perspectivas

Sexta-feira, 11 Outubro 2013

A União Europeia é um manicómio

 

A liberdade não é para malucos. A maioria dos políticos europeístas ficaria muito bem internada em um manicómio de alta segurança.

human heart web 300Por um lado, os deputados do parlamento europeu pretendem abolir o direito à objecção de consciência em relação ao aborto e transformá-lo em um “direito humano”; mas, por outro lado, os mesmos deputados do parlamento europeu pretendem que o aborto selectivo — também chamado “genricídio” na novilíngua de pau — seja proibido.

Ora, se o aborto é um “direito humano”, por que razão não se pode abortar um feto em função do seu sexo?! Estamos perante loucos que induzem os povos da Europa em estimulação contraditória que, por sua vez, pretende impor a todas as sociedades uma dissonância cognitiva.

Nós, portugueses, e os cidadãos dos países da Europa em geral, estamos a ser governados por loucos. É gente que perdeu a razão, completamente demente e desaparafusada dos miolos. Diria mais: a Esquerda europeia, na esteira do Partido Socialista de François Hollande controlada pela maçonaria, é a hipostasia coetânea do nazismo: em cada socialista podemos ver um nazi esconso mas actual.

Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Portugal, permita que um dia os portugueses possam sair desta União Europeia pelo seus próprios meios e tão breve quanto possível. Viver na União Europeia é uma experiência imoral; e o simples facto de termos que aturar malucos alcandorados no Poder, é uma provação que Deus terá em conta por intercessão de Nossa Senhora e do Seu Filho.

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Terça-feira, 2 Julho 2013

Ministro socialista francês defende uma “religião republicana” oficial do Estado

Quando o muro de Berlim caiu, pensámos que o inferno tinha acabado; mas o que aconteceu depois foi que o jacobinismo radical maçónico e o Positivismo do século XVIII de Augusto Comte ressurgiram e estão a tomar conta da Europa.

O ministro da educação da França socialista de François Hollande, Vincent Peillon, lançou um livro com o sugestivo título: “A Revolução Francesa Não Está Ainda Terminada”. Se a moda pega, vamos ver os republicanos socialistas portugueses, como por exemplo, Manuel Alegre e companhia limitada, a medir as cabeças dos jesuítas para tentar apurar a sua inferioridade ontológica.

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Republicanos portugueses medindo a cabeça de um jesuíta, para tentar perceber o atraso mental

O alvo do ministro francês e dos Khmers Rosa de François Hollande é a Igreja Católica. E a forma que o ministro encontrou para combater a Igreja Católica é a politização da escola, tal qual os estalinistas e maoístas fizeram no passado infernal que julgávamos ter tido um fim com a queda do muro de Berlim. Eis que se ergue um novo muro da vergonha na Europa, desta vez um muro da irracionalidade maçónica e jacobina.

O grande problema da democracia na Europa é que este tipo de gente chega ao Poder sem revelar ao povo, a priori, o tipo de ideologia que defendem; e só depois de eleitos revelam o verdadeiro cariz do seu pensamento político. Neste sentido, podemos dizer que a democracia foi subvertida na Europa.

O ministro francês defende a ideia segundo a qual a religião cristã – neste caso, a católica – deve ser substituída por uma “religião republicana” de Estado cujo fundamento é o laicismo. Segundo o ministro dos Khmers Rosa ,

“a revolução implica o esquecimento de tudo o que precede a revolução. E aqui a escola tem um papel fundamental, porque a escola deve erradicar , do aluno, todo o seu legado pré-republicano e ensiná-lo a ser um cidadão. É como um novo nascimento, há uma transubstanciação que opera, na escola e pela escola, a nova igreja com os seus novos sacerdotes, a nova liturgia e a nova tábua dos mandamentos da lei”.

Este tipo de discurso é messiânico e clama por uma metanóia (de tipo hitleriano ou estalinista), por um lado, e por outro lado parte do princípio de que é possível a qualquer um construir uma religião como a cristã meramente através da acção política. Esta gente não compreende o fenómeno do Cristianismo e transforma-o em uma mera ideologia política substituível por qualquer outra. Hitler, ou Lenine e Estaline não poderiam estar mais de acordo com os Khmers Rosa de François Hollande.

