perspectivas

Quarta-feira, 13 Abril 2016

O erro do Diogo Leão

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 11:18 am
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“Discriminar” é distinguir uma determinada coisa ou ser, de uma outra coisa ou ser, sem que essa distinção implique necessariamente qualquer injustiça. Ou seja, fazer a distinção entre seres diferentes entre si, não implica obrigatoriamente uma injustiça. Se eu digo, por exemplo, que “uma mulher é diferente de um homem”, estou a fazer uma distinção, e por isso, estou a fazer uma discriminação — o que não significa que eu esteja a ser injusto, mas apenas a constatar um facto.

Um coisa diferente é a “exclusão”, em função da discriminação que é natural. A discriminação é essencial à vida inteligente, e até à ciência. O que nos aborrece no politicamente correcto é deturpação sistemática do sentido da linguagem.

¿Mas será que a exclusão é sempre negativa?

O ministro da defesa empurrou nitidamente o CEME, General Jerónimo, para a “exclusão”, alegadamente em nome da “inclusão”. Portanto, vemos aqui que a “exclusão”, em alguns casos, é considerada legítima. Ou seja, parece que “excluir” não é sempre mau (ética teleológica: os fins justificam os meios). O problema é o de saber se a “inclusão” — que justifica a “exclusão” — é sempre boa.

A “inclusão” não pode colocar em causa o princípio da auto-preservação de uma instituição ou até da sociedade em geral.

Segundo Karl Popper e John Rawls, a sociedade tem o direito à auto-preservação que se superioriza ao princípio da tolerância. A liberdade de uma qualquer instituição só pode ser restringida quando a sua própria segurança, por um lado, e por outro lado quando a liberdade em geral, estão em risco. No caso do Colégio Militar, não se verificou nem uma coisa nem outra. A acção contra o CEME foi acto de zelotas politicamente correctos.

Quando a “inclusão” coloca em causa a sobrevivência de uma determinada instituição, essa inclusão é absolutamente exclusiva — porque, através da inclusão, retira-se à instituição a sua identidade. Portanto, do que se trata no caso do Colégio Militar, é que o politicamente correcto pretende retirar-lhe a identidade em nome da “inclusão”.

Ou seja, pretende-se acabar com o Colégio Militar tal qual ele existe; e por isso é que se trata de um ataque político à instituição militar, em geral. Pretende-se que o Colégio Militar seja uma instituição de ensino como uma outra qualquer. E é isto que é calado pelo Diogo Leão e o politicamente correcto em geral.

Segunda-feira, 12 Outubro 2015

O José Pacheco Pereira, alegadamente, faz parte da tribo dos “tolerantes”

 

Parece que há tribos de “tolerantes” ou de “intolerantes”; as primeiras são tribos boas, e as segundas são tribos más. O José Pacheco Pereira, alegadamente, faz parte de uma tribo boa dos “tolerantes” que não toleram as tribos dos “intolerantes”.

As tribos dos “tolerantes” detêm a verdade, têm o conhecimento que as tribos dos “intolerantes” não têm. Por isso, os “tolerantes” encontraram já o caminho para a salvação. A verdade soteriológica dos “tolerantes” e do José Pacheco Pereira deve ser imposta à maioria ignara e intolerante. Naturalmente que os “tolerantes” devem deter o Poder para que a maioria intolerante seja salva.

Os “tolerantes” pretendem a concentração de Poder (neles próprios) para a construção de um “mundo melhor”: só eles, detentores do conhecimento, podem vislumbrar a via salvífica para a humanidade: por exemplo, a eliminação da “violência inscrita na desigualdade das economias”, a erradicação das culturas localizadas que “se baseiam em identidades agressivas que excluem os outros” — mesmo quando estes excluem agressivamente aqueles. O José Pacheco Pereira e os “tolerantes” estão acima da condição humana, são semi-deuses alienígenas que orientam a salvação da humanidade; são os gnósticos modernos.

Quando alguém procura a verdade com afinco, é condenado pelo José Pacheco Pereira e pelos “tolerantes” como sendo intolerante — porque, segundo os “tolerantes”, a verdade ou não existe, ou é relativa. Tal como os gnósticos da Antiguidade Tardia, os “tolerantes” têm uma mundividência anticósmica e, portanto, anticientífica.

A verdade é só a deles, a dos “tolerantes”, construída ideológica- e abstractamente. Para os “tolerantes”, a verdade e o ser humano são conceitos abstractos, que não são definidos por experiências concretas. E se alguém, em nome da verdade verificada e demonstrada, é obrigado pelos factos a ser intolerante, corre o sério risco de ser confrontado com a verdade exclusivista e maniqueísta dos “tolerantes” do gnosticismo moderno.

Os “tolerantes” — a Esquerda — são moralmente superiores.

E essa superioridade moral dos “tolerantes” permite-lhes ser intolerantes para com os “intolerantes” — mesmo que a intolerância dos “intolerantes” se baseie na verdade dos factos.

