perspectivas

Segunda-feira, 11 Março 2019

Janice Fiamengo e o feminismo anti-heterossexual

 

O Ludwig Krippahl escreve aqui sobre o “feminismo” — seja o que for que isso signifique. Antes de mais, recomendo a visualização de um vídeo da professora universitária canadiana Janice Fiamengo, como segue:

 

1/ actualmente, a mera manifestação (pública ou privada) de desejo heterossexual é classificada pela Esquerda como “assédio sexual”;

2/ as feministas (ou seja, a Esquerda) identificam o “sexo” heterossexual com “dano” físico e/ou moral da mulher.

A razão do Ludwig Krippahl é parcial; mas a razão da Janice Fiamengo é praticamente total. Vejam o vídeo.

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Quarta-feira, 13 Abril 2016

O erro do Diogo Leão

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 11:18 am
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“Discriminar” é distinguir uma determinada coisa ou ser, de uma outra coisa ou ser, sem que essa distinção implique necessariamente qualquer injustiça. Ou seja, fazer a distinção entre seres diferentes entre si, não implica obrigatoriamente uma injustiça. Se eu digo, por exemplo, que “uma mulher é diferente de um homem”, estou a fazer uma distinção, e por isso, estou a fazer uma discriminação — o que não significa que eu esteja a ser injusto, mas apenas a constatar um facto.

Um coisa diferente é a “exclusão”, em função da discriminação que é natural. A discriminação é essencial à vida inteligente, e até à ciência. O que nos aborrece no politicamente correcto é deturpação sistemática do sentido da linguagem.

¿Mas será que a exclusão é sempre negativa?

O ministro da defesa empurrou nitidamente o CEME, General Jerónimo, para a “exclusão”, alegadamente em nome da “inclusão”. Portanto, vemos aqui que a “exclusão”, em alguns casos, é considerada legítima. Ou seja, parece que “excluir” não é sempre mau (ética teleológica: os fins justificam os meios). O problema é o de saber se a “inclusão” — que justifica a “exclusão” — é sempre boa.

A “inclusão” não pode colocar em causa o princípio da auto-preservação de uma instituição ou até da sociedade em geral.

Segundo Karl Popper e John Rawls, a sociedade tem o direito à auto-preservação que se superioriza ao princípio da tolerância. A liberdade de uma qualquer instituição só pode ser restringida quando a sua própria segurança, por um lado, e por outro lado quando a liberdade em geral, estão em risco. No caso do Colégio Militar, não se verificou nem uma coisa nem outra. A acção contra o CEME foi acto de zelotas politicamente correctos.

Quando a “inclusão” coloca em causa a sobrevivência de uma determinada instituição, essa inclusão é absolutamente exclusiva — porque, através da inclusão, retira-se à instituição a sua identidade. Portanto, do que se trata no caso do Colégio Militar, é que o politicamente correcto pretende retirar-lhe a identidade em nome da “inclusão”.

Ou seja, pretende-se acabar com o Colégio Militar tal qual ele existe; e por isso é que se trata de um ataque político à instituição militar, em geral. Pretende-se que o Colégio Militar seja uma instituição de ensino como uma outra qualquer. E é isto que é calado pelo Diogo Leão e o politicamente correcto em geral.

Quarta-feira, 6 Janeiro 2016

A culpa é das vítimas

 

“The Mayor of Cologne says women should adopt a “code of conduct” to prevent future attacks following trouble on New Year’s eve when women in the city centre were subjected to sexual assaults by hundreds of men.

Henriette Reker attended an emergency meeting with police and other officials on Tuesday to discuss how best to deal with the crimes that occurred when 1,000 men, “of Arab or North African appearance”, took over the area around the main station”.

Mayor of Cologne urges code of conduct for young women to prevent future assaults

Henriette RekerCentenas de mulheres alemãs foram molestadas sexualmente (e algumas violadas), na cidade alemã de Colónia, por um milhar de “refugiados” segundo o critério do blogue Jugular. Essas mulheres molestadas não andavam nuas na rua, nem sequer de mini-saia no Inverno da Alemanha: estavam vestidas normalmente.