Ou seja, estamos em presença de germes de um novo projecto político totalitário na Europa equivalente ao comunismo ou ao nazismo. Como é evidente, uma religião implica a existência de fé, de rituais, de dogmas, do sagrado e do profano. E os totalitarismos do século XX foram caracterizados por uma qualquer fé dogmática imanente (que ultrapassa a simples crença) e de rituais políticos; a elite política revolucionária foi transformada no sagrado da religião política imanente, e o profano era tudo o que se passava nos “passos perdidos” da política, ou seja, no recato recôndito do lar.

Nunca foi tão urgente ler Eric Voegelin como agora.

Domingo, 5 Maio 2013

É para acabar com os tabus

“New Zealand became the 13th country to legalise same sex marriage two weeks ago.

This week the Anglican Bishop of Auckland is being taken to the Human Rights Tribunal over allegations he is discriminating against a gay man who wants to become a priest.

Right Reverend Ross Bay (pictured) has been accused of preventing a gay man entering the Anglican Church’s training or discernment programme for priests because he is unmarried and in a sexual relationship with his male partner.”

Via : Man in active homosexual relationship who wants to become priest takes bishop to human rights tribunal for ‘discrimination’

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Revivendo a história em Berlim da década de 1920

Filed under: Europa,Ut Edita — O. Braga @ 9:56 am
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Hoje não podemos falar de esquerda e de direita, senão de liberais de esquerda e liberais de direita. A política foi reduzida ao liberalismo que, – tanto o de esquerda como o de direita – em nome da liberdade, tende a colocar o cidadão isolado face ao Estado.

O facto de os liberais de direita exigirem um “Estado mínimo” (para além de ser a única diferença relevante em relação aos liberais de esquerda, porque quase em tudo o resto estão de acordo) não significa que eles não defendam a pulverização e a atomização da sociedade em presença desse “Estado mínimo”. Pelo contrário, o argumento da defesa do Estado mínimo é contraproducente no contexto ideológico e político liberal de direita, e em termos práticos a atomização da sociedade levará inexoravelmente, e a seu tempo, ao “Estado máximo”.

” (…) a lógica do liberalismo político leva-o a tolerar ideias ou movimentos que têm como finalidade destruí-lo. A partir daí, perante a ameaça, o liberalismo está condenado, quer a tornar-se autoritário, isto é, a negar-se ? provisória ou duradouramente ? a si mesmo, quer a ceder o lugar à força totalitária colocada no poder por meio de eleições legais (Alemanha, 1933)” — Edgar Morin

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Sexta-feira, 26 Abril 2013

Penas de prisão para os pais e mães portugueses?!

Recebi o seguinte email (ver imagem abaixo) segundo o qual o Partido Socialista, em conluio com o Partido Social Democrata de Passos Coelho, pretende fazer passar, por decreto da assembleia da república, a adopção de crianças por pares de homossexuais e com as seguintes medidas adicionais (sic):

  • Normalização (da homossexualidade) da sociedade que (as crianças) a partir dos 3 anos leva com “doutrinação” LGBT para acolher “todos os tipos de famílias” e para serem as crianças desde o infantário sejam “mais inclusivas”;
  • Orfanatos Católicos, que vão de ter de dar as crianças se não estarão a infringir a lei ;
  • Da Creche à faculdade : novos cursos e “mamas” para todo o Esquerdista, Liberal, que pretenda vender a alma para doutrinar as “maravilhas do homossexualismo”;
  • Mudança dos Cartões de Identificação, e todos os documentos civis de “Pai e mãe” para “parente 1” e “parente 2” ;
  • Prisão/multas para quem não quiser matricular o filho numa creche inclusiva, ou que não deseje que o filho frequente aulas de “inclusividade” – Propaganda LGBT

Como eu não tive conhecimento disto nos me®dia, agradeço a quem tenha informações que possam corroborar isto que as deixe ficar em comentário ou me envie por correio electrónico (endereço de email na barra direita).

