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Terça-feira, 24 Março 2015

O paradoxo liberal da autonomia

Filed under: ética,Política — O. Braga @ 5:34 pm
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Charles Taylor apresenta-nos o paradoxo da diferença entre a autonomia formal e a autonomia real.

A autonomia formal é a dos liberais que separaram o conceito de Bem, por um lado, do de Justiça, por outro (os herdeiros de Kant) — o grupo dos liberais pode ir, por exemplo, do Insurgente ao Jugular, cada um à sua maneira. A única preocupação os liberais é a coexistência da quasi-infinitude de noções de Bem, negando, portanto, qualquer possibilidade de legitimidade de um reconhecimento público universal dos valores. Os liberais dizem:

“Cada um tem a sua ética” (atomização da sociedade em nome da autonomia).

Para os liberais, o domínio da Justiça é alegadamente “universal”, mas já o domínio do Bem é particular e privado (Habermas, por exemplo, ou Hayek: vai dar ao mesmo); mas dizem os liberais que o seu conceito universal do “justo” é “neutro” em relação às concepções de Bem e aos estilos de vida que o exprimem (“neutralidade ético-simbólica”). Por exemplo, quando ouvimos os liberais dizer:

“O “casamento” gay ou a adopção de crianças por pares de invertidos não interfere com a minha vida privada. Problema deles!”

Por outro lado, os liberais entendem o “universal” (na Justiça) como uma simples forma ou processo de determinação da norma prática — ou seja, os paradigmas axiológicos e teleológicos da ética e do político são substituídos pelo paradigma jurídico (pelo processo de promulgação de leis do Direito Positivo).

Porém, (contra os liberais) o conceito liberal de “universal” (na Justiça) não é realmente neutro. Trata-se de uma falácia liberal. Por exemplo, a interpretação liberal dos direitos do homem abstrai o ser humano de qualquer determinação histórica: a construção de qualquer concepção acerca do “justo” insere-se sempre em um contexto de uma tradição prática específica que é portadora de critérios racionalizados de um ponto de vista prático. A razão prática é histórica. E o universal liberal não é neutro porque obedece a uma tradição liberal individualista que, como qualquer tradição prática, possui os seus próprios parâmetros de justificação racional.

O universalismo liberal é uma tradição, e por isso não pode ser neutro.

Os liberais, ao separarem o problema da justa coexistência (Justiça), por um lado, das questões relativas ao sentido da vida (o Bem) através do processualismo liberal (processo de promulgação do Direito Positivo), esquecem-se que o exercício da autonomia do indivíduo supõe a aquisição de mediações culturais específicas assim como instrumentos práticos de reflexão que permitam escolher a orientação mais apropriada para vida do indivíduo. Por outras palavras, a autonomia do indivíduo implica a intersubjectividade cultural e o pensamento crítico em relação a qualquer questão do sentido da vida.

O paradoxo liberal da autonomia é o de que, na ausência da intersubjectividade cultural e do pensamento crítico, os indivíduos caem na heteronomia que os liberais julgavam poder evitar: sob pressão dos preconceitos das modas, das imagens me®diáticas ou das ideologias paradigmáticas de cada época, os indivíduos podem efectuar escolhas que não sabem justificar com argumentos, e por isso não são verdadeiramente livres.

Ora, a aquisição da intersubjectividade cultural e do pensamento crítico não depende simplesmente da responsabilidade privada “de cada um” defendida pelos liberais através do formalismo do Direito Positivo: ela depende também e sobretudo da responsabilidade de todos, porque é determinada igualmente por condições sociais, económicas e educativas que traduzem escolhas sociais.

Segunda-feira, 9 Março 2015

A democracia, a Esquerda, a Direita da Fundação Francisco Manuel dos Santos, e os direitos de braguilha

Depois da rejeição do Relatório Estrela pelo parlamento europeu, surgiram dois novos relatórios no mesmo sentido: o de instituir o aborto como um “direito humano”. São os relatórios Tarabella e Panzeri.

