perspectivas

Terça-feira, 18 Outubro 2011

A verdade é pessoal?

Filed under: diarreias,filosofia — O. Braga @ 8:42 am

O existencialista Kierkegaard e realista Nicolau Hartmann (ou Nicolai) entre outros, afirmaram que “a verdade é pessoal” — “a verdade absoluta só pode ser pessoal” (Hartmann). Até determinado ponto, isto é verdade; e podemos verificar a lógica desta asserção através das vidas de dois homens do século XX, responsáveis pela obra matemática mais importante desse século: Principia Mathematica. Bertrand Russell e Alfred Whitehead, enquanto jovens matemáticos, abraçaram ideias idênticas e escreveram em conjunto esta obra. Porém, enquanto que Russell enveredou pelo ateísmo e transformou a sua vida em uma luta contra o Cristianismo, Whitehead tornou-se no maior filósofo cristão da América do seu tempo.

Existe, contudo, uma outra dimensão da verdade: a dimensão intersubjectiva. A verdade, mesmo que entendida como sendo pessoal, tem sempre um conteúdo — aquilo que é a verdade pessoal implica sempre um modo de apropriação que descreve o modo como a verdade é assumida, ou seja, descreve o conteúdo dessa verdade pessoal. E aquilo que é o conteúdo da verdade pessoal deixa de ser meramente subjectivo, e passa a ter uma validade universal que não tem, por isso, validade só para mim, mas também para todos os seres humanos, e que possui a qualidade da “verdade independentemente de mim”.

Se aparentemente partimos do princípio segundo o qual “a verdade é pessoal”, chegamos por dedução à conclusão que essa verdade é pessoal não porque cada um tenha a sua verdade, mas porque cada um procura a Verdade.

A ler: “A verdade existe?”

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Terça-feira, 27 Setembro 2011

O Homo Totalitarius não está extinto

Filed under: A vida custa,diarreias — O. Braga @ 4:30 pm
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O que me irrita em Hannah Arendt são as suas (dela) incoerências. Sabemos que é impossível não sermos, aqui e ali, incoerentes: mas Hannah Arendt (como mulher, entendida aqui segundo um juízo universal) tem a presunção de transformar a incoerência em uma espécie de lógica: a contradição sistémica é — por obra de uma plenipotenciária graciosidade feminina — transformada em uma “lógica de uma ideia”.
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Quinta-feira, 4 Agosto 2011

Contra as peias nos cidadãos, acabe-se com a pia lisboeta

Filed under: A vida custa,diarreias,Esta gente vota,Política — O. Braga @ 10:42 pm

A ideia deste governo de cobrar portagens à entrada das cidades portuguesas, é inaceitável: não estamos para sustentar por mais tempo os chulos de Lisboa!
Os cabrões do Terreiro do Paço que cortem nas despesas da chularia que vegeta à roda da pia porcina lisboeta, em vez de entrar no total absurdo de atar um cidadão com uma peia à entrada na sua cidade!

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É para sustentar a pia deste tipo de “pimpão lisboeta” que estamos todos a pagar impostos! BASTA!

Sexta-feira, 13 Maio 2011

Tão óbvio como o facto de existir

Filed under: diarreias,Europa — O. Braga @ 6:36 am
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A União Europeia necessita dos PIGS, porque sem os actuais PIGS, a UE teria que inventar outros PIGS dentro da União, e neste caso esta rebentaria pelas costuras. A União Europeia não pode sobreviver sem PIGS; a questão é a de saber se os PIGS estão para aturar a União Europeia por muito mais tempo.

Terça-feira, 15 Março 2011

O passado do presente

No século XIX, o passado era um mundo fechado, objecto de contemplação. No século XX, era um mundo contraditório, objecto de desconstrução. No século XXI, o passado não existe.

Segunda-feira, 14 Março 2011

A república subsariana

Filed under: diarreias — O. Braga @ 9:15 am
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Na África subsariana, existe, em média, um golpe de estado de sete em sete anos. No Portugal republicano acontece uma revolução de 40 em 40 anos. A república africanizou o país.

Sábado, 5 Fevereiro 2011

O centrismo político

Filed under: A vida custa,diarreias,Política,politicamente correcto — O. Braga @ 8:55 pm
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Uma coisa que não percebo bem é o conceito de “centrismo político”.

Se o centrismo consiste em procurar o equilíbrio entre direita e esquerda, então necessariamente procura diminuir a força política da direita e da esquerda na sociedade. E ao fazê-lo — e, por hipótese —, se a esquerda e a direita ficarem reduzidas a uma mínima expressão popular, o centrismo transforma-se na mais perigosa força política entre todas, porque sanciona o unanimismo (valoriza o niilismo) em nome de uma posição política moderada (em nome de uma alegada virtude).

Domingo, 23 Janeiro 2011

Uma visão económica da economia

Filed under: cultura,diarreias,economia,Política — O. Braga @ 6:11 pm

Economia é a técnica de gerir a diferença entre o que entra num bolso e sai do outro. Tudo o resto — e o mais importante — é a cultura que define a política.

Segunda-feira, 3 Janeiro 2011

A mania de definir as coisas

Filed under: A vida custa,diarreias — O. Braga @ 7:07 pm

A animosidade endémica dos políticos e dos intelectuais orgânicos, em relação aos filósofos ou intelectuais tradicionais, decorre do facto destes últimos terem o hábito de definir as coisas.

Segunda-feira, 29 Novembro 2010

A “tolerância total” é permissividade moral

Filed under: ética,cultura,diarreias — O. Braga @ 12:51 pm

Os princípios por que se pauta qualquer ser humano são sempre maniqueístas (ser ou não ser). Mesmo quando se diz que “o mundo não é a preto e branco e que há outras cores”, o maniqueísmo dos princípios está presente, porque se opta por um mundo com umas determinadas cores, em detrimento de outro mundo com outras cores. A recusa do maniqueísmo dos princípios é, em si mesma, uma forma de maniqueísmo.

Quarta-feira, 10 Novembro 2010

Algumas dúvidas sobre o pensamento de Karl Popper

Filed under: diarreias — O. Braga @ 8:59 am
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Karl Popper classifica a realidade como sendo composta pelo mundo físico (M1), o mundo psíquico do Homem (M2) e o mundo dos produtos do Homem (M3). À estrutura da realidade M3, Karl Popper atribui a imaterialidade dos “problemas” (por exemplo, os problemas matemáticos, etc.).
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Terça-feira, 24 Agosto 2010

Podemos falar em “História das Ideias” ?

Filed under: diarreias,Política — O. Braga @ 8:17 am

Do ponto de vista filosófico e científico (nas ciências sociais em geral), falar em “História das Ideias” equivaleria a dizer que as ideias existem por si próprias e independentemente da realidade que inclui o ser humano, uma vez que as ideias passavam a ter uma História — o que é um contra-senso.

Mas do ponto de vista da análise estritamente política, faz todo o sentido falar em “História das Ideias” — partindo até do senso-comum que diz que “as ideias têm consequências”.

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