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O orgulho de ser moderno (2)

“Se a liberdade se cumpre em cada acto concreto, porque é uma possibilidade em cada acto e só nele, solicita uma ideia, decorre de uma inteligência. E isto tem que ser percebido por nós, (re)aprendido e exercitado e equilibrado por nós, para a podermos proporcionar às novas gerações.” — Via Rerum Natura

O ser humano age porque é livre, mas não é livre porque age. A liberdade humana é anterior ao agir. Em contraponto, um animal irracional é livre porque age: por exemplo, um cão é livre — mas não tem livre-arbítrio — na medida em que tem a sua liberdade de acção; mas um cão não pensa propriamente (embora se possa dizer de um cão que tem uma espécie de inteligência), e por isso não age porque é livre.

Só existe totalitarismo ou tirania quando a maioria — o povo — é animalizado (irracionalizado). E está em curso um processo de animalização e de irracionalização dos povos dos países da União Europeia.

A principal diferença entre os dois tipos de liberdade (ou autonomia) é a de que o ser humano é capaz de representar o objecto do seu desejo na ausência desse objecto e, portanto, o arbítrio do ser humano é livre — enquanto que um animal irracional (por exemplo, um cão) não é capaz de o fazer. O ser humano tem livre-arbítrio porque, nele, a vontade é o desejo [ou a paixão] informada pelo intelecto (ou seja, informada pela razão). [S. Tomás de Aquino].

Portanto, concluímos que a liberdade de um cão não é do mesmo tipo do da liberdade do Homem. Mas para o homem contemporâneo, a liberdade no ser humano é semelhante à liberdade de um cão, na medida em que, para ele, o homem é livre porque age. O próprio marxismo (e toda a filosofia de acção) é o corolário desta concepção irracional e contraditória de liberdade que tem origem em Kant: o marxista típico é livre porque age na sociedade (e por isso é que o conceito de liberdade de Sartre, por exemplo e entre outros, é paradoxal e auto-contraditório).

A partir desta primeira conclusão, podemos passar ao problema da liberdade humana propriamente dita (ou da autonomia).

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Sábado, 20 Abril 2013

A aliança Marx/Maomé/Maçonaria/Plutocracia

Por fim, alguém da classe política e da direita atreve-se a ser politicamente incorrecto. José Ribeiro e Castro arrisca-se a levar uma “bordoada” da irmandade aventaleira.

EURSS png webO anti-cristianismo (e não “cristofobia”, porque tal como uma fobia é irracional, o termo “cristofobia” é também irracional porque existe uma agenda política consciente e multilateral anti-cristã) é um fenómeno político multilateral; ou seja, não existe uma só forma de anti-cristianismo: antes, existem várias formas que se conjugam no mesmo esforço anti-cristão na Europa.

Em primeiro lugar, temos o laicismo radical promovido pela irmandade aventaleira (que apoia incondicionalmente François Hollande) que concebe a sociedade sob um modelo gnóstico, em que existe uma elite de eleitos Pneumáticos (que têm direito à sua religião e estão automaticamente “salvos”) e os Hílicos que são a maioria e que não têm direito à “salvação”. O avental jacobino é intrinsecamente fascista mas acoberta-se e esconde-se sob uma “política de direitos humanos”, mesmo que saibamos todos que os direitos humanos não podem ser, em si mesmos, uma política, sob pena de se transformar, na prática, no oposto daquilo que defende.

Depois, temos as forças islâmicas (o globalismo islâmico) que trabalha afanosamente para a islamização da Europa. Em alguns países da Europa, a percentagem de maomedanos aproxima-se já do “ponto de singularidade” — que é o ponto a partir do qual a comunidade islâmica começa a exigir que as leis da Sharia sejam reconhecidas pelo Estado e funcionem em paralelo ao Direito Positivo em vigor.

Em terceiro lugar temos a plutocracia internacional, que tal como a irmandade jacobina e/ou aventaleira, pretende remeter as religiões em geral, e o Cristianismo em particular, para o “recato dos lares”, restringindo e mesmo proibindo a expressão pública dos cristãos. A plutocracia está preocupada como o aumento da população mundial (os poderosos sempre tiveram medo das famílias numerosas), e por isso existe uma agenda política clara de fomento de uma cultura de aborto e da anti-concepção, e da eutanásia mais ou menos coerciva, por um lado, e da promoção cultural da sodomia como alternativa politicamente correcta à necessidade de “vazão da libido”.

Por último, temos os herdeiros do marxismo que ainda “mexem”.

