perspectivas

Segunda-feira, 4 Abril 2016

A feminização da política conduz ao reforço do poder do Estado

 

O Pedro Arroja escreve aqui um texto sobre a “ascensão das mulheres na política”; e conclui este fenómeno político “é um sinal da degenerescência dos partidos políticos”.

Eu penso que é um sinal de degenerescência dos partidos políticos, mas não exactamente pelas mesmas razões que o Pedro Arroja invocou. E penso que a degenerescência da política também inclui a Angela Merkel, que Pedro Arroja considerou excepção à regra. Talvez a única excepção seja a de Margaret Thatcher. Na área da economia e das finanças (e ao contrário do que aconteceu com Margaret Thatcher), Angela Merkel seguiu estritamente determinadas ordens da elite alemã; não agiu por convicção própria.

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Uma das consequências da feminização da política é a supremacia da emoção sobre a razão. A política sempre foi guiada por uma certa dose de emoção (por exemplo, na retórica), mas sempre dentro dos limites estipulados pela razão.

Tucídides escreveu: “Nós amamos a beleza dentro dos limites do discernimento político, e filosofamos sem o vício bárbaro da efeminação.”

Não é por acaso que a escritora britânica Fay Weldon afirma que as mulheres ganharam a batalha dos sexos — porque, ao contrário do que defendiam os gregos, hoje a filosofia política é feita com “o vicio bárbaro da efeminação”, o que significa uma supremacia descabida da emoção sobre a razão.

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A supremacia da emoção na política é o fundamento da utopia e do irrealismo. A Europa está na actual situação de estagnação a vários níveis porque os homens perderam preponderância na política. As mulheres são tão sectárias quanto os homens; porém, a diferença é a de que as mulheres são sectárias entre si apenas em detalhes, e não na essência das questões. A mulher dá mais atenção aos detalhes do que ao fundamento das questões: por isso, seria perfeitamente normal que a discordância entre Catarina Martins e Assunção Cristas, por exemplo, em um qualquer assunto, se resumisse a uma questão de pormenores e não fosse uma discordância fundamental.

A feminização da política conduz ao absurdo.

Um exemplo da actual tendência para a feminização da política na Europa é um programa emitido pelo canal de televisão alemã ZDF (canal que é pago com os impostos de todos os alemães), em que o apresentador radical de esquerda e efeminado Jan Böhmermann afirma textualmente que “os alemães não pertencem à Alemanha”; os alemães são classificados como “estúpidos nacionalistas autoritaristas”; Böhmermann afirma que “vocês, os alemães, não são o povo: vocês são o passado”, e que “os verdadeiros alemães vão chegando do estrangeiro: já vislumbramos a presença de 10 milhões de novos alemães andando de bicicleta: os verdadeiros alemães andam de bicicleta, e comem Kebab e Muesli”. Segundo Böhmermann, os verdadeiros alemães não comem carne de porco e são vegetarianos.

Mulheres inteligentes, como por exemplo Marion Sigaut, defendem a tese segundo a qual “a libertação da mulher é uma forma de alienação”.

Ademais, a feminização da política exige o reforço do poder do Estado, reforço esse que pode raiar a construção de um Estado totalitário.

A estratégia do radicalismo de Esquerda efeminado é o de, em uma primeira fase, fazer dos direitos humanos uma política em si mesma, atomizando a sociedade, por um lado, e reforçando o poder do Estado, por outro lado; e, em uma segunda fase, quando o Estado for já plenipotenciário, ir retirando os “direitos humanos” concedidos anteriormente e de uma forma arbitrária, tendo como objectivo a consolidação de um Estado totalitário a nível europeu (União Europeia).

Quinta-feira, 31 Março 2016

Nós pagamos o feminismo com os nossos impostos

 

Laurie PennyEm uma entrevista a um jornal alemão, a feminazi inglesa Laurie Penny defende a ideia segundo a qual o Estado deve pagar “o desenvolvimento dos bebés em laboratório”, para libertar a mulher do pesado fardo de ter que parir.

A seguir ela entra nos relacionamentos amorosos, e confessa-se “muito romântica”.

E porque é “muito romântica”, ela defende a ideia de que a mulher deve ter múltiplos relacionamentos (poliamoria). A coerência é surpreendente: o romantismo amoroso implica, alegadamente, a promiscuidade sexual.

A poliamoria é justificada em função da “maximização da autonomia da mulher” e da “auto-determinação da mulher”, sinónimo de “carreira profissional”.

