perspectivas

Quarta-feira, 5 Fevereiro 2014

ONU: “Não podes ser toureiro, porque é coisa feia. Mas podes ser paneleiro, que é coisa muito bonita!”

 

«O Comité dos Direitos das Crianças da ONU aconselha Portugal a criar legislação que restrinja a participação de crianças em touradas, quer como participantes quer como espectadores, mostrando preocupação com os efeitos na saúde física e mental dos menores.

“O Comité está preocupado com o bem-estar físico e mental das crianças envolvidas em treino para touradas, bem como com o bem-estar mental e emocional das crianças enquanto espectadores que são expostas à violência das touradas”, refere um relatório hoje divulgado por aquele organismo das Nações Unidas.

Por isso, é recomendado que Portugal tome medidas legislativas para proteger todas as crianças envolvidas em touradas, “tendo em vista uma eventual proibição”

ONU quer limitar participação de crianças portuguesas em touradas

 

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Sexta-feira, 4 Outubro 2013

Os brasileiros e as touradas

Filed under: A vida custa,cultura — O. Braga @ 7:00 pm
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Para além da esquerda radical portuguesa, os grandes inimigos das touradas são brasileiros, e comentários como o que se mostra na imagem — que diz respeito a este verbete — são vulgares aqui.

Brasil e as touradas

Mas trata-se de hipocrisia (quando falo em "brasileiros", estou a falar em juízo universal), conforme se demonstra a seguir.

  • a cidade de São Paulo e arredores têm cerca de 10 milhões de habitantes;
  • Portugal tem cerca de 10 milhões de habitantes;
  • as superfícies territoriais de São Paulo e de Portugal são semelhantes.
 
  1. em Portugal existe a tourada na cultura antropológica, mas o número de homicídios é cerca de 120 por ano;
  2. em São Paulo NÃO existe a tourada na cultura, mas o número de homicídios é superior em 37 vezes ao de Portugal.

Neste caso concreto: o que é melhor? Ter a tourada ou não ter a tourada?


Uma cultura é a soma de pequenas partes que constituem um todo — e esse todo é sempre imperfeito. É ilusão alguém dizer que é possível eliminar toda a imperfeição de uma cultura.

Por vezes, quando “mexemos” numa cultura, em vez de estarmos a fazer bem, estamos a fazer mal. É preciso ter uma extrema cautela — prudência! — quando lidamos com uma cultura antropológica.

Há determinados fenómenos culturais que justificam uma alteração, independentemente das possíveis consequências de desequilibro cultural. Por exemplo, a excisão feminina; ou o canibalismo; ou o aborto. Tudo o que coloque em causa o estatuto de excepcionalidade da vida humana deve ser colocado em causa.

Quinta-feira, 3 Outubro 2013

O parlamento espanhol declara a tauromaquia “património cultural”

Filed under: cultura — O. Braga @ 3:00 am
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«La Comisión de Cultura del Congreso de los Diputados ha aprobado este miércoles, con competencia legislativa plena, la proposición de ley para que la tauromaquia sea patrimonio cultural.»

El Congreso aprueba que la tauromaquia sea patrimonio cultural

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Terça-feira, 1 Outubro 2013

O novo puritanismo e as anti-touradas


“É eticamente aceitável criar um animal para o massacrar publicamente e ganhar dinheiro assim?”
— pergunta de Nuno Markl, respigado no FaceBook

Repare-se na ênfase da pergunta no “publicamente”. Esta pergunta só faz sentido se lá se colocar o “publicamente”, porque se o retirarmos de lá, embatemos de frente com a realidade dos matadouros. Naturalmente que vem, logo a seguir, o argumento: “nos matadouros, a morte do animal é rápida” — como se fosse possível julgar da vida e da morte de um ser qualquer a partir de uma hipotética e pressuposta valorização do seu sofrimento. Qualquer dia, e por este andar, o novo puritanismo proíbe a matança familiar do porco, no Alentejo, na Beira Alta ou em Trás-os-Montes.

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Terça-feira, 3 Setembro 2013

O Bloco de Esquerda controla o hospital público do Barreiro?