Os cristãos e o Cristianismo enfrentam hoje uma aliança poderosa entre quatro formidáveis potências: a aliança Marx/Maomé/Maçonaria/Plutocracia. Nunca a cristandade se tinha confrontado com uma ameaça desta escala. Que Deus tenha piedade dos cristãos.

Quarta-feira, 17 Abril 2013

Afinal, há ateus inteligentes

Brendan O’Neill, um ateu, editor de uma revista inglesa, denuncia a falta de senso crítico numa sociedade unanimista em relação ao “casamento” gay – e esse unanimismo tem origem no medo de não se alinhar com o politicamente correcto. “As pessoas têm medo” – diz o ateu Brendan O’Neill.


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Brendan O’Neil, um ateu inteligente

People feel forced to say they agree with gay marriage because campaigners have created a society where disagreement is “abnormal” according to an atheist commentator.
Brendan O’Neill, editor of online magazine “spiked”, said he has never encountered an issue in which the space for disagreement has “shrunk so rapidly”.

He said “critical thinking and dissenting opinion” have been sacrificed under pressure to accept gay marriage, the campaign for which is “extremely unforgiving” of disagreement.
When the commentator recently asked a British pop star whether he supports gay marriage, he said: “I want to say no… but I get so much stick already. So say ‘yes’. Definitely say ‘yes'”.

Mr O’Neill cautioned that constant pro-gay marriage messages on social media have shut down debate.
He said, “never mind convincing someone with reason; just heavy-handedly let them know it’s normal to support gay marriage, and thus presumably abnormal to oppose it.”

(…)

He said same-sex marriage has been “defined as a good by the upper echelons of society” and has its origins “among the elite”.

In February Mr O’Neill gave evidence to the Marriage (Same Sex Couples) Public Bill Committee, pointing out that the proposal to redefine marriage, “gives the state greater leeway to define the meaning of marriage – the moral meaning of it – which is something that it has not done previously”.
He also said the gay marriage campaign has been an “authoritarian” one from the beginning, restricting the ability of people to say, “I think same-sex marriage is ridiculous”.

Adenda: Resposta a este verbete, “Treta da semana (passada): ser contra“, pode ser lida aqui.

Terça-feira, 16 Abril 2013

Diferença e tolerância

“Diferença” é sinónimo de alteridade. Esta definição não explica nada e é até tautológica. Seria como se se dissesse que “a cor branca é clara”. Por isso vamos ter que “trocar por miúdos” a noção de “diferença”.

Quando vários termos (ou pessoas, ou grupos de pessoas) têm algo em comum, isso significa que também existem característicos desses termos que não são comuns. Ou seja, esses termos são semelhantes, mas não são idênticos.
Ao contrário do que Heidegger dizia — que “a diferença só pode ser definida negativamente” porque alegadamente “não é idêntica nem semelhante” —, a diferença entre termos implica necessáriamente a existência de semelhanças entre esses termos. Se não existe qualquer semelhança entre uma série de termos entendidos individualmente, não podemos falar de “diferença”, mas de “diversidade”: o “diverso”, sendo a desmultiplicação ad infinitum das características que separam radicalmente as identidades dos termos em questão, reúne em si tudo o que não pode ser incluído no discurso filosófico ou racional. Falar em “diversidade” não é falar naquilo que é concreto e objectivo: antes, é uma abstracção que nos conduz ao infinito e, portanto, ao ininteligível.

“Diferença” não é a mesma coisa que “diversidade”.

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A erradicação do estigma social e a atomização da sociedade

Ainda há pouco tempo havia o estigma social que unia e consolidava a comunidade. O estigma social não era necessariamente fundado na lei, mas sobretudo na cultura antropológica, no senso comum, na lei natural ou lei racional, e na tradição com mais ou menos defeitos. O estigma social colocava os comportamentos-padrão de uma esmagadora maioria da sociedade em oposição aos de minúsculas minorias culturais.

Hoje, o poder do estigma social já não pertence à cultura antropológica, mas antes foi transferido para o Direito Positivo, o que traduz uma real perda da liberdade da sociedade em geral. A lei é produto da “vontade geral” controlada pelas elites, o que significa que a tendência da política é a de uma progressiva restrição das liberdades, e a ponto de os cidadãos virem a ter tendencialmente menos liberdade, real e efectiva.