Se estes dois relatórios forem rejeitados pelo parlamento europeu, irão surgir provavelmente quatro novos relatórios no mesmo sentido; e se os quatro forem rejeitados, surgirão oito novos relatórios no sentido de instituir o aborto como “direito humano”. E assim por diante…

A democracia é isto: é o “progresso da opinião pública” mediante uma pressão política (por parte de uma elite psicótica) de tal forma violenta que vence pelo cansaço qualquer oposição e para além de qualquer racionalidade.

À  medida em que o tempo passa, e em função desta União Europeia, estou cada vez mais céptico em relação àquilo a que se convencionou chamar “democracia”. Se a democracia serve para nos impôr a desumanidade através do formalismo processual de promulgação do Direito Positivo, então nada distingue a democracia de um totalitarismo. E, totalitarismo por totalitarismo, mais vale optar por um que defenda a vida humana.

A estratégia seguida pelos progressistas (de direita e de esquerda, por que já não podemos falar de Direita ou de Esquerda) é o de Aldous Huxley na novela “Maravilhoso Mundo Novo”: o controlo das massas era realizado através de um mecanismo repetitivo e incessante dirigido ao inconsciente do cidadão durante as horas de sono. Hoje, essa função é realizada pelos me®dia apoiados por organizações capitalistas como, por exemplo, a Fundação Francisco Manuel dos Santos, ou a SIC de Pinto Balsemão  — e por isso é que já não faz sentido falar de Esquerda ou de Direita: a única coisa que os divide é o conceito de “propriedade privada”; em tudo o resto são iguais.

A “libertação das massas”, que o sistema democrático defende, segue o conceito de Marcuse de “desenvolvimento não repressivo da libido” (“Eros e Civilização”); se juntarmos ao “desenvolvimento não repressivo da libido” os efeitos afrodisíacos do consumismo exigido, por exemplo, pelos donos do Pingo Doce ou do Continente, em vez de libertação das massas temos uma nova escravatura das massas à  moda de Aldous Huxley. A felicidade passa a ser sinónimo de irresponsabilidade.

E, na actual época de crise económica, quando os afrodisíacos do consumismo estão pela hora da morte, resta aos donos da democracia propôr às massas a “libertação da libido” através da promulgação de direitos de braguilha que compensam os salários de miséria, até que se alcance um estado de animalização colectiva a que cinicamente se chama de “felicidade”, promovida por literatura “filosófica” barata (no preço e no conteúdo) como, por exemplo, a do Pedro Galvão subsidiada pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Para se conseguir este estado de animalização feliz, o sistema democrático propõe-se erradicar o livre-arbítrio do ser humano. É neste contexto que surge o conceito contraditório de “aborto como direito humano” — como se assassinar um ser humano passasse a ser um direito — que se baseia em uma estratégia de estimulação contraditória que induz uma dissonância cognitiva nas massas que reduz drasticamente a capacidade crítica e o livre-arbítrio do cidadão.

A liberdade democrática é utilizada para retirar o livre-arbítrio e a capacidade de discernimento ao cidadão. Se isto é liberdade, então uma ditadura pode ser melhor.

Quinta-feira, 22 Janeiro 2015

A liberdade de expressão, o Charlie Hebdo e a estupidez

 

Eu estou de acordo com o nosso Rei, D. Duarte Pio: o Charlie Hebdo é um jornal desprezível, mas temos o dever imperativo de defender a vida da escória da sociedade, como eram os jornalistas do Charlie Hebdo. Esta é a minha posição acerca da liberdade de expressão: existe em todas as sociedades inevitavelmente uma escória moral que abusa da liberdade de expressão, mas cuja vida dos seus membros tem que ser defendida a todo o custo. O valor ético mais elevado é o da vida humana.

Se eu escrevo em um jornal um artigo em que classifico uma determinada pessoa de “estúpida”, tenho que explicar por que razão essa pessoa é estúpida: está aqui o limite entre a injúria e a liberdade de expressão. Não tenho o direito, em nome da liberdade de expressão, de dizer que “Fulano é estúpido, porque sim!, porque me apetece!”: tenho que dizer que “Fulano é estúpido, por isto, por aquilo e por aqueloutro”  — tenho que fundamentar racionalmente a classificação da estupidez de Fulano.

