perspectivas

Domingo, 28 Setembro 2014

Eu não me revejo como ser humano. Não quero ser uma pessoa. Também tenho direitos.

 

“A identidade de Kelsey é “não binária”. Ou “sem género”. É com isso que se sente confortável, apesar de saber que o mundo insiste de mil e uma maneiras que tem de se decidir. Como, por exemplo, fazer um perfil para o OkCupid, que as amigas insistem que faça neste site de encontros amorosos. Mas, mal Kelsey abriu a homepage, colocou-se-lhe imediatamente um problema: “Sou [homem/mulher].” Em qual dos quadradinhos devemos pôr uma cruzinha quando não pertencemos nem a um nem a outro? Como é que nos orientamos num mundo que nos exige a integração num ou noutro género, masculino ou feminino, mas onde nos sentimos bem não é em nenhum deles?”

Não quer ser “ela”. Não quer ser “ele”. Só quer ser uma pessoa



À semelhança do que se passa com Kelsey, a minha identidade é a de não ter identidade. Mas tenho o direito a não ter identidade.

O mundo insiste que eu seja um “ser humano”, mas eu sou “sem espécie”: não tenho qualquer identidade senão a identidade de não ter identidade, por um lado, e por outro lado sinto que não pertenço a nenhuma espécie biológica. Ora, eu tenho o direito a sentir seja o que for…!

Eu e Kelsey não somos malucos: em vez disso, é o mundo inteiro que é maluco.

Eu acho que deveriam existir 7 mil milhões de conceitos de “género” — tantos quanto a população do planeta. Cada ser humano (excepto eu, que não me considero ser humano) é um “género”. Se o conceito de “género” é uma categoria, é uma contradição em termos.

Categorizar as pessoas é irracional; Aristóteles e Kant estavam errados; por isso, dou os parabéns ao pasquim Público pela sua racionalidade.

Temos que acrescentar aos “géneros”, aos “sem género”, aos “não-binários”, aos “transgéneros”, etc., os “não-seres-humanos” como eu. Se eu me sinto “não-ser-humano”, também tenho o direito à minha identidade.

Assim como Kelsey “navega nos limites do género usando um laço e leggings Forever 21”, também eu navego nos limites da humanidade usando cuecas e cabelo curto. E tal como Kelsey não quer ser tratada por “ela”, eu não quero ser tratado por “pessoa” ou por “indivíduo”: antes, quero ser tratado por “Strogonoff” que é um composto amorfo e sem identidade (se exceptuarmos a identidade do Strogonoff).

Um dia destes vou pedir uma entrevista ao pasquim Público para lhes expor a minha identidade não identitária.

Sábado, 27 Setembro 2014

Os Gulag nunca existiram

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — orlando braga @ 5:51 pm
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A estalinista Raquel Varela critica os campos de concentração nazis.

O socialista François Hollande vai decretar que os gays passem a ter filhos pelo ânus

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — orlando braga @ 4:33 am
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gay gravidoA lei francesa da fertilização “in vitro” (inseminação artificial) só abrange casais em que um dos membros seja infértil. Por exemplo, um homem casado e infértil pode recorrer à inseminação artificial da sua esposa por intermédio de um banco de esperma. Para que um dos membros seja declarado infértil é necessário um atestado médico.

O Supremo Tribunal de Justiça de França prepara-se para legalizar a fertilização ”in vitro” de pares de lésbicas, alegando “não-discriminação”: uma vez que uma das lésbicas, ou mesmo as duas lésbicas “casadas”, podem engravidar, entende o Supremo Tribunal de Justiça francês que seria uma discriminação não legalizar a fertilização “in vitro” para pares de lésbicas “casadas”.

Porém, os gays franceses não podem legalmente engravidar (até agora, porque a situação vai mudar); e isto significa que os pares de gays são discriminados em relação aos pares de lésbicas — o que é considerado inadmissível por François Hollande.

Por isso, por decreto presidencial, o socialista François Hollande vai alterar a situação de discriminação contra os gays: a partir de agora, os gays franceses ficam autorizados por lei a parir pelo cu.

Sexta-feira, 26 Setembro 2014

O Miguel Esteves Cardoso anda aluado

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 6:27 am
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Todos sabemos (ou devíamos saber) que a Lua influencia o movimento das marés; e que mentes mais sensíveis andam aluadas em períodos de Lua Cheia e/ou em Quarto Crescente. Mas o Miguel Esteves Cardoso diz que não. Aliás, esse foi o erro de Galileu, quando publicou a sua teoria das marés: tinha um preconceito negativo tão grande em relação à astrologia que se recusou a integrá-la na sua teoria. E obviamente que a teoria saiu errada.