A ilusão política, com que as elites actuais enganam os povos, consiste em convencer os cidadãos que cada vez mais “direitos” individuais se traduzem em mais liberdade individual. De facto, cada vez mais “direitos” conduzem a uma liberdade da indiferença, e à anomia, e por isso, à atomização da sociedade.

A transferência da capacidade de estigmatização social para o Direito Positivo formal e processual, retirando-a da cultura antropológica e da tradição, transforma cada e todo o cidadão em um prevaricador em potência face ao Estado. E é nisto que consiste o totalitarismo “suave” construído pelas elites actuais. Se todos são, perante o Estado e perante as elites que definem as leis, prevaricadores em potência, todos os cidadãos são passíveis de uma estigmatização omnipresente através da lei — porque à partida ninguém é inocente; o ónus da prova é invertido pela própria lei.

A sensação de culpa, própria dos estigmatizados sociais, está agora distribuída pela sociedade em geral, de forma quase indiscriminada e segundo critérios tendencialmente nepotistas e arbitrários; já não cabe à esmagadora maioria — à cultura antropológica — definir os tipos de estigmas sociais: em vez disso, é a lei, produzida pelas elites, que derrama o estigma social por todos os cidadãos, tratando-os como bandidos em potência.

A última fase da construção deste novo tipo totalitarismo é o da destruição da instituição que se interpõe entre o indivíduo e o Estado. Essa instituição é a família natural. E essa destruição está em curso.

Com a destruição da família natural ou nuclear, o cidadão fica definitivamente isolado face ao Estado, e é neste contexto que se institui, por exemplo, o “casamento” gay como um direito negativo — quando até há pouco tempo o casamento era, na cultura antropológica e na tradição, um direito positivo (e sendo um direito positivo, implicava a existência de deveres e de obrigações, por um lado, e por outro lado implicava a estigmatização de quem não respeitasse esse direito positivo). Transformar o casamento em direito negativo é um passo importante para a atomização da sociedade que, por sua vez, é uma peça fundamental da consolidação do novo totalitarismo.

Quarta-feira, 16 Janeiro 2013

¿ Quem avalia os avaliadores ?

Filed under: A vida custa,Europa — O. Braga @ 4:39 pm
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Ninguém.

Os avaliadores existem para avaliar, e por isso não têm que ser avaliados. A lógica é a mesma da polícia num país totalitário: “A polícia protege o cidadão!” — mas ninguém protege o cidadão em relação à polícia. Com os avaliadores é a mesma coisa: avaliar um avaliador seria colocar em causa a sua razão de ser. Na tentativa de realizar a utopia da epopeia da revolução burguesa, o avaliador é o inquisidor actual; é o interprete plenipotenciário dos símbolos da hipostasia da realidade.

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Sexta-feira, 14 Dezembro 2012

A patologia secularista do governo socialista de Hollande

O ministro do governo socialista francês de François Hollande, Manuel Valls anunciou que o governo vai vigiar os grupos religiosos à procura de “patologias religiosas”. Caso o governo constate que exista “patologia religiosa” em um determinado grupo religioso, accionará mecanismos de censura da liberdade religiosa.

Contudo, Valls não definiu “patologia religiosa”, o que se depreende que seja uma noção discricionária do governo socialista: “patologia religiosa” será, portanto, aquilo que o governo socialista francês quiser que seja, e a cada momento diferente.

Segundo o ministro socialista Valls, as organizações católicas — por exemplo, a CIVITAS francesa — que protestam pacificamente contra a instauração do “casamento” gay, são organizações “patológicas religiosas”, e portanto, a opinião pacífica dessas organizações devem ser censuradas pelo governo. E Valls fecha o seu discurso totalitário com chave de ouro:

“O secularismo não é apenas simples tolerância… é um conjunto de valores que toda a gente é obrigada a seguir.”


Entretanto, na França secularista de Hollande, a mesma que diz que quem opina contra o “casamento” gay é um “religioso patológico” e deve ser censurado, nessa mesma França socialista de Valls, Marie Le Pen vai ser julgada em tribunal por delito de opinião por ter criticado o Islão.

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