perspectivas

Sábado, 30 Agosto 2014

No próximo ano, a moda pode ser meter a cabeça numa fossa séptica

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 10:30 am

 

“Pode ser que, para o ano, a moda seja meter a cabeça numa fossa séptica, a favor da cura do Ébola.”José Pacheco Pereira

 

balde agua fria

Quarta-feira, 27 Agosto 2014

Saudade de Deus…

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 5:17 pm

 

Segunda-feira, 25 Agosto 2014

Quando ela escreve, fico com os cabelos em pé

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — orlando braga @ 8:09 pm
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Quando leio qualquer texto dela — mesmo na área da economia —, entro em dissonância cognitiva: não sei se hei-de escrever algum comentário sobre o que ela escreve, ou se faço de conta que não li.

Diz-se jihadista como se isso fosse um clube de futebol, uma profissão, uma religião, um clube privado. Em nome dessa pertença a um clube mata. Para ser um deles, para provar que pertence à seita, que pertence aos bons, que pertence aos superiores. É um perigo este tipo de pensamento e um engano, claro. Nem as ideias que achamos que são nossas o são verdadeiramente. And, you know, there is no such thing as society. There are individual men and women, and there are families. A inteligência é fundamental para não se deixar seduzir por estas ideias colectivas. Pelos estereotipos. Não existem, são meras simplificações mentais.

(…)

Todas as pessoas com ódios irracionais a povos, grupos, culturas, religiões, classes são potenciais terroristas. Porque odeiam tanto e têm esse ódio de pele que levado ao extremo de uma alucinação colectiva (agregados em grupo) poderia perfeitamente levar a barbáries.”

O ódio é uma emoção e, por isso, é irracional. Dizer que o “ódio é irracional” é a mesma coisa que dizer “subir para cima”, ou “descer para baixo”. Confundir emoção, por um lado, e paixão, por outro lado, é um erro. A paixão é pensada. Pode-se chegar ao fideísmo através de um processo racional e, neste caso, a paixão toma conta do ser humano, coarctando-lhe a vontade.

Ela ainda não percebeu que o integrismo islâmico não é apenas uma forma de fideísmo : também é uma ideologia política — a “lógica de uma ideia”, parafraseando Hannah Arendt.

Finalmente, faz falta que ela leia Fernando Pessoa: existe o indivíduo, a família do indivíduo, e a nação — e neste sentido existe a sociedade. Reduzir a realidade humana ao indivíduo, é supôr uma inteligibilidade do individuo dissociada do domínio social — o que é um “absurdo absurdo”, ou uma “ignorância irracional”; por isso é que eu estive quase para fazer de conta que não li o que ela escreveu.

Domingo, 24 Agosto 2014

Em África não há mosquitos, os “meets” destroem centros de controlo do Ébola, e a “polícia modelo” da Fernanda Câncio

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 4:59 pm

 

Os imigrantes clandestinos da África subsariana chegam à Sicília, são instalados em uma estrutura de acolhimento do Estado italiano; e depois dizem que a comida não é do seu gosto, reclamam que são obrigados a comer durante o dia em pleno Ramadão, e queixam-se que “os mosquitos incomodam muito”. Parece que em África não há mosquitos.


nao existe ebola

Entretanto, a União Europeia financiou um centro médico de controlo do Ébola em Monróvia, capital Libéria, dotando-o do equipamento necessário para atender ao fenómeno epidémico. Uma multidão organizou um “meet” e destruiu e pilhou o referido centro médico, gritando, “não existe Ébola!”. A polícia estava presente mas parece que não conseguiu (ou não quis) evitar a destruição do centro médico; é a “polícia modelo” da Fernanda Câncio.

Sábado, 23 Agosto 2014

O Pierrot Boaventura Sousa Santos

 

O Pierrot (ou Pierrô) é um indivíduo desfasado da realidade que andou atrás da Colombina, mas esta espetou-lhe um par de cornos e juntou-se ao Arlequim.

boaventura sousa santos webO Pierrot Boaventura começa por inventar um conceito auto-contraditório: o de “sionismo cristão”, como se o “sionismo” pudesse significar “anti-semitismo”. O Pierrot não se dá conta das suas contradições e depois lamenta-se da sua infelicidade. Para o Pierrot, uma palavra significa uma coisa e o seu contrário. Para o Pierrot, as palavras servem para ser manipuladas a seu bel-prazer, e por isso é que a Colombina, inteligente e sensível, fugiu para os braços do Arlequim.

Finalmente, o Pierrot escreve:

“A criação do Estado judaico de Israel configura um crime continuado cujos abismos mais desumanos se revelam nos dias de hoje. Declarada a sua extinção, os cidadãos do mundo propõem a criação na Palestina de um Estado secular, pluri-nacional e intercultural, onde judeus e palestinos possam viver pacifica e dignamente. A dignidade do mundo está hoje hipotecada à dignidade da convivência entre palestinos e judeus.”