A Presidente da Câmara Municipal de Colónia, Henriette Reker (na imagem: um camafeu e um estafermo inédito! Deve ser feminista!) estabeleceu um código de conduta para as mulheres da cidade, que inclui manterem-se a um braço de distância dos “refugiados” (segundo o critério do blogue Jugular), não se afastarem do seu grupo, e pedir ajuda a transeuntes.

Ou seja, a culpa do comportamento dos “refugiados” (segundo o critério do blogue Jugular) é das vítimas.

Inverte-se a moral, o que é uma característica do politicamente correcto. A culpa da violação sexual da mulher branca europeia por parte do muçulmano, é da mulher branca — porque os muçulmanos estão (por enquanto) em minoria. Ora, é preciso proteger as minorias.

Terça-feira, 29 Dezembro 2015

A Esquerda duplicou a população portuguesa, apesar da lei do aborto

 

“Sempre que oiço «portugueses e portuguesas» ou «todos os portugueses e todas as portuguesas», gera-se-me a ideia de que a população de Portugal duplicou. Se calhar tenho o periscópio avariado”.

Duas por todos

Segunda-feira, 12 Outubro 2015

O José Pacheco Pereira, alegadamente, faz parte da tribo dos “tolerantes”

 

Parece que há tribos de “tolerantes” ou de “intolerantes”; as primeiras são tribos boas, e as segundas são tribos más. O José Pacheco Pereira, alegadamente, faz parte de uma tribo boa dos “tolerantes” que não toleram as tribos dos “intolerantes”.

As tribos dos “tolerantes” detêm a verdade, têm o conhecimento que as tribos dos “intolerantes” não têm. Por isso, os “tolerantes” encontraram já o caminho para a salvação. A verdade soteriológica dos “tolerantes” e do José Pacheco Pereira deve ser imposta à maioria ignara e intolerante. Naturalmente que os “tolerantes” devem deter o Poder para que a maioria intolerante seja salva.

Os “tolerantes” pretendem a concentração de Poder (neles próprios) para a construção de um “mundo melhor”: só eles, detentores do conhecimento, podem vislumbrar a via salvífica para a humanidade: por exemplo, a eliminação da “violência inscrita na desigualdade das economias”, a erradicação das culturas localizadas que “se baseiam em identidades agressivas que excluem os outros” — mesmo quando estes excluem agressivamente aqueles. O José Pacheco Pereira e os “tolerantes” estão acima da condição humana, são semi-deuses alienígenas que orientam a salvação da humanidade; são os gnósticos modernos.

Quando alguém procura a verdade com afinco, é condenado pelo José Pacheco Pereira e pelos “tolerantes” como sendo intolerante — porque, segundo os “tolerantes”, a verdade ou não existe, ou é relativa. Tal como os gnósticos da Antiguidade Tardia, os “tolerantes” têm uma mundividência anticósmica e, portanto, anticientífica.

A verdade é só a deles, a dos “tolerantes”, construída ideológica- e abstractamente. Para os “tolerantes”, a verdade e o ser humano são conceitos abstractos, que não são definidos por experiências concretas. E se alguém, em nome da verdade verificada e demonstrada, é obrigado pelos factos a ser intolerante, corre o sério risco de ser confrontado com a verdade exclusivista e maniqueísta dos “tolerantes” do gnosticismo moderno.

Os “tolerantes” — a Esquerda — são moralmente superiores.

E essa superioridade moral dos “tolerantes” permite-lhes ser intolerantes para com os “intolerantes” — mesmo que a intolerância dos “intolerantes” se baseie na verdade dos factos.

Por isso, temos todos que ser tolerantes, por exemplo, em relação ao consumo de drogas; ou temos que ser tolerantes em relação ao estilo de vida perigoso e promíscuo gay; ou devemos ser tolerantes em relação ao terror islâmico; ou devemos ser tolerantes em relação a uma possível imigração muçulmana em massa que ocupe o nosso país — devemos reduzir a nossa opinião ao silêncio que cala as consciências em nome da “tolerância”.

Sexta-feira, 2 Janeiro 2015

O crime público e a tolerância repressiva

 

“O Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa considerou “haver indícios de que a arguida Bárbara Guimarães cometeu o crime de violência doméstica”. Em causa poderá estar, segundo a decisão instrutória, “uma conduta de maus-tratos psicológicos” por parte da apresentadora televisiva contra o ex-marido Manuel Maria Carrilho.”

Tribunal defende que há “indícios” de Carrilho ter sido alvo de violência doméstica

carrilho daguerre webO conceito de “sexismo” existe exclusivamente para conceder privilégios (e não propriamente “direitos”) à  mulher, assim como os conceitos de “homofobia” e de “crime de ódio” existem para conceder privilégios aos gays e lésbicas. Não estamos já a falar de direitos, mas de privilégios. Ultrapassamos aqui já a área dos direitos do cidadão para entrarmos no conceito político e ideológico de “tolerância repressiva” do marxista Herbert Marcuse.

Foi para servir o conceito politicamente correcto e marxista de “tolerância repressiva” que se criou a figura jurídica de “crime público”.

Se reparamos bem, a classe política acolitada por ONGs como a APAV, faz passar a mensagem segundo a qual  a violência doméstica é exclusivamente atribuída aos homens. Esta mensagem subliminar passa muito bem para a opinião pública através dos me®dia. Desta forma, a mulher é sempre beatificada (e vitimizada) e o homem diabolizado.

Esta agenda política e ideológica contra o masculino — por exemplo, através da Ideologia de Género — serve para minar o fundamento da sociedade que é a família nuclear; e, simultaneamente, serve para alcandorar os gays e lésbicas a uma casta de privilegiados sociais; e a noção de “crime público” é essencial para essa agenda política. Não é por acaso que o maior defensor do conceito de “crime público” é o Bloco de Esquerda.

Sexta-feira, 7 Junho 2013

Daniel Oliveira! Então?, faxisto?!!!

O Daniel Oliveira defende uma humanidade desumanizada – e depois vem dizer que a maioria do povo francês é fascista.

Na medida em que a maioria do povo francês não aprova o “casamento” gay e a adopção de crianças por pares de invertidos, considera o Daniel Oliveira que a maioria do povo francês é fascista, nazi, e uma cambada maioritária de homófobos. Podemos concluir da classificação de Daniel Oliveira que essa maioria do povo francês é uma aberração ontológica que, por isso, não deveria existir.

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Slogan dos ‘bloquistas’ franceses

Mas ele, Daniel Oliveira, diz ele próprio que não é fascista. Ele considera a maioria de um povo como sendo fascista, ao passo que ele, Daniel Oliveira, é uma boquinha d’anjo. Segundo o Daniel Oliveira, o facto de alguém considerar fascista a maioria de um povo revela “progressismo” da parte de quem assim julga.

Eu poderia entrar no mesmo tipo de burrice expresso por Daniel Oliveira, por exemplo, fazendo referência a muitíssimos actos de violência perpetrados por grupos de homossexualistas, como por exemplo este . Ou mesmo de assassínios perpretados por homossexualistas, como foi o caso de Mary Stachowicz que foi assassinada por um homossexual apenas porque ela lhe disse que não concordava com o comportamento dele. Mas não vou por aí.

Vemos o Daniel Oliveira a referir apenas um determinado acto de violência em Paris, com uma determinada conotação política, que enviou um homossexual para o hospital. Mas nunca, nunca, jamais, veremos o Daniel Oliveira mencionar os cerca de 100 mil cristãos assassinados todos os anos em todo o mundo, pelo simples facto de serem cristãos. Para o Daniel Oliveira, o assassinato anual de 100 mil cristãos é uma bênção que merece um silêncio ensurdecedor (a ver se se acaba com a raça dessa gentalha religiosa!).