Ou seja, o Estado deve pagar à mulher para ser mãe. Neste modelo “romântico”, há relações pessoais, mas não há uma vida familiar: o Estado toma conta da prole. É o modelo da “autonomia da mulher” pago com o dinheiro dos nossos impostos.

Domingo, 27 Março 2016

Outra que saiu do armário

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 10:00 am
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Frauke Petry foi educada no luteranismo evangélico e casou-se com o pastor evangélico Sven Petry, com quem teve quatro filhos. Em 2015, Frauke Petry separou-se do seu marido e estabeleceu uma ligação (sexual) com Marcus Pretzell, presidente da AfD na Renânia do Norte – Vestefália (fonte).

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Quarta-feira, 9 Março 2016

Erdogan e a mulher

Filed under: cultura — O. Braga @ 10:31 am
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A visão islâmica acerca da mulher é intolerável. Temos que estudar (e não apenas ler) o Alcorão para chegar a esta conclusão.

Existem basicamente, no Ocidente, três formas de conceber a mulher:

  • O igualitarismo marxista cultural;
  • O Complementarismo;
  • O patriarcado bíblico.

O igualitarismo marxista cultural é adoptado pelos partidos de Esquerda (Partido Comunista, Bloco de Esquerda e Partido Socialista) e, em parte, pelos partidos liberais (Partido Social Democrata e CDS/PP). É a ideia segundo a qual o sexo (biológico) não tem qualquer função nos papéis desempenhados na sociedade; e a Esquerda vai mais longe: os “géneros” (os sexos) nada mais são do que “construções sociais e culturais”. Ou seja, a completa irracionalidade.

O Complementarismo é adoptado pela Igreja Católica. Os homens e mulheres são diferentes biologicamente (em geral, com papéis diferentes na sociedade) mas iguais nos seus direitos naturais (não confundir Direito Natural com Direito Positivo).

O patriarcado bíblico é adoptado, nomeadamente, pelos evangélicos, e baseia-se na ideia da relação entre sexos do Antigo Testamento (Judaísmo).

Uma coisa é o combate contra o feminismo que é uma forma psicótica de conceber a mulher; outra coisa é negar à mulher os seus direitos naturais — como faz o Islamismo.

Terça-feira, 8 Março 2016

Dia internacional da fêmea

Filed under: Esta gente vota — O. Braga @ 12:29 pm
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Hoje não é o dia internacional da mulher, enquanto pessoa; é o dia internacional da fêmea, enquanto animal. E porque se parte do princípio de que o homem já é um animal, não existe um dia internacional do macho.

O politicamente correcto reduz o homem a um animal que “oprime” a mulher; e o corolário desta visão redutora é a necessidade de animalizar a mulher — para que sejam iguais.

Sábado, 9 Janeiro 2016

As mulheres (em geral) na política

Filed under: Política — O. Braga @ 7:47 pm
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Se calha, sou machista por dizer parte da verdade. Qualquer crítica pertinente a qualquer mulher é, segundo o politicamente correcto, sinónimo de machismo, ou de misoginia.

Na imagem em baixo vemos dois políticos britânicos visitando os territórios inundados pelas cheias no Reino Unido.

À esquerda, David Cameron usando roupa casual e umas botas de borracha de 15 Euros.

À direita vemos a socialista escocesa Nicola Sturgeon com um casaco de marca Barbour de 240 Euros, e umas botas de marca Hunter de 170 Euros.

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(Fonte)

Quarta-feira, 13 Maio 2015

Coitadinhas das raparigas! São as eternas vítimas de violência dos namorados! Coitadinhas!!!

Filed under: politicamente correcto — O. Braga @ 6:06 pm
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Sábado, 9 Maio 2015

“A mãe é igual ao pai!”

Filed under: cultura — O. Braga @ 11:42 am
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Women-in-Soviet-PropagandaVivemos em uma sociedade a defende a ideia segundo a qual “a diversidade é essencial à felicidade”, mas impede de facto a diversidade.

Não se trata de um apanágio da direita ou da esquerda, mas de ambas: a esquerda, por uma questão de utopia, e a direita, por uma questão pragmática. Se juntarmos o pragmatismo económico da direita à utopia da esquerda obtemos um contra-senso.

As condições políticas da actualidade — com a esquerda e a direita que temos — favorecem o individualismo exacerbado; mas são instáveis. Instabilidade e individualismo ligam-se hoje, como aconteceu também na Grécia antiga e no Renascimento. Como sempre aconteceu na História, não é possível ter “sol na eira e chuva no nabal”. É necessário um sistema social estável, mas até hoje todos eles foram, até certo ponto, obstáculo à expressão do mérito individual.