A Turquia, a Indonésia, a Síria, e o Iraque de Sadham Hussein, foram Estados seculares à custa de um sistema ditatorial. A Indonésia ainda hoje é uma semi-ditadura. A Turquia adoptou a democracia e o resultado tem sido o abandono progressivo do Estado secular.

Ou seja, a realidade pura e dura, que o Pierrot Boaventura Sousa Santos ignora, é que o Estado secular é incompatível com uma sociedade de maioria islâmica, porque o Islamismo é um princípio de ordem política e tem a sua própria lei (Sharia).

O Pierrot Boaventura Sousa Santos não se deu conta das diferenças fundamentais entre o Islamismo e o Cristianismo, e por isso é que podemos afirmar que ele vive fora da realidade. E depois chora porque a Colombina foi-se embora; e como já ninguém lhe dá atenção em Portugal, foi chorar para o Brasil.

(via)

Sexta-feira, 22 Agosto 2014

O Poder da Coltura

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 9:52 am

 

Jorge Barreto Xavier

Quarta-feira, 20 Agosto 2014

A coisa está “braba”, no Brasil

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 8:57 am
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Terça-feira, 19 Agosto 2014

¿Quem é que fornece os dados para as estatísticas do Estado? É o Estado!

 

Para os neoliberais, o Estado é fiável quando lhes interessa: quando é conveniente, pode-se confiar no Estado; quando não é conveniente, o Estado é o diabo.

A coisa funciona assim: o Estado fornece estatísticas à OCDE; e depois essas estatísticas são utilizadas, pelos neoliberais assim como pelos marxistas (les bons esprits se rencontrent …) para a guerra ideológica. A diferença é que os marxistas são coerentes: não diabolizam o Estado.

(more…)

Domingo, 17 Agosto 2014

¿Onde é que José Gil tem razão, e onde não tem?

Filed under: A vida custa,cultura,Portugal — orlando braga @ 2:02 pm
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O filósofo José Gil escreveu um texto em 2012 com o título “O Roubo do Presente”. Podem lê-lo aqui em formato PDF, e depois voltem a este verbete. ¿Onde é que José Gil tem razão, e onde não tem?

presentismoDesde logo, e ao contrário do que José Gil defende, não nos foi “roubado o presente” na medida em que vivemos hoje em uma sociedade presentista. E o presentismo é uma mundividência que resulta directamente do utilitarismo: quando o que é importante é — quase exclusivamente — aquilo que é materialmente “útil” a cada “espírito do tempo”, as elites (e as pessoas, em geral) tornam-se “míopes” e as decisões são tomadas em função de um interesse imediatista, e por isso presentista.

A ilusão do “roubo do presente” advém do facto de vivermos em um “eterno presente”; mas este “eterno presente” é a condição do tipo de sociedade em que vivemos que fez a sua própria escolha através das elites que temos. É por intermédio e em função do “eterno presente”, que impera na nossa sociedade, que o passado e o futuro — estes sim! E aqui o José Gil tem razão! — nos foram roubados.

Portanto, não nos roubaram o presente. Acontece que esse presente se tornou absoluto e eterno (presentismo); esse presente eterno, imediatista e utilitário, atingiu um ponto de singularidade e transformou-se no próprio “buraco negro” a que se refere o José Gil. O “buraco negro” não é uma causa: antes, é uma consequência da singularidade presentista.

Assim, “o Poder não destrói o presente”: pelo contrário, o Poder absolutiza o presente de tal modo que o passado é esquecido e o futuro obnubilado.

Através do alastramento de uma cultura presentista, instala-se o conformismo na cultura antropológica, porque se aceita geralmente o princípio segundo o qual o presente eterno dos interesses imediatos inerentes ao “espírito do tempo” não oferece qualquer saída ou alternativa à situação do presente eternamente vivido. Vivemos encurralados em um eterno presente marcado pela primazia do cálculo imediatista de interesses que rege os valores da sociedade.

A “política de austeridade obsessiva do governo” é um produto dessa mundividência presentista: como o futuro está totalmente fechado em função de um eterno presente — e o futuro é considerado pelas elites, ou como absolutamente impenetrável, ou encarado segundo uma metafísica da indecisão —, segue-se que o bem comum é sacrificado no altar daquilo que é considerado “útil” do ponto de vista presentista e imediatista. Se o presente é tudo o que existe, não podem haver soluções de futuro; e segue-se, então, que é apenas e só dentro desse eterno presente que os problemas têm que ser resolvidos.

