perspectivas

Quinta-feira, 21 Maio 2015

Com o Tratado de Lisboa, talvez não seja má ideia reinstituir a pena-de-morte

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 5:49 am
Tags: ,

 

Em 2007 escrevi um verbete sobre o Tratado de Lisboa. Parece que só agora se dão conta do problema:

“Militares portugueses sob comando de oficial espanhol? Secção Viriato? informação enviada através do Estado-Maior de Espanha?

Quer fazer o favor de explicar que cegada vem a ser esta, senhor Ministro?”

só pode ser brincadeira de mau gosto

Estava tudo escrito no Tratado. O problema é que o povo não foi informado e nem sequer o Tratado foi sujeito a plebiscito ou referendo. O povo português foi fodido pela classe política; mas ainda não fica por aqui! Noutros tempos, alguns membros desta classe política seriam enforcados em praça pública. Haja esperança!

Anúncios

Quarta-feira, 30 Janeiro 2013

¿ Foi você que pediu um “Tratado de Lisboa” ?

“Somos europeus até certo ponto. Daqui em diante, nada.

Explico em cinco ou seis linhas: pretendem os burocratas de Bruxelas que o bacalhau comercializado nos países da União Europeia fique sujeito a tratamento com polifosfatos que podem alterar o sabor, a textura e a qualidade do bacalhau que, como sabemos, é um dos símbolos da nossa identidade nacional. Juntar químicos ao bacalhau em vez de deixar que o salguemos como nos apetece, e de o comermos como acharmos melhor, é um atentado, uma intromissão e um crime, tudo junto.

Bruxelas já cometeu vários crimes desta natureza – porque lhe apetece, porque tem poder para isso, porque se está nas tintas. O que o governo português deve fazer: vetar, bloquear, esbracejar, impedir. Uma coisa é sermos europeus, outra é estarmos dispostos a que nos mexam no prato e nos alterem a ementa. Não estou a brincar; é um caso sério de identidade nacional.”

via Bacalhau de Bruxelas. – A Origem das Espécies.

¿ Foi você que pediu um “Tratado de Lisboa” ?

Quarta-feira, 12 Setembro 2012

As Forças Armadas, o Tratado de Lisboa, Passos Coelho e o “clima de medo”

« Os militares garantem assim que “estão ao serviço do povo português e não de instituições particulares”, e avisam: “Que ninguém ouse pensar que as Forças Armadas poderão ser usadas na repressão à convulsão social que estas medidas poderão provocar”. »

via Militares avisam Governo que estão com a população contra a austeridade | Económico.

Se imaginarmos um cenário de um protesto nacional popular massivo contra o governo de Passos Coelho, e em que as Forças Armadas portuguesas se recusem a servir de carrasco contra o seu próprio povo, o Tratado de Lisboa, assinado por José Sócrates, permite a que Passos Coelho possa, por exemplo, solicitar a Espanha ou a França que envie as suas Forças Armadas para uma missão de repressão brutal do nosso povo. É isto que a nossa classe política sabe, mas que nunca informou o povo português quando assinou o Tratado de Lisboa.

Na declaração divulgada nesta terça-feira, Siza Vieira, que se recusa a ser considerado um patriarca dos arquitectos, explica que está num constante processo de aprendizagem e que, “ultimamente” a aprendizagem “mais dura e mais forte” é assumir que, em Portugal, “se vive de novo em ditadura”.

“Aqui [em Portugal] temos uma ditadura” que, “aparentemente”, prevê “uma negociação”, mas “onde não se vê essa negociação”, disse o arquitecto português, considerando que Espanha “pode estar próximo de uma situação semelhante”.

via Siza Vieira: em Portugal, há a sensação de se viver “de novo em ditadura” – Cultura – PUBLICO.PT.

Quando todos nós vimos já polícias espanhóis a fazer patrulhas dentro do território português [e, para disfarçar, vemos também a nossa polícia a patrulhar dentro das fronteiras espanholas], o que se passa é a aplicação pura e simples do Tratado de Lisboa, que prevê que as forças policiais e armadas dos países da União Europeia possam entrar no território de Portugal a pedido arbitrário de um governo português “amigo” dos países do directório da União Europeia.

Esta é uma das muitas razões por que Passos Coelho se sente praticamente à vontade para fazer o que lhe der na sua plebeia gana contra o povo português, porque se sente respaldado pela força militar das grandes potências da própria União Europeia.

