Eu penso que um homem que não aprecie a Mulher não pode ser grande “pistola”. Em “Assim falava Zaratustra”, Nietzsche escreve que as mulheres são incapazes de amizade: “são como gatas, aves, ou quando muito, vacas”. Os fundadores do Partido Nazi, sendo praticamente todos gays, levaram o conceito de Nietzsche sobre as mulheres muito a sério.
Por esta e por outras, é que temos que aturar hoje as feministas. Nietzsche deveria ser autorizado a reencarnar e ser obrigado a levar com as feministas todos os dias da sua nova vida, e à porta da sua casa. A sua tortura cármica deveria ser a obrigação de frequentar, como bom ouvinte e de boca calada, as tertúlias feministas da Maria Teresa Horta. Não há direito que um tipo escreva coisas destas, escape à punição da maria-vitória e deixe para os machos vindouros o fardo de passar pela redenção de uma filosofia de que não são responsáveis.
Nietzsche
Quem lê Nietzsche, pensa que o tipo é um maganão e que “está a reinar com a gente”. Se a guerra de auto-defesa é, por vezes, necessária, Nietzsche acaba com as padeiras de Aljubarrota. Não existe nenhuma nova e potencial padeira de Aljubarrota que subscreva esta frase de Nietzsche, e portanto, estamos condenados a “levar no corpo” sem nos defendermos.
Assim como o Volkswagen “carocha” foi a vingança de Hitler [porque fez milhões de vítimas em acidentes de automóvel, devido à sua instabilidade], o feminismo politicamente correcto é a vingança de Nietzsche. Pelo simples facto de um país se organizar para uma guerra de auto-defesa, temos as feministas todas a recordar-nos os conceitos Nietzscheanos de “homem guerreiro” e da “mulher passatempo”, e a manifestarem-se nas ruas e nos Mídia. Este é o paradoxo histórico de Nietzsche: do seu anti-cristianismo, herdamos a “dádiva da outra face”. Estamos condenados a ser invadidos e agredidos, e dar ainda a outra face, em memória de Nietzsche. Eis como uma espécie de anticristo se transforma, involuntariamente e por vontade da Providência, numa referência apostolar.
– Nietzsche
Não tenho a certeza de que tipo de “chicote” Nietzsche se referia, mas a julgar pelo juízo, não me parece que seja aquele em que estou a pensar – até porque há coisas que não esquecemos em qualquer lugar, mesmo quando, infelizmente, não nos lembramos delas.
Dignos de celebração de Nietzsche são o sado-masoquismo gay e o movimento cultural das lésbicas que substituiu o “chicote” pelo vibrador; deveriam colocar Nietzsche num pedestal, arranjar um retrato na parede, e celebrar o dia do seu nascimento como um novo Natal.
– Nietzsche (“Para lá do Bem e do Mal”)
Nietzsche não era pedante – era lá agora! Desmesura?! Nem vestígios! O “primarismo escolar” não existe nos homens, e quem o afirma é blasfemo! Já viram algum homem analfabeto? A julgar por Nietzsche, o homem é “iletrado”, e as mulheres são “analfabetas”. Conceitos diferentes. Foi por causa do “primarismo escolar” feminino no tempo de Nietzsche que surgiram as sufragistas e aturamos hoje a Germaine Greer e frases como “um em cada dois homens é uma mulher”. Ah, desgraça…!
“Gostar de mulheres inteligentes é prazer de pederasta” (Charles Baudelaire); Nietzsche descobriu o pederasta que existia nele. Vejam bem: as mulheres burras exigem de um homem muito mais imaginação – a imaginação que Nietzsche não tinha. Apreciar uma mulher burra é um desafio para um homem inteligente, e só uma mulher inteligente pode “domesticar” um homem burro. Nietzsche não tinha a mínima noção de Yin e Yang, da atracção dos contrários. Pudera…esteve sempre no “contra”…
– Nietzsche (“Para lá do Bem e do Mal”)
Das duas, uma: ou Nietzsche tinha problemas de impotência sexual, ou foi cornudo toda a vida. Esta frase é um desabafo de um cornudo magistral e endémico, mas também pode ser um grito de um impotente mal-amado. Contudo, excluamos a hipótese de condição de cornudo, porque sabemos que Nietzsche, de mulheres, conhecia pouco ou nada, à excepção da sua irmã (feia e inteligente, a exteriorização do pederasta), com quem – diziam as más-línguas – teve uma relação incestuosa.
