perspectivas

Sábado, 19 Junho 2010

José Saramago: Na morte de um homem mau

Filed under: Portugal — O. Braga @ 10:15 pm
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« Morreu um homem amargo e mau, incapaz de sorrir, que se esforçava por tornar a sua Pátria amarga, como ele.

José Saramago, era de facto um homem mau. Provava-o a sua cara vincada incapaz de exprimir um sorriso, prova-o a sua escrita prenhe de ódio e crítica aos valores mais normais e caros à civilização que o viu nascer, valores esses que ele, com as suas ideias, suas declarações e sua obra, renegou em Lanzarote. Será que no fundo, Saramago, para além do seu marcado azedume e soberba, tinha valores? Nunca o saberemos. »

José Saramago: Na morte de um homem mau

7 comentários »

  1. Concordo plenamente,julgo que no homen mau só pode existir sentimentos negativos,que se opoêm a tudo o que é de bom e saudavél.”valores” só os negativos.

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    Comentar por margarida — Domingo, 20 Junho 2010 @ 12:41 am | Responder

  2. Saramago não era um homem mau. O que ele criticava era a burrice humana, a cegueira, a covardia, a incapacidade humana de pensar e julgar de forma justa e lógica os seus atos e dos demais que lhe são próximos, os quais se repetem ao infinito sem um propósito maior.
    Afinal, a vida é apenas isso ?
    VIVA SARAMAGO, PARA SEMPRE !!!!!!!!!

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    Comentar por Neto — Domingo, 20 Junho 2010 @ 1:43 am | Responder

    • O Comentário do Neto corrobora o elitismo típico do gnosticismo moderno de que Saramago era um bom exemplo:

      “os homens são quase todos burros, cobardes, incapazes de pensar, etc. Apenas uma pequena elite de auto-eleitos, candidatos ao moderno Pleroma e à salvação, são dignos de respeito”.

      Para se entender o Neto e o Saramago, ler:

      https://espectivas.wordpress.com/a-mente-revolucionaria/

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      Comentar por O. Braga — Domingo, 20 Junho 2010 @ 2:20 am | Responder

  3. Estou com o Neto! É que a um homem “normal” (O. Braga) não é possível compreender um Homem Extraordinário! Por isso escreve, ele sim com ódio, o que escreve. Mas O. Braga é “normal”. Por isso não é de espantar.

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    Comentar por João — Terça-feira, 22 Junho 2010 @ 11:31 am | Responder

    • O romantismo, que teve o seu expoente máximo no louco Nietzsche, dividiu a humanidade em “gente normal” (os Hílicos do gnosticismo medieval) e os “super-homens” (os Aeons do gnosticismo medieval). A parti daí, tudo foi possível, incluindo os mais de 200 milhões de vítimas decorrentes das religiões políticas só no século XX (do nazismo e do marxismo).

      Gente que pensa como o João deve ser combatida com todas as forças e por todos os meios, porque estamos em presença do gnosticismo moderno que considera a existência de uma elite de super-homens a quem é permitido tudo, incluindo a decisão de vida e de morte da maioria.

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      Comentar por O. Braga — Terça-feira, 22 Junho 2010 @ 1:13 pm | Responder

  4. […] Nietzsche, religiões políticas, romantismo Num postal sobre José Saramago, alguém colocou o seguinte comentário: « A um homem “normal” (O. Braga) não é possível compreender um Homem Extraordinário! […]

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    Pingback por A evolução do gnosticismo até à sua expressão moderna (11) « perspectivas — Terça-feira, 22 Junho 2010 @ 2:25 pm | Responder

  5. Breves comentários de um leitor brasileiro:

    Politicamente, Saramago foi um homem brutal.
    Propagandista e, mais que isso, apóstolo do genocídio, perseguiu jornalistas e escritores que não professavam sua fé comunista e usou seu nome e prestígio para esmagar homens que não se curvavam a seus desígnios.
    Em sua última passagem pelo Brasil, Saramago se definiu como um “comunista hormonal”. Não acho necessário dizer mais sobre o assunto, considerando a troça de Reinaldo Azevedo e a repreenda de João Pereira Coutinho.
    Porém, não se pode negar o valor de sua obra literária.
    Quando digo isso, NÃO ME REFIRO ÀS OBRAS DE PROPAGANDA COMUNISTA E ATEÍSTA, mas sim a algumas poucas obras que merecem o título de literárias.
    Explico-me: quase tudo que Saramago escreveu é lixo desprezível, que não tem qualquer valor literário, nem foi escrito para tê-lo. É mera obra política, tanto mais perigosa porque recheada de giros lingüísticos e estilísticos pobres (digo, sem qualquer conteúdo), mas capazes de impressionar quem não é habitual leitor de grandes escritores.
    Isso porque Saramago não era Luis Fernando Veríssimo, sabia escrever e com isso impressionava os incultos, como o próprio Luis Fernando e como os membros da Academia sueca.
    Mas, deixando de lado essa casca grosseira e grotesca que constitui a maior parte de sua obra, encontram-se alguns grandes livros, como é o caso de “O ano da morte de Ricardo Reis”, o maior de todos.
    O texto de Oliveira Martins é cego ao talento do homem porque carregado de ódio contra ele – no fundo, esse texto tem o mesmo tom e o mesmo valor daqueles escritos por Saramago contra a Santa Igreja…
    Acredito que devemos dar a Saramago o que é dele por direito: morreu um bom escritor, certamente menor do que muitos escritores portugueses de sua geração, como Sophia de Mello Breyner Andresen, e Miguel Torga, da geração anterior, como Aquilino Ribeiro e Fernando Pessoa, e da geração posterior, como António Lobo Antunes, mas ainda assim um bom escritor.
    No mais, que Nosso Senhor Misericordioso Perdoe os seus pecados e Conceda-lhe a graça do purgatório para que se arrependa de suas maldades, e que Faça o mesmo por todos nós.
    André Franzin

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    Comentar por André Franzin — Segunda-feira, 28 Junho 2010 @ 4:52 pm | Responder


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