perspectivas

Sábado, 19 Abril 2014

¿A Suíça é um Estado socialista?!

 

nacionalismo webNa Suíça, vai acontecer brevemente um referendo para aprovar um salário mínimo nacional 25 Euros / hora. A julgar pela ideologia neoliberal de Passos Coelho e, por exemplo, dos blogues Corta-fitas ou do Blasfémias, a Suíça é um país socialista!.

Há um fenómeno social e político que os “liberais” de pacotilha da nossa praça não compreendem: o nacionalismo.

A Suíça é nacionalista, e por isso é que restringe a imigração, controla as importações, faz aumentar a influência da classe média na economia, e mantém assim a coesão social. Aliás, o que nos valeu, nesta crise económica, foi o nacionalismo que é intrínseco ao povo português, e à revelia dos estúpidos que controlam este país.

Para a “tropa” do PSD do Pernalonga, falar-lhes em “nacionalismo” é como tentar explicar a um analfabeto o que é um soneto decassilábico.

Terça-feira, 15 Abril 2014

É preciso ter cuidado com as palavras que utilizamos

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 6:22 pm
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“Desmistificação” — ou o verbo desmistificar — é uma palavra inventada por Karl Marx e adoptada pelos marxistas, em geral. Portanto, não é suposto que seja utilizada em um blogue que defenda a tradição monárquica.

A reacção ao absurdo

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 7:34 am

 

Lembro-me quando, adolescente, li o livro do Albert Camus “O Estrangeiro”: à medida que me ia entranhando na leitura, ia “sentindo” uma estranha ambiência à minha volta, como se o ambiente absurdo em que viviam as personagens do livro “saísse” do romance e impregnasse o mundo real.

O resultado desta hipostasia é uma espécie de vivência real do absurdo por osmose psicológica, que tende a paralisar a acção mental do leitor. Colocados face à evidência do absurdo — em que este se torna nítido — , tendemos ao entorpecimento da mente; mas esse entorpecimento, que é consciente, só acontece com quem identifica claramente as situações de absurdo: para os personagens do livro de Camus, é suposto que vivessem em um absurdo inconsciente.

A vida tem sempre alguma coisa de absurdo, e é (também) por isso é que procuramos uma certa lógica das coisas, uma ordem que se intui ou que se demonstra.

Porém, nos últimos tempos vivemos em um ambiente absurdo que parece tomar conta da vida real (social, cultural, política), excluindo-se qualquer possibilidade de verificação lógica que contrabalance ou compense o coeficiente de absurdidade natural ao mundo. Parece que um mundo irreal de um livro de Camus “saltou” para fora do romance e assumiu vida própria num mundo que deveria ser real; e que os personagens do romance de Camus animam agora o mundo, inadvertidamente inconscientes da absurdidade em que eles próprios vivem.

Perante um absurdo avassalador, sentimos uma certa impotência.

É essa impotência que tende a entorpecer o espírito consciente — porque o espírito inconsciente já está entorpecido por sua própria natureza. Cabe, contudo, ao espírito consciente, o reagir; e por isso é que ele se transforma em um “reaccionário”: é aquele que reage, que não se deixa levar pelo absurdo de uma qualquer narrativa novelesca que tende a envolver o mundo real; que se recusa a aceitar o entorpecimento do espírito induzido pela lógica do absurdo — porque o absurdo tem a sua própria lógica: aquela que se nega a si própria.

Quarta-feira, 2 Abril 2014

Palestra do Professor Doutor Menezes Cordeiro sobre a co-adopção de crianças por pares de invertidos

 

Terça-feira, 1 Abril 2014

1 de Abril de 2014

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 8:26 am

في ” زيادة الضرائب الضخمة ” التي أطلقتها فيتور غاسبار جعل 2013 العام أن عبء الضريبة كان أعلى في البرتغال منذ عام 1977 على الأقل ، وهي السنة التي كان من الممكن العثور على بيانات قابلة للمقارنة.

يتم قياس العبء الضريبي من وزن ما في الناتج المحلي الإجمالي البرتغالية ( الأسر والشركات ) تدفع في الضرائب و المساهمات الاجتماعية . الأرقام الصادرة يوم الاثنين عن مكتب الاحصاءات الوطنية تبين أن مجموع الإيرادات الضريبية و إيرادات الاشتراكات من قبل الإدارات العامة التي تحققت في عام 2013 بلغت 62230 مليون يورو ، أي ما يعادل 37.6 ٪ من الناتج المحلي الإجمالي .vitor gaspar web

تمثل هذه النتيجة بزيادة قدرها 3.1 نقطة مئوية من الناتج المحلي الإجمالي مقارنة مع عام 2012، و تجاوز الحد الأقصى السابق في العبء الضريبي الذي تم التوصل إليه في عام 2011، مع 35.9 ٪ .

