perspectivas

Sexta-feira, 20 Julho 2012

Coitadinho do crocodilo!

Filed under: A vida custa,Europa — O. Braga @ 9:12 am
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O bombista suicida que matou 45 israelitas no aeroporto de Sofia, capital da Bulgária, tinha estado detido por algum tempo no complexo prisional norte-americano de Guantanamo [Cuba].

O bicho dava pelo nome de Mehdi Muhammad Ghazali, 33 anos, nasceu em Estocolmo, e era filho de pai argelino e mãe finlandesa. Tinha a nacionalidade sueca.

Em Dezembro de 2001, depois dos ataques às torres gémeas de Nova Iorque, o madraço estava o Paquistão a estudar a Sharia — ou lei islâmica — numa madrassa. Foi detido pelas autoridades paquistanesas e transferido para o GITMO [Guantanamo]. Pouco tempo depois, o governo sueco pediu a sua libertação alegando que o madraço não constituía perigo para a segurança pública, e depois de libertado, retornou à Suécia.

Entretanto, o governo sueco politicamente correcto e islamófilo, não vigiou o bicho. Se o madraço que estudou na madrassa fosse branco, provavelmente o governo sueco politicamente correcto teria estado atento aos seus movimentos; mas como o bicho era meio árabe, o governo sueco deixou-o na paz do paraíso das 70 virgens de Maomé.

E temos, depois, o caricato da União Europeia: um indivíduo que tinha estado preso em Guantanamo por suspeita de ligação à Al Qaeda, viajou livremente pela Europa de Schengen, sem fronteiras, e com uma mochila carregada de explosivos. Esta União Europeia é o ridículo perigoso tornado realidade.

Segunda-feira, 8 Dezembro 2008

Espanhóis controlam as entradas de brasileiros em Portugal

Filed under: Portugal — O. Braga @ 11:04 am
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Sinceramente, isto é triste e merece que o governo português apresente oficialmente protestos junto dos governos alemão e espanhol. Quando cidadãos brasileiros em trânsito para Portugal são controlados por espanhóis, só falta ao nosso país adoptar Madrid como capital.

Por esta e por outras, seria importante que Portugal saísse de Schengen.

Quinta-feira, 14 Agosto 2008

Estamos metidos num colete de varas

Filed under: Portugal — O. Braga @ 8:38 pm
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Estamos metidos num colete de varas, e vez de nos liberarmos dele, estrebuchamos e apertamos cada vez mais o baraço que nos ata. Andamos a discutir o que não tem discussão, e deixamos o importante de lado. Note-se que eu não concordo com o Fernando Rosas em quase tudo.

Não tem discussão possível que a morte pela GNR do rapaz que acompanhava adultos desarmados num roubo de material de construção civil, é desproporcionada, embora a lei penal preveja a situação de crime punível para adultos que induzam um menor em situação de ilegalidade.
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Segunda-feira, 11 Agosto 2008

Directo e sem rodeios: desembrulho!

Posso estar de acordo com a ideia deste postal: é preciso que a imigração seja contida dentro dos limites económicos e sociais que Portugal pode oferecer; não é possível “importarmos” imigrantes para depois não lhes darmos condições de sobrevivência condignas e segurança aos que já cá estão. Até aqui estou de acordo, e tenho-o escrito desde há 5 anos a esta parte.

Contudo, não concordo com a ideia de que os criminosos, por o serem, passem por isso à condição de sub-humanos (“Untermenschen”, para utilizar a terminologia nazi).