Quinta-feira, 19 Abril 2012

Franceses e alemães afirmam que só eles têm direito à soberania nacional

“Los ministros del Interior de Francia, Claude Guéant, y de Alemania, Hans Peter Friedrich, señalan en una carta que los controles fronterizos internos tendrían un carácter temporal, pero insisten en que la decisión de aplicarlos debe corresponder a cada país, no a la Comisión Europea, y que ese es “un punto no negociable”.

“La prevención de las amenazas a la seguridad y al orden público corresponde a la soberanía nacional“, subrayan los dos ministros en una carta enviada a la presidencia danesa de la Unión Europea y divulgada este jueves.”

via Alemania y Francia proponen recuperar los controles fronterizos en la UE – Libertad Digital.

Quando se trata da Alemanha ou da França, existe a concepção de “soberania nacional” na União Europeia.

Porém, se um país pequeno, como por exemplo a Hungria, aplica esse mesmo conceito de “soberania nacional” na sua ordem interna, a União Europeia persegue-o até à exaustão — como está agora a acontecer. E quando a Irlanda recusou , em referendo, o Tratado de Lisboa, os dois únicos países soberanos da União Europeia trataram de demonstrar aos irlandeses, mediante a imposição de um novo referendo, que a soberania nacional não é um direito, mas é um privilégio a que os pobres irlandeses não têm direito.

A União Europeia é um leviatão onde existem apenas dois países com direito à soberania nacional: a França e a Alemanha.

Terça-feira, 22 Fevereiro 2011

A lógica económica da Alemanha

Filed under: Europa — O. Braga @ 9:06 pm
Tags: , , , ,

Destruíram-nos a indústria que tínhamos, desmantelaram-nos as pescas, pagaram aos agricultores para abandonar as terras, disseram-nos que o turismo era suficiente porque a União Europeia era solidária, e a gente acreditou e passou a comprar tudo feito lá fora.

A lógica económica alemã é semelhante à do indivíduo que vai a um bordel: depois da “cambalhota” dada, acabou-se a confiança… e os portugueses já “abriram as pernas”.

Segunda-feira, 29 Novembro 2010

O deputado inglês ao Parlamento Europeu, Nigel Farage, chama os bois pelos nomes

Filed under: Europa,Política,Portugal — O. Braga @ 9:00 am
Tags: , , , ,

Quinta-feira, 11 Novembro 2010

Ich liebe Dich nicht, Du liebst Mich nicht. Aha! Aha!

Eu tenho grande dificuldade em lidar com análises destas. Como é que se vai penalizar quem empresta a juros, por exemplo, a 10% ? Então os juros não fazem parte de um acordo de negócio aceite por todas as partes envolvidas ? E que mecanismos miraculoso a Ângela Merkel tem para castigar quem empresta dinheiro aos juros que achar que deve emprestar ?
(more…)

Sábado, 2 Outubro 2010

A estratégia da Sinificação da Orla Europeia

Filed under: economia,Europa,Portugal — O. Braga @ 11:44 am
Tags: , , , , ,

Quando a OCDE e a União Europeia vêm exigir a Portugal a reforma da lei laboral, do que se está a falar ?
(more…)

Segunda-feira, 26 Julho 2010

Consequências do Tratado de Lisboa

« Austria is also on the verge of introducing a new and draconian anti terrorism law that is so loosely worded that virtually anyone who criticises governments can be classified as a terrorist. »

Jane Burgermeister

Quarta-feira, 9 Junho 2010

A Europa da liderança excêntrica

Filed under: A vida custa,Europa,Política — O. Braga @ 3:16 pm
Tags: , ,

O José Pacheco Pereira tem razão. Aliás, a melhor forma de combater os euro-cépticos (como eu) teria sido a construção da Europa através da única forma correcta: de baixo para cima; ou pelo menos, que esse movimento ascendente e democrático de auscultação popular tivesse acontecido quando se iniciasse o processo de anulação das soberanias nacionais (a partir de Maastricht).

Contudo, não podemos obliterar a responsabilidade dos actuais políticos europeus, incluindo a boçal Angela Merkel. O grande problema da actual União Europeia são os dirigentes políticos da Europa do directório, e Angela Merkel esteve na condução de todo o processo político que levou ao Tratado de Lisboa — e é por isso que os euro-entusiastas e “federalistas à pressão” esperavam dela mais do que ela fez. Portanto, neste contexto, a crítica dos euro-entusiastas é pertinente.