إلى نتيجة عام 2013 ، كما ساهم بشكل حاسم الضرائب و المساهمات الاجتماعية التي تم جمعها في إطار تسوية الديون الضريبية و برنامج المساهمة التي أطلقتها الحكومة. هذا العفو الضريبي تأمين مبلغ إضافي 280 مليون 1 €. ومع ذلك ، حتى مع أخذ هذه المعادلة قيمة 2013 ستكون سنة من العقود الأربعة الماضية ، مع ارتفاع العبء الضريبي .

وقد تم زيادة الضرائب في عام 2013 أساسا عن طريق تفاقم معدلات مصلحة الضرائب المدعومة من قبل البرتغاليين . أنشأت التنفيذي إضافي و إجراء تغيير من الأعمار التي أدت أيضا إلى زيادة الإيرادات.

يبقى العبء الضريبي البرتغالية ، ومع ذلك، أقل من المتوسط ​​في الاتحاد الأوروبي ، وفقا لتقديرات المفوضية الأوروبية ، وكان 42.3 ٪ في عام 2013 .

في وقت واحد ، في عام 2013 ، كان هناك زيادة في الوزن من الإنفاق العام في الناتج المحلي الإجمالي. كان هذا العام أن الحكومة اضطرت المحكمة الدستورية لإعادة الإعانات التي قد أزال في عام 2012 ل موظفي القطاع العام والمتقاعدين . وقد ساهم هذا بشكل كبير في زيادة الإنفاق العام من 407 مليون يورو 2 في العام الماضي، وهي أول زيادة منذ عام 2010.

العبء الضريبي يصل إلى أعلى قيمة العقود الأربعة الماضية

Domingo, 30 Março 2014

Cada um “puxa a brasa à sua sardinha”

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 8:45 pm
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A lengalenga deste verbete — assim como a lengalenga de certos livros publicados — pode ser interpretada de várias formas porque a escrita é propositadamente ambivalente. Quando a crise aperta, “eu quero ganhar mais dinheiro, e os outros que se lixem”; e por isso, aconselho a mudança e critico o status quo utilizando até argumentos racionais: é certo que um professor universitário deve ganhar mais dinheiro do que um professor primário. ¿E não ganha?! Claro que ganha! (mas não é suficiente!). O que incomoda certos professores universitários é estarem metidos no mesmo saco da “ralé” a que se chamam paternalisticamente “cabouqueiros” do Ensino.

¿É verdade que os sindicatos dos professores — os tais “sacos comuns” — estão enfeudados à esquerda marxista? É verdade! ¿E qual é a alternativa que a sociedade oferece, aos professores, para se libertarem desse enfeudamento? É a precariedade generalizada imposta pelo “Estado mínimo” e independentemente da competência (o que interessa ao Estado é a burocracia), ou “Estado exíguo”, segundo o termo de Adriano Moreira.

E é neste contexto do “salve-se quem puder, que se lixem os sindicatos, eu quero a Ordem dos Professores”: é hora de nos distanciarmos da ralé, porque os recursos são poucos e há que mostrar os galões que justificam que os outros — os cabotinos — se dediquem e se reduzam ao seu (deles) cavoucar.

O pícaro Pedro Bringe do Amaral

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — orlando braga @ 10:05 am
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Para este professor do Politécnico de Coimbra, a atribuição de vistos “gold” não vai resolver o problema da bolha imobiliária em Portugal porque só “contam para o segmento de luxo”.

Diz mesmo que o programa de Autorização de Residência para Actividade de Investimento é “obsceno e pornográfico”. “São uma espécie de prostituição do país. Acho verdadeiramente obsceno que um desgraçado que venha numa jangada a atravessar o Estreito de Gibraltar seja recebido a tiro e não tenha onde cair morto e um desgraçado que venha do mesmo país, mas no qual se tenha locupletado com a corrupção, consiga comprar uma casa de luxo aqui, um visto e, passados uns anos, a nacionalidade.”

Pedro Bringe do Amaral diz que programa de vistos “gold” é “obsceno e pornográfico”.

Eu não sei quem é o Bringe do Amaral, mas saiu a notícia na Rádio Renascença.

Por um lado, ele faz um juízo universal: ou seja, parte do princípio de que toda ou quase toda a gente estrangeira que entra com dinheiro para investir em Portugal, é gente corrupta. O princípio do Bringe é simples: “¿Tens dinheiro? És corrupto!”

Mas, por outro lado, ficamos sem saber como é que ele resolve o problema da falta de investimento em Portugal. O que pode parecer é que ele (o Bringe do Amaral) acha que quanto pior, melhor: é a política de Esquerda da “terra queimada”. Esta forma de pensar (a do Bringe do Amaral) é obscena e pornográfica, porque pretende a destruição de Portugal. Ele não apresenta soluções: antes, é uma picareta falante obscena e pornográfica, um pícaro actual.

Quarta-feira, 26 Março 2014

A “Direita Américo Thomaz” e o Audi A4

 

Um Audi A4 custa cerca de 39.000 Euros (cerca de 8 mil contos, em Escudos). Ou seja, são 80 salários mínimos nacionais: são precisos 80 meses de salário mínimo nacional (6 anos e 6 meses), sem comer nem beber (entre outras coisas), para se poder comprar um Audi A4.

Mas, para a “Direita Américo Thomaz” , um Audi A4 não é um automóvel de “topo de gama”.

O Banco de Portugal diz que a economia tende a melhorar

Filed under: A vida custa,economia,Esta gente vota,Política,Portugal — orlando braga @ 4:39 pm

 

banco de portugal e as eleições

Até às eleições, a situação da economia portuguesa tende a melhorar.

No dia anterior às eleições, é provável que o Banco de Portugal venha anunciar a previsão de 10% de crescimento económico para 2014, 55,89 % de crescimento para 2015, e 178,50 % de crescimento económico para 2016. Mas só até às eleições: depois, “o mundo mudou”.

Já agora: ¿para que serve o Banco de Portugal com Portugal dentro do Euro?

Domingo, 23 Março 2014

Não acredito em bruxas… mas parece que elas existem

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 2:19 pm

 

São estas coincidências que estão na base das teorias da conspiração: quatro chineses que iam a bordo do vôo MH370 eram proprietários de uma nova patente multi-milionária de um novo tipo de semicondutores. O outro proprietário da patente é o multimilionário britânico Jacob Rothschild que, depois da morte dos quatro chineses que iam a bordo do avião desaparecido, será o único proprietário da referida patente.

É caso para dizer: Yo no creo en brujas; pero que las hay, ¡ las hay!

Quarta-feira, 19 Março 2014

Couves de Bruxelas, só estufadas

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 2:56 pm

 

Estou de acordo.

O Diabo e a dívida pública

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 2:18 pm

 

O semanário “O Diabo” (que eu compro no quiosque da estação das Devesas) tem um defeito que é comum a toda a Direita: se, por exemplo, o Partido Comunista vier a terreiro afirmar que 1 + 1 = 2, O Diabo diz logo que “essa afirmação é falsa”; não passa pela cabeça aos editores d’ O Diabo — como acontece em quase toda a “direita” politicamente correcta — que o Partido Comunista possa ter razão embora por motivos errados.

o diabo web

cobrador do fraque webO que O Diabo vem dizer é que pessoas como Bagão Félix, Manuela Ferreira Leite e Adriano Moreira, são estúpidos. Para O Diabo, inteligentes são gente como o João Miranda, do blogue Blasfémias, ou o próprio Passos Coelho.

Dizer que 130 mil milhões de Euros (130 biliões) da dívida pública portuguesa são detidos por “entidades portuguesas”, é dos maiores sofismas do consulado de Passos Coelho — a que o semanário O Diabo adere.

Não existe uma compartimentação estanque entre a dívida detida por “entidades portuguesas”, por um lado, e a dívida detida por “entidades estrangeiras”, por outro lado. Muita da dívida detida por “entidades” portuguesas são dívidas detidas pelo “cobrador do fraque”.

É claro que qualquer reestruturação (o que não significa “não pagar!”) da dívida terá sempre que envolver negociações simultâneas com as “entidades” portuguesas e estrangeiras. Fazer crer ao povo que as “entidades” portuguesas detentoras da dívida pública — porque é disto que estamos a falar — estão totalmente desligadas das “entidades” internacionais, é um sofisma.

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