perspectivas

Sexta-feira, 14 Dezembro 2012

A patologia secularista do governo socialista de Hollande

O ministro do governo socialista francês de François Hollande, Manuel Valls anunciou que o governo vai vigiar os grupos religiosos à procura de “patologias religiosas”. Caso o governo constate que exista “patologia religiosa” em um determinado grupo religioso, accionará mecanismos de censura da liberdade religiosa.

Contudo, Valls não definiu “patologia religiosa”, o que se depreende que seja uma noção discricionária do governo socialista: “patologia religiosa” será, portanto, aquilo que o governo socialista francês quiser que seja, e a cada momento diferente.

Segundo o ministro socialista Valls, as organizações católicas — por exemplo, a CIVITAS francesa — que protestam pacificamente contra a instauração do “casamento” gay, são organizações “patológicas religiosas”, e portanto, a opinião pacífica dessas organizações devem ser censuradas pelo governo. E Valls fecha o seu discurso totalitário com chave de ouro:

“O secularismo não é apenas simples tolerância… é um conjunto de valores que toda a gente é obrigada a seguir.”


Entretanto, na França secularista de Hollande, a mesma que diz que quem opina contra o “casamento” gay é um “religioso patológico” e deve ser censurado, nessa mesma França socialista de Valls, Marie Le Pen vai ser julgada em tribunal por delito de opinião por ter criticado o Islão.

Sábado, 22 Setembro 2012

O feminismo radical de Marine Le Pen

La jefa del partido de ultraderecha francés Frente Nacional, Marine Le Pen, propuso prohibir el velo musulmán y la kipá judía en todos los espacios públicos, incluso en la calle, en una entrevista publicada este viernes por el diario Le Monde, en plena polémica suscitada por la divulgación de un video islamófobo y caricaturas de Mahoma.

via La ultraderecha laicista: Marine Le Pen pide prohibir el velo y la kipá incluso en la calle – ReL.

Não estamos em presença de um “partido de extrema-direita”, como se diz por aí. A FN de Marine Le Pen é um partido revolucionário, e por isso, de extrema-esquerda. Aliás, o partido nazi sempre foi considerado, no seu tempo e em toda a Europa da década de 1930, como um partido de esquerda.

A FN (Front Nationale) de Marine Le Pen não é apenas e só contra a imigração massiva: também é contra a manifestação pública das religiões. Ou seja, a FN faz parte do problema da Europa, e não da solução.

Isto demonstra que é extremamente difícil a qualquer partido político, de qualquer país da Europa, sair da respectiva dialéctica hegeliana que subjaz ao processo político endógeno. Para que um partido político possa sair do império da dialéctica, são essencialmente necessárias duas coisas: uma liderança muito forte do ponto de vista intelectual, e um núcleo interno de supervisão ética com forte influência nas decisões do partido.

Marine Le Pen confunde propositadamente “imigração”, por um lado, com “religião”, por outro lado. Eu penso que essa confusão é propositada, porque de outro modo teria que concluir que Marine Le Pen é estúpida.

Quando Marine Le Pen pretende proibir o uso público do véu islâmico ou Hijab — ¡ não confundir com a Burka ou com o Niqab ! — e o Quipá judeu, revela, por um lado, a faceta política paganista da FN, e por outro lado revela o feminismo radical de Marine Le Pen.

Portanto, não estamos em presença de um “partido de extrema-direita”, como se diz por aí. A FN de Marine Le Pen é um partido revolucionário, e por isso, de extrema-esquerda. Aliás, o partido nazi sempre foi considerado, no seu tempo e em toda a Europa da década de 1930, como um partido de esquerda.

Adenda: uma mulher francesa e nativa — de pele branca de marfim, loura natural e de olhos azuis — pode perfeitamente sentir que, por exemplo, a sua adesão ao Islamismo faz todo sentido para si própria. E por isso passaria a usar o Hijab. E também por isso é que não podemos confundir “imigração” com “religião”.

Segunda-feira, 13 Agosto 2012

Os jogos olímpicos, “Imagine”, e o secularismo religioso

Eu não vi nenhuma imagem de televisão acerca dos jogos olímpicos em mais de 30 segundos; para mim, os jogos olímpicos foram apenas as imagens que resultaram do zapping. E a última imagem do zapping dos jogos foi a cerimónia de encerramento em que se tocava a canção “Imagine” de John Lennon.

“Imaginem um mundo sem religião”, segundo Lennon, é imaginar um mundo com uma só religião: a religião secularista. “Imaginem a absolutização do pensamento único”, é o verdadeiro e real corolário da canção de John Lennon [e do politicamente correcto].
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Segunda-feira, 3 Outubro 2011

Católicos ingleses recorrem ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, contra o Estado britânico

«British courts are wrongfully penalising Christians through an “incorrect interpretation” of human rights laws, a Roman Catholic Archbishop has warned.

Archbishop Peter Smith of Southwark said judges were guilty of “woolly thinking” and expressed concern at the bias Christians face when taking a moral stance in line with their beliefs.

The Archbishop’s comments related to four religious liberty cases now heading for the European Court of Human Rights.»

via Christians penalised in British courts, warns RC Archbishop | News | The Christian Institute.

Sexta-feira, 28 Janeiro 2011

A teocracia secular politicamente correcta

«Existe uma diferença entre discriminar alguém por causa daquilo que essa pessoa é, e recusar promover ou tolerar aquilo que essa pessoa faz.

Se o casal Bull tivesse uma mercearia e se recusasse a servir homossexuais, então seria discriminação; mas recusar facilitar as suas acções e comportamentos, ou recusar alugar quartos a pessoas não casadas, não é discriminação. É apenas e só o exercício da consciência — em tempos perfeitamente legítimo — em relação a comportamentos privados.»

Ann Widdecombe, política conservadora inglesa.

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A Teocracia Secular do politicamente correcto

«A Autoridade para a Comunicação Social (ERC) abriu um processo, em 10-1-2011, e ameaça punir, com pesada coima e suspensão de tempo de antena, o partido Portugal Pro Vida (PPV) por causa de uma queixa relativa à inclusão de imagens («7 segundos»!) reais de fetos abortados, no seu tempo de antena televisivo, de 22-10-2010.» (ler o resto)

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