perspectivas

Terça-feira, 31 Julho 2012

A ciência, a técnica e o servilismo do ser humano

Filed under: Ciência,cultura,filosofia,Ut Edita — O. Braga @ 9:21 am
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As revoluções industriais e da modernidade exercem enorme influência na pisco-fisiologia do ser humano, com repercussões graves no intelecto, na moral e na sociedade.

Pensadores como Cuvier ou Bergson consideram que a evolução das espécies animais é principalmente a do sistema nervoso, que atinge a sua perfeição no Homem.

A actividade predominante do cérebro humano é assegurar a função da linguagem, e portanto, da expressão, da comunicação, e da persuasão. E tudo quanto consista na destruição, limitação ou servidão do cérebro, contribui para a animalização e irracionalização do Homem.

Hoje existem instrumentos de magia negra, como por exemplo o cinema, a televisão, a rádio e a imprensa. E os homens que atendem sistematicamente aos rituais de magia negra da Técnica, tornam-se incapazes de pensar. O seu cérebro tornou-se servil.

Segunda-feira, 25 Outubro 2010

Os mitos modernos

Filed under: filosofia — O. Braga @ 10:12 am
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Sartre e Che Guevara

O materialismo filosófico está directamente ligado às ideias de Engels e Karl Marx (para não falar aqui das suas origens históricas), e portanto, ao marxismo. Durante a guerra fria, a esquerda marxista nos países democráticos a ocidente, não era muito popular porque defendia uma visão totalitária para a sociedade. Por isso, essa esquerda marxista teve que se camuflar, atribuindo aos mesmos conceitos marxistas outras designações que induzissem na opinião pública a ideia de que aquilo que defendiam era coisa diferente do materialismo filosófico. Surgiu então o existencialismo ateu de Sartre e, principalmente, o Fisicalismo e o Reducionismo.

O fisicalismo reduz toda a realidade à matéria, ou seja, segue fielmente o materialismo filosófico, embora reelaborando-o e reestruturando-o; é o materialismo filosófico com outro nome e mais sofisticado. Mudou o nome mantendo a mesma essência.
O reducionismo defende a ideia de que tudo o que acontece no mundo (os factos) é passível de ser descrito em termos puramente físicos (“físicos” entendido aqui no sentido de “material” sendo que a matéria é tudo aquilo que tem massa — e não entendido aqui em termos da “Ciência Física).
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Quarta-feira, 15 Setembro 2010

A Nova Utopia marxista e a estratégia da Nova Direita

A estratégia da verdadeira direita deve ser a de recusar, ignorar e negar a Grande Recusa procedente da Utopia Negativa do marxismo cultural e da Escola de Frankfurt.

A queda do muro de Berlim elevou o nível de delírio e do absurdo da utopia anteriormente existente. O que estamos a assistir hoje na nossa sociedade (que inclui todo o ocidente) é um fenómeno novo que não foge à contingência dos erros antigos. Lembro-me da frase de Elsa Triolet: “o futuro não é a melhoria do presente; é outra coisa”. Ao contrário do que pensava Elsa Triolet, a utopia pensa sempre que o futuro é a melhoria do presente e que o erro humano pode ser eliminado. Porém, parece-me certa a ideia de que o planeta Terra nunca será o paraíso e que a nova utopia parece trabalhar afanosamente para que ele se transforme em uma coisa muito parecida com um inferno.
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Sábado, 26 Junho 2010

Temos que ser “especialistas da curiosidade não especializada”

Eu sigo a blogosfera porque me interessa saber de ideias. Naturalmente que se tiver a oportunidade de conhecer as pessoas que escrevem, melhor seria; mas não tendo o ensejo de as conhecer, bastam-me as ideias. Porém, não deixo de ficar aturdido com esta estória.
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Sábado, 22 Maio 2010

Os me®dia e a estória da criação de vida artificial

Nos últimos dias, os me®dia têm propalado a ideia de que “a ciência criou vida artificial”, referindo-se a experiências realizadas recentemente nos Estados Unidos. Os me®dia , contaminados ideologicamente pelo desejo esquerdista de uma nova ética que ninguém sabe bem o que será, exultaram de felicidade.

O que se passou na realidade é que o genoma de uma espécie de bactéria foi “montada” por computador (através da informática) e depois inserida numa outra célula já existente na natureza. A célula assim “construída” começou a “funcionar”, dividindo-se e crescendo como uma célula natural. Repito: a célula em que o genoma, programado pelo computador, foi inserido, já existia no mundo natural.

O que os me®dia intuíram desta história seria equivalente a dizer-se que ao fazer um transplante de coração, a ciência criou uma nova vida, “esquecendo-se” que o doente do coração já existia antes do implante do novo coração.

O que assistimos foi a um êxito da técnica e não propriamente a uma revolução científica.

A micro-bactéria semi-sintética assim construída não é, em absolutamente nenhum sentido, alterada no seu estado natural.

Da mesma forma que alguém pode facilmente copiar o conteúdo deste postal sem entender patavina do eu aqui escrevo, também se pode replicar ou copiar um micro-organismo sem se perceber verdadeiramente o seu significado intrínseco. Foi o que aconteceu na realidade com a nova técnica, que os me®dia dizem ser “a criação de vida artificial”.

Dando outro exemplo, seria como se alguém dissesse que “a construção de um foguetão é uma coisa extraordinária porque a ciência criou todos os materiais usados na sua construção, não partindo de nenhuma base natural e pré-existente”. Só os me®dia merdosos se lembrariam de um argumento destes !

Ao contrário do que os me®dia propalaram, a nova técnica pode trazer grandes problemas a nível do bio-terrorismo; especialistas em combate ao terrorismo são de opinião de que a nova técnica pode trazer novas ameaças, com organizações terroristas a utilizá-la para criar micróbios ou espalhando doenças letais. A nível ambiental, a nova técnica pode causar estragos irreparáveis no meio ambiente, embora se diga que ela não será utilizada fora dos laboratórios americanos.

Sexta-feira, 19 Março 2010

O filisteu moderno

O substantivo adjectivado “filisteu” tem uma conotação pejorativa e está ligado ao utilitarismo da nova burguesia da “boa sociedade” do século XIX que via no objecto de arte, ou um artigo vendável e passível de lucro, transformando assim o objecto de arte num objecto de consumo, ou numa forma de se afirmar na sociedade através da exibição ostensiva de “cultura”. A imagem do filisteu era a do indivíduo que coleccionava obras de arte não pelo amor desinteressado à arte e à beleza, mas pela utilidade que essa colecção lhe traria, seja em dinheiro, seja em status social. O filisteu era um utilitarista.
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Terça-feira, 18 Novembro 2008

Encruzilhada da História

utilitarismo11A ideia de que o Homem é “Deus na Terra” é antiquíssima, tão antiga quanto a idade de 150.000 anos atribuída ao Homo Sapiens. As diferenças que sobre-existiram ao longo do tempo não são substanciais, mas antes formais; muda-se a forma com o tempo mas mantém-se a substância. Contudo, a deificação de uma casta de seres humanos nunca foi tão perigosa para a espécie humana como é hoje.

A civilização europeia culminou com a burguesia; é produto de uma súmula utilitarista que se acumulou ao longo de dois milénios ― a utilidade prática do conhecimento para o domínio da matéria. O burguês europeu, ao contrário dos antigos gregos, não se sentia atraído pela contemplação, mas antes pela utilidade prática; quis instalar-se comodamente no mundo, modificando-o a seu bel-prazer.

Enquanto Platão e Aristóteles pensavam os rudimentos que tornaram possíveis a Física moderna, eles tinham ― como a maioria dos gregos ― uma vida difícil, rude e sem conforto. Nesse momento histórico, os chineses que nunca tinham tido um único pensamento científico, que nunca se preocuparam com a contemplação e que nunca desenvolveram uma teoria, todavia já desenvolviam a Técnica, teciam telas esplendorosas, fabricavam objectos de grande utilidade, a tinta, o papel e a pólvora, e construíam muitos artefactos de excepcional conforto. Enquanto que em Atenas se inventava a matemática pura, em Pequim inventava-se o forro da casaca.
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Terça-feira, 11 Novembro 2008

Mini centrais nuclares vêm a caminho

Filed under: curiosidades — O. Braga @ 7:53 pm
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Estão aí centrais nucleares do tamanho de uma vivenda com capacidade para alimentar 20.000 fogos (cada uma).

Nuclear power plants smaller than a garden shed and able to power 20,000 homes will be on sale within five years, say scientists at Los Alamos, the US government laboratory which developed the first atomic bomb.

The miniature reactors will be factory-sealed, contain no weapons-grade material, have no moving parts and will be nearly impossible to steal because they will be encased in concrete and buried underground.

Mini nuclear plants to power 20,000 homes

Domingo, 24 Agosto 2008

Um aviso à REN: acabaram-se os fios eléctricos :)

Filed under: curiosidades — O. Braga @ 12:36 am
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SAN FRANCISCO (AFP) — Intel on Thursday showed off a wireless electric power system that analysts say could revolutionize modern life by freeing devices from transformers and wall outlets.
Intel chief technology officer Justin Rattner demonstrated a Wireless Energy Resonant Link as he spoke at the California firm’s annual developers forum in San Francisco.
Electricity was sent wirelessly to a lamp on stage, lighting a 60 watt bulb that uses more power than a typical laptop computer.

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