perspectivas

Quinta-feira, 22 Março 2012

José Sócrates : a adjudicação das obras do TGV foi ilegal

Filed under: josé sócrates,Política,Portugal — O. Braga @ 6:58 pm
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“O Tribunal de Contas (TC) chumbou o contrato para a construção da linha de alta-velocidade ferroviária Poceirão-Caia, segundo o acórdão do TC ao qual o SOL teve acesso. O contrato assinado a 8 de Maio de 2010 entre o Governo liderado por José Sócrates e o consórcio Elos, da Soares da Costa e da Brisa, ainda estava à espera do visto prévio da instituição liderada por Guilherme d’Oliveira Martins, apesar do actual Executivo já ter anunciado que pretende cancelar a empreitada.”

via TC: Adjudicação das obras do TGV foi ‘ilegal’ – Economia – Sol.

Quinta-feira, 18 Agosto 2011

Acerca da cimeira do directório da União Europeia

A recente cimeira entre Sarkozy e Merkel, da qual saiu um édito e várias ordenações que alegadamente têm a intenção de pôr em ordem a polícia, revela a fraqueza de quem promulga. Por detrás da aparente fortaleza do Diktat, está a fraqueza dos dois soberanistas.
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Sexta-feira, 22 Julho 2011

Parece que existem “pressões europeias” para a construção do TGV

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Esta notícia é estranha: pode ser genuína ou “encomendada” pelo actual governo liderado pelo Partido Social Democrata.
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Segunda-feira, 7 Março 2011

O enlatado iberista

Filed under: A vida custa — O. Braga @ 8:15 pm
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Sexta-feira, 7 Maio 2010

A curva de Laffer

Filed under: economia,josé sócrates,Política — O. Braga @ 9:32 pm
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Professor de economia na universidade da Califórnia, Arthur Laffer demonstrou na década de 70 do século passado que a partir de um determinado ponto da percentagem estabelecida para cobrar impostos, o Estado começa a perder dinheiro na colecta e a sociedade a definhar por falta de investimento. (more…)

Quarta-feira, 5 Maio 2010

José Sócrates pretende liquidar Portugal

As Bolsas da Europa “mergulham” em três dias consecutivos. Hoje ouvi o economista e jornalista Camilo Lourenço dizer na Rádio Clube Português aquilo que eu tenho dito aqui recentemente sobre o Euro. Os mercados internacionais não acreditam que o caso grego não venha a rebentar em uma nova Argentina, devido ao excesso da dívida externa. Eu também não acreditaria no plano de ajuda à Grécia, porque esse plano apenas resolve problemas de curto prazo — excepto se existissem medidas proteccionistas dentro do espaço económico europeu em relação a determinadas importações do exterior que afectem as economias europeias mais débeis, por um lado, e uma política de investimentos públicos rentáveis controlados directamente pela União Europeia (e não pelo governo grego), por outro.

Vista do Douro (Portugal)

Em 2011, a dívida externa grega atingirá 150% do PIB grego, o que significa que os gregos teriam que trabalhar ano e meio para a pagar (e sem receber nada). A situação grega é insustentável. Eu já tinha escrito aqui que a Grécia vai ser atirada para a idade da pedra — pelo menos regredirá aos princípios dos anos 80 do século passado.

O problema que se coloca já não é o défice público, mas a dívida externa; mesmo com um défice público a 0%, a dívida externa grega continuará a crescer a um ritmo assustador. Do que a Grécia precisa é de um superavit, não só nas contas públicas como nas transacções externas. Nestas condições, a criação coerciva de um superavit para inverter a tendência da dívida externa significaria literalmente a fome e a miséria entre os gregos.

Eis no que deu o Euro! Os países do directório europeu (Alemanha e França) desmantelaram a pouca indústria grega que existia antes da adesão da Grécia ao Euro, para imporem os seus produtos no mercado grego em monopólio mais ou menos concertado; os políticos gregos tentaram disfarçar a desgraça que se desenrolava à sua vista com aumentos de salários e ocultação dos números do défice público; e agora que a desgraça bate à porta e que já não mais carne grega para comer e os ossos são duros de roer, o directório europeu tenta que a Grécia vá morrer longe…

Este mesmo problema afecta não só a Grécia como a Irlanda, Portugal, e em grau menor a Espanha e a Itália. E ainda assim, José Sócrates mantém irracionalmente as políticas de endividamento externo quando pretende avançar com o TGV e outras obras faraónicas, dando um péssimo sinal aos mercados financeiros internacionais. José Sócrates vai ter que ser julgado um dia (em tribunal; não só politicamente) pelas políticas suicidas de que é responsável.