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — O. Braga @ 6:47 am
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«O Cavaleiro Tauromáquico Marco José que no passado Sábado no Montijo sofreu um traumatismo no joelho direito ainda em avaliação médica, foi surpreendido ao chegar ao Hospital do Barreiro de ambulância e ver ser-lhe recusada assistência pelo facto de não se fazer acompanhar de um documento de identificação, segundo disse o seu apoderado Pedro Pinto.

Na verdade, é inadmissível que permitam nos hospitais públicos pessoas a trabalhar que ou por pura estupidez, ou por convicções anti isto ou aquilo, deixem sem assistência alguém que acaba de sofrer um acidente, seja de que natureza for!»

Hospital do Barreiro recusa assistir Cavaleiro Marco José

A julgar pelo critério do hospital do Barreiro, qualquer pessoa que entre directamente para os cuidados intensivos do hospital tem que vir munido de Bilhete de Identidade – caso contrário fica à porta do hospital em morte lenta.

É claro que se trata aqui de uma discriminação ideológica e política, provavelmente por parte de um hospital que funciona em roda-livre: basta que um funcionário qualquer de serviço decida em um certo sentido para que todo o hospital seja comprometido por essa decisão. Mas, se em vez de um toureiro ferido, tivesse aparecido no hospital do Barreiro uma garina para abortar, as burocracias seriam sublimadas, não haveria lugar ao pagamento de taxa hospitalar e o aborto seria grátis – e com os cumprimentos da gerência.

Quinta-feira, 15 Novembro 2012

Não era a Esquerda que dizia que “é proibido proibir” ?

Discurso de Catarina Martins (BE) defendendo a proibição das touradas (quando ela defender o fim do aborto, talvez tenha alguma autoridade moral para falar nos direitos dos animais)

Quarta-feira, 5 Setembro 2012

Depois da tirania zapaterista, as touradas voltam à televisão espanhola

Filed under: cultura — O. Braga @ 9:45 pm
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Un inusitado interés ha despertado la exitosa corrida celebrada esta tarde en Valladolid, no sólo por la presencia de tres máximas figuras como “El Juli”, Manzanares y Alejandro Talavante, que han cortado siete orejas, sino también por el regreso de las cámaras de TVE en directo en un festejo taurino.

via Triunfal regreso de los toros a las retransmisiones de TVE – Libertad Digital.

Terça-feira, 4 Setembro 2012

O blogue “conservador” Corta-Fitas e “anti-touradas”

Imaginem, por absurdo, um texto do escriba do Corta-Fitas, Francisco Mota Ferreira, como segue:

«Declaração de interesses: não gosto de homófobos. Tenho muitos amigos que são homófobos, mas estamos em lados opostos da barricada; respeito-os na opção deles como eles me respeitam na minha.

Infelizmente, a homofobia em Portugal é, por enquanto, legal. Gostava que não fosse, mas é. Cabe-nos a todos nós, que não gostamos dos homófobos, apresentar argumentos, razões e factos para que a homofobia seja abolida por lei.»

Aparentemente, a homofobia nada tem a ver com touradas, mas existe entre os dois conceitos o território comum da cultura antropológica.

O Corta-Fitas é hoje um blogue de meninos bonitinhos herdeiros da cultura efeminada do CDS/PP de Paulo Portas, que entram frequentemente em dissonância cognitiva não só em relação à cultura antropológica nacional, mas também em quase tudo o que respeita à política.
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Sábado, 11 Agosto 2012

O boxe olímpico feminino como expressão de igualdade, e a proibição das touradas

O politicamente correcto considera que o boxe feminino é sinónimo de igualdade em relação ao homem. Na Suécia, o boxe masculino foi proibido até 2007, ano em que uma mulher se tornou campeã da Europa da modalidade: a partir daí, a Suécia legalizou o boxe; bastou que uma mulher sueca se tornasse campeã da Europa de boxe para que a modalidade se tornasse, na Suécia, numa coisa boa.