Em consequência de estereótipos Nietzscheanos deste género, passamos a confundir o “machismo” com “marialvismo”. O macho não defende a ideia de que a mulher deva ser propriedade do homem – pelo contrário, a apropriação da mulher pelo homem coloca dificuldades acrescidas a um macho que se preze. A noção de mulher como propriedade do homem é eminentemente marialva, e um marialva é um gay que não “saiu do armário”.
Enfim, sou de opinião que a história da filosofia moderna está mal contada. Se o desconstrucionismo “inventado” por Nietzsche servisse para alguma coisa, deveria ser para desconstruir o próprio Nietzsche.
Sobre Nietzsche ler: “O profeta do anticristo”




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Amigo, os fundadores do partido Nazistas não eram “quase todos gays”. Isso é apenas uma afirmação homofóbica que mascara o sexismo na ideologia nazista, e em nada ajuda-nos a compreender a história.
Comentário por Renata Piekarski — Quinta-feira, 6 Dezembro 2007 @ 7:01 pm
Para a Renata homófila:
http://www.abidingtruth.com
Se não souber inglês, eu traduzo.
Comentário por Orlando — Quinta-feira, 6 Dezembro 2007 @ 7:11 pm
Em primeiro lugar , o que qualquer Estudante de filosofia ou professor iria lhe perguntar: Você lê e conhece Filosofia? Você é idealista? è preocupante academicamente falando , dizer algo de alguém que se conhceia desde a infância e sabia quem era(um homem, animal social) dificil para a maioria se não para quase todos os filósofos que existiram antes de Nietzche. Só para lembrar o Filólogo Nietzche(ele nunca fez Filosofia, pois era autoditada suficiente para não cair em armadilhas da gramática) fala de mulheres em um tom que faz “ELAS” entenderem que o seu papel real no mundo está orientado para o masculino, pois, o Homem forjou a sociedade tal como ela é. Parace frieza e “machismo” , mas ele ataca para que de uma possível “crítica” cosntrutiva da personalidade do Animal feminino apareça sem toques do mundo patrístico masculino.
A desconstrução é por essa vias em Nietzche , ou ele desconsiderava a mulher como sendo diferente , ou ele deveria aceitar o fato de que elas por si só não construiram sociedades e nem as comandariam. ELE QUEBRA A ESPINHA DORSAL DO HOMEM, por que a mensagem é subliminar..é para que as mulheres parem de nos imitar ou ficarão para sempre ao nosso favor , mesmo inconscientemente. Leia sobre a Genial e Idealista Rosa Luxenbrugo , que era militante(masculino) professora(masculino) mas amava arte e poesia(não há sexo nisso, mas é o lado mais feminino do mundo) ela leu e adorou Nietzche.
Comentário por Joao — Sexta-feira, 28 Março 2008 @ 4:14 pm
Sinceramente, devo ser muito burro porque não entendi o que o comentador acima quis dizer em relação a Nietzsche e a sua relação com as mulheres. Aconselho o comentador a ler o que o ateu Bertrand Russell escreveu sobre Nietzsche, para que não fique aqui a ideia de que a minha opinião está contaminada por algum tipo de religiosidade. Existem coisas que não têm justificação.
Por outro lado,parece-me que o comentador confunde Nietzsche com Karl Marx ou Engels, quando ele escreve que Nietzsche queria “quebrar a espinha dorsal do homem”. Estive para não deixar aparecer este comentário, mas acabei por o permitir para que conste a total ignorância sobre as ideologias que prevalecem hoje.