Desde logo, qualquer pessoa com dois dedos de testa se apercebe que se os assaltantes quisessem matar os reféns (todos ou algum) poderiam tê-lo feito, em vez de terem libertado quatro deles; tiveram a oportunidade e o momento para o fazer. Parece que a polícia não se apercebeu disso. Quando a polícia mata alguém nestas condições, é essencial que a intenção da pessoa abatida seja prévia e racionalmente avalizada.
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Sexta-feira, 8 Agosto 2008

Fernando Pessoa e a Segurança na Sociedade

Eu devo confessar que sinto muitas dúvidas sobre se tudo teria sido feito pelos agentes da autoridade para que ninguém tivesse sido morto na operação policial de ontem. Penso que seria possível terem saído todos com vida, e os assaltantes seriam apanhados mais tarde num café em Montegordo, ou comendo tapas na Diagonal de Barcelona, ou bêbedos na Bierfest em Munique (1). A morte “in loco” revela a fraqueza da União Europeia em matéria de prevenção e controle da segurança no espaço Schengen, é sinónimo de que o Tratado de Schengen não funciona de forma a garantir uma segurança racional dos Estados e das nações.
Não conheço os detalhes das negociações entre a polícia e os assaltantes, mas mesmo assim mantenho as minhas dúvidas.

Hoje vou falar sobre o conceito de Fernando Pessoa sobre ordem e segurança. Nas suas obras em prosa, Pessoa critica o conceito comtista (Augusto Comte) de Ordem e Segurança.

“Evidentemente que por “ordem” os seus defensores não entendem a mera ordem material e ostensiva, aquela que a polícia guarda. Entendem a ordem nos espíritos também, a disciplina íntima de onde resulta o bom funcionamento, físico como psíquico, da engrenagem social. Eles compreendem, de resto, que não há ordem só material, que é nos espíritos que a ordem começa.”

Aqui, Pessoa critica os defensores extremistas (comtistas) da ordem e da segurança como defendendo não só a ordem de guarda policial, como a ordem dos espíritos, a ordem psíquica, isto é, Pessoa critica a ideia de uma ordem que antevê e procura um totalitarismo.

A ordem é nas sociedades o que a saúde é no indivíduo. Não é uma coisa: é um estado. Resulta do bom funcionamento do organismo, mas não é esse bom funcionamento. (…) Na sociedade, semelhantemente: quando aparece a desordem, a sociedade sã procura logo, não manter a ordem, que pode ser provisória e aparente, mas atacar o mal que produziu a desordem. A exclusiva preocupação com a ordem é um morfinismo social.
(…)
No indivíduo, a constante preocupação com a saúde é um sintoma de neurastenia, ou males psíquicos mais graves ainda. Na sociedade, paralelamente, a preocupação da ordem é uma doença de espírito colectivo.

O que se está a passar na nossa sociedade é exactamente aquilo que Fernando Pessoa criticou nos defensores do comtismo securitário do seu tempo (defesa comtista da “ordem” que desembocou no Salazarismo). A História não se repete, mas a essência das coisas existe independentemente daquela. O que assistimos ontem em directo pela TV é próprio de um Estado securitário com altos índices de totalitarismo comtista (científico, no seu pior sentido).

Fiquei com a sensação de que a exibição policial de ontem tem uma intenção, quis passar uma mensagem claríssima: “Cuidado! cidadãos deste país: hoje foi abatido um assaltante armado, amanhã será um delinquente que rouba um pão para comer”. Pode ser só sensação minha; queira Deus que assim seja.

(1) Bastava que polícia tivesse colocado um sinalizador GPS no carro que permitisse a fuga aos assaltantes.

(textos de Pessoa tirados de “O Preconceito Tradicionalista”)

Quinta-feira, 7 Agosto 2008

Animação na SIC Notícias

Filed under: Portugal — O. Braga @ 11:22 pm
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Temos que abrir ainda mais as portas à imigração. Tenho passado a noite entretido com as imagens na SIC Notícias com o assalto ao Banco em Campolide. Não havendo um bom filme de acção violenta de tipo “Miami Vice”, nada como os imigrantes para animar a malta.

Adenda: lamentavelmente aconteceram mortes a sério. Enquanto as pessoas não se convenceram de que Schengen não interessa a Portugal (muita gente entra em Portugal pelas fronteiras terrestres vindos da UE), cenas destas vão se repetir regularmente e Ad Etaernum.

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