Francisco Louçã, do Bloco de Esquerda (secundado pelo PCP), disse ontem nos me®dia que concorda com o avanço do TGV Lisboa / Madrid desde que a sua construção incorpore 75% de produtos portugueses. Será que o povo não se dá conta da irracionalidade da esquerda ? 75% ?!!! Será que a esquerda não se deu conta, por exemplo, de que a SOREFAME, que produzia material circulante, foi encerrada depois de Portugal entrar no Euro, para beneficiar os negócios da Siemens em Portugal? Será que a esquerda portuguesa não se deu conta de que a Siderurgia Nacional foi encerrada depois da entrada no Euro para não dar problemas ao aço oriundo do norte da Europa e de Espanha ? Será que a esquerda se dá conta do país real ? Pior do que a actual situação é a cegueira dos nossos políticos.

Os políticos portugueses têm que pensar já num Plano B, que passa por uma transição suave para fora do Euro — com um período de 3 a 5 anos em que o Euro e o novo Escudo estarão presentes simultaneamente e com uma taxa de câmbio fixa. Entretanto, a dívida externa pode ser renegociada com calma e com tempo, e provavelmente já neste período de mudança, a economia portuguesa voltará a crescer como nunca cresceu em 10 anos de Euro. Este cenário pode até nem acontecer, mas é obrigação da política tê-lo em devida conta.

Sexta-feira, 30 Abril 2010

Passos Coelho faz parte do Socraquistão

Assistimos todos, estupefactos, e por parte de José Sócrates, à inclusão de Passos Coelho nas opções políticas do governo socialista, sem que haja um desmentido formal senão através dos fait-divers do líder da bancada parlamentar do PSD. José Sócrates diz que Passos Coelho concorda com a sua política, e o líder do PSD cala-se. É isto que é o Bloco Central.

O Bloco Central é a comunhão de uma mundividência política, mais do que uma coligação que neste caso não é necessária para afirmá-lo. É absolutamente claro que existe actualmente um Bloco Central composto pelo PSD de Passos Coelho e PS de José Sócrates, porque ambos partilham das mesmas opções fundamentais em relação à política, à economia e ao desenvolvimento do país; as excepções em relação à comunhão e concordância políticas não eliminam a regra que é deduzida pela simples observação da realidade política (em política, o que parece, é).

Isto significa que Passos Coelho faz parte do Socraquistão; ele é parte do problema, e não da solução.

As obras públicas faraónicas deveriam ser canceladas — simplesmente canceladas, e não adiadas.

A desculpa do governo com as “indemnizações decorrentes do cancelamento do TGV e do novo aeroporto de Lisboa”, faz lembrar aquela anedota em que um indivíduo “engata” uma mulher, e chegados à cama, ele verifica que ela não se trata de uma mulher mas de um travesti. E perguntaram-lhe: “E então? O que fizeste?”, ao que ele respondeu: “Nessa altura da tourada, não tive outra opção senão terminar a faena!”. É esta a lógica do governo socialista a que se junta o PSD de Passos Coelho. A desculpa socratina está “en el calor de la fiesta”, e não na força da razão.

A construção do TGV (e do novo aeroporto de Lisboa) é vista por Passos Coelho e José Sócrates como uma necessidade absoluta, da qual depende totalmente o destino do país — ¡ El TGV o la muerte !. Em relação a esta matéria, e segundo os dois “socraquistas”, é como se a própria ordem do universo exigisse, por necessidade cósmica, o TGV — mesmo sabendo de antemão que o TGV vai dar prejuízos na sua exploração, prejuízos esses que serão sistémica e endemicamente pagos pelos contribuintes portugueses.

Espanha! Espanha! Espanha!

Actualização: Passos Coelho reagiu mais tarde com aquela mansidão que o caracteriza dizendo que “não ficava mal ao governo adiar a construção ” dos novos elefantes brancos. No entanto, mantenho o essencial deste postal: Passos Coelho escreveu o seu livro “Change” não vai muito tempo, e inclui nele a construção de obras faraónicas sabendo as consequências que trariam ao país em função do endividamento externo.

Segunda-feira, 18 Janeiro 2010

O problema de Portugal é o presente, e não o futuro

Filed under: Política — O. Braga @ 9:32 am
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« A ascensão ao poder de uma geração de diletantes embevecidos com os gadgets, pensando em soundbites, muito ignorantes e completamente amorais, que se promovem uns aos outros e geram uma política de terra queimada à sua volta, é a entourance que o “socratismo” criou e vai deixar órfã. »

― José Pacheco Pereira

Quando lia este artigo desassombrado do JPP, veio-me à cabeça a ideia que só poderemos ter uma ténue e muita vaga ideia do futuro se soubermos analisar minimamente o presente. O problema é que o presente não é facilmente cognoscível. A ilusão da gente que está no poder neste momento ― que não é necessariamente todo o partido socialista enquanto composto por indivíduos ― é que não só estão convencidos que conhecem o presente como através desse pretenso conhecimento presentista têm a certeza do futuro.
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Terça-feira, 29 Setembro 2009

O debate da Fatinha foi politicamente correcto ― como sempre

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 2:31 am
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« Pois não é extraordinário e singular este facto duma crise bancária, de repente, de um dia para o outro, sem a precedência da elevação de taxas, numa situação comercial próspera, com fundos públicos em persistente e notável alta, com os pagamentos em dia, sem febres industriais?