Enquanto não se instalou a crise, Angela Merkel arregaçou as mangas e tirou o soutien para impor aos outros as regras constitucionais da “nova Europa”, sem consulta popular (que ela própria não colocou a referendo no seu próprio país); depois de instalada a crise, “aqui d’El Rei que a gente não tinha previsto isto”.

Se juntarmos à boçal Angela Merkel, o “Sarkozy dos saltos-altos”, o “Berlusconi das rameiras”, o “delirante Zapatero” e o pinóquio português, ficamos com a ideia que o desastre europeu era inevitável. Isto já para não falar da Bélgica sem liderança política estável há anos, da cobardia política de Gordon Brown (que — pasme-se! — deixou saudades de Tony Blair), e do servilismo confrangedor de Durão Barroso.

A Europa tem hoje uma crise de liderança só comparável com a época entre as duas guerras mundiais. A liderança da actual Europa reflecte a crise de valores que se instalou a nível das elites políticas, e que, até certo ponto, se propagou ao cidadão. E (só) quando penso nesta Europa acredito que talvez Oswald Spengler tenha tido alguma razão.

Terça-feira, 23 Março 2010

Os alemães querem voltar a ser os Übermenschen da Europa

O ministro alemão das finanças, Wolfgang Schauble, deu uma entrevista a 13 de Março p.p. na qual defendeu a ideia de que se um país da zona Euro não cumprir os requisitos do défice, deveria ser expulso da zona Euro. Desde logo, todos nos recordamos que, há meia dúzia de anos, a Alemanha não cumpriu ela própria a exigência dos 3% do limite do défice, quando agora vem dizer, a propósito da Grécia, que países nessa circunstância devem ser expulsos da zona Euro. Ainda ontem, a boçal Angela Merkel veio insistir na mesma tecla, conforme pudemos ver nas televisões. O que se está a passar, na realidade política europeia ?

O que se está a passar é que a Alemanha se está a colocar em bicos de pés sem uma necessidade premente ou justificada de o fazer. O problema do défice da Grécia é complicado mas não irresolúvel, e por isso a atitude da Alemanha só pode ser entendida como uma enfatização ou dramatização política no sentido de se afirmar como a “dona da Europa”. Esta dramatização política é tanto uma realidade quanto sabemos que não existem mecanismos claros de expulsão de um país da zona Euro porque ainda existem os vetos dos estados membros ― incluindo o veto da Grécia.

Isto significa que a Alemanha pretende alterar a estrutura da União Europeia de acordo com os seus próprios interesses e contra todos os tratados entre os países europeus assinados anteriormente, incluindo o tratado de Lisboa. Bastou uma crise financeira internacional para “o gato ir às filhoses” e vermos agora, de novo, a Alemanha de 1871, 1914 e 1939 a ressurgir no horizonte. Mesmo que a Alemanha não consiga, para já, uma eficiente e total hegemonia política de tipo “raça ariana” na Europa, a verdade é que o relacionamento da Alemanha com os outros países europeus mudou, e na minha opinião, para pior.
(more…)

Quinta-feira, 28 Janeiro 2010

A teologia civil de Hobbes na União Europeia do leviatão

As obras de Eric Voegelin não existem publicadas em Portugal. Em 2002, a editorial Vega (Lisboa) publicou “As religiões políticas” e “A nova ciência da política”, mas em pequenas edições que esgotaram rapidamente. Acontece que a editora Vega faliu entretanto, e portanto eventuais reedições dos livros de Eric Voegelin não se realizarão tão cedo. A alternativa será mandar vir os livros de Eric Voegelin do Brasil, mas para além do tempo de espera (no mínimo 3 meses), o preço dos livros quadruplica.

A justificação para a não existência dos livros de Eric Voegelin (ou a obra de Frithjof Schuon, que também não existe publicada em Portugal) no mercado português, não pode ser atribuída somente à lei da oferta e da procura. Existem critérios editoriais ideológicos e não puramente comerciais. Se soubermos quem controla o mundo editorial em Portugal, saberemos os verdadeiros critérios de edição que estão para além da lei da oferta e da procura.


(more…)
Página seguinte »

Site no WordPress.com.

%d bloggers like this: