perspectivas

Terça-feira, 1 Outubro 2013

O novo puritanismo e as anti-touradas


“É eticamente aceitável criar um animal para o massacrar publicamente e ganhar dinheiro assim?”
— pergunta de Nuno Markl, respigado no FaceBook

Repare-se na ênfase da pergunta no “publicamente”. Esta pergunta só faz sentido se lá se colocar o “publicamente”, porque se o retirarmos de lá, embatemos de frente com a realidade dos matadouros. Naturalmente que vem, logo a seguir, o argumento: “nos matadouros, a morte do animal é rápida” — como se fosse possível julgar da vida e da morte de um ser qualquer a partir de uma hipotética e pressuposta valorização do seu sofrimento. Qualquer dia, e por este andar, o novo puritanismo proíbe a matança familiar do porco, no Alentejo, na Beira Alta ou em Trás-os-Montes.

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Segunda-feira, 19 Agosto 2013

Sr. Engº Belmiro de Azevedo: tenha vergonha !

Sr. Engº Belmiro de Azevedo: até quando vamos ter “notícias” destas no seu jornal (ver ficheiro em PDF)? Até quando o senhor vai continuar a patrocinar a negação sistemática do Estado de Direito através do seu jornal? Até quando o senhor vai continuar a alinhar com a esquerda radical travestida de jornalismo? Desde quando quem prevarica é considerado herói?

Ganhe vergonha, sr. Engº.!

Quinta-feira, 15 Novembro 2012

Não era a Esquerda que dizia que “é proibido proibir” ?

Discurso de Catarina Martins (BE) defendendo a proibição das touradas (quando ela defender o fim do aborto, talvez tenha alguma autoridade moral para falar nos direitos dos animais)

Quarta-feira, 5 Setembro 2012

Depois da tirania zapaterista, as touradas voltam à televisão espanhola

Filed under: cultura — O. Braga @ 9:45 pm
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Un inusitado interés ha despertado la exitosa corrida celebrada esta tarde en Valladolid, no sólo por la presencia de tres máximas figuras como “El Juli”, Manzanares y Alejandro Talavante, que han cortado siete orejas, sino también por el regreso de las cámaras de TVE en directo en un festejo taurino.

via Triunfal regreso de los toros a las retransmisiones de TVE – Libertad Digital.

Terça-feira, 4 Setembro 2012

O blogue “conservador” Corta-Fitas e “anti-touradas”

Imaginem, por absurdo, um texto do escriba do Corta-Fitas, Francisco Mota Ferreira, como segue:

«Declaração de interesses: não gosto de homófobos. Tenho muitos amigos que são homófobos, mas estamos em lados opostos da barricada; respeito-os na opção deles como eles me respeitam na minha.

Infelizmente, a homofobia em Portugal é, por enquanto, legal. Gostava que não fosse, mas é. Cabe-nos a todos nós, que não gostamos dos homófobos, apresentar argumentos, razões e factos para que a homofobia seja abolida por lei.»

Aparentemente, a homofobia nada tem a ver com touradas, mas existe entre os dois conceitos o território comum da cultura antropológica.

O Corta-Fitas é hoje um blogue de meninos bonitinhos herdeiros da cultura efeminada do CDS/PP de Paulo Portas, que entram frequentemente em dissonância cognitiva não só em relação à cultura antropológica nacional, mas também em quase tudo o que respeita à política.
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Sábado, 11 Agosto 2012

O boxe olímpico feminino como expressão de igualdade, e a proibição das touradas

O politicamente correcto considera que o boxe feminino é sinónimo de igualdade em relação ao homem. Na Suécia, o boxe masculino foi proibido até 2007, ano em que uma mulher se tornou campeã da Europa da modalidade: a partir daí, a Suécia legalizou o boxe; bastou que uma mulher sueca se tornasse campeã da Europa de boxe para que a modalidade se tornasse, na Suécia, numa coisa boa.

Even though in amateur boxing the violence is semi-ritualised because of the protective gear and strict rules, it is a strange ritual indeed for women in an era when male violence against them remains a huge issue, and smacking a child in some countries is a crime. People throw up their hands in horror at the trend of pitched battles between schoolgirls, but fisticuffs between women at the Olympics is regarded as a cultural triumph.

Medical professionals periodically call for it to be banned because of the deaths (200 since 1980) and injuries it causes. In 1983 the editor of the Journal of the American Medical Association called boxing “an obscenity [that] should not be sanctioned by any civilised society.”

via MercatorNet: Striking a blow for equality, perhaps.

Ao mesmo tempo que o politicamente correcto — a esquerda — considera que o boxe feminino é coisa muito boa, quer proibir as touradas. O que está em causa é a total inversão de valores e de tabus.


Sábado, 4 Agosto 2012

A exploração da emoção a favor da proibição das touradas por parte dos fascistas do Bloco de Esquerda

Os simpatizantes da esquerda social-liberal-fascista ainda não perceberam que sem touradas não há touros.

Jawohl! ( Asshole)

O touro faz parte de uma subfamília bovina que não é economicamente rentável para os criadores de gado — a não ser que exista a tourada. Sem tourada não há touros: seriam paulatinamente abatidos até à sua extinção!

