perspectivas

Sexta-feira, 15 Agosto 2008

A estética, segundo Kant, Kierkegaard e Adorno (3)

Teodoro Adorno foi um marxista cultural; sobre o marxismo cultural, ler isto ― só percebendo o que é o marxismo cultural se poderá entender o juízo estético de Adorno.
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Quinta-feira, 14 Agosto 2008

A estética, segundo Kant, Kierkegaard e Adorno

“Há um Deus, mas a nós, homens, só nos é permitido empregar esta fórmula limitada: não podemos pensar e compreender a finalidade que deve estabelecer-se como fundamento da possibilidade intrínseca de muitas coisas naturais, sem a figurarmos e sem figurar o mundo em geral, como o produto de uma causa inteligente (Deus)”.

― Immanuel Kant (Crítica do Juízo)

Pessoa amiga pediu-me para comparar o juízo estético de Kant, de Kierkegaard e de Adorno. A coisa é complicada, porque se trata de comparar a teoria (contemplação) de um racionalista cristão (Kant), com a de um existencialista cristão (Kierkegaard) e ― mais difícil ― com a de um marxista cultural. Depois, há outra dificuldade: reduzir os conceitos ao maior denominador comum, tornando-os inteligíveis e simples, isto é, tornando-os objectivos dentro da subjectividade teórica de cada um dos filósofos mencionados, e dentro da minha própria subjectividade. Vou resumir um após outro, e depois fazer uma resenha comparativa final.


Até que ponto a estética, isto é, o “gosto”, é subjectivo? Diz-se que “os gostos não se discutem”.
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Terça-feira, 11 Dezembro 2007

A Utopia Negativa

Politicamente correcto

Politicamente correcto

Tentei definir aqui o Politicamente Correcto de uma forma que a maioria entenda, mas a verdade é que o politicamente correcto é muito mais complexo e varia de acordo com os tempos e com a cultura das elites.

No tempo de Salazar não deixou de existir o politicamente correcto, porque subjacente ao politicamente correcto, existe sempre uma utopia. No caso do Estado Novo, existia a utopia da Portugalidade e do Quinto Império. Tratava-se de uma utopia positiva, consentânea com a “utopia clássica” de Platão, Tomás Moro, Campanella, Fourier, etc., etc.

O marxismo cultural (ou politicamente correcto actual) trata-se de uma utopia negativa, porque se concentra na crítica dissolvente da nossa sociedade real. A Teoria Crítica da sociedade por parte do politicamente correcto é negativa porque não possui conceitos capazes de superar a distância entre o presente e o futuro, mas “pretende conservar-se fiel àqueles que deram e dão a sua vida pela Grande Recusa” (“O Homem Unidimensional”, de Herbert Marcuse). Quaisquer que sejam as possibilidades reais que a nossa sociedade actual apresenta de um futuro melhor, o marxismo cultural não nos revela quais são, limitando-se a negar totalmente o sistema em que se baseia a nossa sociedade, e na sua totalidade. Exemplos do marxismo cultural são as “picaretas falantes” do Bloco de Esquerda: destrói, destrói, critica e critica, bota-abaixo, mas ficamos sem saber muito bem quais são as alternativas que propõem para a nossa sociedade. Vejam o discurso do Francisco Louçã e reparem se não é verdade.

Por exemplo, a utopia que preside ao blogue “Arrastão” é parte da utopia negativa marxista cultural que procura sistematicamente a dissolução da nossa sociedade, e tem na procura dessa dissolução o seu único objectivo. Quando o Daniel Oliveira (e outros que tais) defende as posições das minorias a ponto de lhes dar privilégios que a maioria não tem, não o faz por piedade ou sede de justiça: fá-lo por pura ideologia socialmente destrutiva, que é seguida de uma forma irracional através de uma cartilha de lobotomia política definida.
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