perspectivas

Sábado, 26 Janeiro 2013

A discriminação do Estado em relação às famílias e à educação das crianças

El Alto Tribunal analiza su jurisprudencia anterior y recuerda que “nadie pone en duda la legitimidad del sistema de educación diferenciada”, pero “cuestión distinta” es que, a partir de la entrada en vigor de la Ley Orgánica de Educación (LOE), sea posible que esos centros “puedan tener la condición de concertados con fondos públicos, cuando expresamente en el régimen de admisión de alumnos se prohíbe la discriminación por razón de sexo“.

via El Supremo reitera que los centros que segregan por sexo no deben ser financiados con dinero público – Público.es.

O STJ espanhol decidiu que as escolas privadas não-mistas — aquelas que não misturam os sexos dos alunos — não recebam apoios do Estado espanhol, dizendo que “é proibida a discriminação por razão de sexo”.
Mas, no caso de colégios para raparigas ou para rapazes, ¿ quem é “discriminado” ? ¿ As raparigas ou os rapazes ? Ou, ¿ será que se “discriminam” mutuamente ?


Vamos ver o que significa “discriminação” :

discriminação
(latim discriminatio, -onis, separação)
s. f.
1. Acto ou efeito de discriminar (ex.: o exercício envolve discriminação visual). = DISTINÇÃO
2. Acto de colocar algo ou alguém de parte.
3. Tratamento desigual ou injusto dado a uma pessoa ou grupo, com base em preconceitos de alguma ordem, nomeadamente sexual, religioso, étnico, etc.


No caso do ponto 1, “discriminar” é distinguir uma determinada coisa ou ser, de uma outra coisa ou ser, sem que essa distinção implique necessariamente qualquer injustiça. Ou seja, fazer a distinção entre seres diferentes entre si, não implica obrigatoriamente uma injustiça. Se eu digo, por exemplo, que “uma mulher é diferente de um homem”, estou a fazer uma distinção, e por isso, estou a fazer uma “discriminação” — o que não significa que eu esteja a ser injusto, mas esteja apenas a constatar um facto.

No caso do ponto 2, “discriminação” já implica injustiça, na medida em que implica um tratamento qualitativamente diferenciado (qualidade do tratamento diferente). Quando coloco alguém de parte, retirando-lhe direitos devidos, estou a ser injusto. O mesmo se passa com o ponto 3.

Ora, uma escola masculina e outra feminina não implicam que o tratamento dado aos alunos e às alunas, respectivamente, seja necessariamente injusto, porque, por exemplo, a matemática aprende-se da mesma forma numa e noutra escola: não existe uma “matemática para meninas” e outra “matemática para meninos”.

Portanto, dizer que as escolas não-mistas são “discriminatórias”, e no sentido do ponto 3, é um absurdo. O mais que poderíamos dizer é que as escolas não-mistas discriminam-se igualmente umas em relação às outras — o que é um paradoxo, porque na verdade ninguém é necessariamente tratado de forma desigual na qualidade de ensino.

O problema é ideológico. O Estado espanhol — tal como acontece em Portugal — pretende substituir-se aos pais das crianças, retirando aos progenitores a capacidade de decidir sobre o melhor que considerem para os seus filhos. Ora, isso é que é uma verdadeira discriminação por parte do Estado em relação aos direitos naturais da família.

Sexta-feira, 26 Outubro 2012

¿Espanha está ‘hodida’?

Filed under: economia,Europa — orlando braga @ 3:19 pm
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La tasa de paro supera el 25% en España, pero la mitad  del país supera o roza el 30%, algo inédito en la historia y en el mundo desarrollado.

via Media España se instala en la depresión con un paro medio del 32% – Libre Mercado.

O desemprego em Espanha é o maior em todo o mundo desenvolvido (25% da população activa), e tem a quarta maior taxa de desemprego do mundo, a seguir à Macedónia, Bósnia e Sérvia; e tem até uma taxa de desemprego superior à do Sudão. Mas se dividirmos Espanha em norte e sul, a taxa de desemprego do centro-sul desse país atinge, em média, os 32,2% da população activa. Mesmo a taxa de desemprego na industrializada Catalunha é alta: 22,5%.
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Terça-feira, 5 Julho 2011

Mais uma pérola da ministra da igualdade do governo de Zapatero

Sexta-feira, 10 Dezembro 2010

A aberração política espanhola

Filed under: aborto,feminismo,politicamente correcto — orlando braga @ 8:47 am
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«La ministra de Igualdad, Bibiana Aído, ya trató de justificar su ley del aborto afirmando que un feto “no era un ser humano sino un ser vivo”. Cuando esto parecía insuperable, el diario ABC informa sobre otra declaración de la ministra responsable de esta ley. Aído asegura que “el Gobierno no puede compartir la afirmación de que la interrupción del embarazo sea la eliminación de un ser humano”.

La ministra hace una defensa de su ley diciendo que “abortar no supone acabar con una vida humana porque sobre el concepto de ser humano no existe una opinión unánime, una evidencia científica, ya que por vida humana nos referimos a un concepto complejo basado en ideas o creencias filosóficas, morales, sociales y, en definitiva, sometida a opiniones o preferencias personales”.»