¿Até que ponto podemos suportar o assassínio e a anarquia como os do Renascimento?

¿Como podemos suportar o actual holocausto do aborto em nome de uma alegada “autonomia da mulher”, e como podemos suportar a instabilidade anárquica que mina o futuro da nossa sociedade?

Não se encontrou a solução para este problema, e penso que nunca se encontrará. Temos que optar por uma coisa ou por outra.

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Neste contexto, acho que este texto do Padre Gonçalo Portocarrero de Almada é auto-contraditório, ou no mínimo ambíguo. Ou pelo menos não pretende enfrentar “de caras” o politicamente correcto. O Padre parece optimista, enquanto sou céptico em relação à “evolução da natureza humana”.

Concordo com a ideia de que uma verdadeira dona-de-casa — vulgarmente conhecida por “mulher doméstica” — só o pode ser hoje plenamente se for instruída e culta e, por isso, estar consciente da sua importância. Quando uma pessoa se cultiva, deixa de obedecer facilmente aos mimetismos culturais, e a mulher não é excepção. Mas o que temos hoje não é instrução nem educação: é lobotomia cultural patrocinada tanto pela esquerda marxista como pela direita neoliberal, cada uma à sua maneira.

Domingo, 8 Março 2015

Dia da mulher

Filed under: Política,politicamente correcto — O. Braga @ 2:30 pm
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É um absurdo. Não se trata agora da reivindicação de direitos civis iguais, mas antes de uma reivindicação de uma intermutabilidade entre seres humanos (entre os dois sexos) que se alimenta de uma confusão (propositada e alimentada simultaneamente pela direita neoliberal e pela esquerda marxista) entre igualdade, diferença e discriminação. Não dou para esse peditório.

Segunda-feira, 29 Dezembro 2014

A revolução sexual e a libertação da mulher

 

Este anúncio publicitário abaixo reflecte fielmente o corolário da “revolução sexual” e da “libertação” da mulher no século XXI: um grupo de homens viola uma mulher. A “revolução sexual” é sinónimo de cultura da barbárie e a “libertação da mulher” é exactamente o seu oposto.

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Não adianta às feministas berrar, porque estava escrito nas estrelas que o corolário seria este: o conceito de “libertação da mulher” foi essencialmente criado por homens e seguido por mulheres estúpidas criteriosamente colocadas na ribalta cultural e social pelo intelectualismo masculino do século XX.  Por exemplo, a alegada independência ideológica de Simone de Beauvoir em relação a Jean-Paul Sartre é puro sofisma: na essência, ela pensou como ele queria que ela pensasse.

O meu desprezo pelo feminismo é essencialmente o desprezo pela burrice que não é só apanágio da mulher mas também dos homens.

Sexta-feira, 28 Novembro 2014

José António Saraiva vs. Lídia Jorge, e a felicidade das mulheres

Filed under: ética — O. Braga @ 8:29 pm
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José António Saraiva e Lídia Jorge debateram, por email, a felicidade das mulheres actuais1.

Antes de falar de felicidade, vamos a assuntos mais comezinhos. Por exemplo, segundo um estudo realizado por dois professores da universidade de Chicago, a chamada “libertação da mulher” e o voto das mulheres conduziram ao aumento do peso do Estado na sociedade e ajudou a criar o “big government” actual. Por outro lado, quando a Lídia Jorge diz que “o tempo não volta para trás”, trata-se de um respeitável desejo — mas a História já nos demonstrou que, por vezes, o tempo pode voltar para trás, embora em outro tempo e com outros contornos factuais. É o conceito de “velhice do eterno novo”, de Fernando Pessoa.

O problema não residirá no facto de as despesas do Estado terem aumentado com a “libertação da mulher”: o problema é o de saber se as despesas do Estado com a “libertação da mulher” estão a ser úteis à sociedade e bem aplicadas. E aqui a resposta é um rotundo NÃO! Se o Estado gasta dinheiro para proteger a mulher e a família, estaremos todos de acordo; se o Estado gasta dinheiro para pulverizar a família e atomizar a sociedade — como fazem os Estados da União Europeia, sob orientação desta —, então o dinheiro está a ser mal gasto.

Paradoxalmente, o José António Saraiva assume uma posição de esquerda tradicional e a Lídia Jorge uma posição de direita burguesa — sendo que a Lídia Jorge assume uma posição de direita burguesa e neoliberal para justificar a inevitabilidade da escatologia de esquerda (“os amanhãs que cantam”, a utopia, a certeza inconfessável do futuro); a “exploração do homem pelo homem” é, para a Lídia Jorge, necessária (é um meio necessário) para a realização escatológica da utopia da “igualdade”.

