perspectivas

Domingo, 8 Novembro 2009

José Carlos Malato

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malato-gayEu considero o José Carlos Malato um dos membros mais perigosos da comunicação social porque como jornalista e comentador se esconde por detrás da narrativa para ignorar os factos, e como comunicador de televisão faz tudo ― por detrás de um cinismo sorridente ― para promover uma determinada agenda bem conhecida de pensamento único, e portanto, totalitária. José Carlos Malato não se aguentaria muito tempo em um debate ideológico escrito ― não precisava de falar com ele ― comigo, e eu nem sequer sou grande coisa.

Escreveu ele no 24 Horas de hoje, defendendo a resolução do “tribunal europeu dos direitos humanos” acerca da retirada dos crucifixos em Itália :

« Daqui a 40 anos talvez saia uma outra resolução qualquer, emanada de outro organismo qualquer, que advirta os pais do perigo de educarem os seus filhos em conformidade com as suas convicções religiosas antes de os pequenos conseguirem pensar e decidir pela sua própria cabeça. Quando isto acontecer, metade dos problemas que hoje afligem o mundo estarão resolvidos. De verdade. »

Eu não posso sequer pensar que um idiota tivesse conseguido a proeminência que o Malato tem na comunicação social. Não seria racional da minha parte colocar essa hipótese. Mas que Carlos Malato usa de má-fé e de manipulação retórica, isso usa ― o que não faz dele um idiota mas um facínora. Antes fosse idiota.

Naturalmente que se os pais não “encherem a cabeça” dos pequenos com “convicções religiosas”, fica mais fácil “enrabar” ― em sentido figurado, bem-entendido ― os miúdos, pela simples razão de que não é possível uma educação de crianças sem uma cosmovisão, seja ela qual for. Carlos Malato sabe disso, e por isso é que ele é perigoso e deve ser denunciado publicamente.

Ele começa a sua crónica no dito jornal com uma comparação estupidamente propositada: a diferença entre a “verdade” das testemunhas de Jeová de Jesus morto num madeiro vertical, em contraponto com a “verdade” católica de Jesus morto em uma cruz.

Naturalmente que Malato se concentrou no formalismo do símbolo e não no conceito e conteúdo do símbolo, ou seja, “esqueceu” tudo aquilo em que um determinado símbolo se assemelha a outro, independentemente de diferenças particulares e formais entre os dois símbolos em questão. E serviu-se das diferenças simbólicas formais para escamotear o conteúdo ideológico de ambos os símbolos ― fez desaparecer por artes mágicas da retórica sofista aquilo que existe em comum entre ambos os símbolos. Ora, isto vindo de alguém que tem um púlpito privilegiado nos me®dia é uma filha-da-putice sem quantificação possível, e este tipo de gentalha que trabalha activamente (na política cultural) para o embrutecimento da populaça tem que começar a ser tratado como merece.

Alguém escreveu ― já não me lembro quem ― que “o despotismo começa com a liberdade”.

Henri-Frédéric Amiel teve um pensamento que complementa o primeiro: “Enquanto a maioria dos homens não for livre, não se pode conceber o homem livre”. Ora a liberdade não pode ser aquilo que Malato e quejandos da mesma agenda política niilista e gayzista querem que seja, e a maioria do povo italiano acha que a sua liberdade lhe dá o direito de ter uma cruz nas escolas públicas. O que o Malato nos diz implicitamente é o seguinte: “Bardamerda para o povo !”.

1 Comentário »

  1. [...] José Carlos Malato [...]

    Pingback por Bardamerda para o povo italiano « perspectivas — Domingo, 8 Novembro 2009 @ 8:25 pm


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