A partir do momento em que se torna evidente, mediante uma demonstração racional, que Fulano é, de facto, estúpido — essa invectiva deixa de ser “injúria” (no sentido jurídico) para passar a fazer parte da liberdade de expressão. Portanto, a liberdade de expressão implica a responsabilidade que a razão exige. Por isso, eu acho que o papa Bergoglio foi estúpido quando defendeu a violência, mesmo que se tratasse de uma reacção em relação a uma injúria de facto.

O autor deste verbete está a ser estúpido — e eu vou explicar por quê (de outro modo seria injúria gratuita). Escreve ele:

“Outra vantagem da liberdade de insultar e ridicularizar é ser selectivamente corrosiva de más ideias.

Quem tentar ofender os físicos ridicularizando a termodinâmica ou a teoria da relatividade irá apenas fazer figura de parvo ou revelar a sua ignorância.

Em contraste, é muito fácil ofender quem acredita que o criador do universo encarnou num palestiniano para fazer meia dúzia de milagres e assim nos indicar que quando morrermos podemos ir para o céu. Essa ideia é tão descabida e ridícula já de si que qualquer piada que se faça vai ofender.”

Em primeiro lugar, parte do princípio de que os conceitos científicos actuais são verdades absolutas cuja ridicularização revelaria ignorância — o que é uma contradição em relação ao próprio espírito científico. Portanto, um defensor da ciência que afirma que a ciência detém verdades absolutas que não podem ser contestadas ou ridicularizadas, é um estúpido, como é estúpido o imã muçulmano que lança uma Fatwa de morte sobre quem se atreve a desenhar o profeta.

Em segundo lugar, é estúpido porque compara — ou coloca no mesmo plano de análise — a ciência, que é objectiva em si mesma (no sentido da experimentação e da verificação ) , com a religião, que é na sua essência um fenómeno subjectivo e intersubjectivo. Comparar alhos com bugalhos revela estupidez e fraco espírito científico.

Por isso é que o Ludwig Krippahl é estúpido.

Sábado, 17 Janeiro 2015

Os liberais Carlos Abreu Amorim, Ana Gomes e Boaventura Sousa Santos

 

Ontem à noite vi o debate entre o Carlos Abreu Amorim e Ana Gomes na TVI24. As posições de cada um face ao terror do Charlie Hebdo são baseadas nas posições clássicas do liberalismo de direita, por um lado, e no liberalismo de esquerda (também chamado “libertarismo” na Europa, e nos Estados Unidos de “liberalism”).

O liberalismo de direita — ou seja, para o Carlos Abreu Amorim — consiste na crença numa só verdade universal segundo a qual todas as pessoas têm direitos (jurídicos) iguais 1. E embora existam culturas diferentes, todas elas estão em conformidade com essa verdade universal única 2  — incluindo o Islão. Para as pessoas da direita-liberal, o “pecado” maior é a negação esta verdade universal única, e o seu corolário é o de que todas as pessoas são capazes de seguir essa verdade.

O libertarismo de esquerda  3 — ou Ana Gomes, ou Boaventura Sousa Santos — consiste na crença numa igualdade substantiva e moral da humanidade (relativismo moral: todas as culturas são igualmente válidas). O liberalismo de esquerda rejeita a noção de verdade universal única dos liberais de direita, porque essa verdade seria superior às outras verdades, e porque as pessoas que acreditem nessa verdade se sentiriam superiores e tentariam dominar as outras (marxismo cultural e a noção de “domínio”).

Para o liberalismo de esquerda, todas as verdades, todas as pessoas, todas as culturas, todas as religiões (incluindo a Macumba, o Satanismo e o Candomblé] têm que ser tratadas de forma igual. Para a esquerda liberal, o “pecado” mais grave é imaginar que alguém possa estar na posse da verdade e que possa esperar que outras pessoas dêem a anuência a essa verdade.

Corolário: a direita liberal pensa que a esquerda liberal comete o maior “pecado”, e vice-versa. Mas é o princípio da igualdade que lhes é comum.

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Quarta-feira, 14 Janeiro 2015

O libertarismo é um puritanismo

 

O Rui Ramos escreve aqui um artigo ambíguo, ambivalente e até contraditório — porque o fundamento de que parte o seu (dele) raciocínio não é claro e inteligível.

