (sem mais-valia).


De nada vale à Raquel Varela ter licenciaturas, mestrados, doutoramentos, etc., se as crenças dela não se escoram na realidade. Pode tirar todos os doutoramentos do mundo, que nada lhe adianta.

Todos nós temos crenças. Até a ciência se baseia em crenças porque se baseia em postulados, por exemplo: o postulado atomista segundo o qual as reacções químicas são o resultado da associação ou dissociação dos átomos; ou o postulado da Selecção Natural — fazem parte daquilo a que Imre Lakatos chamou de heurística negativa”, que isola um “núcleo duro” de proposições que não estão expostas à falsificação; ou seja, os postulados da ciência são axiomas. Estes axiomas são as crenças da ciência. Thomas Kuhn chegou a afirmar que “a história da ciência é uma sucessão irracional de períodos de racionalidade”.

O que distingue as crenças da ciência, por um lado, das crenças da Raquel Varela acerca da “riqueza sem lucro”, por outro  lado, é que a ciência se baseia em factos (embora a interpretação teórica dos factos possa estar errada em determinado momento), ao passo que as crenças da Raquel Varela se baseiam em uma imaginação utópica que, por isso, não tem qualquer aderência à realidade.

Quarta-feira, 10 Setembro 2014

O António Piedade Procrustes, e os cérebros da mulher e do homem

 

“É um assunto muito vulgar atribuir ao cérebro capacidades diferentes consoante o sexo. Contudo, e apesar das diferenças anatómicas e hormonais que distinguem o homem da mulher, não se encontrou até hoje nenhuma diferença distintiva na fisiologia e metabolismo do cérebro nos dois sexos. Há uma ligeira diferença de tamanhos mas, como já se disse, o tamanho não implica imediatamente uma função diferente.”

António Piedade Procrustes

O António Piedade nega a realidade. Para ele, “diferença” é sinónimo de “hierarquia”, e por isso — segundo o arquétipo mental do bicho — é necessário que tudo seja igual para que não haja hierarquia.

Para que não hajam diferenças, o António Piedade olha para a realidade e nega-a, mediante um delírio interpretativo. Aquele cérebro nefelibático não consegue perceber que a diferença não é sinónimo de inferioridade ou de superioridade; e aqui é que se constata a incoerência do negaceiro endémico: para ele, tem que ser tudo igual porque, se assim não for, há gente inferior e outra superior. A própria negação das diferenças é uma forma de discriminação ontológica do ser humano.

Estudos científicos recentes revelam que os cérebros de mulheres e de homens são diferentes:

“Scientists now know that sex hormones begin to exert their influence during development of the fetus. A recent study by Israeli researchers that examined male and female brains found distinct differences in the developing fetus at just 26 weeks of pregnancy. The disparities could be seen when using an ultrasound scanner. The corpus callosum — the bridge of nerve tissue that connects the right and left sides of the brain — had a thicker measurement in female fetuses than in male fetuses.

Observations of adult brains show that this area may remain stronger in females. “Females seem to have language functioning in both sides of the brain,” says Martha Bridge Denckla, PhD, a research scientist at Kennedy Krieger Institute.”

How Male and Female Brains Differ


O António Piedade faz lembrar a história de Procrustes:

procrustes07Juntaram-se os cidadãos e instituíram a democracia, e o areópago encarregou um membro da academia, Piedade Procrustes, da investigação empírica da desigualdade entre os cidadãos, com recurso a processos de aferição alegadamente baseados na ciência.

O Piedade Procrustes não se fez rogado e construiu, como instrumento de medição, a sua própria cama.

Depois de ter, com recurso a ela [à cama], esticado e decepado todos os voluntários que se apresentaram para os testes sobre a igualdade da cidadania, de forma a que já todos cabiam nela exactamente, o Piedade Procrustes informou a academia, baseado nos testes realizados, que todos os cidadãos da democracia tinham o mesmo tamanho ― o que significa que, entre outras coisas, as mulheres eram iguais aos homens.

Pensava o Piedade Procrustes que a igualdade perante a lei e a igualdade dos direitos políticos e civis tivessem por base a igualdade dos próprios seres humanos ― e como era um democrata fervoroso, eliminou todas as diferenças.

No entanto, a democracia não supõe igualdade dos homens e mulheres, mas antes ignora a sua desigualdade. A democracia não escamoteia a existência de diferenças de sexo, de origem, de cor, de religião, e de capacidade intelectual ou outras, mas torna as pessoas indiferentes face a elas ― o que faz com que se desligue, a natureza humana, por um lado, e a sociedade, por outro lado.

Precisamente porque a política despreza todas as diferenças naturais, estas podem ser aproveitadas noutras áreas: assim, a família fundamenta-se na diferença entre o homem e a mulher ― e daí o facto das mulheres preferirem contrair matrimónios com homens não constituir qualquer acto de discriminação.

Segunda-feira, 8 Setembro 2014

Função: Direcção de Operações

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 6:58 am

 

Quinta-feira, 4 Setembro 2014

O flatus vocis do António Piedade

 

Quando o António Piedade fala de alimentação e de Aquecimento Global, a voz dele torna-se flatulenta.

Lund University

“A new study from Lund University in Sweden has, for the first time, reconstructed solar activity during the last ice age. The study shows that the regional climate is influenced by the sun and offers opportunities to better predict future climate conditions in certain regions.

For the first time, a research team has been able to reconstruct the solar activity at the end of the last ice age, around 20 000–10 000 years ago, by analysing trace elements in ice cores in Greenland and cave formations from China.

During the last glacial maximum, Sweden was covered in a thick ice sheet that stretched all the way down to northern Germany and sea levels were more than 100 metres lower than they are today, because the water was frozen in the extensive ice caps. The new study shows that the sun’s variation influences the climate in a similar way regardless of whether the climate is extreme, as during the Ice Age, or as it is today.”

SUN’S ACTIVITY INFLUENCES NATURAL CLIMATE CHANGE

Qualquer pessoa com bom-senso é de opinião que se deve ter uma alimentação saudável que não dispense, por exemplo, alguma proteína animal. Repito: alguma. Mas quando o António Piedade escreve isto, não se trata de lapsus calami: em vez disso, é flatus vocis.

O que é espantoso é que, depois do escândalo do FCC (United Nations Framework Convention on Climate Change), em que “cientistas” ingleses inventaram dados e adulteraram outros para “provar” que existe um Aquecimento Global antropogénico, ainda existam idiotas como o António Piedade que seguem a cartilha de Malthus que se demonstrou não ter fundamento científico sólido.

Quarta-feira, 3 Setembro 2014

As pessoas idosas e os reformados devem ter cuidado com os assaltos!

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 6:11 pm

 

Tenha cuidado com os ladrões! Ande armado, se possível. Se não tem arma, veja bem em quem vota nas próximas eleições.

Sábado, 30 Agosto 2014

No próximo ano, a moda pode ser meter a cabeça numa fossa séptica

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 10:30 am

 

“Pode ser que, para o ano, a moda seja meter a cabeça numa fossa séptica, a favor da cura do Ébola.”José Pacheco Pereira

 

balde agua fria

Quarta-feira, 27 Agosto 2014

Saudade de Deus…

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 5:17 pm

 

Segunda-feira, 25 Agosto 2014

Quando ela escreve, fico com os cabelos em pé

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — orlando braga @ 8:09 pm
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Quando leio qualquer texto dela — mesmo na área da economia —, entro em dissonância cognitiva: não sei se hei-de escrever algum comentário sobre o que ela escreve, ou se faço de conta que não li.

Diz-se jihadista como se isso fosse um clube de futebol, uma profissão, uma religião, um clube privado. Em nome dessa pertença a um clube mata. Para ser um deles, para provar que pertence à seita, que pertence aos bons, que pertence aos superiores. É um perigo este tipo de pensamento e um engano, claro. Nem as ideias que achamos que são nossas o são verdadeiramente. And, you know, there is no such thing as society. There are individual men and women, and there are families. A inteligência é fundamental para não se deixar seduzir por estas ideias colectivas. Pelos estereotipos. Não existem, são meras simplificações mentais.

(…)

Todas as pessoas com ódios irracionais a povos, grupos, culturas, religiões, classes são potenciais terroristas. Porque odeiam tanto e têm esse ódio de pele que levado ao extremo de uma alucinação colectiva (agregados em grupo) poderia perfeitamente levar a barbáries.”

O ódio é uma emoção e, por isso, é irracional. Dizer que o “ódio é irracional” é a mesma coisa que dizer “subir para cima”, ou “descer para baixo”. Confundir emoção, por um lado, e paixão, por outro lado, é um erro. A paixão é pensada. Pode-se chegar ao fideísmo através de um processo racional e, neste caso, a paixão toma conta do ser humano, coarctando-lhe a vontade.

Ela ainda não percebeu que o integrismo islâmico não é apenas uma forma de fideísmo : também é uma ideologia política — a “lógica de uma ideia”, parafraseando Hannah Arendt.

Finalmente, faz falta que ela leia Fernando Pessoa: existe o indivíduo, a família do indivíduo, e a nação — e neste sentido existe a sociedade. Reduzir a realidade humana ao indivíduo, é supôr uma inteligibilidade do individuo dissociada do domínio social — o que é um “absurdo absurdo”, ou uma “ignorância irracional”; por isso é que eu estive quase para fazer de conta que não li o que ela escreveu.

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