Pois não sabemos nós que esta crise é filha de os Bancos comerciais se terem lançado nunca especulação infrene de bolsa; terem colocado uma parte enorme dos seus capitais em valores flutuantes de precária solubilidade; terem, em vez de evitarem e corrigirem, alimentando e auxiliando a jogatina aventurosa dos bears e dos bulls dos bolsins, e possuírem finalmente os seus capitais sociais empatados numa grande parte em colocações de indeterminada, morosa e em todo o caso, em momento de crise, difícil solução ? »

Escrito por Luciano Cordeiro, em 1876

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Sábado, 26 Setembro 2009

O TGV e a defesa nacional

Filed under: Portugal — O. Braga @ 9:01 pm
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«De facto o que interessa a Portugal, em termos de caminho-de-ferro é atravessar a Espanha o mais rapidamente possível até chegar aos Pirinéus. À Espanha interessa exactamente o contrário e interessa-lhes sobretudo que as comunicações passem por Madrid, centro radial e geocêntrico da Península Ibérica. Tudo isto deu origem, ainda no século XIX a uma interessante polémica entre um capitão de infantaria e S. Majestade o Rei D. Pedro V, nas páginas da Revista Militar. Mas isso passava-se no século XIX, um século de decadência…

A nossa falta de visão e, ou, cobardia política, vai ao ponto de beneficiar os eixos Lisboa-Madrid e Porto-Vigo(!), quando o interesse nacional devia centrar-se no percurso Lisboa – Porto e Lisboa – Faro, o que em termos de custo/eficácia o “Alfa” e o “Intercidades” fazem muito melhor. E quanto a atravessar a Península que por camiões TIR ou por caminho-de-ferro, seria muito melhor apostar no transporte marítimo e, nalguns nichos, no transporte aéreo. Mas para isso era preciso que em Lisboa os políticos soubessem alguma coisa do seu ofício… Meus caros concidadãos, estas coisas são importantes.»

Respigado aqui.

Segunda-feira, 21 Setembro 2009

Depois de José Sócrates ter acabado com a maternidade de Elvas, eis a resposta espanhola

O governo maçónico de José Sócrates fechou uma série de maternidades no interior do País, perto da fronteira com Espanha. Uma delas foi a maternidade de Elvas, o que obrigou muitas portuguesas grávidas a terem os seus filhos em Badajoz (que fica ali mesmo ao lado de Elvas).

No seguimento da polémica do TGV, o ex-presidente da junta da Extremadura espanhola defende que deve existir um serviço nacional de saúde que exclua os estrangeiros — o que é nitidamente uma observação ao caso das mães portuguesas de Elvas / Badajoz.

El ex presidente de la Junta de Extremadura, Juan Carlos Rodríguez Ibarra, ha advertido del problema sobre el “turismo sanitario” de personas que desde otros países se desplazan a España para operarse en la sanidad pública española y estimó que el presidente del Gobierno, José Luis Rodríguez Zapatero, “tendría que hacer una sanidad para los españoles y sólo para los españoles”.

Chegou a altura começar a fechar a fronteira comercial.

Há gente que já viu o cu aos socialistas

Um comentário deixado neste postal:

«O TGV não é util para o meu pais. Nem para o turismo ele é necessário!

Actualmente os negócios são feitos por telefone e online, os acordos enviados por mail e finalmente 1 viagem de avião para assinaturas presenciais durante 5 minutos.

Chega de “União” Ibérica! Eles tem representações exclusivas de muitas marcas internacionais (Europa e USA) para a Península Ibérica. Nunca perguntaram se queriamos ser representados por eles, e nós quando “batemos à porta” ficamos a saber pela “Casa Mãe” que a venda exclusiva para Portugal e Ilhas, é de Espanha.

A curto prazo eles vão conquistar e comercializar os territórios de Africa (PALOP) falando a lingua portinhol da província mais pobre de Espanha.Temos uma nova colonização, é como voltar à “Dinastia Filipina” e entregamos-lhes a CPLP (Comunidade dos Países de Lingua Portuguesa).»

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