perspectivas

Segunda-feira, 14 Dezembro 2009

A guerra, atómica ou convencional, contra o Irão é inevitável

Filed under: Islamismo — O. Braga @ 11:46 am
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A melhor forma que o Ocidente tem de se reduzir a força do radicalismo islâmico é através da redução da dependência do petróleo, prosseguindo as políticas de alternativas energéticas. Não está propriamente em causa a escassez das reservas de petróleo, até porque informações recentes apontam para reservas planetárias de petróleo muito superiores àquelas que se estimavam há pouco mais de dois anos. O verdadeiro perigo para todo o mundo é arma do petróleo manobrada pelo radicalismo islâmico, e de tal forma que reduziu os Estados Unidos a uma potência de segunda grandeza; a própria ascensão de Obama reflecte o reconhecimento do Clube de Bilderberg e do CFR de que os EUA estão, em termos práticos, neutralizados como potência militar no seguimento da sua intervenção no Iraque. A Coreia do Norte aproveitou uma janela de oportunidade permitida pela ocupação militar americana no Iraque para desenvolver a sua bomba nuclear. O Irão seguiu exactamente o mesmo caminho da Coreia do Norte.

O desenvolvimento de energias alternativas ― como o carro eléctrico, as energia eólica, das marés, a hídrica das barragens, e até mesmo a energia da fusão nuclear ― é essencial para reduzir o peso da arma política do petróleo sobre o mundo, e consequentemente, a utilização dessa arma política por parte do radicalismo islâmico. Porém, mesmo que o Ocidente reduza de uma forma substancial a sua dependência do petróleo, a guerra não poderá ser evitada: apenas serão reduzidos os danos colaterais, em vidas humanas e patrimoniais, de uma guerra preventiva contra o Irão ― ou em caso de hesitação em lançar esse ataque preventivo contra as bases nucleares iranianas em tempo útil, um ataque nuclear à capital iraniana acabará por ser inevitável.

O que esta a acontecer no mundo islâmico é, por um lado, a luta intestina entre as várias facções islâmicas pela conquista do califado perdido com a queda do Império Otomano, e por outro, uma guerra já declarada contra o ocidente e contra o mundo não-islâmico em geral, que inclui Israel. Mesmo que, em todo o mundo não-islâmico, o petróleo utilizado na produção de energia fosse reduzido, digamos, em 80% (incluindo os automóveis eléctricos), e substituído por energias alternativas, uma guerra nuclear de muito curta duração seria inevitável, porque é certo que a ameaça de um Irão nuclearizado não se ficará apenas por uma ameaça. O mundo islâmico não tem a percepção humanista da realidade que é própria das culturas não-islâmicas ― e aqui englobo não só o humanismo secular ocidental, como o cristão e os das outras religiões universais (budismo, hinduísmo, etc.).

A utilização de embargos comerciais [sanções económicas] não funcionam na prática. A alternativa a uma guerra nuclear de curta duração que destruiria Teerão em dois minutos, é o ataque preventivo de uma força aliada ocidental às centrais nucleares do Irão, destruindo-as antes que sacrifícios maiores em vidas humanas se consumam em toda aquela região, e com consequências na economia de todo o mundo. Chegou a altura de a Europa finalmente compreender que o apoio a Israel pode evitar uma guerra nuclear com consequências que não podemos, hoje, antecipar.

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