Por isso, temos todos que ser tolerantes, por exemplo, em relação ao consumo de drogas; ou temos que ser tolerantes em relação ao estilo de vida perigoso e promíscuo gay; ou devemos ser tolerantes em relação ao terror islâmico; ou devemos ser tolerantes em relação a uma possível imigração muçulmana em massa que ocupe o nosso país — devemos reduzir a nossa opinião ao silêncio que cala as consciências em nome da “tolerância”.

Sexta-feira, 16 Janeiro 2015

O Cristianismo e a monogénese; a tolerância de Voltaire e a poligénese

Filed under: Política,politicamente correcto — O. Braga @ 9:40 pm
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A monogénese é um conceito segundo o qual a espécie humana surgiu a partir de um único casal — obviamente mulher e homem; hoje há quem tenha dúvidas que são precisos dois gâmetas para fazer parir.

A monogénese exclui a diversidade das “raças humanas”, ou seja, não existem diferentes espécies humanas. O cristianismo e o Judaísmo, através da metáfora de Adão e Eva, abraçou a monogénese.

A poligénese, pelo contrário, defende a ideia segundo a qual as “raças humanas” têm origens biológicas diferentes. Voltaire optou pela poligénese.

“A doutrina cristã é fundada em erros. Assim, a ideia de que todos os homens surgiram de um mesmo pai e de uma mesma mãe, Adão e Eva, é falsa. As raças humanas não tem nada a ver com eles. As raças humanas têm origens diferentes.”

“A religião cristã é, à  partida, má. Ela prolonga a religião judaica que é a de uma nação odiosa e inimiga do género humano. A religião cristã herdou as taras do Judaísmo.”

→ Voltaire, “Ensaio sobre a Moral e o espírito das Nações”, 1756

Portanto, da próxima vez que você invocar a “tolerância de Voltaire”, convido-o a ir à bardamerda.

Segunda-feira, 29 Abril 2013

Professor inglês banido do ensino por não concordar com o comportamento invertido

professor ingles banido do ensino robert hayes png 200 webUm professor inglês (Robert Haye, na imagem) foi banido do Ensino do seu país, porque, perante uma pergunta dos alunos em relação ao comportamento dos invertidos, afirmou que esse comportamento é “pecaminoso”.

Recorrendo aos tribunais, os juízes ingleses decidiram contra ele e afirmaram que um professor digno desse nome terá sempre que fazer a apologia do comportamento homossexual, ou seja, segundo os juízes ingleses, um bom professor deverá sempre dizer aos alunos que o comportamento fanchono é uma coisa muito boa.

Ou seja, segundo a lei britânica, ter um comportamento fanchono já não é apenas um direito negativo: passou já ao estatuto de direito positivo. A tolerância que até há pouco tempo existia em relação ao comportamento invertido é agora substituída, por força de lei, por uma intolerância em relação a quem não concorda com esse comportamento.

Segunda-feira, 22 Abril 2013

A tolerância do sofista Desidério Murcho

Filed under: ética,filosofia — O. Braga @ 8:59 pm
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Desidério Murcho mistura aqui “relativismo” e “tolerância”, como se existisse um nexo causal directo entre os dois conceitos. Há relativistas que são intolerantes (por exemplo, os marxistas culturais; a tolerância do Bloco de Esquerda é aparente).

Por vezes penso em como é possível que Desidério Murcho cometa erros deste calibre — porque ter opinião — e mesmo que seja doxa —, significa sempre tentar impor essa opinião aos outros. Por exemplo, se eu digo uma coisa tão simples como “a cor do céu é verde”, seja verdadeira ou não esta minha proposição, ela é uma imposição da minha opinião aos outros, e cabe a outrem refutar essa opinião mediante factos e argumentos.

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Terça-feira, 16 Abril 2013

Diferença e tolerância

“Diferença” é sinónimo de alteridade. Esta definição não explica nada e é até tautológica. Seria como se se dissesse que “a cor branca é clara”. Por isso vamos ter que “trocar por miúdos” a noção de “diferença”.

Quando vários termos (ou pessoas, ou grupos de pessoas) têm algo em comum, isso significa que também existem característicos desses termos que não são comuns. Ou seja, esses termos são semelhantes, mas não são idênticos.
Ao contrário do que Heidegger dizia — que “a diferença só pode ser definida negativamente” porque alegadamente “não é idêntica nem semelhante” —, a diferença entre termos implica necessáriamente a existência de semelhanças entre esses termos. Se não existe qualquer semelhança entre uma série de termos entendidos individualmente, não podemos falar de “diferença”, mas de “diversidade”: o “diverso”, sendo a desmultiplicação ad infinitum das características que separam radicalmente as identidades dos termos em questão, reúne em si tudo o que não pode ser incluído no discurso filosófico ou racional. Falar em “diversidade” não é falar naquilo que é concreto e objectivo: antes, é uma abstracção que nos conduz ao infinito e, portanto, ao ininteligível.

“Diferença” não é a mesma coisa que “diversidade”.

