Eu considero o José Carlos Malato um dos membros mais perigosos da comunicação social porque como jornalista e comentador se esconde por detrás da narrativa para ignorar os factos, e como comunicador de televisão faz tudo ― por detrás de um cinismo sorridente ― para promover uma determinada agenda bem conhecida de pensamento único, e portanto, totalitária. José Carlos Malato não se aguentaria muito tempo em um debate ideológico escrito ― não precisava de falar com ele ― comigo, e eu nem sequer sou grande coisa.
Escreveu ele no 24 Horas de hoje, defendendo a resolução do “tribunal europeu dos direitos humanos” acerca da retirada dos crucifixos em Itália :
Eu não posso sequer pensar que um idiota tivesse conseguido a proeminência que o Malato tem na comunicação social. Não seria racional da minha parte colocar essa hipótese. Mas que Carlos Malato usa de má-fé e de manipulação retórica, isso usa ― o que não faz dele um idiota mas um facínora. Antes fosse idiota.
Naturalmente que se os pais não “encherem a cabeça” dos pequenos com “convicções religiosas”, fica mais fácil “enrabar” ― em sentido figurado, bem-entendido ― os miúdos, pela simples razão de que não é possível uma educação de crianças sem uma cosmovisão, seja ela qual for. Carlos Malato sabe disso, e por isso é que ele é perigoso e deve ser denunciado publicamente.
Ele começa a sua crónica no dito jornal com uma comparação estupidamente propositada: a diferença entre a “verdade” das testemunhas de Jeová de Jesus morto num madeiro vertical, em contraponto com a “verdade” católica de Jesus morto em uma cruz.
Naturalmente que Malato se concentrou no formalismo do símbolo e não no conceito e conteúdo do símbolo, ou seja, “esqueceu” tudo aquilo em que um determinado símbolo se assemelha a outro, independentemente de diferenças particulares e formais entre os dois símbolos em questão. E serviu-se das diferenças simbólicas formais para escamotear o conteúdo ideológico de ambos os símbolos ― fez desaparecer por artes mágicas da retórica sofista aquilo que existe em comum entre ambos os símbolos. Ora, isto vindo de alguém que tem um púlpito privilegiado nos me®dia é uma filha-da-putice sem quantificação possível, e este tipo de gentalha que trabalha activamente (na política cultural) para o embrutecimento da populaça tem que começar a ser tratado como merece.
Alguém escreveu ― já não me lembro quem ― que “o despotismo começa com a liberdade”.
Henri-Frédéric Amiel teve um pensamento que complementa o primeiro: “Enquanto a maioria dos homens não for livre, não se pode conceber o homem livre”. Ora a liberdade não pode ser aquilo que Malato e quejandos da mesma agenda política niilista e gayzista querem que seja, e a maioria do povo italiano acha que a sua liberdade lhe dá o direito de ter uma cruz nas escolas públicas. O que o Malato nos diz implicitamente é o seguinte: “Bardamerda para o povo !”.





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Pingback por Bardamerda para o povo italiano « perspectivas — Domingo, 8 Novembro 2009 @ 8:25 pm