Comentário por Orlando — Sexta-feira, 28 Março 2008 @ 6:17 pm
http://noyada.files.wordpress.com/2008/05/lou-nit-e-ree1.jpg
“Vais ter com uma mulher? Não te esqueças do chicote.” – Nietzsche
este é o chicote ao qual ele se refere, esta foto foi tirada ainda quando Friedrich era amigo de Paul Rée e Lou Salomé, quando ele se apaixonou uma unica vez pela mesma, e foi rejeitado, e traído, por ela com o seu melhor amigo, o Paul!
Eu sou mulher, e afirmo tudo quanto ele fala a nosso respeito, somos um tanto quanto criaturas odiosas em certos momentos! Sou mulher o bastante para adimitir tal coisa! E nós mulheres sabemos que no fundo tudo que ele fala é verdade, e se não achamos que são, é porque ainda não pensamos melhor!
Abraços a todos!
Comentário por Ilana Pêpe — Segunda-feira, 11 Agosto 2008 @ 4:59 am
[...] O super-homem abandona toda a fé na vida e no Homem, e aventura-se na procura de “todas as possibilidades”; o super-homem é aquele “valentão” que diz que “não vai morrer estúpido”; é aquele “super-macho” que procura com um afã doentio distinguir-se da essência do Homem, tentando a máxima diferenciação possível; o super-homem é gay. [...]
Pingback por A escatologia do Super-homem de Nietzsche « Ilha do Paraíso — Domingo, 21 Setembro 2008 @ 8:14 pm
antes de mais nada, esse foi um ótimo post digno de ser lido até o final!
bem não podemos negar que Nietzsche teva algum problema sentimental (e quem nunca teve?) e infelizmente deixou seus escritos contaminados por essas flutuações … agora alguns pontos devem ser esclarecidos:
1° O partido nazista de carater nacionalista alemão não tinha o apóio de Nietzsche, eles usaram os seus textos de forma fragmentada e contextualizados segundo seus interesses.
2° A idéia de super-homem se remente a trasposição dos valores sujos de um sociedade contaminada pela hipocrizia, é um princípio e não uma imagem … se alguem acha isso algo gay explique-se!!!
3° Nietzsche adorava ser ácido e atacar tudo aquilo que se remetesse as falsas relações sociais como o machismo e o subjetivo papel da mulher na sociedade … existe um trexo em “Ecco Homo” no capítulo “Porque eu escrevo livros tão bons” parágrafo 5 onde ele motra algumas das suas ideologias referentes as mulheres , segue algumas partes:
“Elas todas me amam – uma velha história: descontadas as mulherinhas fracassadas, as ‘emancipadas’, as incapazes de ter filhos … Por fortuna não tenho a menor intenção de deixar que me arreebentem: a mulher completa arrebenta, quando ela ama… Eu conheço essas mênadas amáveis… Oh, que predadora sutil, perigosa, subterrânea, baixa! E é tão agradável ao mesmo tempo!… Uma mulher baixa, que vai atrás de sua vingança, seria capaz de passar a perna até mesmo no destino.. A mulher é indizivelmente mais má do que o homem, e também mais esperta: a bondade na mulher já é uma espécie de ‘degeneração’… ”
(Nietzsche – Ecco Homo)
…que eu tenha esclarecido alguma coisa flw
Comentário por lorduakiti — Quarta-feira, 31 Dezembro 2008 @ 3:43 am
@ lorduakiti :
1. O título do livro é “Ecce Homo”
2. Nietzsche sofria de sífilis, tinha dores de cabeça horríveis e
praticamente não saía da escuridão porque não suportava a luz do dia.
Toda a filosofia do homem reflectia a sua condição, e o deplorável é que
ele seja levado a sério por muita gente que se considera “séria”. Ele
foi muito mais um ficcionista do que um filósofo.
3. Nietzsche morreu em 1900, 20 anos antes da formação do Partido Nazi.
É verdade que Nietzsche foi usado pelo nazismo, mas muitos dos
princípios defendidos por Nietzsche (a supremacia aristocrática
absoluta, a inferioridade inata e intrínseca de uma casta de humanos (os
cristãos), o Super-Homem ateu, etc.) encaixavam bem na ideologia nazi.