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Quinta-feira, 22 Novembro 2012

O movimento político gayzista francês defende a crucificação dos cristãos

«NOUS NE QUÉMANDONS PAS LES PLEINS DROITS QUI NOUS REVIENNENT. NOUS NE TENDRONS NI LA MAIN NI L’AUTRE JOUE : PRÉPARONS LES PLANCHES ET LES CLOUS !»

via Act Up-Paris | 1999-2012 : HOMOPHOBES.

Sábado, 17 Setembro 2011

A tolerância funciona quase sempre contra quem tolera

A tolerância em relação a alguém ou a um grupo de pessoas gera, em relação à parte que tolera, mais deveres do que direitos, o que significa que a parte que é tolerada acaba por assumir, consciente ou inconscientemente, a ideia segundo a qual tem mais direitos do que deveres. É esta assimetria entre direitos e deveres que leva à permissividade, por um lado, e à indiferença, por outro lado.
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Quarta-feira, 17 Novembro 2010

O neo-ateísmo e a intolerância política

Tenho acompanhado os artigos do Jairo Entrecosto em relação aos auto-denominados neo-ateístas portugueses. Por aquilo que tenho lido — e corrijam-me se eu estiver errado — a mais perversa característica dos neo-ateístas é a tentativa de eliminar a religião da praça pública, utilizando os poderes e o músculo político do Estado; e segundo a opinião dessa gentinha, essa eliminação da religião da praça pública deve ser feita em nome da tolerância.
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Sexta-feira, 4 Junho 2010

O lóbi gay brasileiro censura na Wikipédia

Rozângela Justino

Há muito tempo que não frequento o Wikipédia em português (só visito a Wikipédia de língua inglesa) porque se trata de um local mal frequentado. A Wikipédia em português — muito por influência política dos censores “revolucionários” brasileiros politicamente correctos e gayzistas — é um antro de sociopatas e esquerdistas.

A última da Wikipédia é a censura ao verbete da psicóloga brasileira Rozângela Alves Justino.

O verbete está para ser censurado pelos arautos brasileiros da liberdade e da tolerância que coordenam a Wikipédia em português. Caso o artigo seja censurado e retirado da rede, entretanto, mantenho aqui uma cópia do verbete em ficheiro PDF.

É uma vergonha que se censure em nome da liberdade! Vergonha, Brasil !!!

Quinta-feira, 30 Julho 2009

A intolerância dos tolerantes

Num hospital dos Estados Unidos, uma enfermeira católica e objectora de consciência foi obrigada a participar num aborto de uma criança de 22 semanas sob pena de ser despedida por “insubordinação”.

Pro-Life Nurse Forced to Assist in Abortion

«Catherina Cenzon-DeCarlo, a Catholic nurse, was threatened with “insubordination” charges and the possible loss of her job if she did not participate in the abortion. According to the ADF, the woman seeking the abortion was in stable condition and did not require an immediate abortion. While the hospital knew of Cenzon-DeCarlo’s objection to abortion since 2004, they refused to call in another nurse for the job.»


Email me (espectivas@nullgmail.com)

Quarta-feira, 4 Fevereiro 2009

A intolerância da religião do ateísmo

A maioria dos Estados da União Europeia, controlados pela maçonaria, adoptam uma nova religião de Estado: o ateísmo. Em nome da prevalência e do exclusivismo dessa nova religião de Estado, deu-se início a uma nova Inquisição medieval em pleno século 21.

O que está em causa com a crítica ao movimento do Novo Ateísmo que se organiza a nível internacional, não é a propaganda do ateísmo como uma visão peculiar da realidade, mas a tentativa deliberada de limitar a liberdade individual do cidadão em geral, impedindo-o de livremente seguir uma outra religião que não a ateísta.

Exactamente na medida em que o movimento ateísta pretende restringir a liberdade individual, faz parte integrante de uma agenda política claramente totalitária que se desenha nos areópagos internacionais, nomeadamente em organismos da ONU como é o caso da UNESCO.

Caroline Petrie

Caroline Petrie

Caroline Petrie é uma enfermeira inglesa que trabalhava para uma empresa que se dedica à assistência domiciliária a idosos doentes. Numa visita a uma senhora idosa que necessitava de cuidados de enfermagem, e antes de sair de casa dela, Caroline perguntou à idosa “se queria que rezasse pelas suas melhoras”, ao que a senhora idosa respondeu que não precisava das orações da enfermeira.

Acontece que a tal senhora idosa queixou-se à empresa onde a enfermeira Caroline trabalhava, e a empresa suspendeu-a sem vencimento desde 17 de Dezembro de 2008, e Caroline foi obrigada a frequentar um curso sobre “Igualdade e Diversidade”, não se sabendo ainda se será reintegrada na empresa ou não. A razão alegada pela empresa para a suspensão sem vencimento da enfermeira Caroline foi a de que ela “não demonstrou um comprometimento pessoal em relação à igualdade e diversidade” (sic).

Vamos tentar racionalizar o caso da Caroline Petrie.
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