O Daniel Oliveira talvez não seja racista pela cor da pele: antes, é um racista ideológico. Não discute ideias, mas entra só e apenas pela falácia ad Hominem (pelo ataque pessoal). Toda a gente que não concorda com as ideias dele é fascista. Até os conservadores, segundo Daniel Oliveira, têm obrigação de aceitar o “casamento” gay e a adopção de crianças por pares de invertidos; e têm que aceitar a procriação medicamente assistida indiscriminada e o sórdido negócio desumano das “barriga de aluguer”. O Daniel Oliveira defende uma humanidade desumanizada – e depois vem dizer que a maioria do povo francês é fascista.

A ler: L’hyperviolence des antifas

Quinta-feira, 22 Novembro 2012

O movimento político gayzista francês defende a crucificação dos cristãos

«NOUS NE QUÉMANDONS PAS LES PLEINS DROITS QUI NOUS REVIENNENT. NOUS NE TENDRONS NI LA MAIN NI L’AUTRE JOUE : PRÉPARONS LES PLANCHES ET LES CLOUS !»

via Act Up-Paris | 1999-2012 : HOMOPHOBES.

Terça-feira, 27 Março 2012

A notícia de Trayvon Martin e a não-notícia de John Sanderson

Clique na imagem

O jornaleco Público veio com uma notícia — ver imagem em epígrafe — com o título “Somos todos Trayvon Martin”. Fica muito bem ao Público a publicação da notícia, porque um crime dessa natureza deve ser sempre denunciado.

Porém, o que me parece é que o Público publicou a notícia porque o jovem Trayvon Martin era preto. Se Trayvon Martin fosse branco, concerteza que o Público “metia a viola ao saco”.

Quando o jovem estudante John Sanderson [branco] foi assassinado, há poucos dias, por três pretos, o Público não disse nada. O Público não disse “Somos todos John Sanderson”.

Quando um preto mata um branco, o Público acha normal e vulgar de Lineu; um branco morto por um preto não merece ser notícia. Porém, se um branco mata um preto, então aí o caso “fia fino”: neste caso, “Somos Todos Pretos”.

Sexta-feira, 14 Janeiro 2011

Definição de “gayzista”

« Gayzistamarxista cultural que pretende usar o poder do Estado para elevar práticas sexuais acima de qualquer crítica, e para conceder a um grupo de indivíduos — apenas por alegadamente terem determinada apetência sexual — um privilégio que mais ninguém tem: o comportamento como fonte de direitos acrescidos. »

Em relação ao texto original, substitui “revolucionário” por “marxista cultural” porque, em primeiro lugar, nem todos os revolucionários foram gayzistas — por exemplo a estirpe clássica do marxismo estalinista não o era, como atesta a perseguição aos homossexuais em Cuba, por exemplo —, e em segundo lugar porque o gayzismo assenta no conceito de tolerância repressiva do marxista cultural Herbert Marcuse.

Marcuse criou o conceito de “tolerância repressiva”nas democracias ocidentais, tudo o que viesse da Direita tinha que ser reprimido pela violência, e tudo o que viesse da Esquerda tinha que ser apoiado pelo Estado.
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Quarta-feira, 15 Setembro 2010

O politicamente correcto, os me®dia e o humor

« New York Republicans have nominated a man to sit at the top of their ticket who has a history of sending obscene and racist e-mails to his “friends.” At least one of these e-mails used the n-word. He shrugs it off and blames it on his own wacky sense of humor. This is just unbelievable. »

The Huffington Post

Esta notícia começa por chamar racista ao novo dirigente do partido republicano em Nova Iorque, para no segundo parágrafo dizer que “pelo menos utilizou em um dos seus emails a palavra N”. Antes de continuar a comentar esta notícia, chamo a atenção para esta outra:

« La ministra de Igualdad, Bibiana Aído, ha justificado este miércoles el vídeo de UGT, sobre la discriminación laboral de la mujer, apuntando que se trata de una “sátira”. »


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