Antes de mais, convém dizer que nada está acima da crítica; nem o Papa. As religiões são susceptíveis de crítica, como é óbvio. Mas temos que definir “crítica”, porque de outro modo não sabemos do que estamos a falar — como acontece com o texto do Rui Ramos.

Em segundo lugar, convém dizer que o homicídio é um acto social- e espiritualmente condenável.


“Crítica” não é a mesma coisa que “humilhação”.

O Rui Ramos não deveria confundir “liberdade de expressão” com “liberdade de excrementação”. Também existe a liberdade de borrar as paredes com grafiti, o que não significa que essa liberdade de excrementação seja necessariamente consentânea com o bom-senso. O bom-senso pode ser definido como o juízo prudente e saudável baseado na simples percepção das situações e dos factos – juízo esse que concede à sociedade um nível básico de julgamentos e de conhecimentos que lhe permita viver de uma forma razoável e segura.

A crítica pode ser, no sentido comum, “denúncia vigorosa” ou “contestação”. Mas é sobretudo a análise dos fundamentos de qualquer coisa ou de qualquer ideia. A crítica remete para uma actividade especial da razão: fazer divisões, discernimentos e juízos. A crítica é também a razão na sua dimensão jurídica: aparece como censor e juiz, separando o trigo do joio, distinguindo o verdadeiro do falso, o bom do mau.

Quando a crítica não obedece a estes critérios, não é crítica: é humilhação. E a humilhação é sempre uma característica de um qualquer puritanismo. A humilhação de outrem é uma característica do puritanismo politicamente correcto.

Diz o Rui Ramos que “o limite da liberdade é a lei”.

Bem, se assim for, na lei da selva, então a liberdade é ilimitada; mas isso não é liberdade, mas antes é libertinagem. Basta que o Código Penal seja reduzido apenas à  condenação do homicídio para que a liberdade seja concebida como um conjunto de actos gratuitos. Longe vão os tempos do Iluminismo e de Kant, que dizia que a liberdade é simultaneamente negativa (a pessoa livre de coacção) e positiva (o cidadão legislador).

Hoje, o libertarismo que o Rui Ramos defende é uma vergôntea do puritanismo que ele próprio critica nos outros: o puritanismo libertário tem a sua própria austeridade e rigidez de princípios que passa, por exemplo, pela sistemática humilhação irracional de outrem — e não pela crítica propriamente dita que deve ser sempre racional.

¿Podemos criticar, por exemplo, o Alcorão? Claro que sim! — mas por razões objectivas, e não com o propósito de humilhar. Uma “crítica” não significa “humilhação”, porque a humilhação é sempre irracional, e a crítica é racional.

Domingo, 27 Julho 2014

A “direita” portuguesa é ideologicamente entrópica

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 12:38 pm
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Este texto no blogue Corta-fitas é o exemplo acabado do efeito da segunda lei da termodinâmica, ou princípio da entropia, aplicado às ideias. Bergson escreveu o seguinte:

“A palavra vira-se contra a ideia. A letra mata o espírito. E o nosso mais ardente entusiasmo, quando se exterioriza em acção, condensa-se por vezes tão naturalmente em frio cálculo de interesse ou vaidade, um adopta tão facilmente a forma do outro, que poderíamos confundi-los, duvidando da nossa própria sinceridade, negando a bondade e o amor — se não soubéssemos que a morte conserva ainda algum tempo as feições do vivo”.

(“A Evolução Criadora”).

O tempo separa a ideia e o real, que originalmente pareciam muitíssimo unidos. O tempo separa a ideia do seu sentido original, e sem que a ideia dê por isso… separa, e depois opõe a ideia e a acção que reclama a ideia… a acção, depois de instalada a entropia, introduz ruído no diálogo entre a ideia e o real até que o diálogo se transforme em um monólogo de um ventríloquo.

Foi o que passou com Marcello Caetano, e agora passa-se com Passos Coelho.

Ambos acabaram em monólogos de ventríloquos — o primeiro com as “conversas em família” na televisão, entropicamente já muito afastadas das ideias de Salazar; e o segundo em um monólogo de ventriloquia acerca da ideia de “liberdade” que se afastou da ideia original de “liberdade” que surgiu depois do 25 de Novembro de 1975, com Sá Carneiro, Amaro da Costa, Ramalho Eanes, e outros.