Para o Miguel Esteves Cardoso, um qualquer electricista é perito em astrologia e tem uma autoridade de direito (e de facto) para abordar qualquer tema astrológico. Fernando Pessoa passou grande parte da sua vida a estudar astrologia, mas o Miguel Esteves Cardoso pensa que ele perdeu tempo: qualquer trolha pode ser perito em astrologia e arrotar pedaços de planetas.

Ou seja, segundo o Miguel Esteves Cardoso, Fernando Pessoa era estúpido e ignorante:

“A astrologia é ideal para pessoas estúpidas e ignorantes que querem passar por sábias. Aprende-se uma dúzia de estereótipos e fica-se equipado para a vida.”

Razão tem Olavo de Carvalho quando criou o conceito de “imbecil colectivo”: existe em Portugal uma elite composta por indivíduos que se dedicam a imbecilizar-se uns aos outros e, por tabela, imbecilizam a sociedade em geral.

Agora falemos a sério, porque o Miguel Esteves Cardoso é estúpido e ignorante.

1/ A astrologia não serve para fazer adivinhações e bruxarias. Só burros como o Miguel Esteves Cardoso e o electricista do bairro dele pensariam desta forma.

2/ A astrologia não prevê o futuro de uma pessoa. Isso só passaria pelas cabeças de um trolha e da do Miguel Esteves Cardoso.

3/ Para se fazer uma Casta Astral de Nascimento de uma criança, ela tem que ter já nascido. Só um marçano de aldeia e o Miguel Esteves Cardoso pensariam que seria possível fazer uma Carta Astral de uma criança antes de ela ter nascido.

4/ Uma Carta Astral de Nascimento de uma criança não define nem determina o futuro dessa criança. Só um Miguel Esteves Cardoso aluado poderia conceber essa ideia, na medida em que a nega.


A propósito: não se esqueçam que haverá um eclipse total da Lua a 8 de Outubro próximo às 11 horas e 54 minutos — o Miguel Esteves Cardoso não deve sair à rua nesse dia: um eclipse total da Lua poderá retirar-lhe qualquer capacidade de comunicação, dada a sensibilidade dele ao movimento das marés.

E haverá também um eclipse parcial do Sol no dia 23 de Outubro pelas 22:44 horas; mas como será de noite, só o electricista do Miguel Esteves Cardoso poderá vê-lo.

Quinta-feira, 25 Setembro 2014

Imbecil colectivo

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 11:38 am
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“O ‘imbecil colectivo’ é uma comunidade de pessoas de inteligência normal ou superior que se reúnem com o propósito de imbecilizar-se umas às outras”.

Olavo de Carvalho

Exemplos de “imbecil colectivo” : a Academia “coimbrinha”, a Assembleia da República, o blogue Rerum Natura.

Terça-feira, 23 Setembro 2014

Stephen Hawking e a entrevista ao jornal espanhol “El Mundo”

Filed under: A vida custa,Ciência — orlando braga @ 8:05 pm
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Não me queria referir a este assunto, porque o estado de saúde de Stephen Hawking merece misericórdia e respeito. Mas já que Carlos Fiolhais se referiu ao assunto, aqui vai.

Stephen-Hawking-a-secoO pensamento de Hawking é a negação do nexo causal, portanto, na prática, acientífico. A ideia de “um universo que se pode criar do Nada, por geração espontânea”, é acreditar num milagre. É evidente que existe aqui implícita a ideia de um “milagre”, e essa ideia de milagre (entendido em si mesmo) é de origem cristã (no caso de Hawking).

Quando Stephen Hawking fala em “mente de Deus” e “mente humana” (em inglês: “mind”, que significa também “espírito”), está a utilizar conceitos cristãos.

Por exemplo, um ateu propriamente dito e coerente, em vez de dizer à sua mulher “Amo-te de corpo e alma”, diria o seguinte: “Querida! A dopamina tomou conta do meu bolbo caudal raquidiano!”