4. Nietzsche não tem nada a ver com gayzismo, nem eu afirmei isso aqui.
A ideia do Super Homem é baseada na cosmogonia grega dionísica; no
fundo, não há muito de original neste aspecto. Nietzsche inspira-se nos
gregos pré-socráticos para preterir a História a favor da Natureza, o
que fez dele um apaniguado de um monismo naturalista. É inconstestável o
facto de Nietzsche ter sido influenciado por Darwin.
5. Nietzsche tinha mesmo um problema com mulheres; ele era um misógino
completo, o que não significa que tenha sido homossexual. Não há que
dourar a pílula e inventar razões para além da real.
Comentário por O. Braga — Quarta-feira, 31 Dezembro 2008 @ 11:04 am
A mulher quer tornar-se independente: e para isso começa por esclarecer
[aufklären] os homens sobre a “mulher em si” – isso pertence
aos piores progressos do enfeiamento geral da Europa. Pois o que tem
que vir à luz em todas essas grosseiras tentativas de cientificidade
feminina e autodesnudamento?4
Gostaria de chamar a atenção para a proximidade entre a expressão
“a mulher em si”, que aparece nesse aforismo, e aquela que figura
no Prefácio como um dos elementos centrais do capital erro dogmático
de Platão, a saber, “espírito puro e Bem em si”. Despertando o interesse
para isso, quero sublinhar a correlação entre o tema permanente da crítica
do platonismo e aquele, para nós principalmente emergente, da crítica
do feminismo.
A “mulher científica” deseja esclarecer os homens sobre “a mulher
em si”; com isso, sub-repticiamente reedita a estratégia ancestral de
idealização, que é constitutiva do platonismo: ou seja, ela cria a hipóstase
metafísica “da mulher”, ficciona algo como uma essência objetiva do Feminino,
fixa “a mulher” num conceito e, ao fazê-lo, transforma a feminilidade
da mulher numa entidade puramente intelectual, numa idéia abstrata,
que só pode ser apreendida e exposta pelo olhar privilegiado da
teoria.
Para Nietzsche, é demasiadamente alto o preço a ser pago pela
cientificização “da mulher”. O pressuposto daquela Aufklärung
emancipatória da e sobre “a mulher em si” é o triunfo do dogmatismo
platônico, ou seja, o expediente que consiste em pressupor a existência
daquilo sobre o que se procura esclarecer, neste caso, a idéia da mulher.
Para isso, é necessário desenraizar a mulher da carne e da terra,
exaurir todo seu sangue, fogo e paixão, privá-la do corpo feminino, transfigurar
a mulher numa abstração, capaz de ser igual ao homem, dotada de
iguais direitos e prerrogativas; em outras palavras: colonizar e masculinizar
o eterno Feminino.
(…)
Ai de nós, afirma Nietzsche, se a mulher “começa a esquecer
radicalmente e por princípio sua inteligência e sua arte, a inteligência e a
arte da graça, do jogo, do afugentar as preocupações, do tornar as coisas
leves, do pegar leve, sua sutil destreza para os desejos agradáveis”.6 Gostaria
de chamar a atenção aqui para o pathos envolvente da formulação
“sutil destreza para toda sorte de desejos agradáveis”, absolutamente insólita
na boca de um vitoriano catedrático de filologia clássica.
Leiam mais em:
Nietzsche e o feminino
http://pepsic.bvs-psi.org.br/pdf/nh/v4n1/v4n1a01.pdf
Comentário por Cat — Quinta-feira, 26 Fevereiro 2009 @ 1:33 am
Em relação ao comentário da Cat:
Quer se queira quer não, Nietzsche tinha um problema com as mulheres ― era um misógino. Ele poderia ter todos os argumentos do mundo para escorar a sua misoginia, mas esses argumentos não lhe retirem o epíteto. O próprio feminismo radical moderno é consequência do desenvolvimento histórico das ideias de Nietzsche ― não esquecer que Nietzsche seguiu o evolucionismo tão em moda no seu tempo. A diferença é que Nietzsche levou o evolucionismo a um extremo tal que inspirou o próprio nazismo.
A “cientificação da mulher” é um conceito absurdo que só poderia vir da mente de um misógino, porque a mulher e o homem partilham a mesma essência. Nietzsche levou o Nominalismo a um extremo absurdo ― tal como o positivismo e o neopositivismo o fizeram. Para o Nominalismo, as coisas não tem uma realidade intrínseca fora da linguagem que as descreve, e nesta medida, Nietzsche atribuiu à mulher uma identidade de acordo com a linguagem que ele entendeu utilizar. Porém, o erro do Nominalismo consiste em não admitir que as realidades universais podem ser compreendidas através da Definição: a Definição compreende tudo o que uma coisa não pode deixar de ser, tudo o que é estritamente necessário ― por exemplo: “O ser humano é uma animal bípede, dotado de inteligência e de linguagem”.Esta Definição justapõe-se ao homem e à mulher, e define o ser humano independentemente do sexo.
A filosofia não é a exploração do absurdo, mas antes a utilização da Razão. Nietzsche via no absurdo a razão, como se fosse possível privar o homem do corpo masculino e a mulher docorpo feminino. Em parte por culpa de Nietzsche, o homem sofre o feminismo radical. Sinceramente, não vejo que interesse tenha ler Nietzsche senão pelo masoquismo de nos confrontarmos com o irracional.
Comentário por O. Braga — Quinta-feira, 26 Fevereiro 2009 @ 1:02 pm
Bem… usando suas próprias palavras:”ouve, eu sou alguém é, sobretudo, não me confundais com os outros”;”uma coisa sou eu, outra é minha obra”.
Nietzsche é o machista-bizarro, suas motivações são extremamente opostas a dos outros homens, ele teve pupilas mulheres em sua vida e a obra auto-biográfica ECCE HOMOS coloca o texto de uma delas. Suas motivações são algo difício de se ver de um único ângulo, ou talvez de qualquer ãngulo, senddo necessário lê-lo de nenhum ângulo e soldar seu pensamento como um quebra-cabeças fadado a ser incompleto. E por último, culpá-lo pelo nazismo é o mesmo que culpar Jesus pelo cristianismo e todas as suas cagadas, de diferentes seitas, ao longo da história.
Comentário por Bruno — Sábado, 4 Abril 2009 @ 2:21 pm
{“Vais ter com uma mulher? Não te esqueças do chicote.” – Nietzsche
este é o chicote ao qual ele se refere, esta foto foi tirada ainda quando Friedrich era amigo de Paul Rée e Lou Salomé, quando ele se apaixonou uma unica vez pela mesma, e foi rejeitado, e traído, por ela com o seu melhor amigo, o Paul!
Eu sou mulher, e afirmo tudo quanto ele fala a nosso respeito, somos um tanto quanto criaturas odiosas em certos momentos! Sou mulher o bastante para adimitir tal coisa! E nós mulheres sabemos que no fundo tudo que ele fala é verdade, e se não achamos que são, é porque ainda não pensamos melhor!}
Imagino que seja por isso que Nietzsche afirma que na guerra dos sexos a mulher sempre tem o primeiríssimo lugar.
Comentário por Bruno — Sábado, 4 Abril 2009 @ 2:28 pm
Brun@:
Por mais que as mulheres sejam aquilo que são, nada justifica a misoginia.
Comentário por O. Braga — Sábado, 4 Abril 2009 @ 2:46 pm
Brun@:
Essa comparação entre Jesus e Nietzsche ― ou entre Jesus e Marx ― é
história para boi dormir, para além de ser um slogan e um lugar comum.
Jesus não incitou à violência. Nietzsche não fez outra coisa.
Comentário por O. Braga — Sábado, 4 Abril 2009 @ 2:49 pm
Mais misógino que Nietzsche era Schopenhauer, que muito o influenciou. Freud também era misógino.
O problema da obra de Nietzsche são as grandes contradições, contradições que ele valorizava. Sua obra nos provoca mais o riso do que a imaginaçãoç. Nietzsche era profundo admirador dos gregos e os gregos antigos tratavam as mulheres como “machos fracassados”, ou seja, alguém só nasceria mulher se a natureza cometesse algum tipo de erro, como se ser mulher fosse um tipo de aleijão. Aristóteles mesmo defendia tais opiniões, embora a Grécia que Nietzsche admirava era um pouco anterior a ele.
De qualquer forma, os filósofos nunca foram bom de traquejo com o belo sexo. Kant não se interessava por elas e odiava a masturbação e desconfio que tenha morrido virgem. Sartre achou melhor uma relação aberta pra evitar preocupações com coisas triviais, como o ciúme, embora a Simone de Beauvoir tivesse vez por outra ciúmes dele. Sócrates não foi muito feliz com a megera da Xantipa, nem Rousseau com seus cincos filhos. Marx quase matou a mulher de fome para escrever “O Capital” e ainda embuchou a empregada (coisa de camarada). Foucault era uma moça. Isso só para citar alguns.
De qualquer forma o macho faz tudo para atrair a atenção das fêmeas, é assim em toda a natureza, e há quem diga que falar mal das mulheres, escrever sobre elas, seja uma forma de atrair a atenção delas também, e não é à toa que Schopenhauer, que tanto criticava às mulheres, seja tão lido por elas.
Comentário por Wandecy Medeiros — Quarta-feira, 12 Agosto 2009 @ 5:42 am
Caro Wandecy Medeiros, Vc generaliza. Com um pouco de jeito, não só todos os filósofos mas também todos os homens são misóginos. Schopenhauer adorava mulheres: era conhecida a sua vida de estroina, boa vida em bons restaurantes e em luxuosos prostíbulos e de bon vivant. Um misógino é coisa diferente daquilo que Schopenhauer foi. Assim como o misantropo detesta o ser humano e se isola da vida social, o misógino faz o mesmo em relação às mulheres e às relações sexuais (com mulheres, porque não existe outro tipo de relações sexuais). A misantropia e a misoginia são sociopatias, embora de índoles diferentes.
Neste sentido, também não podemos dizer que Freud tenha sido um misógino. Fernando Pessoa, o poeta português, foi misógino embora em modo suave.
Vc confunde “misoginia” com “machismo”. É preciso ter cuidado com a semântica. Não é curial que Vc queira defender Nietzsche generalizando a sua (dele) sociopatia por toda a gente.
O machismo ― melhor entendido através do termo inglês “manliness” que não tem tradução literal para português ― é a ideia de que a mulher não tem, de forma geral, as características e as potencialidades do macho naquilo em que o macho é alegadamente superior, embora reconheça à mulher outras características que o macho não tem.
Sócrates dependeu de Xantipa a tal ponto que sem ela ele não poderia ter sido o filósofo que foi. Era ela que administrava a casa e o dinheiro, e que tornou possível a vida de Sócrates inteiramente dedicada à contemplação. A Aristóteles foram conhecidas (pelo menos) duas mulheres com quem ele partilhou a sua vida, a primeira das quais lhe deu filhos.
Kant e Sartre não são exemplos de misoginia: nunca se ouviu, a um e a outro, criticar a mulher na sua condição de mulher ― porque é disto que trata a misoginia: a crítica à condição feminina como tal. No primeiro caso, Vc confunde castidade com misoginia. O casto nada tem necessariamente contra as mulheres: apenas fez uma opção de vida baseando-se em convicções pessoais. Sartre era um putanheiro de primeira grandeza; dizer dele a misoginia não corresponde à verdade.
Rousseau esteve longe de ser misógino: não havia gineceu onde ele não metesse a antera. O mais que podemos dizer de Rousseau é que era um misópedo (alguém que se identifica com a misopedia) porque colocou os seus filhos num orfanato para poder levar a sua boa vida com as mulheres.
Foucault não era misógino: ele era bichona e pedófilo. Nem todo o misógino é bichona. Nietzsche era misógino e não era viado.
Comentário por O. Braga — Quarta-feira, 12 Agosto 2009 @ 6:59 am