E o Vasco Mina — o autor do texto — só vê a putativa (e discutível) entropia das ideias de Adriano Moreira; não consegue ver a sua (dele, do Vasco Mina) própria entropia, porque ele continua a considerar a “liberdade” aquilo que já não é.

O neoliberalismo é de facto repressivo; Adriano Moreira tem toda a razão.

Sexta-feira, 20 Junho 2014

A omnisciência de Deus e a liberdade do ser humano

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 1:14 pm
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A expressão “futuros contingentes” foi utilizada por Aristóteles e depois adoptada pela Escolástica: o futuro é contingente e imprevisível, segundo Aristóteles. Para Aristóteles não havia uma necessidade de que o futuro acontecesse de uma maneira ou de outra. Já para Leibniz — um pouco na linha de Espinoza — o futuro pode parecer imprevisível para o ser humano, mas não é contingente e antes é determinado e necessário. Esta é, aliás, a visão de Fernando Pessoa acerca do futuro.

Espinoza caiu em uma contradição fatal que o coloca entre os filósofos menores: por um lado, defendeu a liberdade do indivíduo enquanto consciência, mas por outro lado defendeu o determinismo ontológico do ser humano — reduziu ser humano a um fenómeno da natureza, como por exemplo a uma pedra (Espinoza, Carta 58, página 303).

O problema do futuro, da liberdade e do determinismo pode ser visto assim:

Deus conhece todas as possibilidades (de eventos) do futuro (Deus é omnisciente); mas este facto não significa que Deus necessariamente interfira no livre-arbítrio do ser humano e nas escolhas humanas das suas próprias possibilidades de futuro. Deus pode interferir, mas não o faz necessariamente.

Deus sabe que você pode ir “por aqui” ou “por ali” na construção do seu futuro, mas isso não significa que você não tenha liberdade de escolher o caminho por onde ir, nem significa que Deus lhe imponha necessariamente um caminho para o seu futuro. Sublinho aqui a palavra necessariamente.

Quanto você escolhe um caminho ou toma uma decisão, apenas escolhe uma possibilidade já prevista por Deus e que Ele conhece; mas essa possibilidade não lhe é necessariamente imposta por Deus, como pré-determinada. Você é livre de escolher os caminhos para definir o seu futuro: o que pode acontecer é que você não tenha em seu poder a informação necessária e a consciência dos seus actos por forma a construir um futuro menos negativo; e em alguns casos, Deus pode interferir por razões que são Dele e que são, muitas vezes (mas não sempre), ininteligíveis para nós.

Assim reconciliamos a omnisciência de Deus e a liberdade do Homem.

Sexta-feira, 31 Janeiro 2014

Béatrice Bourges: a heroína pela liberdade e contra o despotismo socialista de François Hollande

 

Béatrice Bourges está em greve de fome há cinco dias na praça Édouard Hériot, em Paris. A greve de fome de Béatrice Bourges tem como objectivo protestar contra as políticas culturais (na área dos costumes) e económicas do socialista e jacobino François Hollande.

printemps_beatrice_bourges

Na passada Segunda-feira, Béatrice Bourges foi interrogada (na via pública!) onze vezes pela polícia a mando do ditador François Hollande — segundo nos informa o GalliaWatch. Não satisfeitos com os interrogatórios sucessivos, a polícia social-fascista do jacobino François Hollande tentou privar Béatrice Bourges do sono, impedindo-a de dormir, para além de tentar privá-la de liberdade de movimento na via pública.

Na passada quinta-feira, Béatrice Bourges foi interrogada novamente pela polícia fascista do jacobino François Hollande, apesar da sua fraca condição física devido à greve de fome. Para evitar que ela fosse detida pela polícia neonazi e gayzista do maçon François Hollande, a família de Béatrice Bourges acabou por retirá-la da rua a pretexto de um exame médico.

Beatrice Bourges

¿Você já viu qualquer referência a Béatrice Bourges nos me®dia portugueses? Não viu nem virá! Voltamos ao tempo da clandestinidade imposta por um novo fascismo gayzista e maçónico.