Para um ateu não pode, em coerência, existir “mente” ou espírito”: antes existe uma caixa craniana com um montão de moléculas em constantes reacções químicas; também não pode existir “verdade”, porque o montão de moléculas em reacções químicas pode induzir tipos de verdades diferentes dependendo dos indivíduos. A minha química pode chegar a uma conclusão diferente da tua; por isso a verdade não existe e a ciência também não.

Há uma coisa que eu admiro em Stephen Hawking: tem uma vontade estóica. Qualquer pessoa na situação dele já tinha defendido a eutanásia. E essa qualidade de Stephen Hawking não pode ser escamoteada.

Por que não sou tradicionalista

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 10:04 am
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O tradicionalismo é um fenómeno cultural moderno. Em uma sociedade tradicional, ninguém pensa em tradicionalismo: “as coisas são como são e não poderiam ser de outra maneira”. O apelo à tradição, feita pelo tradicionalismo, revela já uma alienação em relação à tradição: ninguém apela para a necessidade de um status quo estando dentro dele.

Uma pessoa que vive a tradição não é um tradicionalista. Um tradicionalista vê a tradição do lado de fora, como se vêem os objectos de uma montra de uma loja do lado da rua. É preciso entrar na loja para ver a montra do lado de dentro, e aqui a perspectiva já é diferente, porque os objectos expostos na montra passam a fazer parte do nosso meio-ambiente.

Por isso, quem vive a tradição não diz de si mesmo que é “tradicionalista”, porque isso seria assumir uma redundância: seria como se eu dissesse que o meu nome é Orlando Orlando. Quando um “tradicionalista” diz que é “tradicionalista”, raciocina em um círculo vicioso. Por isso é que eu não sou tradicionalista; gosto de ver a tradição da parte de dentro.

Segunda-feira, 22 Setembro 2014

¿O que é um intelectual?

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 10:46 am

 

A palavra “intelectual” tem uma conotação marxista, mas reduzi-la a essa condição é um erro.

Talvez por isso é que José Gil diz que “já não há intelectuais”. Mas “intelectual” não é a mesma coisa que “intelectualismo”; e quando se confundem os dois conceitos, os intelectuais desaparecem de facto, como é óbvio. “Intelectualismo” ganhou um sentido pejorativo como uma tendência para uma especulação ideológica (racionalismo) sem aderência à realidade; ou seja, o intelectualismo opõe-se ao pragmatismo. Neste sentido de “intelectualismo”, hoje é politicamente incorrecto ser “intelectual”.


O problema é a definição de “intelectual”. Podemos encontrar uma definição de intelectual em um qualquer dicionário, mas trata-se apenas de uma definição nominal (por exemplo: “pessoa dada ao estudo; pessoa de grande cultura”), e não de uma definição real 1. Para uma definição real de “intelectual”, temos que partir de dados da experiência, ou seja, temos que partir da experiência que temos, ou da que constatamos de forma intersubjectiva, em relação a determinadas pessoas.

Podemos começar por laborar em uma definição negativa de “intelectual” (aquilo que um intelectual não é). Por exemplo, um burro carregado de livros não é um intelectual; uma “pessoa dada ao estudo” não é necessariamente um “intelectual” — porque bastaria decorar o dicionário inteiro para se ser “intelectual”.

De modo semelhante, nem toda a gente que trabalha em ciência é cientista propriamente dito: há os “cientistas trabalhadores” que, por exemplo, quando utilizam a equação de Schrödinger abstraem-se do que ela significa e apenas a utilizam de uma forma prática nos seus trabalhos. E depois há os “cientistas criadores”, ou propriamente ditos, que são os verdadeiros “intelectuais da ciência” (embora o intelectual não se reduza à área da ciência), em relação aos quais o sentido intuitivo da equação de Schrödinger está presente quando lidam com ela.

Portanto, chegamos a uma primeira característica do intelectual: a criação. Um intelectual é uma pessoa que cria algo, seja nas artes, seja na ciência, seja na filosofia, etc.. Um intelectual é um criador.


Mas um intelectual não é apenas um criativo, detentor de um “pensamento divergente”: também deve conciliar a criatividade com o “pensamento convergente” (a inteligência), e aqui está a grande dificuldade na classificação do “intelectual”. Ao pensamento divergente do criativo deve-se associar a capacidade crítica da inteligência que permite identificar e eliminar intuitivamente as ideias sem qualquer sentido real. Por isso é que o tradicional intelectual marxista não era de facto um intelectual; e por isso é que, em certo sentido, Julien Benda tinha alguma razão quando se referiu à “traição dos intelectuais” — porque de facto não o eram.