— Bibiana Aído, ministra do governo socialista espanhol (Via)

  • Reparem no primeiro argumento da ministra socialista espanhola: “como não há uma opinião unânime sobre se um feto humano é, de facto, vida humana, conclui-se que abortar não supõe acabar com uma vida humana”.

    O mesmo tipo de argumento foi colocado pelos nazis em relação aos judeus: “como não há opinião unânime sobre se um judeu é, de facto, um ser humano, conclui-se que matar um judeu não supõe matar um ser humano”.

  • E argumentário da ministra feminista/socialista espanhola continua: “por vida humana entendemos ser um conceito complexo baseado em ideias ou crenças filosóficas, morais, sociais e, em definitivo, submetida a opiniões ou preferências pessoais.

    Portanto, para a ministra zapaterista, a vida humana não é passível de ser definida — antes trata-se de um “conceito complexo” — dado que, segundo ela, “depende de opiniões e preferências pessoais”. Para ela, não existe uma noção de “vida humana”; para ela, apenas existe um conceito vago sobre a vida humana que não merece unanimidade.


Isto significa, por exemplo, que para a ministra espanhola, a dissuasão do crime de assassínio apenas e só depende da lei segundo o “espírito do tempo” (do Direito positivo de cada época); se a lei mudar e passar a permitir o infanticídio, por exemplo, para a ministra espanhola estaria tudo bem.
Esta visão do mundo é extremamente perigosa porque elimina a importância e a influência da ética no Direito positivo — ou melhor, a ética em que se baseia o Direito passa a ser totalmente arbitrária e dependente do Poder político em vigor em um determinado momento histórico. Foi o que se passou com a “ética” nazi.

Eu penso que não devemos criminalizar as opiniões, quaisquer que sejam; as pessoas são livres de pensar o que quiserem, e dizer o que pensam. Mas quando alguém, que tenha uma opinião destrutiva e anti-ética, pretender passar das suas palavras à acção política concreta por via de um cargo político, então teria que ser forçada, por lei, à demissão desse cargo político.

Quinta-feira, 2 Dezembro 2010

A Espanha de Zapatero e a absolutização do relativismo

No dia em que provavelmente será anunciado que Portugal organiza o Mundial de Futebol de 2018 em associação com Espanha, ficam patentes pelo menos duas coisas: a primeira é que qualquer tipo de associação com Espanha é, e sempre foi, prejudicial para Portugal, porque a situação económica e financeira do pais não está para futebóis; a segunda é que o regime socialista de Zapatero foi especialmente desastroso para Portugal por via do contágio político e cultural que teve no regime de José Sócrates.

Não bastava a confusão de narizes espanhóis e o arrastar de lutas intestinas e nacionalistas seculares, em que Portugal sempre tentou evitar meter-se, e tínhamos agora que levar com zapaterismo em cima por via do socratinismo.

O zapaterismo é especialmente perverso e até maléfico porque coloca o discurso ao serviço da política, em vez de colocar a política ao serviço do discurso. Ou seja, para o zapaterismo, o discurso é o fim em si mesmo, e não apenas um meio — como deveria ser — para atingir determinados objectivos políticos. A transformação do discurso em fim político em si mesmo, é uma das características do relativismo ético, moral e político.
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Quarta-feira, 25 Agosto 2010

A cobardia espanhola

Filed under: Política — orlando braga @ 9:02 pm
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“Tras dos días de silencio, el presidente francés ha criticado las cesiones hechas para la liberación de los cooperantes españoles. Tras defender la operación que trató de rescatar al rehén Michel Germaneau, lamentó que la “única estrategia” haya sido, en el caso de España, pagar el rescate y liberar un preso.”

Quarta-feira, 7 Abril 2010

Nós já tínhamos avisado: o lóbi gay espanhol quer controlar as aulas de religião nas escolas

Nós já tínhamos avisado: o lóbi gay espanhol quer controlar as aulas de religião nas escolas do país.

Depois do “casamento” gay e da adopção de crianças por duplas de avantesmas, o lóbi gay espanhol prepara um novo patamar pela luta heterofóbica: controlar os conteúdos das aulas de religião e moral. Um dia destes querem ser ordenados padres.
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Sábado, 6 Março 2010

Manifestações a favor da vida, dia 7 de Março, em Espanha

Filed under: aborto — orlando braga @ 2:21 pm
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Finalmente, temos bom vento de Espanha.

« Não se explica com que fundamento científico ou jurídico se baseia o facto de que uma pessoa possa decidir acabar com a vida do seu filho antes das 14 semanas e depois não. »

― César Nombela, professor catedrático de Microbiologia da Universidade Complutense de Madrid e ex-presidente do Conselho Superior de Investigações Científicas de Espanha.

Esta frase, proferida por um professor catedrático da área das ciências, para além da autoridade de direito tem a autoridade de facto: nada explica as 12 ou 14 semanas para abortar senão por uma opção meramente política com a intenção de adormecer as consciências, tendo em vista futuros alargamentos do prazo legal de aborto, por um lado, e a assunção orgulhosa da atitude herética e gnóstica anti-religiosa que tudo parece justificar, por outro lado.

Este domingo, realizam-se um pouco por toda a Espanha manifestações contra a nova lei espanhola do aborto ― e não só em Espanha mas também em todo o mundo. Ler notícia aqui.

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