“Actualmente, as pessoas escondem-se, exilam-se, desaparecem enquanto seres sociais” — não porque lhes tenham “roubado o presente”, mas porque vivem — ou seja, têm a sensação de viver — em um eterno presente. O tempo subjectivo passou a ser eternamente presente. A “atomização da população”, de que fala José Gil, é produto da perversidade do presentismo: há que escolher: ou o presente sempiterno, ou o caos — é o maniqueísmo inculcado na nossa cultura actual: façam o favor de escolher…!

O eterno presente é um limbo; é uma espécie de “purgatório” escolhido por livre-arbítrio; não é uma necessidade nem uma contingência: é uma escolha. Só vive no eterno pressente quem quer, em função de uma cobardia adquirida, ou por influência de um mimetismo cultural. Caberia às elites contrariar este presentismo, mas acontece que é nas elites que se encontra o problema da promulgação do eterno presente.

Em uma cultura de “eterno presente”, não é possível sonhar — porque o sonho é, por natureza, imanente: apela ao futuro e baseia-se no passado.

Escreve o José Gil que “não há tempo (real e mental) para o convívio”. Seria como se um náufrago pensasse que “não há água no vasto oceano”, quando a água é quase tudo aquilo que existe em seu redor.

O que não há, de facto, é o “convívio”, porque se o presente é eterno, deixa de existir a diferença entre o tempo profano — aquele que reservamos para a sociedade — e o tempo sagrado — aquele que reservamos para nós próprios. O eterno presente não permite qualquer diferenciação no tempo subjectivo, e transforma o sujeito em uma espécie de náufrago delirante que perdeu a noção da situação em que se encontra.

José Gil está enganado! Não nos roubaram o presente: tornámos o presente absoluto, e ao fazê-lo, deixamos de ter a noção do que é o presente porque não podemos compará-lo com mais nada — porque o ser humano só conhece mediante os contrastes do espaço e do tempo.

Nicolas Sarkozy e Dominique Strauss-Kahn discutem a política nua e crua

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — orlando braga @ 8:03 am
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“Nicolas Sarkozy et Dominique Strauss-Kahn ont été aperçus ce samedi sur une plage naturiste de la côté d’Azur. Selon un vendeur de glaces de la plage, ils discutaient de la création d’un parti de centre droit dont ils prendraient la tête.”

Sarkozy et DSK préparent leur retour en politique

dsk-sarlozy
Nicolas Sarkozy e Dominique Strauss-Kahn encontram-se para discutir, nu e cru, a criação de um novo partido de centro-direita em pelota e despido de preconceitos.

Sábado, 16 Agosto 2014

“Pelo cu; políticas anais” em nome do progresso

 

Existe um partido político espanhol semelhante ao Bloco de Esquerda que dá pelo nome de “Podemos”. Uma das activistas mais notórias do referido partido, Beatriz Gimeno, escreve o seguinte no seu blogue:

“Me gustaría contribuir a problematizar la siguiente cuestión: dado el profundo simbolismo asociado al poder y a la masculinidad que tiene en la cultura patriarcal la penetración (a las mujeres), ¿qué podría cambiar, que importancia cultural tendría una redistribución igualitaria de todas las prácticas, de todos los placeres, de todos los roles sexuales, incluida la penetración anal de mujeres a hombres?”

Ela está a falar a sério! Isto não é para rir!

“Me interesa mucho el culo masculino como lugar de la vergüenza y como espacio altamente simbólico donde se concentra la pasividad entendida como feminización (degradante) y como lugar de placer inasumible para los hombres heterosexuales.

La penetración anal o vaginal tiene importantes significados simbólicos en torno a los cuales se concentra una parte importantísima del discurso sexual patriarcal especialmente en lo que hace referencia a la feminidad/pasividad (impotencia) y masculinidad/actividad (agencia, potencia) Y, sin embargo, el ano es una de las principales zonas erógenas para hombres y mujeres, pero especialmente para los hombres.

Estoy convencida, cada vez más, que para que se produzca un verdadero cambio cultural tienen que cambiar también las prácticas sexuales hegemónicas y heteronormativas y que sin ese cambio, que afecta a lo simbólico y a la construcción de las subjetividades, no se producirá un verdadero cambio social que iguale a hombres y mujeres.”

Ou seja, para as feministas e para os progressistas, a sexualidade feminina é equivalente ao sexo gay. E por isso, tomar no cu deve tornar-se obrigatório, para que os homens e mulheres sejam iguais.

Sexta-feira, 15 Agosto 2014

Roger Scruton: “A ciência não pode explicar tudo”

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 5:04 pm
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Aconselho a leitura deste artigo de Roger Scruton no jornal britânico “The Guardian”.

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