Even though in amateur boxing the violence is semi-ritualised because of the protective gear and strict rules, it is a strange ritual indeed for women in an era when male violence against them remains a huge issue, and smacking a child in some countries is a crime. People throw up their hands in horror at the trend of pitched battles between schoolgirls, but fisticuffs between women at the Olympics is regarded as a cultural triumph.

Medical professionals periodically call for it to be banned because of the deaths (200 since 1980) and injuries it causes. In 1983 the editor of the Journal of the American Medical Association called boxing “an obscenity [that] should not be sanctioned by any civilised society.”

via MercatorNet: Striking a blow for equality, perhaps.

Ao mesmo tempo que o politicamente correcto — a esquerda — considera que o boxe feminino é coisa muito boa, quer proibir as touradas. O que está em causa é a total inversão de valores e de tabus.


Sábado, 4 Agosto 2012

A exploração da emoção a favor da proibição das touradas por parte dos fascistas do Bloco de Esquerda

Os simpatizantes da esquerda social-liberal-fascista ainda não perceberam que sem touradas não há touros.

Jawohl! ( Asshole)

O touro faz parte de uma subfamília bovina que não é economicamente rentável para os criadores de gado — a não ser que exista a tourada. Sem tourada não há touros: seriam paulatinamente abatidos até à sua extinção!

Quando os fascistas do Bloco de Esquerda apelam sistematicamente à emoção das pessoas contra as touradas, alegadamente, dizem eles, “para proteger os touros”, escondem das pessoas uma coisa muito simples: sem touradas acabava-se a raça do touro. Desapareciam os touros. Ou seja: o efeito prático da proibição das touradas seria exactamente o contrário do que é defendido pelos fascistas do Bloco de Esquerda!

A estratégia dos fascistas do Bloco de Esquerda é a tentativa de inversão de valores mediante a inversão dos tabus da nossa cultura antropológica. Por exemplo, eliminar o tabu do aborto e criar o tabu da tourada — porque uma cultura sem tabus é um círculo quadrado.

« Os puritanos detestavam os combates de ursos, não porque esses jogos causassem sofrimento aos ursos, mas porque davam prazer aos espectadores. » — Thomas B. Macaulay

Terça-feira, 10 Julho 2012

As touradas, a tradição e o progresso

Muita gente se pergunta por que razão, sendo o Bloco de Esquerda um partido político com uma base de apoio social não só pequena mas também concentrada em Lisboa, tem tanta visibilidade nos me®dia.

O progresso é composto por toda a acção ética, social e política que fundamente racionalmente qualquer mudança, com o respeito devido às tradições, e dentro dos parâmetros do psiquismo nacional.

A razão é a seguinte: a super visibilidade do Bloco de Esquerda nos me®dia é fomentada pelas nomenclaturas do Partido Socialista e do Partido Comunista, ou seja, estes dois partidos necessitam da grande visibilidade pública dos sociopatas do Bloco de Esquerda à solta, para esconderem a sua própria sociopatia, ao mesmo tempo que utilizam as ideias radicais do Bloco de Esquerda para fazer avançar as suas próprias agendas políticas, escondidas do povo. E este fenómeno já começa a extrapolar a chamada Esquerda: já entrou no Partido Social Democrata e mesmo no CDS/PP, por exemplo, com o deputado Adolfo Mesquita Nunes.
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Quarta-feira, 28 Março 2012

As touradas e o puritanismo dos falsos católicos

« Os puritanos detestavam os combates de ursos, não porque esses jogos causassem sofrimento aos ursos, mas porque davam prazer aos espectadores. » — Thomas B. Macaulay

Sobre este postal:

É preciso ter muito cuidado com os puritanos actuais; os puritanos sempre foram, ao longo dos séculos, inimigos do ser humano. A principal característica do puritanismo, em todos os tempos, é a sua focagem fundamentalista em uma determinada área restrita da realidade, fazendo que todos os outros aspectos da realidade existam exclusivamente em função dessa sua área restrita de focagem. O puritano é um fanático que submete toda realidade, e de uma forma irracional, ao desejo da sua mundividência; e a mundividência de um fanático é sempre irracional porque impossível de fundamentar lógica e racionalmente.
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