Sexta-feira, 10 Janeiro 2014

A liberdade religiosa está a ser ameaçada pela aliança da direita com a esquerda

 

Este texto dá-nos uma visão breve do processo histórico recente que levou a colocar em causa a liberdade religiosa nos Estados Unidos. Um facto que é de extrema importância, e que eu chamo à vossa atenção, é o da aliança entre a direita neoliberal Goldman Sachs e a esquerda marxista cultural, no sentido da limitação e restrição da liberdade religiosa nos Estados Unidos. Ou seja: por razões diferentes, a direita Goldman Sachs e a esquerda marxista cultural estão de acordo no que respeita à limitação da liberdade religiosa.

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Quinta-feira, 31 Outubro 2013

O parlamento europeu pretende instituir privilégios para os invertidos

 

Defender os direitos humanos não é instituir privilégios de classe.

A deputada lésbica austríaca ao parlamento europeu, “butch” Ulrike Lunacek (Gouine comme un camion!), elaborou um Relatório de Iniciativa 1 — semelhante ao relatório da execrável Edite Estrela — que, a ser aprovado, instituirá uma forma de censura política pior do que a salazarista: a censura do pensamento. No tempo do Salazarismo, eram censurados os textos publicados contra o regime do Estado Novo; mas segundo o relatório da “butch”  Ulrike Lunacek, qualquer pensamento homofóbico deve ser censurado, o que significa a criação de uma polícia política do pensamento.

«Since January 2011, it has made this request ten times in various resolutions, asking the European Commission to produce a roadmap against homophobia and discrimination on grounds of sexual orientation and gender identity. This report sets out a draft canvas for such a comprehensive policy.»

Ulrike Lunacek web 300A partir do momento em que a “butch” lésbica Ulrike Lunacek confunde “homofobia”, por um lado, com “discriminação em função de orientação sexual”, por outro lado, entrou-se já no campo da subjectivização da lei que torna legais autos-de-fé mediante a falácia da interrogação e censura do pensamento. O movimento gayzista é mais perigoso do que a PIDE; e só é comparável à GESTAPO e/ou ao KGB.

Por outro lado, quando se fala em “discriminação” (por exemplo, no acesso ao trabalho) há que ter o cuidado de não deduzir daí a exigência de atribuição de privilégios. Não faz sentido que um fanchono tenha qualquer prioridade no acesso ao trabalho quando comparado com uma pessoa normal. O combate à discriminação não significa a atribuição de privilégios aos fanchonos. Defender os direitos humanos não é instituir privilégios de classe.

Nota

1.  Os Relatórios de Iniciativa do parlamento europeu não são vinculativos, ou seja, não obrigam os governos e Estados nacionais. Mas como a classe política europeia, em geral, tende para o extremismo político — por exemplo, o Partido Socialista e o Partido Social Democrata —, esses Relatórios de Iniciativa são, regra geral, imediatamente adoptados a nível nacional por uma classe política subserviente ao politicamente correcto.

Domingo, 13 Outubro 2013

A irracionalidade do racionalismo

 

«Nós temos cinco sentidos:
são dois pares e meio d’asas.
Como quereis o equilíbrio?»

(David Mourão-Ferreira)

O que é a “liberdade de opção sexual”? Temos aqui um pleonasmo, porque a liberdade é sempre de opção: mesmo que não optemos, já estamos a optar. Portanto, seria melhor dizer simplesmente “liberdade sexual”. Mas o que significa “liberdade sexual”? Significa que todos os comportamentos sexuais são permitidos?; mas será isto possível?

“No domínio do Direito, nenhuma dedução científica é possível.” — dizia o nosso São Boaventura — porque o Direito pertence ao domínio da contingência onde a lei se realiza “o mais das vezes”.


Com o Renascimento, a felicidade humana deixou de depender de um fim natural (racionalidade), e passou a ser resultado de uma ordem artificial segundo a utopia da razão (racionalismo).

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Quarta-feira, 9 Outubro 2013

A liberdade nos Estados Unidos de Obama é cada vez mais restritiva

Filed under: Obamacrimes — O. Braga @ 6:09 am
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Se eu tivesse hoje 20 anos e tivesse que planear o meu futuro, emigrando, preferiria emigrar para a Rússia do que para os Estados Unidos.

obama proibe missas

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