perspectivas

Quarta-feira, 31 Março 2010

A intervenção directa da política na educação das nossas crianças

A classificação do bullying como crime público, por parte deste governo e da ministra da educação (que pertence à maçonaria feminina), revela a total e completa desorientação por parte do que se considera ser hoje a “civilização laica”. Estamos, de facto, a viver num mundo governado por gente totalmente louca.

A partir de agora, pode passar a ser comum a polícia entrar numa escola e prender um miúdo de 10, 11, 12 ou 13 anos. E a coberto desta decisão de transformar o bullying em crime público, pretende-se significar que se reforça a autoridade dos professores, quando essa decisão vai exactamente no sentido contrário: a partir de agora, o professor chama a polícia e tira o “problema” de cima das suas costas; a escola transforma-se cada vez mais em “ensino sem educação”, e a área da educação, que é por sua natureza, pré-política, transforma-se num espaço de intervenção da política. Está tudo louco. Em vez de se dar meios de actuação à escola e ao corpo de professores, mete-se a polícia e política lá dentro.
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Terça-feira, 23 Março 2010

Os alemães querem voltar a ser os Übermenschen da Europa

O ministro alemão das finanças, Wolfgang Schauble, deu uma entrevista a 13 de Março p.p. na qual defendeu a ideia de que se um país da zona Euro não cumprir os requisitos do défice, deveria ser expulso da zona Euro. Desde logo, todos nos recordamos que, há meia dúzia de anos, a Alemanha não cumpriu ela própria a exigência dos 3% do limite do défice, quando agora vem dizer, a propósito da Grécia, que países nessa circunstância devem ser expulsos da zona Euro. Ainda ontem, a boçal Angela Merkel veio insistir na mesma tecla, conforme pudemos ver nas televisões. O que se está a passar, na realidade política europeia ?

O que se está a passar é que a Alemanha se está a colocar em bicos de pés sem uma necessidade premente ou justificada de o fazer. O problema do défice da Grécia é complicado mas não irresolúvel, e por isso a atitude da Alemanha só pode ser entendida como uma enfatização ou dramatização política no sentido de se afirmar como a “dona da Europa”. Esta dramatização política é tanto uma realidade quanto sabemos que não existem mecanismos claros de expulsão de um país da zona Euro porque ainda existem os vetos dos estados membros ― incluindo o veto da Grécia.

Isto significa que a Alemanha pretende alterar a estrutura da União Europeia de acordo com os seus próprios interesses e contra todos os tratados entre os países europeus assinados anteriormente, incluindo o tratado de Lisboa. Bastou uma crise financeira internacional para “o gato ir às filhoses” e vermos agora, de novo, a Alemanha de 1871, 1914 e 1939 a ressurgir no horizonte. Mesmo que a Alemanha não consiga, para já, uma eficiente e total hegemonia política de tipo “raça ariana” na Europa, a verdade é que o relacionamento da Alemanha com os outros países europeus mudou, e na minha opinião, para pior.
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