Quando os fascistas do Bloco de Esquerda apelam sistematicamente à emoção das pessoas contra as touradas, alegadamente, dizem eles, “para proteger os touros”, escondem das pessoas uma coisa muito simples: sem touradas acabava-se a raça do touro. Desapareciam os touros. Ou seja: o efeito prático da proibição das touradas seria exactamente o contrário do que é defendido pelos fascistas do Bloco de Esquerda!

A estratégia dos fascistas do Bloco de Esquerda é a tentativa de inversão de valores mediante a inversão dos tabus da nossa cultura antropológica. Por exemplo, eliminar o tabu do aborto e criar o tabu da tourada — porque uma cultura sem tabus é um círculo quadrado.

« Os puritanos detestavam os combates de ursos, não porque esses jogos causassem sofrimento aos ursos, mas porque davam prazer aos espectadores. » — Thomas B. Macaulay

Terça-feira, 10 Julho 2012

As touradas, a tradição e o progresso

Muita gente se pergunta por que razão, sendo o Bloco de Esquerda um partido político com uma base de apoio social não só pequena mas também concentrada em Lisboa, tem tanta visibilidade nos me®dia.

O progresso é composto por toda a acção ética, social e política que fundamente racionalmente qualquer mudança, com o respeito devido às tradições, e dentro dos parâmetros do psiquismo nacional.

A razão é a seguinte: a super visibilidade do Bloco de Esquerda nos me®dia é fomentada pelas nomenclaturas do Partido Socialista e do Partido Comunista, ou seja, estes dois partidos necessitam da grande visibilidade pública dos sociopatas do Bloco de Esquerda à solta, para esconderem a sua própria sociopatia, ao mesmo tempo que utilizam as ideias radicais do Bloco de Esquerda para fazer avançar as suas próprias agendas políticas, escondidas do povo. E este fenómeno já começa a extrapolar a chamada Esquerda: já entrou no Partido Social Democrata e mesmo no CDS/PP, por exemplo, com o deputado Adolfo Mesquita Nunes.
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Segunda-feira, 30 Abril 2012

O Bloco de Esquerda quer reinstalar o PREC [Processo Revolucionário em Curso]

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 1:45 pm
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«A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) rejeitou a proposta do Bloco de Esquerda para a proibição da exibição de espectáculos tauromáquicos na televisão pública e a alteração da Lei da Televisão. A ERC justifica num parecer que a alteração proposta seria “susceptível de quebrar a unidade e coerência do sistema jurídico”.»

via ERC rejeita pedido do BE para proibição de touradas na RTP – Media – PUBLICO.PT.


E nós podíamos fazer-lhes a vontade reinstalando o MDLP.

Quarta-feira, 28 Março 2012

As touradas e o puritanismo dos falsos católicos

« Os puritanos detestavam os combates de ursos, não porque esses jogos causassem sofrimento aos ursos, mas porque davam prazer aos espectadores. » — Thomas B. Macaulay

Sobre este postal:

É preciso ter muito cuidado com os puritanos actuais; os puritanos sempre foram, ao longo dos séculos, inimigos do ser humano. A principal característica do puritanismo, em todos os tempos, é a sua focagem fundamentalista em uma determinada área restrita da realidade, fazendo que todos os outros aspectos da realidade existam exclusivamente em função dessa sua área restrita de focagem. O puritano é um fanático que submete toda realidade, e de uma forma irracional, ao desejo da sua mundividência; e a mundividência de um fanático é sempre irracional porque impossível de fundamentar lógica e racionalmente.
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Quarta-feira, 28 Setembro 2011

As touradas na Catalunha, os “correbous”, e o puritanismo politicamente correcto

« Os puritanos detestavam os combates de ursos, não porque esses jogos causassem sofrimento aos ursos, mas porque davam prazer aos espectadores. » — Thomas B. Macaulay

Miguel Sousa Tavares fala aqui sobre a proibição das touradas na Catalunha e sobre o movimento puritano neognóstico português que pretende a proibição das touradas em Portugal.

A hipocrisia do puritanismo politicamente correcto não tem limites. Os puritanos do governo da Catalunha proibiram as touradas, mas não proibiram os “correbous”, alegando que estes não terminam com a morte do touro. Porém, os puritanos portugueses querem proibir as touradas mesmo sabendo que a tourada portuguesa não termina com a morte do touro.

O critério dos novos puritanos é exclusivamente neognóstico, elitista e totalitário — seja quais forem as razões por eles invocadas.

Terça-feira, 28 Junho 2011

O novo puritanismo defende o fim das touradas

Eis um exemplo de como uma pequeníssima minoria, insignificante mesmo, pretende ditar as regras da sociedade e alterar a nossa cultura antropológica. Trata-se de uma versão actualizada do puritanismo europeu de má memória, iniciado por Calvino e que esteve na origem do movimento revolucionário.

Esta minoria puritana é extremamente agressiva e mesmo violenta, e totalitária nos métodos que utiliza. O novo puritanismo adopta uma versão moderna da religião da Mãe-Terra do paleolítico, com a característica de trocar os direitos humanos pelos direitos dos animais e das plantas. É assim que vivemos hoje numa sociedade em que se defende, por exemplo, o fim das touradas e, simultaneamente, o prolongamento do prazo para abortar.

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