perspectivas

Quarta-feira, 19 Novembro 2014

A mentalidade argentina do João Miguel Tavares

 

Um catalão disse-me, um dia, que não gostava dos argentinos porque estes eram muito convencidos da sua putativa superioridade em relação a tudo e a todos.

Em Portugal também temos “argentinos”, nomeadamente aqueles que descendem do Alentejo profundo, cuja ascendência comeu o pão que o diabo amassou — e que hoje fazem parte da alta roda lisboeta apaparicada pelos me®dia politicamente correctos, convencidos da sua superioridade argentina e terceiro-mundista. É o caso do João Miguel Tavares.

O argentino João Miguel Tavares não raciocina: não adianta dizer-lhe que os Vistos Gold existem nos Estados Unidos, Austrália, Reino Unido, França, Alemanha, Canadá, etc., porque o João Miguel Tavares pensa como um argentino de Évora. E pior do que um argentino propriamente dito é um argentino da pasmaceira, embora radicado em Lisboa.

Se as notas de 10 Euros fossem falsificáveis, o argentino João Miguel Tavares defenderia que se retirassem as notas de circulação e não se substituíssem por outras. E fala de cátedra argentina. O problema do argentino João Miguel Tavares não é a possibilidade de falsificação das notas de 10 Euros: é a própria existência das notas que o preocupa. E os “burros” são os outros.

Segunda-feira, 17 Novembro 2014

Beatriz Gimeno (do partido espanhol “Podemos”) e a falácia do Verdadeiro Escocês

 

“En las últimas semanas leo muchos comentarios en las redes sociales asegurando que Podemos no es feminista o que no hay feministas en este partido. Siento decir que estas críticas desacreditan como feminista a quien las hace.”

Beatriz Gimeno

A falácia do Verdadeiro Escocês no discurso político espanhol:

“Existem feministas no PSOE;
Acontece que há feministas no PSOE que criticam as feministas do Podemos;
Ora porra!, estas não são feministas de verdade!”

Domingo, 16 Novembro 2014

Afinal, havia outro Karl Marx

 

É conhecida a teoria segundo a qual Nietzsche não teve culpa do nazismo; mas a verdade é que as ideias têm consequências. De modo semelhante, é recorrente dizer-se que Karl Marx não teve culpa do estalinismo. A Raquel Varela, tentando branquear Karl Marx, escreve o seguinte:

“Cada empresa é rigorosamente controlada e protegida pelo seu Estado, se necessário, com exércitos na frente.”

O que se pode entender desta frase no contexto— porque a Raquel Varela tem um discurso “dispersivo”, em que as ligações entre conceitos são “aligeiradas” —, é que Karl Marx nunca dissociou o Estado, por um lado, das corporações (por exemplo, as empresas), por outro lado; e que Karl Marx “nunca quis dizer que o poder dos Estados se tinha diluído num qualquer poder multinacional”.


Na sua “Crítica da Filosofia Hegeliana do Direito Público” (1843), Karl Marx concebe o Estado como uma figura de uma abstracção necessária cuja função é sancionar, do ponto de vista do interesse universal, os resultados das lutas de interesses particulares que definem o mecanismo de funcionamento da sociedade civil. As corporações (por exemplo, as empresas), são consideradas por Karl Marx como “compromissos equívocos” (sic). O Estado é separado — por Karl Marx — das condições da sua existência real e concebido como um sujeito imaginário (Hayek não diria melhor!).

Em um artigo escrito em 1842 no jornal Reinische Zeitung, Karl Marx chegou mesmo a defender o sufrágio universal da democracia liberal. Este era um Karl Marx que poderia perfeitamente fazer parte do Partido Social Democrata de Passos Coelho. E, com um pouco de paciência, ainda vamos ver a Raquel Varela como ministra de um governo de António Costa.

Sábado, 15 Novembro 2014

Angela Merkel dá muita importância aos banhos

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 9:22 pm
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No dia 9 de Novembro de 1989 — o dia em que o muro de Berlim caiu —, Angela Merkel, que vivia na Alemanha de Leste, passou a tarde na sauna.

Angela Merkel dá muita importância os banhos

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Quinta-feira, 13 Novembro 2014

A velha Teoria Crítica e o delírio interpretativo da Raquel Varela

 

“Nesta desordem destrutiva há uma ostracização das ciências fundamentais – burlesca. A separação entre ciência fundamental e aplicada, ou entre ciências sociais e exactas é fictícia, e do ponto de vista produtivo, regressiva.”

Raquel Varela

Nota: apliquei as vírgulas à citação, que não existiam no texto original. A Raquel Varela escreve “à moda” de José Saramago.


A Raquel Varela aproveitou-se de uma frase solta de Angela Merkel para, baseando-se nessa frase, retirar dela conclusões abusivas e inusitadas. E o Carlos Fiolhais  caiu na esparrela. Ou, como dizia o reaccionário Nicolás Gómez Dávila, “a Esquerda acertou no diagnóstico mas errou na receita”. Ou ainda, como dizia o poeta Aleixo: “para a mentira ser segura, e atingir profundidade, tem que trazer à mistura qualquer coisa de verdade”.

Eu estou perfeitamente à vontade para criticar a Raquel Varela neste caso, porque não simpatizo minimamente com Angela Merkel e porque há anos que falo aqui do conceito de “sinificação”. Parece que a “elite” só agora acordou para o problema.

É verdade que o mundo não é perfeito; mas também é verdade que é impossível construir um mundo perfeito — ou um “mundo melhor”, no sentido da utopia que retira ao Homem a sua própria humanidade.

O que um ser racional pode fazer é tentar atenuar as consequências negativas dos problemas do mundo; mas o que é irracional, ou mesmo um insulto à nossa inteligência colectiva, é que uma auto-intitulada plêiade de iluminados se arrogue no direito de reclamar para si a correcção dos problemas do mundo mediante a absolutização de uma ideologia política que a História já demonstrou que os agrava.

teorica criticaA estratégia retórica da Raquel Varela passa pela velha Teoria Crítica da Escola de Frankfurt: critica tudo e todos. Criticar, criticar, criticar! As soluções da Raquel Varela para o tal “mundo imperfeito” estão escondidas (Audiatur Et Altera Pars) porque são inconfessáveis: o povo fugiria a sete pés, se ela confessasse. Mas culpa não é dela: a culpa é de quem a alcandorou ao “escol” (incluindo o Carlos Fiolhais ).

Ao contrário do que defende a Raquel Varela mediante a picaretagem da Teoria Crítica — e também o “papa Francisco” e o Frei Bento Domingues, por exemplo —, os problemas da humanidade não podem ser abordados apenas a partir das “periferias”: pelo contrário, terá que haver uma abordagem holista, que tenha em atenção o Todo. Não é possível conceber a periferia sem ter em consideração o centro; mas um facto tão evidente e básico como este parece não perpassar pelas mentes das “elites” que temos.

Por fim, a citação da Raquel Varela em epígrafe. A citação revela (não só, mas também) o delírio interpretativo da Raquel Varela — uma doença mental.

Em qualquer ciência, há os cientistas-técnicos, e os cientistas propriamente ditos (os teóricos); portanto, existe de facto, na ciência, uma distinção entre ciência teórica (ou “fundamental”, como ela diz), por um lado, e a ciência aplicada, por outro  lado.

Ademais, quem diz que não existe qualquer diferença entre ciências sociais e ciências da natureza (ou exactas, que inclui o formalismo da matemática), ou é pessoa estúpida ou é doente mental. Mas o Carlos Fiolhais  citou-a!

Só uma pessoa que padece de uma doença mental irreversível pode, ainda hoje, ter uma visão cartesiana do ser humano, a ponto de não o distinguir de um qualquer outro objecto de investigação científica. Por isso é que chegamos ao ponto a que chegamos: perante a voragem do neoliberalismo, as soluções apresentadas pelos “progressistas do mundo melhor” são as que constam da decrepitude do niilismo e da estupidez da Teoria Crítica.

¿O jornalista Filipe Alves tem cornos?!

Filed under: A vida custa,me®dia — O. Braga @ 11:32 am
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cornosParece que o marido da ministra das Finanças, António Albuquerque, escreveu um SMS ao jornalista Filipe Alves dizendo que eventualmente lhe “ia aos cornos”.

Das duas, uma: ou o jornalista Filipe Alves tem cornos, ou não.

Se o Filipe Alves não tem cornos, não teria que ficar preocupado com aquilo que o António Albuquerque escreveu. Mas se o jornalista Filipe Alves se apressou a fazer queixinha ao Ministério Público, é por que naturalmente pensa que os tem, e teme, por isso, pela integridade física dos seus (dele) putativos cornos.

Ora, eu acho que a auto-estima do jornalista Filipe Alves anda muito em baixo, porque toda a gente sabe que os cornos não fazem parte da anatomia do homo sapiens. Mesmo que o Filipe Alves seja chifrudo (o que acontece a muita boa gente), isso não significa que ele tenha que interpretar literalmente a sua situação existencial.

Quarta-feira, 12 Novembro 2014

A taxinha do Costa

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 8:34 pm
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O Vírus da Esquerda

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 1:39 pm

 

Um vírus que ataca o pessoal de esquerda.

Domingo, 9 Novembro 2014

Segundo Salazar, eu não sou português

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 12:31 pm
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Dado que a minha família, de pai e mãe, é oriunda do Minho, acontece que, segundo Salazar, eu não sou português.

O Carlos Fiolhais e a homeopatia

 

O Carlos Fiolhais e o David Marçal por um lado, e o Paulo Varela Gomes, por outro lado, andam de candeias às avessas por causa da homeopatia. Eu penso que todos radicalizam as suas posições.

cientismoDo ponto de vista da ciência positivista, e nomeadamente da bioquímica, a homeopatia não é credível. E aqui o Carlos Fiolhais e o David Marçal, têm razão. Se existe uma lógica na homeopatia, essa lógica não obedece aos princípios de nexo causal estritos e deterministas da ciência positivista. Ou seja, a homeopatia não permite que se façam estatísticas em relação a experiências do passado que permitam prever o futuro com uma grande percentagem de fiabilidade — que é o que a ciência positivista faz.

Mas, por outro lado, não podemos reduzir a realidade inteira à ciência positivista: quem faz isso é adepto do cientismo. Por exemplo, quando o David Marçal mete no mesmo saco a acupunctura e a homeopatia, revela um pensamento dogmático que valida absolutamente a ciência positivista.

Claramente, na homeopatia existe um factor de acção subjectiva da consciência da pessoa sobre a sua doença; e é isto que o positivismo não entende nem nunca entenderá. Assim como a maior fé que existe é a do cientista positivista porque é uma fé inconfessável, assim o doente que recorre à homeopatia fá-lo em um contexto de uma fé quasi-religiosa. São fés diferentes, mas não deixam por isso de ser fés.

Faz falta ao Carlos Fiolhais e ao David Marçal ler alguma coisa de Willard Van Orman Quine.

Sábado, 25 Outubro 2014

Desabafo de cão

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 1:12 pm

 

Dantes, a gente arranjava um cão, punha-lhe uma coleira com o nome e dava-lhe uma vacina da raiva, e estava feito. Hoje temos que pagar uma série de vacinas e mais reforços de vacinas, desparatizações mensais, mais a vacina da raiva, temos que lhe meter um chip subcutâneo, registar o cão na Junta de Freguesia…

Um dia destes, e por este andar, vai ser obrigatória a pulseira electrónica para cães delinquentes, vai haver uma mesa de voto para canídeos, vamos ter que descontar para o SNS sobre o cão que temos, e vai haver um imposto de circulação canina (estou a dar ideias a Passos Coelho).

No meio desta estória, não sei bem quem é o cão.

Quinta-feira, 23 Outubro 2014

A Raquel Varela vai aderir ao Partido Social Democrata de Pinto Balsemão

 

Pinto Balsemão disse um dia na SICn (eu ouvi e vi!) que “se Portugal tivesse metade da população que tem hoje, não teria problemas económicos”.

A comunista Raquel Varela escreveu o seguinte:

“No debate sobre a natalidade, argumentei que tenho dúvidas sobre a existência de um problema populacional em Portugal.”

Um dia destes vamos ver o Jerónimo de Sousa a participar em uma reunião do grupo de Bilderberg a convite de Pinto Balsemão.

E Raquel Varela vai lá estar como militante de Pinto Balsemão.

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