Lídia Jorge serve-se, de forma contraditória, de uma ética utilitarista para justificar um anti-utilitarismo. De modo semelhante, José António Saraiva serve-se de um anti-utilitarismo para justificar um utilitarismo ético-prático.

E o José António Saraiva assume uma posição de esquerda (no sentido da esquerda não marxista do socialismo francês do século XIX e de G. K. Chesterton) quando critica o estereótipo burguês e neoliberal da mulher que está cultural- e economicamente obrigada (forçada) a trabalhar fora de casa.

José António Saraiva sublinha que o homem e a mulher não são intermutáveis — o que coincide perfeitamente com a opinião de G. K. Chesterton; Lídia Jorge defende a intermutabilidade de papéis sociais do homem e da mulher, o que coincide perfeitamente com a opinião dos Rockefeller, dos Rothschild ou de Bill Gates.

(more…)

Quarta-feira, 19 Novembro 2014

Quando a mulher adopta o apelido do marido

Filed under: cultura — O. Braga @ 2:10 pm
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O jornal Púbico publica um artigo com o título “Identidade, submissão ou amor? O que significa adoptar o apelido do marido” :

“Nada obriga uma mulher a adoptar o apelido do marido no casamento. As que o usam são mais carinhosas e menos inteligentes?”

Naturalmente que a cultura antropológica actual sofre a influência nefasta das elites políticas e académicas, que enviesam o genuíno significado do simbolismo subjacente à adopção, por parte da mulher, do nome de família — porque é disto que se trata: adopção de um nome de família.

Antes de mais, temos que saber o que é a família antropológica. Os antropólogos do princípio do século XX — por exemplo, o estruturalista francês Claude Lévi-Strauss — chegaram à conclusão de que existe um tipo de família nuclear que é basicamente comum a praticamente todas as culturas.

A família nuclear antropológica é constituída por uma mulher e “três homens”: o marido da mulher, o irmão da mulher, e o filho da mulher. E a mulher é o centro da família nuclear, como podemos ver na imagem abaixo.

FAMILIA NUCLEAR

A noção de família nuclear antropológica não é a mesma da noção de “família” de Engels e do marxismo: para Engels, o matriarcado é um conceito radical, em que o homem (o marido) é desvalorizado em termos de função na família. Na família nuclear antropológica existem três pessoas do sexo masculino que são essenciais à família, pese embora seja a mulher o esteio da família.

Ou seja, na família nuclear, a mulher tem um poder real fáctico, uma vez que é ela que é a base da família. Por exemplo, a cultura judaica é matrilinear, o que revela que a mulher é o centro da família.

Ora, este poder real da mulher no seio da família, se for exacerbado (como acontece hoje), pode afastar o homem (o pai do filho); esta é uma das razões por que, cada vez mais, existem mães solteiras. Uma forma de fazer equilibrar a relação de poder na família, entre o homem e a mulher, é a de fazer coincidir simbolicamente o apelido do marido com o apelido da família: por isso dizemos, por exemplo, “família Oliveira”, “família Soares”, etc..

Não se trata propriamente de submissão da mulher ao marido, quando ela adopta o apelido dele: trata-se de uma concessão da mulher que tende a “prender” o homem (o marido) à família através de um simbolismo com incidência na cultura antropológica: através do símbolo do nome de família que coincide com o nome do marido, a mulher cede simbolicamente ao homem algum do poder real que detém na família, em troca de um compromisso de estabilidade na ligação do homem à família.

Não nos podemos esquecer do seguinte: durante toda a sua vida sexual, o homem produz biliões de espermatozóides, ao passo que a mulher produz cerca de 400 óvulos. É do interesse da mulher, concebida como a centralidade da família, que os “três homens” da família nuclear se mantenham próximos dela; e é essencial, para a mulher, que o marido não se sinta ostracizado no seio da família, ou que sinta que o seu poder real no seio da família fique diminuído.

Por isso é que é inteligente, por parte da mulher, que ela crie uma identidade da família através da inclusão simbólica do apelido do marido como nome de família. Não se trata, aqui, e ao contrário do que diz o politicamente correcto, de a mulher abdicar da sua identidade pessoal: trata-se, em vez disso, do papel da mulher em fomentar (no seu próprio interesse) uma identidade da família enquanto tal, conseguindo compromissos por parte do marido que tendam a uma unidade familiar.

No seio da família, a mulher concede (faz concessões tendo em vista compromissos por parte do marido), mas não se submete porque ela é a base fundamental da família. Quem não percebe isto é analfabeto funcional.

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