Portanto, um intelectual deve conciliar o pensamento divergente, por um lado, e o pensamento convergente, por outro lado; deve ser criativo mas com um apurado sentido crítico.


Chegamos apenas a uma aproximação de uma definição (uma noção) de “intelectual”, porque o “ser criativo” e o “apurado sentido crítico” pode ser relativizado pela subjectividade de quem faz um juízo de valor. Ou seja, pode haver quem considere, por exemplo, o Zézé Camarinha como sendo um intelectual: é criativo, é pragmático, e não é propriamente burro. Logo, segue-se que o Zézé Camarinha é um intelectual. ¿Será?

Ao Zézé Camarinha, para além da criatividade, do pragmatismo e da inteligência que ele possa ter, falta-lhe a cultura para ser intelectual — “cultura” aqui entendida como “cultura individual”, que difere de “cultura antropológica”, de “cultura popular” e de “cultura de classe”. A verdadeira cultura individual está aberta a todo o tipo de culturas — embora de forma crítica. O acriticismo é sinónimo de incultura.

Enfim, poderíamos definir o intelectual da seguinte maneira:

Um intelectual é um criador dotado de uma grande inteligência, de uma notável cultura individual caracterizada por um forte capacidade crítica, e de uma grande experiência de vida (é muito difícil encontrar um intelectual com 30 ou 40 anos de idade, por exemplo).

Alguns exemplos de intelectuais portugueses recentes: Agostinho da Silva, Eduardo Lourenço, Eduardo Prado Coelho, José Pacheco Pereira. Dos mais antigos do século XX, poderíamos falar em Fernando Pessoa, por exemplo, ou em Almada Negreiros. Estes são intelectuais propriamente ditos.

Nota
1. As definições reais são as que resultam das características invariavelmente observadas a partir dos dados da experiência, ao passo que as definições nominais assentam numa convenção prévia (por exemplo, os sinónimos de um dicionário).

Domingo, 21 Setembro 2014

Beatriz Gimeno, a Isabel Moreira de Espanha: um caso para o psiquiatra Júlio Machado Vaz

 

bg-im


“Um mundo lésbico é a solução”.

“A heterossexualidade obrigatória é uma ferramenta do patriarcado para colocar as mulheres em uma posição subordinada em relação aos homens”.

“A heterossexualidade não é o modo natural de viver a sexualidade, mas é uma ferramenta política e social com uma função muito concreta que as feminista denunciam há décadas: subordinar as mulheres aos homens; um regime regulador da sexualidade que tem como finalidade contribuir para uma distribuição desigual entre mulheres e homens, construindo assim uma categoria de opressores, os homens, e uma de oprimidas, as mulheres”.

“A condição masculina significa a pertença ao género que detém todo o Poder”.

“A heterossexualidade é a ferramenta principal do patriarcado”.

“Esquecer que, na maior parte dos períodos históricos, se as mulheres tivessem podido escolher, teriam escolhido não manter relações sexuais com os homens, não viver com eles, não relacionar-se com eles — é esquecer algo fundamental na história das mulheres (e dos homens)”.

julio machado vaz web“É a heterossexualidade que, verdadeiramente, se crava nas vidas e nos corpos das mulheres. Situar-se no espaço físico do lesbianismo pode ser libertador na medida em que se assume uma posição de “outsider” em relação à heterossexualidade, na medida em que o corpo se sente mais livre e respira, na medida em que a mulher se pode observar de fora, e fazer-se mais consciente dos mecanismos de opressão que operam sobre nós”.

“A heterossexualidade não só se ensina, mas também fazem-se esforços ímprobos para que a maioria das mulheres sintam que não têm outra opção; a heterossexualidade é fortemente induzida, e daí vêm os múltiplos mecanismos destinados a sustentá-la, a ensiná-la, a favorecê-la, a castigar a dissidência, a pressionar as mulheres para que se façam heterossexuais de forma definitiva; mecanismos psicológicos, sociais, económicos, políticos.

Se a heterossexualidade fosse natural, ou sequer benéfica para as mulheres, não necessitaria dos enormes mecanismos complexos que se utilizam para manter as mulheres dentro dela”.

“O feminismo luta com denodo para limitar os danos que a heterossexualidade causa nas mulheres”.

“Sabe-se que qualquer mulher pode ser lésbica”.

“Não há uma construção ideológica rígida da feminilidade; não é necessária: o único requisito da feminilidade é a de esta esteja submetida, a cada momento histórico, aos desejos masculinos”.

“São muitas as lésbicas que afirmam ter escolhido sê-lo, ou por razões políticas, ou, se não estão conscientes dessa escolha política, dizem ter chegado à conclusão de que, como lésbicas, são mais felizes, na medida em que descobrem que as relações entre mulheres são dotadas de qualidades que não encontram nos homens”.

“Muitas mulheres sentem que escolher uma vida de lésbica é escolher uma vida que se afaste da que viveram as suas mães”.

“O feminismo combate para que as mulheres não percam as suas energias intelectuais e/ou afectivas com os homens”.

“Muitas mulheres teriam muito a ganhar se existisse uma equação que colocasse em pé de igualdade a homossexualidade e a heterossexualidade, ou que fomentasse a não-heterossexualidade. Ensinam-nos como limitar os problemas de saúde física e mental, económicos, políticos e pessoais, mas nada se diz de que estes problemas também poderiam se combatidos vivendo um estilo de vida lésbico”.

“A violência machista só se exerce dos homens em relação às mulheres, porque os homens são os únicos que, nesta sociedade, se podem encontrar em uma posição masculina. Só um homem pode sentir que possui a legitimidade simbólica, cultural, e histórica que lhe dá o patriarcado para matar a sua mulher. Quando um homem mata uma mulher por machismo, é um acto de ódio em relação a todas as mulheres”.


Respigado aqui.

Uma feminista é, por definição, uma deficiente cognitiva

 

A feminista espanhola Beatriz Gimeno, do partido espanhol “Podemos”, escreve o seguinte acerca da madre Teresa de Calcutá:

“Teresa de Calcutá era vista como pobre e austera, mas o seu funeral estava cheio de gente com dinheiro e com Poder. Bastou ver o plantel de enlutados, e ficou claro que a freira não podia ser senão uma impostora. Os poderosos acolhem os seus na morte, e não é possível que a morte de alguém que realmente tenha estado verdadeiramente com os pobres, os explorados, seja lamentada pelos ricos; é simplesmente uma impossibilidade lógica.

Apesar de não termos tido consciência de como até que ponto Teresa de Calcutá ter sido má como uma cobra, rapidamente tomámos consciência e hoje sabemos que ela era uma sádica que fazia sofrer os doentes, pobres solenes e doentes que ela prejudicava para que chegassem ao céu sem pecado; mas quando lhe tocou um pouco de sofrimento, ela foi para um hospital caríssimo nos Estados Unidos. Ela não queria ter alguma coisa a ver com o sofrimento.”


¿Seria possível que a feminista Beatriz Gimeno escrevesse uma coisa parecida acerca do funeral de Nelson Mandela? Duvido! E duvido porque uma feminista é naturalmente burra: mesmo que se diga que “ela olha só para um lado”, o facto de só se olhar para um lado revela burrice.

Ou então, para a Beatriz Gimeno, Nelson Mandela era “amigo dos ricos”. Ou seja, o que ela quer dizer é que em vez de os ricos serem “amigos” de Nelson Mandela, era o próprio Nelson Mandela que era “amigo” dos ricos. De modo semelhante, segundo a feminista Beatriz Gimeno, era a própria Madre Teresa de Calcutá que era “amiga” dos ricos.

funeral de nelson mandela web

De facto, a Madre Teresa de Calcutá esteve internada, em 1992, em um hospital nos Estados Unidos a ser tratada a uma pneumonia. O hospital em que Madre Teresa de Calcutá esteve internada foi o Scripps Clinic, que é uma clínica que pertence ao sistema de saúde sem fins lucrativos, Scripps Health.

Portanto, o que a feminista Beatriz Gimeno diz acerca de um “hospital caríssimo” em que esteve internada a Madre Teresa de Calcutá, é uma filha-da-putice — para além de ser uma mentira. Uma filha-da-putice é mais do que uma mentira: é uma mentira própria de uma filha-da-puta.

Sexta-feira, 19 Setembro 2014

Os machistas e as mulistas: as mulas são as fêmeas dos machos

Filed under: A vida custa,cultura — orlando braga @ 9:47 am
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Mais um chorrilho de asneiras da radical feminista espanhola Beatriz Gimeno.

Desde logo parte de um princípio errado: o de “igualdade de género”, em vez de “igualdade de sexos”. Quando se parte de um princípio errado, toda a teoria está errada (Aristóteles). “Género” aplica-se na gramática: género masculino e género feminino. Há, por maioria de razão e em juízo universal, cromossomas XX e XY; e depois há uma minoria pequeníssima de excepções à regra; mas não podemos transformar as excepções em regra.

“Género” designa também, em lógica, uma classe de extensão superior à extensão de outra classe que se chama “espécie”. Da lógica, o “género” passou à classificação biológica, onde designa a sub-divisão da família que precede a espécie. Portanto, substituir o conceito de “sexo” pelo de “género” é um absurdo, e revela uma criatura com deficiência cognitiva.

A “igualdade dos sexos” é jurídica, por um lado, é ética, por outro (a Declaração Universal dos Direitos Humanos); é também ontológica no sentido de “facto de existir” e no sentido do Dasein de Heidegger em que a igualdade dos sexos é entendida no contento da “existência”. Mas na natureza não existe “igualdade dos sexos”; naturalmente que os dois sexos não são iguais.

For the United States, a study by the U.S. Department of Justice (DoJ) in 2000, surveying sixteen thousand Americans, showed 7.4% of men reported being physically assaulted by a current or former spouse, cohabiting partner, or girlfriend, or date in their lifetime.

Domestic violence against men

As mulistas, como é o caso da Beatriz Gimeno, identificam-se com os machistas.

the_family-John Dickson Batten - 1886 webNos Estados Unidos, os números oficiais apontam para 7,4% dos homens que são vítimas de violência doméstica de mulheres, mas também se sabe que a maioria dos homens tem vergonha e não participa às autoridades a violência de que é alvo.

É provável, por isso, que os números sejam mais elevados: há quem diga que 25% dos casos de violência doméstica são de mulheres contra homens. Mas a mulista Beatriz Gimeno é zarolha: só vê por um olho (e dêmos graças que não seja pelo olho do cu).

Podemos conceber o conceito de “igualdade” de duas maneiras: por um lado, “igualdade” pode ser a relação de grandezas que permite que duas coisas ou seres possam ser substituídos um pelo outro.

É este o conceito de “igualdade de género” adoptado pelas feministas: os homens e as mulheres são intermutáveis — segundo as feministas.

Mas também podemos conceber, por outro lado, a “igualdade” como o princípio segundo o qual os indivíduos, no seio de uma comunidade política, devem ser tratados da mesma maneira: é este o conceito cristão, ético e jurídico de “igualdade dos sexos”.

O conceito feminista de “igualdade de género”, em vez de diminuir a violência contra as mulheres, tem contribuído para aumentar esse tipo de violência — como podemos constatar de facto em Espanha.

De nada serve a lei, se não existir previamente um consenso ético universal acerca da violência doméstica: podem fazer todas as leis repressivas e violentas possíveis contra o homem, que o problema não será nunca debelado por via legal: porque o problema, antes de ser legal e político, é ético. E as mulistas, tal como os machistas, fazem tábua rasa da ética.

Quinta-feira, 18 Setembro 2014

O João Miranda não faz a mínima ideia do que é uma nação

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 7:50 pm

 

O João Miranda só concebe níveis geográficos de Poder; para ele, o conceito de “nação” não existe: o Estado resume-se a uma determinada organização geográfica de Poder, que pode incluir, por exemplo, em um mesmo território, Zulos e Vietcongues. Nesta concepção de “Poder”, a noção de “nação” é estranha.

Advém desta alienação do conceito de “nação” a ideia segundo a qual a existência de uma União Europeia reduz os custos da independência. Se isto fosse verdade, a URSS ainda existiria hoje, embora com alterações políticas/ideológicas internas; ou o império austro-húngaro não teria acabado em 1918.

Portanto, em termos práticos e históricos, essa ideia do João Miranda é falsa. Até a China tem hoje enormes problemas internos com secessões de nacionalidades indígenas. O que acontece, de facto, é que os custos da independência deixam de depender parcialmente do Reino Unido e passam a depender parcialmente da União Europeia — ou seja, a dependência da Escócia é transferida de uma entidade estatal para outra entidade estatal.

Isto significa que não há nenhuma redução real dos custos da independência. O que há é uma opção política sobre a partilha dos custos de independência (ou melhor: da dependência); e quando esta opção é política, nem sempre é boa em termos económicos.

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